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A reforma e o plano de vida! Padre Fuentes

Por | - ULTIMAS

Trazemos um texto escrito pelo Padre Fuentes, IVE, onde ele explica sobre a reforma e o plano de vida.

1.O QUE É REFORMAR

Santo Inácio afirma que os Exercícios Espirituais por ele elaborados se ordenam a vencer-se e ordenar a vida sem deixar-se determinar ou condicionar por nenhum apego[1].

Reformar quer dizer “voltar a formar”; voltar a “dar forma”; como quem trabalha uma imagem em argila e vê que não lhe saiu o que ele queria, volta-a a amassar e começa a lhe dar forma outra vez. Para poder reformar adequadamente a vida é necessário ter uma reta intenção de ânimo, quer dizer, procurar que o motivo da mesma não seja outro que o fim último da vida de todo homem: dar glória a Deus e salvar a alma.

Para poder efetuar adequadamente uma reforma de vida se supõe que a pessoa que quer fazê-la tem identificadas, como fruto de sua reflexão pessoal, e talvez com a ajuda de seu diretor espiritual, várias coisas. Acima de tudo, a vontade de Deus sobre ele na vida passada (o que me pediu Deus no passado ou o que quis de mim anteriormente?); isto pode havê-lo visto através de inspirações do Espírito Santo, iluminações, circunstâncias singulares que rodearam sua vida ou simplesmente a vontade de seus superiores. Em segundo lugar, vê o que Deus lhe pede agora com toda claridade. Terceiro, tem também identificados os pontos sobre os quais não discerne com claridade a vontade divina atual; sobre isto terá que aplicar as regras de discernimento e eleição[2]. Finalmente, também sabe quais são os obstáculos concretos que lhe impedem o seguimento radical e total de Jesus Cristo. Segundo tudo isto deverá reformar sua vida.

2.A REVISÃO DE VIDA

Para poder fazer uma reforma, primeiro se deve saber o que se tem que reformar. A isto se ordena a “revisão de vida”. “Revisar” a vida significa examinar as diferentes dimensões da própria vida para ir descobrindo as coisas que se devem trocar, purificar, tirar, começar, modificar, retificar ou intensificar. Em cada uma dessas dimensões se deve prestar atenção a duas coisas:

–As coisas das que deve apartar-se: porque estão mal feitas, ou porque não dão glória a Deus, ou porque comportam apegos desordenados ao mundo, ou porque são fonte de paixões não dominadas, ou porque são ocasião de pecado, etc.

–As coisas que deve afrontar para melhorar as próprias atitudes: porque vemos que Deus o quer assim, ou porque damos com isso maior glória a Deus, ou porque convém com nossos deveres de estado, ou porque nos aproxima mais a Deus, ou porque aproveita mais a nossos próximos, etc.

Estas diferentes dimensões são fundamentalmente cinco: a humana, a espiritual, a comunitária, a intelectual e a apostólica.

A)  A dimensão humana

É o campo da personalidade humana, do equilíbrio das virtudes e paixões. Concretamente tem que se ter em conta aqui:

–Acima de tudo, nosso defeito dominante.

–As virtudes que urge adquirir.

–Os defeitos que se devem combater.

–A ordem interior e exterior da alma e sua relação com as diversas coisas materiais e espirituais que habitualmente nos rodeiam.

–Examinar os afetos: a capacidade para a amizade, as paixões, os possíveis apegos a coisas, pessoas, lugares, etc.

B) A dimensão espiritual

Designa o plano mais importante e onde se encontram os elementos que nos santificam e relacionam diretamente com Deus:

–A oração.

–O modo de viver e aproveitar a Santa Missa.

–As confissões: frequência, aproveitamento.

–As penitências e mortificações, o comportamento nas contrariedades da vida.

–A direção espiritual (sua frequência, sinceridade, aproveitamento).

–O exame de consciência jornal.

–A leitura espiritual (especialmente a Sagrada Escritura).

–Os exercícios espirituais anuais ou retiros.

C) A dimensão comunitária

No caso do religioso tem que examinar pontualmente sua vida comunitária. Por exemplo:

–A participação na comunidade, nas recreações.

–A contribuição dos próprios talentos para aproveitamento do próximo.

–A caridade fraterna.

–A obediência aos superiores.

–A generosidade; a capacidade de oferecimento e imolação.

–A pobreza, a castidade, o cumprimento dos deveres de estado.

Nos leigos esta dimensão se desenvolve fundamentalmente em sua vida familiar:

–A relação com pais e irmãos, ou com seu cônjuge e filhos: as virtudes da obediência, respeito, piedade filial, etc.

–A caridade familiar.

–A solidariedade e a preocupação por outros, etc.

–A responsabilidade no trabalho e na profissão.

D) A dimensão intelectual e a capacitação profissional

É o campo da formação pessoal que vai desde a formação permanente na doutrina cristã à formação profissional. É muito diferente a situação em quem tem o estudo como parte de sua vida cotidiana e vocação, e aqueles que não têm capacidades ou vocação intelectual. Aqui os chamados à formação intelectual (e em sua medida todo cristão que possa formar-se melhor e ilustrar sua própria fé) podem examinar:

–O aproveitamento do estudo.

–A participação pessoal em cursos, conferências, momentos especiais de formação.

–O trabalho pessoal na linha de sua profissão: se busca estudar algo mais, aprofundar, capacitar-se.

–A formação cultural: se se interessar pela leitura espiritual, pela literatura formativa, se se deixa levar pela curiosidade, ou as modas literárias, a superficialidade, etc.

