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A ciência confirma parte de popular lenda atribuída a São Francisco de Assis

Por | DESTAQUES

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Set. 17 / 05:30 pm (ACI).- Uma equipe de cientistas europeus confirmou parte da lenda do saco de pão que São Francisco de Assis enviou, com a ajuda de um anjo, aos frades franciscanos oprimidos pela fome e pelo isolamento em um mosteiro italiano, no inverno de 1224.

Em um artigo publicado na revista Radiocarbon, da Universidade de Cambridge, os cientistas, liderados por Kaare Lund Rasmussen, professor associado da University of Southern Denmark, destacaram que esta é a primeira vez que o “saco de pão São Francisco” foi estudado pela ciência.

Segundo a lenda, São Francisco estava na França e enviou o saco cheio de pães aos seus irmãos famintos no mosteiro de Folloni, perto de Montella, na Itália.

Mosteiro de São Francisco, em Folloni. Foto: University of Southern Denmark.

O saco de pão foi conservado no mosteiro até hoje.

Os cientistas explicaram: “Analisamos amostras do saco para obter uma data de radiocarbono (14C) e procurar vestígios de pão”.

Amostra do saco de pão analisado pelos cientistas. Foto: University of Southern Denmark.

O estudo revelou que o saco de pão realmente era do período de 1220 a 1295, “o que coloca o têxtil no período de tempo apropriado segundo a lenda”, explicaram.

Além disso, a análise química revelou a presença de ergosterol, “um biomarcador conhecido da fabricação da cerveja, do cozimento ou da agricultura”.

“Neste artigo demonstramos a validade do ergosterol como um biomarcador da presença de pão no passado”, assinalaram.

Em conclusão, os cientistas assinalaram que “parece que há uma boa correspondência entre a lenda franciscana e os dois métodos científicos mais decisivos que são relevantes para analisar o saco de pão”.

“Embora não seja uma prova, a nossa análise mostra que o saco de pão realmente poderia ser autêntico”.

Em declarações recolhidas pela University of Southern Denmark, Kaare Lund Rasmussen adverte que, embora o saco corresponda ao período da lenda, o fato de que foi enviado por São Francisco e levado por um anjo é mais um tema de fé do que da ciência.

A contaminação espiritual pela prática e busca do oculto

Por | FORMAÇÕES

Saiba como as contaminações espirituais acontecem (e como evitá-las)

Existem diversas formas pelas quais as pessoas são “contaminadas” pelas forças de Satanás. E quando digo contaminadas, quero dizer que de uma forma ou de outra, as pessoas se associam, se envolvem com realidades voltadas diretamente à obras diabólicas. Por vezes até mesmo na inocência e por não saberem realmente do que se trata. Mas mesmo não sabendo a verdade escondida por detrás de tais práticas, acabam buscando estas realidades…

O termo “contaminadas por certas realidades diabólicas,” também diz de realidades voltadas ao Ocultismo, e por isso permitindo que a ação do Mal também influencie de maneira direta ou indireta, realidades da vida desta pessoa.

A Palavra de Deus afirma que o povo perece por falta de conhecimento…

Com isso pretendo descrever de forma bem resumida, algumas atividades que podem levar uma pessoa à uma “contaminação espiritual,” por ter aberto uma “brecha” para a ação do Mal, e acabam por entrar em terreno inimigo, se expondo aos ataques do Demônio, que pode ter uma ação direta sobre a própria pessoa, e por vezes uma influência em toda a sua família!

Vou somente destacar 3 tipos de práticas votadas ao Ocultismo, nas quais compreendo que as pessoas mais buscam:

Passes Espíritas: Os passes espíritas são um dos meios queo Inimigo mais tem se utilizado para “contaminar” as pessoas que recorrem à esta prática. Quando você recebe um passe espírita, você está deixando que aquela ENTIDADE que pode estar incorporada numa pessoa, (que para nós é na verdade o próprio Demônio) ou então, mesmo que a pessoa não esteja incorporada, ela certamente invocará a força de determinadas entidades sobre você, e quando se permite isso, você dá acesso para que estes espíritos tome posse de você e da situação na qual você foi buscar ajuda por meio deste passe.

Quando a pessoa recebe um passe, por vezes ele é dado em algumas partes do corpo da pessoa, e para cada parte do corpo existe um significado para estes tipos de passes espíritas.

