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WebMaster Comunidade Fidelidade

Sede Perfeitos: No Amor – Parte II – Monica Tinti

Por | DESTAQUES, FORMAÇÕES

Parte II

“Sede perfeitos, assim, como vosso pai celeste é perfeito”  Mt 5,48

Os caminhos que o Senhor conduz as almas são repletos de Seu amor. Caminhar pela via do amor, trata-se de grandiosíssima perfeição.

Na claridade desta via, o Senhor em todo seu amor se revela, demonstrando claramente a nós o que é o mundo, o que é a pessoa, que existe um céu; e que a diferença entre um e outro é que um é eterno e o outro apenas um sopro. Ele é o Criador e nós criatura, que não há amor maior que o Dele, e que somente Dele provém toda a graça sobre aqueles que se deixam instruir por Ele.

Obtém assim, grandiosíssimo proveito aqueles que se permitem amar, transbordando amor direto da fonte do Amor.

Satisfaz nosso carisma assemelhar-nos ao amor perfeito.

O autodomínio, o equilíbrio que nosso carisma traz em perfeição, nos auxilia em dominar nossas próprias paixões, os bens, os prazeres e tudo o que o mundo pode dar. Assim somos profundamente agraciados a dar ao invés de receber.

Quando as almas perfeitas amam a alguém, desejam ardentemente que o amigo tenha o amor de Deus, para ser também amado por ele, sabem que de outro  modo o amor não é durável”  Santa Tereza de Ávila.

Continua na próxima segunda feira…

Santifica-te- e Santifica!

Monica – CF

Diocese lança 8º Plano de Pastoral

Por | GALERIA DE FOTOS

Concluída a fase do Sínodo Diocesano, e realizada a solenidade de entrega da Constituição Sinodal, a Diocese de Santo André dá por início os afazeres para a concretalização dos itens propostos para o 8º Plano Diocesano de Pastoral, que inclusive teve seu decreto promulgado com força de lei, assinado pelo bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini, ficando válido para o qüinqüênio 2018/2022.

O 8º Plano de Pastoral é fruto do Sínodo Diocesano, cuja assembleia definiu as três prioridades eleitas que são:

– Ação Missionária permanente para fortalecer a presença da Igreja junto aos mais pobres das periferias, aos cristãos afastados, aos doentes, e aos grupos mais necessitados de motivação acolhida; 

– Acolhimento em suas duas dimensões importantes (Cultura e Espiritualidade); 

– Uma igreja em saída em estado permanente de Missão, com aprofundamento da Iniciação à Vida Cristã e inclusão, com abertura, para todos, por meio de comunidades humanizadas e humanizadoras.

  • A Comunidade Fidelidade estava presente no lançamento onde o Fundador Daniel Oliveira recebeu a constituição em mãos.

Confira as fotos:

 

O sabor do céu – Vida Comunitária

Por | DESTAQUES, VIDA COMUNITARIA

Se pudermos comparar a experiência do céu aqui na terra, a Comunidade é este lugar.
Nele o Senhor nos dá a alegria e a graça de aguçar nosso paladar, nos permitindo saborear o sabor do céu. Para aqueles que se entregam seus deleites são ainda maiores, já para os que se encontram em indecisões e descontentamentos pode parecer amargo demais.
É certo que assim como estamos acostumados as coisas doces, as facilidades e as praticidades e como é difícil resistirmos a elas. Perdemos o paladar natural e pouco a pouco precisamos resgatá-lo.
Assim como o remédio amargo cura o corpo, o sofrimento cura a alma.
Saborear os sofrimentos com alegria, pacientemente enchergando sempre os propósitos de Deus para salvar nossa pobre alma, incapaz de por si só recuperar a anseio ,o paladar por tudo que é divino e sagrado.
A Comunidade é o lugar desta experiência divina aqui na terra aonde o Senhor ao derramar-se sobre nós ,nos purifica e aperfeiçoa-nos.
Seja Fiel!
Santifica-te e Santifica
Mônica – CF

Como o celular pode desconectar o seu relacionamento!?

Por | FORMAÇÕES

O problema do celular é o exagero que nos torna desconectados nos relacionamentos

– Amor, você ouviu o que eu disse?
– Anh?
– O que você acha sobre isso?
– Uhun…
– Uhun o quê, amor? Você entendeu?
– Peraí amor, só preciso responder umas mensagens aqui…

WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat são parte das inúmeras ferramentas que possibilitam encontros virtuais entre as pessoas por meio do celular. Elas facilitam muito a vida, são usadas até no trabalho, atualizam-nos sobre o cotidiano de quem não vemos todo dia, reaproxima quem passou pela nossa infância, quem tem as mesmas necessidades que nós, enfim, muitas possibilidades de relação aparecem nessa vida conectada. Contudo, em que medida temos nos refugiado nessas conexões virtuais e nos desligado das pessoas que convivem conosco?

