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Uma Igreja impotente: por que os homens não querem saber de Cristo?

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Descubra como uma noção errônea sobre o cristianismo e a personalidade de Jesus acabou afastando muitos homens de verdade da Igreja.

A participação de mulheres na Igreja é maior que a de homens em quase todas as denominações cristãs. Essa diferença, entretanto, não se explica pela tese de que as mulheres seriam mais religiosas, já que o cristianismo é a única religião no mundo em que a presença masculina é menor que a do sexo oposto.

Qual seria o motivo por trás disso?

Uma das explicações seria a forma como a teologia e a ética cristã se apresentam, ou seja, como algo genuinamente feminino. Neste artigo, vamos examinar as bases dessa ideia e mostrar como o cristianismo pode, na verdade, ser entendido como algo masculino.

O código da masculinidade e a feminilidade do cristianismo

As qualidades e os traços “masculinos” são os mesmos há milhares de anos e se repetem em praticamente todas as culturas do mundo. Na antiguidade, o menino precisava passar por testes de habilidade e autocontrole para receber o título de “homem”; ele tinha de desenvolver autonomia, resiliência e fortaleza, enfrentando riscos, lutas e competições contra os demais garotos. Força física e outras virtudes como a coragem eram muito valorizadas. Afinal de contas, para ser considerado um “homem de verdade”, um rapaz deveria possuir os assim chamados “três pês da masculinidade”: protetorprovedor e procriador.

“Gladiador versus Leão”, de Miguel Coimbra.

Esse código apresentava a masculinidade como uma virtude pública. Assim, a iniciação do garoto era responsabilidade da comunidade, que o avaliava pública e reiteradamente. A primeira preocupação de um homem deveria ser a sua honra, pela qual lutaria a todo momento.

A identidade de um homem provinha de sua participação na tribo, e seu primeiro grupo social era a gangue: um grupo de honra pequeno e fechado, do qual nem todos podiam participar e cuja dinâmica, a do “nós contra eles”, prevalecia. A lealdade de um homem era fundamental; a vontade de sacrificar-se, sangrar e mesmo morrer por um povo sempre foi um ponto básico e indiscutível para o antigo código de masculinidade, embora essa lealdade se restringisse aos camaradas e parentes.

Por isso, não é preciso muito esforço para perceber por que o cristianismo é visto como a antítese da masculinidade tradicional e Jesus, como o modelo das “virtudes suaves”. Tradicionalmente, virtudes como bondade, compaixão, perdão, carinho, castidade e humildade sempre estiveram mais associadas às mulheres do que aos homens.

No cristianismo, a violência e o triunfo sobre o inimigo são substituídos pelo amor ao próximo e pelo perdão; a glória das competições e o respeito cedem lugar à temperança e à humildade; a alma torna-se mais importante do que o corpo, e as honrarias não fazem sentido no Reino de Deus, uma vez que o sucesso mundano não torna ninguém melhor do que ninguém. Além disso, nem só os fortes serão salvos, pois Jesus prometeu que os mansos e pobres seriam exaltados, e os ricos e poderosos, humilhados.

A porta do cristianismo está, pois, aberta a todos; trata-se de uma religião universal, não exclusivista. Contrariando o código antigo da masculinidade, os cristãos devem superar as tendências tribalistas, a fim de abraçar todos os irmãos. E, para completar o quadro, os estranhos devem ser amados tanto quanto os familiares.

É possível argumentar que as regras acima constituem os componentes da excelência humana, mas seria difícil dizer que estão de acordo com a excelência masculinaNão se pode esconder que tais princípios são claramente opostos ao código antigo da masculinidade. Visto dessa maneira, o cristianismo pode até fazer de você um bom homem, mas não será bom o suficiente para fazer de você um homem.

O cristianismo como moral de escravos

Alguns filósofos consideraram o cristianismo uma coisa para fracos, uma repressão religiosa, inconveniente para qualquer homem que deseje dizer “sim” à vida. É o caso de Friedrich Nietzsche. “A fé cristã”, dizia, “é desde o começo um sacrifício: um sacrifício de toda liberdade, todo orgulho, toda autoconfiança e, ao mesmo tempo, escravização, ridicularização de si mesmo e automutilação.”

