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CANAIS FIDELIDADE

Vim para ficar na tua casa! Feliz Natal com Jesus!

Por | - ULTIMAS, PARTILHA DO FUNDADOR

Jesus lhe dizendo…

Eu vim ao mundo numa noite fria e eis que nasci em uma pobre manjedoura, pois não havia lugar para mim na hospedaria. Mesmo diante das circunstâncias que o mundo me ofereceu, recebi um profundo amor de Maria e José, meus pais, que antes do meu nascimento prepararam tudo para a minha chegada.

O tempo foi passando e fui crescendo em sabedoria e humildade, e fiz a minha opção em buscar as coisas do Pai. Em virtude desta minha escolha, vieram muitas coisas boas. Realizei curas, milagres, prodígios. Com isso, muitas pessoas mudaram de vida, se converteram, passaram a crer em Deus e suas vidas se modificaram. Mas ao aceitar os planos do Criador em minha história, apareceram as dificuldades, tribulações e sofrimentos que me levaram à morte na cruz.

Apesar de tudo o que passei, se fosse necessário, faria tudo novamente. Pois o Pai jamais me abandonou, e me ensinou que o significado do amor está em dar a vida por amor ao próximo, e é perdendo que se ganha a eternidade. E esta é minha história!

Reviva ela todo ano, recordando o menino que veio salvar o que estava perdido. E você pode se tomar um Salvador de almas, acolhendo a estas palavras e deixando que eu entre em seu coração.

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo.” Ap 3,20.

Um Santo Natal e que Jesus e Maria abençoem você e sua família. E que venha um Ano Novo cheio de paz.

Daniel Oliveira e toda Comunidade Fidelidade

8 grandes santos que tiveram depressão, mas nunca se renderam a ela

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES, PARTILHA DO FUNDADOR

Você pode se surpreender com vários dos nomes nesta lista!

Até mesmo santos da estatura moral da Madre Teresa de Calcutá, admirada por crentes e descrentes, dão testemunho de ter sofrido algo que soa surpreendente e talvez chocante para quem acha que os santos viveram numa bolha de perfeição à parte das cotidianidades que afetam os seres humanos “comuns”: o conceito da “noite escura da alma“.

A mais famosa abordagem do tema e do termo é, provavelmente, a do místico espanhol São João da Cruz, reconhecido como nada menos que Doutor da Igreja. Ele descreve essa profunda espécie de crise espiritual na jornada rumo à união com Deus em seu célebre poema intitulado, precisamente, “La noche oscura del alma” (século XVI).

É fato que Deus permite, e com frequência, a drástica provação da aridez espiritual, da completa falta de fervor sensível, da dúvida espessa a respeito da Sua existência, da revolta perante os injustíssimos reveses da vida, do desespero diante da tragédia ou mesmo da rotina que, dias depois de dias, meses depois de meses, se reveste daquela insuportável e amorfa ausência de sentido…

Se o próprio Cristo experimentou o drama do silêncio do Pai na mais negra de todas as noites, a ponto de Lhe suplicar que afastasse d’Ele esse cálice durante a Sua oração no Jardim das Oliveiras, à espera da Paixão, por que presumir que Deus fosse poupar-nos de experimentar a dúvida radical? Por que imaginar que Ele nos privasse da oportunidade de escolher, livre e voluntariamente, abraçar a fé ou rejeitá-la, confiar n’Ele ou refutá-Lo, purificar o amor ou mantê-lo morno, frágil, apoiado em incentivos cômodos e débeis?

Nem a vocação à vida religiosa isenta um cristão da provação espiritual.

É claro que nem sempre essa provação é propriamente a doença física e psíquica que hoje conhecemos como depressão. No entanto, há santos que, pelos sintomas descritos por eles próprios ou por outros biógrafos, muito provavelmente enfrentaram esse quadro que atualmente é visto como “o mal do século”.

Alguns dos santos que possivelmente enfrentaram a depressão:

1 – Santo Agostinho

Século IV.

Pois é! Uma das mais icônicas e sublimes figuras representativas da intensidade da conversão cristã e do poder extraordinário da graça santificante; uma das personalidades mais admiradas da história da civilização ocidental, inclusive por não católicos e até por não cristãos: até ele enfrentou, muito provavelmente, os altos e baixos dos neurotransmissores e a instabilidade psíquica e física que hoje a medicina denomina depressão.