A realidade sem wi-fi nem sempre é tão maravilhosa e deslumbrante como as pessoas postam freneticamente nessas mídias sociais virtuais, mas é a realidade na qual se vive e é onde Deus nos plantou para que florescêssemos. E não é justo que nós negligenciemos nossos relacionamentos com quem está ao nosso lado, à espera da resposta no “zapzap”, do comentário naquela foto ou forjando um cenário para o próximo selfie.

Quer estragar um momento romântico, divertido e espontâneo? Pare tudo o que está fazendo e prepare a cena para a foto, montada para que apareçam no melhor ângulo. E repita isso várias vezes, a cada paisagem. Lá se foram minutos preciosos da viagem, do almoço e do passeio. Do que a gente estava falando mesmo? Nem importa, afinal, a foto já teve dezenas de curtidas! Ou ignore completamente quem está a sua volta, porque, afinal, você precisa se manifestar, agora, na internet, sobre esse tema que está todo mundo comentando, e comentar também, nem que seja um KKKKK, mesmo que discorde da situação, só para se mostrar engajado.

Eu não sou contra tecnologia, de jeito nenhum, sou casada com um esposo que trabalha nessa área, e lá em casa a gente está em todas essas redes e muito mais, mas me preocupa a dose diária de virtualidade que a vida vem adquirindo. Quando se percebe, é muito natural deixar as pessoas falando sozinhas enquanto você fita a tela do celular. “Desculpa, pode repetir? Eu não estava prestando atenção…”

Será que não estamos preterindo quem está ao nosso lado em busca de um ativismo virtual? Há famílias na qual todos os membros se comunicam pelo WhatsApp. Bacana, desde que isso não substitua a convivência fraterna dessas pessoas, o carinho mútuo, o amor, o afeto, o cuidado e também o compartilhamento ao vivo de tristezas, dores e dificuldades. Para provocar uma guerra, basta esquecer o carregador do celular.

Minha gente, vivemos bem sem isso, não é? Não precisamos nos fazer escravos do mundo conectado!

Eu já fiz um teste e recomendo: passe um dia completamente desconectado. Inicialmente, parecerá uma tortura, mas, ao fim do dia, você perceberá o quanto pôde cuidar das pessoas e das situações que estavam ao seu lado no dia a dia. Depois, teste ficar dois ou três dias, talvez até uma semana longe das redes virtuais. Você verá como seu tempo foi empregado em observar e agir na realidade mais próxima a você.

Ao dar um tempo nesse ambiente conectado, você voltará a ele com mais senso crítico, menos afetado pelas opiniões extremadas, e poderá dosar mais o seu tempo on-line, para que tenha também tempo de qualidade desconectado. Já percebeu como os nossos sentimentos ficam mais aflorados e acalorados na internet? Nós nos sentimos até mais corajosos para nos manifestar, dizer o que bem queremos e entender os demais à nossa maneira, levando tudo ao pé da letra e a ferro e fogo, combatendo as opiniões contrárias como se estivéssemos em guerra, como se não houvesse amanhã e, muitas vezes, magoando quem está dentro e fora do mundo virtual.

Estar on-line não é problema, o problema é o exagero que nos faz escravos da conexão virtual, negligenciando nossos relacionamentos.

Se estiver difícil vencer essa escravidão em casa, desligue a internet e pratique a frase que um restaurante divulgou bastante nas redes sociais: “Não temos wi-fi. Conversem entre vocês”.

Mariella Silva de Oliveira Costa

Mineira , esposa, católica, feliz e amante de uma boa prosa. Jornalista, pesquisadora e professora universitária, é doutora em Saúde Coletiva (UnB), mestre em tocoginecologia (Unicamp), especialista em jornalismo científico (Unicamp) e graduada em comunicação social (UFV). Participa da RCC desde 1998 tendo atuado no Ministério Universidades Renovadas e no Ministério de Comunicação Social. Cofundadora do projeto Muitas Marias.com
Contato: mariellajornalista@gmail.com Twitter: @_mari_ella_

Roteiro – A Virtude da delicadeza – 09 a 15 de abril

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

Líder, incentive e participe da Grande Célula e do Grupo Parusia de Oração!

ATENÇÃO! Toda 4ª Quinta Feira do mês – ESCOLA DE LÍDERES

Download do Roteiro da Semana

ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 09 a 15 de Abril

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Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: Livro de Boas Vindas para as Células

Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

Aleluia, Cristo ressuscitou – Dom Pedro Carlos Cipollini

Por | PALAVRA DA IGREJA

Todos os cristãos podem dizer: Aleluia, Cristo ressuscitou. Depois do período quaresmal, podemos aclamar o Filho de Deus que venceu a morte e nos deu vida nova. Assim, como em todo o mundo, o bispo da Diocese de Santo André, Dom Pedro Carlos Cipollini, presidiu a Santa Missa da Vigília Pascal, no Sábado Santo (dia 31), que os fiéis celebraram o Cristo ressuscitado, na Catedral do Carmo. O pároco e vigário local, Pe. Joel Nery e Pe. Giacomo Pellin, respectivamente, concelebraram.

