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8 grandes santos que tiveram depressão, mas nunca se renderam a ela

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES, PARTILHA DO FUNDADOR

Você pode se surpreender com vários dos nomes nesta lista!

Até mesmo santos da estatura moral da Madre Teresa de Calcutá, admirada por crentes e descrentes, dão testemunho de ter sofrido algo que soa surpreendente e talvez chocante para quem acha que os santos viveram numa bolha de perfeição à parte das cotidianidades que afetam os seres humanos “comuns”: o conceito da “noite escura da alma“.

A mais famosa abordagem do tema e do termo é, provavelmente, a do místico espanhol São João da Cruz, reconhecido como nada menos que Doutor da Igreja. Ele descreve essa profunda espécie de crise espiritual na jornada rumo à união com Deus em seu célebre poema intitulado, precisamente, “La noche oscura del alma” (século XVI).

É fato que Deus permite, e com frequência, a drástica provação da aridez espiritual, da completa falta de fervor sensível, da dúvida espessa a respeito da Sua existência, da revolta perante os injustíssimos reveses da vida, do desespero diante da tragédia ou mesmo da rotina que, dias depois de dias, meses depois de meses, se reveste daquela insuportável e amorfa ausência de sentido…

Se o próprio Cristo experimentou o drama do silêncio do Pai na mais negra de todas as noites, a ponto de Lhe suplicar que afastasse d’Ele esse cálice durante a Sua oração no Jardim das Oliveiras, à espera da Paixão, por que presumir que Deus fosse poupar-nos de experimentar a dúvida radical? Por que imaginar que Ele nos privasse da oportunidade de escolher, livre e voluntariamente, abraçar a fé ou rejeitá-la, confiar n’Ele ou refutá-Lo, purificar o amor ou mantê-lo morno, frágil, apoiado em incentivos cômodos e débeis?

Nem a vocação à vida religiosa isenta um cristão da provação espiritual.

É claro que nem sempre essa provação é propriamente a doença física e psíquica que hoje conhecemos como depressão. No entanto, há santos que, pelos sintomas descritos por eles próprios ou por outros biógrafos, muito provavelmente enfrentaram esse quadro que atualmente é visto como “o mal do século”.

Alguns dos santos que possivelmente enfrentaram a depressão:

1 – Santo Agostinho

Século IV.

Pois é! Uma das mais icônicas e sublimes figuras representativas da intensidade da conversão cristã e do poder extraordinário da graça santificante; uma das personalidades mais admiradas da história da civilização ocidental, inclusive por não católicos e até por não cristãos: até ele enfrentou, muito provavelmente, os altos e baixos dos neurotransmissores e a instabilidade psíquica e física que hoje a medicina denomina depressão.

Sua mãe, Santa Mônica, suportou com paciência quase inacreditável a imprevisibilidade do filho brilhante, mas de temperamento terrível. Agostinho procurava com intensa sinceridade a verdade e o sentido da existência, mas, em suas andanças desnorteadas e segundo os seus próprios termos, ele a buscava na aparência das coisas criadas, nas volúpias e prazeres dos sentidos, longe de Deus e cada vez mais longe de si mesmo. “Eis que estavas dentro de mim, mas eu estava fora, e fora Te buscava, e nas coisas formosas que criaste, deforme eu me lançava“, declarará ele nas “Confissões”, obra-prima da espiritualidade não apenas cristã, mas universal.

A teimosia da graça, porém, foi mais irredutível ainda que a dele mesmo, e, encontrando canal nas “indesanimáveis” orações de sua mãe e na admirável influência do grande bispo Santo Ambrósio, levou o rebelde e angustiado Agostinho a finalmente se render a Deus e acolher o batismo. Mais ainda: ele se consagrou a Deus e chegou também ele a ser bispo.

Depois que a mãe morreu, no entanto, e durante os mais de quarenta anos que a isto se seguiram, a sua personalidade poderosa ainda se manifestaria com frequência na propensão à raiva implacável e à… depressão severa. Santo Agostinho se levantava desses abismos por meio da oração, do sacrifício e do trabalho. Ocupar-se foi um grande remédio, tanto nas muitas responsabilidades de bispo quanto nas muitas horas de reflexão, estudo e oração que o transformaram em grande defensor da doutrina da Igreja.

2 – Santa Flora de Beaulieu

Século XIV.

