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Santos e Pecadores – Dom Pedro Carlos Cipollini

Por | PALAVRA DA IGREJA

Acabo de ler a biografia do Padre Donizetti Tavares de Lima, cuja causa de beatificação está em curso. Vida admirável! Ordenado em Campinas desejou trabalhar em lugares pobres, por isso, foi mais para o interior do Estado. Pároco de Vargem Grande e posteriormente Tambaú.

Um apóstolo do Evangelho. Trabalhou tendo como horizonte o Reino de Deus: justiça e paz. Fiel à Igreja que amava, nunca arrefeceu sua fidelidade, também ao ser humano que desejava tratado com dignidade. Empreendeu luta contínua, em favor dos direitos humanos, numa época na qual era incomum falar neles. Quando morreu, com 79 anos, era 16 de junho de 1961, estava rodeado do povo para o qual viveu: trabalhadores, gente humilde que tanto amava e que retribuía com veneração. São centenas as pessoas que trazem seu nome, numa homenagem silenciosa.

Todos o buscavam devido a sua sabedoria e humildade. Glória e vaidade do mundo não o perturbaram. As perseguições, calúnias, não o desanimaram. Magnânimo perdoou os inimigos. Aos fazendeiros que o expulsaram de Vargem Grande por defender trabalhadores, e que arrependidos lhe pediram perdão, ele respondeu com delicadeza: enviou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em sinal de paz.

Diante deste gigante de fé e caridade, o que pensar das acusações que persistem e que infelizmente, algumas são verídicas, referentes a padres pedófilos? Em uma sociedade hedonista, onde sexo, dinheiro e poder gozam do status de divindade, a fraqueza humana se mostra na sua fragilidade mais dolorosa: o fascínio pelo abismo, o equívoco na busca de felicidade. Os desvios de conduta em relação ao sexo estão presentes em todos os segmentos da sociedade. A pornografia e pedofilia via internet tem tido difusão impressionante, atinge solteiros e casados.

Em uma floresta imensa, onde muitas árvores crescem silenciosas, quando cai algumas, o estrépito é grande. São alguns os padres escandalosos, mas nem se compara à quantidade daqueles que se dedicam dia a dia, no seu ministério, com fidelidade, honestidade e sacrifício.

Compreende-se que esses erros nos padres, causem tanta indignação, dado a posição que ocupam na sociedade. Aqui, porém se exige dos anticlericais, dos laicistas e inimigos jurados da Igreja, que ao reconhecer o erro presente na instituição, não culpem toda a instituição, desejando sua ruína. É sabido de todos, a sanha e o ódio de muitos lobbies que não toleram o trabalho da Igreja em defesa da vida e da família, e por isso, procuram esparramar o “pânico moral” contra ela.

Universalmente, para qualquer situação, o primeiro passo é sempre constatar se há veracidade na denúncia. Uma vez identificada, a Igreja se recusa a copiar comportamentos inadequados da sociedade civil, como o foro privilegiado. O Papa Francisco, seguindo a linha de seu predecessor ordenou tolerância zero com a pedofilia dentro da Igreja. Não se nega o perdão ao pecador arrependido por praticar este crime; mas nem por isso, pode dispensá-lo de dar satisfação à justiça civil, à sociedade. A sociedade necessita ver punidos e corrigidos os criminosos, pois, nenhum criminoso se perdoa se não responder à sociedade por seus delitos, e nenhuma vítima se perdoa se não se abre para o perdão.

Como disse o Papa Francisco na última sexta-santa: “vergonha por todas as vezes em que bispos, sacerdotes, irmãos e freiras escandalizaram e feriram seu corpo, a Igreja… Mas também esperança de que a Cruz transforme os nossos corações e nos torne capazes de amar, de perdoar; de que as trevas da Cruz se transformem na aurora fulgurante da Ressurreição”.

Artigo escrito por Dom Pedro Carlos Cipollini para o Jornal Diário do Grande Abc

Roteiro – Avareza e Generosidade – 24 a 30 de abril

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

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(Relembrar e pedir se fizeram o evangelismo da Semana anterior)

Download do Roteiro da Semana

ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 24 a 30 de Abril

Novo Livreto de Musicas para Célula – Musicas para Célula Livreto

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Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: LIVRETO DE BOAS VINDAS

Roteiro – Pecados capitais e virtudes – Orgulho ou Soberba – 17 a 23 de Abril

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 17 a 23 de Abril

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Roteiro – A Salvação veio pela Cruz – 10 a 16 de abril de 2017

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 10 a 16 de Abril

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Quer ser o protagonista de sua vida?

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Este vídeo é uma sacudida que vai fazer você reagir!

“Que viver tenha sentido, que tenha sentido viver”

Em fevereiro de 2012, dei entrada na emergência do Institut Universitari Dexeus com um mal-estar no braço esquerdo, certa perda de agilidade e moleza. Três meses depois, após buscar o que poderia estar causando estes sintomas, fui diagnosticado com uma doença degenerativa das células motoras, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

Meu nome é Alejando Galán, mas podem me chamar de Jano, e tenho 39 anos (35 quando tudo começou). Minha esposa, Natália, nossos filhos (de 8, 6, 4 e 2 anos), assim como os demais familiares e amigos – e eu, claro – nos negamos a pensar que não havia nada a fazer.

Um mundo novo se abriu para nós. E neste mundo há muita trabalho, principalmente para todos os que querem ser protagonistas de suas vidas”.

Uma apresentação assim deixa sem palavras quem queria explicar quem era Alejandro (Jano) Galán. Talvez só caiba dizer que ele contava,  da maneira acima narrada, como foi o começo de seus anos com a doença e o caminho percorrido, mesmo que faltasse incluir uma data: 4 de novembro de 2016. Neste dia, Jano, que acabava de completar 40 anos, subiu ao céu e Deus o esperava com os braços abertos.

A morte de Jano foi notícia em vários jornais da Espanha. Mas seu legado não ficou solto com o tempo. Nós continuamos tropeçando em cada uma de suas palavras. Neste vídeo, que é uma das peças do projeto que ele criou para dar visibilidade à doença, há uma sabedoria vital que muitos nem sequer conseguem visualizar no decorrer de toda uma vida.

