Todos os post de

WebMaster Comunidade Fidelidade

Roteiro – 3 Mandamento – Guardar Domingos e festas – De 14 a 20 de Outubro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

Download do Roteiro da Semana

================================================================

Noite de adoração e cura interior – Parusia

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES

Sábado dia 19.10.2019 ás 19h00

Venha orar conosco.

Coloque aqui sua intenção para rezarmos na intercessão e no Grupo Parusia

1º e 3º Sábado do Mês às 19h00! Participe com sua família e célula!


Local – Sede da Comunidade Católica Fidelidade

Casa São Bento e Salão São João Paulo II

Rua Giuseppe Venturini, 180 – Frente – Bairro Batistini – São Bernardo do Campo – São Paulo – Cep.: 09842-005

Rua ao Lado direito da Acrilex – Rua sem Saída.


Veja o mapa de como chegar!

Vindo do Centro pela Anchieta e saída na Servidei Demarchi

Exibir mapa ampliado

Vindo Pela Imigrantes

Exibir mapa ampliado

Vindo Pelo Rodoanel

Exibir mapa ampliado

Dicas:

Vindo do Centro de São Bernardo após passar Restaurante Florestal será a Segunda rua à Direita.

Vindo pela Imigrantes ao passar em frente a Empresa ACRILEX continuar por mais 300 Metros e fazer primeiro retorno à Esquerda, pegar pista novamente e será a Segunda rua à Direita.


Pedido de Oração para o Grupo

Roteiro – 2 Mandamento – Não tomarás o Nome de Deus em vão – 07 a 13 de outubro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

Download do Roteiro da Semana

================================================================



Retiro Vocacional Fidelidade 2019 – Venha conhecer o Carisma!

Por | - ULTIMAS, AGENDA, DESTAQUES, NOTÍCIAS

Venha conhecer o carisma Fidelidade

O Retiro Vocacional Fidelidade é um retiro anual realizado pela Comunidade Católica Fidelidade para apresentar o carisma e missão da comunidade.

É a primeira etapa para quem deseja conhecer e ingressar no período de Caminhante da comunidade em 2020 e futuramente se tornar membro compromissado no carisma da Comunidade Católica Fidelidade.

Roteiro – 1 Mandamento – Amar a Deus sobre todas as coisas – 30 de setembro a 06 de Outubro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

Download do Roteiro da Semana

================================================================

Roteiro – Libertos em Cristo Jesus por intercessão de Maria – 23 a 29 de Setembro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS
Download do Roteiro da Semana ================================================================

Comunhão e colaboração são pilares das Novas Comunidades

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES, NOTÍCIAS

Em sua 10ª edição que reuniu 260 pessoas, congresso trouxe palestras das fundadoras da Comunidade Oásis de Caxias do Sul e reflexão de Dom Pedro

Praticando os itinerários de acolhida, missão e formação do 8º Plano Diocesano de Pastoral, o 10º Congresso das Novas Comunidades aconteceu no sábado e domingo (14 e 15/09), pregando a comunhão e colaboração das comunidades com a Igreja, em evento realizado na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Vila Curuçá, em Santo André.

Com o tema “Novas Comunidades, Uma Resposta Providencial para o nosso tempo”, o encontro reuniu 260 membros de 19 grupos: Aliança da Cruz, Anunciação, Árvore da Cruz, Fanuel, Fidelidade, Filhos de Israel, Famílias Bethânia, Mãe Santíssima, Missão Belém, Missão Seja Luz, Missão Oráculo Santo, Missão Santa Faustina, Novos Céus, Padre Pio, Peregrinos do Amor, Coração Chagado, Coração Sagrado, Divina Misericórdia e Divina Missão.

Cinco critérios

Após a acolhida e adoração ao Santíssimo Sacramento, com a presença do anfitrião Pe. Vanderlei Ribeiro, o bispo diocesano Dom Pedro Carlos Cipollini realizou a abertura do evento destacando cinco critérios fundamentais para a atuação das novas comunidades, a partir da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Christifideles Laici, do Papa João Paulo II, sobre a vocação e missão dos leigos na igreja e no mundo, apresentada no ano de 1988, em Roma, na Itália.

