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Casa São Judas de Recuperação

Por | CASA SÃO JUDAS, CASAS DE MISSÃO

Paz Irmãos! Iniciamos uma nova Jornada.

O Senhor nos abençoou com uma Casa na cidade de Alumínio – SP, onde começaremos a realizar encontros para recuperação espiritual.

Será um local de reflexão, organização de pensamentos e emoções. Deus quer nos curar. Uma casa para os soldados machucados que precisam de tratamento.

Rezem e nos ajudem a dedicar nosso tempo no zelo pela casa e construção. Precisamos de sua ajuda e vamos assim iniciar nossos trabalhos.

Ajude a Fidelidade!

Associação Domingos Sávio
Banco Bradesco – 237
Agencia – 0109-0
Conta – 21952-5
CNPJ – 19.995024/0001-56

Confira a Manutenção da Casa!

Família nas Novas Comunidades!

Por | FORMAÇÕES

São Paulo diz na Carta aos Efésios que dobra os joelhos ao Pai por toda a família que deve sua existência ao Pai. Nós que somos Novas Comunidades precisamos dobrar os joelhos pela causa das famílias.

A família precisa valorizar a vida humana, Bento XVI na carta enviada ao Brasil por ocasião da Campanha da Fraternidade disse: “Toda ameaça contra a vida e contra a família precisa ser combatida”.

Na contemplação do ícone da Sagrada Família de Nazaré percebemos uma família espiritual e plenamente humana, com toda a necessidade do toque; José que abraça Maria, e tocam em Jesus, uma família plenamente humana. Todas as vezes que você contemplar a Sagrada Família lembre que ela é humana.

Imagine José e Maria batendo nas portas de nossa comunidade dizendo que queriam fazer um caminho com a nossa comunidade. Onde nós os encaixaríamos? Eles seriam uma comunidade de aliança, o homem que trabalha e com o suor de seu rosto leva o pão para a família.

Muitos pensam que para se entregarem a Deus precisam ir para a comunidade de vida. Olhem para a Sagrada Família, eles foram plenamente consagrados a Deus, isso é possível, ser família plenamente consagrada a Deus.

O sacramento do matrimônio é nosso modo específico de viver a santidade. Aquele que é casado já é como consagrado. Quando somos casados e consagramos a uma comunidade, a consagração na comunidade não está acima do matrimônio que busca também a santidade e o céu.

O carisma de fundação não pode estar acima do sacramento do matrimônio, precisamos ter a consciência da importância e da finalidade do matrimônio. Talvez inconscientes, por causa da missão que a Comunidade tem, nós corremos o risco de não valorizarmos devidamente a família, o casal, a vida conjugal, o sacramento do matrimônio. Há um medo nos casais de terem filhos, nós precisamos gerar filhos de Deus. Tenho percebido que muitos casais dentro das Comunidades têm medo de gerarem filhos e atrapalhar a missão, pelo contrário, nós precisamos estar abertos a vida. Precisamos ter bom senso, amor e caridade para com a mulher grávida, para a mãe que tem filhos pequenos, e não exigir dessa mãe, aquilo que podemos e devemos exigir de um jovem, de um solteiro em nossas Comunidades.

Os casais precisam ser acolhidos e valorizados para que a vida de família seja sustentada e sustentável dentro da nossa comunidade.

Jean Vanier diz em seu livro “Comunidade: lugar do perdão e da festa”, “antes porém de se comprometer seria útil que examinassem as motivações, o que te motiva a pertencer a Comunidade. É um trabalho desumano que você quer deixar, você já não aguenta mais o seu trabalho, então talvez,vai largar tudo e ir para uma Comunidade. É uma vida familiar mais calorosa que vocês desejam ou é realmente uma vida comunitária com todas as sua exigências, que as pessoas casadas procuram”.

Como casais não podemos esquecer, há toda uma questão de valorizar a família, valorizar o sacramento do matrimônio, a vivência conjugal, mas nós casais das Novas Comunidades não podemos esquecer que a vida comunitária tem as suas exigências. Temos que ter a consciência das renúncias e sacrifícios para não entrarmos iludidos na Comunidade.

Continua Jean Vanier, “todos os pais que querem seguir Jesus e viverem em Comunidade, um dos maiores sacrifícios é aceitar um salário mais baixo, uma renda mais baixa, ou até mesmo nenhuma renda, do que não poderiam receber se não tivessem em Comunidade. Isso significa impossibilidade de darem a seus filhos as mesmas condições financeiras e as mesmas possibilidades que eles próprios tiveram quando eram jovens, mas não podemos ter tudo. Se seguimos Jesus devemos aceitar as conseqüências da nossa escolha. Talvez as crianças dessas famílias não tenham vantagens materiais, mas terão descobertos a Comunidade que é um magnífico dom”.

Comunidades, aceitem as famílias como comunidades dentro de vossas comunidades, nós só temos a ganhar. Temos a obrigação de santificar nossas famílias, nossa esposa e nossos filhos. Eu tenho que chegar no céu e apresentar a santidade de minha esposa e ela a minha santidade, e juntos a santidade de nossos filhos e depois a nossa Comunidade.

A família de Nazaré precisa ser o espelho da minha família.

fonte: http://blog.cancaonova.com/vidanova/category/novas-comunidades/page/4/

O que é Namorar?