Embora nutrisse respeito por Cristo como um indivíduo que criou seus próprios valores, Nietzsche deplorava o fato de Jesus ter negado a realidade por um reino no Céu e ido para a morte sem lutar. Para o filósofo alemão, o cristianismo seria uma fé inventada por escravos invejosos do poder de seus amos.

Nietzsche queria ressuscitar os valores homéricos da Grécia antiga e reviver uma aristocracia em que isso pudesse dar certo. Ele pensava que a humanidade seria hierárquica por natureza, já que algumas pessoas são evidentemente melhores que outras. No topo dessa hierarquia estariam os senhores, os nobres, egoístas descarados que afirmaram sua vontade no mundo e fizeram o que queriam por meio da força, da coragem e da excelência.

Na base, por sua vez, estariam os escravos, seres tímidos e fracos, que não podem exercer sua vontade e invejam aqueles que podem. A partir desse ressentimento da “moralidade dos senhores” é que surgiria a “moralidade dos escravos”, ou seja, uma tentativa de transformar o código dos poderosos segundo o interesse dos subordinados, afirmando que os valores dos senhores não são apenas ofensivos a Deus, mas que ser fraco, humilde e submisso é mais justo e excelente.

A masculinidade do cristianismo

Nos anos seguintes, a teologia não contestou suficientemente a ideia de um cristianismo feminino e fraco, e essa noção acabou prevalecendo na sociedade. Os defensores da masculinidade cristã, por outro lado, não negam que muitos dos princípios do Evangelho sejam “suaves”, mas argumentam que tais princípios estão unidos a um número igual, senão maior, de virtudes “duras” e “exigências extenuantes”, que se alinham ao código da masculinidade em muitos aspectos.

“Cristo expulsando os cambistas do Templo”, de Salvator Rosa.

Para o estudioso católico Leon J. Podles, por exemplo, o caminho de Cristo é de natureza masculina. Em defesa de sua tese, Podles ressalta que, enquanto o lado amoroso, misericordioso, cuidadoso e gentil de Jesus representa uma parte de seu caráter, há ainda outro lado muitas vezes ignorado — um “leão”, em contraste com a visão mais conhecida do “cordeiro” —, marcado por traços como justiça, ousadia, poder e autodomínio. Este é o Jesus que se sacrifica na carpintaria, que vai para o deserto e que maneja o chicote:

  • O homem que disse para “não julgar”, mas condenou severamente os seus críticos.
  • O curador compassivo que defendeu as crianças, mas limpou o templo com uma ira cheia de justiça.
  • O gentil sábio que falou de lírios e pardais, mas repreendeu seu amigo como Satanás e declarou que não “veio trazer a paz, senão a espada”
  • O professor que admoestou seus seguidores a “amar o próximo como a si mesmo”, mas chamou os gentios de cães e, a princípio, reservou o ensinamento de sua mensagem para o próprio povo; e, embora esses “outros” adotassem completamente a sua mensagem, o Evangelho cristão dificilmente se desvincularia da ética do “nós contra eles”; Jesus não teve nenhum problema em traçar uma linha divisória entre ovelhas e cabritos — aqueles que faziam parte de sua tribo e aqueles que não tinham lugar nela. Todos seriam bem-vindos, desde que vivessem um árduo código de ética.

Notem ainda que Jesus foi para a cruz como um mártir, cumprindo o código de masculinidade de dar a vida pelo irmão, e suportou como ninguém a morte e sua tortura prévia. E apesar de Jesus não exigir de seus seguidores o combate físico, muitos viram o Evangelho como um chamado de guerra contra outro tipo de inimigo: uma guerra travada no plano espiritual.

Santo Inácio de Loyola, um cavaleiro espanhol que se converteu após ter-se ferido em batalha, fundou a Companhia de Jesus para “quem quiser servir como soldado de Deus”, e organizou os jesuítas em torno de uma ética militar. Inácio viu no chamado ao discipulado algo muito parecido com a convocação de um rei que está montando um exército de batalha e procura quem esteja disposto a lutar com coragem e morrer em serviço pelo sucesso da missão.

