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Grande Célula de Oração Parusia – 01/06/2019 – 19h00

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES

Sábado dia 01.06.2019 ás 19h00

Tema: Viver Pentecostes – Claudia Rodrigues

Coloque aqui sua intenção para rezarmos na intercessão e no Grupo Parusia

1º e 3º Sábado do Mês às 19h00! Participe com sua família e célula!


Local – Sede da Comunidade Católica Fidelidade

Casa São Bento e Salão São João Paulo II

Rua Giuseppe Venturini, 180 – Frente – Bairro Batistini – São Bernardo do Campo – São Paulo – Cep.: 09842-005

Rua ao Lado direito da Acrilex – Rua sem Saída.


Veja o mapa de como chegar!

Vindo do Centro pela Anchieta e saída na Servidei Demarchi

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Vindo Pela Imigrantes

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Vindo Pelo Rodoanel

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Dicas:

Vindo do Centro de São Bernardo após passar Restaurante Florestal será a Segunda rua à Direita.

Vindo pela Imigrantes ao passar em frente a Empresa ACRILEX continuar por mais 300 Metros e fazer primeiro retorno à Esquerda, pegar pista novamente e será a Segunda rua à Direita.


Pedido de Oração para o Grupo

Jesus Cristo ressuscitou! Está vivo!

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES

Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, ressuscitou!(Lc 24, 5b-6). Três dias após a morte de Jesus, algumas mulheres foram ao seu túmulo, ouviram este anúncio e se tornaram mensageiras dessa boa notícia.

Também hoje a Igreja testemunha e anuncia, como fez através dos séculos: Jesus Cristo, morto na cruz, ressuscitou, está vivo e presente no meio de nós! Por infinita condescendência para conosco, Deus tornou-se próximo de nós e manifestou-nos amor sem medida, iluminou e deu sentido novo à vida através da ressurreição de Jesus.

A Páscoa, passagem das trevas para a luz, da morte para a vida, empenha-nos decididamente na superação dos sinais de morte ainda presentes na cultura e na convivência humana. O anúncio pascal traz a certeza de que a injustiça e o egoísmo, a violência e o ódio não terão a última palavra sobre a existência.

A Páscoa faz-nos abraçar a defesa da vida humana, em todas as suas fases, e da natureza, ambiente da vida, dom do Criador. O cuidado da Terra, nossa casa comum, e o zelo pela sua capacidade de acolher e abrigar a vida são cada vez mais urgentes e requerem o esforço solidário de todos; essas atitudes decorrem do respeito a Deus criador e amigo da vida.

Não é belo, não é coerente com nossa fé, não é justo com o próximo promover a violência, a cultura da morte, o desprezo à obra de Deus e à vida de nossos semelhantes. A ressurreição de Jesus Cristo revela que Deus está do lado da vida; por isso, somos convocados a estar desse lado também.

Ressuscitou! Não está mais entre os mortos! O amor de Deus, manifestado a nós na ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, alimenta a alegria e a esperança; ao mesmo tempo, faz-nos participar da edificação da sociedade, segundo os critérios da verdade, da justiça e da solidariedade. A Páscoa de Jesus é sinal da vitória possível sobre a morte e todos os males.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, ao formular votos de feliz e abençoada Páscoa, convida todos a abraçarem, de maneira decidida, a causa da vida.

Jesus Cristo, que passou da morte para a vida, fortifique nossa esperança. O Deus da vida abençoe a todos.

4 sinais de que você pode estar espiritualmente morto

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES

Assim como há indicações de que o corpo morreu, também há sobre a morte espiritual

Ele está vivo ou está morto?

Essa é uma questão importante, não é? Como verificar se alguém está vivo ou morto? Existem sinais bem estabelecidos. Você pode verificar a respiração, verificar se há pulso, ouvir o batimento cardíaco. Até agora, estamos falando de vida física ou morte. E quanto à vida espiritual ou morte?

Mais especificamente: se você estivesse espiritualmente morto, como saberia?

Podemos considerar quatro sinais de que alguém está espiritualmente morto. Eles geralmente são encontrados juntos e não isoladamente.

Primeiro sinal:

Não há esforço. O que quero dizer com isso? Há uma resignação apática ao status quo e nenhuma aspiração por um futuro melhor. Em outras palavras: “Minhas falhas são permanentes; é assim que eu sou. Virtudes são impossíveis para mim; eu não sou esse tipo de pessoa”. Ausência de esforço tem uma semelhança familiar com o pecado mortal da preguiça (acédia), não é?