Sua mãe, Santa Mônica, suportou com paciência quase inacreditável a imprevisibilidade do filho brilhante, mas de temperamento terrível. Agostinho procurava com intensa sinceridade a verdade e o sentido da existência, mas, em suas andanças desnorteadas e segundo os seus próprios termos, ele a buscava na aparência das coisas criadas, nas volúpias e prazeres dos sentidos, longe de Deus e cada vez mais longe de si mesmo. “Eis que estavas dentro de mim, mas eu estava fora, e fora Te buscava, e nas coisas formosas que criaste, deforme eu me lançava“, declarará ele nas “Confissões”, obra-prima da espiritualidade não apenas cristã, mas universal.

A teimosia da graça, porém, foi mais irredutível ainda que a dele mesmo, e, encontrando canal nas “indesanimáveis” orações de sua mãe e na admirável influência do grande bispo Santo Ambrósio, levou o rebelde e angustiado Agostinho a finalmente se render a Deus e acolher o batismo. Mais ainda: ele se consagrou a Deus e chegou também ele a ser bispo.

Depois que a mãe morreu, no entanto, e durante os mais de quarenta anos que a isto se seguiram, a sua personalidade poderosa ainda se manifestaria com frequência na propensão à raiva implacável e à… depressão severa. Santo Agostinho se levantava desses abismos por meio da oração, do sacrifício e do trabalho. Ocupar-se foi um grande remédio, tanto nas muitas responsabilidades de bispo quanto nas muitas horas de reflexão, estudo e oração que o transformaram em grande defensor da doutrina da Igreja.

2 – Santa Flora de Beaulieu

Século XIV.

Sta Flora de Beaulieu

CC

Ela teve uma infância normal, mas, quando seus pais começaram a buscar marido para ela, se recusou e anunciou que ia dedicar a vida a Deus entrando num convento. No entanto, essa decisão, tomada num contexto turbulento, desencadeou uma fase intensa e prolongada de depressão que afetava de tal modo o seu comportamento que mesmo para as outras irmãs era uma provação conviver com ela. Com a graça de Deus, o tempo e a ajuda de um confessor compreensivo, Flora fez grande progresso espiritual precisamente por causa do desafio da depressão, que ela enfrentou com empenho.

3 – Santo Inácio de Loyola

Século XVI.

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A personalidade poderosa do grande santo fundador dos padres jesuítas também era dada a sentimentos de profunda inquietação e sofrimento. O senso de certeza e convicção que ele demonstra em sua autobiografia (escrita em terceira pessoa) não vieram com facilidade. Depois de se converter, Inácio teve de lutar contra um feroz período de escrupulosidade, termo que, na ascese cristã, se refere à tentação de sentir-se sempre em grave pecado por cada mínima falha pessoal no cumprimento de deveres e na vivência das virtudes. Essa provação veio seguida de uma depressão tão séria que ele chegou a pensar em suicídio. Deus o retirou do abismo de trevas e sofrimento interior inspirando-lhe grandes coisas a realizar na vida em nome de Cristo e da Sua Igreja.

O próprio Inácio define como “desolação” a experiência que enfrentou em seus exercícios espirituais: um estado de grande inquietação, irritabilidade, desconforto, insegurança quanto a si mesmo e às próprias decisões, dúvidas assustadoras, grande dificuldade de perseverar nas boas intenções… De acordo com Inácio, Deus não causa a desolação, mas a permite para nos “abalar” como pecadores e nos chamar à conversão.

A partir da sua experiência, Santo Inácio dá três conselhos para reagir à desolação: não desistir nem alterar uma boa resolução anterior; intensificar a conversa com Deus, a meditação e as boas ações; e perseverar com paciência, pois a provação é estritamente limitada por Deus, que dará o alívio no momento oportuno. Ele descobriu, em suma, que a depressão pode ser um grande desafio espiritual e uma ótima oportunidade de crescimento.

Estes conselhos continuam perfeitamente válidos, mas, hoje, é de importância crucial acrescentar um quarto conselho: procurar a ajuda médica adequada. Os avanços da medicina deixam claro que, na maioria dos quadros verdadeiramente depressivos, a medicação psiquiátrica é indispensável para reequilibrar os neurotransmissores, pois se trata de uma doença propriamente dita e não apenas de uma “fase de tristeza”. O tratamento da depressão clínica tem duas vertentes interdependentes: o trabalho interior pessoal, que pode ser acompanhado por um bom psicólogo ou orientador qualificado, e o trabalho da medicina, acompanhado por um psiquiatra sério e bem atualizado.

4 – Santa Joana Francisca de Chantal

Século XVI.

GFDL-CC

Durante oito anos, ela viveu feliz o seu casamento com o Barão de Chantal. Mas, quando o marido morreu, seu sogro, vaidoso e teimoso, forçou Joana e seus três filhos a irem morar com ele, provocando uma rotina de contínuos dissabores, duras provas de paciência e… depressão. Em vez de se escorar na vitimização, como infelizmente é comum desde sempre e até hoje, Santa Joana fez a escolha de manter a alegria e de responder às crueldades do sogro com caridade e compreensão.