Segundo Podles, abraçar “a vida interior como um combate espiritual” e submeter-se à disciplina do Evangelho qual um soldado se submete à disciplina militar é, para o discípulo de Jesus, uma glória maior que a do mundo, pois, seguindo o caminho do guerreiro ascético, ele pode se tornar não apenas um soldado de Cristo, mas um herói como seu Rei.

O caminho cristão como a “jornada do herói”

A masculinidade do cristianismo pode ser defendida mostrando como a religião e a vida de Jesus se harmonizam com a chamada “jornada do herói. Trata-se de um padrão narrativo que está na base de muitas histórias, rituais e mitos do mundo, desde os tempos antigos até o presente. A ordem e as etapas da jornada variam de um autor para outro, mas os três grandes estágios são a separação, a iniciação e o retorno, e estes são alguns dos conceitos básicos contidos nas etapas:

  • O herói recebe um chamado à aventura
  • Deixa sua vida comum
  • Recebe uma ajuda sobrenatural
  • Cruza o limiar que o separa do mundo que conheceu
  • Reúne aliados para sua missão
  • Encara testes e desafios
  • Sofre uma provação
  • Sofre uma morte física ou espiritual
  • Vive uma transformação ou apoteose (tornando-se divino)
  • Obtém uma recompensa ou elixir mágico
  • Volta para casa
  • Partilha a recompensa e a sabedoria que ganhou com os outros
  • Torna-se mestre dos dois mundos pelo qual passou
  • Obtém maior liberdade

jornada do herói manifesta-se nos ritos de passagem com os quais as tribos iniciavam um jovem na masculinidade: um menino se separaria do confortável mundo da mãe e, apoiado por mentores masculinos, passaria por uma prova dolorosa de habilidade ou resistência. Essas provas serviam para fortalecer a masculinidade e garantir uma posição de respeito e responsabilidade dentro da tribo. Ao término da jornada, o rapaz voltaria mais livre e maduro para sua família.

A história de Jesus encaixa-se no padrão da jornada do heróiUm Filho desce do Céu e, com a ajuda sobrenatural de seu Pai celestial, torna-se um mortal na terra. Ele reúne aliados para sua missão, enfrenta exames e provações, sofre uma provação sacrificial, morre e ressuscita, retorna à terra para anunciar que o poder do pecado e da morte foi derrotado, e depois volta ao Céu.

A jornada dos seguidores de Jesus pode ser compreendida também à luz deste padrão. Um homem recebe um chamado para a aventura ao tornar-se “soldado de Cristo”; ele deixa sua vida comum para o caminho do discipulado e se aventura em um mundo desconhecido, descobrindo outra realidade e plano de existência que ele anteriormente não conhecia. Em sua jornada, os discípulos são auxiliados pelo Espírito Santo, uma força poderosa que Podles compara ao Thumos grego e que o teólogo protestante Rudolf Otto descreve como “vitalidade, paixão, temperamento emocional, vontade, força, movimento, excitação, atividade, ímpeto”.

O discípulo enfrenta exames e desafios, sofre e, imitando seu Salvador, morre para si mesmo, a fim de viver no Espírito e por Ele ser transformado. Após essa transformação, o “novo homem” volta para casa, oferecendo o “elixir mágico” que agora possui aos conhecidos ao longo do caminho, tornando-se um salvador para outros. Ao aprender a equilibrar corpo e espírito, torna-se mestre de dois mundos e ganha maiores liberdades: a libertação da morte e da escravidão de suas paixões e desejos físicos.

Podles recorda que, “para todos os seres humanos, a vida é uma luta, mas os homens sabem que é especialmente seu dever estar no meio dessa luta, enfrentar dificuldades da vida e esforçar-se para saber quais são os mistérios da vida e da morte”. Em sua opinião, o cristianismo oferece exatamente o tipo de luta épica e heróica que atrai a alma masculina.

Conclusão: o cristianismo é uma religião masculina ou feminina?

Ícone de Cristo presente na Igreja de Santa Catarina, no Monte Sinai.

