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“Há uma tragédia silenciosa em nossas casas”, viral que tem contagiado a internet

Por | DESTAQUES, FORMAÇÕES, NOTÍCIAS

Circula na rede um texto extraordinário atribuído ao psiquiatra Luís Rajos Marcos. Vale a leitura e a meditação.

Há uma tragédia silenciosa que está se desenvolvendo hoje em nossas casas e diz respeito às nossas joias mais preciosas: nossos filhos. Nossos filhos estão em um estado emocional devastador! Nos últimos 15 anos, os pesquisadores nos deram estatísticas cada vez mais alarmantes sobre um aumento agudo e constante da doença mental da infância que agora está atingindo proporções epidêmicas.

As estatísticas:

– 1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental;
– um aumento de 43% no TDAH foi observado;
– um aumento de 37% na depressão adolescente foi observado;
– um aumento de 200% na taxa de suicídio foi observado em crianças de 10 a 14 anos.

O que está acontecendo e o que estamos fazendo de errado?

As crianças de hoje estão sendo estimuladas e superdimensionadas com objetos materiais, mas são privadas dos conceitos básicos de uma infância saudável, tais como:

pais emocionalmente disponíveis;
limites claramente definidos;
responsabilidades;
nutrição equilibrada e sono adequado;
movimento em geral, mas especialmente ao ar livre;
jogo criativo, interação social, oportunidades de jogo não estruturadas e espaços para o tédio.
Em contraste, nos últimos anos as crianças foram preenchidas com:

– pais digitalmente distraídos;
– pais indulgentes e permissivos que deixam as crianças “governarem o mundo” e sem quem estabeleça as regras;
– um sentido de direito, de obter tudo sem merecê-lo ou ser responsável por
obtê-lo;
– sono inadequado e nutrição desequilibrada;
– um estilo de vida sedentário;
– estimulação sem fim, armas tecnológicas, gratificação instantânea e ausência de momentos chatos.

O que fazer?

Se queremos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, temos que acordar e voltar ao básico. Ainda é possível! Muitas famílias veem melhorias imediatas após semanas de implementar as seguintes recomendações:

– Defina limites e lembre-se de que você é o capitão do navio. Seus filhos se sentirão mais seguros sabendo que você está no controle do leme.
– Oferecer às crianças um estilo de vida equilibrado, cheio do que elas PRECISAM, não apenas o que QUEREM. Não tenha medo de dizer “não” aos seus filhos se o que eles querem não é o que eles precisam.
– Fornecer alimentos nutritivos e limitar a comida lixo.
– Passe pelo menos uma hora por dia ao ar livre fazendo atividades como: ciclismo, caminhadas, pesca, observação de aves/insetos.
– Desfrute de um jantar familiar diário sem smartphones ou tecnologia para distraí-lo.
– Jogue jogos de tabuleiro como uma família ou, se as crianças são muito jovens para os jogos de tabuleiro, deixe-se guiar pelos seus interesses e permita que sejam eles que mandem no jogo.
– Envolva seus filhos em trabalhos de casa ou tarefas de acordo com sua idade
(dobrar a roupa, arrumar brinquedos, dependurar roupas, colocar a mesa, alimentação do cachorro etc.).

– Implementar uma rotina de sono consistente para garantir que seu filho durma o suficiente. Os horários serão ainda mais importantes para crianças em idade escolar.
– Ensinar responsabilidade e independência. Não os proteja excessivamente
contra qualquer frustração ou erro. Errar os ajudará a desenvolver a resiliência e a aprender a superar os desafios da vida.
– Não carregue a mochila dos seus filhos, não lhes leve a tarefa que esqueceram, não descasque as bananas ou descasque as laranjas se puderem fazê-lo por conta própria (4-5 anos). Em vez de dar-lhes o peixe, ensine-os a pescar.
– Ensine-os a esperar e atrasar a gratificação.
Fornecer oportunidades para o “tédio”, uma vez que o tédio é o momento em que a criatividade desperta. Não se sinta responsável por sempre manter as crianças entretidas.
– Não use a tecnologia como uma cura para o tédio ou ofereça-a no primeiro segundo de inatividade.

– Evite usar tecnologia durante as refeições, em carros, restaurantes, shopping centers. Use esses momentos como oportunidades para socializar e treinar cérebros para saber como funcionar quando no modo “tédio”.
– Ajude-os a criar uma “garrafa de tédio” com ideias de atividade para quando estão entediadas.
– Estar emocionalmente disponível para se conectar com crianças e ensinar-lhes autorregulação e habilidades sociais.
– Desligue os telefones à noite quando as crianças têm que ir para a cama para evitar a distração digital.
– Torne-se um regulador ou treinador emocional de seus filhos. Ensine-os a reconhecer e gerenciar suas próprias frustrações e raiva.
– Ensine-os a dizer “olá”, a se revezar, a compartilhar sem se esgotar de nada, a agradecer e agradecer, reconhecer o erro e pedir desculpas (não forçar), ser um modelo de todos esses valores.
– Conecte-se emocionalmente – sorria, abrace, beije, faça cócegas, leia, dance, pule, brinque ou rasteje com elas.

E compartilhe se você percebeu a importância desse texto!

Dr. Luís Rajos Marcos
Médico Psiquiatra

Campanha Aliança Fiel 2018 – Ajude a Fidelidade!

Por | DESTAQUES

Campanha Aliança Fiel de 2018 – Ajude a Comunidade Fidelidade!

Estamos em nova Campanha e precisamos de sua ajuda. Seja um sócio evangelizador.

Toda ajuda vai para as construções e manutenção da Casa São Bento e Salão São João Paulo II.

Oremos pela campanha deste mês para alcançarmos os 100% e conseguirmos arcar com os débitos da Comunidade.

