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WebMaster Comunidade Fidelidade

Adoração Eucarística. Ano da Fé

Por | CANAIS FIDELIDADE

Papa Francisco convoca a Igreja do mundo inteiro para adorar Jesus Sacramentado no Domingo, 2 de junho, por ocasião do Ano da Fé.
O Papa Francisco, por ocasião do Ano da Fé, convocou toda a Igreja para um gesto único: que na tarde de domingo, 2 de junho, na mesma hora, todos os católicos do mundo inteiro, nos unamos num gesto unânime de comunhão com o Senhor, e também de comunhão com o Vigário de Cristo, com todo o Colégio Episcopal e com toda a Igreja espalhada por toda a terra, em uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento.
Neste gesto de unidade com toda a Igreja e em profunda adoração a Jesus Eucarístico, único Rei e Senhor, nossa Diocese de Santo André estará de joelhos dobrados, em atitude orante.
As 97 Paróquias de nossa Diocese, com suas 262 Comunidades, Casas Religiosas, Capelas Particulares, Oratórios, Grupos, todos estão convocados para esse momento forte de oração e comunhão com a Igreja.
Juntamente com o Santo Padre, queremos adorar, louvar e agradecer a Jesus presente no Seu Sacramento de Amor, a Eucaristia.
Dia 2 de junho próximo, 17h em Roma, 12 horas no Brasil, o Papa conduzirá uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento na Basílica de São Pedro. Estamos com ele!
Em breve enviaremos o roteiro para a Adoração.
Diocese de Santo André
Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano

Modéstia, como as mulheres devem se portar

Por | FORMAÇÕES

A reengenharia social está atingindo também a mulher. Dando a ela uma falsa liberdade e poder, muda a sua natureza e destrói a dignidade que lhe foi conferida pelo próprio Deus. Como resistir a essa investida? Como recuperar a dignidade perdida? Como as roupas e o modo de se portar podem influenciar no posicionamento da mulher diante da sociedade?

Satanás, o primeiro abortista

Por | FORMAÇÕES

A polêmica em torno do suposto exorcismo feito pelo Papa Francisco, após a missa de Pentecostes, ganha um novo personagem e dados surpreendentes que revelam a ligação íntima do aborto ao satanismo.

A tensão causada na mídia devido ao suposto exorcismo feito pelo Papa Francisco, na Praça de São Pedro neste domingo, ganhou um personagem interessante. Contrapondo-se ao que disse o porta-voz da Santa Sé, o renomado exorcista da Diocese de Roma, padre Gabriele Amorth, contou aos jornalistas o que realmente teria ocorrido. Segundo o sacerdote, o homem, de fato, era um possesso e esse mal devia-se à aprovação do aborto no México.

Polêmicas à parte, salta aos olhos a afirmação do padre Amorth de que essa possessão seria uma manifestação diabólica provocada pela indiferença à questão do aborto. Com essa tese, o exorcista reforça a opinião de que a cultura da morte da qual o movimento abortista faz parte tem profundas raízes satânicas, já que é o demônio “homicida desde o princípio” (Cf. Jo 8, 44). Casos como os do Dr. Kermitt Gosnell, o médico que matava bebês nascidos vivos após abortos mal sucedidos, ajudam a recordar uma verdade já há muito tempo esquecida: sim, o Maligno existe e é atuante!

A reprodução da monstruosidade de Gosnell pela imprensa – depois de amplos protestos contra o silêncio dela, vale lembrar – não só horrorizou os pró-vidas, como também os simpatizantes do aborto “legal e seguro”. Os métodos do doutor trouxeram à tona a frieza e a obsessão pela morte presentes nesses verdadeiros casos de assassinato. Eles refletem a debilidade de consciência do homem perante a sua dignidade, pois, como recordou o Concílio Vaticano II, esses atos “ao mesmo tempo que corrompem a civilização humana, desonram mais aqueles que assim procedem, do que os que padecem injustamente”, (Cf. GS 27)

Alguns, ingenuamente – e outros nem tanto assim – poderiam contestar dizendo que o aborto é um “caso de saúde pública” e que a tragédia Kermitt Gosnell seria apenas um “fato isolado”. Mas isso está longe de ser a verdade. A cultura da morte não só ceifou inúmeras vidas como entregou os seus próceres a uma ideologia abominável, de modo que é quase possível repetir as palavras de São João: “o mundo inteiro jaz no maligno” (Cf. I Jo 5, 19). É perceptível a ação do demônio sobre a questão do aborto, sobretudo pelos seus frutos. E neste sentido, a interrogação de Madre Tereza de Calcutá ainda ressoa: “Se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo seu próprio filho, como é que nós podemos dizer às outras pessoas para não se matarem?”

