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“O matrimônio está em crise porque não sabem o que é o sacramento”.

Por | PALAVRA DA IGREJA

Ao terminar o seu discurso na abertura do Congresso diocesano em São João de Latrão o Papa respondeu as perguntas de um sacerdote e dois catequistas sobre família, doutrina, preparação ao matrimônio…

Individualismo, respeito à doutrina, crises do matrimônio. Foram estes os temas abordados em São João de Latrão pelo Papa Francisco ao responder de forma coloquial as perguntas de um sacerdotes e dois catequistas ao final do seu discurso inaugural no Congresso Diocesano de Roma dedicado à família.

O Bispo de Roma seguiu as ideias evocadas no discurso feito antes, deixando mais clara as suas indicações por meio de descrições de exemplos concretos. Como aqueles que testemunham o individualismo, uma ameaça para a família.

Recordou que quando era arcebispo de Buenos Aires, em uma diocese vizinha alguns párocos rejeitavam batizar as crianças de mães meninas. Fruto do individualismo, de acordo com o Papa, da mesma forma que aquele “amaldiçoado bem-estar” que é causa da “terrível” queda demográfica na Itália. “Mas isso começou com aquela cultura do bem-estar, de algumas décadas…”, comenta.

E volta a um problema abordado também recentemente, o de quem prefere ter animais a dar a vida a um filho: “Conheci muitas famílias que preferiam – mas, por favor, não me acusem os defensores dos animais, porque não quero ofender ninguém – preferiam ter dois ou três gatos, um cachorro, em vez de um filho. Porque fazer um filho não é fácil, e depois, leva-lo adiante… Mas, o que mais se torna um desafio com um filho é que se faz uma pessoa que se tornará livre. O cão, o gato, te darão um afeto, mas um afeto “programado”, até um certo ponto, não livre. Se se tem um, dois, três, quatro filhos, serão livres e irão pela vida com os riscos da vida. Este é o desafio que dá medo: a liberdade”.

Precisamente da liberdade – é a opinião do Papa Bergoglio – tem medo o individualismo. Pelo contrário, convidou a preferir uma pastoral em que não se tenha medo de arriscar. “A partir do momento em que você está lá e deve decidir, corre risco! Se errar, aí está o confessor, o bispo, mas corre o risco!”.

Individualismo que demonstrou rejeitar a família de um embaixador, que recentemente foi à Santa Sé para apresentar cartas credenciais ao Papa. Francisco fala que o diplomático, junto com a família, levou a empregada doméstica. “É um exemplo – disse – . Isso é dar lugar às pessoas”.

A este gesto está intimamente ligado o conceito de ternura, a linguagem que se usa com as crianças, feita de carícias e de voz doce. “É a estrada que percorreu Jesus – continua – . Jesus não considerou um privilégio ser Deus: abaixou-se. E falou com a nossa língua, e falou com os nossos gestos”.

Na segunda pergunta o Papa foi questionado sobre o risco de uma dupla moral nas paróquias: de um lado o “rigorismo” e do outro o “laxismo”. De acordo com Bergoglio “ambos não são verdade”. Ele explica que o “Evangelho escolhe outro caminho”, o de Jesus que fala com a samaritana ou com a adúltera. “Isso significa – afirma – buscar a verdade; e que a moral é um ato de amor, sempre: amor a Deus, amor ao próximo. É também um ato que deixa espaço à conversão do outro, não condena rápido, deixa espaço”.

O Santo Padre, em resposta à terceira questão, entra na questão da crise do matrimônio, chamando a atenção sobre a educação dos jovens.

Ele acredita que “uma parte dos nossos matrimônios sacramentais são nulos”, em quanto que os esposos prometem fidelidade por toda a vida, enquanto na verdade “não sabem o que dizem, porque têm uma outra cultura. Dizem-no, e têm a boa vontade, mas não têm a consciência”.