Para depositar na Conta

Associação Domingos Sávio
Banco Bradesco – 237
Agencia – 0109
Conta – 21952-5
CNPJ – 19.995024/0001-56

Você que está a distância, também pode nos Ajudar com qualquer quantia, doando-nos pelo PAG SEGURO da UOL  clicando no botão abaixo! É rápido e seguro!

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ou Link: https://pag.ae/bhkDvB3





Queremos agradecer o empenho e oração de todos em favor das Construções da Comunidade Fidelidade.

Continua agora a Campanha aliança fiel para continuarmos o Salão Beato João Paulo II!

Podendo assim acolher melhor aos irmãos nesta Casa de Oração!

Sua Oração e contribuição são muito importante! Obrigado!

Estamos agora com Nova Campanha e precisamos de sua Ajuda!

Clamamos por um novo Milagre de chegar aos 100%!

  • Melhorias no Salão e Terreno da Comunidade.
  • Construção de nossa Sala de Formação Bento XVI.
  • Inicio da Construção de Nossa Capela.

Você pode procurar os membros permanentes de Nossa Comunidade ou na Loja Fidelidade para contribuir via cartões de débito ou crédito.

Também adquirindo nossos produtos ou em nossa lanchonete que acontece todos os Sábados no Grupo de Oração Parusia.

Desde já muito obrigado! E que o Senhor abençoe sua Generosidade!

5 dicas incríveis inspiradas na “psicologia da felicidade”

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES, FORMAÇÕES

Como viver para alcançar a máxima aspiração do ser humano

Sobre a felicidade, é oportuno recordar o que disse o catedrático de psiquiatria granadino, Enrique Rojas Montes, no livro “El hombre light” [O homem light], de 1992: “a felicidade é a máxima aspiração do homem, para a qual apontam todos os vetores de sua conduta. Mas, se queremos alcançá-la, devemos buscá-la. Além disso, a felicidade não pressupõe uma descoberta no fim da existência, mas sim, durante o caminho percorrido”.

A aplicação de tudo isso não é algo feito apenas uma vez na vida; é um desafio constante. Com um pouco de prática e interesse, não é muito difícil conseguir um estilo de vida mais emocionalmente saudável,  que nos levará a sucessos maiores, tanto pessoais quanto profissionais.

Para isso, podemos seguir cinco regras práticas, inspiradas nas ideias de Csikszentmihalyi, professor de Psicologia na Universidade de Claremont (Califórnia) e especialista em questões relacionadas à felicidade e ao bem-estar subjetivo.

1. Conheça seus objetivos, procure ser coerente e meça os progressos.

Trata-se de estabelecer metas atingíveis e ir aumentando progressivamente os nossos desafios. Ter claras nossas metas e nossos desejos é fundamenta para aproveitar a vida, pois “quem sabe quais são os seus desejos e trabalha com o propósito de consegui-los é uma pessoa cujos sentimentos, pensamentos e ações são congruentes entre si e, portanto, é uma pessoa que conseguiu a harmonia interior”.  A vida não é só um conjunto de coisas que acontecem, mas também um conjunto de coisas que queremos que aconteçam.

 2. Contra o fracasso, a perseverança.

Claro, é preciso querer e estar disposto a “perseverar, apesar dos obstáculos”. E ter claro que “a satisfação não depende do que você faz, mas como você faz”, pois a forma de fazer algo pode nos manter concentrados, aproveitando o momento, ou nos deixar estressados, aborrecidos, desesperados.

3. Os contratempos são desafios!

Transforme a adversidade em um desafio que possa lhe proporcionar satisfação. Csikszentmihalyi vê esta característica como a virtude “mais útil e mais necessária para a sobrevivência – e com mais possibilidade de fazer melhorar a qualidade de vida”.

4. Somos parte de um mundo que não nos pertence.

Existem qualidades muito importantes que devem ser praticadas, como, por exemplo, a autoconfiança sem egoísmo e a humildade. Aqueles que conseguem a satisfação em seus desafios não destinam suas energias “a dominar o que está ao seu redor, mas a encontrar a maneira harmoniosa de funcionar dentro do seu entorno”. Isso nos leva à conclusão que é melhor não buscarmos somente os nossos próprios interesses, mas estarmos dispostos a inserir-nos no sistema e pensarmos em um sistema global. 

5. Contra os obstáculos, soluções alternativas.

Não se frustre diante do fracasso ou da adversidade. É comum focarmos nossa atenção nos obstáculos que impedem nossas metas. Certamente, é melhor ter uma visão mais ampla para descobrirmos soluções alternativas. Também é preciso ampliar o olhar para darmos ao problema a importância relativa que ele tiver.

Coisas que você não deve fazer na Missa e talvez não saiba.