Vale destacar que esta Missa solene, considerada a ‘mãe de todas as vigílias’, é cheia de detalhes e divida em quatro partes:

– a liturgia da luz ou ‘lucernário’ (abençoa-se o “fogo novo” do qual é aceso o círio pascal, vela que simboliza o Senhor ressuscitado);

– a liturgia da Palavra (sete leituras do Antigo Testamento, que narram a história da salvação do povo de Deus e duas leituras do Novo Testamento, dentre estas o Evangelho da ressurreição de Jesus);

– a liturgia batismal (renovação das promessas batismais de todos os fiéis);

– a liturgia eucarística;

E o triunfo de Cristo é graças à Sua obediência, recordou Dom Pedro, e que os cristãos precisam se espelhar no Filho do Homem. “Jesus obedeceu ao Pai, ouviu Sua Palavra, foi humilde e entregou Sua vida. Jesus demonstrou este Deus, que cria tudo com perfeição”, destacou bispo.

O pastor do Grande ABC ainda ressaltou que a ressurreição marca um mundo novo. “Quem participa desta vida nova? Aqueles que seguem Cristo ressuscitado. Quem com Cristo morre, com Ele será glorificado”, frisou Dom Pedro, que pediu para os fiéis não deixarem ser enganados por outras mensagens. “Não deixemos o mundanismo entrar na nossa vida. Um mundanismo em que a vida é prazer, poder, fama, quantos cristãos entram nessa”, completou.

Segundo Dom Pedro, os fiéis também podem sofrer por viverem a fé. “Cristo morreu na cruz porque era bom. O cristão também é perseguido por ser bom, por não aceitar o pecado, fugir do pecado”, disse ele, que, porém, ressaltou: “Ninguém tapeia Deus. Com Deus ninguém pode. Deus sempre vence. Não tenhais medo de seguir Jesus”, frisou.

Texto: Thiago Silva

Fotos: Thiago Santos

Fonte: https://diocesesa.org.br/2018/04/02/aleluia-cristo-ressuscitou/

Sede Perfeitos: No Amor – Parte I – Monica Tinti

Por | FORMAÇÕES

Parte I

“Sede perfeitos, assim, como vosso pai celeste é perfeito”  Mt 5,48

O maior mandamento da Lei de Deus, o maior sentimento que pode haver entre os homens e entre Deus e o homem é o amor.

Jesus sintetiza os dez mandamentos em dois principais: amar o Senhor nosso Deus e nosso próximo como a nós mesmos. (Mt 22,37-39).

O discípulo amado proclama que, aquele que ama é nascido de Deus, porque Deus é amor. Assim, também nós devemos amar uns aos outros porque o amor provém de Deus. (I Jo 4,7).

Ah, se o mundo cumprisse esse mandamento, como seria mais perfeito o mundo em que vivemos!

Acontece, porém, que, muitas vezes por excesso ou por falta, nunca chegamos a cumpri-lo perfeitamente.

Aparentemente pode parecer que o excesso não prejudica, entretanto traz grandes males e imperfeições, que muitas vezes passam desapercebidos e até parecem virtudes, mas aos poucos enfraquecem a nossa vontade impedindo-a de se dedicar totalmente ao amor de Deus.

Para aqueles que buscam a perfeição, logo se entende cada vez mais, quando estão em oração, em abandono compreendem grandes feitos, porque a Deus só se entende de joelhos.

A virtude do Amor convida por si só a amar, ele pode ser de duas espécies: humana e espiritual. Vamos tratar aqui do amor espiritual, porque só conseguimos alcança-lo com a graça divina, e é esta perfeição que almejamos.

O amor espiritual é isento de todo e qualquer sentimentalismo, de toda e qualquer ternura, afeição que o torne menos puro.

Apenas suplicantes a Deus, podemos avançar na perfeição desta grande virtude. Assim, rogamos a Deus está graça de avançar na perfeição própria de nossa vocação.

Continua na próxima segunda feira…

Santifica-te- e Santifica!

Monica – CF

 

Roteiro – O Pacto da confiança – 02 a 08 de abril

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 02 a 08 de Abril

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Os 10 mandamentos do casal

Por | FORMAÇÕES, PARTILHA DO FUNDADOR

Os dez mandamentos do casal ajuda a compreender que a felicidade nasce das pequenas coisas

Uma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que trabalhava em terapia conjugal, elaborou “Os Dez Mandamentos do Casal”. Gostaria de analisá-los aqui, já que trazem muita sabedoria para a vida e felicidade dos casais. É mais fácil aprender com o erro dos outros do que com os próprios.

1. Nunca se irritar ao mesmo tempo

A todo custo evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, tanto mais a calma é necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegure a calma de ambos diante da situação conflitante. É preciso nos convencermos de que na explosão nada será feito de bom. Todos sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: apenas destroços, morte e tristeza. Portanto, jamais permitir que a explosão chegue a acontecer. Dom Hélder Câmara tem um belo pensamento que diz: “Há criaturas que são como a cana, mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura…”.

2. Nunca gritar um com o outro

A não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, tanto menos é ouvido. Alguém me disse, certa vez, que se gritar resolvesse alguma coisa, porco nenhum morreria. Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente, e precisa impor pelos gritos aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.

