Todos os post de

WebMaster Comunidade Fidelidade

Família nas Novas Comunidades!

Por | FORMAÇÕES

São Paulo diz na Carta aos Efésios que dobra os joelhos ao Pai por toda a família que deve sua existência ao Pai. Nós que somos Novas Comunidades precisamos dobrar os joelhos pela causa das famílias.

A família precisa valorizar a vida humana, Bento XVI na carta enviada ao Brasil por ocasião da Campanha da Fraternidade disse: “Toda ameaça contra a vida e contra a família precisa ser combatida”.

Na contemplação do ícone da Sagrada Família de Nazaré percebemos uma família espiritual e plenamente humana, com toda a necessidade do toque; José que abraça Maria, e tocam em Jesus, uma família plenamente humana. Todas as vezes que você contemplar a Sagrada Família lembre que ela é humana.

Imagine José e Maria batendo nas portas de nossa comunidade dizendo que queriam fazer um caminho com a nossa comunidade. Onde nós os encaixaríamos? Eles seriam uma comunidade de aliança, o homem que trabalha e com o suor de seu rosto leva o pão para a família.

Muitos pensam que para se entregarem a Deus precisam ir para a comunidade de vida. Olhem para a Sagrada Família, eles foram plenamente consagrados a Deus, isso é possível, ser família plenamente consagrada a Deus.

O sacramento do matrimônio é nosso modo específico de viver a santidade. Aquele que é casado já é como consagrado. Quando somos casados e consagramos a uma comunidade, a consagração na comunidade não está acima do matrimônio que busca também a santidade e o céu.

O carisma de fundação não pode estar acima do sacramento do matrimônio, precisamos ter a consciência da importância e da finalidade do matrimônio. Talvez inconscientes, por causa da missão que a Comunidade tem, nós corremos o risco de não valorizarmos devidamente a família, o casal, a vida conjugal, o sacramento do matrimônio. Há um medo nos casais de terem filhos, nós precisamos gerar filhos de Deus. Tenho percebido que muitos casais dentro das Comunidades têm medo de gerarem filhos e atrapalhar a missão, pelo contrário, nós precisamos estar abertos a vida. Precisamos ter bom senso, amor e caridade para com a mulher grávida, para a mãe que tem filhos pequenos, e não exigir dessa mãe, aquilo que podemos e devemos exigir de um jovem, de um solteiro em nossas Comunidades.

Os casais precisam ser acolhidos e valorizados para que a vida de família seja sustentada e sustentável dentro da nossa comunidade.

Jean Vanier diz em seu livro “Comunidade: lugar do perdão e da festa”, “antes porém de se comprometer seria útil que examinassem as motivações, o que te motiva a pertencer a Comunidade. É um trabalho desumano que você quer deixar, você já não aguenta mais o seu trabalho, então talvez,vai largar tudo e ir para uma Comunidade. É uma vida familiar mais calorosa que vocês desejam ou é realmente uma vida comunitária com todas as sua exigências, que as pessoas casadas procuram”.

Como casais não podemos esquecer, há toda uma questão de valorizar a família, valorizar o sacramento do matrimônio, a vivência conjugal, mas nós casais das Novas Comunidades não podemos esquecer que a vida comunitária tem as suas exigências. Temos que ter a consciência das renúncias e sacrifícios para não entrarmos iludidos na Comunidade.

Continua Jean Vanier, “todos os pais que querem seguir Jesus e viverem em Comunidade, um dos maiores sacrifícios é aceitar um salário mais baixo, uma renda mais baixa, ou até mesmo nenhuma renda, do que não poderiam receber se não tivessem em Comunidade. Isso significa impossibilidade de darem a seus filhos as mesmas condições financeiras e as mesmas possibilidades que eles próprios tiveram quando eram jovens, mas não podemos ter tudo. Se seguimos Jesus devemos aceitar as conseqüências da nossa escolha. Talvez as crianças dessas famílias não tenham vantagens materiais, mas terão descobertos a Comunidade que é um magnífico dom”.

Comunidades, aceitem as famílias como comunidades dentro de vossas comunidades, nós só temos a ganhar. Temos a obrigação de santificar nossas famílias, nossa esposa e nossos filhos. Eu tenho que chegar no céu e apresentar a santidade de minha esposa e ela a minha santidade, e juntos a santidade de nossos filhos e depois a nossa Comunidade.

A família de Nazaré precisa ser o espelho da minha família.

fonte: http://blog.cancaonova.com/vidanova/category/novas-comunidades/page/4/

O que é Namorar?

Por | FORMAÇÕES

Tempo de conhecer o outro

O namoro é dinâmico como a própria vida das pessoas. Hoje, a liberdade é enorme quando se fala desse assunto, o que, aliás, torna-se ocasião para muitos desvirtuamentos nessa área. Coisas que para a geração anterior era impensável, hoje tornou-se comum entre os jovens, como, por exemplo, viajar juntos sem os pais; dormirem na mesma casa, entre outros. Se por um lado essa liberação pode até facilitar a maturidade dos jovens namorados, não há como negar que é uma oportunidade imensa para que o relacionamento deles ultrapasse os limites de namorados e os precipite na vida sexual.

Lamentavelmente tornou-se comum entre os casais de namorados a vida sexual, inadequada nessa fase. O namoro, como já mostramos, é o tempo de conhecer o outro, escolher o parceiro com quem a vida será vivida até a morte, e é o tempo de crescimento a dois. Tudo isso será vivido por meio de um diálogo rico dos dois, pelo qual cada um vai se revelando ao outro, trocando as suas experiências e as suas riquezas interiores. Dessa forma, começa a construção recíproca de cada um, o que continuará após o casamento.