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES

Pequenos detalhes que fazem a diferença e unem a Igreja

  1. Não chegar atrasado. Lembre-se de que Deus está esperando você para enchê-lo com o seu amor, dar o seu perdão e um abraço, falar ao seu ouvido, e dizer o que o você precisa ouvir. Ele separou um lugar na mesa para você. Não o deixe esperando;
  2. Não usar roupas provocantes. Não use vestuário que possa chamar a atenção ou provocar (decote, minissaia e shorts);
  3. Não entre na igreja sem saudar o Senhor. Ao chegar, faça o sinal da cruz. Ele está lá, feliz por ver você. Agradeça-o, pois ele o convidou;
  4. Não tenha preguiça de fazer a reverência ou a genuflexão. Se você passar em frente ao altar, que representa Cristo, faça a reverência. Se passar pelo Sacrário, onde está Cristo, faça a genuflexão (tocar o chão com o joelho);
  5. Não masque chiclete nem coma ou beba. Só é permitida água e em caso de necessidade e por questão de saúde;
  6. Não cruze as pernas. O ato de cruzar as pernas é considerado pouco respeitoso. O seu corpo deve expressar a sua devoção;
  7. A mesma pessoa não deve fazer a Leitura e o Salmo. Se você vir um só leitor ou leitora, ofereça-se para ler, pois as Leituras e o Salmo devem ser proclamados por leitores diferentes (dois no meio da semana e três aos domingos ou dias festivos, quando há a Segunda Leitura);
  8. Não adicione frases quando for fazer as Leituras e o Salmo. Não leia as letrinhas vermelhas nem diga: “Primeira Leitura” ou “Salmo Responsorial”;
  9. Nunca recite o Aleluia antecipadamente. Não se adiante para dizer “Aleluia, Aleluia”. Espere alguns segundos, pois, certamente, alguém o cantará. Se nem o padre nem ninguém cantar, omita-o, mas nunca o recite;
  10. Não faça o sinal da cruz na proclamação do Evangelho. Você só deve fazer três cruzes pequenas: uma na fronte, outra nos lábios e a última no peito;
  11. Não responda no plural quando Credo é feito em forma de perguntas. Quem preside a Missa pode perguntar: “Creem em Deus Pai Todo Poderoso?” Neste caso, não responda “sim, cremos”, pois a fé é pessoal. Responda: “sim, creio”.
  12. Não recolha a oferta durante a Oração Universal. A oferta deve ser recolhida durante a apresentação dos dons, quando todos estão sentados e o padre agradece a Deus pelo pão e o vinho e purifica as mãos;
  13. Não se levante durante a apresentação dos dons. Às vezes, alguém se levanta e, por impulso, outros também ficam de pé. Talvez, ao ver o padre levantar o cálice e a hóstia, as pessoas pensam que já é a Consagração. Mas não é;
  14. Não se ajoelhe logo depois do “Santo”. É preciso esperar que o padre peça que o Espírito Santo transforme o pão e o vinho em Corpo e Sangue de Cristo. É neste momento que se deve ajoelhar-se (se houver sino, ajoelhe-se quando ele soar);
  15. Não ficar sentado durante a Consagração. Se você não consegue se ajoelhar, fique de pé, mas nunca se sente, a menos que seja por alguma doença. É falta de respeito com Cristo, que se faz presente no altar;
  16. Não dizer nada em voz alta durante a Consagração. Tem gente que, durante a Consagração, diz em voz alta: “Meu Senhor, Meu Deus”. Mas isso distrai quem está fazendo uma oração pessoal em silêncio;
  17. Não diga em voz alta: “Por Cristo, com Cristo, em Cristo…”. Só quem deve dizer isso é quem preside a Missa;
  18. Não saia do seu lugar para ir dar a Paz. Você só deve cumprimentar quem está perto de você, não outras pessoas, em outros bancos. Tampouco deve aproveitar para ir felicitar alguém ou dar pêsames;
  19. Se você não estiver preparado, não comungue. Você deve ter guardado o jejum eucarístico (não ter comido nem bebido nada uma hora antes de comungar) e não ter pecado grave;
  20. Não fazer somente uma fila de Comunhão (a do padre). Jesus está presente na Hóstia Consagrada, não importa se é a hóstia segurada pelo padre ou por um Ministro Extraordinário da Eucaristia, que é uma pessoa preparada e autorizada pela Igreja para distribuir a Comunhão na Missa e levá-la aos idosos e enfermos;
  21. Depois de comungar, não converse com os outros. Volte ao seu lugar e fale com o Senhor. Se você não comungou, faça uma comunhão espiritual e converse com Ele;
  22. Quando terminar a distribuição da Comunhão, não continuar cantando. O canto da Comunhão deve terminar quando a última pessoa receber a hóstia, para que haja um silêncio sagrado, em que cada pessoa entra em diálogo com Deus;
  23. Desligue o celular. Não fique mandando mensagens ou falando ao celular durante a Missa, pois isso distrai você e os outros. Dedique sua atenção ao Senhor, que está dedicando a atenção Dele a você;
  24. Não perca as crianças de vista. Ensine-as a aproveitar a casa do Pai e a se comportar na Missa;
  25. Não saia antes que a Missa termine. Não perca a bênção fina, através da qual o padre o envia ao mundo para dar testemunho em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Saia da Igreja com um propósito novo, que tenha sido inspirado no Senhor, para edificar o mundo, seu Reino de amor.

Artigo originalmente publicado por Desde la fe, traduzido e adaptado ao português por Aleteia.

Dica de Filme: Um Lugar Silencioso

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES

Fui assistir a “Um lugar silencioso” (A Quiet Place), o novo suspense do diretor John Krasinski, sem absolutamente nenhuma expectativa de encontrar temas teológicos ou espirituais. Tudo o que eu queria era uma noite de lazer no cinema.

Mas que maravilha quando um filme nos surpreende! Eu não sei se serei capaz de encontrar o fio de ouro que liga todos esses temas e os transforma em uma mensagem coerente, mas só uma pessoa muito cega para não perceber as inúmeras ideias religiosas desse filme cativante.

As linhas a seguir contêm revelações sobre o enredo do filme.

A estrutura básica da narrativa é apresentada em traços simples e rápidos. Uma praga terrível de criaturas ferozes e famintas desceu sobre a terra. De onde são os monstros? Do espaço sideral, talvez? Isso não se sabe — o que torna a história ainda mais interessante. As poucas pessoas que sobreviveram ao holocausto aprenderam que as criaturas em questão, mesmo sendo cegas, possuem uma audição extraordinariamente aguçada. Por isso, a chave para a sobrevivência está no silêncio.