Sta Flora de Beaulieu

CC

Ela teve uma infância normal, mas, quando seus pais começaram a buscar marido para ela, se recusou e anunciou que ia dedicar a vida a Deus entrando num convento. No entanto, essa decisão, tomada num contexto turbulento, desencadeou uma fase intensa e prolongada de depressão que afetava de tal modo o seu comportamento que mesmo para as outras irmãs era uma provação conviver com ela. Com a graça de Deus, o tempo e a ajuda de um confessor compreensivo, Flora fez grande progresso espiritual precisamente por causa do desafio da depressão, que ela enfrentou com empenho.

3 – Santo Inácio de Loyola

Século XVI.

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A personalidade poderosa do grande santo fundador dos padres jesuítas também era dada a sentimentos de profunda inquietação e sofrimento. O senso de certeza e convicção que ele demonstra em sua autobiografia (escrita em terceira pessoa) não vieram com facilidade. Depois de se converter, Inácio teve de lutar contra um feroz período de escrupulosidade, termo que, na ascese cristã, se refere à tentação de sentir-se sempre em grave pecado por cada mínima falha pessoal no cumprimento de deveres e na vivência das virtudes. Essa provação veio seguida de uma depressão tão séria que ele chegou a pensar em suicídio. Deus o retirou do abismo de trevas e sofrimento interior inspirando-lhe grandes coisas a realizar na vida em nome de Cristo e da Sua Igreja.

O próprio Inácio define como “desolação” a experiência que enfrentou em seus exercícios espirituais: um estado de grande inquietação, irritabilidade, desconforto, insegurança quanto a si mesmo e às próprias decisões, dúvidas assustadoras, grande dificuldade de perseverar nas boas intenções… De acordo com Inácio, Deus não causa a desolação, mas a permite para nos “abalar” como pecadores e nos chamar à conversão.

A partir da sua experiência, Santo Inácio dá três conselhos para reagir à desolação: não desistir nem alterar uma boa resolução anterior; intensificar a conversa com Deus, a meditação e as boas ações; e perseverar com paciência, pois a provação é estritamente limitada por Deus, que dará o alívio no momento oportuno. Ele descobriu, em suma, que a depressão pode ser um grande desafio espiritual e uma ótima oportunidade de crescimento.

Estes conselhos continuam perfeitamente válidos, mas, hoje, é de importância crucial acrescentar um quarto conselho: procurar a ajuda médica adequada. Os avanços da medicina deixam claro que, na maioria dos quadros verdadeiramente depressivos, a medicação psiquiátrica é indispensável para reequilibrar os neurotransmissores, pois se trata de uma doença propriamente dita e não apenas de uma “fase de tristeza”. O tratamento da depressão clínica tem duas vertentes interdependentes: o trabalho interior pessoal, que pode ser acompanhado por um bom psicólogo ou orientador qualificado, e o trabalho da medicina, acompanhado por um psiquiatra sério e bem atualizado.

4 – Santa Joana Francisca de Chantal

Século XVI.

GFDL-CC

Durante oito anos, ela viveu feliz o seu casamento com o Barão de Chantal. Mas, quando o marido morreu, seu sogro, vaidoso e teimoso, forçou Joana e seus três filhos a irem morar com ele, provocando uma rotina de contínuos dissabores, duras provas de paciência e… depressão. Em vez de se escorar na vitimização, como infelizmente é comum desde sempre e até hoje, Santa Joana fez a escolha de manter a alegria e de responder às crueldades do sogro com caridade e compreensão.

Mesmo depois de estabelecer uma cordial e santa amizade com o grande bispo São Francisco de Sales e de trabalhar com ele na criação de uma ordem religiosa para mulheres de mais idade, Joana continuava experimentando momentos de grande sofrimento e injusto julgamento – e continuava, também, a responder com alegria, trabalho esforçado e espírito voltado a Deus.

A propósito, São Francisco de Sales tem um relevante conselho para quem sofre dessa provação:

“Refresque-se com músicas espirituais, que muitas vezes provocaram o demônio a cessar as suas artimanhas, como no caso de Saul, cujo espírito maligno se afastou dele quando Davi tocou sua harpa perante o rei. Também é útil trabalhar ativamente, e com toda a variedade possível, de modo a desviar a mente da causa de sua tristeza”.