O namoro implica o reconhecimento do outro, a sua aceitação e a comunicação com ele. É diferente conhecer uma pessoa e conhecer um objeto. O objeto é frio, a pessoa é um “mistério”; não pode ser entendida só pela inteligência, pois a sua realidade interior é muito mais rica do que a ideia que fazemos dela pelas aparências. Você só poderá conhecer a pessoa pelo coração e pela revelação que ela faz de si mesma a você. No objeto vale a quantidade, o peso, o tamanho, a forma, o gosto; na pessoa vale a qualidade. O objeto é um problema a ser resolvido; a pessoa é mistério a ser revelado e compreendido. Saiba que você está diante de uma pessoa que é única (indivíduo), insubstituível, original, distinta de todos os outros… Alguém já disse que cada pessoa é “uma palavra de Deus que não se repete”. Não fomos feitos numa fôrma.

No namoro você terá de respeitar essa “individualidade” do outro, para não sufocá-lo. Muitas crises surgem porque ambos não se respeitam como pessoas e únicos. É por isso que as comparações e os padrões rígidos podem ser prejudiciais. Você não pode querer que a sua namorada seja igual àquela moça que você conhece e admira; o seu namorado não tem que ser igual ao seu pai… Cada um é um. A liberdade é uma condição essencial da pessoa. Sem liberdade não há pessoa.

É no encontro com o outro que a pessoa se realiza; e aqui está a beleza do namoro vivido corretamente. Ele leva você a abrir-se ao outro. A partir daí você deixa de ser criança e começa a tornar-se adulto; porque já não olha só para si mesmo. O namoro é esse tempo bonito de intercomunicação entre duas almas. Mas toda revelação implica num comprometimento de ambos e num engajamento de vidas. “Tu te tornas eternamente responsável por aquele que cativas”, disse o pequeno príncipe [na obra homônima “O Pequeno Príncipe”].

Você se torna responsável por aquele que se revela a você do mais íntimo do seu ser. Cuidado, portanto, para não “coisificar” a sua namorada. Às vezes, essa coisificação do outro se torna até meio inconsciente hoje. Ela acontece, por exemplo, quando o noivo proíbe a noiva de usar batom ou a proíbe de cortar os cabelos. O marido “coisifica” a esposa quando a obriga a ter uma relação sexual com ele, quando não lhe permite participar das “suas” decisões financeiras e quando a proíbe de ter alguma atividade na Igreja, entre outros. Da mesma forma, o namorado “coisifica” a namorada quando faz chantagens emocionais com ela para conseguir o que quer. Assim como a namorada “coisifica” o namorado quando o sufoca fazendo-o ficar o tempo todo do seu lado, sem que o rapaz possa fazer outros programas com os amigos…

Não faça do outro um objeto nem deixe que o relacionamento de vocês se torne uma “dominação do outro”; mas sim, um “encontro” entre ambos.

Namorar é dialogar! O diálogo é mais do que uma conversa; é um encontro de almas em busca do conhecimento e do crescimento mútuo. Sem um bom diálogo não há um namoro feliz e bonito. É pelo diálogo que o casal – seja de namorados ou cônjuges – aprende a se conhecer, ajuda-se mutuamente a corrigir suas falhas, vence as dificuldades, cultiva o amor, se aperfeiçoa e se une cada vez mais.

Os namorados que sabem dialogar sabem escolher bem a pessoa adequada, fazendo uma escolha com lucidez e conhecimento maduro. Para haver diálogo você precisa aprender a ouvir o outro; a ter paciência para entender o que ele quer dizer, e, só depois, concordar ou discordar. Seja paciente, não corte a palavra do outro antes que ele a complete. Lembre-se: diálogo não é discussão. É preferível “perder” uma discussão do que dominar o outro.

À medida que o tempo for passando, o diálogo amadurecendo e o namoro se firmando, então será necessário conversar sobre as coisas do futuro, para se saber quais as aspirações que cada um traz no coração, e se elas se coadunam mutuamente. Não se trata de ficar sonhando no vazio sobre o futuro, mas de começar a escolher e a preparar a vida que ambos vão viver e construir amanhã: a família, os filhos, entre outros projetos.

Nada de real se faz nesta vida sem um sonho, um projeto, um plano e uma construção. Se de um lado, sonhar no vazio é uma doce ilusão; por outro, refletir sobre o que se quer construir no futuro é uma necessidade. É assim que nasce um lar.

Humana Armadilha – Formação Humana

Por | FORMAÇÕES

Paz! Em meus estudos e literaturas me deparei de novo com um artigo muito interessante em um capitulo do livro: “Não Nascemos prontos” de Cortella. Uma reflexão interessante e no minimo entusiasta sobre a busca da felicidade, que achei por necessário publicar.    Segue:

Múltiplas são as pistas sobre o lugar onde se encontra a “chave da felicidade” e, claro, o seu provável modelo. Alguns o situam na arte desprendida; outros, na religião obsessiva.

Há uma hilariante e inesquecível tirinha entre as milhares desenhadas pelo argentino Joaquin Salvador Lavado, o Quino, na qual, usando da aguda embora atordoada inteligência de Mafalda (sua mais conhecida personagem, inventada em 1963), ele consegue expressar com clareza alguns dos meandros, que envolvem a existência humana.

No primeiro quadrinho dessa “tira, Mafalda se aproxima de uma loja de esquina onde há um idoso chaveiro; no quadrinho seguinte, entra no prédio e, cinicamente, diz a ele: “Bom dia. Quero uma chave da felicidade”. Sem demonstrar espanto, no terceiro quadrinho, ele dirige um olhar complacente e lhe responde: “Com certeza, menina. Traz o modelo?”. Sai ela então da loja, caminhando sem graça e pensando: “Espertalhão o velhinho!”.