Mesmo depois de estabelecer uma cordial e santa amizade com o grande bispo São Francisco de Sales e de trabalhar com ele na criação de uma ordem religiosa para mulheres de mais idade, Joana continuava experimentando momentos de grande sofrimento e injusto julgamento – e continuava, também, a responder com alegria, trabalho esforçado e espírito voltado a Deus.

A propósito, São Francisco de Sales tem um relevante conselho para quem sofre dessa provação:

“Refresque-se com músicas espirituais, que muitas vezes provocaram o demônio a cessar as suas artimanhas, como no caso de Saul, cujo espírito maligno se afastou dele quando Davi tocou sua harpa perante o rei. Também é útil trabalhar ativamente, e com toda a variedade possível, de modo a desviar a mente da causa de sua tristeza”.

5 – São Noel Chabanel

Século XVII.

São Noel Chabanel

CC

Padre jesuíta, mártir norte-americano, trabalhou entre os índios huron com São Charles Garnier. Os missionários, no geral, desenvolvem grande empatia por aqueles a quem evangelizam; no entanto, não foi o caso do pe. Noel: ele sentia repugnância pelos índios e pelos seus costumes, além de imensa dificuldade para aprender a sua língua, completamente diferente de qualquer idioma europeu, sem falar nos brutais desafios que a vida em ambiente quase selvagem envolvia. Todo esse conjunto de provações gerou nele um sentimento duradouro de sufocamento espiritual. Como ele respondeu? Fazendo um voto solene de jamais desistir nem abandonar a sua missão. E esse voto ele manteve até o dia do seu martírio.

6 – Santa Elizabeth Ann Seton

Século XVIII.

ELIZABETH

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A primeira santa nascida em solo estadunidense sofria com a contínua sensação de solidão e melancolia, tão profunda que ela pensou várias vezes em se matar. Ela teve muitos problemas em sua vida, especialmente relacionados à sua família. Leituras, música e o mar a ajudaram a ser mais alegre. Quando se converteu, a Eucaristia e a caridade passaram a ser sua grande força diária!

7 – São João Maria Vianney

Século XIX.

Cura d'Ars

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Conhecido como o Cura D’Ars, ele é um dos sacerdotes mais queridos da história da Igreja, modelo de pároco zeloso e de pastor que superou as muitas e graves limitações intelectuais próprias para guiar as almas com maestria pelo caminho da vida de graça. Apesar de todo o bem que fazia, ele não conseguia enxergar a própria relevância diante de Deus e convivia persistentemente com um forte complexo de inutilidade pessoal, sintoma da depressão que o acompanhou durante toda a vida.

Nos momentos mais difíceis, ele recorria ao Senhor e, apesar do sofrimento, renovava a determinação de perseverar no seu trabalho com confiança, fé e amor a Deus e ao próximo.

8 – Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

Século XX.

A santa carmelita descalça que havia nascido judia e crescido ateia sofreu com a depressão durante longo período. Chegou a escrever:

“Encontrei-me gradualmente em profundo desespero… Eu não podia atravessar a rua sem querer que um carro me atropelasse e eu não saísse viva dali”.

Desde antes de se converter, principalmente nas muitas ocasiões em que foi desprezada e humilhada por ser mulher e de origem judia, Edith sofreu intensamente a depressão. Intelectual, filósofa, discípula e até assistente de Edmund Husserl, o fundador da fenomenologia, ela finalmente encontrou em Deus a Verdade que tanto buscava, a partir da leitura da obra de Santa Teresa de Jesus. Abraçou então a graça com tamanha sede que dela arrancava as forças para lidar não apenas com os seus dolorosos sofrimentos interiores, mas também com as trevas mortíferas do nazismo.

Edith Stein, que adotou no convento carmelita o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz após se converter e se consagrar a Deus radicalmente, foi capaz de perseverar até o martírio, mantendo a lucidez, a fé, a esperança e o amor inclusive na prisão e na execução a que foi submetida covardemente no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Esse final de vida terrena parece particularmente deprimente? Pois ele é, mesmo. No entanto, como tudo nesta vida tem mais do que apenas um lado, ela enfrentou esse cenário extremo com a serenidade e a paz de espírito de quem aprendeu a lidar com os altos e baixos da depressão, enxergando além do imediato e abraçando uma vida que não acaba porque é eterna – e que é capaz de brilhar até mesmo nas trevas mais densas da morte num campo de concentração.