Segundo sinal:

Sem compaixão. O que quero dizer com isso? Um coração frio como pedra na presença do pecado e do sofrimento. Na presença do pecado, não há indignação pelos direitos e dignidade de Deus; não há pesar pela perda de uma alma humana. Na presença do sofrimento, não há empatia pelos aflitos, muito menos ação em favor daqueles que sofrem. Há simplesmente uma falta de movimento do corpo, mente e coração.

Considere a observação forte de Santo Agostinho: ??“a esperança tem duas lindas filhas: seus nomes são raiva e coragem. Raiva de que as coisas estejam do jeito que estão. Coragem para colocá-las no caminho que deveriam estar”. Podemos concluir que a ausência de compaixão indica ausência de esperança.

Terceiro sinal:

Sem aprendizado. O que quero dizer com isso? Uma recusa a ser ensinado sobre a santidade de Deus e sobre o nosso pecado. Quando estamos apaixonados, freqüentemente perguntamos à pessoa amada: “Diga-me mais”. Que pessoa sensata não diria “diga-me mais”, quando Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”? (João 14, 6) Nenhum aprendizado indica falta de humildade, isto é, falta de disponibilidade para ouvir a verdade sobre Deus e a verdade sobre nós mesmos.

Quarto sinal:

Sem arrependimento. Quase todos os párocos confirmarão isto: as filas para receber a Santa Comunhão são muito maiores do que as filas da Confissão. O que uma pessoa razoável pode inferir disso? Certamente não que o pecado tenha sido derrotado em nossa vida! Sem arrependimento refere-se a qualquer um que peca sem hesitação, sem se arrepender e sem ter vergonha. É pouco provável que uma cultura que valoriza a auto-estima mais do que a contrição produza muitos grandes santos. Como uma alma, uma cultura sem arrependimento não terá bons frutos ou futuro.

Tendo escrito essas palavras, sei que existe a tentação de pensar em como esses quatro sinais de morte espiritual podem se aplicar aos outros. Podemos ser tentados a fazer uma lista de quais sinais se aplicam a qualquer pessoa que conheçamos.

Vamos resistir a essa tentação! Em vez disso, vamos olhar para essa lista novamente, e refletir sobre a questão dos apóstolos na Última Ceia: “Sou eu, Senhor?” (Mateus 26, 22)

Se isso se aplicar a você, é hora de examinar sua consciência, planejar uma reforma da vida e confessar-se o mais rápido possível. (Sugestão útil: a menos que você tenha sido concebido de modo imaculado, você tem caído em um ou mais desses casos uma vez ou outra!)

Vamos pedir a Nosso Senhor em oração que nos revele onde essas ervas daninhas se enraizaram no jardim de nossas almas. Vamos pedir ajuda divina para arrancar essas ervas daninhas e substituí-las pelas virtudes contrárias.

Vamos compartilhar com um confidente de confiança (um diretor espiritual, o cônjuge ou alguma outra pessoa espiritualmente madura) nossos planos confirmados em oração para consertar nossas vidas. Vamos compartilhar com eles metas identificáveis ??e mensuráveis, para que, na caridade, eles possam nos ajudar a nos responsabilizarmos pela reforma que todos nós devemos empreender.

Considere isto: se nos recusarmos a admitir que a morte espiritual nos ronda, se teimosamente nos recusarmos a admitir que precisamos nos confessar, arrepender e reformar nossa vida, então estaremos dando as costas para as graças da Quaresma e às bênçãos da Páscoa. Seríamos semelhantes a Lázaro recusando-se a sair da tumba, porque dá trabalho fazer isso. Deus nos livre de tal escândalo!

Oração de libertação do vício da pornografia

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES

Confie no poder da oração: você pode ser curado

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém!

Senhor Jesus, quero neste momento te louvar pelo dom da minha vida, por tudo aquilo que o Senhor já realizou em mim até agora; e por isso te agradeço de coração porque caminhas ao meu lado sem nunca me abandonar! Muito obrigado Jesus!
Mas quero também pedir perdão a Ti Jesus! Sim, porque ainda que eu saiba que Tú caminhas comigo eu ainda não sou tão forte o suficiente para me livrar de determinados vícios que fui adquirindo ao longo da minha caminhada. E aqui quero te apresentar um vício que muito tem perturbado o meu coração e o meu caminho para a santidade; que é o vício da pornografia!