5 – São Noel Chabanel

Século XVII.

São Noel Chabanel

CC

Padre jesuíta, mártir norte-americano, trabalhou entre os índios huron com São Charles Garnier. Os missionários, no geral, desenvolvem grande empatia por aqueles a quem evangelizam; no entanto, não foi o caso do pe. Noel: ele sentia repugnância pelos índios e pelos seus costumes, além de imensa dificuldade para aprender a sua língua, completamente diferente de qualquer idioma europeu, sem falar nos brutais desafios que a vida em ambiente quase selvagem envolvia. Todo esse conjunto de provações gerou nele um sentimento duradouro de sufocamento espiritual. Como ele respondeu? Fazendo um voto solene de jamais desistir nem abandonar a sua missão. E esse voto ele manteve até o dia do seu martírio.

6 – Santa Elizabeth Ann Seton

Século XVIII.

ELIZABETH

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A primeira santa nascida em solo estadunidense sofria com a contínua sensação de solidão e melancolia, tão profunda que ela pensou várias vezes em se matar. Ela teve muitos problemas em sua vida, especialmente relacionados à sua família. Leituras, música e o mar a ajudaram a ser mais alegre. Quando se converteu, a Eucaristia e a caridade passaram a ser sua grande força diária!

7 – São João Maria Vianney

Século XIX.

Cura d'Ars

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Conhecido como o Cura D’Ars, ele é um dos sacerdotes mais queridos da história da Igreja, modelo de pároco zeloso e de pastor que superou as muitas e graves limitações intelectuais próprias para guiar as almas com maestria pelo caminho da vida de graça. Apesar de todo o bem que fazia, ele não conseguia enxergar a própria relevância diante de Deus e convivia persistentemente com um forte complexo de inutilidade pessoal, sintoma da depressão que o acompanhou durante toda a vida.

Nos momentos mais difíceis, ele recorria ao Senhor e, apesar do sofrimento, renovava a determinação de perseverar no seu trabalho com confiança, fé e amor a Deus e ao próximo.

8 – Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

Século XX.

A santa carmelita descalça que havia nascido judia e crescido ateia sofreu com a depressão durante longo período. Chegou a escrever:

“Encontrei-me gradualmente em profundo desespero… Eu não podia atravessar a rua sem querer que um carro me atropelasse e eu não saísse viva dali”.

Desde antes de se converter, principalmente nas muitas ocasiões em que foi desprezada e humilhada por ser mulher e de origem judia, Edith sofreu intensamente a depressão. Intelectual, filósofa, discípula e até assistente de Edmund Husserl, o fundador da fenomenologia, ela finalmente encontrou em Deus a Verdade que tanto buscava, a partir da leitura da obra de Santa Teresa de Jesus. Abraçou então a graça com tamanha sede que dela arrancava as forças para lidar não apenas com os seus dolorosos sofrimentos interiores, mas também com as trevas mortíferas do nazismo.

Edith Stein, que adotou no convento carmelita o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz após se converter e se consagrar a Deus radicalmente, foi capaz de perseverar até o martírio, mantendo a lucidez, a fé, a esperança e o amor inclusive na prisão e na execução a que foi submetida covardemente no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Esse final de vida terrena parece particularmente deprimente? Pois ele é, mesmo. No entanto, como tudo nesta vida tem mais do que apenas um lado, ela enfrentou esse cenário extremo com a serenidade e a paz de espírito de quem aprendeu a lidar com os altos e baixos da depressão, enxergando além do imediato e abraçando uma vida que não acaba porque é eterna – e que é capaz de brilhar até mesmo nas trevas mais densas da morte num campo de concentração.

Construção da Capela Nossa Senhora das Graças – Vakinha

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A Comunidade Fidelidade está preparando/reformando dois cômodos da Casa São Bento para dar lugar a Capela N. Senhora das Graças. Precisamos de sua ajuda para compra de materiais de acabamento, objetos litúrgicos e de uso na capela. Também para o pagamento de mão de obra especializada. Esta capela será um lugar de celebração e adoração permanente e aberta ao povo de Deus. Contamos com sua ajuda!

Criamos assim pelo Site Vakinha esta partilha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/reforma-capela-nossa-senhora-das-gracas

Ajude na Capela Nossa Senhora das Graças – Clique na imagem! 

