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Quer se acalmar? Faça o sinal da cruz

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES, FORMAÇÕES

O “sinal da cruz” é uma verdadeira e poderosa oração: faça-o e se recorde de Quem habita dentro de ti

No dia do nosso Batismo, o ministro diz: “Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Nesse momento a Trindade divina começa a habitar em nós.

É o próprio nome de Deus que recordamos toda vez que fazemos em nós mesmos o sinal da cruz, explicava Bento XVI em um discurso sobre Santíssima Trindade.

“Fazemo-lo antes da oração, para que… nos ponha espiritualmente em ordem; concentre em Deus pensamentos, coração e vontade; depois a oração, para que permaneça em nós o que Deus nos doou… Ele abraça todo o ser, corpo e alma,… e tudo se torna consagrado em nome do Deus uno e trino”, dizia o teólogo Romano Guardini.

“No sinal da cruz e no nome do Deus vivente está portanto contido o anúncio que gera a fé e inspira a oração”, escreveu Bento XVI.

O papa emérito indicava ainda que fizéssemos nossa esta oração de Santo Ilário de Poitiers:

“Conserva incontaminada esta fé reta que está em mim e, até ao meu último respiro, dá-me igualmente esta voz da minha consciência, para que eu permaneça sempre fiel ao que professei na minha regeneração, quando fui batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo”.

Faça o sinal da cruz, acalme-se, ordene-se espiritualmente e concentre em Deus os seus pensamentos, o seu coração, seus sofrimentos e dificuldades. E então peça a proteção da Santíssima Trindade para prosseguir bem o seu dia.

† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! – a ser deve ser feito com a maior reverência, consciência, fé e amor, pois expressa nossa fé no Mistério da Santíssima Trindade, cerne da fé cristã, Deus em si mesmo. Deve ser feito com a mão direita, levando-a da testa à barriga, e do ombro esquerdo ao direito.

Natal: O plano de Deus vencerá

Por | PALAVRA DA IGREJA

Passamos um ano em compasso de espera, ainda que neste ano tivemos espera sem muita esperança… Mas é Natal! É esperança renovada, dia de dar um crédito à alegria, abrir-se do ser ranzinza ao ser contente. Isso não é alienação, placebo de um momento, é coragem de crer que não estamos fadados a continuar a história que já vivemos; é esperança das mais firmes, com as opções mais desafiadoras em favor da mensagem de paz de Deus. Coisa corajosa é viver o ano todo com o clima de hoje!

O Natal é a chance que temos para um dia de amizade, encontro com a família, os amigos, ouvindo em nossos corações uma mensagem de paz e renovando a alegria de viver. O que importa mesmo não são os presentes ou a fartura em nossa mesa, isso ajuda se se torna caminho para a solidariedade. Mas o importante mesmo é a paz e a esperança renovada de um mundo novo. Mundo que começa com o menino que nasce em Belém. Mais do que os amigos secretos, as confraternizações dos grupos que você participou, o que vale hoje é acreditar que o nascimento de Jesus Cristo na história humana é sinal de esperança em Deus e de Deus em nós.

Para quem tem a alegria de acreditar, a fé instrui que deve-se agradecer a Deus por ter dado seu filho. Ele veio nos libertar da escravidão do egoísmo e divisões sem fim. Veio libertar o ser humano do pecado. Jesus nos ensina, desde o seu simples presépio até o calvário, que só é possível vencer o mal fazendo o bem, que a vida não acaba quando morremos.

É uma criança que nos mostra que é possível sofrer por solidariedade, ser rejeitado, não ter lugar para nascer, que se faz pobre e pequena, injustiçada e perseguida, para revelar o maior amor do mundo e salvar os irmãos. Assim, o mais importante que Jesus nos comunica é que existe um sentido para tudo, até mesmo para a dor, com amor tudo se explica. Que belo Natal crescer assim!

Em nosso mundo, tocado pelo desencanto, parecem perdurar os conflitos e ambições, mas precisamos aproveitar o Natal para renovar nossa confiança em Deus e na força da solidariedade.

Muitos, inclusive entre nós, perdem a esperança, perdem-na devido às decepções e a crescente falta de responsabilidade das lideranças de todos os segmentos (industriais, comerciais, políticos e religiosos). A pobreza volta a crescer: cerca de 50 milhões de brasileiros, o equivalente a 25,4% da população, vivem abaixo da linha de pobreza. Esta pesquisa de indicadores sociais de 2017 revela um Brasil profundamente desigual em todos os níveis.

Apesar disso, o nascimento de Jesus Cristo convida-nos a renovar nossa esperança, sabendo que os anjos anunciaram no dia de seu nascimento: “Paz na Terra às pessoas de boa vontade” (cf. Lc 2,14). Para quem tem fé o espaço para lamentação é pequeno, afinal a fé nos ensina que para Deus tudo é possível.

O plano de Deus vencerá do modo de Deus: sem violência e sem pressa, pois Deus é assim: urgente sem pressa. “Deus vem vindo: ninguém não vê. Ele faz é na lei do mansinho – assim é o milagre”. (Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas).

Artigo escrito por Dom Pedro Carlos Cipollini para o jornal Diário do Grande Abc