Nossa atenção se volta para a família Abbot, dois jovens pais e três crianças pequenas, percorrendo silenciosamente seu caminho em meio a um território aberto, cheio de beleza, mas ao mesmo tempo muito perigoso. Quando o filho caçula acende um foguete de brinquedo, fazendo com que um barulho rompa o silêncio, uma das criaturas o devora pouco antes de que seu pai aterrorizado possa salvá-lo.

O filme avança vários meses mais tarde, com os Abbots (inglês para “abade”: coincidência?) conduzindo suas vidas de um modo que só se pode qualificar de monástico: nenhuma conversa além de sussurros, linguagem elaborada de sinais, trabalho silencioso com livros e nos campos, oração em silêncio mas notavelmente fervorosa antes do jantar etc. (Devo confessar que esse último gesto, tão ausente dos filmes e da televisão hoje em dia, pegou-me de surpresa.) Dadas as terríveis exigências do momento, qualquer entretenimento eletrônico, com aparelhos e máquinas, ou ferramentas que façam barulho, estão fora de questão. A agricultura deles é manual, a pescaria se faz com aparatos nada modernos, e até o caminhar é feito a pés descalços.

Mas, coisa admirável de se contemplar, nessa atmosfera orante, silenciosa e cheia de dificuldades, mesmo com a ameaça de morte sempre à espreita, o que floresce é uma família generosa e sacrificada. Os pais dão cuidado e proteção a seus filhos, e o irmão e a irmã sobreviventes são solícitos tanto um para com o outro quanto em relação a seus pais. A jovem garota chega regularmente a arriscar a própria vida para prestar tributo silencioso a seu irmão falecido no lugar em que ele foi morto.

Monstros e criaturas animalescas nos filmes de terror mais reflexivos evocam aquelas coisas que mais nos amedrontam: doença, fracasso, nossa própria maldade e também a morte. É admirável ver um filme de Hollywood sugerindo a necessidade, para afugentar a escuridão em nosso tempo, do silêncio, da simplicidade, do retorno à terra, da oração e do cuidado recíproco.

O drama central de “Um lugar silencioso” é o fato de a senhora Abbott estar esperando um filho. A família inteira se dá conta, é claro, que naquelas circunstâncias uma criança chorando significaria morte certa para todos eles. Mesmo assim, eles decidem não matar o filho quando ele nasce, mas sim escondê-lo e emudecer seus choros de várias formas.

Quando tantos em nossa cultura desejam matar os próprios filhos por razões as mais banais, quando a lei em muitos lugares concede ampla proteção até aos abortos com nascimento parcial, quando pessoas dizem tranquilamente que jamais colocariam um filho em um mundo tão terrível, a família monástica desse filme acolhe a vida, mesmo vivendo no pior dos mundos, mesmo quando tal atitude representa para eles um perigo supremo.

Quando o bebê se encontra prestes a nascer, a mãe se vê sozinha (assista ao filme para saber os detalhes) e na mais vulnerável das situações, pois uma das criaturas acaba de invadir a casa da família. Assim que ela entra em trabalho de parto, o monstro faminto fica à espreita. Imediatamente me veio à mente a cena no livro do Apocalipse, quando a Virgem Maria sofre dores do parto, enquanto o dragão espera pacientemente para devorar-lhe o filho (cf. Ap 12, 2ss).

Enquanto a “abadessa” se esforça para dar à luz, o “abade” sai à procura de seus filhos em perigo e, no fim, se depara com os dois presos em um carro abandonado, com um dos monstros arranhando a cobertura para pegá-los, como o Tiranossaurus Rex em “Jurassic Park”. Depois de dizer através de sinais: “Eu amo você, eu sempre amei você” a sua filha, emocionada através da janela do carro, o pai dá um grito, trazendo o monstro para si mesmo.

Esse ato de amor que se esvazia de si próprio, e que serve para livrar seus filhos do perigo, é uma bela alusão às especulações dos Padres da Igreja a respeito da morte de Jesus, o qual, em seu ato de auto-sacrifício na cruz, atraiu os poderes das trevas para o campo aberto, afastando-os da humanidade, que permanecia sob seu domínio. Em linhas semelhantes, em um trabalho ímpar de enredo (ou Providência) comparável à eficácia do sacrifício de Cristo, fica claro, após a morte do pai, que ele havia deixado para sua família os meios através dos quais os monstros podiam ser derrotados.

É admirável ver um filme de Hollywood sugerindo a necessidade do silêncio, da simplicidade, da oração e do cuidado recíproco.

Eu realmente não faço ideia se todas ou algumas dessas ideias estavam na mente do diretor, mas sei, pela página de John Krasinski no Wikipédia, que ele é filho de pais católicos, um polonês e uma irlandesa, e que foi criado como praticante devoto de sua fé. Por isso, até que se demonstre definitivamente o contrário, eu mantenho que “Um lugar silencioso” é o filme religioso mais inesperado de 2018.

Ficha técnica:

Gênero: Suspense, terror
Direção: John Krasinski
Roteiro: John Krasinski
Elenco: John Krasinski, Emily Blunt, Millicent Simmonds, Noah Jupe
Produção: John Krasinski, Andrew Form, Michael Bay, Bradley Fuller
Duração: 90 min.
Ano: 2018
País: Estados Unidos
Classificação: 14 anos

Texto do Bispo Dom Robert Barron

Sede Perfeitos: No Amor – Parte III – Monica Tinti

Por | DESTAQUES, FORMAÇÕES

Parte III

“Sede perfeitos, assim, como vosso pai celeste é perfeito”  Mt 5,48

Aqueles que buscam amar com perfeição, amam muito mais. Pouco se importam de serem queridos ou não, porque não veem em si mesmos motivos para serem queridos ou apreciados. São livres de sentimentalidades. Quando alguém os têm por estima, por pessoa querida, apreciada; logo remete esse bem querer a Deus. Se sou querido é porque Deus me ama.

