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WebMaster Comunidade Fidelidade

Roteiro – A Oração – Fonte de Vida Cristã – 13 a 20 de Março

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência. Disto depende a saúde de sua célula. Bom encontro!

ATENÇÃO = NESTA CÉLULA faremos O PACTO DE ORAÇÃO

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 14 a 20 de Marco

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SEGUE ESTUDO PARA LIDERES= > ESTUDO BIBLICO PARA LIDERES DE CELULAS – PACTO DE ORACAO

IMPRIMIR A FORMULA PARA TODOS = Pacto de Oracao

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Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: LIVRETO DE BOAS VINDAS

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Como ler a Bíblia = COMO USAR A BIBLIA

Ano da acolhida! Viver com intensidade…

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Acolher as pessoas é um dom necessário, ainda mais para os que querem viver em comunidade. Para estes é uma prioridade e uma ação indispensável.
“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.” Hebreus 13, 2
Durante minha caminhada na fraternidade, foram inúmeros os testemunhos de pessoas que debandaram para outras religiões por falta de acolhida e também testemunho muitas ocasiões em que eu mesmo não fui bem acolhido.
Todos precisam ser acolhidos, o ser humano é carente e algumas comunidades têm este dom até como seu carisma.
Creio que na Fidelidade a acolhida é um diferencial, estamos vivendo isto no dia a dia da comunidade, por que gostamos de receber as pessoas, de servir, de agradar em um sentido de mostrar a pessoa a sua importância em ter vindo ou de estarem conosco. Muito mais agora pelo princípio de células católicas. Acolher bem no templo e nas casas.
A acolhida é uma parte do carisma pois se faz em nome da comunidade, assim o carisma assume esse serviço dia a dia, nos momentos da comunidade, uma atitude como a da Mãe de Jesus nas bodas de Caná, não permitindo que nada falte para que a oração e a fraternidade transcorram num clima tranquilo e participativo.
Acolher é um desdobramento de nosso carisma, pois na acolhida já acontece uma ação que cura e liberta, liberta das tensões e da tristeza, de ser excluído de alguma forma, liberta da não aceitação na família ou sociedade.
A acolhida é um momento primordial para a decisão da pessoa em continuar ou desistir, voltar na comunidade ou naquele momento de fraternidade.
Quando os irmãos saúdam com simpatia e prazer, dando uma atenção especial às crianças, aos idosos e às pessoas com deficiência, aos enfermos, o carisma se cumpre e deixa os irmãos em condição de bem estar. Uma vez bem acolhida a pessoa se sente amada e assim abre-se o coração para as demais novidades do Espírito Santo.
“Assim a primeira evangelização e oração se dá na acolhida”
Para nós que vivemos em comunidade o ato de acolher se torna uma experiência profunda com o carisma e com a evangelização. Todos os carismas são acolhedores.
O fato de acolher a todos e em todos os momentos faz com que exercitemos a caridade e os mandamentos de amar a Deus e ao próximo como Eu mesmo gostaria de ser acolhido, é se colocar na condição do outro, tornando assim uma experiência de santificação que nos ajuda a vivenciar o que está escrito na carta aos Efésios:
“Vivendo segundo a verdade, no amor, cresceremos sob todos os aspectos em relação a Cristo, que é a cabeça. É dele que o corpo todo recebe coesão e harmonia, mediante toda sorte de articulações e, assim, realiza o seu crescimento, construindo-se no amor, graças à atuação devida a cada membro”  Efésios 4, 15-16

Não há como querer ser cristão de braços cruzados e inativos. Há necessidade de se agir de forma a não desprezar ninguém. Exemplo dessa atitude é o encontro de Jesus com Zaqueu (Lucas 19, 1-10).
A acolhida que Zaqueu proporciona a Jesus não é apenas formal: envolve toda a sua pessoa. Converter-se não significa só chegar a uma confissão oral dos primeiros erros, mas requer uma retratação efetiva dos mesmos. Zaqueu faz a sua confissão a Jesus, que agora se torna o seu “Senhor” no lugar de todos os “senhores” aos quais tinha servido.
Acolher bem o irmão, seja onde e como for, é acolher o próprio Cristo. Jesus apresenta para nós um desafio para amar e acolher. É uma exigência que nos completa.
Se vocês amam somente aqueles que os amam, por que esperam que Deus lhes dê alguma recompensa? Até os cobradores de impostos amam as pessoas que os amam! Mateus 5, 46

Oremos: “Ó Senhor, que eu te reconheça em cada pessoa que encontrar hoje. Que na minha acolhida o meu sorriso exprima um convite, a minha atenção revele o respeito, a escuta se torne um dom, a paciência encoraje o diálogo, a disponibilidade se transforme em serviço, a amizade se torne esperança, o otimismo renove a confiança, a alegria alimente a comunhão e a fé gere a paz! Que eu entenda que a pessoa mais importante é aquela que está diante de mim e que a ação mais necessária é o amor. Amém.”

Roteiro – Promotores da Paz – 07 a 13 de Março

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência. Disto depende a saúde de sua célula. Bom encontro!

ATENÇÃO = NESTA CÉLULA faremos O PACTO de Honestidade

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 07 a 13 de Marco

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IMPRIMIR A FORMULA PARA TODOS = Fórmula – Pacto de Honestidade

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Como ler a Bíblia = COMO USAR A BIBLIA

Roteiro – Atitudes de Discípulo – 29/02 a 06 de Março

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência. Disto depende a saúde de sua célula. Bom encontro!

ATENÇÃO = NESTA CÉLULA REPETIREMOS O PACTO DE LEALDADE

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ROTEIRO SEMANAL – 29 de Fevereiro a 06 Marco

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IMPRIMIR A FORMULA PARA TODOS = Pacto de lealdade – formula

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Como ler a Bíblia = COMO USAR A BIBLIA

Ideologia de Gênero – Perigo para as Famílias

Por | FORMAÇÕES

A Paz de Cristo Jesus esteja em seu coração, queremos tratar nesse artigo sobre a tão falada ideologia de Gênero que tem assombrado a vida de pais e professores de São Bernardo do Campo no PME ( Plano Municipal de Educação ) inicio dizendo que devemos ter uma posição totalmente contraria a esse ensinamento para as nossas crianças, considerando que não é uma ciência, e sim uma ideologia doutrinária que arbitrariamente antecipa a vida sexual de nossas crianças induzindo-as a uma sexualidade deturpada, sem identidade sexual e antinatural.