O modelo, onde está o modelo? Ou, melhor ainda, existiria um modelo? É preciso haver um? Múltiplas são as pistas sobre o lugar onde se encontra a “chave da felicidade” e, claro, o seu provável modelo. Alguns o situam na arte desprendida; outros, na religião obsessiva; muitos, no consumo desvairado; vários, na política indolente; poucos, na filosofia militante; inúmeros, no trabalho insano; raros, na dignidade coletiva.

O que seria esse almejado horizonte a que uma chave desconhecida, distante ou simplesmente invisível poderia proporcionar o acesso? Felicidade pode ser estado de espírito, não uma situação material; pode ainda despontar como um sentimento passageiro ou um devaneio fugaz. Marcando-se em nossa existência sempre como uma ocorrência episódica, remete-se, talvez, ao terreno ocupado por uma sabedoria misteriosa contida na frase do escritor e polemista francês Barbey D’Aurevilly, que, no século 19, era, curiosamente, um difusor e admirador do satanismo, ao dizer que “o prazer é a felicidade dos loucos; a felicidade é o prazer dos sábios”.

Qual seria, então, a carga de verdade contida na advertência feita pelo muçulmano Saadi, escritor lírico cujas obras foram as primeiras poesias persas a serem traduzidas para o Ocidente moderno? Em meados do século 13, após ter sido libertado das mãos dos cruzados e ter-se enclausurado voluntariamente em uma espécie de convento, escreveu (em pleno deserto!) a coletânea “O Jardim das Rosas” e nela registrou (indicando uma das chaves possíveis): “Lamente por aquele que julga haver achado a felicidade, inveje aquele que a procura e a abandonará tão logo a encontre. A única felicidade consiste em esperar a felicidade”.

Por isso a idéia de chave lembra uma reflexão de Gilberto Amado, diplomata brasileiro eleito membro imortal da Academia Brasileira de Letras no mesmo ano em que nascia Mafalda.

Em meio à extensa obra memorialista e ensaística do escritor sergipano, destaca-se o livro inicial, “A Chave de Salomão” (1914), um elogio ao espírito contemplativo. Nesse ensaio, ele afirma que “felicidade é sinônimo de tranquilidade; ser feliz é ser tranquilo”.

Ser feliz é ser tranquilo! Felicidade como estado de serenidade, como a capacidade de atravessar as perturbações cotidianas sem resvalar no desespero; felicidade como possibilidade de amainar a consciência e repousar a mente muitas vezes atormentada; felicidade como vivência plácida, mas distante do imobilismo e bem próxima da paz. Porém, nova complicação, o que é estar em paz’.

Felicidade: sensação primordial ou meta inalcançável? Conquista paulatina ou ingenuidade pueril? Liberdade de busca ou armadilha romântica?

Se o soubéssemos, seríamos mais felizes?

MARIO SERGIO CORTELLA, filósofo, professor da PUC-SP, autor de “A Escola e o Conhecimento: Fundamentos Epistemológicos e Políticos” (ed. Cortez/IPF), entre outros.

A Educação dos Filhos!

Por | FORMAÇÕES

O fator mais importante na educação é conquistar os filhos!

Há alguns anos a polícia de Houston, no Texas, Estados Unidos, publicou o que chamou de “Dez Regras Fáceis de Como Criar um Delinquente”.

É interessante refletir sobre elas, especialmente os pais e os educadores. Para isso, vamos transcrevê-las:

1. Comece na infância a dar ao seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando crescer, ele acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.

2. Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isso o fará considerar-se interessante.

3. Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa. Espere até que ele chegue aos 21 anos, e “decida por si mesmo”.

4. Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar sobre os outros toda a responsabilidade.

5. Discuta com frequência na presença dele. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.

6. Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser.

7. Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar frustrações prejudiciais.

8. Tome partido dele contra vizinhos, professores, policiais (Todos têm má vontade para com o seu filho).

9. Quando ele se meter em alguma encrenca séria, dê esta desculpa: Nunca consegui dominá-lo.

10. Prepare-se para uma vida de desgosto.

Sem dúvida, esta é uma lista, fruto da experiência de quem trata com jovens “problemáticos” e que não pode ser desprezada. Fica cada vez mais claro que o aumento da delinquência juvenil é diretamente proporcional à destruição dos lares e das famílias. É muito fácil verificar que, na grande maioria dos casos, o “jovem problema” tem atrás de si “pais problemas”.

A vida familiar é o “arquétipo” que Deus instituiu para o homem viver e ser feliz na face da terra.Quanto mais, portanto, as santas leis de Deus, em relação à família, forem desrespeitadas e pisadas pelos homens, tanto mais famílias destroçadas teremos, e tanto mais lágrimas rolarão dos olhos dos pais e dos filhos.

Ninguém será feliz sem obedecer às leis de Deus. Antes de serem leis divinas elas são leis naturais. E a natureza não sabe perdoar quem se põe contra ela.
No capítulo 30 do Eclesiástico, a Palavra de Deus fala aos pais sobre a sua enorme responsabilidade na educação dos filhos. Ele diz: “Aquele que ama o seu filho corrige-o com frequência, para que se alegre com isso mais tarde” ( 30,1).

Infelizmente são muitos os pais que não corrigem os seus filhos: ou porque são relapsos como pais ou porque também precisam de correção, já que também não foram educados. Mais à frente esse mesmo livro diz: “Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes curar as feridas” (30,7). Essa palavra é pesada: “estraga com mimos”. A criança mimada torna-se problema; pensa que o mundo é dela e que todos devem servi-la.

Não há coisa pior para um filho. Isso ocorre muito com o filho único, objeto de “todas” as atenções e cuidados dos pais, avós e tios. Aí é preciso uma atenção especial!

“Um cavalo indômito torna-se intratável, a criança entregue a si mesma torna-se temerária” (idem 30,8).
Não pode haver mal maior do que deixar uma criança abandonada, materialmente, mas principalmente na sua educação.
“Adula o teu filho e ele te causará medo”, diz o Eclesiástico (30,9).
“Não lhes dê toda a liberdade na juventude, não feches os olhos sobre as suas extravagâncias” (idem, 30,11).