Construção da Capela Nossa Senhora das Graças – Vakinha

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES, NOTÍCIAS

A Comunidade Fidelidade está preparando/reformando dois cômodos da Casa São Bento para dar lugar a Capela N. Senhora das Graças. Precisamos de sua ajuda para compra de materiais de acabamento, objetos litúrgicos e de uso na capela. Também para o pagamento de mão de obra especializada. Esta capela será um lugar de celebração e adoração permanente e aberta ao povo de Deus. Contamos com sua ajuda!

Criamos assim pelo Site Vakinha esta partilha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/reforma-capela-nossa-senhora-das-gracas

Ajude na Capela Nossa Senhora das Graças – Clique na imagem! 

 

Capela Nossa Senhora das Graças será um local de adoração e intercessão permamente da Comunidade Católica Fidelidade.

Aberta ao povo de Deus para celebrações e atendimentos de oração.

A vaquinha que iniciamos será para compra de materiais de acabamento e de mão de obra especializada para:

Colocação de pisos, revestimentos e acabamentos gerais da Capela.

Abertura de paredes, janelas e portas. As Janelas serão coloniais com vitral e porta colonial.

Pagamento dos bancos para capela. Sacrário. Luminárias. Forro de madeira. Imagens.

Em breve disponibilizaremos atualizações e fotos do local. Contamos com sua ajuda!

Você pode visitar também nossa Casa de Missão e Sede: Rua Giuseppe Venturini, 180 – Bairro Batistini – São Bernardo do Campo – SP

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A Comunidade Fidelidade é uma associação pública de fiéis, de reconhecimento Diocesano, nascida na esteira dos novos movimentos pós-Concílio Vaticano II, constituída de fiéis católicos unidos em fraternidade, cujo objetivo é levar seus membros a uma vida santificante e equilibrada, buscando viver o batismo de maneira radical.

Nossa palavra de fundação e inspiração está no Evangelho de Mateus 5, 17 – 48 e o propagamos com o seu último versículo: “Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai Celeste é perfeito”.

Nesta inspiração e no amadurecimento, fomos formando e confirmando nosso Carisma de “Viver na Santidade e levar as pessoas a trilhar este caminho de busca pela Santidade” em suas vidas quotidianas pela moral cristã, justiça, equilíbrio espiritual e psicológico, reconciliando o indivíduo com sua própria história.

Saiba mais em: www.comunidadefidelidade.com

 

Grande Célula das Mulheres – Tema: “Mulher acalma-te, ouve Deus” em 11/11/2018

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Neste domingo, dia 11 de novembro, aconteceu a Grande Célula das Mulheres na Comunidade Fidelidade. Com o tema, “Mulher acalma-te, ouve Deus”, olhamos para a vida de Santa Zélia, mãe de Santa Terezinha do Menino Jesus, meditamos sobre a santidade nos dias de hoje e os desafios que nós mulheres enfrentamos como o feminismo, a ditadura da beleza, o uso excessivo de mídias sociais, sensualizarão da mulher e educação dos filhos.

Ainda, embasadas no lindo poema da mulher virtuosa (Provérbios 31, 10-31), refletimos o que Deus quer para cada uma de nós.

A tarde foi coroada com a Adoração ao Santíssimo e oração de cura interior e testemunhos marcantes da graça de Deus.

Confira as Fotos:

“Moradas da alma”: as etapas da vida mística segundo Santa Teresa de Ávila

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES

A decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, é a primeira das sete moradas, a porta de entrada na vida espiritual

No final da sua viagem espiritual, Santa Teresa de Jesus escreveu o livro das Moradas, no qual compara a nossa alma –o lar de Deus– com um castelo. As primeiras moradas correspondem à entrada na vida espiritual e são o fundamento de todas as posteriores.

Santa Teresa de Jesus, também conhecida como Santa Teresa de Ávila, se apoia principalmente em quatro citações bíblicas:

“Na casa do meu Pai há muitas moradas” (João 14,2) – esta passagem, segundo a santa, evoca o “castelo interior”.

“Quem me ama guardará a minha palavra; meu Pai o amará e viremos a ele e nele faremos a nossa morada” (João 14,23) – um resumo do itinerário espiritual que ela explica.

“Minhas delícias estão nos filhos dos homens” (Provérbios 8,31) – mostra que nós somos o paraíso de Deus.

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”(Gênesis 1,26) – a mostra de que fomos criados para amar como Deus ama, porque Deus é amor. A vontade de Deus é que nós nos amemos como Ele nos ama.

A primeira morada é o portal de entrada na vida espiritual.

Nós o cruzamos mediante a decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, já que a pior das misérias, para Santa Teresa de Jesus, é viver sem Deus e até imaginar que podemos fazer o bem sem Deus.

