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Reconhecimento Diocesano da Comunidade Católica Fidelidade

Por | DESTAQUES, NOTÍCIAS

Compromisso missionário é renovado na missa de reconhecimento da Comunidade Católica Fidelidade.

Na manhã deste sábado, (04/02), foi celebrada na Catedral Nossa Senhora do Carmo, no Centro de Santo André, a Missa em Ação de Graças, presidida por Dom Pedro Carlos Cipollini em reconhecimento dos estatutos canônicos da Comunidade Católica Fidelidade, mantenedora da Casa da Missão São Bento, que tem sua sede na Rua Giuseppe Venturini, 180, no Battistini, em São Bernardo do Campo. Para conhecer a ação e o carisma desta comunidade que existe há dezesseis anos acesse: www.comunidadefidelidade.com

O bispo diocesano assinou o Decreto erigindo a Comunidade Católica Fidelidade no dia 5 de setembro de 2016, confirmando o Sr. Daniel Tadeu de Oliveira para agir na função de Superior. O estatuto da entidade foi entregue à Dom Pedro durante a celebração eucarística.

O Carisma de fundação é “Ser Santo para tornar o mundo mais Santo”, vivendo a Palavra: “Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito”.

Fonte: http://www.diocesesa.org.br/

Publicação de Dom Pedro ganha reconhecimento do Vaticano

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A Secretaria de Estado do Vaticano encaminhou ao bispo diocesano de Santo André, texto de agradecimento e de reconhecimento do valor evangelizador da publicação de sua autoria, intitulado “O Bom Samaritano: Paradigma da Misericórdia”. Abaixo a reprodução da correspondência datada de 6 de dezembro de 2016.

Confira no link: Carta da Secretaria de Estado do Vaticano ao Senhor Bispo

Doutrinar crianças com ideologia de gênero é uma maldade

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VATICANO, 03 Out. 16 / 12:30 pm (ACI).- Na coletiva de imprensa que ofereceu aos jornalistas a bordo do avião no qual regressou para Roma vindo da Geórgia e do Azerbaijão, o Papa Francisco disse que a doutrinação das crianças com a ideologia de gênero é uma maldade.

O Santo Padre respondeu a uma pergunta sobre as suas afirmações na Geórgia, no sábado, 1º de outubro, quando disse que “uma grande inimiga, uma ameaça contra o matrimônio é a teoria de gênero”.

A este respeito, o Papa recordou o que lhe disse um pai de família na França sobre algo que aconteceu quando comia com sua família e isso foi o que disse sobre ideologia de gênero:

“Antes de tudo, acompanhei na minha vida de sacerdote, de bispo e até de Papa pessoas com tendência e também com prática homossexual. Eu as acompanhei e aproximei do Senhor, alguns não podiam, mas acompanhei e nunca abandonei ninguém, que isto fique claro.

As pessoas devem ser acompanhadas como as acompanha Jesus. Quando uma pessoa tem essa condição e chega diante de Jesus, o Senhor não lhe dirá: Vai embora porque você é homossexual! Não! Eu me referi sobre a maldade que se faz hoje com a doutrinação da teoria de gênero.

Um pai francês me contou que falava na mesa com os filhos – católicos eles e a esposa, católicos não tão comprometidos, mas católicos – e perguntou ao menino de 10 anos: ‘O que quer ser quando crescer?’ ‘Uma menina’.

O pai notou que o livro da escola ensinava a teoria de gênero e isso vai contra as coisas naturais. Uma coisa é a pessoa ter essa tendência, essa opção, e também quem muda de sexo. Outra coisa é ensinar nas escolas esta linha para mudar a mentalidade. Isso eu chamo de colonizações ideológicas”.

Confira também:

Chá das Mulheres – A Grande Célula Feminina

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Paz de Jesus! Que bom que deseja participar de nossa Grande Célula Feminina – O Chá das Mulheres.
Sempre com temas para edificação das mulheres, psicologia e comportamento.
A entrada é gratuita mas se faz necessário o preenchimento desta ficha para controle.

O Evento acontecerá dia 20 de Novembro de 2016 as 14h30 no Salão da Comunidade Católica Fidelidade.
Encerrando com a Celebração (Missa ou Palavra) ás 18h00.