Para provar que a história de Kermitt Gosnell não é uma exceção, veja-se, por exemplo, os casos apresentados pelo LifeSiteNews, após longa investigação sobre clínicas de aborto espalhadas pelos Estados Unidos. As descobertas foram chocantes. Dentre elas, destaca-se a do Dr. Douglas Karpen, que já está sendo considerado o novo Kermitt Gosnell. Segundo relatórios divulgados pelo movimento pró-vida, Karpen praticava inúmeros infanticídios, provocando a morte de bebês que haviam nascido vivos, mesmo após o procedimento do aborto. Uma planilha com fotos das crianças mortas por Karpen em sua clínica na cidade de Houston, EUA, foi divulgada pelo site lifenews.com. As imagens são estarrecedoras.

De acordo com uma série de seis artigos publicados pelo lifesitenews.com, o infanticídio nas clínicas de aborto é cada vez mais comum. Um desses artigos, conta a triste história de “Angele”[01], a mãe que teve de assistir à morte do próprio filho por causa de negligência proposital dos médicos, após uma tentativa frustrada de aborto. Conforme o site, Angele havia solicitado o aborto, mas, ao perceber que seu filho nascera vivo, arrependeu-se e pediu por ajuda médica. No entanto, nada lhe foi oferecido a não ser o pedido pelo corpo do bebê, depois de sua morte.

Ora, torna-se evidente diante dos fatos que a luta contra o aborto não é uma simples causa humanitária. O aborto é só a ponta do iceberg. No fundo dessa batalha está a inimizade entre os filhos da luz e os filhos das trevas. A guerra anunciada em Gênesis entre os descendentes da Mulher e os descendentes da Serpente. É a história da salvação e da perdição das almas, da graça de Deus que busca salvar os homens e da tentação demoníaca que procura perdê-los. E nesse meio, cabe ao homem escolher de que lado ficar, do lado da descendência da Mulher, abandonando a tibieza, o comodismo e a covardia, ou do lado dos filhos da serpente, entregando-se ao prejuízo, à mundanidade e à sujeira do mal.

A agenda abortista é uma clara afronta à dignidade da pessoa humana e um ataque ao Criador, nosso Deus. A disseminação dessa cultura nefasta na sociedade tende a produzir um sistema cada vez mais corrompido, agressivo e violento. Não se espantem se amanhã outras formas de homicídios forem justificadas como casos de “saúde pública”. Esse será só mais um passo no plano, cujo protagonista, sem dúvida, é o diabo. Assim como ensinava o saudoso Padre Leo, o aborto é simplesmente o autógrafo do demônio nos ventres das mulheres, porque é ele o primeiro abortista.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

O que a comunidade faz!?

Por | PARTILHA DO FUNDADOR, TESTEMUNHOS

Deus abençoe a todos!

Por inúmeras vezes fui questionado quanto a atuação específica da Comunidade Fidelidade, sua finalidade e competência.

E em meio a simples palavras sempre coloquei sutilmente as nossas ações de evangelização e a forma de vida fraterna que experimentamos, digo que “trabalhamos” na área de cura pessoal e libertação, que queremos ser exemplo de santidade, etc. Como as vezes é difícil expressar o Carisma. Porém sempre em meu coração ficou o desejo de uma explicação a mais que deveria ter partilhado, afinal como todos sabemos, muito mais do que fazer, precisamos ser. Veja mais

Viver o Tríduo Pascal com Intensidade!

Por | CANAIS FIDELIDADE

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor Jesus é o ponto culminante de todo o ano litúrgico. Por isso mesmo, vale a pena participar destes dias de suma importância para o nosso crescimento espiritual. Não é possível chegar às alegrias do Domingo da Ressurreição sem uma participação intensa nas Celebrações próprias da Missa da Ceia do Senhor, da Ação litúrgica da Sexta-feira da Paixão e da Vigília pascal.

Na tarde da Quinta-feira Santa, a Igreja dá início ao sagrado Tríduo pascal e propõe-se comemorar aquela última Ceia na qual Jesus, “na noite em que ia ser entregue”, “tendo amado os seus que estavam no mundo”, ofereceu ao Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do pão e do vinho, e os entregou aos Apóstolos para que os tomassem, e lhes mandou, a eles e aos seus sucessores no sacerdócio, que os oferecessem também.

Nesta Missa, fazemos, portanto, memória da instituição da Eucaristia, do sacerdócio, pelo qual se perpetua no mundo a missão e o sacrifício de Cristo, e também do mandamento do Amor com que Jesus nos amou até o fim (cf. Jo 13, 1). Como cristãos autênticos não podemos deixar de sentar com o Senhor à sua mesa na Ceia derradeira.

Na Sexta-feira Santa, neste dia em que “Cristo nossa Páscoa foi imolado (cf. 1 Cor 5, 7), os discípulos e discípulas de Jesus são convidados a contemplar e a agradecer o amor extremado de Jesus. Foi do Lado de Cristo adormecido na cruz que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja (cf. SC, 5). Completemos em nossa vida o que falta à cruz de Jesus. No exame do amor, a prova real é a cruz.

Sábado Santo. Neste dia, a Igreja guarda o silêncio e contempla a extrema entrega do Senhor, morto e deitado no seio da sepultura. É dia dedicado para mergulharmos no mistério da morte, através da qual o Pai exprime sua comunhão total com a humanidade, sobretudo os sofredores, perseguidos e injustiçados, mediante a morte de seu Filho amado.