Os quatro frutos da primeira morada, que amadurecerão ao longo do nosso caminho espiritual, são a liberdade, a humildade, o desprendimento e, acima de tudo, a caridade, que é o fim e a culminação.

A segunda, terceira e quarta moradas permitirão aprofundar na vida espiritual entendida como caminho rumo a Deus, como busca de Deus e participação progressiva na vida divina.

Este dom é gratuito, mas temos que estar determinados a recebê-lo e fazer desse recebimento o centro da nossa vida, purificando, assim, o lugar de nós onde habita Deus.

É Deus quem nos faz passar de uma morada à outra, quando quer e da forma que quer.

A segunda morada diz respeito à purificação da nossa relação com o mundo.

A arma utilizada para triunfar aqui é a fé em Cristo e a confiança na Sua vinda para nos libertar (cf. Gálatas 5,1).

A terceira morada está ligada ao esclarecimento da relação com nós mesmos.

Corremos o risco de ser como aquele jovem rico que teve um bom começo, mas que termina todo triste.

O desafio desta terceira morada é reconhecer-nos como um “servo qualquer”, que recebe tudo de Deus.

A quarta morada aprofunda a nossa relação com Deus.

Uma grande paz vai se instaurando progressivamente nas profundidades da nossa alma. A confiança, a humildade e a gratidão são realidades que vão sendo vividas cada vez mais profundamente.

A entrada na quinta morada marca uma transição:

Não passamos da quarta à quinta da mesma forma que tínhamos passado da segunda à terceira ou da terceira à quarta.

Consideramos a nossa vida não tanto como um caminho rumo a Deus, mas experimentamos Deus vivendo em nós, como explica a frase de São Paulo: “Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim!” (Gálatas 2,20).

O desejo de amar é mais intenso; ao receber uma vida nova, perdemos os nossos antigos pontos de referência e as nossas seguranças habituais.

A sexta morada consiste nos “compromissos espirituais”:

Há uma alternância de sofrimentos ligados ao sentimento de ausência de Deus e a experiências muito profundas da presença de Cristo. Aqui intervém uma dilatação ainda mais profunda do coração e do desejo de Deus.

A arma utilizada aqui é sempre a volta à santa humanidade de Cristo: Jesus se une a nós em nossa debilidade humana para transformá-la, para revitalizar o nosso desejo de amar em comunhão com Ele.

A sétima morada, enfim, é o ponto de culminação definido pela união com Deus no “matrimônio espiritual”.

Este matrimônio espiritual foi concedido a Santa Teresa de Jesus em 18 de novembro de 1572.

A união com Deus é uma participação profunda no desejo de Deus de salvar todas as pessoas.

Através do matrimônio espiritual, tudo fica transformado e se recebe um renovado desejo de viver assumindo a própria condição e os próprios compromissos terrenos de maneira ainda mais concreta e sem fugir da realidade.

Missa de 18 Anos de Fidelidade – Renovação dos compromissos – 21 de Outubro de 2018

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A Comunidade celebrou neste domingo 21 de Outubro seus 18 Anos de Missão. Nesta ocasião receberam mais dois novos consagrados em Vínculo de Comunhão: Orlando e  Flávio. Também renovaram seus compromissos todos os membros da comunidade.

Celebrou conosco Padre José Osvaldo da Paroquia Santo Antônio, o qual somos muito gratos. Confira as fotos:

 

Você sabe identificar se sua ação foi pecado ou não?

Por | - ULTIMAS, PARTILHA DO FUNDADOR

Reconhecer o nosso pecado é uma forma de melhorar nossa vida

Para aqueles que não sabem, nós possuímos um organismo sobrenatural, que em seus diversos membros nos conduzem a uma intimidade cada vez mais profunda com Deus. Ele é composto de dons do Espírito Santo e virtudes infusas. Esse organismo sobrenatural produz, gradativamente, união com Deus e santidade em nós. O pecado grave nos faz perder todo esse organismo. Com os veniais isso não acontece, mas seu hábito acaba por nos conduzir aos graves.

O que é concupiscível e irascível?

Após o pecado original, passou a habitar em nós duas grandes inclinações: a concupiscível, que se baseia na busca da felicidade ou na manutenção da vida, levando-nos ao uso do prazer sem freios. E a irascível, que nos ajudam a defender a própria vida dos perigos, mas também nos leva a fazer o mal contra o outro.

Os pecados contra a castidade e a vida sexual desregrada, a gula e a preguiça estão alojados na área do concupiscível. A falta de perdão, a maledicência, o aborrecer-se com o outro e as brigas vêm do nosso irascível.

