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PARTILHA DO FUNDADOR

5 coisas que você deveria fazer entre o Natal e o Ano Novo

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Para começar, não desmonte a árvore! Esta é uma semana para manter o espírito vivo…

O que está em sua agenda entre o Natal e o Ano Novo? Aqui estão 5 coisas que você deve considerar fazer parte de sua semana…

Desenvolva uma tradição do dia seguinte

O dia após o Natal pede um pouco de tempo de inatividade, mas também pode ser um pouco mais especial do que isso. Em países como Inglaterra, Canadá, Austrália e Gana, o dia após o Natal é um feriado chamado Boxing Day. Há uma série de histórias que explicam a tradição – uma que os membros mais ricos da sociedade inglesa davam “Christmas boxes” (caixas de Natal) contendo presentes e dinheiro para empregados e comerciantes como recompensa por seu serviço. Outra história vem da prática pós-natal das igrejas que cobram dinheiro em “boxes” (caixas) para dar aos pobres. Seja como for, o Boxing Day pode ser um dia de comemoração – visitar parentes ou vizinhos, fazer um almoço especial, uma noite de filmes ou jogos – o que você quiser. Faça o dia após o Natal seu próprio dia festivo.

Faça algumas intenções de Ano Novo

Esta é a semana para fazer suas intenções para o novo ano. Se você não gosta de planejar suas intenções porque elas não funcionaram no passado, tente algo novo este ano… tente escolher apenas uma coisa que você deseja realizar ou trabalhar em 2018, ou escolher um tema, citação, ou passagem da Escritura para orientar seus objetivos. Este recente artigo da Aleteia sugere a você a abordar as intenções usando o “princípio da bola de neve”. Faça o que fizer, deixe um novo ano ser uma oportunidade para um novo começo.

Escreva cartões de agradecimento

Esta semana geralmente é um pouco mais lenta do que a maioria, então é um ótimo momento para se sentar e escrever alguns cartões de agradecimento para aqueles adoráveis ??presentes que você recebeu – e para ajudar seus filhos a fazer o mesmo. Não nada melhor que um agradecimento escrito à mão que reconheça um presente e que deseja que o destinatário tenha um feliz ano novo!

Planeje algo especial para o Dia de Ano Novo

A maioria das pessoas planeja algo para a véspera de Ano Novo, e considera o Dia de Ano Novo como um momento de recuperação. Mas o Dia de Ano Novo merece seu próprio lugar. No calendário cristão é um dia especial para celebrar a Santíssima Virgem Maria. Então, é um dia perfeito para comidas especiais, uma visita ou um telefonema para a mãe, ou apenas ficar em casa relaxando e aproveitando a companhia de entes queridos.

Continue comemorando!

Esta não é a semana para desmontar a árvore, remover as decorações e voltar a viver como de costume. Não, o Natal dura mais de um dia! Dependendo do calendário que você segue, o Natal vai pelo menos até a Epifania, que é sexta-feira, 6 de janeiro deste ano. Além disso, você já ouviu falar dos 12 dias de Natal, certo? Mesmo que você tenha que ir de volta ao trabalho depois do Natal, e o resto do mundo está rapidamente voltando ao negócio como de costume, guarde o espírito do Natal, planejando refeições e guloseimas especiais, tocando música de Natal no carro e guardando alguns presentes para abrir durante a semana de Natal. Continue comemorando!

A verdadeira história do Papai Noel! Homilia Pe. Paulo Ricardo

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Conheça a verdadeira biografia de Nicolau de Mira, o santo católico que deu origem à figura lendária do “Papai Noel”.

São Nicolau, cuja memória a Igreja celebra neste dia 6 de dezembro, tornou-se conhecido por seu costume, segundo uma antiga tradição, de entregar presentes secretos aos pobres e necessitados, o que lhe valeu ser a figura hoje tão conhecida do “Papai Noel”, bastante comum nos festejos de Natal.

Em nossos dias, porém, o mítico sobreviveu ao místico: a lenda explorada com fins comerciais acabou ofuscando a verdadeira biografia deste grande homem. Qual é, então, a sua verdadeira história?