E) A dimensão apostólica e pastoral

A última dimensão a conforma a vida de apostolado. Vida cristã e trabalho apostólico vão necessariamente unidas. Todos devem ser apóstolos, embora cada um em seu próprio ambiente e segundo sua própria vocação. Os chamados a viver um apostolado mais intenso podem e devem examinar os seguintes elementos:

–A oração e mortificação pelo apostolado.

–A preparação do apostolado.

–O desenvolvimento do apostolado.

–O zelo apostólico.

Com os elementos mais sobressalentes deste exame, cada um tem depois que elaborar um plano de vida realista. O plano de vida, como seu nome o indica, designa o projetodas principais atividades e objetivos que um sujeito tenta levar a cabo em um prazo determinado de tempo (o resto do ano, ou o biênio, ou o qüinqüênio, etc.). No plano espiritual é um programa de perfeição. O ter um plano de vida é conveniente não só para os religiosos e sacerdotes senão para todos os fiéis que querem santificar-se no meio do mundo; porque a santidade não se improvisa: quem quer obter algo na vida, já seja na ordem humana ou na sobrenatural, deve sentar-se e prever, pensar e planejar. Para nos santificar devemos aproveitar bem o tempo, sobrenaturalizar nossas obras e seguir um plano de formação e trabalho. Sem plano de vida se esbanja sem remédio muito tempo:

–surgem dúvidas sobre o que devemos fazer; gastamos tempo em deliberações supérfluas; apesar de muito deliberar estamos acostumados a ficar com dúvidas;

–descuidamos algumas de nossas obrigações por falta de previsão e de organização, por propor fins sem determinar os meios ou por tomar no momento meios ineficazes ou menos eficazes, etc.;

–e por este descuido, finalmente, expomo-nos à inconstância e ao abandono das obras empreendidas.

Pelo contrário, o plano de vida nos dá ordem, ajuda-nos a ganhar tempo, faz-nos sobrenaturalizar as obras (porque as fazemos por obediência ao plano, quer dizer, às decisões tomadas em consciência diante de Deus; sempre e quando o plano seja feito como Deus manda); tem também um grande valor educativo enquanto tempera nossa vontade (fazendo-a mais austera, livre de caprichos, submetendo-a a uma ordem e fazendo-a adquirir perseverança).

1) Características

Para que seja real todo plano de vida tem que ter certas qualidades:

–Deve estar acomodado aos deveres de estado, às ocupações habituais, às disposições de espírito, de caráter e temperamento de cada um, a suas forças e a seu estado atual de perfeição.

–Deve ser flexível e rígido à vez. Flexível para não escravizar a alma ao plano quando a caridade para o próximo, ou alguma circunstância grave imprevista, ou a obediência aos superiores faça irrealizável algum projeto. Com certa rigidez, para que o sujeito não o modifique segundo seus caprichos; é rígido se contiver todo o necessário para determinar pelo menos em princípio, o tempo e a maneira de fazer nossas diversas atividades, nossos deveres de estado, exercícios de piedade e a aquisição das virtudes mais necessárias para nosso temperamento.

–Deve ser feito de acordo com o diretor espiritual. Exige-o a prudência que nos ensina que um não é bom juiz em sua própria causa nem destro guia de si mesmo; também a obediência, pela qual, o plano de vida revisado e autorizado pelo diretor estende a ação de este ao resto de nossa vida.

2) O que deve abranger

Os principais elementos que devem estar presentes no plano são:

–O horário mais fundamental do dia: os religiosos isto já o têm estabelecido em sua casa religiosa. Porém pode ser necessário estabelecê-lo “ad hoc” quando se está de férias.

–Os projetos fundamentais: de todas as coisas que viu que tem que trabalhar deverá determinar qual é o objetivo mais urgente, e a ordem em que seguirá trabalhando com outros pontos que deve reformar em sua vida. O mais importante é a formação de propósitos concretos, reais, realizáveis e que vão à medula da vida espiritual, procurando erradicar o defeito dominante, alcançar as virtudes mais importantes para o sujeito em questão, etc. É importante sublinhar que o esforço principal (o trabalho diário) deve enfocar-se sobre um só propósito por vez (fazendo sobre isto o exame particular[1]). Uma vez conseguido o propósito, terá que trocar e se examinar sobre um novo objetivo. A mesma direção espiritual consiste em grande medida em ver o trabalho sobre esse propósito.

–O desenvolvimento do projeto: com que meios vai alcançar o que projetou fazer (por exemplo, para alcançar tal virtude ou vencer tal defeito ou virtude: que atos se deve fazer? com que frequência?, etc.). O meio essencial e indispensável é o exame de consciência diário.

3) Modo de observá-lo

Se deve observar o plano, quer dizer cumpri-lo, íntegra e cristãmente. Integralmentequer dizer: em todas suas partes e com pontualidade. Porque se cumprirmos uns pontos e outros os deixamos de lado sem motivo razoável, caímos no capricho e, em definitiva, passamos a fazer nossa própria vontade em lugar da de Deus. Se deve evitar dois extremos: o escrúpulo e a tibieza. Não se deve ter escrúpulos em deixar de cumprir algum ponto particular do plano quando há motivos graves, especialmente quando nos exigem isso os deveres de caridade para o próximo ou urgências próprias de nossos deveres de estado (como atender doentes a horas inesperadas, ou quando se está rezando). Porém também se deve evitar a tibieza que tende a abandoná-lo tudo por motivos fúteis ou sofismas de nossa afetividade, encontrando falsas desculpas. Cumpri-lo cristãmente significa que a intenção que deve guiar a observância do plano de vida tem que ser o fazer a vontade de Deus. Esta pureza de intenção é a alma genuína de um plano de vida.