3. Se alguém tiver de ganhar na discussão, deixar que seja o outro

Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, e no diálogo não. Portanto, se por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro “vença”, para que mais rapidamente ela termine. Discussão no casamento é sinônimo de “guerra”; uma luta inglória. “A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral”, dizia Lao Tsé. Que vantagem há em se ganhar uma disputa contra aquele que é a nossa própria carne? É preciso que o casal tenha a determinação de não provocar brigas; não podemos nos esquecer de que basta uma pequena nuvem para esconder o sol. Muitas vezes, uma pequena discussão esconde por muitos dias o sol da alegria no lar.

4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor

A outra parte tem de entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva; e essa é amorosa, sem acusações e condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. E reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça ao Senhor e a Nossa Senhora que preparem o coração dele para receber bem o que você precisa dizer-lhe. Deus é o primeiro interessado na harmonia do casal.

5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado

A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos. Toda as vezes em que acusamos a pessoa por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles. Certamente não é isso que queremos para a pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que isso não ocorra nos momentos de discussão. Nessas horas o melhor é manter a boca fechada.

Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deverá ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme. Não revidar em palavras, senão a discussão aumenta e tudo de mau pode acontecer em termos de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas.

Nos tempos horríveis da “Guerra Fria”, quando pairava sobre o mundo todo o perigo de uma guerra nuclear, como uma espada de Dâmocles sobre as nossas cabeças, o Papa Paulo VI avisou o mundo: “A paz se impõe” somente com a paz, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade. Ora, se isso é válido para o mundo encontrar a paz, muito mais é válido para todos os casais viverem bem. Portanto, como ensina Thomás de Kemphis, na Imitação de Cristo: “Primeiro conserva-te em paz, depois poderás pacificar os outros“. E Paulo VI, ardoroso defensor da paz, dizia: “Se a guerra é o outro nome da morte, a vida é o outro nome da paz”. Portanto, para haver vida no casamento é preciso haver a paz; e ela tem um preço: a nossa maturidade.

6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge

Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra desprezo para com o outro. Seja atento ao que ele diz, aos seus problemas e aspirações.

7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo

Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução. Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou no dia anterior, para ferver o leite, sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem. Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para enfrentá-los, até que sejam solucionados, com o nosso trabalho e com a graça de Deus. A atitude da avestruz, da fuga, é a pior que existe. Com paz e perseverança busquemos a solução.

8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa

Muitos têm reservas enormes de ternura, mas se esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isso também com palavras. Especialmente para as mulheres, isso tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem-estar. Muitos homens têm dificuldade nesse ponto; alguns por problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância. Como são importantes essas expressões de carinho que fazem o outro crescer: “Eu te amo!”; “Você é muito importante para mim”; “Sem você eu não teria conseguido vencer este problema”; “A sua presença é importante para mim”; “Suas palavras me ajudam a viver”… Diga isso ao outro com toda sinceridade, todas as vezes em que experimentar o auxílio edificante dele.

9. Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas

Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta consigo mesma e com o outro. Quando erramos não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isso é ser humilde. Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento. Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos quase de vez o motivo do conflito no relacionamento e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!

10. Quando um não quer, dois não brigam

É a sabedoria popular que ensina isso. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar essa iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será não “pôr lenha na fogueira”, isto é, não alimentar a discussão. Muitas vezes é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes, será por um abraço carinhoso ou por uma palavra amiga.

Todos nós temos a necessidade de um “bode expiatório” quando algo adverso nos ocorre. Quase que inconscientemente queremos, como se diz, “pegar alguém para Cristo” a fim de desabafar as nossas mágoas e tensões. Isso é um mecanismo de compensação psicológica que age em todos nós nas horas amargas, mas é um grande perigo na vida familiar. Quantas e quantas vezes acabam “pagando o pato” as pessoas que nada têm a ver com o problema que nos afetou. Algumas vezes são os filhos que apanham do pai que chega em casa nervoso e cansado; outras vezes é a esposa ou o marido que recebe do outro uma enxurrada de lamentações, reclamações e ofensas, sem quase nada ter a ver com o problema em si.

Temos que nos vigiar e policiar nessas horas para não permitir que o sangue quente nas veias gere uma série de injustiças com os outros. E temos de tomar redobrada atenção com os familiares, pois, normalmente são eles que sofrem as consequências de nossos desatinos. No serviço, e fora de casa, respeitamos as pessoas, o chefe, a secretária, etc., mas, em casa, onde somos “familiares”, o desrespeito acaba acontecendo. Exatamente onde estão os nossos entes mais queridos, no lar, é ali que, injustamente, descarregamos as paixões e o nervosismo. É preciso toda a atenção e vigilância para que isso não aconteça.

Os filhos, a esposa, o esposo, são aqueles que merecem o nosso primeiro amor e tudo de bom que trazemos no coração. Portanto, antes de entrarmos no recinto sagrado do lar, é preciso deixar lá fora as mágoas, os problemas e as tensões. Estas, até podem ser tratadas na família, buscando-se uma solução para os problemas, mas, com delicadeza, diálogo, fé e otimismo. É o amor dos esposos que gera o amor da família e que produz o “alimento” e o “oxigênio” mais importante para os filhos.