Quero pedir que o Senhor venha me livrar de tudo aquilo que tem me prendido à pornografia! A começar pelo prazer que busco através dela, pensando que estes tipos de prazeres podem me preencher, que podem preencher o vazio que trago dentro de mim e que nem mesmo sei de onde vem. Quero renunciar à busca destes tipos de prazeres mentirosos que o Tentador coloca no meu caminho e que me engana com a sua mentira! Pois na verdade estes prazeres me esvazia e cria abismos dentro da minha alma, que me afastam de Ti, que és o ÚNICO e ABSOLUTO BEM que posso buscar!

Quero ainda pedir a ti Jesus, pela força do Teu Santo Nome que quebre todos os tipos de pensamentos obsessivos em relação ao sexo na minha vida. Pois estes pensamentos surgem com muita força dentro de mim e sempre me arrastam para o Mal, para o pecado! Atinge pela força do teu Sangue o momento que estes tipos de pensamentos se tornaram obsessivos em algum momento da minha vida! Quebra o círculo vicioso que estes pecados tem atingido os meus pensamentos!

Senhor, pela autoridade do Teu Nome que caia por terra agora todo o tipo de rotina que o pecado da pornografia criou na minha vida, quebra no poder do Teu Nome o hábito de olhar para as mulheres com desejos obscenos de possui – las, quebra o hábito de olhar para os homens com desejos de possui – los; quebra pela força do Teu nome o desejo descompensado de olhar a pornografia por meio da internet, de filmes, de revistas, fotografias, redes sociais e tudo o que me cerca!

Eu renuncio a estes desejos obscenos que a pornografia me traz e que me incentivam a buscar. Eu renuncio e peço que pela força do Teu Nome vá aos pés da Tua cruz toda a carga genética, toda a carga hereditária que ainda possam estar influenciando a minha vida na área da minha sexualidade!

Quebra toda a anormalidade sexual que trago da minha linhagem familiar, Senhor Jesus! Que caia sobre mim o poder do Teu Sangue jorrado na cruz e que Ele traga toda a Cura e Libertação que preciso na área da minha sexualidade! Não importando de onde tenha nascido estes distúrbios, não importando de onde tenham nascido estes vícios, seja do emocional, seja de carência afetiva, seja de violência sexual, seja até mesmo de hábitos adquiridos ao longo da minha vida; liberta – me de tudo isso e com a Tua libertação que venha sobre mim toda a cura necessária Senhor Jesus!

Liberta – me Senhor Jesus dos lugares que tem feito com que eu fique preso a pornografia e ao pecado na minha sexualidade!Liberta – me do pecado gerado no segredo do meu quarto, do meu banheiro, do meu ambiente de escola, do meu ambiente de trabalho, das minhas falsas amizades!

Liberta – me do pecado da pornografia realizado dentro da minha casa, escondido da minha esposa, do meu marido, dos meus filhos, mas que nunca foi e nunca será escondido da Tua presença Jesus!

Purifica – me pela força do Espirito Santo os meus desejos, as minhas vontades, as minhas intenções; e rompe agora no poder do Teu Nome Jesus toda a força diabólica que quer me seduzir e me arrastar para a pornografia!

Lave – me por inteiro(a) no Teu Sangue Redentor! E assim que eu tiver a primeira oportunidade Senhor Jesus eu me comprometo a buscar a confissão de todos estes meus pecados, pois eu quero mudar de vida, e sei que pela força deste momento de oração eu posso mudar de vida! Eu assumo agora minha mudança de vida no nome de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Obrigado por tudo o que o Senhor fez e continuará fazendo na minha vida! Que a Virgem Maria possa ir a frente de todo este meu novo propósito e me ensine a ser cada dia mais santo(a)!
Amém!

(via Livres de todo mal)

Grande Célula de Oração Parusia – Março 2019 – Noite de Multiplicação

Por | DESTAQUES, GALERIA DE FOTOS

Grande Célula de Oração – 02/03/2019

Tema: “A armadura espiritual”

Pregador: Rosemeire  – Com. Fidelidade

Confira as Fotos:

Campanha Aliança Fiel 2019 – Ajude a Fidelidade!

Por | CAPELA N. S. DAS GRAÇAS, CASA SÃO BENTO SEDE, DESTAQUES

Campanha Aliança Fiel de 2019 – Ajude a Comunidade Fidelidade!

Estamos em nova Campanha e precisamos de sua ajuda. Seja um sócio evangelizador.

Toda ajuda vai para as construções e manutenção da Casa São Bento e Salão São João Paulo II.

Oremos pela campanha deste mês para alcançarmos os 100% e conseguirmos arcar com os débitos da Comunidade.

