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WebMaster Comunidade Fidelidade

Ser católico implica correr o risco de perder amigos

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES, FORMAÇÕES

Uma vida católica radicalmente intensa pode ser chocante para quem prefere o conforto de viver superficialmente

Não faz muito tempo, eu recebi um e-mail que me pedia o seguinte:

“Como mãe, educadora, católica e mulher no mundo atual, eu gostaria de saber um pouco mais sobre a sua conversão. Você perdeu amigos? Você não se sente esquisita de vez em quando? Eu tenho 43 anos e sou a única pessoa que eu conheço que vai à missa mais que uma vez por semana. O que eu posso fazer para não me desanimar?”.

A minha resposta curta para esse tipo de situação é que nós temos que descobrir o que faz o nosso coração arder e, então, correr atrás desse algo com determinação obstinada. Para mim, por exemplo, o que funciona é escrever.

Já a minha resposta longa é que o catolicismo é uma busca radical pela verdade. Nós não nos lembramos o suficiente do quanto a graça custa. Não ouvimos falar o suficiente do quanto é medíocre seguir a Cristo mais ou menos. A não nos chama a viver na miséria, mas nos chama, claramente, a não possuir muito mais do que realmente precisamos. A fé nos convida à pobreza, à castidade e à obediência. E o que eu descobri é que estes três estados de vida são incrivelmente empolgantes e desafiadores! Eles nos dão um tipo de liberdade e de “consciência de ser” que é completamente inexistente no meio da nossa cultura entorpecente.

Eu resisto resolutamente a ser uma pessoa “ocupada demais”. Acho que o tipo de ocupação que a nossa cultura valoriza e almeja não é obra de Deus. Certos tipos de mídia católica dizem que nós somos quase obrigados a assistir a filmes estúpidos e a programas de TV de má qualidade para podermos enxergar as pessoas “do jeito que elas são”, mas eu não penso assim. Só a ideia de perder 10 minutos vendo um programa de TV estúpido para poder jogar conversa fora com algum “não crente” me deixa arrepiada.

Se Cristo andava com as prostitutas e com os publicanos, não era porque Ele quisesse nos incentivar a contar piadas infames e a fazer fuxicos grosseiros. Ele não descia de nível, mesmo quando se encontrava com as pessoas nos níveis em que elas viviam. Ele ia até lá para chamá-las a subir de nível. Nós amamos de fato as pessoas quando vemos a sua fome e sede terrível, mas as convidamos a contribuir, mostrando a elas que elas também têm uma missão integral e de importância vital.

Eu perdi o meu casamento, em parte, porque me converti. Eu abandonei o meu trabalho como advogada porque me converti. Não sei se perdi amigos, mas posso ter perdido certa proximidade com certos amigos. Que o catolicismo seja constantemente mal interpretado, incompreendido, caluniado, desprezado, eu posso aceitar. O que me incomoda é que as pessoas vejam o catolicismo como uma excentricidade sem sentido.

Logo depois que Obama foi eleito, uma amiga minha, que se derretia toda por ele, me perguntou: “Você também adora o Obama, não adora?”. Eu respondi: “Bom, ele parece uma pessoa legal, mas eu não morro de amores pelo fato de ele apoiar pesquisas com células estaminais embrionárias. E aposto com você que não vai melhorar nada para os pobres, aposto que ele vai começar uma ou duas guerras e aposto que, daqui a um ano, muita gente vai começar a odiá-lo”. Ela retrucou: “Poxa, isso é só coisa do seu catolicismo”. Eu quase pulei da cadeira. “Coisa do meu catolicismo?! O meu catolicismo é a minha vida! O meu catolicismo é o ar que eu respiro!”.

Foi por causa do meu catolicismo que eu não votei em Obama nem em Romney. Domingo passado, no Los Angeles Times, eu li que, desde 1995, o Pentágono distribuiu 5,1 bilhões de dólares em equipamentos militares excedentes para os departamentos de polícia dos Estados Unidos: fuzis, veículos blindados resistentes a minas, helicópteros. Li sobre Mohamedou Ould Slahi, preso em Guantánamo, que, embora nunca tenha sido acusado de crime algum, está sob custódia dos Estados Unidos desde 2001. Ele escreveu um livro de memórias que fala, entre outras coisas, da tortura que sofreu em nossas mãos. Li também, recentemente, a resenha de um livro chamado “The Invisible Soldiers: How America Outsourced Our Security” [“Os soldados invisíveis: como os EUA terceirizaram a sua segurança”], de Ann Hagedorn, e soube que “metade dos 16 mil funcionários que trabalham para a Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá desde a retirada das tropas norte-americanas são contratados”, que gastamos bilhões de dólares com mercenários e que, de acordo com um executivo da Blackwater, o ex-SEAL Erik Prince, “o exército dos EUA não é grande o suficiente para fazer frente a todas as exigências de uma missão ampla, cara e complexa como a guerra do Iraque”.

Então, por que criticar justamente o catolicismo?

O sistema inteiro sob o qual vivemos é muito, muito afastado de Cristo. Pode não haver respostas, mas nós temos que fazer pelo menos as perguntas. A nossa inteligência, como católicos, não pode deixar de notar a violência satânica e cheia de segredos terríveis que é perpetrada pelo nosso governo! Não podemos esperar, por exemplo, que um país que gasta mais dinheiro com exército e armas do que todas as outras nações do mundo juntas vá se preocupar seriamente com as crianças que ainda não nasceram.

Eu, particularmente, não quero ficar alienada. Como seguidora de Cristo, eu quero lutar pelo bem das pessoas. O que me preocupa é que o simples fato de expressar opiniões como esta me faça perder amigos católicos.

Diante de tudo isso, não podemos esquecer que a ressurreição não é apenas um final feliz. A ressurreição é um final surpreendente.