Nicolau nasceu na antiga cidade de Pátara, território da atual Turquia, por volta do ano 270, sendo educado por uma família de pais nobres e muito virtuosos. Seu desejo de dedicar-se a Deus brotou na mais tenra idade, fazendo-o viver inteiramente devotado à Palavra de Deus, de tal maneira que, tendo herdado, com a morte dos pais, grande fortuna, fez-se apenas um administrador daqueles bens que se tornaram dos pobres.

Ao mudar-se para a cidade de Mira, onde quis viver mais secretamente, Nicolau, já muito virtuoso e de uma piedade divina, foi aclamado bispo, e logo ficou famoso tanto pelos inúmeros milagres que por ele Deus realizava quanto por sua grande caridade, da qual procediam as esmolas e os presentes “secretos” aos necessitados.

Ninguém confunda sua caridade, porém, com leniência ou complacência.

Nesse sentido, um episódio marcante de sua vida ficou registrado nas atas do Concílio de Niceia, a primeira grande reunião de bispos da Igreja Católica, ocorrida em 325. Na ocasião, os cristãos deparavam com uma grande e perigosa heresia: o arianismo, que negava a divindade de Jesus. O historiador católico Daniel-Rops relata que, quando os bispos ali reunidos ouviram “alguns fragmentos” dos escritos de Ário, “os erros mostraram-se tão patentes que uma onda de indignação sacudiu todos aqueles homens fervorosos” [1].

Um deles foi justamente o “bom velhinho”, São Nicolau: já cansado da insolência de Ário, conta-se que o corajoso bispo confrontou fisicamente o heresiarca, esbofeteando-lhe a boca.

Os prelados ao redor se assustaram e, mesmo discordando de Ário, viram-se obrigados a punir o “zelo excessivo” de Nicolau, trancafiando o bispo na prisão e confiscando o seu pálio e a cópia que ele possuía dos Evangelhos. A resposta do Céu à ira de São Nicolau, no entanto, parece ter sido bem outra. Alguns dias depois do ocorrido, os próprios Jesus e Maria visitaram o bispo em sua cela. “Por que estás aqui?”, teria perguntado Nosso Senhor a Nicolau, ao que ele respondeu: “Porque vos amo, meu Deus e Senhor” [2]. Imediatamente, foram-lhe devolvidos os símbolos de sua dignidade episcopal.

“São Nicolau de Bari”, óleo sobre tela, de Giovanni Gasparro.

É por isso que, em muitos ícones do santo, é possível vê-lo ladeado de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, respectivamente com um livro e um pálio nas mãos. Destituído do ofício episcopal por seus irmãos, o bispo de Mira terminou o grande Concílio de Niceia readmitido diretamente pelo próprio Deus.

Hoje, São Nicolau é muito venerado tanto no Oriente, onde nasceu e exerceu seu ministério episcopal, quanto no Ocidente. Foi da cidade italiana de Bari, afinal, onde se encontram suas relíquias, que a devoção ao “bom velhinho” se espalhou por todo o continente europeu.

Santo Tomás de Aquino, por exemplo, foi um grande devoto de São Nicolau. Foi em um 6 de dezembro, a propósito, que o Doutor Angélico, celebrando Missa numa capela dedicada a São Nicolau, recebeu de Deus uma visão que o fez dizer, poucos meses antes de entregar sua alma a Deus: “Tudo que escrevi até hoje parece-me unicamente palha, em comparação com aquilo que vi e me foi revelado”. Sem sombra de dúvida, um presente extraordinário recebido pelas mãos de São Nicolau.

Neste tempo de Advento, preparando a vinda do Senhor, peçamos a São Nicolau que obtenha também a nós este dom de Deus: o desapego deste mundo de palha e a posse inamissível do Cristo.

São Nicolau de Mira e de Bari,
rogai por nós!

Fonte: https://padrepauloricardo.org

50 coisas para perguntar aos seus filhos em vez de “como foi seu dia?”

