Daily Archives

A misericórdia é para o pecador

Por | DESTAQUES

A extensão da Via-Sacra, do Palácio de Pôncio Pilatos até o Calvário, vislumbra a amplitude da Misericórdia de Deus que, ultrapassa o limite de tempo e do espaço. O abraço misericordioso de Deus na Via-Sacra, abarca de Adão até o último vivente que confiar no amor de Deus!

O caminho da Via-Sacra nos faz experimentar o amor de Deus Pai que, oferece seu filho único, para nos libertar das trevas do pecado. E o amor do Filho que diz: “Por ti desci do Céu à terra, por ti permiti que Me pregassem na Cruz, por ti permiti que fosse aberto pela lança o Meu Sacratíssimo Coração e, assim, abri para Ti uma Fonte de Misericórdia. Vem haurir graças dessa fonte com o vaso da confiança” (D.1485).

Você sente-se constrangido por tanto amor? A miséria humana não impede a atuação da misericórdia divina, desde que, tenha a humildade em reconhecer essa miséria. Jesus mesmo disse : “Nunca rejeito um coração humilhado.”
A misericórdia de Deus é para os pecadores e quanto mais pecador, mais direito tem da misericórdia! Então como experimentá-la? Lançando-se com confiança nesta Fonte de Misericórdia!

Reze a Via Sacra!

Às três horas da tarde, a hora da Paixão de Jesus, é uma hora que comporta grandes promessas. Além da oração do Terço da Misericórdia, Jesus também apresenta a meditação da Via Sacra para podermos alcançarmos muitas graças, em especial neste tempo em que estamos: Quaresma.

As palavras que seguem não são apenas para a Santa Faustina (que as ouviu por primeiro) são destinadas a todos nós pecadores: “Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o relógio bater três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Implora a onipotência dela em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores porque nesse momento foi largamente aberta para toda alma. (…) Minha filha, procura rezar a Via-Sacra, na medida que te permitirem os teus deveres”.

A indicação de Jesus é para às 15 horas, mas se não puder neste horário, reze-a assim que puder, cheio de confiança, experimente a misericórdia de Deus na Via-Sacra.

Daniela Miranda

Vivamos na esperança dos céus novos e da terra nova

Por | FORMAÇÕES

Céus novos e terra nova: a consumação da Igreja na glória celeste

Ao falar-se de céus novos e terra nova, a Igreja tem um papel fundamental para que os cristãos compreendam tal expressão, porque é Ela que será “consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas, e com o gênero humano também o mundo todo, que está intimamente ligado ao homem e por meio dele atinge sua finalidade, encontrará sua restauração definitiva em Cristo” (Lumen Gentium, n. 48).

A Igreja ensina que esta realidade não acontecerá sem grandes provações. Só então, todos os justos, desde Adão, em seguida Abel, o justo, até o último eleito, serão congregados junto do Pai na Igreja universal (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 769). Portanto, “no fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Depois do Juízo Universal, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado” (CIC, 1042). Os detalhes de como acontecerá todas estas coisas não se sabe, mas a promessa do Senhor é que haverá transformação e renovação de todas as coisas.

Os céus novos e a terra nova

A Sagrada Escritura chama de céus novos e terra nova (Cf. 2Pd 3,13): a renovação misteriosa que há de transformar a humanidade e o mundo. É uma realização definitiva do projeto de Deus; como está em Efésios 1,10 que, se reunirá sob um só chefe, Cristo, todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na terra (Cf. CIC, 1043).

Isso quer dizer que, neste universo novo, ou seja, a Jerusalém celeste, Deus terá sua morada entre os homens. Ele enxugará toda lágrima, pois nunca mais haverá morte, luto, clamor e dor, porque todas estas coisas antigas se foram (Cf. CIC, 1044).

Assim, diante desta promessa de céus novos e terra nova, que tem seu cume na nova criação em Jesus, podemos ter a certeza de que “os que estiverem unidos a Cristo, formarão a comunidade dos remidos, a cidade santa de Deus (Ap 21,2), “a Esposa do Cordeiro” (Ap 21,9). Essa não será mais ferida pelo pecado, pelas impurezas, pelo amor próprio, que destroem ou ferem a comunidade terrestre dos homens. A visão beatífica, na qual Deus se revelará de maneira inesgotável aos eleitos, será a fonte inexaurível de felicidade, de paz e de comunhão mútua” (CIC, 1045).

Então, o universo visível está destinado a ser transformado? Sim! Para que, o próprio mundo, portanto, restaurado em seu primeiro estado, esteja sem mais nenhum obstáculo, a serviço dos justos na participação em Cristo ressuscitado (Cf. CIC, 1047).

“Já” viver hoje o que “ainda” irá se consumar na eternidade

Como já vivermos hoje e nos prepararmos concretamente para todas essas promessas de céus novos e terra nova? Jesus Cristo nossa esperança já nos trouxe a redenção e salvação, entretanto, ainda esperamos a consumação dos últimos tempos na parusia. Nesta perspectiva, não só os seres humanos serão transformados, mas, da mesma forma, diz a Igreja que: “Deus prepara uma nova morada e nova terra. Nela reinará a justiça, e sua felicidade irá satisfazer e superar todos os desejos de paz que sobem aos corações dos homens” (CIC, 1048).