Roteiro – O lugar certo para sua vida! 28 de novembro à 04 de Dezembro de 2016

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

Líder, incentive e participe do Grupo Parusia de Oração!

(Relembrar e pedir se fizeram o evangelismo da Semana anterior)

Download do Roteiro da Semana

Roteiro-da-reuniao-de-celula-semanal-28-de-novembro-a-04-dezembro

Todos os pactos em folha unica

Formula do Pacto de Lealdade

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Download da declaração de Ideais para Imprimir: DECLARAÇÃO DE IDEAIS

Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: LIVRETO DE BOAS VINDAS

Download da Tabela Periódica Bíblica = TABELA PERIODICA BIBLICA

Como ler a Bíblia = COMO USAR A BIBLIA

6 reflexões extraordinárias do Papa Francisco sobre o Jubileu da Misericórdia

Por | PALAVRA DA IGREJA

“O nome de Deus é misericórdia… Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis… A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores”

A jornalista Stefania Falasca, do jornal italiano Avvenire, entrevistou o Papa Francisco a respeito do encerramento do Jubileu da Misericórdia e da busca da união entre os cristãos.

Confira alguns trechos, com destaque para 6 reflexões inspiradoras:

“O Onipotente tem péssima memória. Quando Ele perdoa você, Ele se esquece do seu pecado”

Quem descobre que é muito amado começa a sair daquela solidão ruim, daquela separação que leva a odiar os outros e a si mesmo. Eu espero que muitas pessoas tenham descoberto que são muito amadas por Jesus e tenham se deixado abraçar por Ele. A misericórdia é o nome de Deus e é também a “fraqueza” dele, o ponto fraco dele. A misericórdia de Deus o leva sempre ao perdão, a esquecer os nossos pecados. Eu gosto de pensar que o Onipotente tem uma péssima memória. Quando Ele perdoa você, Ele se esquece [do seu pecado]. Porque Ele é feliz em perdoar. Para mim, isso basta. Assim como para a mulher adúltera do Evangelho, “que muito amou”. “Porque Ele muito amou”. Todo o cristianismo está aqui.

“Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis”

Jesus não pede grandes gestos, apenas o abandono e o reconhecimento. Santa Teresa de Lisieux, que é doutora da Igreja, na sua “pequena via” para Deus, indica o abandono da criança, que adormece sem reservas nos braços do seu pai, e lembra que a caridade não pode permanecer fechada no fundo. Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis.

“O nome de Deus é misericórdia (Bento XVI)”

[O Jubileu] Foi um processo que amadureceu no tempo, por obra do Espírito Santo. Antes de mim, houve São João XXIII que, com a Gaudet mater Ecclesia, no “remédio da misericórdia”, indicou o caminho a seguir na abertura do Concílio; depois, o Bem-aventurado Paulo VI, que, na história do Samaritano, viu o seu paradigma. Depois, houve o ensinamento de São João Paulo II, com a sua segunda encíclica, Dives in misericordia, e a instituição da Festa da Divina Misericórdia. Bento XVI disse que “o nome de Deus é misericórdia”. São todos pilares. Assim, o Espírito leva adiante os processos na Igreja, até o cumprimento.

“A Igreja existe somente como instrumento para comunicar às pessoas o desígnio misericordioso de Deus”

Fazer a experiência vivida do perdão que abarca a família humana inteira é a graça que o ministério apostólico anuncia. A Igreja existe somente como instrumento para comunicar às pessoas o desígnio misericordioso de Deus. No Concílio, a Igreja sentiu a responsabilidade de estar no mundo como sinal vivo do amor do Pai. Com a Lumen gentium, ela voltou para as fontes da sua natureza, ao Evangelho. Ele desloca o eixo da concepção cristã de um certo legalismo, que pode ser ideológico, à Pessoa de Deus que se fez misericórdia na encarnação do Filho. Alguns continuam não compreendendo, ou branco ou preto, mesmo que seja no fluxo da vida que se deve discernir. O Concílio nos disse isso. Os historiadores, porém, dizem que um Concílio, para ser bem absorvido pelo corpo da Igreja, precisa de um século… Nós estamos na metade.

“Quanto às opiniões, sempre é preciso distinguir o espírito com o qual são ditas. Quando não há um mau espírito, elas também ajudam a caminhar”

O próprio Jesus reza ao Pai para pedir que os seus sejam uma coisa só, para que assim o mundo creia. É a Sua oração ao Pai. Desde sempre, o bispo de Roma é chamado a conservar, a buscar e servir essa unidade. Sabemos também que não podemos curar por nós mesmos as feridas das nossas divisões, que dilaceram o corpo de Cristo. Portanto, não podem ser impostos projetos ou sistemas para voltarmos a estar unidos. Para pedir a unidade entre nós, cristãos, só podemos olhar para Jesus e pedir que o Espírito Santo atue entre nós. Que seja Ele que faça a unidade. No encontro de Lund com os luteranos, eu repeti as palavras de Jesus, quando diz aos seus discípulos: “Sem mim, vocês não podem fazer nada”. O encontro com a Igreja Luterana em Lund foi um passo a mais no caminho ecumênico que iniciou há 50 anos e em um diálogo teológico luterano-católico que deu os seus frutos com a Declaração Comum, assinada em 1999, sobre a doutrina da Justificação, isto é, sobre como Cristo nos torna justos salvando-nos com a Sua Graça necessária, ou seja, o ponto a partir do qual tinham partido as reflexões de Lutero. Portanto, voltar ao essencial da fé para redescobrir a natureza daquilo que nos une. Antes de mim, Bento XVI tinha ido para Erfurt e ele tinha falado cuidadosamente sobre isso, com muita clareza. Ele tinha repetido que a pergunta sobre “como eu posso ter um Deus misericordioso?” tinha penetrado no coração de Lutero e estava por trás de toda a sua busca teológica e interior. Houve uma purificação da memória. Lutero queria fazer uma reforma que devia ser como um remédio. Depois, as coisas se cristalizaram, se misturaram aos interesses políticos da época, e acabou-se no cuius regio eius religio, pelo qual era preciso seguir a confissão religiosa de quem tinha o poder. Eu sigo o Concílio. Quanto às opiniões, sempre é preciso distinguir o espírito com o qual são ditas. Quando não há um mau espírito, elas também ajudam a caminhar. Outras vezes, logo se vê que as críticas são feitas aqui e ali para justificar uma posição já assumida, não são honestas, são feitas com mau espírito para fomentar divisão. Logo se vê que certos rigorismos nascem de uma falta, de querer esconder dentro de uma armadura a própria triste insatisfação. Se você assistir ao filme “A festa de Babette”, há esse comportamento rígido.