4) Rendição de conta

Finalmente, toda pessoa tem que prever com que frequência examinará o andar dos propósitos e projetos. Convém que isto se faça uma vez por mês; para os religiosos e seminaristas (ou inclusive seculares) que têm costume de realizar retiros mensais de um dia, essa será a oportunidade mais adequada. Seja quando for, em tais ocasiões têm que examinar o fato, tomar novas determinações se for necessário, impor-se algum castigo se a negligência ou preguiça ou desordem interior o conduz à inconstância, e examinar as etapas seguintes.


[1] Santo Inácio, EE, nº 24 a 31.


[1] Santo Inácio, EE, nº 21.

[2] Santo Inácio, EE, nº 164 a 189.

8 grandes santos que tiveram depressão, mas nunca se renderam a ela

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES, PARTILHA DO FUNDADOR

Você pode se surpreender com vários dos nomes nesta lista!

Até mesmo santos da estatura moral da Madre Teresa de Calcutá, admirada por crentes e descrentes, dão testemunho de ter sofrido algo que soa surpreendente e talvez chocante para quem acha que os santos viveram numa bolha de perfeição à parte das cotidianidades que afetam os seres humanos “comuns”: o conceito da “noite escura da alma“.

A mais famosa abordagem do tema e do termo é, provavelmente, a do místico espanhol São João da Cruz, reconhecido como nada menos que Doutor da Igreja. Ele descreve essa profunda espécie de crise espiritual na jornada rumo à união com Deus em seu célebre poema intitulado, precisamente, “La noche oscura del alma” (século XVI).

É fato que Deus permite, e com frequência, a drástica provação da aridez espiritual, da completa falta de fervor sensível, da dúvida espessa a respeito da Sua existência, da revolta perante os injustíssimos reveses da vida, do desespero diante da tragédia ou mesmo da rotina que, dias depois de dias, meses depois de meses, se reveste daquela insuportável e amorfa ausência de sentido…

Se o próprio Cristo experimentou o drama do silêncio do Pai na mais negra de todas as noites, a ponto de Lhe suplicar que afastasse d’Ele esse cálice durante a Sua oração no Jardim das Oliveiras, à espera da Paixão, por que presumir que Deus fosse poupar-nos de experimentar a dúvida radical? Por que imaginar que Ele nos privasse da oportunidade de escolher, livre e voluntariamente, abraçar a fé ou rejeitá-la, confiar n’Ele ou refutá-Lo, purificar o amor ou mantê-lo morno, frágil, apoiado em incentivos cômodos e débeis?

Nem a vocação à vida religiosa isenta um cristão da provação espiritual.

É claro que nem sempre essa provação é propriamente a doença física e psíquica que hoje conhecemos como depressão. No entanto, há santos que, pelos sintomas descritos por eles próprios ou por outros biógrafos, muito provavelmente enfrentaram esse quadro que atualmente é visto como “o mal do século”.

Alguns dos santos que possivelmente enfrentaram a depressão:

1 – Santo Agostinho

Século IV.

Pois é! Uma das mais icônicas e sublimes figuras representativas da intensidade da conversão cristã e do poder extraordinário da graça santificante; uma das personalidades mais admiradas da história da civilização ocidental, inclusive por não católicos e até por não cristãos: até ele enfrentou, muito provavelmente, os altos e baixos dos neurotransmissores e a instabilidade psíquica e física que hoje a medicina denomina depressão.

Sua mãe, Santa Mônica, suportou com paciência quase inacreditável a imprevisibilidade do filho brilhante, mas de temperamento terrível. Agostinho procurava com intensa sinceridade a verdade e o sentido da existência, mas, em suas andanças desnorteadas e segundo os seus próprios termos, ele a buscava na aparência das coisas criadas, nas volúpias e prazeres dos sentidos, longe de Deus e cada vez mais longe de si mesmo. “Eis que estavas dentro de mim, mas eu estava fora, e fora Te buscava, e nas coisas formosas que criaste, deforme eu me lançava“, declarará ele nas “Confissões”, obra-prima da espiritualidade não apenas cristã, mas universal.

A teimosia da graça, porém, foi mais irredutível ainda que a dele mesmo, e, encontrando canal nas “indesanimáveis” orações de sua mãe e na admirável influência do grande bispo Santo Ambrósio, levou o rebelde e angustiado Agostinho a finalmente se render a Deus e acolher o batismo. Mais ainda: ele se consagrou a Deus e chegou também ele a ser bispo.

Depois que a mãe morreu, no entanto, e durante os mais de quarenta anos que a isto se seguiram, a sua personalidade poderosa ainda se manifestaria com frequência na propensão à raiva implacável e à… depressão severa. Santo Agostinho se levantava desses abismos por meio da oração, do sacrifício e do trabalho. Ocupar-se foi um grande remédio, tanto nas muitas responsabilidades de bispo quanto nas muitas horas de reflexão, estudo e oração que o transformaram em grande defensor da doutrina da Igreja.

2 – Santa Flora de Beaulieu

Século XIV.

Sta Flora de Beaulieu

CC

Ela teve uma infância normal, mas, quando seus pais começaram a buscar marido para ela, se recusou e anunciou que ia dedicar a vida a Deus entrando num convento. No entanto, essa decisão, tomada num contexto turbulento, desencadeou uma fase intensa e prolongada de depressão que afetava de tal modo o seu comportamento que mesmo para as outras irmãs era uma provação conviver com ela. Com a graça de Deus, o tempo e a ajuda de um confessor compreensivo, Flora fez grande progresso espiritual precisamente por causa do desafio da depressão, que ela enfrentou com empenho.