 

Capela Nossa Senhora das Graças será um local de adoração e intercessão permamente da Comunidade Católica Fidelidade.

Aberta ao povo de Deus para celebrações e atendimentos de oração.

A vaquinha que iniciamos será para compra de materiais de acabamento e de mão de obra especializada para:

Colocação de pisos, revestimentos e acabamentos gerais da Capela.

Abertura de paredes, janelas e portas. As Janelas serão coloniais com vitral e porta colonial.

Pagamento dos bancos para capela. Sacrário. Luminárias. Forro de madeira. Imagens.

Em breve disponibilizaremos atualizações e fotos do local. Contamos com sua ajuda!

Você pode visitar também nossa Casa de Missão e Sede: Rua Giuseppe Venturini, 180 – Bairro Batistini – São Bernardo do Campo – SP

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A Comunidade Fidelidade é uma associação pública de fiéis, de reconhecimento Diocesano, nascida na esteira dos novos movimentos pós-Concílio Vaticano II, constituída de fiéis católicos unidos em fraternidade, cujo objetivo é levar seus membros a uma vida santificante e equilibrada, buscando viver o batismo de maneira radical.

Nossa palavra de fundação e inspiração está no Evangelho de Mateus 5, 17 – 48 e o propagamos com o seu último versículo: “Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai Celeste é perfeito”.

Nesta inspiração e no amadurecimento, fomos formando e confirmando nosso Carisma de “Viver na Santidade e levar as pessoas a trilhar este caminho de busca pela Santidade” em suas vidas quotidianas pela moral cristã, justiça, equilíbrio espiritual e psicológico, reconciliando o indivíduo com sua própria história.

Saiba mais em: www.comunidadefidelidade.com

 

Grande Célula das Mulheres – Tema: “Mulher acalma-te, ouve Deus” em 11/11/2018

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Neste domingo, dia 11 de novembro, aconteceu a Grande Célula das Mulheres na Comunidade Fidelidade. Com o tema, “Mulher acalma-te, ouve Deus”, olhamos para a vida de Santa Zélia, mãe de Santa Terezinha do Menino Jesus, meditamos sobre a santidade nos dias de hoje e os desafios que nós mulheres enfrentamos como o feminismo, a ditadura da beleza, o uso excessivo de mídias sociais, sensualizarão da mulher e educação dos filhos.

Ainda, embasadas no lindo poema da mulher virtuosa (Provérbios 31, 10-31), refletimos o que Deus quer para cada uma de nós.

A tarde foi coroada com a Adoração ao Santíssimo e oração de cura interior e testemunhos marcantes da graça de Deus.

Confira as Fotos:

“Moradas da alma”: as etapas da vida mística segundo Santa Teresa de Ávila

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A decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, é a primeira das sete moradas, a porta de entrada na vida espiritual

No final da sua viagem espiritual, Santa Teresa de Jesus escreveu o livro das Moradas, no qual compara a nossa alma –o lar de Deus– com um castelo. As primeiras moradas correspondem à entrada na vida espiritual e são o fundamento de todas as posteriores.

Santa Teresa de Jesus, também conhecida como Santa Teresa de Ávila, se apoia principalmente em quatro citações bíblicas:

“Na casa do meu Pai há muitas moradas” (João 14,2) – esta passagem, segundo a santa, evoca o “castelo interior”.

“Quem me ama guardará a minha palavra; meu Pai o amará e viremos a ele e nele faremos a nossa morada” (João 14,23) – um resumo do itinerário espiritual que ela explica.

“Minhas delícias estão nos filhos dos homens” (Provérbios 8,31) – mostra que nós somos o paraíso de Deus.

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”(Gênesis 1,26) – a mostra de que fomos criados para amar como Deus ama, porque Deus é amor. A vontade de Deus é que nós nos amemos como Ele nos ama.

A primeira morada é o portal de entrada na vida espiritual.

Nós o cruzamos mediante a decisão de buscar a Deus em nós, apoiando-nos n’Ele, já que a pior das misérias, para Santa Teresa de Jesus, é viver sem Deus e até imaginar que podemos fazer o bem sem Deus.

Os quatro frutos da primeira morada, que amadurecerão ao longo do nosso caminho espiritual, são a liberdade, a humildade, o desprendimento e, acima de tudo, a caridade, que é o fim e a culminação.