O tema foi abordado a nível nacional no (PNE – Plano Nacional de Educação) e rejeitado pelos parlamentares e a população, dadas as trágicas consequências dessa ideologia já estudada em outros países como: ( Estados Unidos; Suécia, Noruega, Finlândia e outros). A situação repete-se em nossa cidade e reiteramos nossa objeção a ideologia de gênero, amparados pela esfera jurídica, conforme nos garante o Pacto de São José da Costa Rica ou Convenção Americana de Direitos Humanos, que diz no Art. 12 §4 que ‘Os pais e, quando for o caso, os tutores, têm direito a que seus filhos e pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções’.

A final o que é Ideologia de Gênero?

A Ideologia de Gênero Afirma que a criança nasce sem sexo definido, que o ser humano não nasce homem ou Mulher, e que sua identidade de gênero é construída ao longo do tempo, excluindo a ciência biológica para ficar apenas com uma escolha emocional psíquica desenvolvida de maneira arbitraria pela cultura, ou seja, esqueça liberdade de escolha, não existiria mais homem e mulher e cada um inventaria sua própria personalidade sexual como quisesse ao longo do tempo. Objetivo real da Ideologia A – Eliminar a família tradicional Acabar com a instituição e valores familiares usando a homossexualidade como escudo de proteção,  B- Implementar modelos de novas famílias para desconstruir a família tradicional e valores éticos-morais. Fonte: Autores Dr. John Money; Kate Millet; Shulamit Firestone; Judith Butler.

O senário atual de nossa cidade é preocupante, já que nosso Prefeito Luiz Marinho vetou no dia 28 de dezembro de 2015 a emenda 203/204 art.11 PL 59/2015 que proíbe qualquer inserção da ideologia de gênero em nossa cidade,  a emenda foi aprovada por 21 dos vereadores presentes na ultima sessão 40º em 09 de dezembro, essa emenda da embasamento jurídico para os professores que não querem ensinar algo relacionado a ideologia, e garante aos Pais e responsáveis a não inserção da ideologia nas escolas.

Por estas razões, nossa igreja, nossos amigos, vizinhos, e todo o nosso círculo de alcance, não irá deixar que essa ideologia penetre em nossas escolas, visto que o Brasil já tem um dos piores índices de ensino do mundo, e ainda quer doutrinar nossas crianças, manifestemos nossa total discordância quanto à abordagem de assuntos relacionados à ideologia de gênero ou diversidade de gênero, erotização precoce, comportamento sexual, estímulo precoce,  bem como toda forma de ensino atrelada à sexualidade e doutrinação ideológica, seja por meio de aulas, palestras, programas educacionais, comissões ou quaisquer outras maneiras, para as crianças de nosso município.

Ações propostas:

1 – Procure  seu vereador ou qualquer vereador da nossa cidade para dizer que  como Pais e responsáveis pela educação moral de nossos filhos, pedimos  derrubem o veto do Prefeito, e esteja presente nas próximas seções da câmara para defender nossas famílias.

2 – Na Escola em que seu filho estuda converse com a diretora e diga que você não esta a favor do ensino de gênero ou diversidade de gênero, erotização precoce, comportamento sexual, estímulo à masturbação, bem como toda forma de ensino atrelada à sexualidade e doutrinação ideológica, seja por meio de aulas, palestras, programas educacionais, comissões ou quaisquer outras maneiras na escola.

3 – Conscientize o maior numero de pessoas possíveis quanto ao perigo dessa ideologia em nossas escolas.

4 – Nossas Crianças e Jovens não precisam de ideologia de Gênero mais sim de SENTIDO DE VIDA. Escola; Dignidade, Saúde; e precisam da célula MATER da humanidade a FÁMÍLIA. Viktor Emil Frankl

Art. 226 C.F. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.

§ 7º – Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.

Jorge Araújo – Missionário da Comunidade Fidelidade

Roteiro – Obras da Carne x Frutos do Espírito – 22 a 28 de Fevereiro

Por | ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ATENÇÃO = NESTA CÉLULA REPETIREMOS O PACTO DE ASSIDUIDADE

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 22 a 28 de Fevereiro

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Como ler a Bíblia = COMO USAR A BIBLIA

Casa co­mum: nossa res­pon­sa­bi­li­dade

Por | PALAVRA DA IGREJA

A pre­o­cu­pa­ção com a na­tu­reza, o clima e a de­gra­da­ção do meio am­bi­ente é ge­ral. Tanto as­sim que a Carta En­cí­clica do Papa Fran­cisco so­bre a eco­lo­gia (Lau­dato sì) foi muito bem re­ce­bida. A Igreja no Bra­sil de­se­jando sintonizar-se com o Evan­ge­lho da Vida co­loca para a re­fle­xão dos cris­tãos e pes­soas de boa von­tade, a Cam­pa­nha da Fra­ter­ni­dade (CF), iniciando-a na quarta feira de cin­zas, prin­cí­pio da qua­resma.

A vi­o­lên­cia que está no co­ra­ção hu­mano fe­rido pelo pe­cado, vislumbra-se nos sin­to­mas de do­ença que no­ta­mos no solo, na água, no ar e nos se­res vi­vos. Por isso, en­tre os po­bres, os mais aban­do­na­dos e mal­tra­ta­dos, constata-se que nosso pla­neta Terra está opri­mido e de­vas­tado, o ser hu­mano tem se es­que­cido que é a terra, a casa co­mum que nos abriga. Terra que não pode con­ti­nuar a ser des­truída de­vido à ga­nân­cia e falta de cui­dado.