Vigília Pascal. Esta noite deve ser comemorada em honra do Senhor, e a Vigília que nela se celebra, em memória da Noite santa em que Cristo ressuscitou, deve considerar-se “a mãe de todas as santas vigílias” (Santo Agostinho). Pois, nela, a Igreja mantém-se de vigia à espera da Ressurreição do Senhor, e celebra-a com os sacramentos da iniciação cristã.

A alegria de Cristo ressuscitado tome conta de nossos sentimentos e ações. Precisamos de gente que tenha feito experiência da ressurreição. Sejamos testemunhas vivas de Cristo ressuscitado. A Mãe do Ressuscitado nos acompanhe na peregrinação da fé e da esperança.

Este artigo de Dom Nelson foi publicado no “Catedral Informa”
Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano de Santo André

Qual a Importância das Novas Comunidades?

Por | CANAIS FIDELIDADE

As Novas Comunidades se baseiam em novas inspirações adaptadas dos institutos de vida consagrada da Igreja Católica, tendo como grande diferencial a vida comunitária, formada por sacerdotes e leigos, homens e mulheres em uma mesma comunidade, devidamente dividida, mas trabalhando junto em prol da evangelização.

Pensando em promover a união e a comunhão entre elas, a Canção Nova promove, em Cachoeira Paulista (SP), o Congresso Nacional da Fraternidade entre os dias 9 e 11 de novembro.

Esta forma de vida comunitária existe desde o fim do século XX e teve seu apogeu na convocação feita pelo Papa João Paulo II, em 1998, quando ele se reuniu com milhares de comunidades de todo o mundo e reconheceu sua existência, dando-lhes assim um impulso motivador em prol da Igreja.

O Papa João Paulo II pediu à Igreja uma nova evangelização, com “novo ardor, novos métodos e nova expressão”. Certamente, o Santo Padre sentiu no coração essa inspiração de Deus em face aos grandes desafios da Igreja no século XXI, chamados pelo Papa Bento XVI de ‘ditadura do relativismo’, o qual quer nos fazer crer que a verdade não existe e que cada um pode fazer a sua.

Essa nova evangelização está acontecendo, principalmente, por meio das novas comunidades. Nelas é possível ver a expressão de vida cristã pedida pelo Santo Padre. Aí está um ‘novo ardor’ no fogo do Espírito Santo; e ‘novos métodos’ de evangelizar, sobretudo, pelos meios de comunicação.

O Espírito Santo, alma da Igreja, sempre a socorre, especialmente nos momentos mais difíceis de sua história. Nos tempos modernos, Ele suscitou – a partir do Concílio Vaticano II – uma ‘Primavera na Igreja’, como declarou João Paulo II. As flores e os frutos dessa Primavera podem ser vistos, sobretudo, nos novos movimentos e nas novas comunidades de vida e de aliança.

Dom Roberto Lopes prega sobre Maria como modelo para as Novas Comunidades:

Os carismas de serviço são os mais variados em cada uma delas: algumas se dedicam a recuperar jovens drogados e viciados no álcool; outras, dedicam-se aos mendigos e abandonados; outras ainda à evangelização pelos meios de comunicação, entre outras coisas.

Assim como na unidade dos membros de uma comunidade está a força desta, também na unidade das Novas Comunidades, entre si, estará a força da Igreja. Cada comunidade tem que se sentir irmã das demais e responsável por cada uma delas. Não pode haver rivalidade e competição; ao contrário, é preciso haver amor e auxílio mútuo.

O carisma e o serviço próprio de cada uma deve estar sempre à disposição das outras para que todas se edifiquem e construam o Reino do Senhor na Terra.

Para enfrentar o secularismo avassalador de nossos dias, essas comunidades são imprescindíveis, mas para isso precisam ser fortes; e essa força depende muito da comunhão entre elas. As comunidades são mais uma face da Igreja que está preocupada em resgatar o ser humano a sua dignidade como filhos de Deus.

Canção Nova

Novas Comunidades!

Por | CANAIS FIDELIDADE

No decurso dos séculos, o Espírito sempre suscitou na Igreja realidades novas que servem como uma resposta aos desafios da Igreja no seu tempo. Podemos ver isso desde o surgimento das comunidades cristãs já relatadas no Livro dos Atos dos Apóstolos, mas também no monaquismo nos séculos III e IV, bem como no movimento mendicante no século XIII, nas congregações missionárias nos séculos XV e XVI, nas congregações voltadas para a caridade nos séculos XVII e XVIII e nos institutos seculares nos século XIX e XX.

Na modernidade, os ares do Concílio Vaticano II (1962-1965) favoreceram o surgimento de “novas formas de vida evangélica”, dentre elas, osMovimentos Eclesiais e as Comunidades Novasou podemos chamar de Novas Comunidades.

As Novas Comunidades começaram a surgir na década de 1970 na França e nos EUA, tornando-se um fenômeno mundial. No Brasil, as primeiras Comunidades Novas surgem na década de 80 e, na década de 90, vê-se o surgimento de inúmeras Novas Comunidades que hoje no Brasil superam o número de 500.