Importante preencher a ficha para sabermos a quantidade de mulheres participantes do evento.
Favor levar no dia uma partilha fraterna para o Café. Doce/Salgado e uma bebida (Suco / Chá / Café).

Divulgue e repasse o link da Ficha:  https://goo.gl/forms/U2kALWDJEmuUy0l53

Endereço: Rua Giuseppe Venturini, 180 – Batistini – SBC – SP – 09842-005. Veja no Mapa: https://goo.gl/maps/TLNNsVxEEv62

Só permitida a participação a partir de 15 Anos de idade.
As crianças não podem participar do evento mas teremos uma equipe para cuidar das que “realmente não tem” com quem deixar.

24 de Setembro – Nossa Senhora das Mercês

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Neste dia 24 de setembro é celebrada Nossa Senhora das Mercês, que significa “misericórdia”, advocação que remonta ao século XIII, quando a Virgem apareceu a São Pedro Nolasco e o encoraja a seguir libertando os cristãos escravos.

Naquela época, os mouros saqueavam regiões costeiras e levavam os cristãos como escravos para a África. Nessa horrível condição, muitos perdiam a fé por pensar que Deus os tinha abandonado.

Pedro Nolasco, vendo essa situação, vendeu até seu próprio patrimônio para libertar os cativos. Do mesmo modo, formou um grupo para organizar expedições e negociar resgates. Quando o dinheiro acabou, então, pediram esmolas. Entretanto, as ajudas também terminaram.

Foi então que Nolasco pediu a Deus para ajudá-lo. Em resposta, a Virgem apareceu a ele e pediu que fundasse uma congregação para resgatar os cativos.

Nolasco lhe perguntou: “Ó Virgem Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, quem poderia acreditar que tu me envias?”.

Maria respondeu dizendo: “Não duvides de nada, porque é vontade de Deus que se funde uma ordem desse tipo em minha honra; será uma ordem cujos irmãos e professos, a imitação de meu filho Jesus Cristo, estarão postos para ruína e redenção de muitos em Israel, isto é, entre os cristãos, e serão sinal de contradição para muitos”.

Diante desse desejo, foi fundada a ordem dos Mercedários no dia 10 de agosto de 1218 em Barcelona, Espanha. São Pedro Nolasco foi nomeado pelo Papa Gregório IX como Superior Geral.

Os integrantes, além dos votos de pobreza, castidade e obediência, faziam um quarto voto em que se comprometiam a dedicar sua vida a libertar os escravos e que ficariam no ligar de um cativo que estivesse em perigo de perder a fé, quando o dinheiro não era suficiente para conseguir a libertação.

Mais tarde, no ano 1696, o Papa Inocêncio XII fixou o dia 24 de setembro como a Festa da Virgem das Mercês em toda a Igreja.

Reconhecimento Diocesano da Comunidade Católica Fidelidade – Estatutos aprovados!

Por | DESTAQUES, PARTILHA DO FUNDADOR

O que é o Reconhecimento Diocesano da Comunidade Fidelidade

Levamos a conhecimento de toda a Diocese de Santo André, que no dia 5 de setembro, Dom Pedro Carlos Cipollini assinou o Decreto erigindo a Comunidade Católica Fidelidade, confirmando o Sr. Daniel Tadeu de Oliveira para agir na função de Superior. Para ler o inteiro teor do documentos, acesse o link abaixo.

Confira o Decreto de Reconhecimento: Decreto de reconhecimento da Comunidade Fidelidade

O que é uma associação?

Conforme o Código de Direito Canônico, os fiéis leigos têm o direito de se unir para, juntos, alcançarem algum bem espiritual em conformidade com o que pregou nosso Senhor Jesus e que nos ensina a Santa Igreja (CDC cânones 298, 299).

A Igreja utiliza o termo “associação”, para referir-se às organizações eclesiais de fiéis, com ou sem personalidade jurídica, constituídos para desenvolver juntos algum aspecto da vida cristã, em conformidade com o que Jesus nos ensinou (CDC cânones 215). A Igreja admite a utilidade das associações para o melhor desempenho de missões específicas por um carisma. (Apostolicam Actuositatem, 18-19).

Para ser legítima, o que uma associação precisa?