Geralmente as partes do corpo que recebem estes passes são: A Cabeça, as Costas, o Peito, os Braços e as Pernas.

Quando você se permite viver isso, o que de fato acontece é que você está se associando à estes espíritos, e está correndo um risco muito grande de colher frutos amargos provindos do Mal.

A Superstição e os Amuletos: A pessoa acaba se prendendo em um determinado objeto, ou a um tipo de rito, e esquece de quem é o Senhor de todas as coisas, e que somente Ele é capaz de nos livrar de todo o Mal que nos cerca! A pessoa acaba colocando a fé dela em algo morto, sem vida, um objeto; desviando – se assim cada vez mais de Deus!

Entre esses amuletos e superstições podemos incluir: Figas, Patuás ( geralmente é um pedaço de pano ou um objeto consagrado a uma determinada entidade), dentes de alho, plantas, ervas, ferradura, pé de coelhocristais, sinos, incensos e por ai vai….Estas formas de superstição tiram Deus do centro de suas vidas abrem portas a tudo o que não é Deus, e por isso o grande perigo de enveredar por caminhos do ocultismo…

Oferendas Espíritas: Nestes tipos de oferendas existe uma grande contaminação espiritual, é uma porta escancarada ao Demônio que age diretamente na pessoa que se envolve com este tipo de malefício. Há um envolvimento direto com a entidade, com o espírito maligno, que solicitou da pessoa algum tipo de oferenda, de oferta, para fazer aquilo o que a pessoa lhe solicitou! Existem diversos tipos de oferendas que estes espíritos Malignos exigem da pessoa que recorreu à eles, para que o pedido dela seja atendido. Ex: Bebidas, cigarros, charutos, velas, comidas de diversos tipos, animais vivos, sangue de animais e por vezes o absurdo do sacrifício humano!

A oferenda sempre está ligada a um ambiente: Cachoeira, encruzilhadas, cemitérios, pedreiras, rios, ruas, esquinas de ruas, matas, dentro das próprias casas ou ainda nos próprios terreiros…

Atenção: O nível de “contaminação” com este tipo de envolvimento com as trevas é muito grande, pois a pessoa está compactando com o Demônio e recorrendo à sua ajuda, para ele lhe conceder o que ela deseja!

Há casos de verdadeiras possessões diabólicas por causa deste tipo de envolvimento na qual a pessoa teve com o Demônio.

Penso que são estas as práticas que as pessoas mais buscam, e onde as pessoas mais se enganam na ajuda que procuram! Certamente teria muito mais o que falar de cada uma delas e de outras mais, mas deixo para os próximos artigos.

Não esqueçamos: “Se o Senhor é por nós, quem será contra nós?” (RM 8,31)

Deixe seus comentários abaixo, será importante saber sua experiência ou opinião sobre o assunto!

(via Livres de todo mal)

Papa Francisco adverte sobre as ‘fake news’

Por | PALAVRA DA IGREJA

A Igreja quer “promover um jornalismo profissional, que busque sempre a verdade, um jornalismo de paz que promova o entendimento”

O papa Francisco dedicará a Jornada Mundial da Comunicação em maio do ano que vem à luta contra as notícias falsas, também chamadas de “fake news”, o novo termo para definir a divulgação premeditada, ou não, de informação que não é verdadeira.

O tema da jornada mundial, que costuma ser anunciado em janeiro, foi divulgado este ano com muita antecedência por meio de um tuíte divulgado nesta sexta-feira pelo Vaticano.

Inspirando-se em um versículo do Evangelho, “A verdade vos tornará livres”, o papa quis abordar o fenômeno das “notícias falsas, essa informação infundada que contribui para gerar e alimentar uma forte polarização das opiniões”, explicou o Vaticano em comunicado.

Tanto os gigantes da Internet como as instituições e os políticos começaram a encarar esse fenômeno, que se agravou com as redes sociais e a facilidade de compartilhar informação.

O papa argentino também quer contribuir para “analisar as causas, a lógica e as consequência da desinformação pelos meios”, explica a nota.

A Igreja quer “promover um jornalismo profissional, que busque sempre a verdade, um jornalismo de paz que promova o entendimento entre as pessoas”, insistiu a Santa Sé.

O pontífice costuma se referir frequentemente, e muitas vezes com termos duros, à responsabilidade dos meios de comunicação. “Uma informação correta pode derrubar as paredes do medo e da indiferença”, afirmou o papa em abril.