O Concílio pedia uma Igreja inserida no mundo, capaz de atraí-lo para Cristo e de dar respostas aos desafios de seu tempo. O Papa João Paulo II, na memorável Vigília de Pentecostes de 1998, chamou os Movimentos Eclesiais e as Novas Comunidades de “providencial resposta do Espírito”. Isso porque, através das Novas Comunidadese Movimentos Eclesiais, leigos que se consagram a Deus a partir de um carismae, sob o dom e a radicalidade desse carisma, vivem o seu Batismo de forma autêntica num mundo dilacerado pelo secularismo.

Observo nas Comunidades Novas duas originalidades eclesiais:

– A primeira consiste freqüentemente no fato de se tratar de grupos compostos por homens e mulheres, por clérigos e leigos, por casados, celibatários e solteiros que vivem em comunidade, seguem um estilo particular de vida sob a graça e espiritualidade de um carisma particular.

– Outra originalidade é a consagração de leigos, inclusive casais, no serviço do Reino. Embora isso não seja exatamente novo na Igreja – vejam-se as ordens terceiras, os oblatos beneditinos – mas a consciência de uma consagração de vida, que inclua pessoas casadas, que inclusive fazem vínculos (promessas, compromissos etc.) de obediência, pobreza e castidade, é, sim, uma originalidade na Igreja.

Assim, as Comunidades Novas são uma novidade do Espírito na Igreja de Jesus Cristo e que por ela têm sido acolhidas, através de seu Magistério, como uma esperança para a Igreja³.

O Documento de Aparecida dedica um sub-capítulo aos Movimentos Eclesiais e Comunidades Novas, que começa dizendo: “Os novos movimentos e comunidades são um dom do Espírito Santo para a Igreja. Neles, os fiéis encontram a possibilidade de se formar na fé cristã, crescer e se comprometer apostolicamente até ser verdadeiros discípulos missionários.”

As Novas Comunidades, quase sempre surgidas da Renovação Carismática Católica, trazem em si algumas características:

– Carisma próprio bem definido;

– Amor e reverência filial à Igreja através da obediência ao Papa e Bispos e da fidelidade à doutrina católica;

– Forte missionaridade sob o impulso da nova evangelização;

– Vivência comunitária sob duas formas: comunidade de aliança e comunidade de vida;

– Chamado específico de pobreza e abandono na Providência Divina;

– Governo comum e organizado, vivido sob a graça da obediência;

– Presença de todos os estados e realidades de vida: homens e mulheres, clérigos e leigos, casados, celibatários e solteiros;

– Intenso apelo à vivência moral segundo o Magistério da Igreja, inclusive confirmado por vínculo de castidade segundo o estado de vida;

– Vida de oração intensa, tanto pessoal como comunitária.

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Notas

1. Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita Consecrata (1996), n. 62.

2. Exceção se faz à Comunidade Canção Nova, que começou em 1978.

3. Nas mensagens do Papa Bento XVI e nos pronunciamentos do Cardeal Stanislaw Rylko, Prefeito do Pontifício Conselho Para os Leigos, nos encontros da Catholic Fraternity, as Comunidades Novas têm sido chamadas de “Esperança da Igreja”.

4. Documento de Aparecida (2007), n. 311

O Que é um Papa? O Que Faz?

Por | FORMAÇÕES

Papa é o título dado ao Bispo e Patriarca de Roma, supremo líder espiritual da Igreja Católica Apostólica Romana, e chefe do Estado da Cidade do Vaticano.

O primeiro Papa foi São Pedro, a quem Jesus Cristo disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja. A ti darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”(Mateus, 16, 13-20).

Como Pedro terminou seus dias em Roma, no seio da Igreja Romana, dando aí o seu supremo testemunho de amor a Nosso Senhor, derramando seu sangue por Cristo, os Bispos de Roma são sucessores de Pedro. Como Pedro, a missão deles é sempre recordar, custodiar e proclamar a experiência fundamental da nossa fé: Jesus morto e ressuscitado é o Cristo, o Filho do Deus vivo, o Salvador! O Papa é, então, Sucessor de Pedro como Bispo da Arquidiocese de Roma.

O Sumo Pontífice exerce também um poder político como Chefe de Estado da Cidade do Vaticano, donde detém os poderes legislativo, executivo e judicial. Nos dias de hoje, o papel político do Papa traduz-se no exercício de um cargo cerimonial, religioso e diplomático de grande importância, pois, ao mesmo tempo em que é soberano do menor país do mundo, também é líder de uma religião com bilhões de seguidores.

Vale lembrar que ninguém se faz Papa, não existe “candidatos” eleitos em votação democrática. É Deus quem o escolhe para colocá-lo à frente de Sua Igreja por meio de um Conclave (votação secreta dos cardeais com menos de 80 anos). O cargo é vitalício, e na história da Igreja, apenas quatro Pontífices renunciaram à Cátedra de Pedro. Bento XVI entra para a história como o 5º a renunciar como Bispo de Roma

O Papa, junto com seus sucessores, os bispos, são o fundamento visível da unidade da Igreja Católica. É ele quem deve confirmar os irmãos na fé, com espírito de serviço e caridade, pois esta foi a missão confiada a ele pelo próprio Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas” (João 21, 17).