Se existe algo que ele quis deixar claro nestes minutos de gravação – que se tornaram virais – foi uma mensagem que ele teve que aprender com seu sofrimento, e que ele mesmo resumiu em uma frase: “Que viver tenha sentido, que tenha sentido viver”.

Jano deixou um propósito vital que deveria servir de lema para você e para mim. Por que não dizermos todas manhãs, ao acordar: “Eu quero ser extraordinário e vou ser extraordinário”. Será que voltar a descobrir que Deus nos presenteou com um dia a mais para amar e ser amado não é um fato extraordinário?

Se você quiser refletir sobre cada uma das frases que Jano expôs em sua mensagem e trazê-las para sua oração pessoal, será uma ajuda inestimável na hora de agradecer a Deus pelo dom de poder disfrutar cada um de seus dias:

“Eu acreditava que era dono da minha vida e de todas as coisas da minha vida (…) Que ingênuo, eu tinha tudo e não sabia! (…) Acreditava que tinha respostas para quase tudo e, no entanto, naquele momento todas as minhas pergunta tinham mudado (…) Por que não dei sempre 100% de mim? Para que ou para quando guardei o melhor de mim? Por quem fiquei esperando? Por que fiquei calado aquele dia, quando queria gritar? Por que me rendi tão logo, quando ainda tinha força? Por que foi mais importante passar uma boa imagem do que dar um bom abraço? Eu estava na vida, sim, mas com os olhos fechado. Tateando-a às cegas (…)

Sou uma pessoa normal e vou morrer, (…) mas não vou me conformar. Eu quero ser extraordinário e vou ser extraordinário. Mas não pelo fato de como morri, mas pelo fato de como vivi. Com esforço, vontade, ajuda e amor eu vou conseguir, e continuarei aprendendo (…) Agora sim! Tenho os olhos abertos e recuperarei o significado das palavras “Te amo”. Posso ver que a vida não é algo que nos pertença. Se hoje fosse o último dia de minha vida, estaria feliz com o modo como estou vivendo? A vida é um presente pelo qual devemos agradecer. Minha vida já não é minha, mas agora é que estou começando a viver.

Deus sussurra para nós através de vários meios. E Jano pode ser um deles. Ele faz isso para que entendamos que Ele nos deu uma vida que deve ser vivida plenamente, intensamente, esperançosamente. Não devemos nos conformar com pouco. Ainda há tempo de sermos os verdadeiros protagonistas de nossas vidas.

Espero que esta oração de santa Faustina Kowalska o ajude a valorizar cada segundo de sua vida:
Se olho para o futuro, o medo me assalta,

mas por que adentrar-se no futuro?

Eu só aprecio o presente

porque talvez o futuro não habitará em minha alma.

Não está em meu poder

corrigir, mudar ou acrescentar algo ao passado.

Nem os sábios ou os profetas puderam fazer isso.

Portanto, confiemos a Deus o que pertence ao passado.

Oh, momento presente! Tu me pertences completamente.

Desejo usar-te para tudo o que estiver em meu poder.

Por isso, confiando em tua misericórdia,

sigo pela vida como uma criança,

e todos os dias te ofereço o meu coração

inflamado de amor para tua glória.

6 dicas para conversar com seus filhos sobre notícias ruins ou assustadoras

Por | FORMAÇÕES

Como explicar ou conversar sobre notícias ruins com as crianças para que elas não fiquem com medo ou traumatizadas?

Hoje em dia, as crianças têm acesso a muitas tecnologias, como rádio, TV, internet. Mesmo que os pais controlem o conteúdo a que as crianças são expostas, elas podem se deparar com notícias assustadoras: como mortes, acidentes, crimes. Ao mesmo tempo, às vezes coisas ruins acontecem próximas à família, como a morte de um parente. Como explicar ou conversar sobre o assunto com as crianças, para que elas não fiquem com medo ou traumatizadas?

Confira algumas dicas do Dr. Paul Coleman, autor de “How to Say It to Your Child When Bad Things Happen” (em tradução livre, “Como falar com seu filho quando coisas ruins acontecem”), sobre as melhores maneiras de falar com crianças sobre imagens e eventos perturbadores:

1 – Espere até que elas tenham pelo menos 7 anos de idade

Segundo o Dr. Coleman, é melhor esperar que as crianças cresçam um pouco antes de conversar sobre assuntos perturbadores. Antes disso, aborde o tema apenas se a criança perguntar. “Eles podem ver algo na TV ou ouvir sobre isso na escola, e então você tem que lidar com isso. Mas crianças muito jovens podem não ser capazes de lidar bem com notícias assustadoras”, diz. Caso seja necessário falar com a criança nova sobre uma notícia ruim, siga as dicas abaixo.

2 – Sinta-se confortável em “mentir”

O mundo pode ser um lugar verdadeiramente cruel; eu sei disso e você sabe disso. Mas crianças pequenas não sabem disso. Coleman sugere até que elas podem não ser capazes de lidar com a verdade, em um nível psicológico. “Crianças mais jovens precisam ser tranquilizadas de que isso não está acontecendo com eles e não vai acontecer com eles”, indica Dr. Coleman.

Os pais podem sentir que estão “mentindo”, já que ninguém pode ter 100% de certeza do que o futuro reserva, mas estimativas de probabilidade não são algo que as crianças pequenas podem compreender; isso não as conforta. Então, tente sempre explicar que aquilo de ruim que aconteceu não vai acontecer com elas.

3 – Faça perguntas para saber o que a criança está pensando

Dr. Coleman afirma que muitos pais podem presumir que sabem como seus filhos se sentem, mas nem sempre é assim. O ideal, antes de explicar uma notícia ruim, é compreender o que aconteceu e o que a criança está sentindo. “Elas podem ter medo, ou estarem apenas curiosas. Você tem que verificar perguntando coisas como ‘o que você ouviu?’, ‘o que você acha?’”, diz.

Se elas estão com medo, pergunte do que elas têm medo – não assuma que você sabe. Crianças às vezes usam lógica distorcida. Por exemplo, elas assistem um edifício colapsando na TV e acham que é o prédio da mamãe que caiu. Depois que souber o que elas estão pensando, tente oferecê-las uma sensação de segurança.

4 – Nunca diga que os sentimentos dela são “errados”

Nunca diga para a criança que ela não deve ter medo. Deixe-a saber que seus sentimentos fazem sentido, e que ela pode sentir tudo o que está sentindo. Nunca a faça se sentir mal por estar com medo, mas sim deixe-a saber que ela não precisa ter medo.