Com um tom mais firme, denunciou em dezembro “a desinformação, provavelmente o maior dano que um meio de comunicação pode infligir”, disse.

Nessa ocasião o papa também enumerou as quatro grandes tendências que podem afetar a mídia: “calúnia, difamação, desinformação e a doença da coprofilia”, ou seja, “querer sempre comunicar o escândalo, comunicar as coisas feias, ainda que sejam verdade”, afirmou.

“Como as pessoas têm uma tendência à coprofagia, pode-se causar muitos danos”, afirmou.

(AFP)

Padre Léo terá processo de beatificação aberto!

Por | NOTÍCIAS

Confira a Nota Oficial sobre o processo de beatificação do Padre Leo

Conforme trajeto formal e necessário, formulado pela Mãe Igreja, foi apresentado ao Arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, scj, por parte da Comunidade Bethânia, o pedido de abertura do processo de Beatificação do Pe. Leo.

Dom Wilson acolheu, autorizou e incentivou o trabalho nesta direção indicando os passos seguintes.

Por estes dias ainda será acordado com um “Postulador da Causa de Beatificação”, os passos para a abertura formal do processo e a continuidade do mesmo.

Em breve serão anunciados todos os detalhes.

Convocamos a todos para que rezem nesta intenção, podendo entrar em contato com a Comunidade Bethânia para esclarecimentos e comunicação de possíveis graças.

Abraço e paz!

Pe. Vicente, bth

(via Comunidade Bethânia)

Está desesperançado e triste? Veja este recado do Papa Francisco

Por | PALAVRA DA IGREJA

Uma verdadeira lição sobre a esperança

Quem são os inimigos da esperança? A esta pergunta o Papa Francisco tentou dar resposta durante sua catequese na Audiência Geral desta quarta-feira, na qual convidou a combater a tristeza e a melancolia.

O Santo Padre manifestou que “não é verdade que ‘enquanto há vida há esperança’, como se costuma dizer. Ao contrário: é a esperança a que mantém a vida em pé, a protege, preserva e fez crescer. Se os homens não tivessem cultivado a esperança, se não tivessem se apoiado a esta virtude, jamais teriam saído das cavernas e não teriam deixado marcas na história do mundo”.

Francisco fez alusão ao poeta francês Charles Péguy, que “nos deixou páginas estupendas sobre a esperança” e afirma que “Deus não se surpreende tanto pela fé dos seres humanos, nem mesmo por sua caridade; mas o que verdadeiramente o enche de maravilha e comoção é a esperança”.

O Papa recordou “os rostos de tanta gente que passou por este mundo – agricultores, pobres, operários, migrantes em busca de um futuro melhor – que lutaram tenazmente não obstante a amargura de um hoje difícil, cheio de tantas provações, animados porém pela confiança de que os filhos teriam uma vida mais justa e mais serena”.

“A esperança é o impulso no coração de quem parte deixando a casa, a terra, às vezes familiares e parentes, para buscar uma vida melhor, mais digna para si e para os próprios familiares, para buscar uma vida melhor, mais digna para si e para seus entes queridos”.

O Bispo de Roma reconheceu que a esperança “não é virtude para pessoas com o estômago cheio”, motivo pelo qual “os pobres são os primeiros portadores da esperança”.

“Às vezes, ter tido tudo na vida é um infortúnio. Pensem em um jovem a quem não foi ensinada a virtude da espera e da paciência, que não teve que suar por nada, que queimou as etapas e aos vinte anos ‘já sabe como funciona o mundo’. Está destinado à pior condenação: a de não desejar mais nada. Parece um jovem, mas já entrou o outono em seu coração”.

“Ter a alma vazia é o pior obstáculo à esperança. É um risco do qual ninguém está excluído, porque ser tentados contra a esperança pode acontecer também quando se percorre o caminho da vida cristã”.

Francisco também denunciou a tentação de cair em “os dias monótonos e enfadonhos”, nos quais “nenhum valor mais parece merecer algum esforço. É ácido, como o definiam os Padres”.

E quando isso acontece, “o cristão sabe que aquela condição deve ser combatida, nunca aceita passivamente. Deus nos criou para a alegria e para a felicidade, e não para nos emaranharmos em pensamentos melancólicos”.