Para depositar na Conta

Associação Domingos Sávio
Banco Bradesco – 237
Agencia – 0109
Conta – 21952-5
CNPJ – 19.995024/0001-56

Você que está a distância, também pode nos Ajudar com qualquer quantia, doando-nos pelo PAG SEGURO da UOL  clicando no botão abaixo! É rápido e seguro!

Ajudar pelo PagSeguro da UOL clicando no botão abaixo

ou Link: https://pag.ae/bhkDvB3





Queremos agradecer o empenho e oração de todos em favor das Construções da Comunidade Fidelidade.

Continua agora a Campanha aliança fiel para continuarmos o Salão Beato João Paulo II!

Podendo assim acolher melhor aos irmãos nesta Casa de Oração!

Sua Oração e contribuição são muito importante! Obrigado!

Estamos agora com Nova Campanha e precisamos de sua Ajuda!

Clamamos por um novo Milagre de chegar aos 100%!

  • Finalização nossa Sala de Formação Bento XVI.
  • Melhorias em nossa Cozinha e Casa São Bento.
  • Construção da Capela Nossa Senhora das Graças.

Veja aqui como ajudar a Capela pela Vakinha Virtual

Você pode procurar os membros permanentes de Nossa Comunidade ou na Loja Fidelidade para contribuir via cartões de débito ou crédito.

Também adquirindo nossos produtos ou em nossa lanchonete que acontece todos os Sábados no Grupo de Oração Parusia.

Desde já muito obrigado! E que o Senhor abençoe sua Generosidade!

GRANDE CÉLULA DE ORAÇÃO DE FEVEREIRO 2019 – MISSÃO DIADEMA

Por | DESTAQUES, GALERIA DE FOTOS

1º Grande Célula de 2019  na missão em Diadema – SP – 16/02/2019

Tema: “ Abertura do ano da adoração ”

Pregador: Claudia Rodrigues  – Com. Fidelidade

Confira as Fotos:

Missa em ação de graças pelo Ano da decisão – 15/12/2018

Por | DESTAQUES, GALERIA DE FOTOS

Neste sábado dia 15/12/2018 aconteceu em nossa casa sede em São Bernardo do Campo, no salão João Paulo II uma Missa em ação de graças e encerramento do ano da decisão.

A celebração eucarística foi presidida pelo Padre Cláudio Pereira Santos da 
Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, localizada em São Bernardo do Campo. Ao final teve uma apresentação em homenagem ao Natal com as  crianças que participam dos pequenos fiéis (Grupo para as crianças onde são catequizados, que acontece aos sábados no mesmo horário do Grupo Parusia) 

 

8 grandes santos que tiveram depressão, mas nunca se renderam a ela

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES, PARTILHA DO FUNDADOR

Você pode se surpreender com vários dos nomes nesta lista!

Até mesmo santos da estatura moral da Madre Teresa de Calcutá, admirada por crentes e descrentes, dão testemunho de ter sofrido algo que soa surpreendente e talvez chocante para quem acha que os santos viveram numa bolha de perfeição à parte das cotidianidades que afetam os seres humanos “comuns”: o conceito da “noite escura da alma“.

A mais famosa abordagem do tema e do termo é, provavelmente, a do místico espanhol São João da Cruz, reconhecido como nada menos que Doutor da Igreja. Ele descreve essa profunda espécie de crise espiritual na jornada rumo à união com Deus em seu célebre poema intitulado, precisamente, “La noche oscura del alma” (século XVI).

É fato que Deus permite, e com frequência, a drástica provação da aridez espiritual, da completa falta de fervor sensível, da dúvida espessa a respeito da Sua existência, da revolta perante os injustíssimos reveses da vida, do desespero diante da tragédia ou mesmo da rotina que, dias depois de dias, meses depois de meses, se reveste daquela insuportável e amorfa ausência de sentido…

Se o próprio Cristo experimentou o drama do silêncio do Pai na mais negra de todas as noites, a ponto de Lhe suplicar que afastasse d’Ele esse cálice durante a Sua oração no Jardim das Oliveiras, à espera da Paixão, por que presumir que Deus fosse poupar-nos de experimentar a dúvida radical? Por que imaginar que Ele nos privasse da oportunidade de escolher, livre e voluntariamente, abraçar a fé ou rejeitá-la, confiar n’Ele ou refutá-Lo, purificar o amor ou mantê-lo morno, frágil, apoiado em incentivos cômodos e débeis?

Nem a vocação à vida religiosa isenta um cristão da provação espiritual.