5 – Aproveite a situação como um momento de ensino

Falar sobre coisas ruins pode levar a discussões sobre como ajudar os outros, além de dar aos pais uma oportunidade para ser um modelo de compaixão. Por exemplo, se uma tragédia aconteceu próxima a sua localidade e muitas pessoas perderam seus pertences, ensine a criança a ajudar, doando roupas ou alimentos.

6 – O que fazer se a tragédia afetar seus filhos

Às vezes, a notícia ruim chega ou acontece dentro de casa, e não há maneira de proteger seus filhos. Se você está lidando, por exemplo, com a morte de um amigo ou membro da família, seja honesto sobre o assunto, mas ofereça alguma separação entre o que aconteceu e o que eles temem que pode acontecer. Explique que é normal que eles se sintam tristes por perderem alguém. Mas deixe claro que isso não vai acontecer a você, por exemplo. Não tenha medo de usar frases como “a vovó estava muito velha e muito doente, mas eu não estou”, explica o Dr. Coleman. Dar conforto e segurança à criança é o mais importante nessas situações.

(via Psicólogos no Brasil)

Os psiquiatras perguntam, o exorcista responde

Por | DESTAQUES

Os exemplos dados pelo exorcista são fortes, mas não se assuste: Deus é mais poderoso, e o demônio não tem poder sobre quem está unido ao Senhor

1ª- Pergunta – Gostaria de saber se, na sua perspectiva, existem traços típicos que caracterizam as pessoas que, mais tarde, apresentam sintomas de possessão; ou seja, se, entre as pessoas por si diagnosticadas como endemoninhadas, existiam anteriormente comportamentos que as tornavam mais vulneráreis? Ou se a possessão atinge as pessoas ao acaso. Pergunto-lhe ainda se estes fenômenos de possessão também se verificam em ateus ou declaradamente ateus. Uma última curiosidade: já li qualquer coisa a respeito de perturbações especificas ligadas a estes fenômenos, como, por exemplo, a glossolalia (capacidade de falar em línguas desconhecidas) ou a levitação. Já observou casos destes?

Resposta – São várias perguntas interessantes. Começo pela última curiosidade. Sim, já encontrei fenômenos de pessoas que durante os exorcismos falavam outras línguas ou línguas estranhas; também presenciei fenômenos de levitação e de força gigantesca. Mas estes fenômenos sozinhos não são suficientes para poder se afirmar se o caso é de possessão diabólica; são necessárias condições especiais e a integração com outros elementos de avaliação.

Um exorcista está habituado a ver fenômenos estranhos em grande quantidade e de tal maneira que se não os tivesse visto não acreditaria neles. Como, por exemplo, pessoas que durante os exorcismos cospem pregos, vidros, madeixas de cabelos, as mais variadas coisas.

Ou, então, a presença, em travesseiros ou colchões, de ferros retorcidos, de cordas com nós, de trançados muito apertados em forma de terço, de animais pré-históricos feitos de material semelhante ao plástico… O caso mais grave que estou acompanhando é o de uma pessoa de quem o demônio disse que fará vomitar um aparelho de rádio; já vomitou quase dois quilos de material.

Destaco que os objetos vomitados se materializam no instante em que saem da boca. Observei isso claramente num jovem que cuspiu pregos na mão; até o último instante tive sempre a impressão de que cuspia saliva. Assim se explica por que razão a pessoa nunca tem danos físicos, mesmo quando cospe pedaços de vidro grosso e cortante. São fenômenos paranormais. É importante levar em conta a modalidade; certos objetos que encontramos nos travesseiros são sinais evidentes de feitiços, ou seja, são resultados de malefícios.

Respondo agora à primeira pergunta: todas as pessoas podem ser atingidas pela possessão diabólica de manifestação, principalmente os descrentes, os ateus, os não praticantes, porque se encontram mais indefesos.

E o exorcista pode exorcizar quem quer que seja: aos meus serviços, por exemplo, já recorreram muçulmanos, budistas, pessoas sem qualquer tipo de credo religioso. Naturalmente, ao pediram a cooperação necessária, me adapto de acordo com a pessoa que tenho à minha frente: recomendo a cada qual que siga com fidelidade a própria fé religiosa ou as suas convicções morais.

Não existem predisposições dependentes, por exemplo, a fragilidade do sistema nervoso ou a hereditariedade. Pelo contrário, existe o perigo de que uma pessoa se exponha à possessão diabólica, por exemplo, frequentando sessões de espiritismo ou seitas satânicas. É importante saber que a possessão diabólica não é um mal contagioso: não existe perigo algum, nem para os familiares, nem para os lugares que frequentam. Pode se casar, ter filhos, sem nenhum perigo de contágio. Podemos dizer, de um modo geral, que o demônio não pode nos fazer nada sem o nosso consentimento.

Por exemplo, veio me procurar uma moça que, por pura curiosidade, tinha assistido a uma missa negra. Não conseguia estudar, se concentrar e tinha crises repentinas de violência, como nunca havia acontecido antes. Neste caso, a causa era evidente e era uma causa culpável.

A respeito da culpabilidade, excetua-se o campo dos malefícios, em que agora não me aprofundarei por ser um campo bastante vasto e que foge do nosso tema principal. Diga-me se respondi suficientemente a todas as suas questões.

Pessoa que formulou a pergunta:

Sim, sinto-me satisfeito. (Esta é sempre a gentil declaração que ouço após as minhas respostas, por isso, de agora em diante não voltarei a repeti-la. Digo apenas, com a fraqueza que me é habitual, que encontrei mais interesse e mais crédito ao falar a estes grupos de psiquiatras, do que quando falo a grupos de sacerdotes.)

2ª- Pergunta Sobre algumas coisas, admito que estou de acordo com o padre Amorth. Mas já não concordo em considerar equivalente, num certo sentido, a Igreja e o manicômio: o primeiro, como lugar do exorcismo contra o demônio, o outro, como lugar da cura da loucura. Concordo que ambos trabalhem em função do homem.

Procedo do positivismo médico; sou um descrente. Mas acredito no homem, por isso, de um ou de outro modo, trabalhamos para o mesmo fim; o senhor, padre, com o exorcismo e nós, de outra maneira.