Na Encíclica Redemptor Hominis, o saudoso Papa João Paulo II afirma algo marcante: “O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se não o experimenta e se não o torna algo próprio, se nele não participa vivamente” (RH,10). Sem o amor a família nunca poderá atingir a sua identidade, isto é, ser uma comunidade de pessoas.

O amor é mais forte do que a morte e é capaz de superar todos os obstáculos para construir o outro. Assim se expressa o autor do Cântico dos Cânticos: “O amor é forte como a morte… Suas centelhas são centelhas de fogo, uma chama divina. As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir.” (Ct 8,6-7).

Há alguns casais que dizem que vão se separar porque acabou o amor entre eles. Será verdade? Seria mais coerente dizer que o “verdadeiro” amor não existiu entre eles. Não cresceu e não amadureceu; foi queimado pelo sol forte do egoísmo e sufocado pelo amor-próprio de cada um. Não seria mais coerente dizer: “Nós matamos o nosso amor?”

O poeta cristão Paul Claudel resumiu, de maneira bela, a grandeza da vida do casal: “O amor verdadeiro é dom recíproco que dois seres felizes fazem livremente de si próprios, de tudo o que são e têm. Isto pareceu a Deus algo de tão grande que Ele o tornou sacramento.”

(Trecho extraído do livro: “Família, santuário da vida“).

Cinco Conselhos de São Tomás de Aquino sobre a Oração

Por | FORMAÇÕES

Ao longo da Quaresma a Igreja nos pede três atitudes: Jejum, Oração e Caridade. Essas atitudes são fundamentais para o desenvolvimento da vida espiritual de todo cristão, portanto, elas deveriam nos acompanhar não somente em tempos especiais do nosso ano litúrgico, mas também no decorrer de toda a nossa vida.

Aqui estão cinco conselhos que irão nos ajudar a rezar melhor ao longo da quaresma, tendo como nosso mentor, São Tomás de Aquino.

1. Seja humilde

Muitas pessoas acreditam, de forma errada, que a virtude da humildade é um sinal de baixa-estima. São Tomás nos ensina que a humildade é a virtude de reconhecermos a verdade da nossa realidade. Uma vez que, a oração tem em sua base um diálogo com Deus, a humildade é algo crucial. Nós somos total e inteiramente dependentes de Dele para tudo e em todos os momentos: toda a nossa vida, cada pensamento e ação. Através da humildade nós nos reconhecemos pequenos. Na medida em que nos tornamos mais humildes, nós passamos a reconhecer mais profundamente nossa necessidade de rezar mais.

2. Tenha fé

 Não é suficiente sabermos que nós somos carentes de ajuda. Na oração fazemos nossos pedidos, e não para qualquer um, mas sim para Aquele que é capaz de responder a eles. São Tomás diz que “a fé é necessária (…). Nós precisamos acreditar que nós podemos obter de Deus o que nós buscamos”.  A fé nos ensina tanto sobre a onipotência quanto sobre a misericórdia de Deus. Neste sentido, São Tomás nós lembra a Carta aos Hebreus que sublinha a necessidade de se ter fé, ao dizer: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram” (Heb 11, 6).

3. Reze antes da oração.

São Tomás nos lembra que Deus “deseja nos conceder algumas coisas que nós a Ele pedimos”. Nos antigos breviários nós encontramos uma pequena oração que começa da seguinte forma: “Abri meus lábios, ó Senhor, e minha boca anunciará o vosso louvor. Limpe também o meu coração de todos os pensamentos perversos e vãos…”.  Esta oração é simplesmente fantástica – especialmente por prescrever que antes de começar a oração em si, devemos pedir que Deus nos ajude a torna-la boa. Essa oração continua pedindo a Deus a da seguinte forma: “Ilumine a minha mente, inflame o meu coração, que eu seja digno, atento e devoto ao recitar este Ofício e possa ser ouvido pela sua Divina Majestade”. Desta forma, aprendemos que a atenção e a pureza de coração necessárias para estar em comunhão com Deus em oração já é um graça recebida da oração. A fé nós conduz à certeza de que “… tudo o mais nos será acrescentado”.

4. Esteja atento

Merecimento na oração, é o mesmo que dizer que: aquilo que nos traz mais próximos do céu, nos vem através da virtude da caridade e fortalece a nossa vontade. Desta forma, nossa oração deve ser de acordo com nossos méritos. Nós precisamos aprender a ouvir nosso coração para saber escolher bem o que por nós será colocado no nosso diálogo com Deus. São Tomás nos diz que o merecimento da nossa oração repousa primeiramente na intenção que nela depositamos. Caso a oração seja quebrada por distrações acidentais, algo do qual todo ser humano está sujeito, devemos seguir firmes focados na intenção que nela colocamos. Isto nos trará algum alivio e nos manterá atentos àquilo que decidimos colocar sob os cuidados de Deus. Portanto, não devemos nos preocupar tanto com as distrações, isto na medida em que nos não as encorajamos também, mas sim mantermos nossa mente e coração no intento que nela depositamos.