A resposta a essa pergunta depende. A maioria dos cristãos diria que a criação de um contraste entre o masculino e o feminino cria uma falsa dicotomia, pois Cristo reúne qualidades duras e suaves — a harmonia perfeita de tudo o que constitui a excelência humana —, o que faz dele um Deus digno de adoração.

A verdadeira questão, na verdade, não é saber se o Evangelho é mais masculino ou feminino, mas saber por que ele tem sido apresentado mais sob a ótica da feminilidade do que o contrário. É verdade indiscutível que nas congregações, nas obras de arte, na mídia, nos debates políticos e na cultura popular como um todo, prevalece a imagem do judeu “mais suave”, “mais resignado” e “mais abatido”. Não há muita conversa, dentro ou fora da Igreja, sobre seus julgamentos, sua ira, ou natureza dura.

Não obstante, a história dos grandes santos da Igreja — inclusive das santas mulheres — mostra que o cristianismo, como dizia Santa Teresa d’Ávila, não é “coisa de mulherzinhas”, mas de pessoas viris e heróicas, que se dispõem ao combate contra as forças do pecado.

Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, mas defendeu o Evangelho como o Leão da tribo de Judá. E, para os rapazes que desejam ser homens de verdade, não existe maior exemplo de masculinidade que o de Cristo e de seus soldados, pois “o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam” (Mt 11, 12).

Um belo ato de contrição para a Quaresma

Por | FORMAÇÕES

“Aqui venho a vossos pés”, Senhor. “Não olheis o como; não estranheis o quando, não repareis no tarde, olhai somente que venho.”

Meu Deus do meu coração, da minha alma, da minha vida, das minhas entranhas, a quem tanto ofendi: tanto meu Deus, e Senhor, que não tem o mar areias, o céu estrelas, o campo flores, as plantas folhas, cujo número não exceda a multidão sem número de meus pecados, a variedade sem conto de meus delitos.

Pequei, Senhor, ofendi-vos, fiz mal na face dos Céus e da terra; afastei-me de vossa Lei, dei as costas à vossa graça, adorei a vossa ofensa, fiz ídolo da minha culpa, corri sem temor nem pejo pelos caminhos do engano, da vaidade, da perdição. Ah meu Deus! quanto me pesa do muito que vos ofendi! Pesa-me do pouco que me pesa, do muito que vos agravei: mais me pesa pela muita ingratidão com que vos tenho agravado, que pelo grande inferno, que tenho merecido.

Mas que digo, Senhor? nada me pesa, meu Deus: um pesar que me não tira a vida, não é pesar; uma pena que me não arranca esta alma, não é pena; uma dor que me não me parte o coração, ainda não é dor. Quisera ter uma pena das culpas que cometi, tamanha como as minhas culpas. Quisera ter uma mágoa da ofensa. Quisera ter uma dor igual à vossa misericórdia. Quisera com lágrimas de sangue chorar meus grandes pecados, mais pelo que tem de culpa e agravo contra vós, que pelo que tem de dano e perdição contra mim. Quisera, Senhor, que assim como no agravo foi infinita a culpa, fosse no arrependimento infinita a pena.

Roteiro – A Virtude do bom humor – 12 a 18 de março de 2018

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

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Fátima: Lugar Sagrado – Dom Pedro Carlos

Por | PALAVRA DA IGREJA

Fui como peregrino a Fátima (Portugal) para celebrar quarenta anos de serviço sacerdotal a Jesus.

A acolhida dos portugueses aos peregrinos é muito cordial e torna melhor a estadia. Logo na chegada destaca-se a torre da basílica no fundo da enorme praça na qual do lado esquerdo se encontra a capelinha das aparições, no exato local onde os três pastorinhas tiveram seu encontro com a mãe de Jesus.

Na frente da capelinha o nicho de vidro com a imagem de nossa senhora sinaliza o local onde estava a azinheira sobre a qual as crianças viram Nossa Senhora e falaram com ela. Tudo aconteceu entre maio e outubro de 1917. Corria solta a primeira guerra mundial e quatro dias após a última aparição a revolução comunista explodiria na Rússia, com seu rastro de violência e ateísmo. Antes de seu início, Nossa Senhora já prediz aos pastorinhos a falência do socialismo ateu cuja derrocada aconteceu em 1989 com a queda do muro de Berlim (Alemanha).