Quando os inimigos o prejudicam, desejam continuar amando. E que combate se trava aqui! Sabemos que por nós mesmos não conseguimos graça alguma, não conseguimos amar, a quem nos traiu, ofendeu ou nos tenha decepcionado. Assim, nos esforçamos muito para continuar amando, buscando avançar nas virtudes e progredir no amor.

Sabemos claramente que se nos faltam as virtudes é impossível amar. É impossível amar sem o grande amor de Deus em nós.

Quando almejamos este amor perfeito, nossa forma de amar se transfigura. Assim, quando amamos passamos para além dos corpos, daquilo que a pessoa pode nos oferecer, e assim fixo o olhar na alma, procuramos ali algo para amar. Se não o houver, buscamos indícios, virtudes, algo de bom, procuramos e não nos cansamos até encontrar algo de bom naquela alma que mereça o nosso amor.

Não se poupa esforço em amar, tendo em vista o valor das coisas terrenas que é bem claro para aqueles que buscam amar com perfeição. Assim, ninguém os engana, ninguém os seduz, ninguém lhes tira dos olhos o caminho perfeito. Tem nitidamente claro os prejuízos e os ganhos que pode alcançar.

Para aqueles que desejam gozar das coisas do mundo, seus prazeres, honras e riquezas, a “caricatura do amor” que o mundo lhes oferece é cada vez mais danosa. Ao ponto de se experimentar um “amor egoísta” que busca apenas sua felicidade e seus próprios interesses, a culminar em sua própria ruina.

O valor das coisas eternas ao contrário é custoso. Quanto vale uma alma para Deus?

Vale muitas lágrimas, tudo que se deseja é que chegue ao caminho de perfeição e que caminhem juntos ao encontro do Amor.

Que Deus nos livre destes “amores desastrados, imperfeitos, que há no mundo, e que levam as pessoas ao engano e a perdição de si mesmas.

Que Deus nos livre de tratar os outros com fingimento, indiferença impaciência e desamor. Que antes possamos ter zelo e caridade uns para com os outros, encomendando a Deus os defeitos que vemos espelhado no outro.

Exercitemos o amor fraterno com grande perfeição praticando com perseverança e coragem a virtude oposta que julgamos ver no outro.

Desejosos que todos tenham o amor de Deus e sintam-se amados por Ele, comecemos a amar, a amar com toda perfeição.

No princípio não será tão perfeito assim, mas aos poucos o Senhor irá aperfeiçoando nosso amor e nossa forma de amar.

Através de nossa demonstração de ternura, afeto, compaixão uns para com os outros o Senhor nos sustentará e nos fará progredir em seu amor.

Praticar diariamente a virtude oposta que resplandece no outro, é um excelente exercício rumo a perfeição.

Em todas as virtudes observar as regras e como melhor podemos vivê-la.

Assim, em tudo que fizermos o Senhor tornará mais puro.

Amando e vivendo juntos, nos alegraremos e louvaremos ao Senhor pelo progresso que nos fazem as virtudes.

Que grande graça é Amar!

Que grande graça é experimentar o carisma e o amor, que nos aproximam dos outros, através de um amor puro e sincero.

Que o Senhor nos conceda a graça de a cada dia vivê-lo com zelo e Fidelidade.

Santifica-te- e Santifica!

Monica – CF

Sede Perfeitos: No Amor – Parte II – Monica Tinti

Por | DESTAQUES, FORMAÇÕES

Parte II

“Sede perfeitos, assim, como vosso pai celeste é perfeito”  Mt 5,48

Os caminhos que o Senhor conduz as almas são repletos de Seu amor. Caminhar pela via do amor, trata-se de grandiosíssima perfeição.

Na claridade desta via, o Senhor em todo seu amor se revela, demonstrando claramente a nós o que é o mundo, o que é a pessoa, que existe um céu; e que a diferença entre um e outro é que um é eterno e o outro apenas um sopro. Ele é o Criador e nós criatura, que não há amor maior que o Dele, e que somente Dele provém toda a graça sobre aqueles que se deixam instruir por Ele.

Obtém assim, grandiosíssimo proveito aqueles que se permitem amar, transbordando amor direto da fonte do Amor.

Satisfaz nosso carisma assemelhar-nos ao amor perfeito.

O autodomínio, o equilíbrio que nosso carisma traz em perfeição, nos auxilia em dominar nossas próprias paixões, os bens, os prazeres e tudo o que o mundo pode dar. Assim somos profundamente agraciados a dar ao invés de receber.

Quando as almas perfeitas amam a alguém, desejam ardentemente que o amigo tenha o amor de Deus, para ser também amado por ele, sabem que de outro  modo o amor não é durável”  Santa Tereza de Ávila.

Continua na próxima segunda feira…

Santifica-te- e Santifica!

Monica – CF

O sabor do céu – Vida Comunitária

Por | DESTAQUES, VIDA COMUNITARIA

Se pudermos comparar a experiência do céu aqui na terra, a Comunidade é este lugar.
Nele o Senhor nos dá a alegria e a graça de aguçar nosso paladar, nos permitindo saborear o sabor do céu. Para aqueles que se entregam seus deleites são ainda maiores, já para os que se encontram em indecisões e descontentamentos pode parecer amargo demais.
É certo que assim como estamos acostumados as coisas doces, as facilidades e as praticidades e como é difícil resistirmos a elas. Perdemos o paladar natural e pouco a pouco precisamos resgatá-lo.
Assim como o remédio amargo cura o corpo, o sofrimento cura a alma.
Saborear os sofrimentos com alegria, pacientemente enchergando sempre os propósitos de Deus para salvar nossa pobre alma, incapaz de por si só recuperar a anseio ,o paladar por tudo que é divino e sagrado.
A Comunidade é o lugar desta experiência divina aqui na terra aonde o Senhor ao derramar-se sobre nós ,nos purifica e aperfeiçoa-nos.
Seja Fiel!
Santifica-te e Santifica
Mônica – CF

Nossos tempos são os últimos? A Irmã Lúcia responde.