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Excelentes dicas para os pais

Agora que temos um bebê novo em nossa casa, o tempo com minhas meninas mais velhas (8 e 6 anos) está ainda mais difícil de encontrar. Por isso pedi a vários escritores da revista para compartilharem algumas das suas conversas com seus filhos. Elas são especialmente boas depois de um longo dia na escola, quando os seus filhos não querem conversar…

1 – O que fez você sorrir hoje?
2 – Você pode me dar um exemplo de bondade que você viu hoje?
3 – Houve algum exemplo de maldade? Como você respondeu?
4 – Todos têm amigos no recreio?
5 – Qual foi o livro que o seu professor usou hoje?
6 – Qual é a palavra da semana?
7 – Alguém fez algo bobo para fazer você rir?
8 – Alguém chorou?
9 – O que você fez de criativo?
10 – Qual é o jogo mais popular no recreio?
11 – Qual foi a melhor coisa que aconteceu hoje?
12 – Você ajudou alguém hoje?
13 – Você disse “obrigado” a alguém?
14 – Com quem você se sentou no almoço?
15 – O que fez você rir?
16 – Você aprendeu algo que não entendeu direito?
17 – Quem te inspirou hoje?
18 – Quais foram os pontos altos e baixos do seu dia?
19 – Qual foi a sua parte menos favorita do dia?
20 – Alguém saiu da sua turma hoje?
21 – Você se sentiu inseguro?
22 – O que você ouviu de surpreendente?
23 – O que fez você pensar hoje?
24 – Com quem você brincou hoje?
25 – Me conte algo que você sabe hoje, mas que não sabia ontem.
26 – O que desafiou você?
27 – Alguém ajudou você nas atividades hoje? E quem você ajudou?
28 – Você gostou do seu almoço?
29 – Que nota você dá para o dia de hoje, de 1 a 10?
30 – Alguém teve problemas hoje?
31 – Você ficou bravo hoje? Por quê?
32 – Quais foram as perguntas que você fez na escola hoje?
33 – Conte-nos as duas principais coisas do dia de hoje (antes de sair da mesa de jantar).
34 – Você está ansioso para amanhã?
35 – O que você está lendo?
36 – Qual foi a regra mais difícil de obedecer hoje?
37 – Me ensine algo que eu não saiba.
38 – Se você pudesse mudar uma coisa no seu dia, qual seria?
39 – (Para crianças mais velhas): Você se sente preparado para o seu teste de [história, geografia, matemática…]?
40 – Com quem você compartilhou os seus lanches?
41 – O que fez o seu professor sorrir? E franzir a testa?
42 – Com que tipo de pessoa você acha que esteve hoje?
43 – O que fez você se sentir feliz?
44 – O que fez você se sentir orgulhoso?
45 – O que fez você se sentir amado?
46 – Você aprendeu novas palavras hoje?
47 – O que você espera fazer quando acabarem as aulas deste ano?
48 – Se você pudesse trocar de cadeira com qualquer pessoa da sala, com quem seria? E por quê?
49 – Qual é a sua parte menos favorita da escola? E a favorita?
50 – Se você trocasse de lugar com o seu professor amanhã, o que você ensinaria na aula?

(Adaptado da revista Pazes)

Todo santo é homem antes de ser santo! – Texto de Chesterton

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Um interessante texto de Chesterton

“São Francisco era um homenzinho fisicamente frágil e ativo, magro como um barbante e vibrante como a corda de um arco, e, em seus movimentos, parecia uma flecha saindo do arco. Toda sua vida foi uma série de saltos e carreiras: disparar atrás de um mendigo; ir depressa, despido, para a floresta; entrar escondido no navio desconhecido; aparecer de repente na tenda do sultão e oferecer-se para se jogar no fogo. Em termos de aparência, ele deve ter sido como uma folha outonal esquelética e fina, amarronzada, dançando eternamente no vento, mas a verdade é que ele era o próprio vento.

São Tomás era um homem imenso e bem sólido, gordo, lento e de gestos controlados; muito amável e magnânimo, mas não muito sociável; tímido, mesmo se ignorarmos a humildade do santo; e distraído, mesmo sem levar em conta suas casuais, e cuidadosamente escondidas, experiências de êxtase ou de transe. São Francisco era tão agitado e até irrequieto que os eclesiásticos diante dos quais ele de repente aparecia julgavam-no louco. São Tomás controlava tanto suas emoções que os professores das escolas que ele frequentou regularmente o julgaram tolo. Na verdade, ele era o tipo de aluno, não incomum, que preferia ser um tolo a ter seus sonhos pessoais invadidos por tolos mais ativos ou animados.

Esse contraste externo alcança quase todos os aspectos dessas duas personalidades.