O Papa dispõe, para os católicos, de autoridade religiosa em matéria de fé e moral. É igualmente quem aprova e, geralmente, preside as cerimônias de beatificação ou canonização, assim como nomeia os cardeais. O Concílio do Vaticano I, de 1869-1870, definiu o dogma da “Infalibilidade Papal”, pelo qual os pronunciamentos oficiais do Papa, em unidade com o colégio universal dos bispos,  a respeito da fé e moral não apresentam possibilidade de erro.

Seguir o Sumo Pontífice é a certeza de estar em comunhão plena com Cristo, por isso se diz que o Papa é fundamento visível da unidade.

O que é Cardeal, Bispo, Arcebispo, Cônego, Monsenhor?

Por | FORMAÇÕES

Bispos, Arcebispos e Cardeais

Todos são ordenados, no grau máximo do sacramento da Ordem. Todos são bispos, palavra que deriva do grego epíscopos, que significa supervisor. Para chamá-los usa-se o título de Dom, abreviatura do latim dominus, senhor. Com o Papa à frente, os bispos do mundo inteiro formam o Colégio Apostólico, que sucede ao grupo dos apóstolos, os quais tinham a Pedro como seu líder. Assim, a Igreja é guiada pela história afora pelos mesmos pastores escolhidos por Jesus Cristo.

O Bispo é o pastor da Igreja particular, responsável pelo ensinamento da Palavra de Deus, pela celebração da Eucaristia e demais sacramentos e pela animação e organização dos carismas e ministérios do Povo de Deus. Ele é obrigado a fazer a visita “ad limina apostolorum” a Roma, e ao Papa, de quatro em quatro anos, quando então apresenta à Santa Sé um relatório de sua diocese e é recebido pelo Papa. Os bispos são, em suas dioceses, o princípio visível e o fundamento da unidade com as outras dioceses e com a Igreja universal. É obrigado pelo Código de Direito Canônico da Igreja a pedir renúncia ao completar 75 anos.

Arcebispo é o bispo de uma Arquidiocese, o titular da sede metropolitana, que é a diocese mais antiga de uma Província Eclesiástica, que é formada pelo conjunto de diversas dioceses. Ele é responsável pelo zelo da fé e da disciplina eclesiástica e pela presidência das reuniões dos bispos da Província. Mas não intervém diretamente na organização e na ação pastoral das demais dioceses (sufragâneas) da arquidiocese. O arcebispo usa, nos limites de sua Província, durante as funções litúrgicas, como sinal de unidade de sua Província com a Igreja em todo o mundo, o pálio, que lhe é entregue pelo Papa, no dia da festa de S. Pedro e S. Paulo, 29 de junho: uma faixa branca decorada de cruzes pretas que cobre os ombros, confeccionada com a lã de um cordeiro.

Cardeais são geralmente bispos de importantes dioceses do mundo. Mas também padres ou diáconos podem ser cardeais. São escolhidos pessoalmente pelo Papa, como representantes da Igreja em todo o mundo, para formarem o Colégio dos Cardeais. São responsáveis pela assessoria direta ao Papa na solução das questões organizativas e econômicas da Santa Sé, na coordenação dos diversos Dicastérios (uma espécie de ministério do Vaticano) que compõem o serviço da Santa Sé em favor da comunhão em toda a Igreja e da justiça para com os pobres do mundo todo. São também os responsáveis pela eleição do novo Papa enquanto não completarem 80 anos. A reunião dos Cardeais se chama Consistório e acontece quando o Papa a convoca.

Padre, Cônegos e Monsenhores

Pelo sacramento da Ordem, não há nenhuma diferença entre padre, cônego ou monsenhor. Todos são ordenados, no segundo grau desse sacramento. Todos são presbíteros do Povo de Deus.

Hoje, os títulos de cônego e monsenhor são honorários e não indicam a posse de nenhum cargo ou posição na Igreja. Antes das reformas conciliares, eles formavam o cabido diocesano, para a função de conselheiros do bispo, o governo da diocese durante a vacância e o esplendor das funções litúrgicas na catedral. Hoje, o bispo conta com diversos Conselhos, que são formados por representantes de todo o clero e do laicato. Não contam os títulos, mas a disposição para o serviço comum e comunitário da evangelização. Hoje, cônego e monsenhor são títulos de homenagem e reconhecimento por serviços prestados à Igreja. Além disso, o título de monsenhor é também usado para o padre que foi eleito bispo. Enquanto ele não é ordenado bispo, é chamado de monsenhor.

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Prof. Felipe aquino

O Santo Padre o Papa! Ano da Fé! Tempo de Fé!

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Desde sua abertura, que no Brasil aconteceu em 12 de outubro de 2011, com uma Missa solene celebrada no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, o Ano da Fé já mobilizou muitos fiéis em todo o mundo. Um acontecimento marcante e recente foi a chegada dos conteúdos do Ano da fé também à China, com o lançamento na internet, por parte do Vaticano, do logotipo e do calendário do Ano da Fé em caracteres chineses.