Por | DESTAQUES

Irmã Lúcia, 1957: “Por três motivos a Santíssima Virgem me deu a entender que estamos no fim dos tempos”. Ei-los aqui.

No dia 26 de dezembro de 1957, o padre Agustín Fuentes, sacerdote da diocese de Veracruz (México) e vice-postulador das causas de beatificação de Santa Jacinta e São Francisco Marto, falou amplamente com a Irmã Lúcia no convento de Coimbra, em Portugal. Ao voltar ao México fez uma conferência sobre este encontro, referindo-se às palavras da Irmã Lúcia.

O padre Joaquín Maria Alonso [1] sublinhou que o relato da conferência foi publicado “com todas as garantias de autenticidade e com a devida aprovação episcopal, incluindo a do Bispo de Fátima” [2].

Seguem abaixo, na íntegra, tal como publicadas no site português Apelos de Nossa Senhora, as palavras ditas pela Irmã Lúcia ao pe. Agustín. Na ocasião, o sacerdote afirma que encontrara a vidente de Fátima “muito triste, muito pálida e abatida”. Eis o que ela lhe revelou [3].


Senhor Padre, a Santíssima Virgem está muito triste, por ninguém fazer caso da Sua Mensagem, nem os bons nem os maus: os bons, porque continuam no seu caminho de bondade, mas sem fazer caso desta Mensagem; os maus, porque, não vendo que o castigo de Deus já paira sobre eles por causa dos seus pecados, continuam também no seu caminho de maldade, sem fazer caso desta Mensagem. Mas creia-me, Senhor Padre, Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda. O castigo do Céu está iminente.

Senhor Padre, o que falta para 1960? E o que sucederá então? Será uma coisa muito triste para todos, e não uma coisa alegre, se, antes, o mundo não fizer oração e penitência. Não posso detalhar mais, uma vez que é ainda um segredo. Segundo a vontade da Santíssima Virgem, só o Santo Padre e o Bispo de Fátima têm permissão para conhecer o Segredo, mas resolveram não o conhecer para não serem influenciados. Esta é a terceira parte da Mensagem de Nossa Senhora, que ficará em segredo até 1960.

Diga-lhes, Senhor Padre, que a Santíssima Virgem repetidas vezes nos disse, tanto aos meus primos Francisco e Jacinta como a mim, que várias nações desaparecerão da face da terra. Disse que a Rússia seria o instrumento do castigo do Céu para todo o mundo, se antes não alcançássemos a conversão dessa pobre nação.

Senhor Padre, o demônio está a travar uma batalha decisiva contra a Virgem Maria. E como sabe que é o que mais ofende a Deus e o que, em menos tempo, lhe fará ganhar um maior número de almas, trata de ganhar para si as almas consagradas a Deus, pois que desta maneira o demônio deixa também o campo das almas dos fiéis desamparado e mais facilmente se apodera delas.

O que aflige o Imaculado Coração de Maria e o Sagrado Coração de Jesus é a queda das almas dos Religiosos e dos Sacerdotes. O demônio sabe que os religiosos e os sacerdotes que caem da sua bela vocação arrastam numerosas almas para o inferno. O demônio quer tomar posse das almas consagradas. Tenta corrompê-las para adormecer as almas dos leigos e levá-las deste modo à impenitência final.

Utiliza todos os truques, chegando ao ponto de sugerir um atraso na entrada na vida religiosa. O que resulta disto é a esterilidade da vida interior, e entre os leigos uma frieza (falta de entusiasmo) quanto a renunciar aos prazeres e dedicar-se totalmente a Deus.

Senhor Padre, não esperemos que venha de Roma um chamamento à penitência, da parte do Santo Padre, para todo o mundo; nem esperemos também que tal apelo venha da parte dos Senhores Bispos para cada uma das Dioceses; nem sequer, ainda, das Congregações Religiosas. Não. Nosso Senhor usou já muitos destes meios e ninguém fez caso deles. Por isso, agora… agora que cada um de nós comece por si próprio a sua reforma espiritual: que tem que salvar não só a sua alma mas também todas as almas que Deus pôs no seu caminho…

O demônio faz tudo o que está em seu poder para nos distrair e nos retirar o amor à oração; seremos todos salvos ou seremos todos condenados.

Senhor Padre, a Santíssima Virgem não me disse que nos encontramos nos últimos tempos do mundo, mas deu-mo a entender por três motivos:

O primeiro, porque me disse que o demônio está a travar uma batalha decisiva contra a Virgem Maria e uma batalha decisiva é uma batalha final, onde se vai saber de que lado será a vitória e de que lado será a derrota. Por isso, agora, ou somos de Deus ou somos do demônio: não há meio termo.

Lúcia e Jacinta

O segundo, porque me disse, tanto aos meus primos como a mim, que eram dois os últimos remédios que Deus dava ao mundo: o Santo Rosário e a devoção ao Coração Imaculado de Maria; e, se são os últimos remédios, quer dizer que são mesmo os últimos, que já não vai haver outros.

E o terceiro porque sempre nos planos da Divina Providência, quando Deus vai castigar o mundo, esgota primeiro todos os outros meios; depois, ao ver que o mundo não fez caso de nenhum deles, só então (como diríamos no nosso modo imperfeito de falar) é que Sua Mãe Santíssima nos apresenta, envolto num certo temor, o último meio de salvação. Porque se desprezarmos e repelirmos este último meio, já não obteremos o perdão do Céu: porque cometemos um pecado a que no Evangelho é costume chamar “pecado contra o Espírito Santo” e que consiste em recusar abertamente, com todo o conhecimento e vontade, a salvação que nos é entregue em mãos; e também porque Nosso Senhor é muito bom Filho, e não permite que ofendamos e desprezemos Sua Mãe Santíssima, tendo como testemunho patente a história de vários séculos da Igreja que, com exemplos terríveis, nos mostra como Nosso Senhor saiu sempre em defesa da Honra de Sua Mãe Santíssima.

