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Arrependimento x remorso: um silencioso diálogo entre São Pedro e Judas

Por | FORMAÇÕES

A diferença entre arrepender-se de verdade e se desesperar

Teria havido, certa vez, um  diálogo silencioso entre São Pedro e Judas, o traidor:

– Se tu, Judas, em vez de te enforcares, tivesses procurado Jesus para confessar a tua covardia, dizendo “Cometi um grande crime, mas estou arrependido. Perdoa-me”, Jesus te teria perdoado.

Pausa.

Pedro lembrou-se então da cena no pretório de Pilatos, na Quinta Feira Santa… Sua negação. O olhar de repreensão que  Jesus lhe dirigiu quando foi levado de um juiz para outro. Das lágrimas de arrependimento que não pararam de correr pelas faces, a ponto de formar dois sulcos…

E continuou:

– Judas, eu fiz coisa pior. Neguei o nosso Mestre. Neguei-O três vezes. Sou muito mais culpado que tu.

E Pedro, ainda com os olhos marejados de lágrimas, prosseguiria:

– A diferença é que eu chorei arrependido. E tu tiveste remorso, apenas. Achaste que não tinhas perdão. Por que desconfiaste da misericórdia de Jesus?

Do Boletim do Padre Pelágio, via blog Almas Castelos

O valor do sinal da cruz!

Por | FORMAÇÕES

Se você soubesse a importância desta oração, garanto que você a colocaria mais em prática!

*(†) Pelo sinal da Santa Cruz,*
*(†) livrai-nos DEUS, nosso SENHOR,*
*(†) dos nossos inimigos!*
*(†) Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!*

Quando você acorda, você faz sobre si o “sinal da Cruz”? E antes das refeições? E quando vai dormir? Ao menos alguma vez ao dia? Não?! Se você soubesse a importância desta oração, garanto que você a colocaria mais em prática!

Muitas pessoas, não entendendo a importância dessa oração, a fazem de maneira displicente, ficando apenas no gesto, sem a efetiva invocação da Santíssima Trindade.

*O “sinal da Cruz” não é um gesto ritualístico, mas sim, uma verdadeira e poderosa oração! É o sinal dos cristãos! Por meio dele muitos santos invocaram a proteção do Altíssimo, e através dele pedimos a Deus que, pelos méritos da Santa Cruz de Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele nos livre dos nossos inimigos, e de todas as ciladas do mal, que atentam contra a nossa saúde física e espiritual.*

*Mas você sabe fazer o “sinal da Cruz”?!*

De forma solene, sem pressa, e com a maior devoção e respeito:

*† Pelo sinal da Santa Cruz (na testa): pedimos a Deus que nos dê bons pensamentos, nobres e puros. E que Ele afaste de nós os pensamentos ruins, que só nos causam mal.*

*† Livrai-nos Deus, Nosso Senhor (na boca): pedimos a Deus que de nossos lábios só saiam louvores. Que o nosso falar seja sempre para a edificação do Reino de Deus e para o bem estar do próximo.*

*† Dos nossos inimigos (sobre o coração): para que em nosso coração só reine o amor e a lei do Senhor, afastando-nos, pois, de todos os maus sentimentos, como o ódio, a avareza, a luxúria… Fazendo-nos verdadeiros adoradores.*

*† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! – É o ato livramento e deve ser feito com a maior reverência, consciência, fé e amor, pois expressa nossa fé no Mistério da Santíssima Trindade, cerne de nossa fé cristã, Deus em si mesmo. Deve ser feito com a mão direita, levando-a da testa à barriga, e do ombro esquerdo ao direito.*

Agora que você já sabe a importância do “sinal da Cruz”, *faça-o antes de sair de casa, antes de qualquer trabalho, nas horas difíceis e nas horas de alegria também.*

*Faça-o sobre si, e, sempre que possível, na testa de seu filho, de seu marido, de sua esposa, de seu irmão, de seu sobrinho…

Peça a Deus, sempre, para que Ele te livre e aos seus, de todos os males, afim de fazermos tudo, acordar, comer, estudar, trabalhar, dormir, viajar… Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo! Amém!*

A importância de entronizar a cruz de Cristo em sua casa

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

É fundamental que as famílias cristãs entronizem a cruz de Cristo em seus lares, de maneira solene

A cruz é o sinal dos cristãos e sinal do Deus vivo. “Não danifiqueis a terra nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes” (Ap 7,3).

Esse sinal, o profeta Ezequiel já anunciava como sendo a cruz, o Tau. Quando Jerusalém mereceu o devido castigo pela idolatria cometida, esse profeta anunciou que Deus assinalou com a cruz os inocentes para protegê-los. “Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem” (Ez 9,5).

Desde que Jesus libertou a humanidade da morte, do pecado e das garras do demônio, a cruz salvífica passou a ser o símbolo da salvação. A festa em honra da santa cruz foi celebrada pela primeira vez em 13 de dezembro do ano 335, por ocasião da dedicação de duas basílicas de Constantino, em Jerusalém: do “Martyrium” ou “Ad Crucem” sobre o Gólgota; e a do “Anástasis”, isto é, da Ressurreição.