Neste ano de 2016, a Cam­pa­nha da Fra­ter­ni­dade será ecu­mê­nica, ou seja, re­a­li­zada em união com ou­tras de­no­mi­na­ções cris­tãs. O tema é in­di­ca­tivo: “Casa co­mum: nossa res­pon­sa­bi­li­dade”. Por casa quer-se di­zer nosso pla­neta Terra, es­paço vi­tal em que es­ta­mos, cri­a­ção de Deus que deve ser pre­ser­vada com res­peito e ca­ri­nho.

A CF deste ano tem por lema: “Quero ver o di­reito bro­tar como fonte e cor­rer a jus­tiça qual ri­a­cho que não seca”. Frase que está na Bí­blia lá no pro­feta Amós (Am 5,24).

Qual é o ob­je­tivo es­pe­cí­fico da CF deste ano? O ob­je­tivo é sem­pre a vida, mas, com um en­fo­que par­ti­cu­lar. Neste ano há o de­sejo de se re­fle­tir e tra­ba­lhar para as­se­gu­rar o di­reito ao sa­ne­a­mento bá­sico. Di­reito este para to­das as pes­soas, as­sim so­mos cha­ma­dos a empenharmo-nos, à luz da fé, por po­lí­ti­cas pú­bli­cas e ati­tu­des res­pon­sá­veis, que ga­ran­tam a in­te­gri­dade e o fu­turo de nossa Casa Co­mum.

O sa­ne­a­mento bá­sico é um di­reito hu­mano fun­da­men­tal, des­pre­zado em mui­tos lu­ga­res. Es­pe­ci­al­mente onde o des­caso, a in­com­pe­tên­cia e a cor­rup­ção im­pe­dem de se exe­cu­tar tan­tos pro­je­tos, que po­de­riam me­lho­rar a qua­li­dade de vida da po­pu­la­ção. Desta ma­neira, a CF de­seja mo­bi­li­zar as cons­ci­ên­cias e pro­mo­ver o com­pro­me­ti­mento com a pre­ser­va­ção de nossa Casa Co­mum: nosso pla­neta Terra.

Qual a mo­ti­va­ção desta cam­pa­nha e deste tema e por que ser ecu­mê­nica? A mo­ti­va­ção não é ou­tra se não a nossa fé em Je­sus Cristo. Esta fé exige de nós a prá­tica da ca­ri­dade que é amor ser­viço. Je­sus disse que veio para ser­vir e que es­tava no meio de nós como aquele que serve. Isto por­que a prova de que ama­mos é o ser­viço aos ir­mãos, em es­pe­cial aos que mais so­frem e são mais frá­geis.

Pre­ci­sa­mos acei­tar o con­vite de re­fle­tir e de nos em­pe­nhar­mos na pro­mo­ção da vida digna para to­dos, bus­cando pro­fe­ti­ca­mente ques­ti­o­nar as es­tru­tu­ras que cau­sam ou le­gi­ti­mam vá­rios ti­pos de ex­clu­são; es­pe­ci­al­mente aquela que priva do sa­ne­a­mento bá­sico tan­tos e tan­tos se­res hu­ma­nos, obri­ga­dos a vi­ver de forma in­digna.

A falta de sa­ne­a­mento bá­sico tem a ver não só com falta de pla­ne­ja­mento e in­com­pe­tên­cia, mas tam­bém com a cor­rup­ção. Ela tem apa­re­cido como a prin­ci­pal pre­o­cu­pa­ção dos bra­si­lei­ros, mais que a pre­o­cu­pa­ção com a se­gu­rança e o de­sem­prego em cres­ci­mento. Os re­cur­sos para o sa­ne­a­mento bá­sico mui­tas ve­zes não che­gam. Não há muito in­te­resse em cons­truir rede de es­goto e de­mais ben­fei­to­rias que não são tão vi­sí­veis como pon­tes, pré­dios e ou­tros edi­fí­cios. Este ano é ano elei­to­ral e a po­pu­la­ção pre­cisa le­var ao “tri­bu­nal das ur­nas” de vo­ta­ção, to­dos os en­car­re­ga­dos de me­lho­rar a qua­li­dade de vida da po­pu­la­ção e não cum­pri­ram seu de­ver.

Va­mos vi­ver bem esta CF preparando-nos du­rante a qua­resma, para ce­le­brar na Pás­coa, a vi­tó­ria de Je­sus Cristo que é nossa tam­bém. Deus aben­çoe a to­dos.

Dom Pe­dro Car­los Ci­pol­lini

Bispo de Santo An­dré

Os Conselhos Evangélicos

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Os Conselhos Evangélicos

Os conselhos evangélicos têm sua origem divina, mais exatamente, cristológica, pois estão fundamentados nas palavras e exemplos do Senhor.
Tem sua origem divina na doutrina e nos exemplos de Jesus, isto quer dizer, que se fundam em sua vida, em toda sua vida. A vida e a doutrina de Jesus estão na base de toda forma de vida cristã, e de maneira especial, na base da vida consagrada.
Quando se fala na vida de Jesus, não se refere aos seus aspectos, mas às suas dimensões.

Como foi a vida de Jesus?