As crises que antecederam este acontecimento foram muitas e marcantes. O mundo passou por outra guerra, mudou muito. Enfim o que dizem os acontecimentos de Fátima? Para compreender um pouco é preciso conhecer a história das três crianças e o ambiente onde eles viveram. Tive oportunidade de visitar o lugarejo de Aljustrel onde ainda se conservam as casas onde moravam. Jacinto, que morreu alguns anos após as aparições, e sua irmã Lucia, que se tornou carmelita e morreu com 98 anos. Eram primas de Francisco, que também morreu alguns anos após as aparições. Este local e os arredores desta aldeia ainda transmitem, de certo modo, o clima da época.

Pude conversar com uma sobrinha de Lucia e Jacinta, já bastante idosa que mora há mais de noventa anos na casa vizinha à de Lucia. Na conversa o que dizia repetidas vezes era: “Devemos confiar em Deus. Tudo o que ele faz é bom”. Penso que a mensagem final de Fátima é esta. A História está nas mãos de Deus. Ele é o Senhor e, tudo o que sua providência dispõe é bom, é para nosso bem. O apelo de Nossa Senhora à conversão, penitência e oração é um modo de se preparar para viver uma fé adulta na qual se confia totalmente em Deus e na sua providência.  Esta fé simples e total não é nada fácil em nossa época dominada pela tecnocracia que aos poucos substitui a fé em Deus pela eficiência das máquinas fabricada pelo homem.

Fátima é um alerta para que a humanidade não se esqueça de Deus. Do contrário estará ameaçada pelas graves consequências deste esquecimento: sua autodestruição. Rezei missa no local das aparições e pedi a Deus por nossa Diocese de Santo André que tem quatro paróquias de Nossa Senhora de Fátima e neste ano a treze de maio instalará mais uma em Ribeirão Pires. Que a Virgem de Fátima interceda por nós a fim de levarmos a sério a Palavra de Deus e deste modo vivermos em uma sociedade onde haja paz fruto da fé em Deus que é bom e justo.

Artigo escrito por Dom Pedro Carlos Cipollini para o jornal Diário do Grande Abc

Roteiro – A virtude da esperança – 05 a 11 de março de 2018

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

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A misericórdia é para o pecador

Por | DESTAQUES

A extensão da Via-Sacra, do Palácio de Pôncio Pilatos até o Calvário, vislumbra a amplitude da Misericórdia de Deus que, ultrapassa o limite de tempo e do espaço. O abraço misericordioso de Deus na Via-Sacra, abarca de Adão até o último vivente que confiar no amor de Deus!

O caminho da Via-Sacra nos faz experimentar o amor de Deus Pai que, oferece seu filho único, para nos libertar das trevas do pecado. E o amor do Filho que diz: “Por ti desci do Céu à terra, por ti permiti que Me pregassem na Cruz, por ti permiti que fosse aberto pela lança o Meu Sacratíssimo Coração e, assim, abri para Ti uma Fonte de Misericórdia. Vem haurir graças dessa fonte com o vaso da confiança” (D.1485).

Você sente-se constrangido por tanto amor? A miséria humana não impede a atuação da misericórdia divina, desde que, tenha a humildade em reconhecer essa miséria. Jesus mesmo disse : “Nunca rejeito um coração humilhado.”
A misericórdia de Deus é para os pecadores e quanto mais pecador, mais direito tem da misericórdia! Então como experimentá-la? Lançando-se com confiança nesta Fonte de Misericórdia!

Reze a Via Sacra!

Às três horas da tarde, a hora da Paixão de Jesus, é uma hora que comporta grandes promessas. Além da oração do Terço da Misericórdia, Jesus também apresenta a meditação da Via Sacra para podermos alcançarmos muitas graças, em especial neste tempo em que estamos: Quaresma.