Tais associações precisam do reconhecimento da Igreja para que possam ser consideradas “católicas”. (cf. cân.299 §3). Conforme reza a norma do cân. 299 §3, uma associação privada pode pedir o reconhecimento (agnitio, em latim) por parte da autoridade eclesiástica competente (o bispo), que pode concedê-lo apenas depois do exame (recognitio) dos estatutos da associação pelo assessor jurídico da Diocese e seu discernimento.

Com o exame dos estatutos (recognitio) a autoridade declara a “eclesialidade da associação” e se assegura que não haja nada que contrarie a fé, a moral e a disciplina da Igreja (CDC. cânone 305 ) por meio de investigatio.

O bispo de uma diocese tem o direito e o dever de “discernir” a origem e fim de toda realidade numa diocese. (cf. Cân. 381; 383).

O que acontece durante um “reconhecimento diocesano”?

Através do ato chamado reconhecimento diocesano o Bispo aprova os estatutos (CDC cânone 304) e concede a “personalidade jurídica” de acordo com o (CDC cânone 322).

Em outras palavras: A regra de vida (estatuto) tem a bênção Divina e a Comunidade Católica Fidelidade, passa a exercer uma missão eclesial, católica. Desta forma, esta Associação tem os direitos e deveres previstos pela lei eclesiástica.

Quais as vantagens para a Diocese e para a Comunidade Católica Fidelidade com o Reconhecimento?

Para a Diocese de Santo André, significará que em qualquer local onde a Comunidade Católica Fidelidade exercer suas atividades, será um fruto do labor apostólico desta Igreja Particular.

Para a Comunidade Fidelidade, significará a confirmação da inspiração divina do Carisma (Ser Santo para tornar o mundo mais santo). Incentivo e amparo canônico para os missionários que optaram pela consagração de vida na comunidade. Mediante a comunhão com a Sé Apostólica e o Bispo Diocesano, traz legitimidade da ação evangelizadora da comunidade dentro e fora dos limites diocesanos. Assegura a estabilidade do Carisma enquanto mantiver fidelidade à inspiração da sua fundação.

Estamos em festa com esse grande momento. Para os membros da comunidade, trata-se da confirmação do carisma e a bênção da Igreja para o itinerário vocacional. Também para os amigos fiéis significa que estão apoiando uma obra que realiza – em nome da Igreja Católica – uma missão de grande importância; cujos frutos são reconhecidos na sociedade e em meio ao povo cristão.

Junte-se a nós neste tempo de alegria e festa. Agradecemos a Deus pelo dom do Carisma da Fidelidade! Agradecemos ao Senhor pela Vocação! Fazemos parte de uma família espiritual que recebe o aval da Igreja e se sente ainda mais impulsionada a continuar.

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Vídeos do 7º Encontro das Famílias! Confira!

Por | DESTAQUES

Confira os Vídeos do Encontro

1º Ensino –  O Amor na Família – Junior e Nalva

2º Ensino – Família de Oração – Beto e Lucia – ECC – TESTEMUNHO – Parte 1

2º Ensino – Família de Oração – Beto e Lucia – ECC – TESTEMUNHO – Parte 2

3º Ensino –  A Espiritualidade na Família – Padre Pedro Mariano

Momento de Adoração

Testemunhos

Encenação Célula Dom Bosco

Após coma, menino deixa a mãe aterrorizada ao dizer que conheceu a irmã abortada

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Vale a pena refletir sobre a incrível experiência deste menino de apenas 4 anos de idade

Os cristãos acreditam que existe vida após a morte, enquanto outras pessoas dizem que depois de morrermos não há mais nada. Mas esse menino teve uma experiência quase mortal e chocou todo o mundo com suas declarações…

Aos 4 anos, Colton Burpo, teve uma apendicite aguda e precisou passar por uma cirurgia de emergência. A operação era de considerada de risco muito elevado, e o menino ficou entre a vida e a morte. Quando acordou, ele revelou uma chocante verdade…

Colton teve uma experiência quase-morte, e foi para o paraíso, conhecendo vários familiares mortos.