Muitos pais, vendo os filhos errarem, não os corrigem. Temos que ensiná-los a usar a liberdade com responsabilidade. E não lhes dar “toda” liberdade.
Vi certa vez uma frase, em um adesivo de automóvel, que dizia: “Adote o seu filho, antes que o traficante o faça”. De fato, se não conquistarmos os nossos filhos com amor, carinho e correção sadia, eles poderão ir buscar isso nos braços de alguém que não convém. É preciso que cada lar seja acolhedor para o jovem, para que ele não seja levado a buscar consolo na rua, na droga, na violência… fora de casa.

O fator mais importante na educação é que os pais saibam conquistar os filhos; não com dinheiro, roupa da moda, tênis de marca, etc, mas com aquilo que eles são; isto é, a sua conduta, a sua moral íntegra, a sua vida honrada e responsável. O filho precisa ter “orgulho” do pai, ter “admiração” pela mãe, ter prazer de estar com eles, ser amigo deles. Assim ele ouvirá os seus conselhos e as suas correções com facilidade.

Sobretudo é primordial o respeito para com o filho; levá-lo a sério, respeitar os seus amigos, as suas iniciativas boas, etc. Se você quer ser amigo do seu filho, então deve tornar-se amigo dos seus amigos e nunca rejeitá-los. Acolha-os em sua casa.

Diante dos filhos os pais não devem ser super-heróis que nunca erram. Ao contrário, os filhos devem saber que os seus pais também erram e que também têm o direito de ser perdoados. E, para isso, os genitores precisam aprender a pedir perdão para os filhos quando erram. Não há fraqueza nisso, e muito menos isso enfraquecerá a autoridade deles de pais. Ao contrário, diante da humildade e da sinceridade dos pais, a admiração do filho por eles crescerá. Tudo isso faz o pai “conquistar” o filho.

O educador francês André Bergè diz que os defeitos dos pais são os pais dos defeitos dos filhos. Parafraseando-o podemos afirmar também que as virtudes dos pais são os pais das virtudes dos filhos. Não é sem razão que o povo afirma que filho de peixe é peixinho. Isso faz crescer a nossa responsabilidade.

É importante que os pais saibam corrigir os filhos adequadamente, com firmeza é certo, mas sem os humilhar. Não se pode bater no filho, não se pode repreendê-lo com nervosismo nem o ofender na frente dos amigos e irmãos. Isso tudo humilha o filho e o faz odiar os pais. Conquiste o filho, não com dinheiro, mas com amor, vida honrada e presença na sua vida. E, sobretudo, leve-o para Deus, com você! São Paulo diz aos pais cristãos: “Pais, não deis a vossos filhos motivo de revolta contra vós, mas criai-os na disciplina e correção do Senhor” (Efésios 6,4).

Fonte: Livro – Felipe Aquino

Proclamando um Ano de Vitórias! 2014

Por | CANAIS FIDELIDADE

Clamando ao Senhor um ano de  graças!!!

Clamar ao Senhor vitórias em nossas vidas não é somente um pedido a Deus mas, é também um propósito de mudar totalmente as minhas atitudes, meu jeito de viver, pensar e ser igreja!

Nos dias de hoje que vivemos cada vez mais o relativismo “o mais ou menos”, em cima do muro, o “jeitinho brasileiro”, o gato, o palavrão por exclamação, o vício nas coisas do mundo como novela, músicas pornofônicas, piadas de duplo sentido, programas de entretenimento que estimulam a vida sem Deus, a simpatia… Quantas pessoas deram três pulinhos e esqueceu-se de fazer o sinal da cruz às três pessoas da Santíssima Trindade, pisaram com o pé direito no chão e não usaram os dois pés para ir à igreja, ou vestiram roupas brancas e não despiram o seu coração e se aproximaram do branco da eucaristia nas festas de fim de ano!

Proclamar um ano de graças sim, mas, também deve comprometer-se com Deus, de se entregar mais, como sabemos Cristo está nos curando… Agora mesmo, quantos não querem procurar Deus, não queriam estar ouvindo a webrádiofidelidade.com, talvez perderam um evento do qual queriam ir, como uma festa para se divertir… Deus nos dá a graça de hoje nos reunir como irmão e pedir que neste ano queiramos as graças que Deus reservou pra nós, mas, para isso eu preciso ser “novo”…

“Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho: eis que tudo se fez novo!” (II Cor.5:17).

Preciso entender que o sofrimento poderá vir e que eu esteja preparado, porque a minha morada não é este corpo, preciso estar confiante que o Senhor é o meu porto seguro que em seus braços eu posso descansar, convicto que Jesus é o Senhor!

“Por isso, estamos sempre cheios de confiança. Sabemos que todo o tempo que passamos no corpo é um exilio longe do Senhor. Andamos na fé e não na visão.” (II Cor. 5, 6-7)

A visão nos atrapalha os olhos nos atrapalham, a carne nos atrapalha, mas, se nós seguirmos na fé não iremos errar! Fazer as coisas por Deus e para Deus!