“Todo proselitismo entre cristãos é pecaminoso. A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores”

Servir aos pobres significa servir a Cristo, porque os pobres são a carne de Cristo. E, se servimos aos pobres juntos, isso significa que nós, cristãos, nos reencontramos unidos ao tocar as chagas de Cristo. Eu penso no trabalho que, depois do encontro de Lund, a Cáritas e as organizações de caridade luteranas podem fazer juntas. Não é uma instituição, é um caminho. Certos modos de contrapor as “coisas da doutrina” às “coisas da caridade pastoral”, ao contrário, não estão de acordo com o Evangelho e criam confusão. A Declaração Conjunta sobre a Justificação é a base para poder continuar o trabalho teológico. O estudo teológico deve seguir em frente. Há o trabalho que está sendo feito pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O caminho teológico é importante, mas sempre junto com o caminho de oração, fazendo, juntos, obras de caridade. Obras que são visíveis. A unidade não se faz porque nos colocamos de acordo entre nós, mas porque caminhamos seguindo Jesus. E caminhando por obra daquele que seguimos, podemos nos descobrir unidos. É o caminhar atrás de Jesus que une. Converter-se significa deixar que o Senhor viva e opere em nós. Assim, descobrimos que nos encontramos unidos também na nossa missão comum de anunciar o Evangelho. Caminhando e trabalhando juntos, percebemos que já estamos unidos no nome do Senhor, e que, portanto, não somos nós que criamos a unidade. Percebemos que é o Espírito que nos impele e nos leva para a frente. Se você é dócil ao Espírito, será Ele que irá lhe dizer o passo que pode dar. O resto é Ele quem faz. Não podemos ir atrás de Cristo se Ele não nos leva, se o Espírito não nos impulsiona com a Sua força. Por isso, é o Espírito o artífice da unidade entre os cristãos. É por isso que eu digo que a unidade se faz caminhando, porque a unidade é uma graça que se deve pedir, e também porque eu repito que todo proselitismo entre cristãos é pecaminoso. A Igreja nunca cresce por proselitismo, mas “por atração”, como escreveu Bento XVI. O proselitismo entre os cristãos, portanto, é em si mesmo um pecado grave. Porque contradiz a própria dinâmica de como nos tornamos e permanecemos cristãos. A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores. O encontro de Lund, assim como todos os outros passos ecumênicos, também foi um passo à frente para levar a compreender o escândalo da divisão, que fere o corpo de Cristo e que, também diante do mundo, não podemos nos permitir. Como podemos dar testemunho da verdade do amor se brigamos, se nos separarmos entre nós? Quando eu era criança, não se falava com os protestantes. Havia um sacerdote em Buenos Aires que, quando os evangélicos vinham rezar com as barracas, ele mandava o grupo de jovens queimá-las. Agora, os tempos mudaram. O escândalo deve ser superado simplesmente fazendo as coisas juntos, com gestos de unidade e de fraternidade.

Um símbolo secreto dos cristãos

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES, FORMAÇÕES

Como os primeiros cristãos se reconheciam nos tempos de clandestinidade?

Durante os três primeiros séculos do cristianismo, as perseguições contra os cristãos eram frequentes e brutais. A fé em Cristo constituía uma religião clandestina e, por isso, os cristãos não podiam se revelar abertamente. Nesse contexto, como um cristão poderia saber se outra pessoa também era cristã?Além de tomar as precauções mais evidentes, como informar-se sobre a outra pessoa previamente sempre que possível, considera-se a hipótese de que os primeiros cristãos utilizassem alguns “códigos secretos” para confirmar se estavam diante de um irmão da mesma crença. Um desses códigos era o “Ichthys” ou “Ichthus”, palavra que, em grego antigo (?????), significava “peixe”.
Segundo essa hipótese, quando um cristão supunha estar diante de outro cristão clandestino, desenhava uma curva ou meia-lua no chão. Se a outra pessoa desenhasse outra meia-lua sobreposta à dele, completando a figura de um peixe, seria muito maior a probabilidade de que se tratasse mesmo de um seguidor de Jesus que conhecia o “código secreto” cristão.

E por que a imagem de um peixe?

Porque as letras que formam a palavra “peixe” em grego (ichthys), quando escritas em maiúsculas (?????), formam um acrônimo com as iniciais da expressão “I?sous Christos Theou Yios S?t?r”, que significa “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador” (em grego antigo: ?????? ???????, ???? ?????, ?????).

O peixe se tornou, assim, um dos primeiros símbolos cristãos, juntamente com a imagem do Bom Pastor e, posteriormente, do crucifixo.

O Ichthys também era usado para indicar as catacumbas cristãs durante as perseguições contra a comunidade, de modo que apenas os próprios cristãos soubessem quais eram os túmulos dos seus companheiros de fé.

Roteiro – A Proteção de Deus – 21 a 27 de novembro de 2016

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

Nesta semana estaremos rezando (fora da Célula) o Rosário da Libertação.. Esta anexo ao Roteiro

Líder, incentive e participe do Grupo Parusia de Oração!