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Inicialmente, ninguém acreditou no que ele dizia, mas quando ele começou a contar histórias dos parentes falecidos os pais ficaram impressionados! Ele sabia de coisas que pouca gente tinha conhecimento, como as brincadeiras que o pai tinha com o avô, ou da existência da irmã que nunca chegou a nascer, devido a complicações na gravidez.

“Eu mesmo duvidei de minha própria fé”, disse o pai do menino.

A criança falou também em Jesus, dizendo que Ele tinha “marcas no corpo”, e que o mandou de volta para a terra, devido às preces do seu pai.

O relato do menino é sem dúvida surpreendente. Assista e compartilhe se você acredita na vida eterna!

Esta experiência foi vivida por uma família cristã. Apesar de não serem católicos, vale a pena refletir sobre o que este garotinho viveu. E agradecer a Deus por se manifestar a quem o busca com fé e sinceridade.

Em palestra, bispo ensina que o mal se desconcerta quando encontra a bondade

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Grande parte dos quinhentos agentes da Pastoral Diocesana da Criança esteve na manhã do dia 6 de agosto no auditório da Curia Diocesana, no Centro de Santo André, para participar do Encontro de Líderes, onde Dom Pedro Cipollini proferiu a palestra “O Ano da Misericórdia e o Bom Samaritano”. Ele foi recepcionado pelo Padre Márcio, assessor espiritual e Elisabete Sorvillo Alves, coordenadora desta pastoral que em 2017 completa 30 anos em nossa diocese.

Nesta aula de reflexão sobre a misericórdia, o bispo diocesano disse que “Para sermos perfeitos como o Pai é preciso ser misericordioso”. E que: “Violência não se combate com violência. O mal se desconcerta quando encontra a bondade”. E mais: “Diferente do que propagava o filósofo Friedrich Nietzsche, que dizia que o homem se torna um fraco quando opta pela misericórdia, a verdade é que longe da misericórdia a humanidade só produz guerras”. Assim explica-se por que “Os misericordiosos é que ganharão o Reino do Céu, e que é preciso ser forte para perdoar”.

Em outra linha de raciocínio, Dom Pedro salientou que “Papa Francisco tem nos alertado que maior que a crise econômica é a crise antropológica. Está faltando valorizar o ser humano. O deus dinheiro é mais forte. É preciso ganhar 200%. Se comerem um ‘veneno’ posto na comida, e ficarem doente, o azar é deles”.

A parábola – tema da palestra – nos pergunta quem é o próximo. E Dom Pedro esclarece que “Engana-se quem pensa que o próximo é só quem é da família ou do rol de amigos. Na verdade o próximo é aquele que necessita de algo. O problema é que a gente se acostumou a se afastar do problema. E assim, não nos aproximamos”.

O bispo também nos ensina que primeiro é preciso aproximar do sofrimento. Depois, ter compaixão e por fim fazer algo possível. “O levita e o sacerdote não pararam para socorrer. O que nos leva a concluir que orar sem misericórdia é por água em lata furada”, sentenciou. Em seguida disse que “a estalagem representa a Igreja, onde encontramos um local para nossa recuperação. O bom samaritano ao entregar o vitimado para o dono da estalagem fez um ato missionário, e que levou o estaleiro a ser também misericordioso”.

Para Dom Pedro, Deus é quem se aproxima de nós. Não merecemos a misericórdia dele, mas a necessitamos. “O próximo é você que se aproxima de quem precisa. Já que quem precisa está enfraquecido, sem condições de se aproximar, até para pedir ajuda. É como vocês agentes da Pastoral da Criança que se aproximam da criança que necessita de algo. A gente nem imagina o que seria de tantos lugares sem o trabalho da Pastoral da Criança. A diocese agradece imensamente o trabalho de cada um dos agentes”.

Amoris Laetitia: as esperanças dos separados

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O Presidente da Associação italiana Famílias Cristãs Separadas comenta a exortação pós-sinodal sem retórica. Não poupa críticas e espera que às palavras se sigam finalmente os fatos

Tem-se passado uma semana da publicação da exortação pós-sinodal Amoris Laetitia. Após a longa espera, que durou mais de cinco meses após o fim do último Sínodo, e depois do calor da novidade também, chegou a hora de assimilar o documento redigido pelo Papa Francisco para compreender como concretizar  aquele apelo à acolhida, que é o fio condutor.