O parecer de Bergoglio é que “um dos problemas” seja “a preparação para o matrimônio”. Além disso – acrescenta – “a crise do matrimônio é porque não se sabe o que é o sacramento, a beleza do sacramento: não se sabe que é indissolúvel, não se sabe que é para toda a vida”.

O Papa, em seguida, passa um conselho para aqueles que já são casados que “não terminem o dia sem fazer as pazes porquês a guerra fria do dia seguinte é pior. É pior, sim, é pior”.

Por fim, o Papa destaca que é dever ter paciência na pastoral do matrimônio, bem como na pastoral das vocações. Convida a ouvir: “o apostolado da escuta, ouvir, acompanhar…”.

Amoris Laetitia: as esperanças dos separados

Por | DESTAQUES

O Presidente da Associação italiana Famílias Cristãs Separadas comenta a exortação pós-sinodal sem retórica. Não poupa críticas e espera que às palavras se sigam finalmente os fatos

Tem-se passado uma semana da publicação da exortação pós-sinodal Amoris Laetitia. Após a longa espera, que durou mais de cinco meses após o fim do último Sínodo, e depois do calor da novidade também, chegou a hora de assimilar o documento redigido pelo Papa Francisco para compreender como concretizar  aquele apelo à acolhida, que é o fio condutor.

Uma passagem da teoria à prática que o eng. Ernesto Emanuel espera desde 1981, data de publicação de uma outra exortação apostólica inerente aos temas da família, a Familiaris Consortio de São João Paulo II. Emanuel é amavelmente considerado “o pai dos separados”. Com 81 anos, três filhos e uma esposa da qual se separou há 40 anos, em 1990 fundou a Associação das Famílias cristãs separadas, que ele preside.

“O chamado a uma ‘urgente atenção’ com relação a nós, separados – comenta a ZENIT Emanuel – já estava presente na Familiaris Consortio, porém as coisas não saíram exatamente como desejava o Papa Wojtyla…”.

E nem sequer como indicam vários documentos e intervenções eclesiais depois de 1981. “Especialmente por parte dos Papas – explica – foram oferecidas muitas reflexões excelentes sobre este tema: palavras de incentivo e cheias de autêntico desejo de inclusão que, contudo, não baixaram às ações concretas”.

Emanuele disse que em 25 anos de experiência na escuta e apoio das pessoas que trazem nas cosas um matrimônio fracassado, confrontou-se com milhares de casos. “Muito diferentes uns dos outros – disse – mas muitas vezes unidos pelo denominador comum da exclusão por parte dos sacerdotes”.

Uma exclusão que “não corresponde tanto aos aspectos teológicos ou doutrinários, mas aos aspectos mais humanos”. Para dizer com o Papa Francisco, Emanuele observa que “não sentimos muito o cheiro das ovelhas nos pastores da Igreja”. Desde a lei do divórcio de 1970 até hoje, segundo o engenheiro de Milão, na Itália, as autoridades eclesiásticas assistiram muito passivamente o rompimento de mais de 2 milhões de casais que se separaram.

“Até negando o problema”, denuncia Emanuele com base em suas experiências pessoais com “vários bispos”. Trata-se de ocasiões perdidas, porque “não há nenhuma pessoa mais permeável ao Evangelho do que aquelas que passaram pela tragédia da separação”. De não-crentes que se aproximaram de Deus graças à Associação Famílias cristãs separadas, Emanuele conheceu muitos.

“Muito pouco é necessário para dar esperança a essas pessoas – diz -, apenas ouvi-las, encontra-las, dar-lhes uma palavra de consolo”. Desses pequenos gestos pode nascer depois um acompanhamento para uma jornada de fé. “Nós, em 25 anos, não escrevemos nenhum livro – continua -, em contrapartida, ajudamos milhares de pessoas, através da oração, ajudando-as a retomar uma relação com Deus, o único que pode dar respostas em certos momentos de crises”.