Os psiquiatras, por vezes, foram acusados de não saberem fazer a distinção entre uma alucinação, um efeito paranormal e um estado de êxtase. É sempre bom esclarecermos, porque ninguém tem o monopólio do saber. Vem à minha mente a frase de Hamlet: “Existem mais coisas entre a terra e o céu do que as que sonha a nossa vã filosofia”. Por isso que é sempre necessário muita humildade.

Tenho que destacar a prudência que o padre Amorth demonstra. Eu tenho uma paciente que foi ao seu encontro porque supunha que estava possuída pelo demônio. Percorrendo o itinerário que a tinha levado ao exorcista, tive dificuldade em perceber por que razão o padre Amorth não a tinha exorcizado, enviando-a, ao contrário, a um psiquiatra.

Depois, lentamente, fui percebendo a razão: existem duas estradas a percorrer. A sua tarefa é a de expulsar os demônios, a minha é a de reconstruir a pessoa. Esta pessoa, que não é psicótica nem neurótica, teve necessidade de passar pelo padre Amorth antes de chegar até mim. E compreendo também a importância da fé. Todos nós poderemos constatar que temos extrema facilidade em curar pessoas que têm fé.

Alguns dos casos mais difíceis que tratei foram, precisamente, de casos de padres deprimidos. Gostaria de concluir dizendo que existem seguramente pontos de contato entre o exorcista e o psiquiatra, mas também entre o psiquiatra e o médico tradicional.

Resposta – Obrigado pela sua intervenção. Realmente é necessário mútua compreensão para sermos ainda mais úteis para os doentes. Descobrem-se mundos novos. Coisas difíceis de acreditar. Certo dia, o padre Cândido estava exorcizando uma moça, estudante universitária, que apresentava sintomas certos de possessão diabólica, mas também sinais certos de desequilíbrio psíquico.

O padre Cândido pediu ajuda a um amigo e marcaram um encontro. O psiquiatra tinha uma escrivaninha que era muito grande e, por isso, a moça estava sentada à sua frente mas ainda bastante distante. No fim da conversa, o psiquiatra disse a ela: “Menina, vou receitar estes medicamentos para você”, e começou a escrever a receita.

Nesse momento, aconteceu um fato estranho. Sem se mexer da cadeira, a moça esticou o braço, que ficou muito comprido sob o olhar estupefato do psiquiatra (“quase dois metros”, dirá ele mais tarde), pegou a receita que o médico estava preenchendo, rasgou-a e atirou-a para o cesto de lixo dizendo com voz profunda: “Esta porcaria não me serve para nada”. O padre Cândido ria muito ao contar do susto que tinha passado o seu amigo médico, que nunca mais quis saber nada da moça, nem de nenhum outro paciente do exorcista.

São fatos perante aos quais um exorcista não se espanta, pois está constantemente acostumado a lidar com eles. Mas é bom que também o psiquiatra os conheça para poder intervir no âmbito que é de sua competência.

3ª- Pergunta- Antes de mais nada, quero agradecer ao padre Gabriele Amorth por tudo o que nos disse. A minha pergunta é estritamente técnica a respeito da função do psiquiatra nesses casos. Gostaria de saber qual a responsabilidade individual destas pessoas, que interesses tem o demônio; as causas que levam uma pessoa ficar possuída pelo demônio.

Resposta – São três perguntas muito interessantes e sinto ter de resumir as respostas em tão pouco tempo. Começo pela última pergunta, que também esclarece a primeira. São quatro as causas que podem levar à possessão diabólica ou a perturbações de natureza maléfica; duas causas são inculpáveis; por isso não existe responsabilidade; duas causas são culpáveis; por isso a responsabilidade humana é evidente.

  1. A) Pode se tratar de simples permissão de Deus, do mesmo modo como Deus pode permitir uma determinada doença. A finalidade é dar à pessoa uma oportunidade de purificação e de méritos. Poderia apresentar uma longa lista de santos e de bem-aventurados que sofreram períodos de possessão diabólica (Santa Gemma Galgani, a bem-aventurada Ângela de Foligno, o bem-aventurado Padre Calábria…). Pode se tratar apenas de perturbações maléficas, tais como pancadas, quedas ou coisas semelhantes; temos exemplos famosos deste tipo de fenômenos na vida do Santo d’Ars e do Santo Padre Pio.
  1. B) A causa pode ser dada por um malefício de qual se é vítima: não há culpa por parte da vítima, mas existe culpa por parte de quem o provoca. Até mesmo a pessoa mais inocente (por exemplo, um bebê ainda no seio materno) pode ser atingida por um maléfico, que é definido como: fazer mal por meio do demônio.

E pode ser colocado em prática de muitas maneiras: feitiço, pactos, maldições, mau-olhado, macumba… Aqui entramos no grande campo da magia e da bruxaria, que nos levaria para longe do nosso tema. Limito-me a dizer que Deus criou o homem livre; livre até de fazer mal às outras pessoas. Assim como posso pagar a um assassino para que mate uma determinada pessoa, do mesmo modo posso pagar a um indivíduo ligado ao demônio para que faça um malefício contra alguém.

  1. C) Freqüentar pessoas e lugares perigosos. Quem consulta magos, cartomantes, bruxos; quem participa em sessões de espiritismo ou faz parte de seitas satânicas; quem se dedica ao ocultismo, à necromancia (mesmo sob a forma de psicografia, atualmente muito difundida): todas estas pessoas se expõem ao risco (embora na maior parte das vezes não sofra as conseqüências) de receber influências maléficas e mesmo a possessão. É evidente nestes casos a plena responsabilidade do indivíduo, por vezes provocada com absurda vontade: por exemplo, no caso do pacto de sangue com o diabo.
  1. D) Também a quarta causa implica plenamente a responsabilidade do indivíduo. Pode-se cair em malefícios pela persistência, em culpas graves e múltiplas. Creio que é o caso evangélico de Judas, de quem se diz no fim: “Satanás entrou nele”. Tive casos de jovens usuários de droga e sobretudo culpados de delitos e perversões sexuais, culpas graves e persistentes que os tornaram escravos do demônio. Também já experimentei a grande dificuldade que é libertar mulheres que, para além de outros motivos que tinham provocado a possessão, tinham realizado abortos.