São eles: primado dado à vocação de cada cristão à santidade; a responsabilidade em professar a fé católica, acolhendo e proclamando a verdade sobre Cristo, sobre a Igreja e sobre o homem; o testemunho de uma comunhão sólida e convicta, em relação filial com o Papa; a conformidade e a participação na finalidade apostólica da Igreja, que é a evangelização e a santificação dos homens e a formação cristã das suas consciências; e o empenho de uma presença na sociedade humana que, à luz da doutrina social da Igreja, se coloque ao serviço da dignidade integral do homem.

“Esses cinco critérios ajudam a perceber se estamos no caminho certo. São Paulo diz: Cristo é a cabeça do corpo, que é a Igreja. É uma grande tentação estarmos em comunhão com a cabeça, mas não com o corpo. Quem ama a cabeça, que é Cristo, tem que amar o corpo, que é a própria Igreja”, destaca.

Regimento diocesano

Ao final de sua explanação, Dom Pedro assinou o documento que reconhece o regimento diocesano das novas comunidades.

“Uma grande alegria de ter esse reconhecimento. Que Deus faça a partir de nós, novas comunidades, um sinal visível da glória de Deus na comunhão com a diocese e também na obediência ao nosso bispo”, sintetiza o coordenador da Frater das Novas Comunidades, Reginaldo Rodrigues.

Durante os dois dias, as fundadoras da Comunidade Oásis, de Caxias do Sul (RS), Maria Francisca e Gislaine Benedetti, apresentaram palestras sobre os pontos necessários para uma vida comunitária, sobretudo, num primeiro momento reconhecer Jesus como Senhor e de lutar por uma vida de santidade, por meio da sua misericórdia e da busca por justiça, bem como a partir do batismo, revelar a glória de Deus em seus carismas.

Experiência valiosa

Fundador da Comunidade Católica Missão Seja Luz (região da Paróquia São Geraldo Magella – São Bernardo), o psicanalista e educador social Diego Narcizo, 32 anos, avaliou que o congresso reforçou o chamado de ser sinal e manifestação da Luz de Cristo no mundo.

“Com a missão de auxiliar o homem em sua reconstrução por meio da luz do amor e da verdade, promovendo assim o resgate da integralidade humana criada por Deus, onde somos a sua imagem e semelhança”, elucida Diego, casado com Fabiana Narcizo, com quem tem dois filhos, Ana Clara e Miguel.

Roteiro – Jesus nos chama a liderança – 16 a 22 de Setembro de 2019

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

Download do Roteiro da Semana

================================================================

Roteiro – Jesus é a porta! De 09 a 15 de Setembro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

Download do Roteiro da Semana

================================================================



NOSSA SENHORA DAS MERCÊS

Por | - ULTIMAS, N. S. DAS MERCÊS

Nossa Senhora das Mercês é um dos títulos da Virgem Maria. Surgiu em 1218 quando São Pedro Nolasco, São Raimundo do Peñafort e o Rei Dom Jaime I da Espanha tiveram o mesmo sonho com a Virgem Maria. No sonho, ela pedir para que eles fundassem uma Ordem Religiosa que tivesse como objetivo libertar os cristãos escravizados pelos muçulmanos. Na época, os muçulmanos tinham invadido parte da Península Ibérica, prendendo e escravizando inúmeros cristãos. A recém criada Ordem passou a se chamar Ordem dos Mercedários em homenagem a Nossa Senhora das Mercês. Muitos membros da ordem chegaram a doar suas vidas pela libertação de cristãos que tinham sido escravizados. Por tudo isso, a imagem é rica em símbolos. Vamos conhece-los.

O significado da palavra “Mercê”

Mercê é uma palavra do português arcaico e significa Favor, graça, benefício, perdão, indulto. Este último significado é relevante há história de Nossa Senhora das Mercês, pois significa libertação. Assim, entendemos que Nossa Senhora das Mercês veio para libertar da escravidão. Na época, tratava-se da escravidão real feita pelos muçulmanos. Hoje, podemos falar da escravidão moral à qual muitos estão submetidos, ficando presos a vícios e pecados que escravizam e tiram a liberdade.

A coroa de doze estrelas

A coroa de doze estrelas sobre a cabeça de Nossa Senhora das Mercês nos lembra que a Virgem Maria é rainha do céu e da terra. Lembra-nos também a passagem de Apocalipse 12 em que São João menciona a mulher com uma coroa de doze estrelas. Esta coroa significa que a Virgem Maria age e ensina conforme a Doutrina dos Apóstolos, que eram doze. Por isso, ela é chamada também de Rainha dos Apóstolos.

