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Bispo brasileiro põe os pingos nos is quanto à guerra de ódio anticristão no Brasil

Por | DESTAQUES

“Não é qualquer porcaria que é arte. Quando o homem é a sua própria medida, tudo é permitido. Mas existe solução”

Dom Henrique Soares, bispo de Palmares, PE, responde com clareza, firmeza e argumentação concreta às ideologias raivosas que querem se impor como “libertadoras da sociedade”, mas que, na prática, manipulam e tergiversam a linguagem e o próprio conceito de “censura” a fim de atacar e calar os pontos de vista contrários, em particular os cristãos.

Algumas de suas considerações:

Arte e hipocrisia

“A arte não é uma realidade absoluta. Arte é arte seguindo alguns critérios. Existem cânones. A beleza nasce de uma harmonia intrínseca nas coisas. Não é qualquer porcaria, desculpem a expressão, não é qualquer comportamento pervertido e perversor que se pode chamar de arte”.

“Falam em liberdade de expressão, censura, misturam um bocado de coisas. A arte deve exprimir o que é mais inexprimível no ser humano: a sede do bem, da verdade, do infinito. A arte deve transmitir, na música, na pintura, na literatura, as grandes saudades, as grandes questões humanas. Nesse sentido, ela é arte de verdade quando exprime o bem. Porque existe uma contra-arte. Vamos supor uma ‘arte’ para difundir o nazismo, o racismo; uma mostra de fotografia sobre a ‘decadência’ e ‘inferioridade’ dos negros. Isso é arte? Isso é liberdade de expressão. Isso tem técnica. Mas isso pode ser considerado arte? Pode ser veiculado no país? O artista deve ter direito de se exprimir, mas a liberdade do artista não é absoluta”.

“A liberdade, a Constituição garante. Mas ela também garante o direito dos outros de terem as suas convicções, crenças, valores respeitados. Quando alguém pega uma imitação de hóstia, não é uma coisa qualquer: é um significante que aponta para um significado. Se eu pego uma fotografia da sua mãe, ou da mãe do artista, e faço uma montagem que a denigre, isso é crime. Não adiantam subterfúgios”.

Censura e manipulação

“É interessante que alguns que criticam a ‘censura’ queriam muito censurar biografias. São hipócritas. Há uma dupla medida. Deus me livre de o Brasil ter censura. Agora, Deus me livre de ver o meu país com uma minoria anticristã, uma minoria que odeia a sociedade, a cultura judaico-cristã, que vai minando tudo que é conceito de família, religião, valores, moral. Deus me livre de ver esses grupinhos quererem se impor à sociedade”.

“Não é censura. Queremos uma sociedade plural, mas na qual todos sejam respeitados. E o respeito que eu mereço exige o respeito que eu dou ao outro. Nós não aceitaremos agressões aos valores, à cultura e à fé cristã”.

“Nunca queiram censura. Censura é péssima. A gente vive numa sociedade democrática. Agora, não deixem nunca que denigram a nossa fé. Denegriu, grite. Se alguma empresa financiou, boicote. Isso é democracia”.

“Às vezes, programas de grandes emissoras chamam, para dar opinião, gente de um lado só. Porque são emissoras que estão com uma ideologia de gênero, contra a família, contra valores cristãos e passam isso em novelas, em programas que parecem ‘cultos’, mas são pura picaretagem intelectual”.

As ideologias e a resposta da família

“Quando o homem é a sua própria medida, tudo é permitido. Ele não tem mais critérios absolutos”.

“Existe uma onda muito forte de cristofobia. Ódio a Cristo e à Igreja. Ódio irracional e injusto”.

“A ideologia de gênero tem destruído na alma a juventude, a infância, valores da família. Não é questão de puritanismo, é de bom senso”.

“Essa sociedade se salva com famílias”.

“Não se cria filho à toa. O primeiro educador do seu filho é você. Acompanhe de perto o que o seu filho está aprendendo. E se a escola ensinar aberrações, os pais se organizem e gritem: ministério público, justiça, pressão na sociedade. Existem técnicos, nas instância do governo, que são totalmente dominados por essa ideologia anticristã, que quer destruir a nossa sociedade cristã. Não permitiremos que eles imponham a sua agenda miserável”.

O vídeo vai direto aos pontos quentes e merece ser visto e discutido em família, porque gera um debate imprescindível em nossos tempos de ódio disfarçado de “liberdade”:

Igreja Missionária, por quê? Dom Pedro Carlos Cipollini

Por | PALAVRA DA IGREJA

Descrer da missão é desacreditar Jesus, o grande missionário do Pai. É desacreditar a finalidade da Igreja, que é ser missionária

Somos herdeiros do Concílio Vaticano II, ele despertou a Igreja para seu dever missionário primordial: “A Igreja peregrina é por sua natureza missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na missão do Filho e do Espírito Santo” (AG 2). A Igreja é continuidade da missão de Jesus na força do Espírito Santo.

A missão é obra de Deus e Jesus é o primeiro e o maior evangelizador. A iniciativa da missão é sempre de Deus porque Ele nos amou primeiro (cf. 1Jo 4,19). Tudo isto exige da Igreja (de nós que somos Igreja) a passagem de uma missão territorial, que pensa a missão referindo-se a lugares distantes, para uma visão de missão como um modo de ser Igreja. Assim, a missão é responsabilidade de todos e o ser missionário é empenho que decorre do batismo.

Quando a Igreja na América Latina, na V Conferência do Episcopado, em Aparecida, reafirma o convite para que todos sejam discípulos missionários está fazendo opção clara. Opção de uma Igreja que não se entende mais somente voltada para si mesma, ou preocupada apenas com uma pastoral de manutenção. Somos todos convidados a ter iniciativas missionárias: “A missão está a serviço de todos os homens e se manifesta como vida nova em todas as dimensões da existência pessoal e social” (cf. DA 13). É uma Igreja “em saída”, na proposta do Papa Francisco.

Desta maneira, as paróquias devem ser comunidades de comunidades missionárias, centro de irradiação missionária. A nova evangelização quer partir dos católicos não evangelizados (cf. DA 286), reevangelizar os não praticantes (cf. RM 33), para ir em missão aos que não conhecem a Jesus. É a missão em âmbito universal. Não devemos ter medo desta Igreja em estado permanente de missão, porque se “Deus na missão nos pede tudo ele também nos dá tudo” (cf. Papa Franciscoin EG 12).

São quatro os critérios para uma Igreja missionária: abandonar o imobilismo/comodismo, ouvir a todos, ter as portas abertas, assumir um objetivo missionário, um estilo missionário concentrado no essencial. O 7º Plano de Pastoral de nossa Diocese tem como primeira urgência “Uma Igreja em estado permanente de missão”. E nosso Sínodo Diocesano tem como lema: “O sonho missionário de chegar a todos”. Olhando nossa história notamos sua vocação missionária que hoje deve ser retomada com mais força e determinação.

Descrer da missão é desacreditar Jesus, o grande missionário do Pai. É desacreditar a finalidade da Igreja, que é ser missionária, e por fim, desacreditar a própria vocação cristã, que brota do batismo. Enfim, é desacreditar o Reino de Deus, que se expande com a missão: “Ide pelo mundo pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15).

Ouçamos o apelo do Espírito Santo que nos pede uma Igreja, nossa Igreja de Santo André, em estado permanente de missão.

Artigo escrito por Dom Pedro Carlos Cipollini para o Jornal A Boa Notícia