E se, por um lado, até agora está faltando esta atitude de acolhida por parte de muitos sacerdotes, por outro, Emanuele registrou uma excessiva “manga larga”. Explica que “na diocese de Milão – onde mora – pelo menos um sacerdote de dois dá a comunhão com facilidade aos separados que começaram uma nova união”.

Este tema, da comunhão para divorciados novamente casados, atraiu a atenção da mídia nos dois Sínodos recentes. Porém, Emanuele quer lidar “sem a superficialidade” que encontrou em “muitos meios de comunicação e também em muitos homens de Igreja”.

Lembra que “no Código de Direito Canônico está expressamente previsto que quando uma pessoa se separa deveria ir ao próprio bispo para receber conselhos”. Indicação que permanece, porém, letra morta. “Muitos recebem a autorização do próprio pároco para comungar sem problemas e fazem isso”, afirma Emanuel.

Em vez de dar concessões fáceis que fluem como água morna na vivência das pessoas, o desejo de Emanuele é que com Amoris Laetitia se comece a tomar uma estrada marcada por uma calorosa mensagem de “escuta, acolhimento e acompanhamento”. O engenheiro, no entanto, tem a preocupação de perguntar-se “como se fará para criar uma nova sensibilidade entre os sacerdotes” e quantos anos serão necessários para se tornar efetiva aquela “formação adequada para tratar os complexos problemas atuais das famílias”, dos quais o papa fala.

Perguntas às quais se acrescenta uma outra. Quantos são aqueles que tendo fé no Magistério decidem viver “como irmão e irmã”? “Pouquíssimos”, segundo Emmanuel. E assim compartilha a passagem de Amoris Laetitia na qual o Papa se faz intérprete da impressão de muitos casais separados, segundo o qual, se entre eles “faltam algumas expressões de intimidade”, ‘não é raro que a fidelidade seja colocada em perigo e possa ser comprometido o bem dos filhos”.

No entanto Emanuel quer que a Igreja, além de se concentrar em situações familiares já comprometidas, procure ajudar os casais a não se deixarem. Neste sentido se coloca cético com relação à reforma de Francisco para simplificar os procedimentos de nulidade matrimonial.

Considera o recurso à Rota Romana “uma coisa para os ricos”, que abrange poucos casais. “Diante dos filhos é possível falar de nulidade?”, se pergunta Emanuel. A pergunta é retórica, porque “conheceu tantos filhos que pediam a separação dos pais briguentos, mas que depois ficavam horrorizados com a hipótese de declarar nulo o matrimônio”.

Então, a sua opinião é que quando se fala de separação, se olhe pouco para os filhos, que – comenta amargamente Emanuel – “levam feridas da separação dos pais por toda vida”. Talvez seria necessário começar do ter misericórdia para com eles, para dar concretude à Amoris Laetitia.

O Ministério da Educação dá passos para uma ditadura na educação brasileira: “O sistema único de educação”

Por | NOTÍCIAS

“As maiores ditaduras do Brasil nunca cogitaram essa ideia”, disse em entrevista à ZENIT o Pe. Dr. José Eduardo de Oliveira e Silva, relator no seminário sobre a Base Nacional Curricular Comum – BNCC, do 31 de maio desse ano.

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados em Brasília convocou um Seminário sobre a Base Nacional Curricular Comum – BNCC.

Um dos debatedores foi o Pe. Dr. José Eduardo de Oliveira e Silva, Professor de Teologia Moral e estudioso dos temas de educação.

Em entrevista à ZENIT, o sacerdote explicou com mais detalhes a tentativa de implantar um “sistema único de educação”, que eliminaria totalmente a liberdade das escolas e daria o poder ilimitado ao MEC de ensinar, na prática, qualquer ideologia para todas as crianças do Brasil. Acompanhe a entrevista abaixo:

ZENIT: Temos acompanhado com preocupação todo o debate acerca da Base Nacional Curricular Comum – BNCC, de autoria do Ministério da Educação. De onde saiu a ideia de se impor a todas as escolas do Brasil uma mesma base curricular?