Essas paixões desregradas, além de uma vida imoral, causam também um dano tremendo ao trabalho do intelecto, porque a inteligência precisa da ajuda do imaginário para buscar a verdade. Somente que o imaginário é movido pelas paixões e elas não o deixam quieto. Essa é uma das razões pela qual a inteligência não se desenvolve bem em uma pessoa passional. Referimo-nos à inteligência abstrata, que trata das grandes questões do homem: o que é a verdade? O que é a existência, a justiça, o amor, a vida? A pessoa apegada demais a si, por exemplo, sequestra a inteligência para a busca do poder. Assim, acaba vivendo e manipulando tudo ao seu redor, para que seja melhor somente para si e não se baseando no melhor para todos, buscando a verdade que é Deus. Muitas vezes, faz-se isso sem perceber.

É muito comum um estudante, que esteja mergulhado nas paixões concupiscíveis e irascíveis, após se confessar e abandonar o mal, juntando a uma conversão sincera, ter um rendimento escolar muito melhor!

Enquanto não se ordena as paixões, não se consegue desenvolver bem espiritualmente. Por quê? Jesus simplifica a doutrina reduzindo todas as tantas leis do judaísmo no amor a Deus e ao próximo. O amor ao próximo exige o controle do irascível e concupiscível. E no concupiscível, a prática da castidade exige o controle da mais forte das paixões do concupiscível: as paixões sexuais.

Mais adiante, colocaremos meios eficazes e precisos para conquistar a graça da castidade. Se posto em prática corretamente, o resultado é extremamente rápido.

Já o irascível, o caminho é mais longo, pois está baseado no medo da morte. O seu treino é com o respeito ao próximo dentro e fora do coração, por meio de atos e também do perdão, sendo amável e não julgando. Vivendo essas coisas com afinco, controlando o irascível, a pessoa acaba adquirindo um controle perfeito sobre si, inclusive, se um dia precisar arriscar a vida, o fará com cavalheirismo, com virtude e honradez.

A moral cristã é rígida nesses dois pontos: castidade e respeito ao próximo. Nisso é intransigente. No resto, quase todas as outras transgressões são veniais.

Como distinguir os atos pecaminosos?

Os requisitos são: plena advertência, pleno consentimento e a matéria, se é grave ou leve. A advertência trabalha em nossa inteligência, o consentimento em nossa vontade e a matéria é do ato que se comete.

A plena advertência é um ato da inteligência. De maneira geral, algo é plenamente advertido ao intelecto, quando se percebe que o ato ou a situação que vamos praticar tem erro ou malícia. Não é preciso saber exatamente todo o tratado moral da situação para ter sido plenamente advertido. Se fosse assim, somente os teólogos cometeriam pecados, como também somente os advogados cometeriam crimes. Uma vez percebido o mal ali, que Deus não gostaria daquilo, ou a malícia, o erro, mesmo que confusamente, já basta para ter sido plenamente advertido.

Pode acontecer de a pessoa não ter plena advertência o tempo todo, por levar uma vida má há muito tempo. Mesmo assim, não significa que não esteja em pecado, pois não há inteligência que se possa admitir moralmente tantas maldades. Se parar para pensar por um minuto, percebe-se a maldade.

A plena advertência torna-se cada vez mais delicada, naqueles que possuem uma consciência formada, prática da moral e uma vida de fé.

O pleno consentimento é um ato voluntário de tal maneira que se possa dizer, com sinceridade, que se praticou tal ou qual ato por que quis, e se não o quisesse, não o teria feito. No início, pode ser difícil de discernir, mas, com o tempo, a observação nos ajuda a conhecer melhor a nós mesmos, assim como nas questões de moral que surgirem e que se busque respostas.

É possível pecar por pensamento?

Essas coisas se aplicam também aos pecados por pensamento. Deus quer que sejamos puros em todos os sentidos, não só nos atos externos, mas também nos internos. Os pensamentos voam, fazem-se por associações, numa completa balburdia. Normalmente, os maus pensamentos não começam pela vontade (no caso de uma pessoa que já busca evitar o pecado). Caso se perceba um mal pensamento, essa percepção é a plena advertência. Até esse ponto, não há o pecado, porém, se, depois disso, deixa os pensamentos prosseguirem no mal, mesmo que seja no automático, nesse momento ocorre o consentimento e o ato. Aí materializa-se o pecado.

Por fim, é preciso saber se a matéria do ato mal é grave ou venial. Já tratamos um pouco disso no texto da semana passada. Mais para frente, falaremos mais um pouco. Vai ficar tudo bem claro, não se preocupe!