Santa Helena, a mãe do imperador [Constantino], foi buscar a cruz de Cristo em Jerusalém. A partir do século VII, comemora-se a recuperação da preciosa relíquia por parte do imperador bizantino Heráclio em 628; pois a cruz de Cristo foi roubada 14 anos antes pelo rei persa Cosroe Parviz, durante a conquista da cidade Santa de Jerusalém.

Nesses dois mil anos, a cruz passou a ser o símbolo da vitória do bem sobre o mal, da justiça contra a injustiça, da liberdade contra a opressão, do amor contra o egoísmo, porque, no seu lenho, o Cristo pagou à Justiça Divina o preço infinito do resgate de toda a humanidade.

Em todas as épocas a santa cruz foi exaltada. O escritor cristão Tertuliano († 200) atesta: “Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando vamos deitar, quando nos sentamos; nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da cruz” (De corona militis 3).

São Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século III, dizia: “Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e nos protege dele se é feito com fé; não por ostentação, mas em virtude da convicção de que é um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da cruz na fonte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreita para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos 42).

A força do sinal da cruz

Muitas pessoas importantes se valiam do sinal da cruz em momentos de perigo, de decisão e na iminência da morte, como forma de alcançar a serenidade necessária em momentos cruciais. Os primeiros cristãos faziam o sinal da cruz a cada instante. Assim afirma São Basílio Magno (†369), doutor da Igreja: “Para os que põem sua esperança em Jesus Cristo, fazer o sinal da cruz é a primeira e mais conhecida coisa que entre nós se pratica”.

Santa Tecla, do primeiro século, ilustre por nascimento, foi agarrada pelos algozes e conduzida à fogueira; fez o sinal da cruz, entrou nela a passo firme e ficou tranquila no meio das chamas. Logo uma torrente de água desabou e o fogo apagou. E a jovem heroína saiu da fogueira sem ter queimado um só fio de cabelo. Os santos não deixavam o crucifixo; em muitas de suas imagens os vemos segurando o crucificado, porque no Cristo crucificado colocavam toda a sua segurança e esperança.

Em 1571, Dom João D’Áustria, antes de dar o sinal de ataque na Batalha de Lepanto, em que se decidia o futuro da cristandade diante dos turcos otomanos agressores, fez um grande e lento sinal da cruz repetido por todos os seus capitães e a vitória logo aconteceu. Por estes e outros exemplos, vemos quão poderosa oração é o sinal da cruz. De quantas graças nos enriquece esse sinal, e de quantos perigos preserva nossa frágil existência.

A cruz de Cristo vence o pecado. À vista d’Ele desaparece todo o pecado. Santa Joana d’Arc morreu na fogueira de Rouen, em 1431, injustamente, segurando um crucifixo, olhando-o e repetindo: “Jesus, Jesus, Jesus…”.

Quando Dom Bosco se cansava das artes dos seus meninos e parecia querer desistir da missão, sua boa mãe, Margarida, apenas lhe mostrava o Cristo crucificado e ele retomava sua luta em prol da juventude desvalida.

Proteja seu lar com a cruz de Cristo

Mais do que nunca hoje, quando tantos perigos materiais e espirituais ameaçam a família, atacada de todos os lados pela imoralidade que campeia entre nós, é fundamental que as famílias cristãs entronizem a cruz de Cristo em seus lares, de maneira solene. Ela defenderá nossos filhos de tanta imoralidade.

Desta cruz nasceram os sacramentos da Igreja, que nos salvam. Desta cruz sairá a força de que pais e mães precisam para educar os filhos na verdadeira fé do Cristo e da Igreja. Olhando a cada momento para o Cristo tão cruelmente crucificado, flagelado, coroado de espinhos, teremos força para vencer as lutas de cada dia.

Diante da cruz de Cristo o demônio não tem poder, porque “ele foi nela vencido, acorrentado como um cão”, como dizia Santo Agostinho. O exorcista, acima de tudo, empunha o crucifixo. Mais do que nunca hoje, quando as forças do mal querem arrancar o crucifixo de nossas ruas e praças, precisamos colocá-lo em nossas casas, também como prova de nossa fé.

A sua casa precisa ser protegida pela santa cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

(via Canção Nova)

Oração para pedir paz na família

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

“Revesti-nos de sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de doçura e de paciência”

Senhor, nosso Deus, nos elegestes para sermos santos. Revesti-nos de sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de doçura e de paciência.

Ajudai-nos a perdoar uns aos outros, assim como Vós, Senhor, nos tendes perdoado. Sobretudo, dai-nos a caridade, que é o vínculo da perfeição, e que a paz de Cristo brilhe em nossos corações. Essa paz que deve reinar sempre entre os que confiam em Vós.

Que tudo quanto façamos, em palavras e obras, seja em nome do Senhor Jesus, por quem sejam dadas graças a Vós, Deus Pai e Senhor nosso.

Amém.

O que é a Oitava de Páscoa?