Nos vários seminários, congressos e palestras realizados, o objetivo tem sido sempre o mesmo: aprofundar o conhecimento da fé católica. “O conhecimento da fé introduz na totalidade do mistério salvífico revelado por Deus”, escreveu o Papa na Carta Apostólica Porta Fidei, com a qual foi instituído o Ano da Fé.

Fonte – Canção Nova

Minha Partilha

Queridos, se torna claro que o Santo Padre já tinha em seu coração o impulso do Espírito para promover este Ano da fé. E precisamos dela neste momento.

Precisamos de uma fé incondicional em Deus, na igreja e em seus filhos prediletos. Precisamos dela porque a mídia (secular) vem com toda sua pompa de quem tem noticias “verdadeiras” sugerindo um monte de bobagens e insinuações sobre a renuncia do Santo Padre. Não me interessa o que a mídia diz ou acha… porque ela não entende de coisas Santas.

O Santo Padre continuará sendo Santo e Padre, continuará sendo amado, uma vez que ele deixou os motivos de sua renuncia é nisso que colocamos nossa fé e obediência. A mídia quer nos fazer duvidar e perder a fé no Papa escolhido por Deus no ultimo conclave e na Santa Igreja. A mídia jamais entenderá o que é “sob ação do Espírito Santo”, pois se entendesse certamente não levantaria tanta baboseira.

Me tira do sério ouvir e ver repórteres fazerem trezentas vezes as mesmas perguntas aos Padres convidados em seus programas, perguntas as vezes ridículas e de quem não conhece nada de igreja, religião ou fé, como que quisessem que eles titubeassem ou dissessem o que queriam ouvir, ou até mesmo voltassem atrás concordando com os boatos e terem um grande furo de reportagem, uma noticia sensacionalista.

Peçamos a Deus que continuemos ter uma fé verdadeira, está sim nos mostrará a verdade e seremos libertos. Que o Espirito Santo já se move na escolha do novo pontífice  é um fato. O que não podemos é deixar que mudem nosso respeito e obediência para com as coisas de Deus. A mídia em todo seu conjunto devem deixar as coisas de Deus para Deus uma vez que não sabem do que estão falando.

No fundo, percebo muitas pessoas querendo ouvir e acreditar nas falsas “verdades” que a mídia em geral nos trazem, para que assim se encontrem e se sintam consolados em seu estado de pecado. Desculpem-me a franqueza, mais não estamos na Igreja para fazer rebelião…  Ela veio antes de nós devemos nos moldar a ela e não ao contrário.  Respeitem a Igreja e o Santo Padre.

Salve o Santo Padre o Papa.  Salve seu Sucessor

Se a Igreja pede oração – Orarei

Se a igreja pede obediência – Obedecerei

Se a igreja pede silêncio – Silenciarei

E  ela (homens) errarem – Orarei Mais.

Operi Dei Nihil Praeponatur: “Nada se anteponha à obra de Deus”

Daniel T. Oliveira

2013 – Vamos fazer as malas?

Por | CANAIS FIDELIDADE

Um novo ano se aproxima. Te convido a arrumar sua bagagem e tudo aquilo que você quer levar para este Novo Ano.

Nesta bagagem devemos levar aquilo que realmente seja  necessário.

Comecemos uma faxina a fim de esvaziar de nossas vidas todos os sentimentos que ocupam espaço e para nada servem: nossas tristezas, cara fechada, falta de amor, falta de perdão. Fazer uma faxina é cansativo e nos leva a uma viagem ao passado, lembramos dos nossos apegos, nossas machucaduras, nossas tristezas, nossas alegrias.

Observamos então que muitas destas coisas já não tem mais precisão e ao se desfazer delas surge automaticamente então um espaço novo, limpo, especial que está reservado para o novo que Deus tem para cada um de nós.

Pela graça do espírito Santo de Deus, recebemos novamente o batismo  do espírito santo que vem nos inundar em suas águas limpas e refrescantes. Pelo poder desta Unção podemos sentir o Amor de Deus  a nos lavar, nos purificar de toda contaminação e sujeiras impregnadas em nós pelos nossos pecados. Uma vez que permitimos esta Graça, Deus nos mergulha em suas águas e com o Dínamo do Espírito Santo torna-nos limpos e puros como Deus desejou desde o princípio.

Terminando a faxina façamos então nossas malas com bastante: AMOR, PERDÃO, FIDELIDADE,ORAÇÃO e ALEGRIA sem espaços para TRISTEZAS e PREOCUPAÇÕES  pois o SENHOR é a nossa força.

Mônica Priscila

Esta chegando o Ano Novo! Feliz Ano Novo!

Por | CANAIS FIDELIDADE

Paz meus irmão e irmãs…

É com alegria e entusiasmo que iniciamos o tempo do advento que marca a chegada do menino Deus e começamos com o objetivo de badalar a nossa fé com a proposta de nosso querido Papa Bento XVI.