Jesus é o Homem inteiramente livre e inteiramente para os outros. Ele viveu inteiramente para o Pai e para os irmãos. Sua vida consiste em desviver-se. Não se pertence a si mesmo. É, existe e vive para Deus e para os homens. E a virgindade- pobreza-obediência, foram a expressão objetiva desta plena e definitiva autodoação. Por isso a vida de Jesus não foi simples existência, mas uma proexistência. Seu existir foi proexistir, existir em favor dos outros, dando tudo e a si mesmo. Então os conselhos evangélicos não podem ser entendidos como aspectos, mas como dimensões constitutivas da vida de Jesus.
Para nós, também os conselhos evangélicos não são aspectos, mas dimensões constitutivas de nossa vida. Porque o consagrado ” imita mais estreitamente e re-apresenta perenemente na igreja o gênero de vida que o Filho de Deus assumiu quando veio a este mundo para cumprir a vontade do Pai, e que propôs aos discípulos que o seguiam”.(Concílio)
Afirmar a origem divina-cristológica dos conselhos evangélicos é afirmar a sua existência, mas também sua inviólavel perdurabilidade na igreja, já que se trata de “bem irrenunciável, sobre o qual a igreja não tem poder de vida ou morte. A Igreja o recebe como se recebe um dom, e o guarda com fidelidade, porque eles não são de origem eclesiástica, mas cristológica. Os conselhos evangélicos expressam, a doação total e irrevogável de Cristo à Igreja, e a doação total da igreja a Cristo.(nós não podemos extinguir os mesmos).
A hierarquia da igreja tem a missão de interpretá-las, regular sua prática e também de organizar formas estáveis de vivê-los.
Por causa da origem cristológica, o consagrado vive não simplesmente a castidade, mas a castidade de Cristo; não é a pobreza, mas a pobreza de Cristo, tampouco é a obediência, mas a obediência de Cristo. Existem outras formas de pobreza, castidade e obediência, mas nenhuma delas nos interessa, somente a que Cristo viveu. (não é aos nossos moldes).
Se nós nos desviarmos, ou nos descuidarmos da origem e dimensão cristológicas dos conselhos evangélicos, nós os tornaremos ininteligíveis, esvaziados de sentido, perdendo sua maior riqueza teológica. Nós não podemos desvinculá-los da pessoa de Cristo, de sua vida e doutrina. Deste modo e por essa razão, os conselhos evangélicos se converteram em simples meios ascéticos, em vez de ser atitudes e dimensões essencialmente evangélicas e cristológicas.
Portanto, para compreendermos verdadeiramente os conselhos evangélicos é necessário voltar decididamente à pessoa de Jesus casto-pobre-obediente com sua vida e sua doutrina, com o chamado ao seu seguimento e com seu mistério de Kénosis (conceito da teologia cristã que trata do esvaziamento da vontade própria e a aceitação do desejo divino de Deus); em relação com a Igreja, com sua vida, com sua santidade, com sua dimensão carismática e escatológica e com sua missão evangelizadora; em relação com o Reino de Deus, com sua valiosidade absoluta, com suas exigências supremas e com seu estabelecimento neste mundo, como inauguração da vida celeste (Jesus foi casto-obediente e pobre para isto).

Sentido em Jesus Cristo

A virgindade, a pobreza e obediência, constituem as três dimensões mais profundas do viver humano de Cristo.
O que significaram na vida-missão de Jesus esses três conselhos evangélicos?
Amor total demonstrado – isso significa que os conselhos eram para Jesus um meio, uma forma dele demonstrar o seu amor, provar o seu amor total a Deus e aos homens. Uma prova autêntica profunda de amor. Como provar o meu amor a ti, como tu irás reconhecer que o meu amor é sincero e é tão sincero que vou ser pobre-obediente-casto. E não como meios para conseguir o amor perfeito, mas como expressão desse amor perfeito. Não para tornar possível o amor, mais para tornar visível o amor. Para demonstrar o máximo amor ao Pai e aos irmãos.
Cristo teria amado com o mesmo amor total ao Pai e aos homens, se tivesse vivido de outra maneira, sem o mínimo perigo para sua liberdade ou para deixar-se levar para o egoísmo. Porém não nos teria feito ver com a mesma claridade e evidência esse amor e essa liberdade. Fazer ver com argumentos, dar provas convincentes. A virgindade-pobreza-obediência de Jesus foram grito essencial de amor e testemunho irrefutável de liberdade.
Quanto mais encarnarmos a pobreza-obediência-castidade mais demonstramos nosso amor a Deus e mais somos livres para amá-lo. Nada nos prende, nem nos domina. Quando tomamos posse de algo ou de alguém é porque estamos dominados por esse algo ou alguém. Devemos também através desses conselhos provar o nosso amor a Deus e aos homens, a nossa doação de nós mesmos sem reservas.
Doação total de si mesmo (como Jesus muito amava ao Pai ele doa a si mesmo).
O amor manifesta-se sempre como dom. Não há amor se não há dom.
Amor total – dom total – dom de si mesmo.
Amar é dar-se! Jesus não se pertence e não vive para si. Por isso vive inteiramente para os outros, para Deus e para os homens, isto é, para o Reino. Literalmente ele “desvive-se”. Jesus pôs-se a serviço dos outros – do Pai e dos irmãos – tudo o que era e o que tinha: Filiação, experiência com Deus, doutrina, tempo, própria vida. Porque viveu inteiramente como Filho do Pai, pode viver inteiramente como irmão de todos os homens.

Vivência antecipada do sacrifício da sua morte

Os conselhos eram para Jesus, parte integrante de sua Kénosis, do mistério de seu aniquilamento que culminou na morte de cruz. A Kénosis que Jesus vive não era mera renúncia, nem puro esvaziamento, mas auto-doação por amor. Cristo ofereceu-se a si mesmo e não sangue de animais. E esse sacrifício durou toda a sua vida.
A morte é a total oferta do nosso ser a Deus: o grão de trigo precisa morrer para nascer de novo.
Através dos conselhos evangélicos vivenciamos antecipadamente a cada dia a nossa morte, o nosso aniquilamento, que culminará em nossa morte (humildade – viver a nossa verdade).
Cristo não pode deixar de ser Deus, não pode renunciar ao seu ser divino, porém renunciou a sua condição divina gloriosa, isto é, renunciou a manifestar de modo habitual em sua humanidade a glória que lhe correspondia em virtude de sua divindade. Não fez valer seus direitos. Despojou-se de sua nobreza. Sendo Senhor e Rei, apresentou-se como servo e escravo.
Inauguração de “modo celeste de vida”
A vida da graça nos faz viver desde esta vida a glória do céu. A vida da graça é a vida eterna.
Também foram, os conselhos evangélicos, em Cristo, antecipação de sua ressurreição gloriosa, prefiguração da nossa e inauguração neste mundo da vida celeste. Através dos conselhos evangélicos, Cristo tornou já presente, nesta etapa terrena do Reino os bens definitivos e as atitudes essenciais do Reino consumado.
Pela castidade, pobreza e obediência, Cristo adiantou, aqui e agora, a condição essencial da vida celeste, estabelecendo um tipo de relações, divinas e humanas, válidas para outra vida.
Viveremos aqui o que viveremos no céu. A vida na terra deve ser uma preparação e antecipação da vida que vamos viver no céu. Os conselhos nos fazem viver e ser aqui na terra o que viveremos e seremos no céu.