Por | PALAVRA DA IGREJA

No domingo de Ressurreição começa os cinquenta dias do tempo pascal e termina com a Solenidade de Pentecostes.

A Oitava de Páscoa é a primeira semana destes cinquenta dias; é considerada como se fosse um só dia, ou seja, o júbilo do Domingo de Páscoa é prolongado durante oito dias.

As leituras evangélicas estão centralizadas nos relatos das aparições de Cristo Ressuscitado e nas experiências que os apóstolos tiveram com Ele.

Neste tempo litúrgico, a primeira leitura, normalmente tirada do Antigo Testamento, é trocada por uma leitura dos Atos dos Apóstolos.

O segundo Domingo de Páscoa também é chamado Domingo da Divina Misericórdia, segundo a disposição de São João Paulo II durante seu pontificado, depois da canonização da sua compatriota Faustina Kowalska.

O decreto foi emitido no dia 23 de maio do 2000 pela Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, detalhando que esta seria comemorada no segundo domingo de Páscoa. A denominação oficial deste dia litúrgico será “segundo domingo de Páscoa ou Domingo da Divina Misericórdia”.

Santos e Pecadores – Dom Pedro Carlos Cipollini

Por | PALAVRA DA IGREJA

Acabo de ler a biografia do Padre Donizetti Tavares de Lima, cuja causa de beatificação está em curso. Vida admirável! Ordenado em Campinas desejou trabalhar em lugares pobres, por isso, foi mais para o interior do Estado. Pároco de Vargem Grande e posteriormente Tambaú.

Um apóstolo do Evangelho. Trabalhou tendo como horizonte o Reino de Deus: justiça e paz. Fiel à Igreja que amava, nunca arrefeceu sua fidelidade, também ao ser humano que desejava tratado com dignidade. Empreendeu luta contínua, em favor dos direitos humanos, numa época na qual era incomum falar neles. Quando morreu, com 79 anos, era 16 de junho de 1961, estava rodeado do povo para o qual viveu: trabalhadores, gente humilde que tanto amava e que retribuía com veneração. São centenas as pessoas que trazem seu nome, numa homenagem silenciosa.

Todos o buscavam devido a sua sabedoria e humildade. Glória e vaidade do mundo não o perturbaram. As perseguições, calúnias, não o desanimaram. Magnânimo perdoou os inimigos. Aos fazendeiros que o expulsaram de Vargem Grande por defender trabalhadores, e que arrependidos lhe pediram perdão, ele respondeu com delicadeza: enviou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em sinal de paz.

Diante deste gigante de fé e caridade, o que pensar das acusações que persistem e que infelizmente, algumas são verídicas, referentes a padres pedófilos? Em uma sociedade hedonista, onde sexo, dinheiro e poder gozam do status de divindade, a fraqueza humana se mostra na sua fragilidade mais dolorosa: o fascínio pelo abismo, o equívoco na busca de felicidade. Os desvios de conduta em relação ao sexo estão presentes em todos os segmentos da sociedade. A pornografia e pedofilia via internet tem tido difusão impressionante, atinge solteiros e casados.

Em uma floresta imensa, onde muitas árvores crescem silenciosas, quando cai algumas, o estrépito é grande. São alguns os padres escandalosos, mas nem se compara à quantidade daqueles que se dedicam dia a dia, no seu ministério, com fidelidade, honestidade e sacrifício.

Compreende-se que esses erros nos padres, causem tanta indignação, dado a posição que ocupam na sociedade. Aqui, porém se exige dos anticlericais, dos laicistas e inimigos jurados da Igreja, que ao reconhecer o erro presente na instituição, não culpem toda a instituição, desejando sua ruína. É sabido de todos, a sanha e o ódio de muitos lobbies que não toleram o trabalho da Igreja em defesa da vida e da família, e por isso, procuram esparramar o “pânico moral” contra ela.

Universalmente, para qualquer situação, o primeiro passo é sempre constatar se há veracidade na denúncia. Uma vez identificada, a Igreja se recusa a copiar comportamentos inadequados da sociedade civil, como o foro privilegiado. O Papa Francisco, seguindo a linha de seu predecessor ordenou tolerância zero com a pedofilia dentro da Igreja. Não se nega o perdão ao pecador arrependido por praticar este crime; mas nem por isso, pode dispensá-lo de dar satisfação à justiça civil, à sociedade. A sociedade necessita ver punidos e corrigidos os criminosos, pois, nenhum criminoso se perdoa se não responder à sociedade por seus delitos, e nenhuma vítima se perdoa se não se abre para o perdão.

Como disse o Papa Francisco na última sexta-santa: “vergonha por todas as vezes em que bispos, sacerdotes, irmãos e freiras escandalizaram e feriram seu corpo, a Igreja… Mas também esperança de que a Cruz transforme os nossos corações e nos torne capazes de amar, de perdoar; de que as trevas da Cruz se transformem na aurora fulgurante da Ressurreição”.

Artigo escrito por Dom Pedro Carlos Cipollini para o Jornal Diário do Grande Abc