Pe. José Eduardo: A ideia surgiu a partir de uma Emenda à Constituição, a PEC 59/2009. O texto afirma que “a lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração… que conduza ao estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto”.  Como se vê, o texto é de uma “lei orçamentária”, na qual foi inserido uma espécie de “cavalo de Tróia”, que seria este “sistema nacional de educação”, inexistente na legislação brasileira até então.

ZENIT: Mas em que consiste esteSistema Nacional de Educação”?

Pe. José Eduardo: Na verdade, a lei não o define, apenas o enuncia. Por isso, precisamos interpretá-lo de acordo com a Constituição Federal.

ZENIT: Por que? Existe um outro modo de interpretar esse “Sistema Nacional de Educação”, em desacordo com a Constituição?

Pe. José Eduardo: Sim. Já em 1988, o Dep. Octávio Elísio apresentou um Projeto de Lei, quase idêntico a um modelo apresentado pelo Prof. Dermeval Saviani (UNICAMP), em que se anunciava um Sistema Nacional de Educação. Dizia o PL 1.258/1988: “haverá no país um sistema nacional de educação, constituído pelos vários serviços educacionais desenvolvidos no território nacional” (p. 7). O que se propunha é que todos os sistemas educacionais brasileiros fossem transformados em serviços de um único sistema. Quando os deputados perceberam que eles iriam tirar a autonomia das escolas, dos Municípios e dos Estados, reagiram imediatamente e rejeitaram o projeto de lei, assumindo-se o substitutivo do Dep. Jorge Hage, de agosto de 1989.

ZENIT: Então, essa ideia não é nova no Brasil.

Pe. José Eduardo: De modo algum. Na verdade, o primeiro a querer implementar um sistema federal fortemente centralizado foi o Presidente Getúlio Vargas. Ele criou o Ministério da Educação, cujo segundo ministro foi o conhecido Gustavo Capanema. Depois da queda da ditadura, o então Ministro da Educação Clemente Mariani, em 1949, apresentou o ante-projeto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional–LDB, que o então Dep. Gustavo Capanema rejeitou, por considerar o PL pouco centralizador.

Na época, levantou-se contra ele, nada mais, nada menos que, Anísio Teixeira, um dos maiores ícones da educação brasileira, alegando que aquele desejo de centralismo era absurdo! Foi isto que Anísio escreveu sobre as ideias educacionais de Capanema: “Ora, francamente, o sr. Capanema está a brincar. Fortalecer os poderes federais nunca significa transferir poderes locais para o centro, mas simplesmente fortalecer os poderes que devem pertencer ao centro. Do contrário, seria extrapolar e raciocinar à doida, pois nada, absolutamente nada no mundo resistiria a esse tipo de lógica. Na cabeça do sr. Capanema só é nacional o que nascer da cabeça de uma autoridade federal, o município, o estado, as regiões são antinacionais, quando, na realidade, o nacional é o país todo e, queira ou não queira, a substância nacional está nos municípios, nos estados e nas regiões” (p. 94).

Anísio, aliás, já tinha escrito, com outros educadores, o famoso “Manifesto dos pioneiros da educação nova”, em 1932, em que rejeitava fortemente a ideia de uma educação centralizada. O Manifesto dizia: “Unidade não significa uniformidade. A unidade  pressupõe  multiplicidade. Não é, pois, na centralização, mas na aplicação da doutrina federativa e descentralizadora, que teremos de buscar o meio  de  levar  a  cabo,  em  toda  a  República,  uma  obra  metódica  e  coordenada,  de completa eficiência, tanto em intensidade como em extensão” (p. 8).  No final das contas, Capanema, como relator do Projeto, conseguiu arquivá-lo.

