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WebMaster Comunidade Fidelidade

Resolva sua vida e não estrague a Comunidade!

Por | FORMAÇÕES

O Ano da Fé

”Portanto, não temais as suas ameaças e não vos turbeis. Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito.”I Pedro 3,15Temos que estar atentos ao censo da nossa Igreja. Há uma grande evasão de fiéis porque estamos acomodados como Igreja e eu digo como padre. Nossos bispos estão clamando que os cristãos voltem para a Igreja. Precisamos responder sim ao Senhor.

“Resolva a tua vida e não estrague a comunidade, afirma pregador.”

“Resolva a tua vida e não estrague a comunidade, afirma pregador.”

Nesse ano da fé somos chamados a debruçar sobre o creio. Reze, medite e viva o creio. Do ponto de vista teórico e dogmático a nossa fé está expressa no Creio. Mas esse não é nosso problema. O problema é nossa incoerência daquilo que acreditamos com o que demonstramos na prática.

Nós católicos temos que amar a nossa Igreja e nosso Papa. Precisamos manifestar publicamente a fé que abraçamos. Precisamos ser apaixonados pela nossa Igreja a depositária da nossa fé.

Em meu computador tenho uma foto do nosso amado Papa Bento XVI utilizando um tablet como uma forte motivação para vivermos a nossa fé. A mensagem do evangelho é a mesma e temos que aproveitar todas as oportunidades.

A superficialidade da nossa fé é tremenda. Às vezes somos um empecilho para o Espírito Santo e para a Igreja. Não deixamos o Espírito Santo trabalhar em nós, com isso impedimos a ação de Deus em nossas paróquias e nossas comunidades.

Todos devemos olhar para os simples. Em meus 17 anos de Padre já vi muitas pessoas passarem por mim. E aqueles que são os mais simples, não complicam a caminhado com Deus. Eles se entregam incondicionalmente. A maior dificuldade de ser santo não é para os pecadores, é para os meios convertidos.

Precisamos ter a coragem de Paulo e exortar nossos irmãos. O ano da fé vem tocar muitos eixos de nossa vida. Ele vem para purificar nossa alma de cristão pela metade. Não podemos ser sal insosso. Seja um cristão pra valer, não seja morno. Seja quente!

Jesus te convida para uma vida de santidade. Naquilo que Deus te convida é preciso dizer sim para Deus. Eu tive que renunciar a minha vida política para seguir a Cristo.

Se eu tenho a luz de Cristo em mim preciso coloca-la à vista.

Onde estão teus netos ? Onde estão teu filhos? Agente colhe o que plantamos. A primeira evangelização é dentro de casa.

“Se eu tenho a luz de Cristo em mim preciso coloca-la à vista.”
Foto: Natalino Ueda/Cancaonova.com

Nesse ano da fé queria que você pensasse: Será que não está na hora de você voltar ao poço de Jacó e pedir água pra Jesus novamente. A samaritana tinha uma vida mal resolvida. Assim como a samaritana tinha 5 maridos se pergunte agora: Quais são as cinco pendências que você precisa resolver hoje?

São Tomas de Aquino dá a receita contra depressão:

1- Tenha bons amigos

2 – Tome Banho

3 – Durma bem

4 – Não esconda de você mesmo quem você é.

“O povo está sedento a ir ao poço de Jacó. E nós temos a obrigação de dar essa água para o povo. ”O meu maior desejo é ouvir de um jovem: Eu olhei para o teu sacerdote e desejei ser padre.”

A fé não é emoção. Quantos deixam de ir na missa porque não estão não estão “sentindo” vontade de ir a missa? Se você quer viver sua fé na base da emoção, você está redondamente errado. Você vai viver muito mais momentos de aridez, do que de consolação. Fé é encontro com o Senhor. Fé é adesão: Eu quero servir! Independente do que aconteça você não arreda o pé porque você é fiel a Jesus Cristo, à comunidade e ao Carisma.