O Papa convidou, então, a “cuidar do próprio coração” para se opor “às tentações de infelicidade, que certamente não provêm de Deus”.

E quando “nossas forças parecem fracas e a batalha contra a angústia é dura, podemos sempre recorrer ao nome de Jesus. Podemos repetir aquela oração simples, que encontramos partes também nos Evangelhos e que se tornou a base de tantas tradições espirituais cristãs: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tenha piedade de mim pecador!”.

“Não estamos sozinhos na luta contra o desespero. Se Jesus venceu o mundo, é capaz de vencer em nós tudo aquilo que se opõe ao bem. Se Deus está conosco, ninguém nos roubará aquela virtude de que temos necessidade para viver. Ninguém nos roubará a esperança”.

Via ACI Digital 

50 coisas para perguntar aos seus filhos em vez de “como foi seu dia?”

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Excelentes dicas para os pais

Agora que temos um bebê novo em nossa casa, o tempo com minhas meninas mais velhas (8 e 6 anos) está ainda mais difícil de encontrar. Por isso pedi a vários escritores da revista para compartilharem algumas das suas conversas com seus filhos. Elas são especialmente boas depois de um longo dia na escola, quando os seus filhos não querem conversar…

1 – O que fez você sorrir hoje?
2 – Você pode me dar um exemplo de bondade que você viu hoje?
3 – Houve algum exemplo de maldade? Como você respondeu?
4 – Todos têm amigos no recreio?
5 – Qual foi o livro que o seu professor usou hoje?
6 – Qual é a palavra da semana?
7 – Alguém fez algo bobo para fazer você rir?
8 – Alguém chorou?
9 – O que você fez de criativo?
10 – Qual é o jogo mais popular no recreio?
11 – Qual foi a melhor coisa que aconteceu hoje?
12 – Você ajudou alguém hoje?
13 – Você disse “obrigado” a alguém?
14 – Com quem você se sentou no almoço?
15 – O que fez você rir?
16 – Você aprendeu algo que não entendeu direito?
17 – Quem te inspirou hoje?
18 – Quais foram os pontos altos e baixos do seu dia?
19 – Qual foi a sua parte menos favorita do dia?
20 – Alguém saiu da sua turma hoje?
21 – Você se sentiu inseguro?
22 – O que você ouviu de surpreendente?
23 – O que fez você pensar hoje?
24 – Com quem você brincou hoje?
25 – Me conte algo que você sabe hoje, mas que não sabia ontem.
26 – O que desafiou você?
27 – Alguém ajudou você nas atividades hoje? E quem você ajudou?
28 – Você gostou do seu almoço?
29 – Que nota você dá para o dia de hoje, de 1 a 10?
30 – Alguém teve problemas hoje?
31 – Você ficou bravo hoje? Por quê?
32 – Quais foram as perguntas que você fez na escola hoje?
33 – Conte-nos as duas principais coisas do dia de hoje (antes de sair da mesa de jantar).
34 – Você está ansioso para amanhã?
35 – O que você está lendo?
36 – Qual foi a regra mais difícil de obedecer hoje?
37 – Me ensine algo que eu não saiba.
38 – Se você pudesse mudar uma coisa no seu dia, qual seria?
39 – (Para crianças mais velhas): Você se sente preparado para o seu teste de [história, geografia, matemática…]?
40 – Com quem você compartilhou os seus lanches?
41 – O que fez o seu professor sorrir? E franzir a testa?
42 – Com que tipo de pessoa você acha que esteve hoje?
43 – O que fez você se sentir feliz?
44 – O que fez você se sentir orgulhoso?
45 – O que fez você se sentir amado?
46 – Você aprendeu novas palavras hoje?
47 – O que você espera fazer quando acabarem as aulas deste ano?
48 – Se você pudesse trocar de cadeira com qualquer pessoa da sala, com quem seria? E por quê?
49 – Qual é a sua parte menos favorita da escola? E a favorita?
50 – Se você trocasse de lugar com o seu professor amanhã, o que você ensinaria na aula?