Uma passagem da teoria à prática que o eng. Ernesto Emanuel espera desde 1981, data de publicação de uma outra exortação apostólica inerente aos temas da família, a Familiaris Consortio de São João Paulo II. Emanuel é amavelmente considerado “o pai dos separados”. Com 81 anos, três filhos e uma esposa da qual se separou há 40 anos, em 1990 fundou a Associação das Famílias cristãs separadas, que ele preside.

“O chamado a uma ‘urgente atenção’ com relação a nós, separados – comenta a ZENIT Emanuel – já estava presente na Familiaris Consortio, porém as coisas não saíram exatamente como desejava o Papa Wojtyla…”.

E nem sequer como indicam vários documentos e intervenções eclesiais depois de 1981. “Especialmente por parte dos Papas – explica – foram oferecidas muitas reflexões excelentes sobre este tema: palavras de incentivo e cheias de autêntico desejo de inclusão que, contudo, não baixaram às ações concretas”.

Emanuele disse que em 25 anos de experiência na escuta e apoio das pessoas que trazem nas cosas um matrimônio fracassado, confrontou-se com milhares de casos. “Muito diferentes uns dos outros – disse – mas muitas vezes unidos pelo denominador comum da exclusão por parte dos sacerdotes”.

Uma exclusão que “não corresponde tanto aos aspectos teológicos ou doutrinários, mas aos aspectos mais humanos”. Para dizer com o Papa Francisco, Emanuele observa que “não sentimos muito o cheiro das ovelhas nos pastores da Igreja”. Desde a lei do divórcio de 1970 até hoje, segundo o engenheiro de Milão, na Itália, as autoridades eclesiásticas assistiram muito passivamente o rompimento de mais de 2 milhões de casais que se separaram.

“Até negando o problema”, denuncia Emanuele com base em suas experiências pessoais com “vários bispos”. Trata-se de ocasiões perdidas, porque “não há nenhuma pessoa mais permeável ao Evangelho do que aquelas que passaram pela tragédia da separação”. De não-crentes que se aproximaram de Deus graças à Associação Famílias cristãs separadas, Emanuele conheceu muitos.

“Muito pouco é necessário para dar esperança a essas pessoas – diz -, apenas ouvi-las, encontra-las, dar-lhes uma palavra de consolo”. Desses pequenos gestos pode nascer depois um acompanhamento para uma jornada de fé. “Nós, em 25 anos, não escrevemos nenhum livro – continua -, em contrapartida, ajudamos milhares de pessoas, através da oração, ajudando-as a retomar uma relação com Deus, o único que pode dar respostas em certos momentos de crises”.

E se, por um lado, até agora está faltando esta atitude de acolhida por parte de muitos sacerdotes, por outro, Emanuele registrou uma excessiva “manga larga”. Explica que “na diocese de Milão – onde mora – pelo menos um sacerdote de dois dá a comunhão com facilidade aos separados que começaram uma nova união”.

Este tema, da comunhão para divorciados novamente casados, atraiu a atenção da mídia nos dois Sínodos recentes. Porém, Emanuele quer lidar “sem a superficialidade” que encontrou em “muitos meios de comunicação e também em muitos homens de Igreja”.

Lembra que “no Código de Direito Canônico está expressamente previsto que quando uma pessoa se separa deveria ir ao próprio bispo para receber conselhos”. Indicação que permanece, porém, letra morta. “Muitos recebem a autorização do próprio pároco para comungar sem problemas e fazem isso”, afirma Emanuel.

Em vez de dar concessões fáceis que fluem como água morna na vivência das pessoas, o desejo de Emanuele é que com Amoris Laetitia se comece a tomar uma estrada marcada por uma calorosa mensagem de “escuta, acolhimento e acompanhamento”. O engenheiro, no entanto, tem a preocupação de perguntar-se “como se fará para criar uma nova sensibilidade entre os sacerdotes” e quantos anos serão necessários para se tornar efetiva aquela “formação adequada para tratar os complexos problemas atuais das famílias”, dos quais o papa fala.