A segunda, terceira e quarta moradas permitirão aprofundar na vida espiritual entendida como caminho rumo a Deus, como busca de Deus e participação progressiva na vida divina.

Este dom é gratuito, mas temos que estar determinados a recebê-lo e fazer desse recebimento o centro da nossa vida, purificando, assim, o lugar de nós onde habita Deus.

É Deus quem nos faz passar de uma morada à outra, quando quer e da forma que quer.

A segunda morada diz respeito à purificação da nossa relação com o mundo.

A arma utilizada para triunfar aqui é a fé em Cristo e a confiança na Sua vinda para nos libertar (cf. Gálatas 5,1).

A terceira morada está ligada ao esclarecimento da relação com nós mesmos.

Corremos o risco de ser como aquele jovem rico que teve um bom começo, mas que termina todo triste.

O desafio desta terceira morada é reconhecer-nos como um “servo qualquer”, que recebe tudo de Deus.

A quarta morada aprofunda a nossa relação com Deus.

Uma grande paz vai se instaurando progressivamente nas profundidades da nossa alma. A confiança, a humildade e a gratidão são realidades que vão sendo vividas cada vez mais profundamente.

A entrada na quinta morada marca uma transição:

Não passamos da quarta à quinta da mesma forma que tínhamos passado da segunda à terceira ou da terceira à quarta.

Consideramos a nossa vida não tanto como um caminho rumo a Deus, mas experimentamos Deus vivendo em nós, como explica a frase de São Paulo: “Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim!” (Gálatas 2,20).

O desejo de amar é mais intenso; ao receber uma vida nova, perdemos os nossos antigos pontos de referência e as nossas seguranças habituais.

A sexta morada consiste nos “compromissos espirituais”:

Há uma alternância de sofrimentos ligados ao sentimento de ausência de Deus e a experiências muito profundas da presença de Cristo. Aqui intervém uma dilatação ainda mais profunda do coração e do desejo de Deus.

A arma utilizada aqui é sempre a volta à santa humanidade de Cristo: Jesus se une a nós em nossa debilidade humana para transformá-la, para revitalizar o nosso desejo de amar em comunhão com Ele.

A sétima morada, enfim, é o ponto de culminação definido pela união com Deus no “matrimônio espiritual”.

Este matrimônio espiritual foi concedido a Santa Teresa de Jesus em 18 de novembro de 1572.

A união com Deus é uma participação profunda no desejo de Deus de salvar todas as pessoas.

Através do matrimônio espiritual, tudo fica transformado e se recebe um renovado desejo de viver assumindo a própria condição e os próprios compromissos terrenos de maneira ainda mais concreta e sem fugir da realidade.

Missa de 18 Anos de Fidelidade – Renovação dos compromissos – 21 de Outubro de 2018

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A Comunidade celebrou neste domingo 21 de Outubro seus 18 Anos de Missão. Nesta ocasião receberam mais dois novos consagrados em Vínculo de Comunhão: Orlando e  Flávio. Também renovaram seus compromissos todos os membros da comunidade.

Celebrou conosco Padre José Osvaldo da Paroquia Santo Antônio, o qual somos muito gratos. Confira as fotos:

 

Grande Célula para as Crianças – Alegres em Cristo – 13/10/2018

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Em outubro tivemos uma Grande Célula para as crianças. Muitas brincadeiras, teatro, evangelismo e partilha para as crianças.

Confira as Fotos:

7º Congresso Católicos em Células – 07 a 09 de Setembro de 2018

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Aconteceu nos dias 7, 8 e 9 de setembro de 2018 a sétima edição do congresso nacional Católicos em Células. Sediado na Paróquia Espírito Santo, em São José dos Campos – SP, o evento teve como tema: “Células, um estilo de vida”, baseado no discurso do Santo Padre o Papa Francisco, por ocasião do encontro mundial das células, em 2015. Incluindo a equipe de serviço, mais de 700 pessoas participaram deste congresso: 23 paróquias e 11 novas comunidades de diversas partes do país.