3 – Santo Inácio de Loyola

Século XVI.

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A personalidade poderosa do grande santo fundador dos padres jesuítas também era dada a sentimentos de profunda inquietação e sofrimento. O senso de certeza e convicção que ele demonstra em sua autobiografia (escrita em terceira pessoa) não vieram com facilidade. Depois de se converter, Inácio teve de lutar contra um feroz período de escrupulosidade, termo que, na ascese cristã, se refere à tentação de sentir-se sempre em grave pecado por cada mínima falha pessoal no cumprimento de deveres e na vivência das virtudes. Essa provação veio seguida de uma depressão tão séria que ele chegou a pensar em suicídio. Deus o retirou do abismo de trevas e sofrimento interior inspirando-lhe grandes coisas a realizar na vida em nome de Cristo e da Sua Igreja.

O próprio Inácio define como “desolação” a experiência que enfrentou em seus exercícios espirituais: um estado de grande inquietação, irritabilidade, desconforto, insegurança quanto a si mesmo e às próprias decisões, dúvidas assustadoras, grande dificuldade de perseverar nas boas intenções… De acordo com Inácio, Deus não causa a desolação, mas a permite para nos “abalar” como pecadores e nos chamar à conversão.

A partir da sua experiência, Santo Inácio dá três conselhos para reagir à desolação: não desistir nem alterar uma boa resolução anterior; intensificar a conversa com Deus, a meditação e as boas ações; e perseverar com paciência, pois a provação é estritamente limitada por Deus, que dará o alívio no momento oportuno. Ele descobriu, em suma, que a depressão pode ser um grande desafio espiritual e uma ótima oportunidade de crescimento.

Estes conselhos continuam perfeitamente válidos, mas, hoje, é de importância crucial acrescentar um quarto conselho: procurar a ajuda médica adequada. Os avanços da medicina deixam claro que, na maioria dos quadros verdadeiramente depressivos, a medicação psiquiátrica é indispensável para reequilibrar os neurotransmissores, pois se trata de uma doença propriamente dita e não apenas de uma “fase de tristeza”. O tratamento da depressão clínica tem duas vertentes interdependentes: o trabalho interior pessoal, que pode ser acompanhado por um bom psicólogo ou orientador qualificado, e o trabalho da medicina, acompanhado por um psiquiatra sério e bem atualizado.

4 – Santa Joana Francisca de Chantal

Século XVI.

GFDL-CC

Durante oito anos, ela viveu feliz o seu casamento com o Barão de Chantal. Mas, quando o marido morreu, seu sogro, vaidoso e teimoso, forçou Joana e seus três filhos a irem morar com ele, provocando uma rotina de contínuos dissabores, duras provas de paciência e… depressão. Em vez de se escorar na vitimização, como infelizmente é comum desde sempre e até hoje, Santa Joana fez a escolha de manter a alegria e de responder às crueldades do sogro com caridade e compreensão.

Mesmo depois de estabelecer uma cordial e santa amizade com o grande bispo São Francisco de Sales e de trabalhar com ele na criação de uma ordem religiosa para mulheres de mais idade, Joana continuava experimentando momentos de grande sofrimento e injusto julgamento – e continuava, também, a responder com alegria, trabalho esforçado e espírito voltado a Deus.

A propósito, São Francisco de Sales tem um relevante conselho para quem sofre dessa provação:

“Refresque-se com músicas espirituais, que muitas vezes provocaram o demônio a cessar as suas artimanhas, como no caso de Saul, cujo espírito maligno se afastou dele quando Davi tocou sua harpa perante o rei. Também é útil trabalhar ativamente, e com toda a variedade possível, de modo a desviar a mente da causa de sua tristeza”.

5 – São Noel Chabanel

Século XVII.

São Noel Chabanel

CC

Padre jesuíta, mártir norte-americano, trabalhou entre os índios huron com São Charles Garnier. Os missionários, no geral, desenvolvem grande empatia por aqueles a quem evangelizam; no entanto, não foi o caso do pe. Noel: ele sentia repugnância pelos índios e pelos seus costumes, além de imensa dificuldade para aprender a sua língua, completamente diferente de qualquer idioma europeu, sem falar nos brutais desafios que a vida em ambiente quase selvagem envolvia. Todo esse conjunto de provações gerou nele um sentimento duradouro de sufocamento espiritual. Como ele respondeu? Fazendo um voto solene de jamais desistir nem abandonar a sua missão. E esse voto ele manteve até o dia do seu martírio.

6 – Santa Elizabeth Ann Seton

Século XVIII.

ELIZABETH

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A primeira santa nascida em solo estadunidense sofria com a contínua sensação de solidão e melancolia, tão profunda que ela pensou várias vezes em se matar. Ela teve muitos problemas em sua vida, especialmente relacionados à sua família. Leituras, música e o mar a ajudaram a ser mais alegre. Quando se converteu, a Eucaristia e a caridade passaram a ser sua grande força diária!

7 – São João Maria Vianney

Século XIX.

Cura d'Ars

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Conhecido como o Cura D’Ars, ele é um dos sacerdotes mais queridos da história da Igreja, modelo de pároco zeloso e de pastor que superou as muitas e graves limitações intelectuais próprias para guiar as almas com maestria pelo caminho da vida de graça. Apesar de todo o bem que fazia, ele não conseguia enxergar a própria relevância diante de Deus e convivia persistentemente com um forte complexo de inutilidade pessoal, sintoma da depressão que o acompanhou durante toda a vida.