São dois os meios para salvar o mundo: a oração e o sacrifício. Olhe, Senhor Padre, a Santíssima Virgem, nestes últimos tempos em que vivemos, deu uma nova eficácia à oração do Santo Rosário. De tal maneira que agora não há problema, por mais difícil que seja, seja temporal ou, sobretudo, espiritual, que se refira à vida pessoal de cada um de nós; ou à vida das nossas famílias, sejam as famílias do mundo, sejam as Comunidades Religiosas; ou à vida dos povos e das nações. Não há problema, repito, por mais difícil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário. Com o Santo Rosário nos salvaremos, nos santificaremos, consolaremos a Nosso Senhor e obteremos a salvação de muitas almas.

E depois, a devoção ao Imaculado Coração de Maria, Mãe Santíssima, vendo nós Nela a sede da clemência, da bondade e do perdão, e a porta segura para entrar no Céu. Diga-lhes também, Senhor Padre, que os meus primos Francisco e Jacinta sacrificaram-se porque viram a Santíssima Virgem sempre muito triste em todas as Suas aparições. Nunca Se sorriu para nós; e essa tristeza e essa angústia que notávamos na Santíssima Virgem, por causa das ofensas a Deus e dos castigos que ameaçavam os pecadores, sentíamo-las até à alma. E nem sabíamos o que mais inventar para encontrarmos, na nossa imaginação infantil, meios de fazer oração e sacrifícios.

Notas

  1. O padre J. M. Alonso, sacerdote claretiano, foi nomeado pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. João Venâncio (1954-1972), para ser arquivista oficial de Fátima. Escreveu uma obra monumental sobre as Aparições de Fátima, intitulada Textos e estudos críticos sobre Fátima. Este trabalho, que compreende 24 volumes, contendo 5793 documentos, foi completado em 1975, mas a sua publicação foi proibida pelo bispo sucessor, D. Alberto Cosme do Amaral. Na década de 1990, os dois primeiros volumes foram publicados, mas não integralmente.
  2. O encontro do Pe. Agustín Fuentes com a Irmã Lúcia, e a conferência sobre este encontro, foi documentado em profundidade por Frère Michel de la Sainte Trinité no vol. III da sua obra Toute la Vérité sur Fátima. Em junho de 1981, depois de ter pregado um retiro na Bretanha, o Padre Superior Georges de Nantes confiou ao Frère Michel a tarefa de estudar num modo científico e exaustivo as Aparições de Nossa Senhora em Fátima, bem como os seus pedidos, e a relevância da Sua Mensagem para os nossos tempos.
  3. Nota da Equipe CNP: Quando publicamos este texto, fizemo-lo sem saber da controvérsia, de longa data, a respeito da autenticidade dessa entrevista. A polêmica pode ser entendida em minúcias no terceiro volume da obra “The whole truth about Fatima” (trad. ingl. de John Collorafi; Nova Iorque/Ontario: Immaculate Heart Publications, 1990), de Frère Michel de la Sainte Trinité, pp. 549-554. Considerando, porém, que o texto atribuído à vidente de Fátima “não diz nada que a Irmã Lúcia não tenha dito em seus numerosos escritos que foram publicados” e que a mensagem nele contida apresenta “um ensinamento bastante apropriado para edificar a piedade dos cristãos” — palavras do pe. Joaquín M.ª Alonso —, havemos por bem mantê-la neste espaço.

(vi Pe. Paulo Ricardo)

10 coisas que você não vai se arrepender de fazer antes de morrer, segundo a Irmã Caritas

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Irmã Caritas morreu recentemente. Vale a pena refletir sobre seus escritos, que foram encontrados no convento onde ela vivia

A Irmã Caritas manteve seu lindo e espalhafatoso espírito ao longo de toda a sua vida religiosa. Ela era italiana, vivia recentemente em Boston e foi missionária no Canadá, onde aprendeu francês e inglês. Passou por muitos sofrimentos em sua vida, incluindo uma longa doença no final. Porém, a cada momento de dor, entregava-se a Deus, confiando em seu amor.

Certa vez, ela escreveu o segredo de sua vida religiosa: “Não faço nada para mim mesma, e, portanto, vejo a positividade em tudo o que precisa ser feito. E não volto atrás”.

Caritas foi um exemplo para suas irmãs, especialmente pela forma como ela adotou seu nome religioso. Ela tentou, com a graça de Deus, ser caritas(caridosa) com todos ao seu redor.

Escrevia pequenas notas motivadoras para si mesma em seu diário: “Caritas, não fique cansada; reze, reze, reze”. A maneira determinada de tentar colocar em prática os valores intrínsecos ao seu nome era uma linda homenagem ao Deus que ela tanto amou.

Depois que Ir. Cáritas partiu, as freiras encontraram uma lista em seu diário, que mostra o espírito de simplicidade e beleza que ela adotava. A lista oferece um belo exemplo de plano de vida e amor para todos nós.

10 coisas que eu nunca vou me arrepender de fazer antes de morrer:

  1. Fazer o bem a todos;
  2. Não falar mal de ninguém;
  3. Refletir antes de falar;
  4. Não falar quando eu estiver agitada;
  5. Ajudar os menos afortunados;
  6. Admitir meus erros;
  7. Ser paciente com todos;
  8. Ouvir, mas não para fofocar;
  9. Não acreditar em coisas desagradáveis sobre os outros;
  10. Preparar-me para a morte.