(Relembrar e pedir se fizeram o evangelismo da Semana anterior)

Download do Roteiro da Semana

roteiro-da-reuniao-de-celula-semanal-21-a-27-novembro

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Download da declaração de Ideais para Imprimir: DECLARAÇÃO DE IDEAIS

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Como ler a Bíblia = COMO USAR A BIBLIA

Porque a Igreja se chama “Católica”?

Por | PALAVRA DA IGREJA

Uma das explicações mais belas de todos os tempos

A Igreja é chamada católica ou universal porque está espalhada por todo o mundo, de uma à outra extremidade da terra, e porque universalmente e sem erro ensina toda a doutrina que os homens devem conhecer, sobre as coisas visíveis ou invisíveis, celestes ou terrestres.

É chamada católica também porque conduz ao verdadeiro culto toda a classe de homens, autoridades e súbditos, doutos e incultos. É católica finalmente porque cura e sara todo o género de pecados, tanto os da alma como os do corpo, e possui todo o gênero de virtudes, qualquer que seja o seu nome, em obras e palavras e nos mais diversos dons espirituais.

Com toda a propriedade é chamada Igreja, quer dizer, assembleia convocada, porque convoca e reúne a todos na unidade, tal como o Senhor determina no Levítico: ”convoca toda a assembleia para a entrada da tenda da reunião” (8,3) […]. E, no Deuteronômio, diz Deus a Moisés: ”convoca o povo para junto de Mim, a fim de ouvirem as Minhas palavras” (4,10). […] Também o Salmista proclama: ”eu Te darei graças na solene assembleia, e Te louvarei no meio da multidão” (Salmo 35/34,18) […].

Mas foi a partir das nações gentias que depois o Salvador instituiu uma segunda assembleia, a nossa Santa Igreja dos cristãos, acerca da qual disse a Pedro: ”e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela” (Mt 16,18). […] E logo que a primeira assembleia fundada na Judeia foi destruída, multiplicaram-se por toda a terra as Igrejas de Cristo. Delas falam os Salmos, que dizem: ”Aleluia! Cantai ao Senhor um cântico novo, louvai-O na assembleia dos fiéis!” (149,1). […] E é a respeito desta nova Igreja Santa e Católica que Paulo escreve a Timóteo: ”quero que saibas como deves proceder na casa de Deus, esta Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da Verdade” (1Tm 3,15).

São Cirilo de Jerusalém (313-350), Bispo de Jerusalém e Doutor da Igreja
18.ª Catequese aos Iluminandos, 23-25

Desafio dos 40 dias: Casamento à Prova de Fogo

Por | FORMAÇÕES

Este artigo traz os 40 passos baseados no filme À Prova de Fogo para restaurar seu casamento e evitar um divórcio.

Mirela Acioly

  • Este artigo foi originalmente publicado no blog De Mãe para Mamãe e adaptado e republicado aqui com permissão.

    Todos os dias recebo e-mails de mães e até pais pedindo ajuda e conselhos para salvar o casamento e isso me entristece, pois sou filha de pais separados e sei o quanto isso é desagradável para uma criança.

    Quando os meus pais se separaram, prometi a mim mesma que iria fazer de tudo para lhes mostrar que era possível sim ter um casamento com final feliz. E ao longo da minha vida, para cumprir a promessa, uma das coisas que fiz foi ler muito sobre relacionamentos.

    Mantive-me sempre muito aberta a diferentes pontos de vista e tentei sempre me colocar no lugar de ambos os sexos para poder entender onde estavam a maior parte dos erros. Acho que entendi e hoje sinto uma imensa vontade de compartilhar muita das coisas que descobri.

    As redes sociais para mim devem ser usadas para fazer o bem, como tal, eu decidi há algum tempo utilizar a minha não só para falar de maternidade, mas para falar da vida em geral. Como o assunto preferido é casamento, eu decidi postar um desafio para todos os casados melhorarem seus casamentos.

    A ideia do desafio do amor apareceu depois de ter assistido no NetFlix o filme “À prova de fogo” (Quem tiver NetFlix em casa, assista). O filme retrata um casal que está se separando e antes de sair o divórcio, o homem recebe do seu pai um livro com 40 desafios para fazer ao longo de 40 dias. Desafios esses que podem salvar o casamento dele.

    Ele fez o desafio sozinho, sem a mulher saber, e fez por 43 dias!

    Não, você não precisa do seu parceiro para começar o desafio! Aliás, o desafio é fazê-lo só. Se for feito a dois é muito bom também, mas a meu ver, não é mais “desafio”.

    São 40 dias! Seja firme e independente da reação do seu cônjuge ao longo desse tempo, NÃO DESISTA. Recordo que no filme o marido fez por 43 DIAS, e a mulher não sabia! Sei que é um filme, mas retrata MUITO BEM a vida real.

    Provavelmente não vai ser fácil, mas vai valer muito a pena.

    Confie em mim!

    Vale salientar que o seu casamento não precisa estar em crise para entrar no desafio.

    e1987f6486Nota da edição: O desafio é baseado nos 40 passos do livro do filme O Desafio de Amar. Para não infringirmos direitos autorais, citamos apenas os subtítulos e uma das escrituras contidas em cada desafio. Para explicações completas de cada dia do desafio e como aplicá-las na rotina do dia-a-dia, adquira o livro clicando aqui.
  • 1º DIA: O AMOR É PACIENTE

    É melhor segurar a língua do que dizer algo de que possa se arrepender depois. Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se. (Tiago 1:19).

  • 2º DIA: O AMOR É BONDOSO

    Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo. – Efésios 4:32

  • 3º DIA: O AMOR NÃO É EGOÍSTA

    Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão. (Tiago 3: 16).