Nos momentos mais difíceis, ele recorria ao Senhor e, apesar do sofrimento, renovava a determinação de perseverar no seu trabalho com confiança, fé e amor a Deus e ao próximo.

8 – Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

Século XX.

A santa carmelita descalça que havia nascido judia e crescido ateia sofreu com a depressão durante longo período. Chegou a escrever:

“Encontrei-me gradualmente em profundo desespero… Eu não podia atravessar a rua sem querer que um carro me atropelasse e eu não saísse viva dali”.

Desde antes de se converter, principalmente nas muitas ocasiões em que foi desprezada e humilhada por ser mulher e de origem judia, Edith sofreu intensamente a depressão. Intelectual, filósofa, discípula e até assistente de Edmund Husserl, o fundador da fenomenologia, ela finalmente encontrou em Deus a Verdade que tanto buscava, a partir da leitura da obra de Santa Teresa de Jesus. Abraçou então a graça com tamanha sede que dela arrancava as forças para lidar não apenas com os seus dolorosos sofrimentos interiores, mas também com as trevas mortíferas do nazismo.

Edith Stein, que adotou no convento carmelita o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz após se converter e se consagrar a Deus radicalmente, foi capaz de perseverar até o martírio, mantendo a lucidez, a fé, a esperança e o amor inclusive na prisão e na execução a que foi submetida covardemente no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Esse final de vida terrena parece particularmente deprimente? Pois ele é, mesmo. No entanto, como tudo nesta vida tem mais do que apenas um lado, ela enfrentou esse cenário extremo com a serenidade e a paz de espírito de quem aprendeu a lidar com os altos e baixos da depressão, enxergando além do imediato e abraçando uma vida que não acaba porque é eterna – e que é capaz de brilhar até mesmo nas trevas mais densas da morte num campo de concentração.

Sim, há um caminho mais inteligente e mais suave

Por | - ULTIMAS, FORMAÇÕES, GRUPO DE JOVENS

Pare um instante e reflita no que dizem estas poucas linhas…

Realmente hoje temos muita ciência, mas pouca sabedoria. O primado da técnica sobre a ética e da ciência sobre a moral não garantem a felicidade do homem moderno. Isso faz com que ele tenha medo daquilo mesmo que construiu com suas mãos e sua inteligência. Há um caminho mais suave para se viver e ser feliz.

Que caminho é esse?

É por onde se observa coisas simples e naturais, medita e equilibra: ciência e fé. Por exemplo:

A rua mais limpa não é aquela que se varre mais vezes, é a que se suja menos.

A consciência mais tranquila não é a que se confessa muito, mas a que peca menos.

Ser rico não é se matar de trabalhar, de negociar, às vezes até passando os outros para trás. Ser rico não é ter muito, é precisar de pouco.

Ser culto e erudito não é apenas devorar muitos livros, mas também saber aprender com os outros.

Ser saudável não é fazer muito regime e muita ginástica; é comer menos, dormir mais, se agitar pouco.

Ter saúde não é tomar frascos e frascos de vitaminas; é se alimentar bem, sem exagero, com uma dieta balanceada, colorida, saudável.

Realizar-se não é falar muito e parecer “o bom”; é saber usar o silêncio para degustar a sabedoria que os outros nos passam e que nos enriquece.

Ser humilde não é se desvalorizar e enterrar os próprios talentos, é ser fiel à verdade de sua vida e de sua realidade.

Ser casto não é fazer penitências pesadas para vencer as tentações, é fugir delas, na vigilância e na oração.

Ser eficiente não é correr contra o tempo, é saber usar o tempo, contar com ele. Tudo que é feito sem contar com ele, ele se incumbe de destruir.

Ser perfeito não é querer imitar os outros, é desenvolver os próprios talentos e aceitar a sua realidade.

Ser produtivo não é se matar de trabalhar, é trabalhar sempre, sem pressa, mas sem parar, como a planta.

Quando você não conseguir fazer alguma coisa de maneira rápida, não desista; apenas tente fazer devagar.

Que tal seguir um caminho mais suave, mais natural, mais humano?

(via Felipe Aquino)

Roteiro – Nossa Senhora das Graças – 26 de Novembro a 02 de Dezembro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

Atenção Lideres: Nesta semana ás Células são convidadas a participar conosco do Terço à Nossa Senhora das Graças. Padroeira de nossa Comunidade.

Terça Feira dia 27 de Novembro as 19h30 na Comunidade Fidelidade.  Trazendo uma partilha para Ceia Ágape.

Mas na impossibilidade realmente de participarem na terça ou se quiserem realizar as células em outro dia e também participarem do terço, deixo um roteiro abaixo.

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Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

Download do Roteiro da Semana

ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 26 de Novembro a 02 de Dezembro

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Líder, incentive e participe da Grande Célula e do Grupo Parusia de Oração!

ATENÇÃO! Toda 4ª Sexta Feira do mês as 20h00 – ESCOLA DE LÍDERES

Download da declaração de Ideais para Imprimir: DECLARAÇÃO DE IDEAIS

Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: Livro de Boas Vindas para as Células

Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

Construção da Capela Nossa Senhora das Graças – Vakinha

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES, NOTÍCIAS

A Comunidade Fidelidade está preparando/reformando dois cômodos da Casa São Bento para dar lugar a Capela N. Senhora das Graças. Precisamos de sua ajuda para compra de materiais de acabamento, objetos litúrgicos e de uso na capela. Também para o pagamento de mão de obra especializada. Esta capela será um lugar de celebração e adoração permanente e aberta ao povo de Deus. Contamos com sua ajuda!