Nosso compromisso de fé é renovado à medida que nos gastamos com a estruturação do reino de Deus neste mundo, com a propagação do evangelho por todo o mundo. Nós filhos e filhas de Deus comprometidos com o ardor missionário devemos e temos a oportunidade de experimentar na pessoa do outro a continuação da obra do Cristo que é levar o amor e a caridade. Entre nós cristãos (outro Cristo) não deve existir a obediência da expressão “Olho por olho, dente por dente”, neste momento nos esvaziamos da graça e nos enchemos de ódio e egoísmo e satisfazemos os desejos de nosso corpo, nos tornamos arrogantes e extremamente agressivos, característica essa que afasta as pessoas de nós nos isolando em uma realidade totalmente contrária da qual fomos chamados a ser. SOMOS CHAMADOS PARA SER FELIZES. E que melhor que Deus para conhecer de felicidade, Quem vive em situações agressivas, ofensivas, egoísta entre outras como pode ser feliz e/ou tornas outros felizes. O mundo precisa de Deus porque esqueceu o que é ser amável, caridoso, compassivo, ou melhor, esqueceu de ouvir o Cristo. Falamos muito em tecnologia, em necessidade de ter o melhor celular, mas, esquecemos a tecnologia sentimental que é o amor e falar com Jesus que nem precisa de celular podendo ser encontrado na eucaristia.

São Paulo disse aos coríntios que: “o que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam”. (1Cor 2,9).

Deus não faz promessas infundadas e sim são promessas que devemos acreditar que já se cumpriram na minha vida ou de outro irmão, Deus é Deus e não diz qualquer coisa, reflita no dia de hoje Deus tem preparado para você bens inimagináveis, você pode estar vivendo está graça e não percebeu ou sentindo dor, sofrimento, desespero, violência, dúvida, falta de amor, falta de fidelidade, mas, mesmo assim Deus tem preparado o seu banquete.

“Aguenta firme meu filho” eu ouvia está ordem em uma pregação do Pe. Jonas e como é “muito verdade” porque o mundo quer nos devorar, desmoralizar, humilhar, nos descartar após uso… Jesus quer nos colocar em outro lugar, em posição de filhos e filhas amados por Deus, inseridos nesta filiação podemos de fato enxergar como aconteceu com Paulo antes Saulo que após cair do cavalo teve sua visão perdida e somente após a intercessão de Ananias ele voltou a enxergar por amor, graça e misericórdia de Deus.

Não vamos nos enganar: _“De que vale o homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a vida eterna” (Mc 18,36). O maior bem é estar em Cristo, levar outros para Cristo, quanto mais servimos à Cristo mais nos aproximamos do céu.

O Papa Paulo VI, em 1967, e sua Profissão de Fé, “O Credo do Povo de Deus”, ratificou a realidade do Céu e a intercessão dos santos por nós: “Cremos que a multidão daqueles que estão reunidos em torno de Jesus e de Maria no Paraíso forma a Igreja do Céu, onde na beatitude eterna vêem a Deus como Ele é, e onde estão também, em graus diversos, associados com os Santos Anjos ao governo divino exercido pelo Cristo na glória,intercedendo por nós e ajudando nossa fraqueza por sua solicitude fraterna” (n. 29).

Portanto vamos caminhando rumo ao céu.  Fiquem com Deus.

EDSON MOREIRA – Missionário Comunidade Fidelidade

Missão e Vida Comunitária!

Por | FORMAÇÕES
Nosso Senhor suscita, na Igreja, muitas realidades: dons, carismas, serviços, ministérios, mas não podemos prender o Espírito Santo, pretendendo que Ele fique segundo o nosso controle. Muitas pessoas fazem descobertas bonitas em suas vidas, q que pode lhes dar a impressão de que, ali, está a única solução para a Igreja. No entanto, perto delas, alguém descobre outra realidade. E, então, percebem: “Como Deus é criativo!”.Temos de ter uma bússola que aponte para o Norte, que é Deus, mas precisamos dar passos neste caminho. Precisamos estar abertos para este grande jardim que é a Igreja.Quem é de uma nova comunidade sabe que, para ela existir, realmente, dentro da Igreja, é preciso que ela seja portadora de um carisma. É preciso que haja a autenticidade do dom de Deus. Uma comunidade não pode nascer de pretensões humanas, pois, assim, não subsistirá.

Se alguém pretende ser inspirado por Deus, quando, na verdade, gosta apenas de se olhar no espelho, não terá futuro. Um carisma só é autêntico quando contribui para a edificação da Igreja. O carisma é para servir, não para vaidade ou orgulho próprio.

A razão de ser da Igreja é evangelizar, comunicar a Boa Nova, para isso Nosso Senhor suscita tantos dons. Um carisma está numa pessoa, num grupo para a Igreja. Olhem para ela, para a evangelização, para o mundo que tem sede do Senhor e aí vocês terão lugar.