Com isso, na prática, cabe a cada um de nós vivermos este tempo de espera da melhor maneira possível, na expectativa da terra nova; que deve nos impulsionar ao desejo em aprimorar esta terra de agora. (Cf. CIC, 1049). Pois, enquanto esperamos os céus novos e terra nova, precisamos viver o amor, o perdão, a compreensão, a paz e a unidade, para que, junto ao progresso terrestre social e cultural, também, aconteça o progresso do Reino de Cristo.

O Catecismo, sintetiza, afirmando que é preciso propagar na terra os valores da dignidade humana, da humanidade fraterna e da liberdade, pois estes bons frutos da natureza e de nosso trabalho nós os encontraremos, novamente, limpos de toda impureza, iluminados e transfigurados quando Cristo entregar ao Pai o reino eterno e universal. Assim, Deus será tudo em todos na Vida Eterna (Cf. CIC, 1050).

Por fim, “desta grande esperança, a dos céus novos e da terra nova nos quais habitará a justiça, não temos penhor mais seguro, sinal mais manifesto do que a Eucaristia. Pois, toda vez que é celebrado esse mistério, opera-se a obra da nossa redenção e nós partimos um mesmo pão, que é remédio de imortalidade, antídoto, não para a morte mas para a vida eterna em Jesus Cristo” (CIC, 1405).

Márcio Leandro Fernandes

Natural de Sete Lagoas (MG), é missionário da Comunidade Canção Nova e candidato às Ordens Sacras. Licenciado em Filosofia pela Faculdade Canção Nova, Cachoeira Paulista (SP), Márcio Leandro é também Bacharelando em Teologia pela Faculdade Dehoniana, em Taubaté (SP). Atua no Departamento de Internet da Canção Nova, no Santuário do Pai das Misericórdias e nos Confessionários.

Mulher se libertou do diabo em uma Sexta-feira Santa graças ao jejum de 50 fiéis

Por | DESTAQUES

PALERMO, 23 Fev. 18 / 12:22 pm (ACI).- O exorcista italiano, Pe. Benigno Palilla, contou que uma mulher possuída pelo demônio foi libertada graças às orações e ao “jejum generoso” de aproximadamente 50 pessoas da comunidade paroquial à qual pertence.

O sacerdote conselheiro da Associação Internacional de Exorcistas e guia do centro de formação João Paulo II em Sicília, contou ao jornal ‘Avvenire’ o caso de Maria, durante o 14º encontro de formação regional em Palermo, que começou no dia 21 de fevereiro, no qual participam 44 sacerdotes.

O Pe. Palilla conta que Maria, quando frequentava a capela de San Isidoro, sofria há cinco anos de possessão demoníaca. “Tinha algumas reações durante a Missa: interrompia a homilia, a leitura do Evangelho, mas os fiéis que participaram já haviam sido formados a respeito e rezavam por ela”.

“A dor que esta mulher sofria era incrível: sentia punhaladas no seu corpo, se contorcia, e depois, sem nenhuma razão, mostrava ódio ao seu esposo e ao seu filho”, continua o sacerdote dos frades menores renovados.

Entretanto, na Semana Santa de 2017, os sacerdotes que guiavam a capela consideraram que “teve um papel importante para a libertação o fato de que aproximadamente 50 pessoas” realizassem um jejum “generoso” para a libertação de Maria.

O exorcista conta que “foi um momento comunitário extraordinário, uma libertação ao vivo, na qual todas as pessoas contribuíram com o jejum e a oração, inclusive um homem diabético, que não deveria se privar da comida devido à sua doença e uma menina de sete anos que conhecia a história”.

Na Vigília Pascal, disse o sacerdote, Maria conseguiu participar junto com o seu esposo e o seu filho; e compartilhou que “sempre se sentiu acolhida, nunca foi excluída”.

Segundo o sacerdote é importante “estar muito atentos e ter uma atitude justa ante os sofrimentos das pessoas que sofrem de vexações, possessões. O que acontece muitas vezes é que elas parecem não existir no registro da Igreja, são consideradas descartáveis”.

Ao concluir, o exorcista comentou que “às vezes, algumas pessoas têm medo de contagiar-se, mas eu seria a primeira pessoa contagiada, porque há 18 anos estou em meio deles (dos possuídos). Estas pessoas já carregam uma cruz, imaginem se uma comunidade se afasta delas. É necessário ser sensíveis, misericordiosos. O Papa convidou a ama-los e ter uma predileção por eles”.

Desde 2015, o Pe. Palilla participa no curso de formação anual promovido pelo Vaticano para exorcistas.

Em Sicília, explica ‘Avvenire’, o ministério dos exorcistas é acompanhado e sustentado por grupos de fiéis que acolhem pessoas possuídas pelo demônio; que seguem um caminho especial de vida espiritual e frequentemente recebem os sacramentos.

Na paróquia de Santa Maria de los Ángeles em Palermo, disse o Pe. Palilla disse em fevereiro de 2016: “existe uma comunidade de 700 pessoas envolvidas na oração por todos aqueles que vivem esta situação difícil”.

Por outro lado, em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano em 2016, o exorcista advertiu que “a arma mais perigosa do demônio não é tanto a vexação, nem a possessão ou a infestação: a arma mais perigosa é a tentação do pecado. Com o pecado, o demônio realmente nos possui, entramos sob o seu poder”.

Diante desta situação, sublinhou, não são importantes apenas os exorcismos, mas “evangelizar, evangelizar e evangelizar”.