  • 4º DIA: O AMOR É ANTECIOSO

    Como são preciosos para mim os teus pensamentos… Como é grande a soma deles! Se eu os contasse, seriam mais do que os grãos de areia. – Salmos 139: 17-18

  • 5º DIA: O AMOR NÃO MALTRATA

    A bênção dada aos gritos cedo de manhã, como maldição é recebida. – Provérbios 27:14

  • 6º DIA: O AMOR NÃO SE IRRITA FACILMENTE

    Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade. – Provérbios 16:32

  • 7º DIA: O AMOR ACREDITA SEMPRE NO MELHOR

    [O amor] tudo crê, tudo espera. – 1 Coríntios 13:7
  • 8º DIA: O AMOR NÃO ARDE EM CIÚMES

    Pois o amor é tão forte quanto à morte, e o ciúme é tão inflexível quanto à sepultura. Suas brasas são fogo ardente, são labaredas do Senhor. – Cantares de Salomão 8:6

  • 9º DIA: O AMOR DEIXA BOAS IMPRESSÕES

    Saúdem uns aos outros com beijo de santo amor. 1 Pedro 5:14

  • 10º DIA: O AMOR É INCONDICIONAL

    Mas Deus demonstra o Seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. – Romanos 5:8

  • 11º DIA: O AMOR CUIDA

    Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos – Efésios 5:28

  • 12º DIA: O AMOR DEIXA O OUTRO VENCER

    Não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros. – Filipenses 2:4

  • 13º DIA: O AMOR É JUSTO

    Se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não poderá subsistir. – Marcos 3:25

  • 14º DIA: O AMOR SENTE PRAZER

    Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã. – Eclesiastes 9:9

    Dá-me o teu coração… e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos. (Provérbios 23:26)

  • 15º DIA: O AMOR É NOBRE

    Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida. – (J Pedro 3:7)

  • 16º DIA: O AMOR INTERCEDE

    Amado, desejo que lhe vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai à tua alma. – 3 João 2

  • 17º DIA: O AMOR TRAZ INTIMIDADE

    Aquele que cobre uma ofensa promove amor, mas quem a lança em rosto separa bons amigos. – Provérbios 17:9.

  • 18º DIA: O AMOR BUSCA ENTENDER

    Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento. – Provérbios 3:13

  • 19º DIA: É IMPOSSÍVEL AMAR?

    Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. – 1 João 4:7

  • 20º DIA: JESUS CRISTO É AMOR

    Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. – Romanos 5:6

  • 21º DIA: O AMOR É SACIADO EM DEUS

    O Senhor lhe guiará constantemente; satisfará os seus desejos. – Isaías 58: 11

  • 22º DIA: O AMOR É FIEL

    E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor. – Oséias 2:20

  • 23º DIA: O AMOR SEMPRE PROTEGE

    [O amor] tudo sofre – 1 Coríntios 13:7
  • 24º DIA: AMOR VS. COBIÇA

    O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que fez a vontade de Deus permanece para sempre. – 1 João 2:17

  • 25º DIA: O AMOR PERDOA

    O que eu também perdoei, se é que alguma coisa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo – 2 Coríntios 2:10

  • 26º DIA: O AMOR É RESPONSÁVEL

    Quando julgas, (…) te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu que julgas, praticas o mesmo. – Romanos 2:1

  • 27º DIA: O AMOR ENCORAJA

    Guarda a minha alma, e livra-me; não seja eu envergonhado, porque em Ti me refugio. – Salmos 25:20

  • 28º DIA: O AMOR SACRIFICA

    Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos. – 1 João 3: 16

  • 29º DIA: A MOTIVAÇÃO DO AMOR

    Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. – Efésios 6,7

  • 30º DIA: O AMOR TRAZ UNIDADE

    Pai santo, guarda-os no teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós. – João 17:11

  • 31º DIA: O AMOR E O CASAMENTO

    Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-a à sua mulher, e serão uma só carne. – Gênesis 2:24

  • 32º DIA: O AMOR SATISFAZ AS NECESSIDADES SEXUAIS

    O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido. – 1 Coríntios 7:3

  • 33º DIA: O AMOR COMPLETA UM AO OUTRO

    Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? – Eclesiastes 4:11

  • 34º DIA: O AMOR CELEBRA A DEUS

    [O amor] Não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade. – 1 Coríntios 13:6
  • 35º DIA: O AMOR PRESTA CONTAS

    Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem-sucedidos quando há muitos conselheiros. – Provérbios 15:22

  • 36º DIA: O AMOR É A PALAVRA DE DEUS

    Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho. – Salmos 119:105

  • 37º DIA: O AMOR CONCORDA EM ORAÇÃO

    “Se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus.” – Mateus 18:19

  • 38º DIA: O AMOR REALIZA SONHOS

    Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração. – Salmos 37·4

  • 39º DIA: O AMOR PERMANECE

    O amor nunca perece. – 1 Coríntios 13:8

  • 40º DIA: O AMOR É UMA ALIANÇA

    Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus. – Rute 1:16

    Considere esta jornada um desafio vindo de Quem já o aceitou antes de você.

8 sintomas físicos da depressão: fique atento a si mesmo e ao seu próximo

Por | FORMAÇÕES

É uma obra de misericórdia ajudar a cuidar bem dos doentes – e eles podem estar na sua família sem você ter notado

Há sintomas da depressão que são bem conhecidos: tristeza, pessimismo, apatia…

Mas é um erro (ainda bastante comum) confundir a depressão com “mera tristeza”, minimizando a sua gravidade.

A depressão é uma doença física. Ela está ligada ao desequilíbrio químico dos neurotransmissores e requer acompanhamento psiquiátrico adequado, desde o diagnóstico até o tratamento em si. Sem estas medidas, a depressão tende a se agravar.