Por Roger de Carvalho, via Canção Nova 

Grande Célula para as Crianças – Alegres em Cristo – 13/10/2018

Por | DESTAQUES, GALERIA DE FOTOS

Em outubro tivemos uma Grande Célula para as crianças. Muitas brincadeiras, teatro, evangelismo e partilha para as crianças.

Confira as Fotos:

Oração de cura e libertação de Santo Ambrósio

Por | FORMAÇÕES, PARTILHA DO FUNDADOR

Oração que Santo Ambrósio nos ensina para rezarmos antes da Santa Missa

Senhor Jesus Cristo, eu, pecador, não presumindo de meus méritos, mas confiando em vossa bondade e misericórdia, temo entretanto e hesito em aproximar-me da mesa de vosso doce convívio.

Pois meu corpo e meu coração estão manchados por muitas faltas, e não guardei com cuidado meu espírito e minha língua.

Por isso, ó bondade divina e temível majestade, em minha miséria recorro a Vós, fonte de misericórdia; corro para junto de Vós a fim de ser curado, refugio-me em vossa proteção e anseio ter como salvador Aquele que não posso suportar como juiz.

Senhor, eu vos mostro minhas chagas e vos revelo minha vergonha.

Sei que meus pecados são muito grandes e temo por causa deles, mas espero em vossa infinita misericórdia.

Olhai-me pois com vossos olhos misericordiosos, Senhor Jesus Cristo, Rei eterno, Deus e homem, crucificado por causa de nós homens.

Escutai-me pois espero em Vós; tende piedade de mim, cheio de miséria e pecados, Vós que jamais deixareis de ser para nós a fonte da compaixão.

Salve, vítima salvadora, oferecido no patíbulo da cruz por mim e por todos os homens.

Salve, nobre e Precioso Sangue, que brota das chagas de meu Senhor Jesus Cristo crucificado e lavas os pecados do mundo inteiro.

Lembrai-vos, Senhor, da vossa criatura resgatada por vosso sangue.

Arrependo-me de ter pecado, desejo reparar o que fiz.

Livrai-me, ó Pai clementíssimo, de todas as minha iniquidades e pecados, para que, inteiramente purificado, mereça participar dos santos méritos.

E concedei que vosso corpo e sangue, que eu embora indigno me preparo para receber, sejam perdão para os meus pecados e completa purificação de minhas faltas .

Que eles afastem de mim os pensamentos maus e despertem eficazes obras que vos agradam, e protejam meu corpo e minha alma contra as ciladas de meus inimigos.

Amém.

Tenor italiano lança single de arrepiar com o filho; letra fala sobre valores familiares

Por | - ULTIMAS, PARTILHA DO FUNDADOR

cantor e produtor musical italiano Andrea Bocelli tornou-se mundialmente conhecido por sua voz elegante e angelical. Agora, ele é acompanhado por seu filho, Matteo Bocelli, em seu novo single “Fall on Me”. 

Bocelli diz que ele e o filho compartilham o mesmo amor pela música. Além de cantar, Matteo também toca piano. Os dois já se apresentaram em alguns concertos.

Parcialmente cego desde a infância, Bocelli ficou completamente sem enxergar depois de ser atingido no olho durante um jogo de futebol. Embora as muitas operações não tenham conseguido restaurar sua visão, ele encontrou paz e consolo na música.

Ao posta o vídeo do single no Youtube, Andrea Bocelli escreveu: “Qualquer um que seja pai ou mãe ou que conheça a preciosa responsabilidade de ser mãe ou pai, compreenderá o significado desta peça”. 

A letra de “Fall on Me” fala justamente do vínculo entre pai e filho e como o pai consegue transmitir valores sólidos para o filho. É realmente emocionante. Assista: 

Oração de libertação a Nossa Senhora das Mercês!

Por | - ULTIMAS, PARTILHA DO FUNDADOR

24 de setembro é a festa litúrgica da Virgem da Misericórdia

A devoção a Nossa Senhora das Mercês teve início no século XIII, quando a Virgem apareceu a São Pedro Nolasco e o encorajou a seguir libertando os cristãos escravos.

Naquela época, os mouros saqueavam regiões costeiras e levavam os cristãos como escravos para a África. Nessa horrível condição, muitos perdiam a fé por pensar que Deus os tinha abandonado.

Pedro Nolasco, vendo essa situação, vendeu até seu próprio patrimônio para libertar os cativos. Do mesmo modo, formou um grupo para organizar expedições e negociar resgates. Quando o dinheiro acabou, pediram esmolas. Entretanto, as ajudas também terminaram.

Nolasco lhe perguntou: “Ó Virgem Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, quem poderia acreditar que tu me envias?”.