5. Tenha uma intenção

Como já foi dito acima, nós devemos ser intencionais (saber o que vamos colocar na nossa oração). Contudo isso não significa que nossa intenção tenha que ser perfeita para que ela seja acolhida. Quando nossa mente está preenchida com uma reta intenção a Deus, nosso coração também está inflamado com o desejo por Ele. São Tomas explica que o refrigério espiritual de nossa alma vem principalmente do ser atento a Deus em oração. Nós conhecemos muito bem o choro alto proclamado pelo Salmista em sua oração: “É a sua face, ó Senhor, que eu procuro! (Sl 27, 8). Uma reta intenção não se fecha em torno de si mesma, mas sabe que, antes de tudo, é a Face de Deus que nós buscamos.

Que esses cinco conselhos de São Tomás de Aquino possam nos auxiliar no nosso diálogo com Deus,  melhorando a qualidade da nossa oração. Comecem esse exercício agora, e que São Tomás rogue por nós a Deus. Amém.

Roteiro – A Salvação veio pela Cruz – Prévia da Semana Santa – 19 a 25 de março de 2018

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 19 a 25 de marco

EXPLICAÇÃO DA SEMANA SANTA – TEXTO PARA ESTUDO

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Carta de um adolescente a seu pai

Por | - ULTIMAS, NOTÍCIAS

Carta de um adolescente a seu pai há 1.700 anos mostra que nada mudou…

Com ironia e chantagem emocional, o texto mostra um adolescente sendo adolescente no Egito do século II ou III da nossa era

Osarcasmo adolescente é qualquer coisa menos novidade. Pelo menos é o que indica esta carta encontrada no Egito e escrita no século II ou III da nossa era, quando o país estava sob controle romano. O destinatário é um homem chamado Theon e quem lhe escreve é o filho dele, um adolescente que tem o mesmo nome do pai, mas que também responde pelo apelido Theonas.

O papiro foi descoberto no início do século XX em Oxirrinco(Oxyrhynchos), localidade às margens do Nilo, cerca de 160 quilômetros ao sudoeste da atual cidade do Cairo. A carta faz parte da coleção da Biblioteca Bodleian, da Universidade de Oxford, e, traduzida, manda ao papai Theon o seguinte recado de seu filho indignado:

Theon para seu pai, Theon, saudações.

Foi muito gentil de sua parte não me levar com você para a cidade. Se você se recusar a me levar junto para Alexandria, não vou lhe escrever nenhuma carta, nem falar com você, nem lhe desejar boa saúde. Então, se você for para Alexandria, não vou mais lhe dar a mão nem cumprimentá-lo mais. Se você se recusar a me levar, é isso o que vai acontecer. E a minha mãe disse ao Arquelau que ele está me perturbando, mande-o embora! Foi muito gentil você me enviar esses grandes presentes, puro lixo. Eles me distraíram no dia 12, quando você zarpou. Mas tudo bem, mande me buscar, por favor. Se você não fizer isso, eu vou ficar sem comer nem beber. Rezo pela sua saúde.

Dia 18 do mês Tobi.

Enviado a Theon pelo seu filho Theonas.

Adolescentes sendo adolescentes há pelo menos 1.700 anos. Como bem declara o livro do Eclesiastes logo no seu primeiro e imortal capítulo,

“…uma geração passa, outra vem (…) O sol se levanta, o sol se põe (…) O que foi é o que será: o que acontece é o que há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol. Se é encontrada alguma coisa da qual se diz: ‘Veja: isto é novo’, ela já existia nos tempos passados” (cf. Eclesiastes, 1).

Nossos tempos são os últimos? A Irmã Lúcia responde.

Por | DESTAQUES

Irmã Lúcia, 1957: “Por três motivos a Santíssima Virgem me deu a entender que estamos no fim dos tempos”. Ei-los aqui.

No dia 26 de dezembro de 1957, o padre Agustín Fuentes, sacerdote da diocese de Veracruz (México) e vice-postulador das causas de beatificação de Santa Jacinta e São Francisco Marto, falou amplamente com a Irmã Lúcia no convento de Coimbra, em Portugal. Ao voltar ao México fez uma conferência sobre este encontro, referindo-se às palavras da Irmã Lúcia.

O padre Joaquín Maria Alonso [1] sublinhou que o relato da conferência foi publicado “com todas as garantias de autenticidade e com a devida aprovação episcopal, incluindo a do Bispo de Fátima” [2].

Seguem abaixo, na íntegra, tal como publicadas no site português Apelos de Nossa Senhora, as palavras ditas pela Irmã Lúcia ao pe. Agustín. Na ocasião, o sacerdote afirma que encontrara a vidente de Fátima “muito triste, muito pálida e abatida”. Eis o que ela lhe revelou [3].