Além dos sintomas ligados ao desânimo, também existem sensações físicas que podem indicar a doença. O site “Minha Vida” lista algumas delas:

1. Cansaço ou fadiga

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A psicóloga e psicanalista Priscila Gasparini Fernandes, da Universidade de São Paulo (USP), explica que “a falta da produção adequada dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina gera uma prostração muito grande em pacientes”, provocando fraqueza, cansaço, desânimo e falta de iniciativa para qualquer atividade.

2. Distúrbios do sono

picture of woman sleeping at work in funny pose - pt

Ou o paciente dorme demais, buscando no sono uma fuga da realidade, ou não consegue dormir, porque não é capaz de se desligar dos problemas que o levaram à depressão. O resultado é um sono de má qualidade. O paciente não descansa o necessário, daí a piora no rendimento em suas atividades.

3. Problemas digestivos

Food: The Marker of Human Culture - pt

A depressão envolve a diminuição de produção dos neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, que são responsáveis pela modulação da dor e pelo equilíbrio emocional. Por isso, o paciente apresenta maior sensibilidade à dor gastrointestinal, muito comum em quadros depressivos.

Entrevista com o psiquiatra católico Richard Fitzgibbons

Por | FORMAÇÕES

Por Genevieve Pollock

Muitos casais e famílias de hoje sofrem problemas de controle e confiança, afirma o psiquiatra Richard Fitzgibbons. Mas, graças aos sacramentos e à prática da virtude, estes problemas podem ser superados.

Este foi o tema de um recente encontro virtual de uma série patrocinada pelo Institute for Marital Healing, que oferece recursos para casais, conselheiros e clero sobre temas referentes à paternidade, idade adulta, vida familiar e casamento.

Fitzgibbons, diretor do instituto, trabalhou com milhares de casais e escreveu extensamente sobre estes temas. Em 2008, foi nomeado também como consultor da Congregação para o Clero, da Santa Sé.

Nesta entrevista com Zenit, Fitzgibbons fala sobre as causas modernas dos problemas de confiança, a diferença entre ser forte e controlador e as virtudes particulares que oferecem um antídoto para este problema.

Z.: Você menciona que a seção mais popular do seu site é a dedicada ao cônjuge ou familiar controlador. Por que você acha que há tanto interesse neste tema?

Fitzgibbons: De fato, nós nos surpreendemos com a resposta das pessoas na seção do esposo ou esposa controlador.

Após pensar e rezar sobre este assunto, cheguei a uma compreensão mais profunda dos graves fatores pessoais e culturais que estão contribuindo para uma tendência a dominar ou a não confiar nos demais, algo que dá como resultado a necessidade de controlar.

Z.: Você poderia descrever brevemente as características de uma pessoa controladora?

Fitzgibbons: A pior fraqueza de caráter em uma pessoa que cai na tendência a controlar – e todos nós podemos cair às vezes – é tratar o cônjuge (que é um grande dom de Deus) com falta de respeito.

A pessoa controladora se volta totalmente para si mesma, de tal forma que não consegue ver a bondade do seu cônjuge.

A outra grande fraqueza é deixar-se levar com rapidez e em excesso pela cólera. Os cônjuges e familiares controladores são também irritáveis e costumam estar tristes porque, de fato, não é possível controlar ninguém, dado que temos uma dignidade e um vigor como filhos de Deus.

Finalmente, as tendências controladoras afetam a entrega sadia e carinhosa no casamento e reforçam o egoísmo, uma das principais causas dos comportamentos controladores.

Z.: Que danos podem ser causados por cônjuges ou familiares controladores?

Fitzgibbons: Os comportamentos controladores causam dano na amizade do casal, no amor romântico e no amor prometido, três áreas essenciais da entrega matrimonial que João Paulo II descreve em “Amor e Responsabilidade”.

A falta de respeito leva o outro cônjuge a sentir-se triste, bravo, desconfiado e inseguro. A não ser que esse conflito seja tratado de forma adequada e correta, podem desenvolver-se graves problemas, incluindo a depressão, ansiedade, abusos graves, infidelidade, separação e divórcio.

Z.: Em nossa rápida sociedade, em que se exige das pessoas que controlem e dominem tantos aspectos da sua vida – economia, saúde, trabalho, família etc. –, uma natureza controladora não seria mais uma vantagem, inclusive uma necessidade para sobreviver? Você vê algo positivo neste tipo de personalidade?

Fitzgibbons: Sim, a confiança e o vigor são características saudáveis na personalidade, que nos permitem responder a muitos desafios no grande sacramento do matrimônio e na vida familiar.

No entanto, é necessário o crescimento diário nas virtudes, de maneira que um marido não pode cruzar a linha porque possui estas qualidades e converter-se assim em controlador.

As virtudes que são essenciais para equilibrar o dom da fortaleza são a amabilidade, a humildade, a mansidão, o autocontrole e a fé.

Uma das metas do casamento é a fortaleza e a confiança, mas não o controle. Convido muitos maridos fortes a rezarem a São Pedro para que os proteja e assim não sejam líderes controladores do seu lar.

Z.: Você indica que, no coração de uma personalidade controladora, costuma haver problemas de confiança. Poderia ampliar isso?

Fitzgibbons: Uma importante causa da tendência a controlar ou dominar é o fato de ter prejudicado, na infância, a capacidade de uma pessoa de confiar ou sentir-se segura.

Depois, os cônjuges podem deixar-se levar de maneira inconsciente pelo medo, até uma forma de agir controladora, isto é, só se sentem seguros quando têm o controle, algo que certamente nunca terão. No passado, os conflitos comuns da infância eram o alcoolismo, os enfrentamentos entre os pais e a experiência de um progenitor controlador.

Os motivos mais recentes de graves danos à confiança durante a infância são a cultura do divórcio, a creche e a epidemia de egoísmo nos pais, causados em grande parte pela uma mentalidade anticonceptiva. Além disso, os homens inseguros assumem comportamentos controladores em uma tentativa de estimular sua confiança masculina. Nos adultos jovens, a cultura das relações diversas também danifica gravemente sua capacidade de confiar sem que eles percebam.