O que são e o que devem significar em nós os conselhos evangélicos?

Aquilo mesmo que eles foram em Cristo e ter a mesma significação que tiveram nele. Do contrário seria necessário a condição evangélica da vida consagrada. Se a vida consagrada é em sua própria essência seguimento e imitação radical de Jesus Cristo virgem-pobre-obediente.
Os conselhos evangélicos na vida consagrada são afirmação clara da primazia absoluta do Reino, presença no mundo dos bens definitivos, prefiguração e experiência da vida eterna e da ressurreição gloriosa.
Devemos então, viver os conselhos evangélicos com o mesmo sentido que Cristo viveu, porém para nós, homens pecadores, precisamos acrescentar uma afirmação complementar: os conselhos evangélicos devem se tornar meios removedores de obstáculos, em mortificação das raízes de pecado-de cobiça, de egoísmo, de soberba (as concupiscências) que existem em nós, inclusive depois do batismo, e que um dia podem se transformar em frutos de pecado. São pedagogia para o amor, além de ser constitutivamente amor. Porque a amar se aprende amando. E esta é uma significação que em Cristo não tiveram.
Para nós assume também o caráter ascético, mas não para aí, porque seria privá-las de todo o seu sentido cristológico e, consequentemente esvaziá-los de seu conteúdo melhor. Deixariam então, de ser realidades e atitudes evangélicas, para ser simplesmente costumes ascéticos ou meios humanos de purificação.

A Castidade:

Prometer viver a castidade, significa imediatamente amar ao Pai e a todos os homens com o mesmo amor total, divino e humano de Cristo, que cria uma fraternidade universal com um tipo de relação interpessoal que continuará sendo válidas na outra vida, a fim de transcender toda mediação fundada nos sentidos (prazer pelo prazer).
A castidade vem de encontro a concupiscência do prazer, vem dar ao prazer o seu verdadeiro significado. (concupiscência=Inclinação a gozar os bens terrestres, particularmente os prazeres sensuais)
Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo”, modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida (solteiros, noivos, casados, viúvos, celibatários). No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade.
Celibatário (virgindade consagrada) – vive essa dimensão acrescida da renúncia ao matrimônio e ao exercício da sexualidade como conseqüência lógica desse amor imediato, total para viver inteiramente para o Reino. Evitando toda polarização e toda imediação no amor.
Portanto, precisamos cada vez mais entregar nossos sentidos a Deus: o nosso olhar, o nosso gosto, o nosso cheiro, o nosso ouvir, o nosso falar, o nosso tocar, o nosso sentir.

Amizade e castidade

§2347 A virtude da castidade desabrocha na amizade. Mostra ao discípulo como seguir e imitar Aquele que nos escolheu como seus próprios amigos, se doou totalmente a nós e nos faz Participar de sua condição divina. A castidade é promessa de imortalidade.
A castidade se expressa principalmente na amizade ao próximo. Desenvolvida entre pessoas do mesmo sexo ou de sexos diferentes, a amizade representa um grande bem para todos e conduz à comunhão espiritual.

Castidade e estado de vida

§2348 Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo”, modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade.
§2349 “A castidade há de distinguir as pessoas de acordo com seus diferentes estados de vida: umas na virgindade ou no celibato consagrado, maneira eminente de se dedicar mais facilmente a Deus com um coração indiviso; outras, da maneira como a lei moral determina, conforme forem casados ou celibatários.” As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência:
Existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica.
§2350 Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, urna aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade.

Castidade conjugal e Matrimônio

§2365 A fidelidade exprime a constância em manter a palavra dada. Deus é fiel. O sacramento do Matrimônio faz o homem e a mulher entrarem na fidelidade de Cristo à sua Igreja. Pela castidade conjugal, eles testemunham este mistério perante o mundo.
S. João Crisóstomo sugere aos homens recém-casados que falem assim à sua esposa: “Tomei-te em meus braços, amo-te, prefiro-te à minha própria vida. Porque a vida presente não é nada, e o meu sonho mais ardente é passá-la contigo, de maneira que estejamos certos de não sermos separados na vida futura que nos está reservada… Ponho teu amor acima de tudo, e nada me seria mais penoso que não ter os mesmos pensamentos que tu tens”.
§2368 Um aspecto particular desta responsabilidade diz respeito à regulação da procriação. Por razões justas, os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo, mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso, regularão seu comportamento segundo os critérios objetivos da moral.
A moralidade da maneira de agir, quando se trata de harmonizar o amor conjugal com a transmissão responsável da vida, não depende apenas da intenção sincera e da reta apreciação dos motivos, mas deve ser determinada segundo critérios objetivos tirados da natureza da pessoa e de seus atos, critérios esses que respeitam o sentido integral da doação mútua e da procriação humana no contexto do verdadeiro amor. Tudo isso é impossível se a virtude da castidade conjugal não for cultivada com sinceridade.

Vida Consagrada e castidade

§915 Os conselhos evangélicos, em sua multiplicidade, são propostos a todo discípulo de Cristo. A perfeição da caridade à qual todos os fiéis são chamados comporta para os que assumem livremente o chamado à vida consagrada a obrigação de praticar, a castidade no celibato pelo Reino, a pobreza e a obediência. E a profissão desses conselhos em um estado de vida estável reconhecido pela Igreja que caracteriza a “vida consagrada” a Deus.
§944 A vida consagrada a Deus caracteriza-se pela profissão pública dos conselhos evangélicos de pobreza, de castidade e de obediência em um estado de vida permanente reconhecido pela Igreja.