Vamos analisar o resultado dos nossos trabalhos e compromissos que realizamos, iremos perceber que sempre nos dedicamos nos comprometemos, mais para aquilo ou aqueles que amamos. Ai eu coloco Deus em uma condição inferior, o fundador, o coordenador, enfim “pra quem é tá bom demais”… Irmãos! Constantemente somos chamados a dar a vida pelo o outro, ser um novo Cristo nos dias de hoje, temos que interceder por aqueles que não conhecem o Cristo, motivar aqueles que não conhecem a alegria de viver a vontade de Deus, mas, nós nos encontramos piores! Olhando pra baixo, desmotivados, recebendo o novo ano como um fardo… ”Eu vive o ano passado inteiro agora, vai começar tudo denovo…” da vontade de fazer igual Jesus, quando falava para os apóstolos como Ele (Jesus) iria morrer e Pedro disse que não iria permitir…

Lembram-se “…afasta-te de mim Satanás!!! Você viveu o ano passado inteiro Glória a Deus, agora você tem a graça de viver mais este ano até Deus quiser mas, se comporte como um cristão católico autêntico, verdadeiro, fiel a sua igreja, caminhando na obediência e renunciando todas as obras do maligno na sua vida, e da sua família, porque você tem a chave e a chave é a sua decisão o seu livre arbítrio de se decidir, porque você está sendo seduzido, convencido que o demônio não existe, que o mundo é um lugar bom, que todos são bons, que tudo está bom e gostoso, cada um no seu quadrado, a vida é minha eu tenho liberdade pra fazer o que quiser… Com certeza se estamos vivendo assim somos fortes candidatos a ir para o inferno e perder o verdadeiro Paraíso.

Precisamos procurar as graças de Deus na nossa vida e sem Jesus não existe graça. No livro de Lucas no capítulo 19 é narrada a história de Zaqueu que com grande inquietação e desejo no coração de conhecer quem é Jesus. Zaqueu era de estatura “baixa” e temendo pela multidão onde que, ele era chefe dos publicanos os cobradores de impostos e os mesmos na época eram chamados de ladrões, hoje em dia os cobradores de impostos não são chamados disso não (rsrsrs)…. Ele subiu em uma árvore bem alta um sicômoro para enxergar Jesus e surpreendentemente Jesus o vê e o chama pelo nome… Irmãos! Jesus nos enxerga no meio da multidão! Para isso devemos ser diferentes, devemos não ir com os “outros” porque muitos queriam as curas, outros por moda, mas, Jesus vê o nosso coração. Devemos tomar atitudes de ver, seguir Jesus com atitudes revolucionárias, corajosas nadar com os desejos do mundo.

Agora em IICrônicas 7,14

“…se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto do céu e sanarei sua terra.”

Temos ai à promessa de um Deus que irá sanar, nos curar, livrar de doenças cuidar de nós este mesmo Deus quer nos proteger. Isto é promessa de Deus. O que Deus promete ele cumpre e hoje se você quiser ele vai te dar a sua graça, você irá ser colocado no processo de ser agraciado porque muitas vezes queremos hoje, mas, é no tempo de Deus e tenha certeza Deus cumpre, porque é capaz, livre de tempo e espaço ele conhece a nossa história a nossa descendência e sabe o que é melhor para nós!

Povo, cristão ACORDA! ACORDA! ACORDA! À décadas é clamada para que o povo se levante um povo que espera no Senhor que possuam a alegria do e no louvor e Deus continua:

Doravante, meus olhos olhos estarão abertos e meus ouvidos atentos às preces feitas neste lugar. Pois, para o futuro, escolho e consagro este templo para que meu nome nele resida para sempre; meus olhos e meu coração estarão nele para sempre. (IICrônicas 7, 15 e ‘’16).

O Senhor coloca um selo e não deixa nada oculto, fala abertamente, irmãos promessa de Deus com certeza vai ser cumprida. O Senhor neste momento está te curando tirando todo o medo de ficar sozinho e da falta de coragem de seguir em frente, o demônio quer te confundir e tirar-nos do caminho (Jesus)….

Por Edson Moreira – Missionário da Comunidade Fidelidade

Oração – Terço da Divina Misericórdia

Por | FORMAÇÕES

Clique na Imagem para Amplia-la

No começo: o Pai Nosso, Ave Maria e o Creio.

Pai Nosso.

Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como é no céu. O pão nosso de cada dia, nos dai hoje, perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, Amém.

Ave-Maria.

Ave-Maria cheia de graças, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus. Santa Maria Mãe de Deus e nossa Mãe, rogai por nós os pecadores, agora e na hora de nossa morte, amém.

Creio.

Creio em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador do Céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, JESUS CRISTO, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. E se encarnou pelo ESPÍRITO SANTO, no seio da Virgem MARIA e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do PAI. De novo há de vir em Sua Glória, para julgar os vivos e os mortos; e o Seu Reino não terá fim. Creio no ESPÍRITO SANTO, Senhor que dá a vida, e procede do PAI. Com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ELE que falou pelos profetas. Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há de vir. Amém.

A seguir, nas contas grandes (do Pai-Nosso), rezamos:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Vosso Diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas pequenas (da Ave-Maria), rezamos:

Pela Sua dolorosa Paixão; tende misericórdia de nós e do mundo inteiro (10 vezes).

Depois diga: Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus , como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós

E no final do terço rezamos três vezes:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

SOBRE O TERÇO DA DIVINA MISERICÓRDIA

Jesus disse a irmã Faustina:

“Oh! que grandes graças concederei às almas que recitarem esse Terço.

(…) Anota estas palavras, Minha Filha, fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia, tirem proveito do Sangue e da Água que jorraram para eles” (Diário, 848) .

“Recita, sem cessar, este Terço que te ensinei. Todo aquele que o recitar alcançará grande misericórdia na hora da sua morte. Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de salvação. Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia” (Diário, 687).

A PROMESSA DA MISERICÓRDIA PARA OS AGONIZANTES

“Pela recitação deste Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam. Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isto para as almas atribuladas: Quando a alma vir e reconhecer a gravidade dos seus pecados, quando se abrir diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não se desespere, mas antes se lance com confiança nos braços da Minha Misericórdia, como uma criança no abraço da sua querida mãe. Essas almas têm prioridade no Meu Coração compassivo, elas têm primazia à Minha misericórdia. Diz que nenhuma alma que tenha invocado a Minha misericórdia se decepcionou ou experimentou vexame. Tenho predileção especial pela alma que confiou na Minha bondade. Escreve que, quando recitarem esse Terço junto aos agonizantes, Eu Me colocarei entre o Pai e a alma agonizante não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso” (Diário, 1541).