No entanto, perceba: mesmo com todo este centralismo intolerante, quase ditatorial, do Gustavo Capanema, nunca lhe passou pela cabeça, nem a Vargas ou aos ditadores posteriores, criar uma base curricular centralizada, detalhada e uniforme para todas as escolas. Repito: as maiores ditaduras do Brasil nunca cogitaram essa ideia.

ZENIT: Mas, e então?, como ficaram as reivindicações dos educadores brasileiros?

Pe. José Eduardo: Em 1952, o Projeto da LDB foi desarquivado e, após uma década de profundos debates, foi aprovado e sancionado em 1961. Após a Constituição de 1988, resolveu-se criar uma nova LDB, atualizando-a de acordo com as novas configurações Constitucionais. Rejeitou-se o Projeto de Elísio-Saviani, que era pelo Sistema Nacional, e aprovou-se a nova LDB de 1996, vigente até hoje, que representa uma das maiores conquistas dos educadores do Brasil!

ZENIT: Até que se inserisse esse, como o sr. diz, “cavalo de Tróia”: o novo conceito de sistema nacional de educação… Mas o sr. dizia que era possível interpretá-lo de modo correto, em harmonia com a Constituição. Como é isso?

Pe. José Eduardo: A Constituição afirma, no art. 211, que “A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino”; a LDB afirma, em seu art. 8, que “a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino” e, no § 1, que “caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais”. Mais adiante, continua a LDB, no art. 15: “os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa”.

ZENIT: Então, embora a Constituição não previsse um Sistema Nacional de Educação, a introdução sorrateira dessa terminologia forçosamente deve ser entendida como coordenação, e não substituição dos outros sistemas (municipais, estaduais etc), e deve ademais garantir progressivos graus de autonomia até às escolas… Então, por que querem agora criar essas Bases Curriculares Comuns?

Pe. José Eduardo: Na verdade, eles não estão “criando” as bases curriculares. O Ministério da Educação já tinha fornecido outras bases, anteriormente. O Parecer 15/98 do Conselho Nacional de Educação ofereceu a “base comum para as escolas de ensino médio”, em duas páginas (vide as páginas 48 e 49). Agora, o MEC está apresentando uma BNCC que, na primeira versão, tinha 302 páginas e, nesta última, 676 páginas, em que se determinam os conteúdos, ano por ano, matéria por matéria, detalhadamente.

ZENIT: Impressionante! Mas, se eles deveriam garantir uma progressiva autonomia, para que querem controlar, assim, o ensino das escolas?

Pe. José Eduardo: Exatamente para criarem um sistema único de educação. Essa expressão, “sistema único”, não é minha, mas de um grande parceiro do Prof. Saviani, que fez a Conferência de abertura do CONAE 2010, o Prof. Jamil Cury. Ele disse textualmente: “é evidente que o desafio de um sistema u?nico de educac?a?o se radica no pro?prio desafio de uma superac?a?o do pro?prio capitalismo” (p. 10). Em outras palavras, o que eles querem, mesmo, é estabelecer um sistema único e, para isso, criaram essas bases curriculares tão detalhadas.

ZENIT: Mas, no texto que o sr. citou, ele fala claramente de “superar o próprio capitalismo”. Então, essa reforma tem um sentido claramente ideológico?

Pe. José Eduardo: Na verdade, é pior que isso. Não se trata de uma questão de conteúdo, apenas; trata-se da transformação da arquitetura da educação do Brasil. A primeira versão das BNCC era claramente de inspiração marxista. A segunda está mais diluída. Contudo, isso não importa muito. A partir do momento em que puderem definir o ensino em todas as escolas, poderão ensinar a ideologia que quiserem, porque eles não pararão na BNCC. Ela é o primeiro passo de uma verdadeira revolução educacional.

ZENIT: Como assim? Eles não estão limitados pela LDB?