Coração puro e castidade

§2518 A sexta bem-aventurança proclama: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). A expressão “puros de coração” designa aqueles que entregaram o coração e a inteligência às exigências da santidade de Deus, principalmente em três campos: a caridade, a castidade ou a retidão sexual, o amor à verdade e à ortodoxia da fé. Existe um laço de união entre a pureza do coração, do corpo e da fé:
Os fiéis devem crer nos artigos do símbolo, “para que, crendo, obedeçam a Deus; obedecendo, vivam corretamente; vivendo corretamente, purifiquem seu coração; e, purificando o coração, compreendam o que crêem”.
§2520 O Batismo confere àquele que o recebe a graça da purificação de todos os pecados. Mas o batizado deve continuar a lutar contra a concupiscência da carne e as cobiças desordenadas. Com a graça de Deus, alcançará a pureza de coração:
• pela virtude e pelo dom da castidade, pois a castidade permite amar com um coração reto e indiviso;
• pela pureza de intenção, que consiste em ter em vista o fim verdadeiro do homem; com uma atitude simples, o batizado procura encontrar e realizar a vontade de Deus em todas as coisas;
• pela pureza do olhar, exterior e interior; pela disciplina dos sentimentos e da imaginação; pela recusa de toda complacência nos pensamentos impuros que tendem a desviar do caminho dos mandamentos divinos: “A desperta a paixão dos insensatos” (Sb 15,5);
• pela oração: “Eu julgava que a continência dependia de minhas próprias forças… forças que eu não conhecia em mim. E eu era tão insensato que não sabia que ninguém pode ser continente, se vos lho concedeis. E sem dúvida mo teríeis concedido, se com gemidos interiores vos ferisse os ouvidos e, com firme fé, pusesse em vós minha preocupação.”
§2532 A purificação do coração exige a oração, a prática da castidade, a pureza da intenção e do olhar.

Espírito Santo na origem da virtude da castidade

§1832 Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós como primícias da glória eterna. A Tradição da Igreja enumera doze: “caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade” (Gl 5,22-23 vulg.).
§2345 A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo.

Ofensas à castidade

§2351 A luxúria é um desejo desordenado ou um gozo desregrado do prazer venéreo. O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união.
§2352 Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. “Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado.” Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade. Aí o prazer sexual é buscado fora da “relação sexual exigida pela ordem moral, que realiza, no contexto de um amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação humana”.
Para formar um justo juízo sobre a responsabilidade moral dos sujeitos e orientar a ação pastoral, dever-se-á levar em conta a imaturidade afetiva, a força dos hábitos contraídos, o estado de angústia ou outros fatores psíquicos ou sociais que minoram ou deixam mesmo extremamente atenuada a culpabilidade moral.
§2353 A fornicação é a união carnal fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. É gravemente contrária à dignidade das pessoas e da sexualidade humana, naturalmente ordenada para o bem dos esposos, bem como para a geração e a educação dos filhos. Além disso, é um escândalo grave quando há corrupção de jovens.
§2354 A pornografia consiste em retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros para exibi-los a terceiros de maneira deliberada. Ela ofende a castidade porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes, público), porque cada um se torna para o outro objeto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito, Mergulha uns e outros na ilusão de um mundo artificial. E uma falta grave. As autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de materiais pornográficos.
§2396 Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais.

Opções da castidade

§2339 A castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. “A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação.”
§2341 A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão a paixões e os apetites da sensibilidade humana.
§2344 A castidade representa uma tarefa eminentemente pessoal. Mas implica também um esforço cultural, porque “o homem desenvolve-se em todas as suas qualidades mediante a comunicação com os outros”. A castidade supõe o respeito pelos direitos da pessoa, particularmente o de receber uma informação e uma educação que respeitem as dimensões morais e espirituais da vida humana.
§2346 A caridade é a forma de todas as virtudes. Influenciada por ela, a castidade aparece como uma escola de doação da pessoa. O domínio de si mesmo está ordenado para a doação de si mesmo. A castidade leva aquele que a pratica a tornar-se para o próximo uma testemunha da fidelidade e da ternura de Deus.
§2395 A castidade significa a integração da sexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem do domínio pessoal.

Seguimento de Cristo e castidade

§2053 A esta primeira resposta é acrescentada uma segunda: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e segue-me” (Mt 19,21). Esta não anula a primeira. O seguimento de Jesus Cristo inclui o cumprimento dos mandamentos. A Lei não foi abolida, mas o homem é convidado a reencontrá-la na pessoa de seu Mestre, que é o cumprimento perfeito dela. Nos três Evangelhos sinópticos, o apelo de Jesus dirigido ao jovem rico, de segui-lo na obediência do discípulo e na observância dos preceitos, é relacionado com o convite à pobreza e à castidade. Os conselhos evangélicos são indissociáveis dos mandamentos.

Temperança virtude que comanda a castidade

§2341 A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão a paixões e os apetites da sensibilidade humana.

A pobreza: O Pai é a nossa única riqueza

A pobreza de Cristo foi, em face ao Pai, confiança absoluta, que ele expressou numa renúncia explícita a todo outro apoio, para afirmar decididamente que se apoiava somente nele, e proclamar a relatividade de todo o criado diante do valor absoluto do Reino.
Em face aos homens foi disponibilidade de tudo o que era e de tudo o que tinha. Em face a si mesmo, a pobreza foi parte integrante de seu ministério de aniquilamento. Em face dos bens desse mundo liberdade soberana.
Prometer viver na pobreza (fraternidade, unidade), pobreza quer dizer, empenhar-se em confiar infinitamente em Deus, apoiando-se unicamente nele, viver decididamente, para os outros, compartilhando tudo o que se é e tudo o que se tem com os irmãos, não pertencer-se para pertencer a todos, e manter diante de todas as coisas plena liberdade e independência ativa. É portanto, um meio de se vencer a concupiscência do possuir, que atinge uma dimensão muito maior do que somente ajuntar tesouros na terra.