Download em MP3 = Terco_divina_misericordia

Livro digital com todos os discursos do Papa na JMJ

Por | FORMAÇÕES

Textos do Papa Francisco na sua viagem apostólica ao Brasil, por ocasião da XXVIII Jornada Mundial da Juventude (Julho de 2013)
Download PDF “Papa Francisco no Brasil”, com todos os pronunciamentos do Santo Padre na sua visita ao Brasil por ocasião da JMJ Rio 2013.

Clique na Imagem para Download

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

PDF: Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil

Discursos do Papa Francisco na JMJ Rio 2013

PDF: Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil

22 de julho
Encontro com os jornalistas durante o vôo para o Brasil

Cerimônia de boas-vindas no Jardim do Palácio Guanabara

24 de jullho
Santa Missa na Basílica do Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Visita ao Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus (antiga Ordem Terceira da Penitência/VOT)

25 de jullho
Encontro com os jovens argentinos na Catedral Metropolitana

Visita à Comunidade da Varginha em Manguinhos

Festa de Acolhida dos jovens na Praia de Copacabana

26 de jullho
Oração do Angelus Domini do balcão central do Palácio Arquiepiscopal São Joaquim

Via-Sacra com os jovens na Praia de Copacabana

27 de jullho
Santa Missa com os Bispos da XXVIII JMJ e com os Sacerdotes, os Religiosos e os Seminaristas na Catedral de São Sebastião

Encontro com os Representantes da Sociedade brasileira no Teatro Municipal

Vigília de oração com os jovens em Copacabana

28 de jullho
Santa Missa pela XXVIII Jornada Mundial da Juventude em Copacabana

Oração do Angelus Domini em Copacabana

Encontro com a Comissão de Coordenação do CELAM no Centro de Estudos do Sumaré

Encontro com os Voluntários da XXVIII JMJ no Pavilhão 5 do Rio Centro

Cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional Galeão/Antônio Carlos Jobim

Links relacionados

.

30 de julho de 2013 – Fonte: http://www.opusdei.org.br/

Missa de abertura da JMJ Rio2013: homilia de D. Orani Tempesta

Por | CANAIS FIDELIDADE

Queridos jovens!

Distintas autoridades eclesiásticas, civis e militares!

Amado Povo de Deus!

Estamos iniciando a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013! Sejam todos bem-vindos! Esta cidade maravilhosa tornou-se ainda mais bela com a presença de vocês! Uma grande alegria nos invade: vocês estão aqui! Vieram de todos os lugares da Terra! Durante estes dias, aqui será a casa de todos vocês! Vocês estão fazendo parte de nossa família neste belo e importante momento da história!

A todos que chegam cansados pela demora da viagem ou de caminhada: este tempo é de estar com o Senhor Jesus Cristo para viver como seu discípulo. Essa nossa experiência terá como consequência o entusiasmo missionário! Ir e fazer discípulos!

Esta Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro acolheu com grande responsabilidade a escolha feita pelo Papa Bento XVI, hoje emérito, anunciada ao final da Missa em Madri em Agosto de 2011. Agradecemos a ele pela escolha e pelas orientações, pelo tema da JMJ e incentivo.

No entanto, providencialmente, esta Jornada estava destinada a ser uma Jornada que, pela segunda vez, ao retornar à América Latina depois de 26 anos, pudesse ser o lugar de acolhida da primeira viagem apostólica do primeiro Papa latino-americano da história, o Papa Francisco, que veio para presidir este belo e importante momento da vida da Igreja nessas terras de São Sebastião. Nós o acolheremos solenemente aqui, nesse mesmo local, na próxima quinta-feira. O primeiro Papa latino-americano da história pisou como Sumo Pontífice o solo da América Latina neste Santuário Mundial da Juventude em que se transformou esta cidade nestes dias.

Nesta semana, o Rio se torna o centro da Igreja, viva e jovem. Todos os caminhos para cá nos conduzem. Vocês vieram de diferentes partes do mundo para juntos partilharmos a fé e a alegria do discipulado. Essa felicidade nos fortalece e nos convida a ir ao encontro dos demais jovens, a fazer-nos missionários em todas as nações. O melhor presente a darmos às outras pessoas é a presença de Cristo, que nos preenche e nos impulsiona a amar e a nos doar, sempre no diálogo fraterno.

Aqui chegamos, também, depois de quase dois anos de peregrinação dos símbolos da JMJ pelo nosso país: a cruz da juventude e o ícone de Nossa Senhora que agora estarão presentes em nossos atos centrais. Quando esses símbolos nos foram entregues em Madri, na Espanha, em Agosto de 2011, a comoção tomou conta da juventude do nosso país que, com entusiasmo, acolheu-os em suas comunidades durante esse tempo.

Temos conosco, espalhadas pela cidade, muitas relíquias dos santos patronos e intercessores da JMJ, recordando que em todas as épocas e locais do mundo temos jovens que se santificaram. Estão conosco, também, parentes dessas pessoas que são exemplo de vida cristã e que rezam conosco pela juventude hodierna.

O entusiasmo juvenil por todos os cantos demonstram o rosto do jovem cristão, que procura unir o testemunho de uma vida autenticamente cristã com as consequências sociais do Evangelho.

Somos chamados a ser protagonistas de um mundo novo. Tenho certeza de que vocês farão isso em suas cidades e seus países. O mundo necessita de jovens como vocês!

Acabamos de ouvir o Evangelho no qual Jesus chama Mateus para o discipulado. E, ao chamá-lo, anuncia que Ele veio justamente para que os pecadores experimentem a misericórdia. Veio para nós que estamos entre os povos chamados à obediência da fé, conforme nos fala Paulo na carta aos Romanos. “Recebemos a graça da vocação para o Apostolado, nós que fomos chamados a ser discípulos de Jesus Cristo, amados de Deus e santos por vocação.