A veste toda branca de Nossa Senhora das Mercês

A veste branca de Nossa Senhora das Mercês simbolizam a pureza de coração da Virgem Maria. Ela é pura. E por causa da pureza de seu coração ela deseja a libertação de todo tipo de escravidão.

Os detalhes em dourado

Os detalhes em dourado em toda a veste de Nossa Senhora das Mercês significam que esta mulher vem do céu, está na glória de Deus. Tem a ver com a coroa que ela usa, lembrando-nos também que ela é rainha.

O escapulário de Nossa Senhora das Mercês

Nossa senhora das Mercês apresenta-se com um escapulário branco cobrindo a frente de seu corpo. O escapulário significa proteção. E o símbolo do escapulário é todos aqueles que lutam pela libertação da escravidão, seja ela qual for, tem a proteção de Nossa Senhora.

A cruz no centro superior do escapulário

Na parte de cima do escapulário de Nossa Senhora das Mercês vemos uma cruz circundada de vermelho. Este símbolo nos lembra da cruz de Cristo, de seu sofrimento, de seu sangue, o sangue pelo qual Ele pagou o preço da nossa libertação. É por isso que Nossa Senhora das Mercês luta pela libertação de toda escravidão, porque “É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão”. (Gálatas 5,1)

A corrente na mão de Nossa Senhora das Mercês

A corrente na mão de Nossa Senhora das Mercês nos falam que ela quer a libertação de todo e qualquer tipo de escravidão. A Ordem dos Mercedários atendeu a este pedido da Mãe e libertou milhares de cristãos da escravidão causada pelos muçulmanos. Hoje ela quer que nós lutemos pela libertação dos inúmeros tipos escravidão que existem em nossa sociedade. Que todas as correntes, de qualquer tipo de escravidão sejam quebradas para que os filhos de Deus vivam na liberdade de Cristo.

A rosa na mão de Nossa Senhora

A rosa que às vezes aparece na mão de Nossa Senhora das Mercês significam a doçura e a bondade com que devemos agir pela libertação do próximo. Nunca devemos forçar ninguém a nada, mas propor, com delicadeza, amor e bondade. É isso que ela sempre faz. É assim que ela age.

Oração a Nossa Senhora das Mercês

Mãe querida das Mercês, com a simples confiança de filhos, recorremos a Ti. Vimos aos Teus pés de Rainha e Mãe de misericórdia, suplicando o Teu poderoso auxílio. O nosso mundo vive aprisionado em tantas formas de escravidão e opressão. Nosso tempo não é menos atribulado que aquele em que Tu, compadecida da Terra, inspiraste a fundação de uma ordem religiosa, destinada à redenção dos cativos cristãos. Novas formas de escravidão social, política ou psicológica que derivam, em última instância, da corrupção do pecadosurgem a cada dia. Aqui nos tens, ó Mãe das Mercês, lutando para livrar-nos de tantas cadeias e opressões do nosso mundo. Ajuda-nos com a Tua misericórdia para que possamos recuperar a feliz liberdade dos filhos de Deus. Amém.

NOSSA SENHORA DAS MERCÊS

Por | N. S. DAS MERCÊS

O surgimento da invocação e do título Virgem Maria “das Mercês” deriva da Ordem das Mercês, cujo apostolado da redenção de cativos era, na Idade Média, chamado de “obra de mercê ou misericórdia”. A Ordem atribui à Virgem Santíssima uma especial participação em sua fundação, motivo pelo qual a honrou ao longo dos séculos com especial devoção, seguindo o exemplo de São Pedro Nolasco, que já em 1249 dedicou-lhe uma Igreja.

Desde os primeiros momentos da fundação da Ordem, os religiosos deram à festividade geral da Virgem um sentido próprio. Em 1600, foi-lhes permitido celebrar sob o título das Mercês a festa da natividade de Maria. Já em 1616 é concedida aos mercedários a celebração litúrgica da festa de Nossa Senhora das Mercês com textos próprios. Em 1696, seu culto foi estendido a toda a Igreja.

Origem da devoção das Mercês

O vocábulo “mercê”, no séc. XIII, era sinônimo da obra de misericórdia corporal por excelência, qual seja, a de redimir cativos. Assim, as casas da Ordem de São Tiago, que costumavam receber cativos, eram chamadas Casas de Mercê, conforme documentação medieval.