(Adaptado da revista Pazes)

Todo santo é homem antes de ser santo! – Texto de Chesterton

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Um interessante texto de Chesterton

“São Francisco era um homenzinho fisicamente frágil e ativo, magro como um barbante e vibrante como a corda de um arco, e, em seus movimentos, parecia uma flecha saindo do arco. Toda sua vida foi uma série de saltos e carreiras: disparar atrás de um mendigo; ir depressa, despido, para a floresta; entrar escondido no navio desconhecido; aparecer de repente na tenda do sultão e oferecer-se para se jogar no fogo. Em termos de aparência, ele deve ter sido como uma folha outonal esquelética e fina, amarronzada, dançando eternamente no vento, mas a verdade é que ele era o próprio vento.

São Tomás era um homem imenso e bem sólido, gordo, lento e de gestos controlados; muito amável e magnânimo, mas não muito sociável; tímido, mesmo se ignorarmos a humildade do santo; e distraído, mesmo sem levar em conta suas casuais, e cuidadosamente escondidas, experiências de êxtase ou de transe. São Francisco era tão agitado e até irrequieto que os eclesiásticos diante dos quais ele de repente aparecia julgavam-no louco. São Tomás controlava tanto suas emoções que os professores das escolas que ele frequentou regularmente o julgaram tolo. Na verdade, ele era o tipo de aluno, não incomum, que preferia ser um tolo a ter seus sonhos pessoais invadidos por tolos mais ativos ou animados.

Esse contraste externo alcança quase todos os aspectos dessas duas personalidades.

O paradoxal em São Francisco era que, não obstante sua paixão por poemas, desconfiava bastante dos livros. O que havia de notável a respeito de São Tomás era sua adoração pelos livros, sua vida dedicada aos livros. Ele levou exatamente a vida do estudioso de Os Contos da Cantuária, de Geoffrey Chaucer, que preferia ter mil livros de Aristóteles, e sua filosofia, do que qualquer riqueza que o mundo pudesse lhe dar. Quando lhe perguntaram o que mais tinha a agradecer a Deus, ele respondeu simplesmente: ‘Entendi todas as páginas que li’.

São Francisco era bem vívido em seus poemas e bem descuidado em seus documentos; São Tomás dedicou toda a vida a documentar sistemas completos de literaturas, pagã e cristã, e de vez em quando, nas horas vagas, escrevia um hino.

Eles viam um mesmo problema a partir de ângulos diferentes, um sob a ótica da simplicidade; o outro, da sutileza. São Francisco julgava que era suficiente dizer o que sentia aos maometanos para convencê-los a não adorar Maomé. São Tomás ficava examinando todo tipo de distinção e de dedução, por menor que fosse, sobre o absoluto ou o acidente, só para evitar que os maometanos entendessem Aristóteles de maneira errada.

São Francisco era o filho de um comerciante, ou mercador de classe média, e embora toda sua vida fosse uma revolta contra a atividade mercantil do pai, mesmo assim conservou algo da agilidade e da adaptabilidade social que faz o mercador zumbir como uma colmeia. Na frase comum, embora adorasse os campos verdes, nunca deixou a grama crescer debaixo de seus pés. Era o que os milionários e gângsteres americanos chama de ‘fio vivo’ (pessoa que nunca para). As pessoas modernas de mente mecânica, mesmo quando tentam imaginar uma coisa viva, em geral só conseguem pensar numa metáfora mecânica a partir de uma coisa morta. Há minhocas vivas, mas não há fios vivos. São Francisco teria concordado enfaticamente que era minhoca, mas uma minhoca muito viva. O maior de todos os inimigos do ideal do ‘ir-conseguir’ (do empreendedor aquisitivo), São Francisco por certo deixou de lado o ‘conseguir’, mas nunca parou de ‘ir’.

São Tomás, por outro lado, veio de um mundo em que poderia ter se dedicado ao lazer, e continuou a ser um desses homens para os quais o trabalho tem algo da placidez do lazer. Trabalhava com muita dedicação, mas provavelmente ninguém diria que era uma pessoa apressada. Trazia em si algo indefinível que distingue as pessoas que trabalham sem precisar trabalhar, pois era por nascimento um cavalheiro de uma casa importante, e essa facilidade poder permanecer como um hábito depois de ter deixado de ser impulso. Mas, nele, isso só se manifestou em seus elementos mais agradáveis; por exemplo, era possível que houvesse algo disso em sua cortesia e paciência.

Todo santo é homem antes de ser santo, e um santo pode ser feito a partir de todo tipo de homem”.

(Do livro “São Tomás de Aquino – O Boi Mudo” de G. K. Chesterton)