Criamos assim pelo Site Vakinha esta partilha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/reforma-capela-nossa-senhora-das-gracas

Ajude na Capela Nossa Senhora das Graças – Clique na imagem! 

 

Capela Nossa Senhora das Graças será um local de adoração e intercessão permamente da Comunidade Católica Fidelidade.

Aberta ao povo de Deus para celebrações e atendimentos de oração.

A vaquinha que iniciamos será para compra de materiais de acabamento e de mão de obra especializada para:

Colocação de pisos, revestimentos e acabamentos gerais da Capela.

Abertura de paredes, janelas e portas. As Janelas serão coloniais com vitral e porta colonial.

Pagamento dos bancos para capela. Sacrário. Luminárias. Forro de madeira. Imagens.

Em breve disponibilizaremos atualizações e fotos do local. Contamos com sua ajuda!

Você pode visitar também nossa Casa de Missão e Sede: Rua Giuseppe Venturini, 180 – Bairro Batistini – São Bernardo do Campo – SP

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A Comunidade Fidelidade é uma associação pública de fiéis, de reconhecimento Diocesano, nascida na esteira dos novos movimentos pós-Concílio Vaticano II, constituída de fiéis católicos unidos em fraternidade, cujo objetivo é levar seus membros a uma vida santificante e equilibrada, buscando viver o batismo de maneira radical.

Nossa palavra de fundação e inspiração está no Evangelho de Mateus 5, 17 – 48 e o propagamos com o seu último versículo: “Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai Celeste é perfeito”.

Nesta inspiração e no amadurecimento, fomos formando e confirmando nosso Carisma de “Viver na Santidade e levar as pessoas a trilhar este caminho de busca pela Santidade” em suas vidas quotidianas pela moral cristã, justiça, equilíbrio espiritual e psicológico, reconciliando o indivíduo com sua própria história.

Saiba mais em: www.comunidadefidelidade.com

 

Roteiro – Alcançando e conquistando seus alvos – 19 a 25 de Novembro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

Download do Roteiro da Semana

ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 19 a 25 de Novembro

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Líder, incentive e participe da Grande Célula e do Grupo Parusia de Oração!

ATENÇÃO! Toda 4ª Sexta Feira do mês as 20h00 – ESCOLA DE LÍDERES

Download da declaração de Ideais para Imprimir: DECLARAÇÃO DE IDEAIS

Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: Livro de Boas Vindas para as Células

Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

Você sofre de ansiedade? Então veja este conselho de São Francisco de Sales

Por | - ULTIMAS, FORMAÇÕES

São Francisco de Sales acredita que, com a única exceção do pecado, a ansiedade é o maior mal que pode acometer uma alma

Às vezes, a gente não consegue evitar: a ansiedade se instala em nós. Pode ser uma ansiedade passageira causada por muito trabalho a fazer e pouco prazo. Mas pode ser também algo mais sério, que exige avaliação e assistência profissionais. 

Entretanto, seja qual for o tipo de ansiedade que possamos estar vivenciando, é consolador saber que até os santos se sentem (ou se sentiram) ansiosos.

Veja o que São Francisco de Sales recomenda para evitar a ansiedade e encontrar a paz.

Não subestime o problema 

São Francisco de Sales acredita que, com a única exceção do pecado, a ansiedade é o maior mal que pode acometer uma alma.

Você provavelmente já sabe que a ansiedade é um problema, mas você pode pensar que Deus não está interessado nisso, porque Ele se importa mais com o fato de você evangelizar, fazer o seu dever e orar. Afinal, você não deveria estar se preocupando com os outros, mas com você mesmo, né? 

Não, São Francisco não concordaria com isso. Nem Deus.

Nosso Senhor ordenou que amássemos aos outros como amamos a nós mesmos. Quando você está ansioso, amar a si próprio significa fazer o que for possível para remediar a ansiedade. Não significa ignorá-la, na crença equivocada de que Deus se importa pouco com isso. Ele quer que tenhamos alegria em fazer a Sua vontade.

São Francisco de Sales escreve: 

“Se nosso coração está perturbado internamente, ele perde tanto a força necessária para manter as virtudes adquiridas quanto os meios para resistir às tentações do inimigo.”

Entendendo a causa da ansiedade

Para São Francisco de Sales, a raiz da ansiedade é “um desejo desordenado de se libertar de um mal presente ou de  adquirir um bem esperado”.

Em outras palavras, a ansiedade surge quando desejamos muito alguma coisa. Nossos desejos são bons, mas às vezes podem ser fortes demais, o que causa ansiedade. Este ponto é crucial, pois torna a ansiedade algo sobre o qual podemos ter algum controle, embora nem sempre a gente se sinta forte para isso.

Buscando a paz interior 

São Francisco de Sales diz que, quando você começa a reconhecer que seu coração está ansioso, “ouça-o antes de fazer qualquer outra coisa e traga-o silenciosamente de volta à presença de Deus, submetendo todos os seus afetos e desejos à obediência e direção da vontade divina”.

Trazer seu coração para a presença de Deus não é uma fórmula mágica, é claro. Mas, se seguirmos estes quatro passos, a ansiedade diminuirá gradualmente.