As palavras que seguem não são apenas para a Santa Faustina (que as ouviu por primeiro) são destinadas a todos nós pecadores: “Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o relógio bater três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Implora a onipotência dela em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores porque nesse momento foi largamente aberta para toda alma. (…) Minha filha, procura rezar a Via-Sacra, na medida que te permitirem os teus deveres”.

A indicação de Jesus é para às 15 horas, mas se não puder neste horário, reze-a assim que puder, cheio de confiança, experimente a misericórdia de Deus na Via-Sacra.

Daniela Miranda

Vivamos na esperança dos céus novos e da terra nova

Por | FORMAÇÕES

Céus novos e terra nova: a consumação da Igreja na glória celeste

Ao falar-se de céus novos e terra nova, a Igreja tem um papel fundamental para que os cristãos compreendam tal expressão, porque é Ela que será “consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas, e com o gênero humano também o mundo todo, que está intimamente ligado ao homem e por meio dele atinge sua finalidade, encontrará sua restauração definitiva em Cristo” (Lumen Gentium, n. 48).

A Igreja ensina que esta realidade não acontecerá sem grandes provações. Só então, todos os justos, desde Adão, em seguida Abel, o justo, até o último eleito, serão congregados junto do Pai na Igreja universal (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 769). Portanto, “no fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Depois do Juízo Universal, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado” (CIC, 1042). Os detalhes de como acontecerá todas estas coisas não se sabe, mas a promessa do Senhor é que haverá transformação e renovação de todas as coisas.

Os céus novos e a terra nova

A Sagrada Escritura chama de céus novos e terra nova (Cf. 2Pd 3,13): a renovação misteriosa que há de transformar a humanidade e o mundo. É uma realização definitiva do projeto de Deus; como está em Efésios 1,10 que, se reunirá sob um só chefe, Cristo, todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na terra (Cf. CIC, 1043).

Isso quer dizer que, neste universo novo, ou seja, a Jerusalém celeste, Deus terá sua morada entre os homens. Ele enxugará toda lágrima, pois nunca mais haverá morte, luto, clamor e dor, porque todas estas coisas antigas se foram (Cf. CIC, 1044).

Assim, diante desta promessa de céus novos e terra nova, que tem seu cume na nova criação em Jesus, podemos ter a certeza de que “os que estiverem unidos a Cristo, formarão a comunidade dos remidos, a cidade santa de Deus (Ap 21,2), “a Esposa do Cordeiro” (Ap 21,9). Essa não será mais ferida pelo pecado, pelas impurezas, pelo amor próprio, que destroem ou ferem a comunidade terrestre dos homens. A visão beatífica, na qual Deus se revelará de maneira inesgotável aos eleitos, será a fonte inexaurível de felicidade, de paz e de comunhão mútua” (CIC, 1045).

Então, o universo visível está destinado a ser transformado? Sim! Para que, o próprio mundo, portanto, restaurado em seu primeiro estado, esteja sem mais nenhum obstáculo, a serviço dos justos na participação em Cristo ressuscitado (Cf. CIC, 1047).

“Já” viver hoje o que “ainda” irá se consumar na eternidade

Como já vivermos hoje e nos prepararmos concretamente para todas essas promessas de céus novos e terra nova? Jesus Cristo nossa esperança já nos trouxe a redenção e salvação, entretanto, ainda esperamos a consumação dos últimos tempos na parusia. Nesta perspectiva, não só os seres humanos serão transformados, mas, da mesma forma, diz a Igreja que: “Deus prepara uma nova morada e nova terra. Nela reinará a justiça, e sua felicidade irá satisfazer e superar todos os desejos de paz que sobem aos corações dos homens” (CIC, 1048).

Com isso, na prática, cabe a cada um de nós vivermos este tempo de espera da melhor maneira possível, na expectativa da terra nova; que deve nos impulsionar ao desejo em aprimorar esta terra de agora. (Cf. CIC, 1049). Pois, enquanto esperamos os céus novos e terra nova, precisamos viver o amor, o perdão, a compreensão, a paz e a unidade, para que, junto ao progresso terrestre social e cultural, também, aconteça o progresso do Reino de Cristo.

