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“Cura das feridas interiores” – Angélica Alves – Grupo Parusia de 17/03/2018

Por | GALERIA DE FOTOS, GRUPO PARUSIA

Tema:”CURA DAS FERIDAS INTERIORES”
Pregador: ANGELICA ALVES –CF

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Cinco Conselhos de São Tomás de Aquino sobre a Oração

Por | FORMAÇÕES

Ao longo da Quaresma a Igreja nos pede três atitudes: Jejum, Oração e Caridade. Essas atitudes são fundamentais para o desenvolvimento da vida espiritual de todo cristão, portanto, elas deveriam nos acompanhar não somente em tempos especiais do nosso ano litúrgico, mas também no decorrer de toda a nossa vida.

Aqui estão cinco conselhos que irão nos ajudar a rezar melhor ao longo da quaresma, tendo como nosso mentor, São Tomás de Aquino.

1. Seja humilde

Muitas pessoas acreditam, de forma errada, que a virtude da humildade é um sinal de baixa-estima. São Tomás nos ensina que a humildade é a virtude de reconhecermos a verdade da nossa realidade. Uma vez que, a oração tem em sua base um diálogo com Deus, a humildade é algo crucial. Nós somos total e inteiramente dependentes de Dele para tudo e em todos os momentos: toda a nossa vida, cada pensamento e ação. Através da humildade nós nos reconhecemos pequenos. Na medida em que nos tornamos mais humildes, nós passamos a reconhecer mais profundamente nossa necessidade de rezar mais.

2. Tenha fé

 Não é suficiente sabermos que nós somos carentes de ajuda. Na oração fazemos nossos pedidos, e não para qualquer um, mas sim para Aquele que é capaz de responder a eles. São Tomás diz que “a fé é necessária (…). Nós precisamos acreditar que nós podemos obter de Deus o que nós buscamos”.  A fé nos ensina tanto sobre a onipotência quanto sobre a misericórdia de Deus. Neste sentido, São Tomás nós lembra a Carta aos Hebreus que sublinha a necessidade de se ter fé, ao dizer: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram” (Heb 11, 6).

3. Reze antes da oração.

São Tomás nos lembra que Deus “deseja nos conceder algumas coisas que nós a Ele pedimos”. Nos antigos breviários nós encontramos uma pequena oração que começa da seguinte forma: “Abri meus lábios, ó Senhor, e minha boca anunciará o vosso louvor. Limpe também o meu coração de todos os pensamentos perversos e vãos…”.  Esta oração é simplesmente fantástica – especialmente por prescrever que antes de começar a oração em si, devemos pedir que Deus nos ajude a torna-la boa. Essa oração continua pedindo a Deus a da seguinte forma: “Ilumine a minha mente, inflame o meu coração, que eu seja digno, atento e devoto ao recitar este Ofício e possa ser ouvido pela sua Divina Majestade”. Desta forma, aprendemos que a atenção e a pureza de coração necessárias para estar em comunhão com Deus em oração já é um graça recebida da oração. A fé nós conduz à certeza de que “… tudo o mais nos será acrescentado”.

4. Esteja atento

Merecimento na oração, é o mesmo que dizer que: aquilo que nos traz mais próximos do céu, nos vem através da virtude da caridade e fortalece a nossa vontade. Desta forma, nossa oração deve ser de acordo com nossos méritos. Nós precisamos aprender a ouvir nosso coração para saber escolher bem o que por nós será colocado no nosso diálogo com Deus. São Tomás nos diz que o merecimento da nossa oração repousa primeiramente na intenção que nela depositamos. Caso a oração seja quebrada por distrações acidentais, algo do qual todo ser humano está sujeito, devemos seguir firmes focados na intenção que nela colocamos. Isto nos trará algum alivio e nos manterá atentos àquilo que decidimos colocar sob os cuidados de Deus. Portanto, não devemos nos preocupar tanto com as distrações, isto na medida em que nos não as encorajamos também, mas sim mantermos nossa mente e coração no intento que nela depositamos.

5. Tenha uma intenção

Como já foi dito acima, nós devemos ser intencionais (saber o que vamos colocar na nossa oração). Contudo isso não significa que nossa intenção tenha que ser perfeita para que ela seja acolhida. Quando nossa mente está preenchida com uma reta intenção a Deus, nosso coração também está inflamado com o desejo por Ele. São Tomas explica que o refrigério espiritual de nossa alma vem principalmente do ser atento a Deus em oração. Nós conhecemos muito bem o choro alto proclamado pelo Salmista em sua oração: “É a sua face, ó Senhor, que eu procuro! (Sl 27, 8). Uma reta intenção não se fecha em torno de si mesma, mas sabe que, antes de tudo, é a Face de Deus que nós buscamos.

Que esses cinco conselhos de São Tomás de Aquino possam nos auxiliar no nosso diálogo com Deus,  melhorando a qualidade da nossa oração. Comecem esse exercício agora, e que São Tomás rogue por nós a Deus. Amém.