1. Peça a ajuda de Deus;

2. “Resolva não fazer nada que seu desejo insista até que sua mente recupere a paz, a menos que seja algo que não possa ser adiado”;

3. “Você deve humildemente e calmamente tentar verificar a corrente de seus desejos”. Aceite-os como eles são e os avalie;

4. “Se você puder revelar a causa de sua ansiedade ao seu diretor espiritual, ou pelo menos a algum amigo fiel e devoto, pode ter certeza de que encontrará rapidamente o alívio.”

Roteiro – Vencendo Gigantes – 12 a 18 de Novembro de 2018

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

Download do Roteiro da Semana

ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 12 a 18 de Novembro

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Líder, incentive e participe da Grande Célula e do Grupo Parusia de Oração!

ATENÇÃO! Toda 4ª Sexta Feira do mês as 20h00 – ESCOLA DE LÍDERES

Download da declaração de Ideais para Imprimir: DECLARAÇÃO DE IDEAIS

Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: Livro de Boas Vindas para as Células

Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

Roteiro – O poder da pregação da Palavra de Deus – De 04 a 11 de Novembro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

Download do Roteiro da Semana

ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 05 a 11 de Novembro

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Líder, incentive e participe da Grande Célula e do Grupo Parusia de Oração!

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Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

Nosso sinal de pertença

Por | A FIDELIDADE

A Cruz que usamos como sinal de pertença é a mesma que está no centro de nosso logomarca e anagrama da comunidade.

A logomarca e o anagrama da comunidade possuem essa cruz vazada em seu interior, já o sinal de pertença possui o anagrama estampado em sua face frontal abaixo.

Este é o sinal utilizado pelos consagrados em vínculo de comunhão e vínculo de consagração de vida.

É confeccionado em aço estampado em cor de ouro velho. Usado com uma corrente também em ouro velho, sem brilho e de elos pequenos. Nos casos de impossibilidade de usar corrente, usa-se excepcionalmente usar um cordão forte preto.

Na parte frontal: Ao centro da cruz temos dois círculos, ambos formados por 12 hexágonos, (símbolo das células), aludindo aos primeiros cristãos, a igreja primitiva viva no meio do povo. Os dois círculos também fazem alusão a coroa da salvação, nossa meta pela santidade.

Contem no meio dos círculos o “CF”, iniciais do nome que nos foi dado lembrando-nos da nossa fidelidade a Deus, a igreja e ao carisma.

Abaixo dos círculos temos o símbolo que os primeiros cristãos usavam, o peixe, ?????.

IXOYE. é um acróstico proveniente de determinadas palavras gregas, cujas letras iniciais indicam: I (Jesus) X (Cristo) O (Deus) Y (Filho) E (Salvador) – (Se lê: IXITUS – ICHITUS)

Acróstico é uma forma de texto em que as primeiras letras de cada linha (ou parágrafo) formam verticalmente uma (ou mais) palavras.

Para formar a palavra IXOYE são utilizadas as seguintes palavras gregas:

(Iesous, que significa “Jesus”) – o nome da primeira letra é “iota”

(Xristos, que significa “Cristo”) – o nome da primeira letra é “chi”

(Theou, que significa “Deus”) – o nome da primeira letra é “theta”

(Yios, que significa “Filho”) – o nome da primeira letra é “upsilon”

(Sotare, que significa “Salvador”) – o nome da primeira letra é “sigma’”

IXOYE é também a palavra grega (icthus) que significa “peixe”.

Propositalmente usado pelos cristãos perseguidos. Quando se escreve em letras maiúsculas fica: IXOYE.

O peixe é considerado um dos primeiros símbolos usados pelos cristãos para professarem a sua fé. Está associado à frase que Jesus Cristo disse aos pescadores: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mateus 4:19), uma metáfora para proclamarem o Evangelho entre os homens.

Na parte traseira: No topo temos gravado a página do carisma que está no evangelho de Mateus 5, 17 – 48. Isto para recordarmos sempre e refazer a leitura da inspiração.

Ao centro temos a medalha de São Bento. A Medalha de São Bento é um sacramental reconhecido pela Igreja com grande poder de exorcismo. Os sacramentais “são sinais sagrados por meio dos quais, imitando de algum modo os sacramentos, se significam e se obtêm, pela oração da Igreja, efeitos principalmente de ordem espiritual”.

Abaixo da medalha temos novamente o peixe, IXOYE.

E na parte inferior temos a medalha de Nossa Senhora das Graças. Disse a Virgem: “Fazei cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço; as graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança. ” Os Sacramentais produzem seu efeito, no dizer teológico, Ex opere operantis (pela ação daquele que opera), isto é, depende da boa disposição dos que os operam.

Este é o nosso sinal de pertença. O uso deste sinal é para que sejamos identificados e reconhecidos como parte, pertencentes a uma comunidade fraterna, católica apostólica romana e como sacramental pelos sinais que carregam.

Temos uma consagração de Vida

Por | FORMAÇÕES, FUNDADOR

O fenômeno das Novas Fundações surgiu a partir do derramamento do Espírito Santo em profusão sobre a Igreja, trata-se de novos carismas com seus fundadores e vocacionados chamados a viver a radicalidade do Evangelho de Cristo. Assim escreve São João Paulo II:

A perene juventude da Igreja continua a manifestar-se também hoje: nos últimos decênios, depois do Concílio Ecumênico Vaticano II, apareceram formas novas ou renovadas de vida consagrada. Em muitos casos, trata-se de Institutos semelhantes aos que já existem, mas nascidos de novos estímulos espirituais e apostólicos.” (Vita Consecrata, 12)

A nomenclatura usada para definir estas formas novas de viver a vida consagrada, diferente da vida consagrada já existente na Igreja, é: ‘consagração de vida’. Pela consagração de vida os membros das Novas Fundações buscam a vontade de Deus, assumindo um compromisso de viver na pobreza, na castidade e na obediência. Pobreza para nós abrange a área do desapego de tudo e de todos, abandonando-se na Divina Providência; a obediência acontece através das regras, estatutos e das autoridades constituídas, e, por fim, a castidade, sendo para os casados conforme o documento Humanae Vite 9: “Total, fiel e fecundo” e para os solteiros através da abstinência sexual.