Respondo, enfim, a segunda questão: que interesse tem o demônio. Nenhum interesse, mas age por pura perfídia. É a verdadeira falsidade demoníaca, que quer o mal pelo mal, mesmo em próprio dano. Certo dia, interroguei um demônio: “Você paga com um aumento de penas eternas todos os sofrimentos que provocas a estas pessoas. Tem todo o interesse em ir embora o mais rápido possível”. Respondeu-me: “Não me interessam as penas que tenho de sofrer; me basta fazer sofrer esta pessoa e destruí-la”.

Nós podemos compreender, mesmo desaprovando, o delinqüente que mata um homem para o derrubar. Mas nunca chegaremos a compreender a perfídia do demônio que se encarniça contra o homem, eventualmente com o objetivo de desprezar Deus, travando os seus planos de felicidade e bem, mas em dano próprio.

4ª- Pergunta – Na minha longa experiência sempre me abstive de fazer investigação como curioso; procurei sempre, pelo contrario, manter-me atualizado. Hoje vim aqui a convite do prezado Doutor Tamino; e, no entanto, comecei a anotar muitas coisas e a surgirem muitas dúvidas. Vou apresentar apenas algumas.

Antes de tudo, está fora de questão que o psiquiatra, mais do que todos os outros, tem de ter consciência dos enormes limites da ciência. Lembro-me de um grande estudioso francês que falava das vantagens da ignorância, ou seja, de considerar-se ignorante; quando uma pessoa se considera sábia não aprende mais nada.

Gostaria que me dissesse mais alguma coisa a respeito da possessão e dos malefícios. E também a respeito da colaboração que se requer do endemoninhado para que seja curado, o que isso significa? Já tive experiência destas possessões e gostaria de saber, também, a opinião dos outros: é que entre as formas que já encontrei na minha vida profissional e as que hoje aqui foram relatadas, há bem pouco em comum.

Resposta – Muito obrigado. Certamente que o pouco tempo disponível não permite responder completamente a questões tão profundas. Aquilo que relatei não combina com a sua experiência. Seria interessante fazer uma comparação, porém, limito-me a uma observação: os fatos naturais são caracterizados por uma certa repetição que, no fim das contas, permite a formulação de leis, de critérios, também em campo médico.

Deste modo, a partir da experiência, nasce a ciência. Mas aqui não. Não existem dois casos iguais. Mesmo entre exorcistas, as experiências são de tal maneira diferente que por vezes é difícil entendermos.

Mais algumas palavras a respeito da possessão, que é a forma mais grave. O demônio é puro espírito, na realidade, é uma força demoníaca que se apodera de uma pessoa e fala ou age servindo-se dos órgãos desta pessoa, mas valendo-se do seu conhecimento e força. Por isso pode revelar coisas ocultas; pode falar todas as línguas ou línguas que desconhecemos; pode manifestar uma força extraordinária, impossível, humanamente falando.

Um amigo, exorcista em Roma há muito tempo, estava exorcizando um jovem numa Igreja. A certa altura, este jovem levantou-se e começou a subir, a subir até que a sua cabeça tocou no teto da Igreja. Imaginem o terror que experimentaram os que presenciaram a cena, o medo de que o seu familiar caísse de repente e se arrebentasse no chão. O exorcista fez um gesto para tranqüilizá-los e continuou firme com o exorcismo, como se nada de mais estivesse acontecendo.

Mais para o fim das orações, aquele jovem começou a descer lentamente e, no final do exorcismo, já estava de novo sentado. Não percebeu nada. São fenômenos que ocorreram, e que não podem ter explicação natural. Mais difícil é verificar a relação com os malefícios.

Já a Bíblia diz, no livro do Êxodo, quando descreve que os fatos prodigiosos que Moisés realiza perante o Faraó, por ordem de Deus e com a força de Deus, também são realizados pelos magos, com a força do demônio: transformar a água em sangue, o bastão em serpente, provocar a invasão de rãs… O demônio também tem o poder de provocar doenças.

Jesus curou muitos surdos e mudos, que tinham sido atingidos por malefícios; certa vez, curou um surdo-mudo expulsando o demônio que tinha se apoderado dele: neste caso, o mal era resultante de uma presença demoníaca.

O padre Cândido, com seus exorcismos, curou muitas doenças e, até, tumores no cérebro. Já me aconteceu, várias vezes, fazer desaparecer cistos dos ovários, na véspera de uma operação. Naturalmente que são fatos que ocorrem apenas a pessoas já afetadas por malefícios.

O Evangelho sugere o critério: a árvore é conhecida pelos frutos. Até os médicos, muitas vezes, fazem experiências com os medicamentos e percebem que, se um dá resultado positivo, prosseguem com esse tratamento; caso contrário, substituem-no. Eu costumo ser abrangente na administração dos exorcismos e, depois, para avançar, me prendo ao efeito provocado.

Uma palavra também sobre a colaboração que se espera de uma pessoa possessa. Estamos em um campo no qual a cura é a oração, é a intervenção divina. Por isso, pedimos a quem é vítima de malefícios que se reconcilie com a lei de Deus(freqüentemente o ponto de partida é uma boa confissão), que intensifique a oração e a freqüência aos sacramentos, que aprofunde a própria cultura religiosa. E estes meios comuns da graça não são apenas de ajuda; por vezes, são suficientes para fazerem cessar as perturbações.

5ª- Pergunta – Existem possessões mais ou menos graves? O demônio pode dar poderes, benefícios?

Resposta – Existe uma vasta série de possessões diabólicas, diferentes em intensidade e em manifestações. Existe diferença de intensidade.

Veio me procurar, uma jovem de 15 anos, que há alguns dias tinha ido assistir, por curiosidade, a um ritual satânico. De volta para casa, ficou furiosa, dava pontapés e arranhava os familiares que procuravam detê-la, cuspia neles.

Foram suficientes poucos minutos de exorcismos para que fosse completamente libertada. Outras vezes, somam-se várias causas, em diferentes idades da vida, e quando a pessoa vem procurar o exorcista é necessário sanar toda uma série de feridas, exigindo, deste modo, um tratamento de muitos meses, freqüentemente muitos anos, para atingir a plena libertação.