É claro que nem sempre essa provação é propriamente a doença física e psíquica que hoje conhecemos como depressão. No entanto, há santos que, pelos sintomas descritos por eles próprios ou por outros biógrafos, muito provavelmente enfrentaram esse quadro que atualmente é visto como “o mal do século”.

Alguns dos santos que possivelmente enfrentaram a depressão:

1 – Santo Agostinho

Século IV.

Pois é! Uma das mais icônicas e sublimes figuras representativas da intensidade da conversão cristã e do poder extraordinário da graça santificante; uma das personalidades mais admiradas da história da civilização ocidental, inclusive por não católicos e até por não cristãos: até ele enfrentou, muito provavelmente, os altos e baixos dos neurotransmissores e a instabilidade psíquica e física que hoje a medicina denomina depressão.

Sua mãe, Santa Mônica, suportou com paciência quase inacreditável a imprevisibilidade do filho brilhante, mas de temperamento terrível. Agostinho procurava com intensa sinceridade a verdade e o sentido da existência, mas, em suas andanças desnorteadas e segundo os seus próprios termos, ele a buscava na aparência das coisas criadas, nas volúpias e prazeres dos sentidos, longe de Deus e cada vez mais longe de si mesmo. “Eis que estavas dentro de mim, mas eu estava fora, e fora Te buscava, e nas coisas formosas que criaste, deforme eu me lançava“, declarará ele nas “Confissões”, obra-prima da espiritualidade não apenas cristã, mas universal.

A teimosia da graça, porém, foi mais irredutível ainda que a dele mesmo, e, encontrando canal nas “indesanimáveis” orações de sua mãe e na admirável influência do grande bispo Santo Ambrósio, levou o rebelde e angustiado Agostinho a finalmente se render a Deus e acolher o batismo. Mais ainda: ele se consagrou a Deus e chegou também ele a ser bispo.

Depois que a mãe morreu, no entanto, e durante os mais de quarenta anos que a isto se seguiram, a sua personalidade poderosa ainda se manifestaria com frequência na propensão à raiva implacável e à… depressão severa. Santo Agostinho se levantava desses abismos por meio da oração, do sacrifício e do trabalho. Ocupar-se foi um grande remédio, tanto nas muitas responsabilidades de bispo quanto nas muitas horas de reflexão, estudo e oração que o transformaram em grande defensor da doutrina da Igreja.

2 – Santa Flora de Beaulieu

Século XIV.

Sta Flora de Beaulieu

CC

Ela teve uma infância normal, mas, quando seus pais começaram a buscar marido para ela, se recusou e anunciou que ia dedicar a vida a Deus entrando num convento. No entanto, essa decisão, tomada num contexto turbulento, desencadeou uma fase intensa e prolongada de depressão que afetava de tal modo o seu comportamento que mesmo para as outras irmãs era uma provação conviver com ela. Com a graça de Deus, o tempo e a ajuda de um confessor compreensivo, Flora fez grande progresso espiritual precisamente por causa do desafio da depressão, que ela enfrentou com empenho.

3 – Santo Inácio de Loyola

Século XVI.

Public Domain

A personalidade poderosa do grande santo fundador dos padres jesuítas também era dada a sentimentos de profunda inquietação e sofrimento. O senso de certeza e convicção que ele demonstra em sua autobiografia (escrita em terceira pessoa) não vieram com facilidade. Depois de se converter, Inácio teve de lutar contra um feroz período de escrupulosidade, termo que, na ascese cristã, se refere à tentação de sentir-se sempre em grave pecado por cada mínima falha pessoal no cumprimento de deveres e na vivência das virtudes. Essa provação veio seguida de uma depressão tão séria que ele chegou a pensar em suicídio. Deus o retirou do abismo de trevas e sofrimento interior inspirando-lhe grandes coisas a realizar na vida em nome de Cristo e da Sua Igreja.

O próprio Inácio define como “desolação” a experiência que enfrentou em seus exercícios espirituais: um estado de grande inquietação, irritabilidade, desconforto, insegurança quanto a si mesmo e às próprias decisões, dúvidas assustadoras, grande dificuldade de perseverar nas boas intenções… De acordo com Inácio, Deus não causa a desolação, mas a permite para nos “abalar” como pecadores e nos chamar à conversão.

A partir da sua experiência, Santo Inácio dá três conselhos para reagir à desolação: não desistir nem alterar uma boa resolução anterior; intensificar a conversa com Deus, a meditação e as boas ações; e perseverar com paciência, pois a provação é estritamente limitada por Deus, que dará o alívio no momento oportuno. Ele descobriu, em suma, que a depressão pode ser um grande desafio espiritual e uma ótima oportunidade de crescimento.