Por | FORMAÇÕES

Tempo de conhecer o outro

O namoro é dinâmico como a própria vida das pessoas. Hoje, a liberdade é enorme quando se fala desse assunto, o que, aliás, torna-se ocasião para muitos desvirtuamentos nessa área. Coisas que para a geração anterior era impensável, hoje tornou-se comum entre os jovens, como, por exemplo, viajar juntos sem os pais; dormirem na mesma casa, entre outros. Se por um lado essa liberação pode até facilitar a maturidade dos jovens namorados, não há como negar que é uma oportunidade imensa para que o relacionamento deles ultrapasse os limites de namorados e os precipite na vida sexual.

Lamentavelmente tornou-se comum entre os casais de namorados a vida sexual, inadequada nessa fase. O namoro, como já mostramos, é o tempo de conhecer o outro, escolher o parceiro com quem a vida será vivida até a morte, e é o tempo de crescimento a dois. Tudo isso será vivido por meio de um diálogo rico dos dois, pelo qual cada um vai se revelando ao outro, trocando as suas experiências e as suas riquezas interiores. Dessa forma, começa a construção recíproca de cada um, o que continuará após o casamento.

O namoro implica o reconhecimento do outro, a sua aceitação e a comunicação com ele. É diferente conhecer uma pessoa e conhecer um objeto. O objeto é frio, a pessoa é um “mistério”; não pode ser entendida só pela inteligência, pois a sua realidade interior é muito mais rica do que a ideia que fazemos dela pelas aparências. Você só poderá conhecer a pessoa pelo coração e pela revelação que ela faz de si mesma a você. No objeto vale a quantidade, o peso, o tamanho, a forma, o gosto; na pessoa vale a qualidade. O objeto é um problema a ser resolvido; a pessoa é mistério a ser revelado e compreendido. Saiba que você está diante de uma pessoa que é única (indivíduo), insubstituível, original, distinta de todos os outros… Alguém já disse que cada pessoa é “uma palavra de Deus que não se repete”. Não fomos feitos numa fôrma.

No namoro você terá de respeitar essa “individualidade” do outro, para não sufocá-lo. Muitas crises surgem porque ambos não se respeitam como pessoas e únicos. É por isso que as comparações e os padrões rígidos podem ser prejudiciais. Você não pode querer que a sua namorada seja igual àquela moça que você conhece e admira; o seu namorado não tem que ser igual ao seu pai… Cada um é um. A liberdade é uma condição essencial da pessoa. Sem liberdade não há pessoa.

É no encontro com o outro que a pessoa se realiza; e aqui está a beleza do namoro vivido corretamente. Ele leva você a abrir-se ao outro. A partir daí você deixa de ser criança e começa a tornar-se adulto; porque já não olha só para si mesmo. O namoro é esse tempo bonito de intercomunicação entre duas almas. Mas toda revelação implica num comprometimento de ambos e num engajamento de vidas. “Tu te tornas eternamente responsável por aquele que cativas”, disse o pequeno príncipe [na obra homônima “O Pequeno Príncipe”].

Você se torna responsável por aquele que se revela a você do mais íntimo do seu ser. Cuidado, portanto, para não “coisificar” a sua namorada. Às vezes, essa coisificação do outro se torna até meio inconsciente hoje. Ela acontece, por exemplo, quando o noivo proíbe a noiva de usar batom ou a proíbe de cortar os cabelos. O marido “coisifica” a esposa quando a obriga a ter uma relação sexual com ele, quando não lhe permite participar das “suas” decisões financeiras e quando a proíbe de ter alguma atividade na Igreja, entre outros. Da mesma forma, o namorado “coisifica” a namorada quando faz chantagens emocionais com ela para conseguir o que quer. Assim como a namorada “coisifica” o namorado quando o sufoca fazendo-o ficar o tempo todo do seu lado, sem que o rapaz possa fazer outros programas com os amigos…

Não faça do outro um objeto nem deixe que o relacionamento de vocês se torne uma “dominação do outro”; mas sim, um “encontro” entre ambos.

Namorar é dialogar! O diálogo é mais do que uma conversa; é um encontro de almas em busca do conhecimento e do crescimento mútuo. Sem um bom diálogo não há um namoro feliz e bonito. É pelo diálogo que o casal – seja de namorados ou cônjuges – aprende a se conhecer, ajuda-se mutuamente a corrigir suas falhas, vence as dificuldades, cultiva o amor, se aperfeiçoa e se une cada vez mais.

Os namorados que sabem dialogar sabem escolher bem a pessoa adequada, fazendo uma escolha com lucidez e conhecimento maduro. Para haver diálogo você precisa aprender a ouvir o outro; a ter paciência para entender o que ele quer dizer, e, só depois, concordar ou discordar. Seja paciente, não corte a palavra do outro antes que ele a complete. Lembre-se: diálogo não é discussão. É preferível “perder” uma discussão do que dominar o outro.

À medida que o tempo for passando, o diálogo amadurecendo e o namoro se firmando, então será necessário conversar sobre as coisas do futuro, para se saber quais as aspirações que cada um traz no coração, e se elas se coadunam mutuamente. Não se trata de ficar sonhando no vazio sobre o futuro, mas de começar a escolher e a preparar a vida que ambos vão viver e construir amanhã: a família, os filhos, entre outros projetos.

Nada de real se faz nesta vida sem um sonho, um projeto, um plano e uma construção. Se de um lado, sonhar no vazio é uma doce ilusão; por outro, refletir sobre o que se quer construir no futuro é uma necessidade. É assim que nasce um lar.