            Existem também grandes diferenças nas manifestações externas. Cito dois casos extremos. Há pessoas que se tornam furiosas, com uma força sobre-humana, gritam e procuram se atirar contra os presentes; contudo, também já tive casos de absoluta imobilidade e silêncio, com uma total falta de reações externas, que exigiram grande esforço e a colaboração de muitos elementos para compreender que se tratava realmente de uma possessão diabólica. Entre estes casos extremos, há espaço para uma série de variações intermediarias.

Outra situação é a de quem consegue realizar completamente os seus compromissos profissionais e familiares, e afazeres de modo que ninguém tome conhecimento do seu mal; diferente é a condição de quem não é capaz de fazer nada, de quem tem necessidade de assistência contínua e, por isso, sente um tédio mortal para com a vida.

Passando à outra pergunta: sim, o demônio pode dar poder e benefícios. É o que faz, por exemplo, com todos os magos e bruxos: o poder da adivinhação e de provocar perturbações; pode também dar vantagens materiais de riqueza, sucesso, prazeres.

Mas uma vez que o demônio apenas pode fazer mal e querer o mal, combina sempre estes dons com grandes sofrimentos. Por isso, aqueles que pedem dons a satanás fazem um péssimo negócio: vivem o inferno já nesta terra e, se não se converterem, irão vive-lo na outra vida também.

6ª- Pergunta – Vamos dar um exemplo: uma pessoa possuída pelo demônio recebe um mal físico que exige intervenção cirúrgica; quais são as conseqüências?

– Pode haver conflito entre um exorcista e um médico, com evidente prejuízo ao paciente, se o exorcista considerar que se encontra diante de um malefício, que pode ser curado com o exorcismo, e o médico considerar, pelo contrário, que se trata apenas de um mal natural, que deve ser curado por via médica?

Resposta – São possíveis surpresas, mas não são possíveis conflitos entre médicos e exorcistas. Esta, pelo menos, é minha experiência pessoal e dos exorcistas que conheço.

Surpresas: tive alguns casos nos quais o cirurgião, dando continuidade aos preparativos para a operação, não encontrou nada daqueles males que as análises, a ecografia, a TAC e a ressonância magnética revelaram. Em todos os casos, havia um mal (por exemplo, cistos), mas que surgiram imediatamente após a operação. Mas são casos muito raros.

Já no que diz respeito à possibilidade de conflito entre médicos e exorcistas, nunca tive conhecimento de nenhum. Isto porque, fundamentalmente, trabalham em campos diferentes. Jamais me senti no direito de dizer a um médico o meu parecer, ou de interferir nas decisões dele. Na maior parte das vezes, tive casos em que suspeitava de malefícios e esperava que se evitassem determinadas intervenções cirúrgicas; e, de fato, ocorriam mudanças nos dados das análises, o que levava os cirurgiões a decidirem não intervir.

Posso dizer que me encontrei muitas vezes a colaborar, indiretamente, com os médicos, sem que nunca nos encontrássemos e sem que eles soubessem da minha existência ou do fato que o paciente recebia exorcismos realizados por mim. Creio que este também é um importante ponto de encontro, embora inconsciente: o respeito mútuo que faz com que cada qual atue na própria área de intervenção; e o encontro é dado pelas vantagens que o doente recebe, sendo beneficiário tanto dos cuidados médicos como da intervenção dos exorcistas.

7ª- Pergunta – Uma curiosidade pessoal. Gostaria de saber com que critérios de escolha é que chegou a este tipo de atividade, e se sofreu danos pessoais. E, antes ainda, gostaria de saber da cultura, do ambiente onde vive; por exemplo, a comparação de alguém que vive em Londres com alguém que vive em uma tribo africana.

Resposta – Considero muito importante fazer estas distinções.

A cultura pessoal e o ambiente, mais ou menos avançado, em que se vive, não têm nenhuma influência nem sobre as eventuais perturbações, não têm nenhuma influência nem sobre as eventuais perturbações, nem sobre os remédios que as pessoas procuram nos exorcistas ou nos magos e nos bruxos.

Tanto nós, como eles, somos visitados por operários, agricultores, domésticas, profissionais liberais, industriais, políticos… Tive o caso de um engenheiro eletrônico que tinha pago vinte mil euros por um amuleto (um saquinho com um cordel cheio de nós), que devia tê-lo libertado de todos os seus problemas.

O progresso técnico e a cultura não têm qualquer influência; verificamos a existência deste fato por todo o lado: tanto na Inglaterra como em Portugal, nos Estados Unidos como na África ou na Índia.

Também a religião tem pouca influência e convive tranquilamente com as várias formas de superstição, embora as combata como pecados de idolatria. As pessoas vão à igreja e depois à bruxaria, com a maior naturalidade.

Sabemos que no mundo tecnicamente mais evoluído, a página dos jornais diários mais lida é a do horóscopo; foram feitas estatísticas bem precisas a este respeito.

Não esqueçamos que a luta contra o demônio e contra os espíritos maléficos foi sempre conduzida, junto de todos os povos, ainda antes que existisse o povo judeu; naturalmente que cada qual seguia as convicções e os métodos do seu ambiente cultural.

O surgimento do cristianismo e de outras grandes religiões tiveram escassa influência na mudança da mentalidade.

Agora respondo à pergunta sobre como me tornei exorcista. Foi por acaso; não foi uma escolha minha. Tinha ido visitar o Cardeal Hugo Poletti, para cumprimentá-lo e alegrá-lo um pouco com a minha maneira brincalhona de ser, quando no meio da conversa surgiu o nome do padre Cândido Amantini: Você conhece o padre Cândido: Doente como está precisa mesmo de alguém que o ajude”.

Começou a escrever numa folha (evidentemente que me conferia a condição de exorcista), sem prestar atenção aos meus protestos. Acrescento também que danos à minha pessoa nunca sofri; trato o demônio com a autoridade porque é ele que tem medo de mim e de qualquer homem, criado à imagem de Deus. Muito mais, tem medo de um cristão, que a partir do Batismo ficou com o selo da Santíssima Trindade.

8ª- Pergunta – Muitas pessoas falam demais sobre os demônios. Porque não falar, igualmente, dos espíritos bons, já que também existem?

Resposta Você tem razão. O demônio sempre se fez notícia; os anjos, pouco. Recordo-me daquele provérbio chinês, que agora também está de moda entre nós: “Faz mais barulho uma árvore que cai do que uma floresta que cresce”.