O paradoxal em São Francisco era que, não obstante sua paixão por poemas, desconfiava bastante dos livros. O que havia de notável a respeito de São Tomás era sua adoração pelos livros, sua vida dedicada aos livros. Ele levou exatamente a vida do estudioso de Os Contos da Cantuária, de Geoffrey Chaucer, que preferia ter mil livros de Aristóteles, e sua filosofia, do que qualquer riqueza que o mundo pudesse lhe dar. Quando lhe perguntaram o que mais tinha a agradecer a Deus, ele respondeu simplesmente: ‘Entendi todas as páginas que li’.

São Francisco era bem vívido em seus poemas e bem descuidado em seus documentos; São Tomás dedicou toda a vida a documentar sistemas completos de literaturas, pagã e cristã, e de vez em quando, nas horas vagas, escrevia um hino.

Eles viam um mesmo problema a partir de ângulos diferentes, um sob a ótica da simplicidade; o outro, da sutileza. São Francisco julgava que era suficiente dizer o que sentia aos maometanos para convencê-los a não adorar Maomé. São Tomás ficava examinando todo tipo de distinção e de dedução, por menor que fosse, sobre o absoluto ou o acidente, só para evitar que os maometanos entendessem Aristóteles de maneira errada.

São Francisco era o filho de um comerciante, ou mercador de classe média, e embora toda sua vida fosse uma revolta contra a atividade mercantil do pai, mesmo assim conservou algo da agilidade e da adaptabilidade social que faz o mercador zumbir como uma colmeia. Na frase comum, embora adorasse os campos verdes, nunca deixou a grama crescer debaixo de seus pés. Era o que os milionários e gângsteres americanos chama de ‘fio vivo’ (pessoa que nunca para). As pessoas modernas de mente mecânica, mesmo quando tentam imaginar uma coisa viva, em geral só conseguem pensar numa metáfora mecânica a partir de uma coisa morta. Há minhocas vivas, mas não há fios vivos. São Francisco teria concordado enfaticamente que era minhoca, mas uma minhoca muito viva. O maior de todos os inimigos do ideal do ‘ir-conseguir’ (do empreendedor aquisitivo), São Francisco por certo deixou de lado o ‘conseguir’, mas nunca parou de ‘ir’.

São Tomás, por outro lado, veio de um mundo em que poderia ter se dedicado ao lazer, e continuou a ser um desses homens para os quais o trabalho tem algo da placidez do lazer. Trabalhava com muita dedicação, mas provavelmente ninguém diria que era uma pessoa apressada. Trazia em si algo indefinível que distingue as pessoas que trabalham sem precisar trabalhar, pois era por nascimento um cavalheiro de uma casa importante, e essa facilidade poder permanecer como um hábito depois de ter deixado de ser impulso. Mas, nele, isso só se manifestou em seus elementos mais agradáveis; por exemplo, era possível que houvesse algo disso em sua cortesia e paciência.

Todo santo é homem antes de ser santo, e um santo pode ser feito a partir de todo tipo de homem”.

(Do livro “São Tomás de Aquino – O Boi Mudo” de G. K. Chesterton)

DESÂNIMO, EIS A MELHOR FERRAMENTA DO DEMÔNIO, ACIMA DE QUALQUER PREÇO

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Dom Thomas Paprocki, Bispo de Springfield (Illinois, EUA) determinou seja recitada em sua diocese, ao final de cada Santa Missa, a Oração a São Miguel Arcanjo, composta pelo Papa Leão XIII.
Para isso, informa o jornal diocesano Catholic Times, foram distribuídos às paróquias cartões impressos, contendo num lado a oração e no outro uma carta de Dom Paprocki.

“Um dos maiores trunfos de Satanás em seu trabalho de camuflagem, é a crença de que não existe”, afirmou o Bispo norte-americano. Quando não acreditamos “nas forças do mal, ficamos incapazes de resistir-lhes. Por isso, é bom lembrar a Oração a São Miguel Arcanjo”, acrescentou.

Por determinação de Leão XIII, essa oração era rezada no final de cada Missa até o ano de 1965. (…).

O demônio existe.