Senhor Padre, a Santíssima Virgem está muito triste, por ninguém fazer caso da Sua Mensagem, nem os bons nem os maus: os bons, porque continuam no seu caminho de bondade, mas sem fazer caso desta Mensagem; os maus, porque, não vendo que o castigo de Deus já paira sobre eles por causa dos seus pecados, continuam também no seu caminho de maldade, sem fazer caso desta Mensagem. Mas creia-me, Senhor Padre, Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda. O castigo do Céu está iminente.

Senhor Padre, o que falta para 1960? E o que sucederá então? Será uma coisa muito triste para todos, e não uma coisa alegre, se, antes, o mundo não fizer oração e penitência. Não posso detalhar mais, uma vez que é ainda um segredo. Segundo a vontade da Santíssima Virgem, só o Santo Padre e o Bispo de Fátima têm permissão para conhecer o Segredo, mas resolveram não o conhecer para não serem influenciados. Esta é a terceira parte da Mensagem de Nossa Senhora, que ficará em segredo até 1960.

Diga-lhes, Senhor Padre, que a Santíssima Virgem repetidas vezes nos disse, tanto aos meus primos Francisco e Jacinta como a mim, que várias nações desaparecerão da face da terra. Disse que a Rússia seria o instrumento do castigo do Céu para todo o mundo, se antes não alcançássemos a conversão dessa pobre nação.

Senhor Padre, o demônio está a travar uma batalha decisiva contra a Virgem Maria. E como sabe que é o que mais ofende a Deus e o que, em menos tempo, lhe fará ganhar um maior número de almas, trata de ganhar para si as almas consagradas a Deus, pois que desta maneira o demônio deixa também o campo das almas dos fiéis desamparado e mais facilmente se apodera delas.

O que aflige o Imaculado Coração de Maria e o Sagrado Coração de Jesus é a queda das almas dos Religiosos e dos Sacerdotes. O demônio sabe que os religiosos e os sacerdotes que caem da sua bela vocação arrastam numerosas almas para o inferno. O demônio quer tomar posse das almas consagradas. Tenta corrompê-las para adormecer as almas dos leigos e levá-las deste modo à impenitência final.

Utiliza todos os truques, chegando ao ponto de sugerir um atraso na entrada na vida religiosa. O que resulta disto é a esterilidade da vida interior, e entre os leigos uma frieza (falta de entusiasmo) quanto a renunciar aos prazeres e dedicar-se totalmente a Deus.

Senhor Padre, não esperemos que venha de Roma um chamamento à penitência, da parte do Santo Padre, para todo o mundo; nem esperemos também que tal apelo venha da parte dos Senhores Bispos para cada uma das Dioceses; nem sequer, ainda, das Congregações Religiosas. Não. Nosso Senhor usou já muitos destes meios e ninguém fez caso deles. Por isso, agora… agora que cada um de nós comece por si próprio a sua reforma espiritual: que tem que salvar não só a sua alma mas também todas as almas que Deus pôs no seu caminho…

O demônio faz tudo o que está em seu poder para nos distrair e nos retirar o amor à oração; seremos todos salvos ou seremos todos condenados.

Senhor Padre, a Santíssima Virgem não me disse que nos encontramos nos últimos tempos do mundo, mas deu-mo a entender por três motivos:

O primeiro, porque me disse que o demônio está a travar uma batalha decisiva contra a Virgem Maria e uma batalha decisiva é uma batalha final, onde se vai saber de que lado será a vitória e de que lado será a derrota. Por isso, agora, ou somos de Deus ou somos do demônio: não há meio termo.

Lúcia e Jacinta

O segundo, porque me disse, tanto aos meus primos como a mim, que eram dois os últimos remédios que Deus dava ao mundo: o Santo Rosário e a devoção ao Coração Imaculado de Maria; e, se são os últimos remédios, quer dizer que são mesmo os últimos, que já não vai haver outros.

E o terceiro porque sempre nos planos da Divina Providência, quando Deus vai castigar o mundo, esgota primeiro todos os outros meios; depois, ao ver que o mundo não fez caso de nenhum deles, só então (como diríamos no nosso modo imperfeito de falar) é que Sua Mãe Santíssima nos apresenta, envolto num certo temor, o último meio de salvação. Porque se desprezarmos e repelirmos este último meio, já não obteremos o perdão do Céu: porque cometemos um pecado a que no Evangelho é costume chamar “pecado contra o Espírito Santo” e que consiste em recusar abertamente, com todo o conhecimento e vontade, a salvação que nos é entregue em mãos; e também porque Nosso Senhor é muito bom Filho, e não permite que ofendamos e desprezemos Sua Mãe Santíssima, tendo como testemunho patente a história de vários séculos da Igreja que, com exemplos terríveis, nos mostra como Nosso Senhor saiu sempre em defesa da Honra de Sua Mãe Santíssima.

São dois os meios para salvar o mundo: a oração e o sacrifício. Olhe, Senhor Padre, a Santíssima Virgem, nestes últimos tempos em que vivemos, deu uma nova eficácia à oração do Santo Rosário. De tal maneira que agora não há problema, por mais difícil que seja, seja temporal ou, sobretudo, espiritual, que se refira à vida pessoal de cada um de nós; ou à vida das nossas famílias, sejam as famílias do mundo, sejam as Comunidades Religiosas; ou à vida dos povos e das nações. Não há problema, repito, por mais difícil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário. Com o Santo Rosário nos salvaremos, nos santificaremos, consolaremos a Nosso Senhor e obteremos a salvação de muitas almas.