A Obediência: O desafio da liberdade na obediência

A obediência em Cristo foi submissão filial plena e amorosa ao querer do Pai. Foi estado e atitude de perfeita docilidade, ativa e responsável à vontade do Pai. Foi saber-se centro do plano salvífico de Deus, aceitá-lo incondicionalmente com todas as suas consequências.
Fazer voto de obediência significa comprometer-se diante de Deus e diante dos irmãos a viver em atitude de total docilidade à vontade amorosa do Pai e a acolhê-la filialmente como critério único de vida, sejam quais forem as mediações humanas ou sinais que manifestam essa vontade.
Se estivermos atentos a vontade de Deus não esperaremos que as nossas autoridades a revele para nós e nem resistiremos aos absurdos ou mesmo aquilo que para nós é muito difícil. Nós mesmos exporemos a vontade de Deus para elas e as ajudaremos a descobrir conosco o que Deus tem para nós. Contribuiremos positivamente no caminho de Deus para as nossas vidas.
Para vivermos a obediência não podemos assumir uma atitude passiva ou muito menos uma atitude de nos esconder da vontade de Deus e nos colocarmos indispostos, resistentes, a ela, mas uma atitude de descoberta, uma disposição interior, uma determinação de descoberta para vivê-la. Como nós não queremos vivê-la nem queremos descobrí-la. O conhecimento da vontade de Deus nos leva a responsabilidade e não temos como nos abster de cumprí-la.

Os grandes desafios

Os conselhos evangélicos não devem ser considerados como uma negação dos valores inerentes à sexualidade, ao legítimo desejo de usufruir de bens materiais, e de decidir autonomamente sobre si próprio. Essas inclinações, enquanto fundadas na natureza, são boas em si mesmas, mas a criatura humana, enfraquecida como está pelo pecado original, corre o risco da as exercitar de modo transgressivo. A profissão de castidade, pobreza e obediência, torna-se uma admoestação a que não se subestimem as feridas causadas pelo pecado original, e, embora afirmando o valor dos bens criados, relativiza-os pelo simples fato de apontar Deus como o bem absoluto.

Como ler a Bíblia? Veja umas dicas.

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tabelaperiodicabibliaO que é a Bíblia

A Bíblia é um conjunto de livros escritos durante vários séculos, por várias mãos. A palavra Bíblia, ao pé da letra, significa “livrinhos”, plural da palavra grega biblíon (“livrinho”) que, por sua vez, é o diminutivo da palavra biblos (“livro”). A palavra “Bíblia” para se referir às Sagradas Escrituras foi usada pela primeira vez por João Crisóstomo, no quarto século depois de Cristo.

Assim, a Bíblia consiste de uma coleção de livros menores, diferentes entre si. Cada um desses livros aborda uma mensagem com a finalidade de iluminar a vida do povo de Deus, de acordo com a realidade da época em que foi escrito. Há, ao todo, 73 livros, escritos de diversos modos: história, poesia, hinos, cartas e outros escritos, conforme a mensagem a ser comunicada.

Os 73 livros que se encontram na Bíblia cristã dividem-se em duas partes: Antigo e Novo Testamento. A palavra “testamento” vem da tradução grega para a palavra hebraica berit, que significa “aliança”, “pacto”. Logo, as duas grandes partes da Bíblia referem-se à Antiga e à Nova Aliança entre Deus e o seu povo. Também se usa os termos primeiro testamento e segundo testamento ou seja, primeira aliança e segunda aliança.

Existe uma diferença entre a Bíblia dos católicos e a dos protestantes. As Bíblias protestantes não trazem sete livros: Judite, Tobias, 1º Macabeus, 2º Macabeus, Baruc, Eclesiástico e Sabedoria, além de Ester 10,4-16,24 e Daniel 13-14. Estes livros foram considerados inspirados num segundo momento, quando a Bíblia hebraica já estava bem formada, e entraram no conjunto dos textos sagrados somente quando a Bíblia hebraica foi traduzida para o grego, na tradução da Setenta, por volta do ano 250 antes de Cristo.

Como os protestantes aceitam somente a Bíblia hebraica como inspirada, estes textos ficaram de fora. Já os católicos aceitam a Bíblia grega e, portanto, os sete livros acima, escritos em grego, foram considerados sagrados. Hoje, porém, algumas Bíblias protestantes trazem também estes livros, que são conhecidos como “deuterocanônicos”.

ANTIGO TESTAMENTO – PRIMEIRO TESTAMENTO

Pentateuco (a Lei) = Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio

Os cinco primeiros livros da Bíblia formam o Pentateuco. Pentateuco é uma palavra grega que significa “cinco livros”. Foram escritos ao longo de 500 anos e falam da criação do mundo e da Aliança que Deus fez com o povo hebreu.

Livros históricos = Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, 1 e 2 Macabeus.

Os livros históricos formam a maior parte do Antigo Testamento. Contam a história desde a entrada na Terra Prometida até pouco antes do nascimento de Jesus. São divididos em três grupos:

  1. a) Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis: procuram mostrar que o importante na caminhada do povo é a fidelidade à Aliança com Deus. Quando as lideranças e o povo são fiéis à Aliança, recebem a bênção; quando há desrespeito ao pacto, caem em desgraça.
  2. b) 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, 1 e 2 Macabeus: escritos após o exílio na Babilônia, contam a história de modo a orientar o povo na reconstrução para organização e sobrevivência diante do poder estrangeiro.
  3. c) Rute, Tobias, Judite, Ester: apresentam situações vividas pelos judeus na Palestina ou no estrangeiro, com a finalidade de iluminar o povo. Não são acontecimentos históricos. São histórias inventadas a partir de situações reais e concretas do povo.

Livros sapienciais (Saber) e poéticos = Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico

Nestes livros, temos a sabedoria e a espiritualidade do povo de Deus. Os livros de sabedoria são cinco: Jó, Provérbios, Eclesiastes, Sabedoria e Eclesiástico. Os livros de poesia são dois: Salmos e Cântico dos Cânticos.

Livros proféticos = Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias

Os livros proféticos são tradicionalmente divididos em dois grupos: os profetas maiores e os menores, de acordo simplesmente com o tamanho dos livros. Os quatro maiores são Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Profetas foram aqueles que, ao longo da história, convocaram as lideranças e o povo para a conversão ou volta ao projeto de Deus, denunciaram situações injustas e alertaram para o julgamento de Deus. Anunciam a esperança, encorajam o povo a reconstruir sua própria história.