Estas novas formas de vida consagrada, que se vêm juntar às antigas, testemunham a constante atração que a doação total ao Senhor, o ideal da comunidade apostólica, os carismas de fundação continuam a exercer mesmo sobre a geração atual, e são sinal também da complementaridade dos dons do Espírito Santo.” (Vita Consecrata, 12)

Os casais casados e com filhos fazem o grande diferencial dentro de uma consagração de vida, a Igreja nunca testemunhou esta nova forma de consagração. Compete a Mãe Igreja traduzir esta nova profecia. Testemunhamos uma forma nova de viver a vida consagrada, somos uma ‘profecia’ para a Igreja e para o mundo.

Fonte: http://comunidadeoasis.com/site/destaques/temos-uma-consagracao-de-vida/

“Moradas da alma”: as etapas da vida mística segundo Santa Teresa de Ávila

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES

A decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, é a primeira das sete moradas, a porta de entrada na vida espiritual

No final da sua viagem espiritual, Santa Teresa de Jesus escreveu o livro das Moradas, no qual compara a nossa alma –o lar de Deus– com um castelo. As primeiras moradas correspondem à entrada na vida espiritual e são o fundamento de todas as posteriores.

Santa Teresa de Jesus, também conhecida como Santa Teresa de Ávila, se apoia principalmente em quatro citações bíblicas:

“Na casa do meu Pai há muitas moradas” (João 14,2) – esta passagem, segundo a santa, evoca o “castelo interior”.

“Quem me ama guardará a minha palavra; meu Pai o amará e viremos a ele e nele faremos a nossa morada” (João 14,23) – um resumo do itinerário espiritual que ela explica.

“Minhas delícias estão nos filhos dos homens” (Provérbios 8,31) – mostra que nós somos o paraíso de Deus.

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”(Gênesis 1,26) – a mostra de que fomos criados para amar como Deus ama, porque Deus é amor. A vontade de Deus é que nós nos amemos como Ele nos ama.

A primeira morada é o portal de entrada na vida espiritual.

Nós o cruzamos mediante a decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, já que a pior das misérias, para Santa Teresa de Jesus, é viver sem Deus e até imaginar que podemos fazer o bem sem Deus.

Os quatro frutos da primeira morada, que amadurecerão ao longo do nosso caminho espiritual, são a liberdade, a humildade, o desprendimento e, acima de tudo, a caridade, que é o fim e a culminação.

A segunda, terceira e quarta moradas permitirão aprofundar na vida espiritual entendida como caminho rumo a Deus, como busca de Deus e participação progressiva na vida divina.

Este dom é gratuito, mas temos que estar determinados a recebê-lo e fazer desse recebimento o centro da nossa vida, purificando, assim, o lugar de nós onde habita Deus.

É Deus quem nos faz passar de uma morada à outra, quando quer e da forma que quer.

A segunda morada diz respeito à purificação da nossa relação com o mundo.

A arma utilizada para triunfar aqui é a fé em Cristo e a confiança na Sua vinda para nos libertar (cf. Gálatas 5,1).

A terceira morada está ligada ao esclarecimento da relação com nós mesmos.

Corremos o risco de ser como aquele jovem rico que teve um bom começo, mas que termina todo triste.

O desafio desta terceira morada é reconhecer-nos como um “servo qualquer”, que recebe tudo de Deus.

A quarta morada aprofunda a nossa relação com Deus.

Uma grande paz vai se instaurando progressivamente nas profundidades da nossa alma. A confiança, a humildade e a gratidão são realidades que vão sendo vividas cada vez mais profundamente.

A entrada na quinta morada marca uma transição:

Não passamos da quarta à quinta da mesma forma que tínhamos passado da segunda à terceira ou da terceira à quarta.

Consideramos a nossa vida não tanto como um caminho rumo a Deus, mas experimentamos Deus vivendo em nós, como explica a frase de São Paulo: “Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim!” (Gálatas 2,20).

O desejo de amar é mais intenso; ao receber uma vida nova, perdemos os nossos antigos pontos de referência e as nossas seguranças habituais.

A sexta morada consiste nos “compromissos espirituais”:

Há uma alternância de sofrimentos ligados ao sentimento de ausência de Deus e a experiências muito profundas da presença de Cristo. Aqui intervém uma dilatação ainda mais profunda do coração e do desejo de Deus.

A arma utilizada aqui é sempre a volta à santa humanidade de Cristo: Jesus se une a nós em nossa debilidade humana para transformá-la, para revitalizar o nosso desejo de amar em comunhão com Ele.

A sétima morada, enfim, é o ponto de culminação definido pela união com Deus no “matrimônio espiritual”.

Este matrimônio espiritual foi concedido a Santa Teresa de Jesus em 18 de novembro de 1572.

A união com Deus é uma participação profunda no desejo de Deus de salvar todas as pessoas.

Através do matrimônio espiritual, tudo fica transformado e se recebe um renovado desejo de viver assumindo a própria condição e os próprios compromissos terrenos de maneira ainda mais concreta e sem fugir da realidade.