A primeira leitura, juntamente com o salmo, nos indica que a nossa resposta deve ser de prontidão, – dizendo: Eis-me aqui! Aqui estou! Fala que teu servo escuta! Pois viemos para fazer, com prazer, a vontade do Senhor (Sl 39/40).

É esta expressão bíblica que gostaríamos que estivesse nos lábios e corações de vocês hoje e sempre: Eis-nos aqui, Senhor! A exemplo de Mateus, também estamos prontos para as consequências do SIM a Deus, cheias de desafios e alegrias.

Foi a chamada d’Ele que nos uniu nesse cenário maravilhoso da praia que recebe este nome por causa da inicial devoção a Nossa Senhora de Copacabana, sob o Cristo Redentor com Seu abraço acolhedor. Este mar, a areia, a praia e a multidão fazem lembrar a vocação dos outros discípulos, além de Mateus. Esse cenário nos remete aos barcos deixados na praia por aqueles que foram chamados por Jesus para segui-lo. Hoje, também nós somos chamados para seguir a Cristo Ressuscitado.

O Mestre Jesus nos convida para um mergulho em águas profundas, as águas do nosso batismo. E este bonito encontro internacional está justamente no coração do Ano da fé, tempo propício para renovar nossos compromissos assumidos na comunidade cristã. Somos chamados a viver profundamente a fé nesse tempo plural e de tantos questionamentos, nessa mudança de época, mas com o entusiasmo e a coerência de quem se deixa conduzir pela ação do Espírito Santo.

Refletindo sobre a resposta de Mateus a Jesus, ouvimos que, quando nos levantamos para responder positivamente ao Mestre, Ele vem cear em nossa casa e transforma nossa vida. Para Samuel, na primeira leitura, o chamado parecia um sonho, mas com a ajuda de um companheiro ele conseguiu discernir que a voz era de Deus, era real. O caminho missionário exige discernimento, utopia, sonho, mas também do auxílio de alguém ao nosso lado que nos ajude a reconhecer a voz de Deus. Como Paulo, somos servos de Cristo, apóstolos por vocação e escolhidos para o evangelho de Deus!

Queridos jovens, nossa Arquidiocese sentiu-se chamada por Deus para acolher vocês. Todos nós respondemos assim como Samuel, Paulo e Mateus: Eis-nos aqui! Aqui estamos! Nossas paróquias, famílias, escolas, pastorais, associações, movimentos, grupos de serviços. As nossas casas são as vossas casas! Existe uma revolução de amor neste momento: o outro é Cristo para nós! O outro é nosso irmão! Que isso ressoe pelo mundo! Somos chamados a viver construindo um mundo de irmãos! Queremos que todos e cada um se sintam acolhidos no abraço de Cristo, que chama a todos para estarem com Ele na construção do Reino de Deus. Vamos juntos?

Cristo nos convida: venham, meus amigos! Vamos com Ele nas pegadas do sucessor de Pedro, do Vigário do Redentor peregrinar por este Rio, semeando fraternidade por onde passarmos. Que possamos ser arautos da paz e da concórdia, conclamando o mundo a viver a santidade que brota do Redentor do Homem.

E, ao redor do Mestre, junto com outros jovens discípulos vindos de todos os recantos dessa Terra, diremos “Senhor, como é bom estarmos aqui” (Mt 17,4).

Andem por esta cidade, testemunhem Jesus Cristo, comprometam-se com o mundo novo, contagiem a todos com a alegria e a paz de Cristo, como sentinelas da manhá, trabalhando na renovação do mundo à luz do plano de Deus.

Vivemos este tempo forte de peregrinação porque Jesus Cristo está vivo no meio de nós, nos dá o seu Espírito Santo, e nós somos chamados a viver esta realidade e transmiti-la aos outros de modo acessível e compreensível. Jesus Cristo é sempre atual, sobretudo para os jovens que buscam a verdade, a justiça e a paz –e só podem encontrá-las em Jesus Cristo.

Vocês, queridos jovens, são o presente esperançoso de uma sociedade que espera que sua crise de valores tenha uma solução. São chamados a formar uma nova geração que vive a fé e a transmite para a geração seguinte. Somos convidados a uma experiência de fé e dela sair revigorados! A participação na comunidade com entusiasmo será a oportunidade de, convivendo com os demais irmãos e irmãs, testemunharem que um outro mundo é possível! O primeiro peregrino, que já está entre nós, o Santo Padre, o Papa Francisco, se colocou conosco nesta caminhada e nos indicará caminhos durante estes dias. Queridos jovens: não tenham medo de abrir os seus corações para Cristo!

Temos muitas barreiras e injustiças para superar. Vamos construir pontes ao invés de muros e obstáculos. O mundo todo, através de vocês, presente nessa cidade precisa testemunhar a solidariedade, a partilha e a acolhida do amor de Cristo Redentor. É tempo é de despertar confiança e esperança que se transformem em atitudes para um amanhã de luz.

Maria, de tantos nomes e invocações, e aqui no Brasil invocada com o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira principal, mas também Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora de Nazaré, foi e continua sendo a companheira e mãe de todos os jovens. A ela confiamos cada um de vocês para que, acolhendo o Cristo que ela nos apresenta, caminhem pelo mundo como discípulos missonários da nova evangelização, sendo protagonistas de um mundo novo, como sentinelas da manhã despertando a esperança de um novo amanhecer: Cristo Ressuscitou e vai à nossa frente! O Espírito Santo nos iluminará em nossa vida e nos dará as luzes para que compreendamos a nossa missão de como conduzir as pessoas ao Pai.