Pe. José Eduardo: Deveria ser assim. Essa é a minha interpretação. Mas o que se está claramente fazendo é lacear a legislação para que a mesma seja alterada. Num documento do MEC intitulado “Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país”, afirma-se claramente: “hoje a falta de uma Base Nacional Comum inviabiliza, por um lado, orientações claras e potentes para a composição dos currículos das licenciaturas e, por outro, a regulação mais enérgica do setor privado” (p. 4) e, ainda mais, que “será  imprescindível  uma  releitura da LDB à luz do Sistema Nacional de Educação a ser configurado” (p.3). Está claro? Por um lado o MEC está dizendo que falta uma Base Nacional Comum, quando foi ele mesmo que já homologou várias Bases Nacionais Comuns, enquanto que, por outro lado, querem aproveitar-se desta falsa informação para redesenhar a LDB segundo a nova Base Nacional Curricular Comum!!!

ZENIT: Isso é muito grave! O que deveríamos fazer? Deveríamos lutar para que não houvesse a BNCC e o Sistema Nacional de Educação?

Pe. José Eduardo: A meu ver deveríamos apenas fazer as pessoas compreenderem, de um lado, que não é necessário uma BNCC detalhada, bastariam, como se tem feito até o momento, as definições de objetivos e métodos que garantissem a “progressiva autonomia” dos sistemas e unidades de ensino, ou, conforme já prescrevia o famoso Parecer 15/98 do Conselho Nacional de Educação, descrevendo principalmente as metas que deverão ser atingidas, “os pontos de chegada”, deixando o detalhamento de seu conteúdo, “os pontos de partida”, às instâncias mais próximas do alunado.

Por outro lado, o tal Sistema Nacional de Educação não pode se comportar como um sistema único, mas como um órgão de coordenação, que respeitasse a autonomia dos diversos sistemas. Parece-me que esta seria a posição mais sensata, e mais de acordo com nossos princípios democráticos. Quando temos um currículo que determina com exatidão o que e como deverá ser ensinado uniformemente em todo o território nacional, e inclusive quando se quer utilizar este mesmo currículo para poder avaliar de modo uniforme o desempenho das escolas em todo o país, como se o governo federal fosse o diretor e proprietário de cada uma destas escolas, as escolas, na prática, passaram a fazer parte do Sistema Nacional Único do governo federal, ainda que no papel se diga outra coisa.

Roteiro – Somos livres em Cristo Jesus – 08 a 14 Agosto

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 08 A 14 AGOSTO

 

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Roteiro – Relacionamentos, amizades, conflitos – 01 a 7 Agosto

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 01 A 07 AGOSTO

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Roteiro – Correções e exortações com amor – 25 a 31 de Julho

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 25 A 31 JULHO

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Roteiro – Alegria e fidelidade nas provações – 18 a 24 de Julho

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7 coisas que devemos saber sobre a medalha e cruz de São Bento

Por | FORMAÇÕES

Durante séculos, muitos cristãos têm usado a medalha do famoso exorcista São Bento na luta espiritual contra as forças do mal. A seguir, apresentam-se 7 coisas que se deve saber sobre este objeto especial que possui muita tradição e história.

1. A origem da medalha é incerta, mas foi usada desde os tempos antigos. No século XVII, durante um julgamento de bruxaria na Alemanha, algumas mulheres acusadas? Testemunharam que não tinham poder sobre A Abadia de Metten porque estava sob a proteção da cruz.

Quando se investigou, foram encontradas nas paredes do recinto várias cruzes pintadas, rodeadas por letras que agora se encontram nas medalhas. Posteriormente, foi encontrado um pergaminho com a imagem de São Bento e as palavras completas das letras.

2. A Medalha, como se conhece agora, é a do jubileu que foi emitida em 1880 pelo 14º centenário do nascimento do Santo e lançada exclusivamente pelo Abade Superior de Monte Cassino.