A 29 de abril de 1249, os frades da Ordem das Mercês obtiveram licença do bispo de Barcelona, Dom Pedro de Centelles, para edificar uma igreja dedicada a Santa Maria em sua Casa – Hospital de Santa Eulália – construída próxima ao mar.

O povo barcelonês começou a chamar a comenda dos frades mercedários de casa da Ordem das Mercês, e, posteriormente, de casa “das Mercês”.  Consequentemente, a imagem de Santa Maria que todos veneravam na nova igreja da Casa das Mercês de Barcelona começou a ser conhecida como Santa Maria das Mercês. Nesta igreja, iniciou-se o culto a Maria com o título de “Mercês” que, em seguida, se estenderá a todas as igrejas em que se estabeleçam os mercedários.

Como atos em honra de Santa Maria das Mercês, a Ordem desde seu início praticou:
* A entrega do hábito de Santa Maria aos novos frades. Dizia-se ao postulante: “Queres receber o hábito de Santa Maria?”, e o peticionário respondia: “sim, quero”.

O Ofício diário de Santa Maria. Este era obrigatório para todos os clérigos e para os leigos, que rezavam um oficio adaptado.

* A Missa e a Salve Rainha dos dias de sábado. É muito provável que o belo costume da Missa de Santa Maria e do Canto da Salve Rainha em sua honra nos dias de sábado tenha sido introduzida na Ordem por disposição do próprio São Pedro Nolasco. Consta que, em 1307, Galcerán de Miralles levava à igreja da comenda de Nossa Senhora de Bell-lloch a quantidade de três libras de cera, para que mantivessem um círio acesso todos os sábados durante a celebração da missa da virgem e o canto da Salve Rainha.
Outro gesto significativo de devoção mariana, provindo dos tempos de São Pedro Nolasco, era a despedida dos redentores ao partir para a terra de mouros. Esta se fazia diante do altar da igreja dedicado à Virgem. No retorno da missão, a procissão de redentores e redimidos, com seus estandartes, prosseguia até a igreja das Mercês, para agradecer à Celestial Protetora por sua proteção no decurso da missão redentora.

O nome de Maria no título da Ordem

Um dos títulos com que, no início, era chamada a obra fundada por São Pedro Nolasco foi “Ordem das Mercês” ou da “Misericórdia dos cativos”. A esta denominação muito rapidamente se somou o nome de Maria.
A primeira vez que se encontra documentalmente o nome de Maria no título da ordem é na bula do papa Alexandre IV, Prout Scriptura testatur, dada em Perúgia a três de maio de 1258. O papa, escrevendo aos arcebispos, bispos, abades, etc., para informá-los das graças e das faculdades concedidas aos mercedários, por motivo da obra benéfica que praticam em favor dos cativos, diz: “Dado que o Mestre e os frades da Bem Aventurada Virgem Maria das Mercês, outras vezes chamados de Santa Eulália (…) trabalham com todas as suas forças…”.

O Papa, portanto, uniu o nome de Maria ao vocábulo “Mercê”, obtendo a denominação Bem-aventurada Virgem Maria das Mercês, como parte do título da Ordem. Do contexto da bula, infere-se que o nome de Maria das Mercês já era conhecido. Não se deve supor que o Papa tenha usado o nome de Maria sem razão, ou que o impôs por autoridade. Ademais, o Papa não enviou a bula exclusivamente aos frades da Ordem.

Há de se buscar uma explicação lógica na interdependência entre a Virgem Santíssima e a Ordem dedicada à redenção dos cativos. Os frades das Mercês estavam persuadidos de que a Virgem Maria, Mãe de Deus, interveio de modo direto na fundação da Ordem. Consequentemente, os legisladores das constituições de 1272 oficializaram o nome de Maria no título, chamando-a: Ordem da Virgem Maria das Mercês da Redenção dos Cativos de Santa Eulália.

Por causa desta convicção, nos documentos do séc. XIII não aparece o nome do primeiro Mestre e iniciador da obra das Mercês – São Pedro Nolasco – no título da Ordem. Este gesto de abnegação e de escondimento da parte de São Pedro Nolasco foi certamente intencional. Assim, tanto ele, como os primeiros membros da Ordem recém-fundada desejavam que toda glória e toda honra da fundação fossem atribuídas a Maria Santíssima, mensageira da Trindade, aquela que a Ordem considera como fundadora e Mãe.