Hoje, ao iniciarmos a Jornada, o Cristo Redentor nos diz “Venham, meus amigos!” Durante a Jornada aprenderemos a dizer “Fala, Senhor, que teu servo escuta”! E ouviremos cada vez mais o Senhor a nos dizer: “Sejam missionários”. “Ide e fazei discípulos entre as nações”! E todos nós responderemos: “Eis-nos aqui, Senhor, envia-nos!”

† Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

O que é a cura e libertação?

Por | FORMAÇÕES

Fala-se muito em cura e libertação, mas você sabe realmente o que essas duas palavras significam? Para Márcio Mendes, missionário da Comunidade Canção Nova, a cura e a libertação estão intimamente ligadas entre si, porque fazem parte de um mesmo carisma.

“Se uma pessoa tem cirrose hepática ou algum tipo de complicação, como um câncer que foi desenvolvido pela ingestão de álcool, não adianta simplesmente curá-la se ela não se libertar do vício ou da enfermidade, que é o alcoolismo. As duas coisas estão intimamente ligadas. Não adianta suprimir os sintomas se a raiz do mal continua ali presente, porque ele [alcoolismo] vai voltar”, explica.

O missionário diz ainda que o mesmo acontece com relação à libertação espiritual. Às vezes, o que originava uma manifestação de opressão em uma pessoa – e requeria da parte de Deus uma libertação para ela – era um ódio profundo dentro do coração, originário de uma mágoa causada numa determinada etapa da vida dela. Outras vezes, as pessoas trazem algumas doenças que são manifestações daquilo que elas vivem no seu interior, na sua alma, no seu coração, e nisso, nós podemos ter, como exemplo prático, a falta de perdão.


Quando uma pessoa nutre dentro de si a falta de perdão e cultiva o rancor, a mágoa e o ressentimento, ela acaba somatizando e isso se transforma em verdadeiras enfermidades, como úlceras, dores de estômago, dores de cabeça, pesadelos e alucinações. De forma que cura e libertação são duas facetas de um mesmo carisma”, conclui o consagrado.

:: Derrubando as muralhas de nossa vidas

Para o padre espanhol José Fortea, sacerdote exorcista e autor do Tratado de Demoniologia, “é preciso abrir as janelas da alma para a Luz de Cristo”, ou seja, “uma pessoa cheia de Jesus, que tem fé em Cristo, não tem medo do demônio. Sim, acreditem que existe o demônio, mas não vivam atemorizados por causa disso. E lembrem-se: tudo é para sua santificação”, disse.

Reconhecido segundo milagre por intercessão de João Paulo II

Por | CANAIS FIDELIDADE

A comissão teológica da Congregação para a Causa dos Santos aprovou o segundo milagre atribuído à intercessão de João Paulo II.

O reconhecimento abre caminho para a canonização do Papa polonês, porém antes deve ser aprovado por uma comissão de Cardeais e Bispos e ter o decreto assinado pelo Papa Francisco. Não foi informada a natureza deste segundo milagre.

O Cardeal Karol Wojtyla foi eleito Papa em 16 de outubro de 1988. No dia 22, celebrou a missa de início de pontificado.

Em 1º de maio de 2011, Bento XVI proclamou-o Beato, após a comprovação da cura – inexplicável para a ciência -, da Irmã Marie Simon Pierre, que sofria do Mal-de-Parkinson.

A notícia da aprovação do segundo milagre já provocou reações em Cracóvia, onde o Arcebispo Stanislau Dziwisz, ex-secretário de João Paulo II, afirmou que “Papa Francisco não colocará à prova a paciência dos poloneses”. “Existe muita esperança de que a canonização ocorra em no domingo 20 de outubro”, disse ele, recordando que é a data em que se celebra o 35º aniversário da eleição de Wojtyla. O Arcebispo Dziwisz foi recebido pelo Papa Francisco no Vaticano no último sábado. (JE)

2013-06-18 Rádio Vaticana

Fonte: news.va

Adoração Eucarística. Ano da Fé

Por | CANAIS FIDELIDADE

Papa Francisco convoca a Igreja do mundo inteiro para adorar Jesus Sacramentado no Domingo, 2 de junho, por ocasião do Ano da Fé.
O Papa Francisco, por ocasião do Ano da Fé, convocou toda a Igreja para um gesto único: que na tarde de domingo, 2 de junho, na mesma hora, todos os católicos do mundo inteiro, nos unamos num gesto unânime de comunhão com o Senhor, e também de comunhão com o Vigário de Cristo, com todo o Colégio Episcopal e com toda a Igreja espalhada por toda a terra, em uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento.
Neste gesto de unidade com toda a Igreja e em profunda adoração a Jesus Eucarístico, único Rei e Senhor, nossa Diocese de Santo André estará de joelhos dobrados, em atitude orante.
As 97 Paróquias de nossa Diocese, com suas 262 Comunidades, Casas Religiosas, Capelas Particulares, Oratórios, Grupos, todos estão convocados para esse momento forte de oração e comunhão com a Igreja.
Juntamente com o Santo Padre, queremos adorar, louvar e agradecer a Jesus presente no Seu Sacramento de Amor, a Eucaristia.
Dia 2 de junho próximo, 17h em Roma, 12 horas no Brasil, o Papa conduzirá uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento na Basílica de São Pedro. Estamos com ele!
Em breve enviaremos o roteiro para a Adoração.
Diocese de Santo André
Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano

Modéstia, como as mulheres devem se portar

Por | FORMAÇÕES

A reengenharia social está atingindo também a mulher. Dando a ela uma falsa liberdade e poder, muda a sua natureza e destrói a dignidade que lhe foi conferida pelo próprio Deus. Como resistir a essa investida? Como recuperar a dignidade perdida? Como as roupas e o modo de se portar podem influenciar no posicionamento da mulher diante da sociedade?