Padre Reginaldo Manzotti

Fonte: Canção Nova

Ano da Fé: Redescobrir a alegria de crer ante “desertificação” espiritual do mundo

Por | FORMAÇÕES

Recordando os cinquenta anos da abertura do Concílio Vaticano II, o evento eclesial mais importante do Século XX, o Papa Bento XVI inaugurou com uma multitudinaria Eucaristia na Praça de São Pedro na manhã deste 11 de outubro o Ano da Fé, convocado com o objetivo de promover a Nova Evangelização.

Bento XVI presidiu a Missa com um total de 400 concelebrantes: 80 cardeais, 14 padres conciliares ainda vivos, 8 patriarcas de Igrejas orientais, 191 arcebisposbispos participantes do XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização e 104 Presidentes de Conferências Episcopais de todo o mundo, incluindo o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB. Estavam também presentes na celebração o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I e o Primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams.

Segundo a nota publicada hoje pela Rádio Vaticano, o Papa iniciou sua homilia explicando que a celebração desta manhã foi enriquecida com alguns sinais específicos: a procissão inicial, recordando a memorável entrada solene dos padres conciliares nesta Basílica; a entronização do Evangeliário, cópia do que fora utilizado durante o Concílio; e a entrega, no final da celebração, das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica.

“O Ano da fé que estamos inaugurando hoje está ligado coerentemente com todo o caminho da Igreja ao longo dos últimos 50 anos: desde o Concílio, passando pelo Magistério do Servo de Deus Paulo VI, que proclamou um “Ano da Fé”, em 1967, até chegar ao o Grande Jubileu do ano 2000, com o qual o Bem-Aventurado João Paulo II propôs novamente a toda a humanidade Jesus Cristo como único Salvador, ontem, hoje e sempre”, recordou Bento XVI na homilia da Missa.

Bento XVI evocou também o Beato João XXIII no Discurso de Abertura do Concílio Vaticano II, quando apresentou sua finalidade principal: “que o depósito sagrado da doutrina cristã fosse guardado e ensinado de forma mais eficaz”.

Embora o Concílio Vaticano II – observou o Papa – não tenha tratado da fé como tema de um documento específico, no entanto, esteve todo ele inteiramente animado pela consciência e pelo desejo de, por assim dizer, imergir mais uma vez no mistério cristão, para o poder propor de novo e eficazmente para o homem contemporâneo. Como dizia Paulo VI, dois anos depois da conclusão do Concílio: “Se o Concílio não trata expressamente da fé, fala da fé a cada página, reconhece o seu caráter vital e sobrenatural, pressupõe-na íntegra e forte, e estrutura as suas doutrinas tendo a fé por alicerce”

Bento XVI recordou que ele mesmo teve ocasião de experimentar que “durante o Concílio havia uma emocionante tensão em relação à tarefa comum de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no hoje do nosso tempo, sem a sacrificar às exigências do tempo presente, mas também sem a manter presa ao passado”.

“Na fé ecoa o eterno presente de Deus, que transcende o tempo, mas que só pode ser acolhida no nosso hoje, que não torna a repetir-se. Por isso, julgo que a coisa mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a presente, seja reavivar em toda a Igreja aquela tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo”, afirmou o Papa.

O mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a atual –observou Bento XVI- é reavivar na Igreja “aquela mesma tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo, sempre apoiado na base concreta e precisa, que são os documentos do Concílio Vaticano II”.

“A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrônicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança”, esclareceu.

De fato – prosseguiu o Pontífice – “se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras, mas porque é necessário, mais ainda do que há 50 anos!”.

“Nas últimas décadas, observamos o avanço de uma “desertificação” espiritual, mas, no entanto, é precisamente a partir da experiência deste vazio que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus, que liberta do pessimismo”, asseverou.

Na conclusão da homilia o Papa afirmou que este ano da Fé pode ser representado como “uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas – como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão – mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos”.