O Catecismo, sintetiza, afirmando que é preciso propagar na terra os valores da dignidade humana, da humanidade fraterna e da liberdade, pois estes bons frutos da natureza e de nosso trabalho nós os encontraremos, novamente, limpos de toda impureza, iluminados e transfigurados quando Cristo entregar ao Pai o reino eterno e universal. Assim, Deus será tudo em todos na Vida Eterna (Cf. CIC, 1050).

Por fim, “desta grande esperança, a dos céus novos e da terra nova nos quais habitará a justiça, não temos penhor mais seguro, sinal mais manifesto do que a Eucaristia. Pois, toda vez que é celebrado esse mistério, opera-se a obra da nossa redenção e nós partimos um mesmo pão, que é remédio de imortalidade, antídoto, não para a morte mas para a vida eterna em Jesus Cristo” (CIC, 1405).

Márcio Leandro Fernandes

Natural de Sete Lagoas (MG), é missionário da Comunidade Canção Nova e candidato às Ordens Sacras. Licenciado em Filosofia pela Faculdade Canção Nova, Cachoeira Paulista (SP), Márcio Leandro é também Bacharelando em Teologia pela Faculdade Dehoniana, em Taubaté (SP). Atua no Departamento de Internet da Canção Nova, no Santuário do Pai das Misericórdias e nos Confessionários.

Mulher se libertou do diabo em uma Sexta-feira Santa graças ao jejum de 50 fiéis

Por | DESTAQUES

PALERMO, 23 Fev. 18 / 12:22 pm (ACI).- O exorcista italiano, Pe. Benigno Palilla, contou que uma mulher possuída pelo demônio foi libertada graças às orações e ao “jejum generoso” de aproximadamente 50 pessoas da comunidade paroquial à qual pertence.

O sacerdote conselheiro da Associação Internacional de Exorcistas e guia do centro de formação João Paulo II em Sicília, contou ao jornal ‘Avvenire’ o caso de Maria, durante o 14º encontro de formação regional em Palermo, que começou no dia 21 de fevereiro, no qual participam 44 sacerdotes.

O Pe. Palilla conta que Maria, quando frequentava a capela de San Isidoro, sofria há cinco anos de possessão demoníaca. “Tinha algumas reações durante a Missa: interrompia a homilia, a leitura do Evangelho, mas os fiéis que participaram já haviam sido formados a respeito e rezavam por ela”.

“A dor que esta mulher sofria era incrível: sentia punhaladas no seu corpo, se contorcia, e depois, sem nenhuma razão, mostrava ódio ao seu esposo e ao seu filho”, continua o sacerdote dos frades menores renovados.

Entretanto, na Semana Santa de 2017, os sacerdotes que guiavam a capela consideraram que “teve um papel importante para a libertação o fato de que aproximadamente 50 pessoas” realizassem um jejum “generoso” para a libertação de Maria.

O exorcista conta que “foi um momento comunitário extraordinário, uma libertação ao vivo, na qual todas as pessoas contribuíram com o jejum e a oração, inclusive um homem diabético, que não deveria se privar da comida devido à sua doença e uma menina de sete anos que conhecia a história”.

Na Vigília Pascal, disse o sacerdote, Maria conseguiu participar junto com o seu esposo e o seu filho; e compartilhou que “sempre se sentiu acolhida, nunca foi excluída”.

Segundo o sacerdote é importante “estar muito atentos e ter uma atitude justa ante os sofrimentos das pessoas que sofrem de vexações, possessões. O que acontece muitas vezes é que elas parecem não existir no registro da Igreja, são consideradas descartáveis”.

Ao concluir, o exorcista comentou que “às vezes, algumas pessoas têm medo de contagiar-se, mas eu seria a primeira pessoa contagiada, porque há 18 anos estou em meio deles (dos possuídos). Estas pessoas já carregam uma cruz, imaginem se uma comunidade se afasta delas. É necessário ser sensíveis, misericordiosos. O Papa convidou a ama-los e ter uma predileção por eles”.

Desde 2015, o Pe. Palilla participa no curso de formação anual promovido pelo Vaticano para exorcistas.