Estes conselhos continuam perfeitamente válidos, mas, hoje, é de importância crucial acrescentar um quarto conselho: procurar a ajuda médica adequada. Os avanços da medicina deixam claro que, na maioria dos quadros verdadeiramente depressivos, a medicação psiquiátrica é indispensável para reequilibrar os neurotransmissores, pois se trata de uma doença propriamente dita e não apenas de uma “fase de tristeza”. O tratamento da depressão clínica tem duas vertentes interdependentes: o trabalho interior pessoal, que pode ser acompanhado por um bom psicólogo ou orientador qualificado, e o trabalho da medicina, acompanhado por um psiquiatra sério e bem atualizado.

4 – Santa Joana Francisca de Chantal

Século XVI.

GFDL-CC

Durante oito anos, ela viveu feliz o seu casamento com o Barão de Chantal. Mas, quando o marido morreu, seu sogro, vaidoso e teimoso, forçou Joana e seus três filhos a irem morar com ele, provocando uma rotina de contínuos dissabores, duras provas de paciência e… depressão. Em vez de se escorar na vitimização, como infelizmente é comum desde sempre e até hoje, Santa Joana fez a escolha de manter a alegria e de responder às crueldades do sogro com caridade e compreensão.

Mesmo depois de estabelecer uma cordial e santa amizade com o grande bispo São Francisco de Sales e de trabalhar com ele na criação de uma ordem religiosa para mulheres de mais idade, Joana continuava experimentando momentos de grande sofrimento e injusto julgamento – e continuava, também, a responder com alegria, trabalho esforçado e espírito voltado a Deus.

A propósito, São Francisco de Sales tem um relevante conselho para quem sofre dessa provação:

“Refresque-se com músicas espirituais, que muitas vezes provocaram o demônio a cessar as suas artimanhas, como no caso de Saul, cujo espírito maligno se afastou dele quando Davi tocou sua harpa perante o rei. Também é útil trabalhar ativamente, e com toda a variedade possível, de modo a desviar a mente da causa de sua tristeza”.

5 – São Noel Chabanel

Século XVII.

São Noel Chabanel

CC

Padre jesuíta, mártir norte-americano, trabalhou entre os índios huron com São Charles Garnier. Os missionários, no geral, desenvolvem grande empatia por aqueles a quem evangelizam; no entanto, não foi o caso do pe. Noel: ele sentia repugnância pelos índios e pelos seus costumes, além de imensa dificuldade para aprender a sua língua, completamente diferente de qualquer idioma europeu, sem falar nos brutais desafios que a vida em ambiente quase selvagem envolvia. Todo esse conjunto de provações gerou nele um sentimento duradouro de sufocamento espiritual. Como ele respondeu? Fazendo um voto solene de jamais desistir nem abandonar a sua missão. E esse voto ele manteve até o dia do seu martírio.

6 – Santa Elizabeth Ann Seton

Século XVIII.

ELIZABETH

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A primeira santa nascida em solo estadunidense sofria com a contínua sensação de solidão e melancolia, tão profunda que ela pensou várias vezes em se matar. Ela teve muitos problemas em sua vida, especialmente relacionados à sua família. Leituras, música e o mar a ajudaram a ser mais alegre. Quando se converteu, a Eucaristia e a caridade passaram a ser sua grande força diária!

7 – São João Maria Vianney

Século XIX.

Cura d'Ars

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Conhecido como o Cura D’Ars, ele é um dos sacerdotes mais queridos da história da Igreja, modelo de pároco zeloso e de pastor que superou as muitas e graves limitações intelectuais próprias para guiar as almas com maestria pelo caminho da vida de graça. Apesar de todo o bem que fazia, ele não conseguia enxergar a própria relevância diante de Deus e convivia persistentemente com um forte complexo de inutilidade pessoal, sintoma da depressão que o acompanhou durante toda a vida.

Nos momentos mais difíceis, ele recorria ao Senhor e, apesar do sofrimento, renovava a determinação de perseverar no seu trabalho com confiança, fé e amor a Deus e ao próximo.

8 – Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

Século XX.

A santa carmelita descalça que havia nascido judia e crescido ateia sofreu com a depressão durante longo período. Chegou a escrever:

“Encontrei-me gradualmente em profundo desespero… Eu não podia atravessar a rua sem querer que um carro me atropelasse e eu não saísse viva dali”.