Os anjos existem, são muito mais ativos do que os demônios e, na outra vida, poderemos verificar de quantos perigos nos defenderam; até de perigos materiais.

Quando penso, por exemplo, nas imprudências e nos riscos que consegui superar em quarenta anos da carta de habilitação, conduzindo nem sempre da maneira mais correta, tenho mesmo que agradecer ao meu anjo da guarda.

Mas tomar consciência do bem é mais difícil do que percebermos o mal. Até no campo dos males físicos: lamentamo-nos se temos um mal (por exemplo, dor de dentes) e não pensamos em todos os nossos órgãos que funcionam bem.

Agradeço à pergunta que me apresentou porque me permite recordar que os anjos existem; defendem-nos dos perigos, dão-nos boas inspirações, ajudam-nos nas nossas atividades, apóiam-nos na adversidade. É realmente injusto não falar mais sobre eles.

9ª- Pergunta Mais uma pergunta sobre a ação do demônio. Certamente que não tem interesse algum em encontrar-se com um exorcista. Gostaria de saber se os endemoninhados vêm ao seu encontro espontaneamente ou a força.

Resposta A pessoa endemoninhada sofre, e deseja ir ao encontro do exorcista para ser curada, ou seja, libertada. Mas é verdade que encontra dificuldades, especialmente no último momento. Em muitos casos, se os atingidos não forem ajudados não conseguem chegar ao exorcista.

Durante os exorcismos o demônio fica mais feroz do que em qualquer outro momento. E então, antes de começar o exorcismo, começam as perturbações. Há quem chegue até mim serenamente e não apresente dificuldades iniciais; há quem chegue até mim em estado de transe, tendo sido mesmo arrastado a força durante a última parte do trajeto; há quem gostaria de fugir enquanto espera pelo exorcismo, e fugiria mesmo se não fosse agarrado. E há quem sai de casa para vir se encontrar comigo, mas depois não consegue mudar a direção.

Depois, e de um modo geral, no fim do exorcismo as pessoas regressam as suas casas, serenas, contentes por terem vindo; em todo o caso, mesmo percebendo as vantagens do exorcismo, sentem tantas dores durante o desenrolar do ritual que acabam até dizendo: “Aqui é que eu não volto mais!” Mas, pelo contrário, são as pessoas mais fieis em regressar.

Acrescento que é muito importante o auxílio que depois o possuído dá a si próprio (através da oração, da freqüência aos sacramentos…) ou que recebe dos outros: bênçãos, orações de libertação, etc.

10ª- Pergunta – Mas é assim, tão importante, a colaboração da pessoa endemoninhada? Se há uma presença externa que não depende dela, deveria poder ser libertada.

Resposta Sim, a colaboração é muito importante. Eu costumo dizer, dado que já quase toda gente tem experiência destas coisas, que é um pouco como libertar um toxicodependente: se colaborar pode chegar à cura, caso contrário, não. Digo-o também ao interessado: a luta e a vitória contra o demônio é você quem a conduz; é você que se liberta, eu apenas posso lhe ajudar. Porque aqui é necessário a ajuda de Deus: quem liberta é o Senhor. E obtém-se auxílio quando se reza e quando se afastam os obstáculos a ação da graça: por uma injustiça grave que deve ser reparada. Para obter o auxílio de Deus a oração é fundamental. Digo muitas vezes que o maior obstáculo que nós exorcistas encontramos é a passividade das pessoas, a pretensão de ser libertado sem o esforço próprio.

11ª- Pergunta – Gostaria de voltar à tipologia de fenômenos de que se falou, como a glossolalia, a levitação, etc. São fatos que me impressionam porque já pude observá-los em outro contexto completamente diferente do da possessão diabólica; encontramos exemplos destes fenômenos na literatura psicanalítica.

Carl Jung fala a este respeito e dá uma explicação em que formula a hipótese de forças e energias que se libertam. Parece-me que o Padre Amorth faz a distinção entre fenômenos demoníacos, fenômenos paranormais e fenômenos psiquiátricos. Esta distinção baseia-se numa evidente diferenciação fenomenológica que, porém, possui igual substancialidade energética, ou trata-se de uma diferenciação substancial em que se liberta uma energia totalmente diferente, de outra natureza?

Resposta A diferença é substancial porque há uma substancial diferença de causa. Nos fenômenos de natureza maléfica, a causa é a presença do demônio e a eventual energia que se liberta provém do demônio. Por isso, só a oração e os exorcismos não são eficazes e os males continuam, quer dizer que a causa é diferente: psíquica ou parapsicológica. Por isso, não se trata de energias de intensidade diferente, mas de energias de natureza diferente, de proveniência diferente.

12ª- Pergunta – No caso que citou, do levantamento de um grande peso, pareceu-me entender que na sua perspectiva não existe uma diferente intensidade de força, mas trata-se apenas de um fenômeno de natureza diferente.

Resposta Exato. Neste momento, estamos perante a dificuldade que existe em catalogar determinados fenômenos. Porque mesmo que a fenomenologia seja idêntica, a causa pode ser substancialmente diferente.

Foi por este motivo que citei o exemplo bíblico de Moisés que, com a força de Deus, realizava os mesmos prodígios que depois dos magos egípcios realizavam com a força do diabo. Podemos-nos encontrar perante dois fenômenos idênticos: um de caráter maléfico e o outro de caráter paranormal.

Como podemos distinguir a causa que os diferencia? Antes de mais a modalidade de manifestação. Por exemplo, se uma pessoa manifesta uma força anormal apenas durante o exorcismo. E, mais, se existem, eventualmente, outros fenômenos suspeitos. Por exemplo, se a mesma pessoa, durante os exorcismos, quando é aspergida com água-benta, reage como se estivesse a ser queimada.

Certamente que isto não acontece com pessoas que estão experimentando certos fenômenos de caráter parapsicológico. Acrescento ainda: a eficácia dos meios de cura.

Se uma pessoa age sob a influência de poderes maléficos, os exorcismo produzem efeito na pessoa, enquanto que as outras curas de índole natural não produzem efeitos.

A ciência médica e os poderes parapsicológicos (como a pranoterapia, por exemplo) influem sobre os poderes naturais, mas não produzem qualquer efeito sobre os maléficos. Também por isto se vê que a diferença é substancial e não apenas fenomenológica.