Conforme descreve, dentre tantos, o historiador mercedário Nadal Gaver (1445), essa presença de Maria concretizou-se no relato da aparição da Virgem Maria a São Pedro Nolasco ordenando-lhe fundar uma Ordem em sua honra, destinada à redenção dos cativos, visto que, tal fundação, de acordo com a própria Virgem Mãe, era vontade de Deus.

Imagens de Maria, igrejas e santuários mercedários

Em todas as casas da Ordem existiram desde o começo imagens de Santíssima Virgem Maria das Mercês. A primeira presença da imagem da Mãe das Mercês deu-se em Barcelona. Na comenda desta cidade encontrava-se a imagem da Virgem sentada com o Menino, esculpida em mármore branco, encomendada por São Pedro Nolasco e hoje conservada no museu da catedral barcelonesa.

No séc. XIV, foi substituída, por ser demasiado pequena, para o templo que se tornava grande, por outra imagem feita pelo escultor da catedral de Barcelona, Bernardo Roca, segundo contrato firmado a 13 de setembro de 1361. Tal contrato fora firmado pelo referido artista e o prior de Barcelona, Frei Bonananto de Prixana. É esta imagem que, como Padroeira de Barcelona, hoje preside o altar-mor da Basílica das Mercês da dita cidade.

Além da veneração e do culto à Santíssima Virgem Maria das Mercês, durante o primeiro século de existência da Ordem, Pedro Nolasco e seus frades sentiram especial predileção por igrejas em que se tributava culto a Maria. Isso se dava, dentre outros motivos, ou porque lhes foram confiadas as igrejas dedicadas a Maria já existentes, ou porque a Ordem as construiu sob o patrocínio da Virgem.

O primeiro e mais notável santuário mariano da Ordem das Mercês, no séc. XIII, foi o de Santa Maria de El Puig, em Valência. Existem também outras igrejas dedicadas à Virgem: Santa Maria dels Prats (Tarragona), Santa Maria de Sarrion (Teruel), Santa Maria de Arguines (Castellón), Santa Maria de El Olivar (Estercuel), Santa Maria de Acosta (Huesca), Santa Maria de Montflorite (Huesca), Santa Maria de Perpignan (França) e Santa Maria de El Puig de Osterno ou Montetoro, Santuário Mariano da ilha de Menorca. No Brasil, existem 34 Paróquias dedicadas a Nossa Senhora das Mercês.

Marianismo mercedário

Está fora de toda dúvida que a Ordem das Mercês nasceu, cresceu e atuou em clima de amor e devoção à Virgem Maria. Sem a intervenção, presença e apoio da Celestial Rainha e Mãe, não podiam explicar-se adequadamente nem a origem da Ordem, nem o atrativo que sobre Pedro Nolasco e seus seguidores imediatos exerceram as igrejas dedicadas a Santa Maria; nem a iniciativa de consagrar e dedicar a Santa Maria a igreja da casa de Barcelona, cabeça e fundamento da Ordem, quando esta era conhecida por Casa, Hospital e Ordem de Santa Eulália.

Também não se poderia explicar nem o empenho tenaz de introduzir o santo nome de Maria no título da Ordem, depois de ter-se provado e usado vários; nem por que o hábito branco da Ordem chamou-se hábito de Santa Maria. Tampouco se explicaria como uma Ordem de poucos frades e de caráter militar; fundada por um leigo para a redenção de cativos, foi capaz de introduzir na igreja uma nova invocação mariana, a de Santa Maria das Mercês.

Prova desta forte característica mariana da Ordem, desde seus primórdios, é que todas as doações para a redenção eram feitas em nome de Maria. São numerosos os documentos existentes de doações feitas por benfeitores à Ordem para as redenções, em que se especifica a motivação mariana de tais doações. Cita-se um exemplo do que acabamos de afirmar: Ferrer de Portell e sua mulher Escalona “para glória de Deus e da Virgem Maria e o bem de suas almas”, a 25 de outubro de 1234, ofereceram seus bens a Pedro Nolasco para redenção dos cativos. Igualmente Ramón de Morella, a 3 de março de 1245, ao doar o hospital de Arguines a Pedro Nolasco, fê-lo “em honra de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Bem-aventurada Virgem Maria, sua mãe”. O Rei Jaime II, a 15 de maio de 1300, outorgava um benefício à Ordem  “por reverência à Virgem Maria”.