A partir deste primeiro ponto de reflexão, trago algo para lhes oferecer. A Igreja no Brasil, no ano passado, na Assembleia dos Bispos da CNBB, mostrou cinco gritos, cinco urgências, cinco realidades:

– Igreja em estado permanente de missão;
– Igreja é casa de iniciação cristã;
– Animação bíblica (a Bíblia como animação da vida pastoral);
– Igreja, comunidade de comunidades;
– Igreja a serviço da vida. São coisas muito ligadas, pois se referem à Igreja e a Jesus Cristo, diretrizes da ação evangelizadora da Igreja.

Nós temos de chegar em quem está longe da Igreja, marginalizado dela ou nas pessoas que assim se sentem. Os confins da Terra estão nas pessoas que abandonaram a Igreja, que precisam ser tocadas pela vida desta.

Missão e vida comunitária

Um carisma é dado para que você o coloque a serviço da Igreja. Quem se apaixona por Jesus Cristo tem de transbordá-Lo no anúncio de Sua verdade.

Não existe discípulo autêntico que não seja missionário. Se me tornei discípulo, faz parte do meu ser discípulo ser também missionário. A Igreja, portanto, é sempre missionária, pois existe para anunciar a mensagem de Jesus Cristo. Ela nunca deixou de ser missionária.

Se partilhamos a experiência cristã, é porque alguém nos apresentou a beleza da fé. Somos frutos de uma missão, do colo de nosso pai e de nossa mãe, da catequista, do sacerdote. Alguém foi missionário para você. Dê graças a Deus por isso! E essa chama está, agora, em suas mãos para que você a passe aos outros.

A missão é urgente, é gritante. A situação do mundo de hoje não nos permite perder tempo. A missão é importante por causa da amplidão deste mundo. Há pessoas que evangelizam pelos meios de comunicação, pela internet. É preciso pregar, levar a Palavra de todas as formas, por todos os meios.

“A missão é urgente, é gritante. A situação do mundo de hoje não nos permite perder tempo”, alertou Dom Alberto.
Foto: Mariana Lazarin/cancaonova.com

Às vezes, penso que as pessoas terão de chegar a uma espécie de Sodoma e Gomorra para se assustar e começar a mudar. Percebemos isso pela redução do número de católicos, mas podemos ver isso também pelos enormes números de falta de respeito pela vida, de indiferença, exclusão, cultura de morte.

Nós não podemos fugir das nossas responsabilidades de anunciar a Palavra do Senhor oportuna e inoportunamente. O papel de cada pessoa, seu testemunho pessoal não podem ser atribuídos a outro. Cabe a nós essa tarefa.

Eu lhes pergunto: “As novas comunidades estão abertas aos novos desafios? Será que, em algumas situações, vocês não se apegaram a um tipo de serviço e não se abriram às novidades? Vocês têm coragem de escolher os campos mais difíceis? Têm coragem de evangelizar onde ninguém vai? Vocês têm coragem de sair sem dinheiro no bolso? As comunidade que mais cresceram foram as que começaram sem nada”.

Se as novas comunidades se colocarem à disposição da Igreja, após este Congresso, pedindo ao seu bispo um novo desafio, esse encontro já terá valido a pena. Se vocês querem emprego, não procurem o serviço da Igreja. Se quiserem missão, desafio, coloquem-se à disposição dela.

A novidade não está em inventar coisas, mas fazer de um jeito melhor aquilo que você pode fazer. O novo não está nos métodos; antes dele, é preciso haver o ardor. É preciso haver disposição, vigor missonário, zelo pela casa do Senhor.

Igreja, comunidade de comunidades

O discípulo missionário faz parte do povo de Deus e vive sua vida em comunidade. Ter uma experiência comunitária não é uma opção que faço para dizer que sou “bonzinho”. Se você descobriu o que é ser cristão, descobriu sua comunidade.

As comunidades novas são pessoas que receberam uma missão especial de Deus para ser sinal d’Ele no mundo. Assumiram um compromisso com o Senhor de ser sinal de uma vida comunitária, para que o mundo veja e diga: “Como eles se amam!”. A comunidade acolhe, forma, transforma, envia em missão, restaura, celebra, adverte, sustenta.

É curioso que nosso tempo tem uma tendência ao individualismo e, ao mesmo tempo, busca pela comunidade. Há outras formas de comunidades que vão além dos territórios, como as ambientais, afetivas, virtuais.

A Igreja precisa estar atenta à necessidade de comunhão, de relacionamentos dos cristãos. As paróquias tem um papel grande nessa evangelização.

Cada forma de vida comunitária, cada uma vivendo seu crisma, assumindo a missão evangelizadora de acordo coma realidade, articulando-se para atender a comunidade de acordo com a sua necessidade. As Diretrizes assim descrevem as características da comunidade: “Comunidade implica necessariamente convívio, vínculos profundos, afetividade, interesses comuns, estabilidade e solidariedade nos sonhos, nas alegrias e nas dores”.

Comunidades são escolas de diálogo interno e externo. As comunidades são pontos de partida, ela acolhe, purifica, gera comunhão e envia em missão.

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso

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Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo de Belém (PA) e Diretor Espiritual da RCC no Brasil.
Fonte: Canção Nova