Desde antes de se converter, principalmente nas muitas ocasiões em que foi desprezada e humilhada por ser mulher e de origem judia, Edith sofreu intensamente a depressão. Intelectual, filósofa, discípula e até assistente de Edmund Husserl, o fundador da fenomenologia, ela finalmente encontrou em Deus a Verdade que tanto buscava, a partir da leitura da obra de Santa Teresa de Jesus. Abraçou então a graça com tamanha sede que dela arrancava as forças para lidar não apenas com os seus dolorosos sofrimentos interiores, mas também com as trevas mortíferas do nazismo.

Edith Stein, que adotou no convento carmelita o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz após se converter e se consagrar a Deus radicalmente, foi capaz de perseverar até o martírio, mantendo a lucidez, a fé, a esperança e o amor inclusive na prisão e na execução a que foi submetida covardemente no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Esse final de vida terrena parece particularmente deprimente? Pois ele é, mesmo. No entanto, como tudo nesta vida tem mais do que apenas um lado, ela enfrentou esse cenário extremo com a serenidade e a paz de espírito de quem aprendeu a lidar com os altos e baixos da depressão, enxergando além do imediato e abraçando uma vida que não acaba porque é eterna – e que é capaz de brilhar até mesmo nas trevas mais densas da morte num campo de concentração.

Construção da Capela Nossa Senhora das Graças – Vakinha

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES, NOTÍCIAS

A Comunidade Fidelidade está preparando/reformando dois cômodos da Casa São Bento para dar lugar a Capela N. Senhora das Graças. Precisamos de sua ajuda para compra de materiais de acabamento, objetos litúrgicos e de uso na capela. Também para o pagamento de mão de obra especializada. Esta capela será um lugar de celebração e adoração permanente e aberta ao povo de Deus. Contamos com sua ajuda!

Criamos assim pelo Site Vakinha esta partilha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/reforma-capela-nossa-senhora-das-gracas

Ajude na Capela Nossa Senhora das Graças – Clique na imagem!

Capela Nossa Senhora das Graças será um local de adoração e intercessão permamente da Comunidade Católica Fidelidade.

Aberta ao povo de Deus para celebrações e atendimentos de oração.

A vaquinha que iniciamos será para compra de materiais de acabamento e de mão de obra especializada para:

Colocação de pisos, revestimentos e acabamentos gerais da Capela.

Abertura de paredes, janelas e portas. As Janelas serão coloniais com vitral e porta colonial.

Pagamento dos bancos para capela. Sacrário. Luminárias. Forro de madeira. Imagens.

Em breve disponibilizaremos atualizações e fotos do local. Contamos com sua ajuda!

Você pode visitar também nossa Casa de Missão e Sede: Rua Giuseppe Venturini, 180 – Bairro Batistini – São Bernardo do Campo – SP


A Comunidade Fidelidade é uma associação pública de fiéis, de reconhecimento Diocesano, nascida na esteira dos novos movimentos pós-Concílio Vaticano II, constituída de fiéis católicos unidos em fraternidade, cujo objetivo é levar seus membros a uma vida santificante e equilibrada, buscando viver o batismo de maneira radical.

Nossa palavra de fundação e inspiração está no Evangelho de Mateus 5, 17 – 48 e o propagamos com o seu último versículo: “Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai Celeste é perfeito”.

Nesta inspiração e no amadurecimento, fomos formando e confirmando nosso Carisma de “Viver na Santidade e levar as pessoas a trilhar este caminho de busca pela Santidade” em suas vidas quotidianas pela moral cristã, justiça, equilíbrio espiritual e psicológico, reconciliando o indivíduo com sua própria história.

Saiba mais em: www.comunidadefidelidade.com

Ajude a divulgar!

Grande Célula das Mulheres – Tema: “Mulher acalma-te, ouve Deus” em 11/11/2018

Por | DESTAQUES, GALERIA DE FOTOS

Neste domingo, dia 11 de novembro, aconteceu a Grande Célula das Mulheres na Comunidade Fidelidade. Com o tema, “Mulher acalma-te, ouve Deus”, olhamos para a vida de Santa Zélia, mãe de Santa Terezinha do Menino Jesus, meditamos sobre a santidade nos dias de hoje e os desafios que nós mulheres enfrentamos como o feminismo, a ditadura da beleza, o uso excessivo de mídias sociais, sensualizarão da mulher e educação dos filhos.

Ainda, embasadas no lindo poema da mulher virtuosa (Provérbios 31, 10-31), refletimos o que Deus quer para cada uma de nós.