A misericórdia é para o pecador

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A extensão da Via-Sacra, do Palácio de Pôncio Pilatos até o Calvário, vislumbra a amplitude da Misericórdia de Deus que, ultrapassa o limite de tempo e do espaço. O abraço misericordioso de Deus na Via-Sacra, abarca de Adão até o último vivente que confiar no amor de Deus!

O caminho da Via-Sacra nos faz experimentar o amor de Deus Pai que, oferece seu filho único, para nos libertar das trevas do pecado. E o amor do Filho que diz: “Por ti desci do Céu à terra, por ti permiti que Me pregassem na Cruz, por ti permiti que fosse aberto pela lança o Meu Sacratíssimo Coração e, assim, abri para Ti uma Fonte de Misericórdia. Vem haurir graças dessa fonte com o vaso da confiança” (D.1485).

Você sente-se constrangido por tanto amor? A miséria humana não impede a atuação da misericórdia divina, desde que, tenha a humildade em reconhecer essa miséria. Jesus mesmo disse : “Nunca rejeito um coração humilhado.”
A misericórdia de Deus é para os pecadores e quanto mais pecador, mais direito tem da misericórdia! Então como experimentá-la? Lançando-se com confiança nesta Fonte de Misericórdia!

Reze a Via Sacra!

Às três horas da tarde, a hora da Paixão de Jesus, é uma hora que comporta grandes promessas. Além da oração do Terço da Misericórdia, Jesus também apresenta a meditação da Via Sacra para podermos alcançarmos muitas graças, em especial neste tempo em que estamos: Quaresma.

As palavras que seguem não são apenas para a Santa Faustina (que as ouviu por primeiro) são destinadas a todos nós pecadores: “Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o relógio bater três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Implora a onipotência dela em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores porque nesse momento foi largamente aberta para toda alma. (…) Minha filha, procura rezar a Via-Sacra, na medida que te permitirem os teus deveres”.

A indicação de Jesus é para às 15 horas, mas se não puder neste horário, reze-a assim que puder, cheio de confiança, experimente a misericórdia de Deus na Via-Sacra.

Daniela Miranda

Mulher se libertou do diabo em uma Sexta-feira Santa graças ao jejum de 50 fiéis

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PALERMO, 23 Fev. 18 / 12:22 pm (ACI).- O exorcista italiano, Pe. Benigno Palilla, contou que uma mulher possuída pelo demônio foi libertada graças às orações e ao “jejum generoso” de aproximadamente 50 pessoas da comunidade paroquial à qual pertence.

O sacerdote conselheiro da Associação Internacional de Exorcistas e guia do centro de formação João Paulo II em Sicília, contou ao jornal ‘Avvenire’ o caso de Maria, durante o 14º encontro de formação regional em Palermo, que começou no dia 21 de fevereiro, no qual participam 44 sacerdotes.

O Pe. Palilla conta que Maria, quando frequentava a capela de San Isidoro, sofria há cinco anos de possessão demoníaca. “Tinha algumas reações durante a Missa: interrompia a homilia, a leitura do Evangelho, mas os fiéis que participaram já haviam sido formados a respeito e rezavam por ela”.

“A dor que esta mulher sofria era incrível: sentia punhaladas no seu corpo, se contorcia, e depois, sem nenhuma razão, mostrava ódio ao seu esposo e ao seu filho”, continua o sacerdote dos frades menores renovados.

Entretanto, na Semana Santa de 2017, os sacerdotes que guiavam a capela consideraram que “teve um papel importante para a libertação o fato de que aproximadamente 50 pessoas” realizassem um jejum “generoso” para a libertação de Maria.

O exorcista conta que “foi um momento comunitário extraordinário, uma libertação ao vivo, na qual todas as pessoas contribuíram com o jejum e a oração, inclusive um homem diabético, que não deveria se privar da comida devido à sua doença e uma menina de sete anos que conhecia a história”.

Na Vigília Pascal, disse o sacerdote, Maria conseguiu participar junto com o seu esposo e o seu filho; e compartilhou que “sempre se sentiu acolhida, nunca foi excluída”.

Segundo o sacerdote é importante “estar muito atentos e ter uma atitude justa ante os sofrimentos das pessoas que sofrem de vexações, possessões. O que acontece muitas vezes é que elas parecem não existir no registro da Igreja, são consideradas descartáveis”.

Ao concluir, o exorcista comentou que “às vezes, algumas pessoas têm medo de contagiar-se, mas eu seria a primeira pessoa contagiada, porque há 18 anos estou em meio deles (dos possuídos). Estas pessoas já carregam uma cruz, imaginem se uma comunidade se afasta delas. É necessário ser sensíveis, misericordiosos. O Papa convidou a ama-los e ter uma predileção por eles”.

Desde 2015, o Pe. Palilla participa no curso de formação anual promovido pelo Vaticano para exorcistas.

Em Sicília, explica ‘Avvenire’, o ministério dos exorcistas é acompanhado e sustentado por grupos de fiéis que acolhem pessoas possuídas pelo demônio; que seguem um caminho especial de vida espiritual e frequentemente recebem os sacramentos.

Na paróquia de Santa Maria de los Ángeles em Palermo, disse o Pe. Palilla disse em fevereiro de 2016: “existe uma comunidade de 700 pessoas envolvidas na oração por todos aqueles que vivem esta situação difícil”.

Por outro lado, em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano em 2016, o exorcista advertiu que “a arma mais perigosa do demônio não é tanto a vexação, nem a possessão ou a infestação: a arma mais perigosa é a tentação do pecado. Com o pecado, o demônio realmente nos possui, entramos sob o seu poder”.

Diante desta situação, sublinhou, não são importantes apenas os exorcismos, mas “evangelizar, evangelizar e evangelizar”.