E depois, a devoção ao Imaculado Coração de Maria, Mãe Santíssima, vendo nós Nela a sede da clemência, da bondade e do perdão, e a porta segura para entrar no Céu. Diga-lhes também, Senhor Padre, que os meus primos Francisco e Jacinta sacrificaram-se porque viram a Santíssima Virgem sempre muito triste em todas as Suas aparições. Nunca Se sorriu para nós; e essa tristeza e essa angústia que notávamos na Santíssima Virgem, por causa das ofensas a Deus e dos castigos que ameaçavam os pecadores, sentíamo-las até à alma. E nem sabíamos o que mais inventar para encontrarmos, na nossa imaginação infantil, meios de fazer oração e sacrifícios.

Notas

  1. O padre J. M. Alonso, sacerdote claretiano, foi nomeado pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. João Venâncio (1954-1972), para ser arquivista oficial de Fátima. Escreveu uma obra monumental sobre as Aparições de Fátima, intitulada Textos e estudos críticos sobre Fátima. Este trabalho, que compreende 24 volumes, contendo 5793 documentos, foi completado em 1975, mas a sua publicação foi proibida pelo bispo sucessor, D. Alberto Cosme do Amaral. Na década de 1990, os dois primeiros volumes foram publicados, mas não integralmente.
  2. O encontro do Pe. Agustín Fuentes com a Irmã Lúcia, e a conferência sobre este encontro, foi documentado em profundidade por Frère Michel de la Sainte Trinité no vol. III da sua obra Toute la Vérité sur Fátima. Em junho de 1981, depois de ter pregado um retiro na Bretanha, o Padre Superior Georges de Nantes confiou ao Frère Michel a tarefa de estudar num modo científico e exaustivo as Aparições de Nossa Senhora em Fátima, bem como os seus pedidos, e a relevância da Sua Mensagem para os nossos tempos.
  3. Nota da Equipe CNP: Quando publicamos este texto, fizemo-lo sem saber da controvérsia, de longa data, a respeito da autenticidade dessa entrevista. A polêmica pode ser entendida em minúcias no terceiro volume da obra “The whole truth about Fatima” (trad. ingl. de John Collorafi; Nova Iorque/Ontario: Immaculate Heart Publications, 1990), de Frère Michel de la Sainte Trinité, pp. 549-554. Considerando, porém, que o texto atribuído à vidente de Fátima “não diz nada que a Irmã Lúcia não tenha dito em seus numerosos escritos que foram publicados” e que a mensagem nele contida apresenta “um ensinamento bastante apropriado para edificar a piedade dos cristãos” — palavras do pe. Joaquín M.ª Alonso —, havemos por bem mantê-la neste espaço.

(vi Pe. Paulo Ricardo)

10 coisas que você não vai se arrepender de fazer antes de morrer, segundo a Irmã Caritas

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Irmã Caritas morreu recentemente. Vale a pena refletir sobre seus escritos, que foram encontrados no convento onde ela vivia

A Irmã Caritas manteve seu lindo e espalhafatoso espírito ao longo de toda a sua vida religiosa. Ela era italiana, vivia recentemente em Boston e foi missionária no Canadá, onde aprendeu francês e inglês. Passou por muitos sofrimentos em sua vida, incluindo uma longa doença no final. Porém, a cada momento de dor, entregava-se a Deus, confiando em seu amor.

Certa vez, ela escreveu o segredo de sua vida religiosa: “Não faço nada para mim mesma, e, portanto, vejo a positividade em tudo o que precisa ser feito. E não volto atrás”.

Caritas foi um exemplo para suas irmãs, especialmente pela forma como ela adotou seu nome religioso. Ela tentou, com a graça de Deus, ser caritas(caridosa) com todos ao seu redor.

Escrevia pequenas notas motivadoras para si mesma em seu diário: “Caritas, não fique cansada; reze, reze, reze”. A maneira determinada de tentar colocar em prática os valores intrínsecos ao seu nome era uma linda homenagem ao Deus que ela tanto amou.

Depois que Ir. Cáritas partiu, as freiras encontraram uma lista em seu diário, que mostra o espírito de simplicidade e beleza que ela adotava. A lista oferece um belo exemplo de plano de vida e amor para todos nós.

10 coisas que eu nunca vou me arrepender de fazer antes de morrer:

  1. Fazer o bem a todos;
  2. Não falar mal de ninguém;
  3. Refletir antes de falar;
  4. Não falar quando eu estiver agitada;
  5. Ajudar os menos afortunados;
  6. Admitir meus erros;
  7. Ser paciente com todos;
  8. Ouvir, mas não para fofocar;
  9. Não acreditar em coisas desagradáveis sobre os outros;
  10. Preparar-me para a morte.