NOVO TESTAMENTO – SEGUNDO TESTAMENTO

Evangelhos = Mateus, Marcos, Lucas, João   –   Palavras da Salvação! Gloria a vós Senhor

A palavra “evangelho” quer dizer “boa notícia”. Cada um dos quatro evangelhos narra a boa notícia de Jesus, sua vida e missão, desde o nascimento até a paixão, morte e ressurreição. Foram escritos entre 30 e 70 anos depois da morte e ressurreição de Jesus, a partir das histórias que as comunidades recordavam e transmitiam de boca em boca. Os Evangelhos foram escritos não para mostrar os fatos históricos exatamente como aconteceram, e sim como um meio de se manter viva a lembrança das ações e das palavras de Jesus, para que continuassem iluminando sempre a vida do povo.

Atos dos Apóstolos = O evangelho de Lucas e os Atos dos Apóstolos formam uma só obra.

O evangelho de Lucas apresenta o caminho de Jesus, da Galileia a Jerusalém. Os Atos dos Apóstolos mostram o caminho das primeiras comunidades cristãs, ou seja, dos discípulos de Jesus, de Jerusalém a Roma.

Cartas de São Paulo = São 14 = Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemon, Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1 a 3 João, Judas.

Curiosidade: Hebreus é anônima, tradicionalmente atribuída a São Paulo – Dizem então que são 13 Cartas…

As cartas encontradas no Novo Testamento são divididas em dois grandes grupos: as cartas de Paulo e as cartas católicas. As cartas de Paulo visam responder a situações concretas e resolver problemas específicos das várias comunidades que o apóstolo acompanhava. As sete cartas católicas, ou universais, foram escritas para toda a Igreja, e não para pessoas ou comunidades em particular. Essas cartas são: uma de Tiago, duas de Pedro, três de João e uma de Judas.

Apocalipse = Apocalipse de João

O Apocalipse de João foi escrito para iluminar a vida das comunidades que enfrentavam a perseguição no final do primeiro século depois de Cristo. Nesse livro, há muitas imagens e símbolos do Antigo Testamento que para nós muitas vezes dificultam a compreensão, mas eram familiares ao povo da Bíblia. A palavra apocalipse não quer dizer previsão sobre o futuro, mas revelação. No Apocalipse encontramos a revelação do próprio Jesus Ressuscitado.

Abreviaturas e citações

Para facilitar as citações em geral, os livros da Bíblia foram divididos em capítulos e os capítulos em versículos (pequenos versos). Existem várias traduções da Bíblia no Brasil, e por isso, o modo mais prático de citar um texto não é pelo número da página, e sim pelo livro, seguido do capítulo e do versículo. Cada livro é citado usando-se uma abreviatura. A lista a seguir apresenta as abreviaturas dos livros bíblicos por ordem alfabética:

Ab Abdias
Ag Ageu
Am Amós
Ap Apocalipse
At Atos dos Apóstolos
Br Baruc
Cl Colossenses
1Cor 1ª carta aos Coríntios
2Cor 2ª carta aos Coríntios
1Cr 1º livro das Crônicas
2Cr 2º livro das Crônicas
Ct Cântico dos Cânticos
Dn Daniel
Dt Deuteronômio
Ecl Eclesiastes (Coélet)
Eclo Eclesiástico (Sirácida)
Ef Carta aos Efésios
Esd Esdras
Est Ester
Ex Êxodo
Ez Ezequiel
Fl Carta aos Filipenses
Fm Carta a Filemon
Gl Carta aos Gálatas
Gn Gênesis
Hab Habacuc
Hb Carta aos Hebreus
Is Isaías
Jd Carta de Judas
Jl Joel
Jn Jonas
Jo Evangelho segundo João
1Jo 1ª carta de João
2Jo 2ª carta de João
3Jo 3ª carta de João
Jr Jeremias
Js Josué
Jt Judite
Jz Juízes
Lc Evangelho segundo Lucas
Lm Lamentações
Lv Levítico
Mc Evangelho segundo Marcos
1Mc 1º livro dos Macabeus
2Mc 2º livro dos Macabeus

 

Ml Malaquias
Mq Miquéias
Mt Evangelho segundo Mateus
Na Naum
Ne Neemias
Nm Números
Os Oséias
1Pd 1ª carta de Pedro
2Pd 2ª carta de Pedro
Pr Provérbios
Rm Carta aos Romanos
1Rs 1º livro dos Reis
2Rs 2º livro dos Reis
Rt Rute
Sb Sabedoria
Sf Sofonias
Sl Salmos
1Sm 1º livro de Samuel
2Sm 2º livro de Samuel
Tb Tobias
Tg Carta de Tiago
1Tm 1ª carta de Timóteo
2Tm 2ª carta de Timóteo
1Ts 1ª carta aos Tessalonicenses
2Ts 2ª carta aos Tessalonicenses
Tt Carta a Tito
Zc Zacarias

 

Exemplos

Para indicar todo o capítulo 12 do Gênesis, basta escrever: Gn 12.

Para indicar o versículo 3 do capítulo 12, escreve-se: Gn 12,3. Como se vê, capítulo e versículo são separados por vírgula.

Para indicar mais de um versículo, basta usar um hífen entre eles:

Gn 12,1-3 se refere, por exemplo, ao livro do Gênesis, capítulo 12, do versículo 1 até o 3.

Quando se quer indicar versículos que não se encontram na sequência, usa-se o ponto: Gn 12,1.4.7.14 se refere ao capítulo 12 do Gênesis, versículos 1, 4, 7 e 14.

O mesmo vale para os capítulos: Gn 11-14 se refere aos capítulos 11 até o 14 do livro do Gênesis. Já Gn 11.14 se refere aos capítulos 11 e 14, saltando os capítulos 12 e 13.

Para citar textos em versículos de diversos capítulos, usa-se o ponto-e-vírgula: Gn 11,12; 13,4; 15,7 se refere ao livro do Gênesis, capítulo 11, versículo 12; capítulo 13, versículo 4; capítulo 15, versículo 7.

Uma citação como Gn 11,3-14,7 merece atenção. Note-se que depois do hífen existe outra vírgula, e não o ponto-e-vírgula como no exemplo anterior. Como vimos, o número antes da vírgula indica sempre o capítulo. Assim, a citação Gn 11,3-14,7 está indicando o livro do Gênesis, do capítulo 11, versículo 3, até o capítulo 14, versículo 7.