Com ela se pode obter a indulgência plenária na festa de São Bento (11 de julho), seguindo as condições habituais que a Igreja manda (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Sumo Pontífice).

3. Certa vez, tentaram envenenar São Bento (480-547). O Santo, como era seu costume, fez o sinal da cruz sobre o vidro e o objeto se quebrou em pedaços.

Em outra ocasião, um pássaro preto começou a voar ao seu redor. São Bento fez o sinal da cruz e teve então uma tentação carnal na imaginação. Quando estava quase vencido, ajudado pela graça, tirou a roupa e se jogou em uma moita de espinhos e cardos, ferindo seu corpo. Depois disso, nunca mais voltou a se ver perturbado daquela forma.

4. A Medalha de São Bento é um sacramental reconhecido pela Igreja com grande poder de exorcismo. Os sacramentais “são sinais sagrados por meio dos quais, imitando de algum modo os sacramentos, se significam e se obtêm, pela oração da Igreja, efeitos principalmente de ordem espiritual”.

“Por meio deles, dispõem-se os homens para a recepção do principal efeito dos sacramentos e são santificadas as várias circunstâncias da vida” (Catecismo, 1667).

5. A medalha tem na frente a imagem de São Bento com uma cruz na mão direita e o livro das Regras de seus religiosos na outra mão.

Ao lado do Santo se diz: “Crux Sancti Patris Benedicti” (cruz do Santo Pai Bento). Pode-se ver também um corvo e um cálice do qual sai uma serpente. De maneira circular, aparece a oração: “Eius in óbitu nostro preséntia muniamur” (Na hora da nossa morte sejamos protegidos pela sua presença), de modo a oração círculo aparece). Na parte inferior central se lê: “x. S. M. Cassino MDCCCLXXX” (Do Santo Monte Cassino 1880).

6. No verso está a cruz de São Bento com as letras:

C.S.P.B. – “Cruz do Santo Pai Bento”.

C.S.S.M.L. – “A cruz sagrada seja minha luz” (na haste vertical da cruz).

N.D.S.M.D. – “Não seja o dragão meu guia” (na haste horizontal da cruz).

Em um círculo, começando no canto superior direito:

PAX – “paz”.

V.R.S. – “Retira-te, satanás”

N.S.M.V. – “nunca me aconselhes coisas vãs”.

S.M.Q.L. – “É mau o que me ofereces”

I.V.B. – “bebe tu mesmo os teus venenos”.

7. A medalha deve ser abençoada por um sacerdote com a oração especial apresentada a seguir:

 – O nosso auxílio está no nome do Senhor

– Que fez o céu e a terra.

– Exorcizo-te, Medalha, por Deus Pai + onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo o que contêm.

Todas as forças malignas e todos os exércitos diabólicos, com todos os seus poderes e persuasões sejam afugentados e extirpados por meio da fé e do uso desta Medalha, a fim de que todos os que a usam tenham saúde de corpo e de espírito: Em nome do Pai + e do Filho + e do Espírito Santo +. Amém.

– Ouvi, Senhor, a minha oração.

– E chegue a vós o meu clamor.

– O Senhor esteja convosco,

– E com o teu espírito.

Pai Nosso…

Oremos: Deus eterno e todo-poderoso, pela intercessão de Nosso Pai São Bento, vos suplicamos: seja esta Sacra Medalha com suas inscrições e caracteres abençoada por Vós +, a fim de que seus portadores, movidos pela fé, possam realizar boas obras, obter santidade de corpo e de alma, receber a graça da santificação e as indulgências concedidas, ter o vosso auxílio para afugentar o maligno com suas fraudes e ciladas e um dia comparecer à vossa presença santos e imaculados. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Que a vossa bênção, Deus Pai onipotente +, Filho e Espírito Santo, desça sobre esta Medalha e sobre quem a utiliza, e permaneça para sempre.