As conferências, que aprofundaram o discurso do Papa, foram ministradas com muita unção e objetividade pelos italianos Pe. Gianni Mezzasalma, da Comunidade Eccomi manda me, de Ragusa (pioneira entre as novas comunidades em células no mundo) e pelo diácono permanente Filippo Crosa, de Milão (com 32 anos de experiência nas células, membro da primeira célula de Pe. PiGi Perini, fundador do Organismo Internacional. Ele é também promotor das células na China). O promotor nacional das células, Sandro F. Peres, juntamente com o Pe. Juarez Dalan, conosco desde o início deste projeto no Brasil, deram também sua contribuição falando da vocação do sistema de células no sábado pela manhã. Já no domingo foi a vez do Pe. Luis Fernando Soares, pároco que acolheu o evento, compartilhar um breve testemunho de como conheceu esta visão de evangelização e a aplicou.

Na tarde do sábado quatro seminários foram ministrados simultaneamente por consultores da Agência Católicos em Células, abordando temáticas como: Como implantar o sistema de células na sua paróquia ou comunidade – O sistema de liderança na paróquia e na comunidade em células – A evangelização oikos e o sistema de células – Quando o crescimento não vem. Os desgastes e dificuldades no sistema de células.

Somos gratos ao Senhor por nos permitir um momento de tantas graças, aprendizado, troca de experiências e convivência fraterna. Somos gratos também às dezenas de irmãos que se dedicaram nas variadas equipes para que o evento se realizasse, de modo especial ao tradutor, Marcos Rosa, que se ocupou dos pregadores antes, durante e após o evento.

Fotos do evento: ACESSE AQUI!

Em breve todas as conferências e seminários estarão disponíveis no nosso canal do YouTube:
CANAL CATÓLICOS EM CÉLULAS

Por Cesar Machado Lima
Secretário Geral Agência Católicos em Células.

Fonte: http://www.catolicosemcelulas.com.br/site/?p=3132

Grande Célula de Oração – 05/09/2018 – Presença especial dos conferencistas Pe Gianni e Diácono Pippo

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Confira as fotos da Grande Célula Extraordinária com os conferencistas italianos Pe Gianni e Diácono Pippo da Itália. A Grande Célula reuniu 6 Comunidades e suas células para um louvor e ouvirem como estão as Células de Evangelização na Europa e no mundo. Uma alegria celebrar juntos. Após a Grande Célula os conferencistas foram a SJC para o 7º Congresso dos Católicos em Célula.

9º Encontro das famílias – 26 de agosto de 2018

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Aconteceu na tarde deste Domingo 26/08/18 a 9º Edição do Encontros das Famílias, este ano feito no formato de Grande Célula,Temas específicos para os Casais,os Jovens e as Crianças, nos espaços na casa de missão da comunidade Fidelidade,uma tarde de louvor testemunhos e oração para as Famílias que estiveram no Encontro.

 

Leigo consagrado: o que é esta vocação?

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Antes de falar sobre o que é leigo consagrado é preciso entender que, além do batismo, através do qual o homem entra na vida cristã e assume o seu chamado na Igreja como leigo, existe outras duas formas de consagração a Deus na Igreja: a consagração religiosa que insere a pessoa na vida consagrada e a consagração ministerial, a qual insere a pessoa no sacramento da ordem, ou seja, no diaconato ou no sacerdócio. Essas duas formas de consagração são como que um aprofundamento da consagração batismal (batismo), levando o cristão a assumir uma radicalidade evangélica e carismática para desempenhar uma missão específica na Igreja.

 Mas, o que é Leigo?

Do latim laicus: comum, ordinário. Que ou quem não pertence ao clero nem fez votos religiosos = LAICO, SECULAR, ECLESIÁSTICO, RELIGIOSO

As Novas Comunidades

As Novas Comunidades, (como Pantokrator, Shalom, Fidelidade, Canção Nova, Recado, dentre outras) vivem uma nova forma de consagração a Deus que também aprofunda a vivência da consagração que todo cristão realiza em seu batismo. Essa consagração não se enquadra totalmente na consagração religiosa, mas essa realidade das Novas Comunidades nos faz entender claramente esse outro modo de consagração: a Consagração de VidaAs Novas Comunidades são instituições adequadas aos desafios do nosso tempo, que foram fundadas sobre os elementos teológicos e canônicos essenciais próprios da vida consagrada, mas com características originais em relação às suas formas tradicionais.