Finalmente, no Catecismo da Igreja Católica, descreve-se um fator espiritual importante que não deveria ser deixado de lado: “Todo o homem faz a experiência do mal, à sua volta e em si mesmo. Esta experiência faz-se também sentir nas relações entre o homem e a mulher. Desde sempre, a união de ambos foi ameaçada pela discórdia, o espírito de domínio, a infidelidade, o ciúme e conflitos capazes de ir até ao ódio e à ruptura” (n. 1606).

Z.: Como uma pessoa pode começar a enfrentar estes temas e mudar seu jeito controlador? Como uma pessoa pode ajudar alguém a quem ama e que pode ser controlador?

Fitzgibbons: O primeiro passo é a necessidade de descobrir esta grave fraqueza matrimonial.

Se os esposos confiassem mais em Deus dentro dos seus casamentos, não temeriam enfrentar esta dificuldade e buscar superá-la.

A mudança necessária pode acontecer por um compromisso de crescer em confiança em Deus e no próprio cônjuge, por um processo de perdão àqueles que, na infância, prejudicaram a confiança, por uma decisão de deter os repetidos comportamentos controladores de um pai, pela meditação regular sobre o fato de que Deus tem o controle e pelo crescimento em numerosas virtudes, entre as quais estão incluídos o respeito, a fé, a amabilidade, a humildade, a magnanimidade e o amor.

O papel da fé pode ser muito eficaz para enfrentar esta grave fraqueza de caráter. Vimos notáveis melhorias na luta contra isso através da graça no sacramento da reconciliação company website. Animamos os casais católicos controladores a buscarem a cura neste poderoso sacramento.

Além disso, as esposas controladoras podem se beneficiar do aprofundamento em sua relação com Nossa Senhora, vendo-a como modelo e adquirindo suas virtudes, descritas por São Luis Maria Grignion de Monfort no “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem“.

Os maridos controladores serão beneficiados pela meditação sobre São José, na qual podem pedir-lhe que os ajude a ser amáveis, sensíveis, líderes entregados e alegres em seus casamentos e famílias.

Z.: Como psiquiatra, quando você acha que deveria ser sugerido que se busque ajuda externa, de um sacerdote ou conselheiro, para curar as feridas emocionais de uma pessoa?

Fitzgibbons: Recomendo ir a um sacerdote antes de ir a um conselheiro, porque muitos profissionais da saúde mental apoiam a atual cultura do egoísmo.

Brad Wilcox, um jovem sociólogo católico da Universidade de Virgínia, escreveu sobre a influência do campo da saúde mental no casamento: “A revolução psicológica, ao centrar-se na realização individual e no crescimento pessoal, deu como resultado que o casamento acaba sendo visto como um veículo para uma ética orientada à própria pessoa, uma ética do romance, da intimidade e da realização“.

Nesta nova postura psicológica dentro da vida matrimonial, a obrigação primária da pessoa não é a própria família, mas ela mesma; daí que o êxito matrimonial tenha sido definido não como o cumprimento exitoso das obrigações com relação ao cônjuge e aos filhos, mas como uma sensação forte de alegria subjetiva no casamento – que se encontraria em e através de uma relação intensa e emocional com o cônjuge.”

Acreditamos que um compromisso sincero de cada um dos cônjuges por crescer no conhecimento de si mesmo e nas virtudes pode resolver o conflito de um esposo controlador sem a necessidade de uma terapia de casal. Não obstante, estão disponíveis novas fontes de referência matrimonial, fiéis aos ensinamentos de Cristo, nos sites de Catholic Therapist e Catholic Psychotherapy.

A intercessão de Nossa Senhora em Caná conduziu ao primeiro milagre do Senhor, levando mais alegria a um jovem casal. Convidamos os casais católicos a lutarem contra os conflitos de controle e egoísmo dirigindo-se a Ela, para outro milagre em seus casamentos.

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Na internet:

Institute for Marital Healing: www.maritalhealing.com

Catholic Therapists: www.catholictherapists.com

Catholic Psychotherapy: www.catholicpsychotherapy.com

Fonte: Zenit

Roteiro – O Caminho da benção – 14 a 20 de Novembro

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS
Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

Líder, incentive e participe do Grupo Parusia de Oração!

(Relembrar e pedir se fizeram o evangelismo da Semana anterior)

Download do Roteiro da Semana

Roteiro-da-reuniao-de-celula-semanal-14-a-20-novembro

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Download da declaração de Ideais para Imprimir: DECLARAÇÃO DE IDEAIS

Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: LIVRETO DE BOAS VINDAS

Download da Tabela Periódica Bíblica = TABELA PERIODICA BIBLICA

Como ler a Bíblia = COMO USAR A BIBLIA

Sínodo Diocesano aberto em 13 de novembro

Por | NOTÍCIAS

As 100 paróquias da Diocese de Santo André se preparam para vivenciar, a partir do próximo dia 13 de novembro, o Sínodo Diocesano, com duração de um ano, e, portanto, só será encerrado em novembro de 2017. Sínodo vem de “synodos”, que quer dizer, caminho feito em conjunto, e que foi traduzida para o latim como “concilium”, ou seja, assembleia.

Dom Pedro Cipollini explica que “A inspiração para a realização do Sínodo Diocesano de Santo André surgiu da identificação da madura caminhada pastoral desenvolvida pela Igreja local. Esta caminhada é identificada pelas Assembleias Diocesanas de Pastoral e pelos Sete Planos Diocesanos de Pastoral”. O bispo diocesano esclarece ainda que “As Visitas Pastorais Missionárias realizadas ao longo de 2016 e a instalação da 100ª Paróquia também fomentaram a busca por um programa de afirmação da fé, conversão e missão”.