Perguntas às quais se acrescenta uma outra. Quantos são aqueles que tendo fé no Magistério decidem viver “como irmão e irmã”? “Pouquíssimos”, segundo Emmanuel. E assim compartilha a passagem de Amoris Laetitia na qual o Papa se faz intérprete da impressão de muitos casais separados, segundo o qual, se entre eles “faltam algumas expressões de intimidade”, ‘não é raro que a fidelidade seja colocada em perigo e possa ser comprometido o bem dos filhos”.

No entanto Emanuel quer que a Igreja, além de se concentrar em situações familiares já comprometidas, procure ajudar os casais a não se deixarem. Neste sentido se coloca cético com relação à reforma de Francisco para simplificar os procedimentos de nulidade matrimonial.

Considera o recurso à Rota Romana “uma coisa para os ricos”, que abrange poucos casais. “Diante dos filhos é possível falar de nulidade?”, se pergunta Emanuel. A pergunta é retórica, porque “conheceu tantos filhos que pediam a separação dos pais briguentos, mas que depois ficavam horrorizados com a hipótese de declarar nulo o matrimônio”.

Então, a sua opinião é que quando se fala de separação, se olhe pouco para os filhos, que – comenta amargamente Emanuel – “levam feridas da separação dos pais por toda vida”. Talvez seria necessário começar do ter misericórdia para com eles, para dar concretude à Amoris Laetitia.

Francisco é o Papa do fim dos tempos?

Por | DESTAQUES

Francisco é o Papa do fim dos tempos? Autoridade vaticana responde

VATICANO, 27 Jun. 16 / 07:00 am (ACI).- Dom Georg Gänswein, Prefeito da Casa Pontifícia e secretário pessoal do Papa Emérito Bento XVI, respondeu à pergunta sobre se o Papa Francisco seria o “Pontífice do fim dos tempos”, como afirmam algumas “profecias” a respeito.

Em entrevista com o correspondente do EWTN em Roma e Alemanha, Paul Badde, o Arcebispo se referiu à chamada “profecia dos Papas” também conhecida como a “profecia de São Malaquias”, segundo a qual o Papa Francisco poderia ser considerado como “o Papa do Fim dos tempos”.

“De fato, quando se observa a profecia, e tendo em conta que sempre teve uma sólida referência dos Papas mencionados, me dá calafrios”, assegurou o Arcebispo.

Do mesmo modo, acrescentou que como “as profecias não são parte da revelação, não todas devem ser aceitas. Mas falando da experiência histórica, alguém deve dizer: ‘sim, é uma chamada de atenção’”, disse o Prelado.

A “profecia dos Papas”

São Bernardo (1090-1153) escreveu a biografia de São Malaquias de Armagh –quem morreu em seus braços caminho a Roma– e sempre afirmou que possuía o dom de profecia.

Depois da morte de São Bernardo, um autor desconhecido recolheu as profecias de São Malaquias –que alguns as atribuem a São Felipe Neri–; mas estas se extraviaram por mais de 400 anos, até que finalmente foram publicadas no livro “Lignum Vitae”, editado em Viena pelo monge Arnoldo Wion em 1595.

Esta publicação contém 112 lemas sobre os Papas, desde Celestino II (eleito em 1130) até Pedro II, cujo pontificado coincidiria com o “Fim dos tempos”. Bento XVI seria o Papa 111 da lista sob o nome de “Glória Olivae” (A glória do olivar).

Sobre a profecia “do último Papa” o texto diz: “na perseguição final da Santa Igreja Romana reinará Petrus Romanus (Pedro o Romano), quem alimentará a sua grei em meio de muitas tribulações. Depois disso a cidade das sete colinas (referindo-se a Roma) será destruída e o temido juiz julgará o seu povo. O Fim”.

É importante ter em conta que estas profecias não são parte do magistério da Igreja, como explica Dom Georg Gänswein.

Esta profecia também é confundida quando se menciona a figura de um suposto “Papa Negro” com quem virá o fim dos tempos. Em nenhuma parte da profecia de São Malaquias se menciona o “Papa Negro”, por isso tal nome corresponderia a uma má interpretação da mesma.

A figura do “Papa Negro” é um boato popular que se fez conhecido depois da eleição do Jorge Mario Bergoglio como novo Supremo Pontífice, segundo o qual as batinas negras que costumavam usar os jesuítas seriam o “sinal” de que Francisco seria o último Papa.