“Que a Virgem Maria brilhe sempre qual estrela no caminho da nova evangelização. Que Ela nos ajude a pôr em prática a exortação do Apóstolo Paulo: ‘A palavra de Cristo, em toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros, com toda a sabedoria… Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus. Por meio dele dai graças a Deus Pai’”, finalizou.

Quem não se Cansa? Que atire a primeira pedra…

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Quem não se Cansa? Não vou negar, também me canso. Também me vejo as voltas com perguntas inquietantes. Para quê tudo isso? Por que suportar tanta perseguição? Preciso mesmo sofrer tais afrontas? Faço tanta coisa e não vejo resposta…

São perguntas que perturbam e nos deixam escravos da lógica humana; uma lógica que exige troca, que só dá se for receber, só ama se for amado, só ajuda se for recompensado. Humanamente é uma lógica justa, mas cansa, nos deixando psicologicamente exaustos.

Por isso vivo em Comunidade, para não viver essa logica puramente humana, mas na fraternidade. E o que me faz continuar é o amor de Jesus, dos irmãos da Comunidade, e na maioria das vezes por sabermos que pessoas dependem de nossa oração. Como uma criança que pede ao pai cansado que brinque com ele, o pai se levanta e satisfaz a criança. Assim somos nós as vezes na caminhada.

No Grupo de Oração Parusia podemos nos encher da graça e perceber tudo isso. O povo as vezes cansado, as vezes a comunidade cansada em seus missionários, mas a graça sempre acontece. Peço a Deus como podemos nos livrar desse sentimento perseguidor. O Cansaço espiritual é um perigo, que pode nos levar a pecar na ociosidade e na frieza. A achar que tudo é “rotina” e sem graça… Você pode estar cansado Espiritualmente.

Nem as mais belas canções e nem as orações mais poderosas poderão nos animar se nós não escolhermos pelo nosso livre arbítrio. Se eu não desejar se encher e participar, nada pode me animar. Se eu não me animar, nada pode me animar… Deus não vai realizar nada em mim se não tiver minha permissão e iniciativa.

Quando achamos que já nada satisfaz, nada é bom, nada esta certo… Fique Alerta!

O que não conseguimos perceber é que ao pensarmos em abandonar nossa comunidade ou a nossa espiritualidade como única solução para resolver o nosso cansaço, na verdade nós mesmos já nos auto-abandonamos.

Abandonamos a fé, a esperança e a confiança de que existe um Deus acima de nós, olhando tudo, agindo, interferindo, cuidando. Abandonamos a verdade sobre as lições que precisam ser aprendidas nos tempos de dor. Abandonamos nossa responsabilidade em agir, reagir, levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima.

Jesus afirma que ao nos relacionarmos com Ele, Ele já não nos chama de servos, mas nos chama de amigos. Ele, Jesus, jamais abandonou um amigo Seu. Mesmo Ele sendo abandonado por seus amigos, por eles suportou o abandono na cruz. E sempre que todos aqueles que abandonaram a Cristo o procuram, Ele de novo não os abandona, e de novo, e de novo, e de novo. Corações angustiados e arrependidos sempre o encontram. Sempre.

Os céus nunca planejaram abandonar, mas salvar! Jesus jamais abandonará sua posição de Senhor e Salvador, assim como jamais abandonará sua decisão de amar e ser a expressão máxima para nos aproximarmos de uma melhor compreensão sobre o amor.

Erga a cabeça, tome fôlego, caminhe um pouco mais, mantenha-se em comunhão, nossa vitória está chegando.

Daniel Oliveira – Fundador da Comunidade Fidelidade

Família! A Importância da Disciplina!

Por | FORMAÇÕES

O Papa João Paulo II disse na Carta às Famílias, escrita em 1994, que “o ato de educar o filho é o prolongamento do ato de gerar”. O ser humano só pode atingir a sua plenitude, segundo a vontade de Deus, se for educado; e essa missão é, sobretudo dos pais.