(Extraído do Livro “Exorcistas e Psiquiatras” – Pe. Gabriele Amorth – Ed. Palavra & Prece. Via Derradeiras Graças)

IMPLANTAÇÃO DE CÉLULAS CONCLUÍDA EM ALVORADA (RS)

Por | NOTÍCIAS

Nos dias 25 e 26 de Março de 2017 aconteceu na Comunidade Menino Jesus, da Paróquia N. Sra. da Saúde – Alvorada (RS) – a aplicação do IV Módulo do Ano para a Transição – Iniciando as Células, concluindo assim a implantação das Células na Paróquia. O módulo foi ministrado pelo irmão Daniel Oliveira, fundador da Comunidade Fidelidade.

Padre Alexsandro Mello, agradeceu a formação e firmou o compromisso de mais uma multiplicação com os membros das células até o final do ano de 2017. ?Foi motivante para todos e uma alegria ver o povo de alvorada vivendo esta realidade de evangelização.?

7 atitudes de mulheres da Bíblia que toda cristã deveria imitar

Por | FORMAÇÕES

Conheça algumas mulheres da Bíblia para se inspirar

Hoje, pesquisas afirmam que as mulheres já são maioria nas igrejas. Elas têm sido uma grande bênção na vida da Igreja do Senhor Jesus. Apesar do grande machismo existente nas culturas descritas na Bíblia, encontramos a menção de grandes mulheres que têm muito a nos ensinar. Em homenagem às mulheres, gostaria de destacar sete atitudes de mulheres da Bíblia que todo cristão deveria imitar.

1. A humildade de Maria, mãe do Senhor Jesus

Maria foi escolhida dentre diversas moças para ser a mãe do Salvador. Talvez isso pudesse trazer ao coração dela certo orgulho, certa altivez. Ela, no entanto, declarou algo que todos nós precisamos declarar diariamente a Deus: “Então, disse Maria: ‘A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada’…” (Lc 1,46-48). A humildade de Maria, em colocar-se nas mãos de Deus e cooperar com o Senhor na Sua grande missão, é algo realmente fascinante, que todo crente deveria imitar.

2. A perseverança na oração de Ana

Ana não tinha uma vida fácil. Seu marido Elcana havia se aproveitado da tradição para ter duas mulheres (1 Sm 1,2). Ainda por cima, Ana era estéril, algo considerado como uma espécie de maldição em sua época. Era desprezada pela outra esposa do marido e carregava grande tristeza no coração por causa de tudo isso (1 Sm 1,6). Mas não desistiu de seu objetivo de ter um filho e não se entregou à murmuração, antes, foi perseverante na oração e pode declarar: “Ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do Senhor o pedi.” (1Sm 1,20)

3. A coragem de Maria Madalena para superar o passado

A Bíblia diz que Maria Madalena era uma endemoninhada. Jesus expeliu dela sete demônios (Lc 8,2). Não temos muitos detalhes do passado dessa mulher, mas, certamente, não foi um passado que agradasse a Deus. Ela, no entanto, teve a coragem de superar o seu passado negro e ser uma grande serva do Senhor Jesus. Ela é mencionada sempre em companhia dos discípulos, e foi a primeira a saber e crer na ressurreição de Jesus Cristo (Mt 28:1). Foi uma mulher que mostrou uma superação inigualável, um verdadeiro retrato da transformação que Deus opera na vida das pessoas.

4. A sabedoria de Miriam para superar as crises

O Faraó havia determinado que cada egípcio deveria matar os meninos que nascessem às hebreias (Ex 1:22). Essa ordem colocou em risco a vida de Moisés, que era ainda um bebê. Mas a estratégia da mãe de Moisés e Miriam, sua irmã, salvou a vida d’Ele. Mas não foi fácil. A menina Miriam mostrou uma sabedoria grandiosa ao seguir o menino que fora colocado num cesto no rio, convencendo a filha do faraó a entregar o menino à própria mãe, para que cuidasse dele por um tempo (Ex 2,7). Ela salvou a vida de Moisés com a sua forma sábia de lidar com as situações adversas.

5. O temor de Deus da prostituta Raabe

Raabe é mencionada na Bíblia como sendo uma prostituta. A Bíblia não esconde o que ela era. Mas também não esconde a mudança que estava ocorrendo no coração dela. Na conversa que teve com os espiões de Israel, que ela escondeu em sua casa com o objetivo de protegê-los, ela nos mostra um grandioso temor a Deus: “Ouvindo isto, desmaiou-nos o coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra.” (Js 2,11). Uma grande confissão de temor ao Senhor. Considerando que Raabe vivia em meio a um povo pagão, a declaração dela mostra quão grande foi seu temor. Tão grande foi a atitude dela diante de Deus, que ela faz parte da genealogia de Jesus Cristo (Mt 1,5)

6. O fervor missionário da mulher samaritana

A mulher samaritana, como todos sabem, teve um grande encontro com Jesus próximo de um poço onde foi buscar água (Jo 4,9). Jesus lhe revela os erros que ela havia cometido no passado e no presente, e traz a ela uma palavra muito poderosa que impactou o coração dessa mulher. Resultado? O fervor missionário tomou conta do coração dessa mulher, que pregou as palavras de Jesus ao Seu povo, que não O conhecia: “Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo? Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele.” (Jo 4,28-30)

7. O caráter da mulher virtuosa sem nome de provérbios

Os últimos versos do livro de Provérbios são dedicados a louvar o caráter de uma mulher que não tem nome, mas que bem poderia ser algumas das grandes mulheres de Deus, que existiram e existem em nossos tempos. Essa mulher apresenta virtudes no cuidado da família, do marido, dos filhos; na forma honesta e dedicada com que trabalha; no exemplo que dá ao próximo, na forma sabia com que vive sua vida etc. Esse texto mostra um resumo das qualidades das mulheres de Deus e como elas são importantes.

(via Canção Nova)

Roteiro – Maria, mãe de misericórdia – 03 a 09 de Abril

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

Líder, incentive e participe do Grupo Parusia de Oração!

(Relembrar e pedir se fizeram o evangelismo da Semana anterior)

Download do Roteiro da Semana

ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 03 a 09 de Abril

Novo Livreto de Musicas para Célula – Musicas para Célula Livreto

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Download da declaração de Ideais para Imprimir: DECLARAÇÃO DE IDEAIS

Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: LIVRETO DE BOAS VINDAS