Se os fiéis davam essas esmolas para a honra de Maria, então isso significa que os religiosos solicitavam-nas em seu nome, coisa que não teriam podido fazer se não estivessem convencidos de uma particular intervenção de Maria na fundação da Ordem.

Roteiro: Reconhecendo nossas fraquezas – De 02 a 08 de setembro de 2019

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS
Download do Roteiro da Semana ================================================================

Roteiro – A alegria que vem de Deus – 26 a 31 de agosto

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS
Download do Roteiro da Semana ================================================================

O purgatório, o inferno e o céu que Santa Faustina Kowalska viu

Por | SANTA FAUSTINA

Santa Faustina Kowalska, a quem foi revelada a Divina Misericórdia, certo dia perguntou ao Senhor por quem devia rezar; algum tempo depois, Deus concedeu a Irmã Faustina revelações, visões do céu, do purgatório e do inferno com uma mensagem para todos os seres humanos.

1. O purgatório

Uma noite, “vi o Anjo da Guarda que me mandou acompanhá-lo. Imediatamente encontrei-me em um lugar enevoado, cheio de fogo, e, dentro deste, uma multidão de almas sofredoras. Essas almas rezavam com muito fervor, mas sem resultado para si mesmas; apenas nós podemos ajudá-las”, assinalou Santa Faustina.

“E perguntei a essas almas qual era o seu maior sofrimento. Responderam-me, unânimes, que o maior sofrimento delas era a saudade de Deus. Vi Nossa Senhora que visitava as almas no Purgatório. As almas chamam a Maria ‘Estrela do Mar’. Queria conversar mais com elas, mas meu Anjo da Guarda fez-me sinal para sair. Saímos pela porta dessa prisão de sofrimento. [Ouvi então uma voz interior] que me dizia: ‘A Minha misericórdia não deseja isto, mas a justiça exige’”.

2. O inferno

Em um retiro de oito dias em outubro de 1936, Santa Faustina Kowalska viu o abismo do inferno com vários tormentos. Em seguida escreveu a sua visão a pedido do próprio Cristo.

“Hoje, conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do Inferno. É um lugar de grande castigo, e como é grande sua extensão. Tipos de tormentos que vi: O primeiro tormento que constitui o Inferno é a perda de Deus; o segundo, o contínuo remorso de consciência; o terceiro, o de que esse destino já não mudará nunca; o quarto tormento, é o fogo, que atravessa a alma, mas não a destrói; é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual aceso pela ira de Deus”, descreveu a santa.

Do mesmo modo, assinalou que “o quinto é a contínua escuridão, um horrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas veem-se mutuamente e veem todo o mal dos outros e o seu”.

“O sexto é a continua companhia do demônio; o sétimo tormento, o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfêmias. São tormentos que todos os condenados sofrem juntos, mas não é o fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou”.

Por outro lado, indicou que existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. “Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos” – explicou Santa Faustina – “se não me sustentasse a onipotência de Deus. Estou escrevendo isso por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há Inferno, ou que ninguém esteve lá e não sabe como é”.

3. O céu

No dia 27 de novembro de 1936, a santa escreveu uma visão do céu, na qual pôde ver suas belezas incomparáveis e a felicidade que nos espera depois da morte e como todas as criaturas glorificam e agradecem a Deus sem cessar.

Ela indicou que esta fonte de felicidade é invariável em sua essência, mas é sempre nova, derramando felicidade para todas as criaturas. “Deus me tem feito entender que há uma coisa de um valor infinito a Seus olhos, e isso é, o amor a Deus; amor, amor e novamente amor, e nada pode comparar-se a um só ato de amor a Deus”.

Do mesmo modo, contou que “Deus em sua grande majestade, é adorado pelos espíritos celestiais, de acordo com seus graus de graças e hierarquias em que são divididas, não me causou temor nem susto; minha alma estava cheia de paz e amor; e quanto mais conheço a grandeza de Deus, mais me alegro de que Ele seja O que é”.

“Regozijo-me imensamente em Sua grandeza e me alegro de que sou tão pequena, já que sinto tão pequena, Ele me carrega em Seus braços e me aperta a Seu coração”, destacou Santa Faustina Kowalska.