É um direito e uma obrigação deles ao mesmo tempo. É pela educação que a criança aprende a disciplina, por isto os pais não podem se descuidar dela, deixando a criança abandonada a si mesma. Esta criança será como um terreno baldio onde só nascer mato, sujeira, lixo e bichos venenosos. Sem disciplina não se consegue fazer nada de bom nesta vida.

Muitas pessoas não conseguem vencer os problemas e vícios pessoais porque não são disciplinadas. Muitas não conseguem ser perseverantes em seus bons propósitos porque falta-lhes disciplina. Para se vencer um vício ou para se dominar um mau hábito é preciso disciplina. É por ela que aprendemos a nos dominar. Vale mais um homem que se domina do que o que conquista uma cidade, diz a Biblia.

A disciplina depende evidentemente da força de vontade; e esta é fortalecida pela graça de Deus. São Paulo diz que é Deus que “opera em nós o querer e o fazer” (Fil 2,13). As grandes organizações, fortes e duradouras, como por exemplo, a Igreja, apoiam-se em uma rígida disciplina. É isto que lhes dá condições de superar os modismos e as ameaças de enfraquecimento. Também as grandes empresas fazem o mesmo.

Em primeiro lugar é preciso organizar a sua vida. Defina e marque com clareza todas as suas atividades; sejam elas profissionais, religiosas ou de lazer. Deve haver um tempo definido para cada coisa; o improviso é a grande causa da perda de tempo e de insucesso. As pessoas mais produtivas são aquelas que se organizam. Essas fazem muitas coisas em pouco tempo. Não deixam para depois o que deve ser feito agora.

Não adianta você ter muitos livros se eles não estiverem arrumados por assunto, assim você não vai encontrar um livro que desejar. Não adianta você ter muitos artigos guardados se eles não estiverem classificados e indexados.

No meio da bagunça não se pode achar nada, e perde-se muito tempo. Então, aprenda a arquivar tudo com capricho. O povo diz que um homem prevenido vale por dois. Então, seja prudente, cauteloso, previdente. Se você sabe que a sua memória falha, então carregue com você uma caneta e papel, e anote tudo o que deve fazer durante do seu dia, ou sua ida à cidade.

Muitos fracassam em seus projetos porque não sabem fazer um bom planejamento, com critérios, organização e método, porque não são disciplinados. A pressa atropela o planejamento, por falta de disciplina; é um perigo. Sem disciplina não se consegue fazer um bom planejamento.

Muitas obras são construídas repletas de defeitos, e custam mais, porque faltou planejamento, disciplina e ordem. Lembre-se: é muito mais fácil, rápido e barato, fazer uma obra planejada, do que fazer tudo às pressas e depois ter que ficar remendando os erros cometidos.

Foi muito feliz quem escreveu em nossa bandeira: “Ordem e Progresso”. Disciplina significa você fazer tudo com ordem, critério, método e organização. Então, disciplina é uma virtude que se adquire desde a infância, em casa com os pais, na escola, na Igreja, no trabalho…

Sem disciplina gastamos muito mais tempo para fazer as coisas e pode-se ficar frustrado de ver o tempo passar sem acabar o que se pretendia fazer. Por isso, é preciso aprender a organizar a vida, o armário e a casa, arrumar a mesa de trabalho, a agenda de compromissos, etc. A disciplina se adquire com o hábito. Habitue-se a fazer tudo com planejamento, ordem, capricho, etapa por etapa, sem atropelos. Deus nos dá o tempo certo e suficiente para fazer o que precisamos fazer.

São Paulo disse aos coríntios que “os atletas se impõem todo tipo de disciplina. Eles assim procedem, para conseguir uma coroa corruptível. Nós o fazemos por um coroa incorruptível”(1Cor 9,25).

Nenhum atleta vence uma competição sem muita disciplina, treinos, regimes, horários rígidos, etc. Ora, na vida espiritual, pela qual desejamos ganhar a “coroa incorruptível”, a disciplina é mais necessária ainda. Ninguém cresce na vida espiritual sem disciplina: horário para rezar, meditar, trabalhar, etc. Estabeleça para você uma rotina de exercícios espirituais diários, e cumpra isto rigorosamente.