O tema geral para a Caminhada Sinodal é “O sonho missionário de chegar a todos”, (cf. Papa Francisco, ‘A Alegria do Evangelho’, nº 31). E os temas específicos serão apresentados ao bispo em encontros que vão acontecer no dia 13 de novembro e no dia 6 de dezembro.

O Site da Diocese vai disponibilizar o material a ser utilizado ao longo dos meses de 2017.

Programação

Dia 13/11 – Domingo – 18h – Celebração de Convocação na Catedral N. S. do Carmo.

Dia 3/12 – Sábado – Abertura e 1ª Sessão Sinodal (Apresentação da Pesquisa).

1º Trimestre de 2017 – Encontros com o Guia 1 (Paróquias – CPPs – Relatório Paroquial) e Sessão Sinodal Geral – Análise Sócio-Eclesiológica.

2º Trimestre de 2017 – Encontros com o Guia 2 (Paróquias e Regiões Pastorais – Relatórios Regionais – Proposta) e Sessão Sinodal Geral – Análise Teológico-Pastoral.

3º Trimestre de 2017 – Sessões Sinodais Específicas (com as Áreas Pastorais, Movimentos e Associações Diocesanas) e Produção do Instrumento Laboris.

15/11/2017 – Externato Santo Antonio – Assembleia Sinodal.

Na íntegra: as três partes do Segredo de Fátima – e uma interpretação

Por | FORMAÇÕES

O pedido de Nossa Senhora não está sendo cumprido por nós

Na íntegra: as três partes do Segredo de Fátima – e uma interpretação – Igreja & Doutrina – Aleteia: vida plena com valor

Em 1917, Nossa Senhora apareceu em Fátima, Portugal, para três pastorzinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta. Maria fez revelações que, mais tarde, ficaram conhecidas como “O Segredo de Fátima“.

A 1ª e a 2ª parte do segredo foram escritas por Lúcia no ano de 1941 e conhecidas logo em seguida. Já a 3ª parte do segredo foi escrita em 1944, em uma correspondência privada a ser aberta somente pelo Santo Padre. No dia 26 de junho de 2000, a 3ª parte do segredo foi finalmente publicada pelo Vaticano.

Conheça a íntegra das três partes:

1ª e 2ª parte do Segredo de Fátima

Transcrição na íntegra das palavras da Irmã Lúcia, contendo a revelação da primeira e da segunda partes do segredo de Fátima:

“(…) o segredo consta de três coisas distintas, duas das quais vou revelar. A primeira foi, pois, a vista do inferno! Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados nesse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizavam e fazia estremecer de pavor.

Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e acrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros.

Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição); se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.

Em seguida, levantamos os olhos para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza: Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração.

Se fizerem o que eu disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo dos seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas; por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz”.

3ª parte do Segredo de Fátima

O conteúdo da terceira parte do Segredo de Fátima, anunciado em 13 de julho de 1917, em Fátima, e que a Ir. Lúcia, a única das três videntes ainda viva, redigiu em 3 de janeiro de 1944, é o seguinte:

“Escrevo em ato de obediência a Vós, meu Deus, que me mandais por meio de Sua Excelência Reverendíssima, o Sr. Bispo de Leiria, e da Vossa e minha Santíssima Mãe. Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda.

Ao cintilar despedia chamas que pareciam incendiar o mundo. Mas apagavam-se com o contato do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro. O anjo, apontando com a mão direita para a terra, com voz forte dizia: Penitência, penitência, penitência.

E vimos numa luz imensa, que é Deus, algo semelhante a como se veem as pessoas no espelho, quando lhe diante passa um bispo vestido de branco. Tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre. Vimos vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande cruz, de tronco tosco, como se fora de sobreiro com a casca. O Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade, meia em ruínas e meio trêmulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena. Ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho.

Chegando ao cimo do monte, prostrado, de joelhos, aos pés da cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe disparavam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns após os outros os bispos, os sacerdotes, religiosos, religiosas e várias pessoas seculares. Cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da cruz, estavam dois anjos. Cada um com um regador de cristal nas mãos recolhendo neles o sangue dos mártires e com eles irrigando as almas que se aproximavam de Deus”.

Um comentário de Sergio Vellozo, da Canção Nova

Nossa Senhora, em Fátima, fez um diagnóstico, mostrou os riscos e prescreveu os remédios. Ela ofereceu à humanidade meios para se livrar de males ameaçadores representados nas visões dadas às três crianças. Na medida em que usamos o remédio, o mal é vencido. Almas são salvas de cair no inferno e guerras destruidoras que atingem a Igreja são afastadas, adiadas.

O mundo viveu durante vários anos a chamada guerra fria, em que o conflito com a Rússia e todo o bloco soviético podia explodir a qualquer momento numa guerra nuclear. O remédio oferecido em Fátima, uma especial consagração ao Imaculado Coração, ficou por longo tempo sem a aplicação devida. Foi somente depois de ser salvo por milagre de um atentado em 13 de maio de 1981, aniversário das aparições, que João Paulo II se ocupou das revelações de Fátima. Quando, em 1984, nosso querido Papa fez a consagração solene nos moldes prescritos por Nossa Senhora, o remédio celestial começou a agir. Bastaram cinco anos para o mundo assistir ao desmantelamento do bloco soviético.

Parte do tratamento prescrito cabia ao Papa e aos bispos, mas a outra parte cabe a cada um de nós. Como temos feito a comunhão reparadora? Qual a visão pior: a da primeira parte ou a da última parte do segredo? A queda do muro de Berlim é um testemunho de como os remédios oferecidos pela Mãe são eficazes. Diante de tudo, só posso pedir misericórdia, pois tenho sido relaxado no uso destes remédios para o bem de tantos. Penitência! Penitência! Penitência!, dizia o anjo em 1917. Que diria ele agora?