Em Sicília, explica ‘Avvenire’, o ministério dos exorcistas é acompanhado e sustentado por grupos de fiéis que acolhem pessoas possuídas pelo demônio; que seguem um caminho especial de vida espiritual e frequentemente recebem os sacramentos.

Na paróquia de Santa Maria de los Ángeles em Palermo, disse o Pe. Palilla disse em fevereiro de 2016: “existe uma comunidade de 700 pessoas envolvidas na oração por todos aqueles que vivem esta situação difícil”.

Por outro lado, em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano em 2016, o exorcista advertiu que “a arma mais perigosa do demônio não é tanto a vexação, nem a possessão ou a infestação: a arma mais perigosa é a tentação do pecado. Com o pecado, o demônio realmente nos possui, entramos sob o seu poder”.

Diante desta situação, sublinhou, não são importantes apenas os exorcismos, mas “evangelizar, evangelizar e evangelizar”.

Roteiro – Será salvo tu e tua família – 26 de fevereiro a 04 março de 2018

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 26 Fev a 04 marco

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Papa Francisco confirma que Paulo VI será canonizado em 2018

Por | NOTÍCIAS

VATICANO, 18 Fev. 18 / 08:50 am (ACI).- Na última quinta-feira, 15 de fevereiro, o Papa Francisco teve o habitual encontro anual com os párocos de Roma, na Basílica de São João de Latrão. Um encontro privado do qual só se conheceu o conteúdo no sábado.

Ao final do encontro, o Papa brincou e foi quando deu a notícia de que Paulo VI será canonizado em 2018.

Assim, confirma-se o que foi publicado pelo Grupo ACI, de que Paulo VI será canonizado este ano, provavelmente durante o Sínodo dos Bispos sobre os jovens no próximo mês de outubro. Após a aprovação dos cardeais, só faltaria a aprovação do Papa Francisco.

Roteiro – Perdoar. A começar em mim e por mim… – 19 a 25 de fevereiro de 2018

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

Líder, incentive e participe da Grande Célula e do Grupo Parusia de Oração!

ATENÇÃO! DIA 22 DE FEVEREIRO AS 19H30 RETORNA ESCOLA DE LÍDERES

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 19 a 25 Fevereiro

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Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: Livro de Boas Vindas para as Células

Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

Roteiro – Oração na Célula e na vida – Parte II – De 12 a 18 de fevereiro de 2018

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

Líder, incentive e participe do Grupo Parusia de Oração!

(Relembrar e pedir se fizeram o evangelismo da Semana anterior)

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 12 a 18 Fevereiro

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Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: Livro de Boas Vindas para as Células

Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

Papa convida a refletir sobre a morte: “Nos fará bem a todos”

Por | PALAVRA DA IGREJA

VATICANO, 01 Fev. 18 / 08:45 am (ACI).- “A morte é um fato que toca todos nós. Cedo ou tarde, chega”, afirmou o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, na Casa de Santa Marta. Por isso, convidou a refletir sobre a morte, porque “nos fará bem a todos”.

O Santo Padre recordou que “nós não somos nem eternos nem efêmeros: somos homens e mulheres em caminho no tempo, tempo que começa e tempo que acaba”.

Entretanto, advertiu que “existe ‘a tentação do momento’ que toma conta da vida e o leva a girar no momento deste labirinto egoísta do momento sem futuro, sempre ida e volta, ida e volta, não? E o caminho acaba na morte, todos sabemos disso. E por isso a Igreja sempre buscou refletir sobre este nosso fim: a morte”.

Também encorajou a perguntar: “Se Deus me chamasse hoje, qual herança eu deixarei como testemunho de vida? É uma bela pregunta a nos fazer. E assim nos preparar porque nenhum de nós permanecerá ‘de relíquia’. Não, todos percorreremos este caminho”.

Além disso, explicou que “a morte é memória antecipada para refletir”. “Mas quando eu morrer, o que eu gostaria de ter feito hoje nesta decisão que eu tenho que tomar hoje, no modo de viver de hoje? É uma memória antecipada que ilumina o momento do hoje. Iluminar com o fato da morte as decisões que eu tenho que tomar todos os dias”, concluiu.