“O elemento jurídico especificante dos Institutos de Vida Consagrada é a profissão dos conselhos evangélicos, ou seja, a manifestação feita perante a autoridade eclesiástica, e aceita por esta, do propósito de levar uma vida de observância da castidade no celibato, da pobreza e da obediência, de acordo com as constituições do respectivo Instituto. Nessa profissão, está a diferença na consagração feita nos Institutos de Vida Consagrada, de outros tipos de consagração, como a batismal ou a realizada em algumas sociedades de vida apostólica.”

O leigo consagrado

consagração vivida de modo secular ocorre no caso de leigos que se consagram a Deus pela profissão dos conselhos evangélicos (pobreza, castidade e obediência), mas que permanecem atuando no mundo dentro das realidades comuns. Tendem à perfeição da caridade (amor) e procuram cooperar para a santificação do mundo, principalmente a partir de dentro, como fermento. O apostolado do leigo consagrado é vivido na sua realidade externa de vida (fora do Instituto) e nas suas profissões não se distinguem normalmente dos fieis comuns. Nesses casos o leigo consagrado vive uma consagração total a Deus pela profissão dos conselhos evangélicos, semelhantemente aos religiosos, mas também vive a secularidade pelo fato de viver no mundo, inserido nas realidades temporais, assim como os leigos.

Na Consagração de Vida buscamos hoje reproduzir Cristo, como na Vida Consagrada, embora não o façamos exatamente na forma como Cristo viveu, o que significa que esse desprendimento de todas as coisas para uma especial acolhida do Reino também faz parte da consagração de vida e do testemunho que deve dar ao mundo. Porém, a característica deste desprendimento depende do Carisma da Comunidade, do estado de vida próprio (solteiro, casado, celibatário) e da forma de vida em que a pessoa vive a sua consagração (vida comum ou aliança). Em função disso esse desprendimento em alguns casos pode ser mais interior e, em outros, mais exterior. Por exemplo: uma pessoa casada deve ter um desprendimento interior dos bens, mas não vive um total desprendimento exterior como um celibatário, porque precisa usar dos bens para o sustento da família.

Como vivem os leigos consagrados

Nós que vivemos nas Novas Comunidades também somos leigos e consagramos nossa vida a Deus, leigos consagrados, assumimos em nossa promessa de consagração obrigações (segundo a Regra de Vida e os Estatutos) com vínculo estável e reconhecido pelo Bispo. Devemos permanecer como leigos empenhados nos valores seculares próprios e peculiares do laicato através da nossa consagração. A consagração de vida nos ajuda a viver mais perfeitamente o nosso chamado batismal como leigos e dá autenticidade profética para testemunharmos no mundo os valores do Reino e da caridade cristã. Vivemos como consagrados no mundo, estamos no mundo, mas não somos do mundo, pertencemos a Deus.

“Estais no coração do mundo com o coração de Deus.”
(Papa Francisco no encontro promovido pela conferência italiana dos institutos seculares)

Luciane Bidóia
Consagrada da Comunidade Pantokrator

Fonte: https://pantokrator.org.br/po/vocacao/leigo-consagrado/

9º Encontro das famílias – 26 de agosto as 14h00 – Bom demais!!!

Por | DESTAQUES, NOTÍCIAS

Você e sua família estão convidados a participar desta tarde de cura e liberação para toda família. Com café da tarde, espiritualidade, ensino, espaço de brincadeiras para as crianças e muito mais.

Não deixe de vir com sua família e célula! Procure seu líder ou a comunidade para mais informações.

Contato WhatsApp: (11) 9.4594-3555

Células da Fidelidade: http://comunidadefidelidade.com/celulasfidelidade/

 

 

“Há uma tragédia silenciosa em nossas casas”, viral que tem contagiado a internet

Por | DESTAQUES, FORMAÇÕES, NOTÍCIAS

Circula na rede um texto extraordinário atribuído ao psiquiatra Luís Rajos Marcos. Vale a leitura e a meditação.

Há uma tragédia silenciosa que está se desenvolvendo hoje em nossas casas e diz respeito às nossas joias mais preciosas: nossos filhos. Nossos filhos estão em um estado emocional devastador! Nos últimos 15 anos, os pesquisadores nos deram estatísticas cada vez mais alarmantes sobre um aumento agudo e constante da doença mental da infância que agora está atingindo proporções epidêmicas.

As estatísticas:

– 1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental;
– um aumento de 43% no TDAH foi observado;
– um aumento de 37% na depressão adolescente foi observado;
– um aumento de 200% na taxa de suicídio foi observado em crianças de 10 a 14 anos.