Assim Deus vai lentamente ocupando o centro de sua vida, como deve ser com cada cristão. Sem isto você será um cristão inconstante e tíbio.

É preciso insistir e persistir no objetivo definido. Não recue e não abandone aquilo que decidiu fazer. Para isto, pense bem e planeje bem o que vai fazer; não faça nada de maneira afoita, atropelada, movido pelo sentimentalismo ou apenas pela emoção.

Não. Só comece uma atividade, física ou espiritual, se tiver antes pensado bem e estiver convencido de que precisa e quer de fato realizá-la. Peça a graça de Deus antes de iniciar a atividade; e prometa a você mesmo não recuar e não desanimar. Cada vez que você começa uma atividade de maneira intempestiva, e logo desiste dela, enfraquece a sua vontade e deixa a indisciplina ganhar espaço em sua vida.

Sem disciplina não se pode chegar à santidade. São Paulo chegou a dizer: “castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros” (1Cor 9,27).

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

Como está o teu lar?

Por | CANAIS FIDELIDADE

As nossas casas precisam ser santuários da vida. A presença de Deus precisa ser constante nos nossos lares, para que a vida seja fecunda. Olhando, hoje, para a sua casa, você pode dizer que ela tem sido um santuário da vida? Quando as pessoas visitam o seu lar, o que elas dizem? E você, como se sente na sua própria casa? Há pessoas que se sentem angustiadas quando estão em casa, porque não há um clima de paz, de amor e de amizade.Talvez hoje necessitemos retirar da nossa casa muitas coisas que geram divisão e tensão. Preenchamos o nosso lar com a oração e gestos de amor, porque somente assim poderemos viver na alegria e na unidade.O Senhor, na Sua Palavra, vai nos dizer assim: “Minha casa será casa de oração” (Lc 19,46b).Façamos, hoje, a experiência de entregar as rédeas da nossa casa nas mãos de Jesus, para que Ele ponha ordem em tudo o que está fora do lugar. Façamos isso com confiança no amor que o Senhor tem por cada um da nossa casa.Jesus, eu confio em Vós!

A importância da participação da Missa na paróquia!

Por | FORMAÇÕES

Domingo é o dia do Senhor. São João Maria Vianey dizia: “Um Domingo sem Missa é uma semana sem Deus”. A nossa fé nos agrega numa grande família que é a Igreja, de maneira mais particular a Paróquia, onde eu coloco em prática a minha fé. Lá é onde eu recebo o suporte necessário para crescer na formação humana, na espiritualidade e em todos os tesouros sacramentais para minha salvação. A Igreja paroquial é minha casa, é o meu núcleo de fé e vida.

Tomemos por modelo os cristãos das primeiras comunidades: “Os que receberam a sua palavra foram batizados. Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações” (cf. Atos 2, 41-42).

Assim como eu preciso fazer uma experiência com Cristo para segui-lo, eu também preciso fazer uma experiência com a comunidade de fé, que é a Igreja, a portadora do depósito da fé, a extensão do grande corpo de Cristo e da qual eu sou membro. A comunidade é necessária para que a minha fé não seja estéril, morta, sem obras. Na comunidade paroquial, eu faço uma experiência de vida fraterna que faz toda a diferença no mundo de hoje. Na experiência dos apóstolos, o Domingo tem lugar especial por se tratar do dia da ressurreição do Senhor. No início, quando eles não tinham igrejas e eram perseguidos, eles celebravam em suas próprias casas. É isso que nós cristãos, hoje, somos chamados a resgatar: o sentido de casa de nossas paróquias, casa de comunhão e fé, ressurreição e vida.