A tarde foi coroada com a Adoração ao Santíssimo e oração de cura interior e testemunhos marcantes da graça de Deus.

Confira as Fotos:

“Moradas da alma”: as etapas da vida mística segundo Santa Teresa de Ávila

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES

A decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, é a primeira das sete moradas, a porta de entrada na vida espiritual

No final da sua viagem espiritual, Santa Teresa de Jesus escreveu o livro das Moradas, no qual compara a nossa alma –o lar de Deus– com um castelo. As primeiras moradas correspondem à entrada na vida espiritual e são o fundamento de todas as posteriores.

Santa Teresa de Jesus, também conhecida como Santa Teresa de Ávila, se apoia principalmente em quatro citações bíblicas:

“Na casa do meu Pai há muitas moradas” (João 14,2) – esta passagem, segundo a santa, evoca o “castelo interior”.

“Quem me ama guardará a minha palavra; meu Pai o amará e viremos a ele e nele faremos a nossa morada” (João 14,23) – um resumo do itinerário espiritual que ela explica.

“Minhas delícias estão nos filhos dos homens” (Provérbios 8,31) – mostra que nós somos o paraíso de Deus.

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”(Gênesis 1,26) – a mostra de que fomos criados para amar como Deus ama, porque Deus é amor. A vontade de Deus é que nós nos amemos como Ele nos ama.

A primeira morada é o portal de entrada na vida espiritual.

Nós o cruzamos mediante a decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, já que a pior das misérias, para Santa Teresa de Jesus, é viver sem Deus e até imaginar que podemos fazer o bem sem Deus.

Os quatro frutos da primeira morada, que amadurecerão ao longo do nosso caminho espiritual, são a liberdade, a humildade, o desprendimento e, acima de tudo, a caridade, que é o fim e a culminação.

A segunda, terceira e quarta moradas permitirão aprofundar na vida espiritual entendida como caminho rumo a Deus, como busca de Deus e participação progressiva na vida divina.

Este dom é gratuito, mas temos que estar determinados a recebê-lo e fazer desse recebimento o centro da nossa vida, purificando, assim, o lugar de nós onde habita Deus.

É Deus quem nos faz passar de uma morada à outra, quando quer e da forma que quer.

A segunda morada diz respeito à purificação da nossa relação com o mundo.

A arma utilizada para triunfar aqui é a fé em Cristo e a confiança na Sua vinda para nos libertar (cf. Gálatas 5,1).

A terceira morada está ligada ao esclarecimento da relação com nós mesmos.

Corremos o risco de ser como aquele jovem rico que teve um bom começo, mas que termina todo triste.

O desafio desta terceira morada é reconhecer-nos como um “servo qualquer”, que recebe tudo de Deus.

A quarta morada aprofunda a nossa relação com Deus.

Uma grande paz vai se instaurando progressivamente nas profundidades da nossa alma. A confiança, a humildade e a gratidão são realidades que vão sendo vividas cada vez mais profundamente.

A entrada na quinta morada marca uma transição:

Não passamos da quarta à quinta da mesma forma que tínhamos passado da segunda à terceira ou da terceira à quarta.

Consideramos a nossa vida não tanto como um caminho rumo a Deus, mas experimentamos Deus vivendo em nós, como explica a frase de São Paulo: “Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim!” (Gálatas 2,20).

O desejo de amar é mais intenso; ao receber uma vida nova, perdemos os nossos antigos pontos de referência e as nossas seguranças habituais.

A sexta morada consiste nos “compromissos espirituais”:

Há uma alternância de sofrimentos ligados ao sentimento de ausência de Deus e a experiências muito profundas da presença de Cristo. Aqui intervém uma dilatação ainda mais profunda do coração e do desejo de Deus.

A arma utilizada aqui é sempre a volta à santa humanidade de Cristo: Jesus se une a nós em nossa debilidade humana para transformá-la, para revitalizar o nosso desejo de amar em comunhão com Ele.

A sétima morada, enfim, é o ponto de culminação definido pela união com Deus no “matrimônio espiritual”.

Este matrimônio espiritual foi concedido a Santa Teresa de Jesus em 18 de novembro de 1572.

A união com Deus é uma participação profunda no desejo de Deus de salvar todas as pessoas.

Através do matrimônio espiritual, tudo fica transformado e se recebe um renovado desejo de viver assumindo a própria condição e os próprios compromissos terrenos de maneira ainda mais concreta e sem fugir da realidade.