Maria respondeu dizendo: “Não duvides de nada, porque é vontade de Deus que se funde uma ordem desse tipo em minha honra; será uma ordem cujos irmãos e professos, a imitação de meu filho Jesus Cristo, estarão postos para ruína e redenção de muitos em Israel, isto é, entre os cristãos, e serão sinal de contradição para muitos”.

Diante desse desejo, foi fundada a ordem dos Mercedários no dia 10 de agosto de 1218 em Barcelona, Espanha. São Pedro Nolasco foi nomeado pelo Papa Gregório IX como Superior Geral.

Os integrantes, além dos votos de pobreza, castidade e obediência, faziam um quarto voto em que se comprometiam a dedicar sua vida a libertar os escravos e que ficariam no lugar de um cativo que estivesse em perigo de perder a fé, quando o dinheiro fosse era suficiente para conseguir a libertação.

Mais tarde, no ano 1696, o Papa Inocêncio XII fixou o dia 24 de setembro como a Festa de Nossa Senhora das Mercês em toda a Igreja.

Oração de libertação a Nossa Senhora das Mercês

Nossa Senhora das Mercês, nossa Padroeira, Mãe da Libertação, livra-me das correntes que amarram e bloqueiam minha vida, minha família e meus negócios.

Peça por mim a Jesus que envie seus Anjos para libertar de tantos males.

Interceda a Deus, para que eu obtenha as luzes do Espírito Santo, para viver na paz, alegria e prosperidade.

Ensina-me a ter um coração confiante em Deus.

Amém.

Com informações de ACI Digital

7º Congresso Católicos em Células – 07 a 09 de Setembro de 2018

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Aconteceu nos dias 7, 8 e 9 de setembro de 2018 a sétima edição do congresso nacional Católicos em Células. Sediado na Paróquia Espírito Santo, em São José dos Campos – SP, o evento teve como tema: “Células, um estilo de vida”, baseado no discurso do Santo Padre o Papa Francisco, por ocasião do encontro mundial das células, em 2015. Incluindo a equipe de serviço, mais de 700 pessoas participaram deste congresso: 23 paróquias e 11 novas comunidades de diversas partes do país.

As conferências, que aprofundaram o discurso do Papa, foram ministradas com muita unção e objetividade pelos italianos Pe. Gianni Mezzasalma, da Comunidade Eccomi manda me, de Ragusa (pioneira entre as novas comunidades em células no mundo) e pelo diácono permanente Filippo Crosa, de Milão (com 32 anos de experiência nas células, membro da primeira célula de Pe. PiGi Perini, fundador do Organismo Internacional. Ele é também promotor das células na China). O promotor nacional das células, Sandro F. Peres, juntamente com o Pe. Juarez Dalan, conosco desde o início deste projeto no Brasil, deram também sua contribuição falando da vocação do sistema de células no sábado pela manhã. Já no domingo foi a vez do Pe. Luis Fernando Soares, pároco que acolheu o evento, compartilhar um breve testemunho de como conheceu esta visão de evangelização e a aplicou.

Na tarde do sábado quatro seminários foram ministrados simultaneamente por consultores da Agência Católicos em Células, abordando temáticas como: Como implantar o sistema de células na sua paróquia ou comunidade – O sistema de liderança na paróquia e na comunidade em células – A evangelização oikos e o sistema de células – Quando o crescimento não vem. Os desgastes e dificuldades no sistema de células.

Somos gratos ao Senhor por nos permitir um momento de tantas graças, aprendizado, troca de experiências e convivência fraterna. Somos gratos também às dezenas de irmãos que se dedicaram nas variadas equipes para que o evento se realizasse, de modo especial ao tradutor, Marcos Rosa, que se ocupou dos pregadores antes, durante e após o evento.

Fotos do evento: ACESSE AQUI!

Em breve todas as conferências e seminários estarão disponíveis no nosso canal do YouTube:
CANAL CATÓLICOS EM CÉLULAS

Por Cesar Machado Lima
Secretário Geral Agência Católicos em Células.

Fonte: http://www.catolicosemcelulas.com.br/site/?p=3132

Grande Célula de Oração – 05/09/2018 – Presença especial dos conferencistas Pe Gianni e Diácono Pippo

Por | DESTAQUES, GALERIA DE FOTOS

Confira as fotos da Grande Célula Extraordinária com os conferencistas italianos Pe Gianni e Diácono Pippo da Itália. A Grande Célula reuniu 6 Comunidades e suas células para um louvor e ouvirem como estão as Células de Evangelização na Europa e no mundo. Uma alegria celebrar juntos. Após a Grande Célula os conferencistas foram a SJC para o 7º Congresso dos Católicos em Célula.