Lembro-me, com muito carinho, da minha “paróquia mãe”, a Catedral de Sant’Ana. Logo depois que eu encontrei Jesus e d’Ele recebi a Vida Nova, engajei-me na minha paróquia por meio do grupo de jovens, da Legião de Maria e da Missa Dominical, que não perdia por nada deste mundo; era por amor, era de coração. A partir daí, vieram a Direção Espiritual com o vigário Monsenhor Jessé Torres, a vida de oração e a vocação ao sacerdócio. Veja quantas riquezas a paróquia pôde me oferecer! Mas não posso me esquecer das desculpas imaturas de que não precisava ir à casa de Deus para encontrar o Senhor, que podia rezar em casa, pois Deus está em todo lugar e lá não se vê tanto testemunho, etc. Essas idéias acabaram quando fui crescendo no verdadeiro sentido de ser Igreja: “Eu sou e também faço a Igreja; sou discípulo de Jesus Cristo e estou neste caminho por Ele em primeiro lugar.

D.40.1 Celebração dominical, centro da vida da Igreja:

§2177 A celebração dominical do Dia do Senhor e da Eucaristia está no coração da vida da Igreja. “O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como a festa de preceito por excelência.”

“Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus; de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os Santos”.

Domingo primeiro dia da semana

§1166 “Devido à tradição apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, chamado, com razão, o Dia do Senhor ou domingo”. O dia da ressurreição de Cristo é, ao mesmo tempo, “o primeiro dia da semana”, memorial do primeiro dia da criação, e o “oitavo dia” em que Cristo, depois de seu “repouso” do grande sábado, inaugura o dia “que O Senhor fez”, o “dia que não conhece ocaso”. A Ceia do Senhor é seu centro, pois é aqui que toda a comunidade dos fiéis se encontra com o Ressuscitado, que Os convida a seu banquete: O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia, pois foi, nesse dia, que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado, pois, hoje, levantou-se a luz do mundo; hoje, apareceu o sol de justiça, cujos raios trazem a salvação.

§1167 O domingo é o dia, por excelência, da assembléia litúrgica em que os fiéis se reúnem para, ouvindo a Palavra de Deus e participando da Eucaristia, lembrarem-se da Paixão, Ressurreição e Glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os ‘regenerou para a viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos.

Domingo dia principal da celebração eucarística:

§1193 O domingo é o dia principal da celebração da Eucaristia por ser o dia da ressurreição. É o dia da assembléia litúrgica por excelência, da família cristã, da alegria e do descanso do trabalho. O domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico.

D.40.9 Obrigação de participar da liturgia dominical:

§1389 A Igreja obriga os fiéis “a participar da divina liturgia aos domingos e nos dias festivos” e a receber a Eucaristia pelo menos uma vez ao ano, se possível no tempo pascal, preparados pelo sacramento da reconciliação. Mas comenda, vivamente, aos fiéis que recebam a santa Eucaristia nos domingos e dias festivos ou ainda com maior freqüência, e até todos os dias.

§2042 O primeiro mandamento da Igreja (“Participar da Missa inteira aos domingos, de outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”) ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição

do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos. Em primeiro lugar, participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e abstendo-se de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias.

Antes de qualquer obrigação, o meu relacionamento com Deus deve ser por amor e o meu compromisso concreto exige tempo e espaço para se atualizar, por isso, a minha paróquia é lugar de encontro com Ele e com os meus irmãos na fé, onde eu alimento a minha experiência e vida com o meu Senhor. Não existe uma experiência autêntica de Jesus Cristo fora da comunidade, nela sou formado na Palavra, no Altar, no testemunho e na doação de minha vida.

Sabendo de todas essas maravilhas e chamados a renovar o nosso compromisso com Jesus Cristo e com a Igreja Paroquial, como tem sido a sua participação na sua paróquia? Qual tem sido a sua experiência paroquial? Você vai à Missa todos os Domingos?

Nunca é tarde para recomeçar. Minha benção fraterna+.

Padre Luizinho
Sacerdote Missionário da Canção Nova