O que está acontecendo e o que estamos fazendo de errado?

As crianças de hoje estão sendo estimuladas e superdimensionadas com objetos materiais, mas são privadas dos conceitos básicos de uma infância saudável, tais como:

pais emocionalmente disponíveis;
limites claramente definidos;
responsabilidades;
nutrição equilibrada e sono adequado;
movimento em geral, mas especialmente ao ar livre;
jogo criativo, interação social, oportunidades de jogo não estruturadas e espaços para o tédio.
Em contraste, nos últimos anos as crianças foram preenchidas com:

– pais digitalmente distraídos;
– pais indulgentes e permissivos que deixam as crianças “governarem o mundo” e sem quem estabeleça as regras;
– um sentido de direito, de obter tudo sem merecê-lo ou ser responsável por
obtê-lo;
– sono inadequado e nutrição desequilibrada;
– um estilo de vida sedentário;
– estimulação sem fim, armas tecnológicas, gratificação instantânea e ausência de momentos chatos.

O que fazer?

Se queremos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, temos que acordar e voltar ao básico. Ainda é possível! Muitas famílias veem melhorias imediatas após semanas de implementar as seguintes recomendações:

– Defina limites e lembre-se de que você é o capitão do navio. Seus filhos se sentirão mais seguros sabendo que você está no controle do leme.
– Oferecer às crianças um estilo de vida equilibrado, cheio do que elas PRECISAM, não apenas o que QUEREM. Não tenha medo de dizer “não” aos seus filhos se o que eles querem não é o que eles precisam.
– Fornecer alimentos nutritivos e limitar a comida lixo.
– Passe pelo menos uma hora por dia ao ar livre fazendo atividades como: ciclismo, caminhadas, pesca, observação de aves/insetos.
– Desfrute de um jantar familiar diário sem smartphones ou tecnologia para distraí-lo.
– Jogue jogos de tabuleiro como uma família ou, se as crianças são muito jovens para os jogos de tabuleiro, deixe-se guiar pelos seus interesses e permita que sejam eles que mandem no jogo.
– Envolva seus filhos em trabalhos de casa ou tarefas de acordo com sua idade
(dobrar a roupa, arrumar brinquedos, dependurar roupas, colocar a mesa, alimentação do cachorro etc.).

– Implementar uma rotina de sono consistente para garantir que seu filho durma o suficiente. Os horários serão ainda mais importantes para crianças em idade escolar.
– Ensinar responsabilidade e independência. Não os proteja excessivamente
contra qualquer frustração ou erro. Errar os ajudará a desenvolver a resiliência e a aprender a superar os desafios da vida.
– Não carregue a mochila dos seus filhos, não lhes leve a tarefa que esqueceram, não descasque as bananas ou descasque as laranjas se puderem fazê-lo por conta própria (4-5 anos). Em vez de dar-lhes o peixe, ensine-os a pescar.
– Ensine-os a esperar e atrasar a gratificação.
Fornecer oportunidades para o “tédio”, uma vez que o tédio é o momento em que a criatividade desperta. Não se sinta responsável por sempre manter as crianças entretidas.
– Não use a tecnologia como uma cura para o tédio ou ofereça-a no primeiro segundo de inatividade.

– Evite usar tecnologia durante as refeições, em carros, restaurantes, shopping centers. Use esses momentos como oportunidades para socializar e treinar cérebros para saber como funcionar quando no modo “tédio”.
– Ajude-os a criar uma “garrafa de tédio” com ideias de atividade para quando estão entediadas.
– Estar emocionalmente disponível para se conectar com crianças e ensinar-lhes autorregulação e habilidades sociais.
– Desligue os telefones à noite quando as crianças têm que ir para a cama para evitar a distração digital.
– Torne-se um regulador ou treinador emocional de seus filhos. Ensine-os a reconhecer e gerenciar suas próprias frustrações e raiva.
– Ensine-os a dizer “olá”, a se revezar, a compartilhar sem se esgotar de nada, a agradecer e agradecer, reconhecer o erro e pedir desculpas (não forçar), ser um modelo de todos esses valores.
– Conecte-se emocionalmente – sorria, abrace, beije, faça cócegas, leia, dance, pule, brinque ou rasteje com elas.

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Dr. Luís Rajos Marcos
Médico Psiquiatra