Na opinião de alguns teólogos, religiosos, sacerdotes, assim como de representantes de religiões e seitas diversas, o demônio não passaria de uma reminiscência do passado, da época das superstições, tratando-se apenas de um produto da imaginação.

Foi certamente por isso que uma Carta Pastoral (de 40 páginas) do Arcebispo de Gênova, Dionigi Tettamanzi, publicada em 2002, provocou grande alvoroço. Constituía um elenco de “Dez mandamentos” explicando como resistir à ação do maligno, nos dias atuais. Abaixo, os pontos.

Primeiro: “Não te esqueças de que o diabo existe”, porque sua “primeira impostura” é “fazer-nos crer que não existe”.

Segundo: “Não te esqueças de que o diabo é um tentador… Não penses que és imune ou invulnerável”.

Terceiro: “Não te esqueças de que o diabo é muito inteligente e astuto. Continua a ser o mesmo insidioso que sempre foi, porque é sempre capaz de fascinar, como fez com o primeiro homem”.

Quarto: “Vigia os olhos e o coração. E sê forte: em espírito e virtude”.

Quinto: “Crê firmemente na vitória de Cristo sobre o tentador”, porque isso “te fará seguro e imperturbável mesmo diante do mais violento ataque que o maligno possa desferir contra ti”.

Sexto: “Lembra-te de que Cristo te faz partícipe de Sua vitória”.

Sétimo: “Continua a escutar a Palavra de Deus”.

Oitavo: “Sê humilde e ama a humilhação”.

Nono: “Reza sempre, sem te cansares”, a fim de vencer a tentação.

Décimo: “Adora ao Senhor, teu Deus, e somente a Ele rende adoração”.

Com autoridade máxima, São Paulo Apóstolo dirigiu-se “aos incrédulos, a quem o ‘deus deste mundo’ obscureceu a inteligência” (2 Cor 4,4).

O apóstolo São Pedro, por sua vez, assim escreveu: “Sede sóbrios e vigiai, porque o demônio, vosso adversário, anda como um leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe, fortes na fé”. (Primeira Epístola de São Pedro, 5,8).

Não causa admiração igualmente que o apóstolo São João apóstolo haja recordado aos cristãos: “O mundo inteiro está em poder do maligno”. (1 Jo 5,19).

Podemos ignorar os ensinamentos dos Santos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo?

“Jesus Cristo Se manifestou para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3,8).

A ferramenta por excelência do demônio

Foi anunciado que o diabo deixaria seus trabalhos e ofereceria suas ferramentas para qualquer um que pagasse bom preço.

No dia da venda, as ferramentas foram expostas de forma atraente: malícia, ódio, maus desejos, inveja, ciúme, sensualidade, fraude…

Todos os instrumentos do mal estavam lá, cada qual com o seu preço. Separada do resto, encontrava-se uma ferramenta de aparência inofensiva que, apesar de usada, tinha o preço bem superior ao de todas as outras.

Alguém perguntou ao diabo o que era aquilo.

É O DESÂNIMO, respondeu ele.

Que estranho! Mas, por que tão cara?

“Porque”, respondeu o diabo, “essa me é mais útil do que todas as outras ferramentas; com esta, eu sei entrar em qualquer ser humano, e, uma vez no interior de cada um, posso conduzi-lo da maneira que melhor me convém”.

Prossegue o demônio: “essa ferramenta está sendo usada por mim em quase todo o mundo, e pouquíssimas pessoas sabem que é a mim que pertence”.

É supérfluo acrescentar que o preço fixado pelo diabo para o desânimo era tão alto, que a ferramenta nunca foi vendida.

O demônio continua sendo o dono da ferramenta, e sabe muito bem como tirar proveito…

Fiquemos longe, bem longe do diabo e de sua ferramenta predileta. Sigamos o conselho do apóstolo São Tiago: “sujeitai-vos, pois a Deus; resisti ao diabo e ele fugirá de vos; achegai-vos a Deus e Ele chegará até junto a vós” (Tg 4,7.8).

Assim Deus nos incita ao ânimo: “Não temas, porque estou contigo, não caias em pânico, pois sou Eu teu Deus; sou Quem te fortalece e auxilia”. (Is 41,10).

Contra todos os embustes do inimigo, a receita para a vitória é esta: estudo da Palavra de Deus, oração, jejum e a frequência ao Santíssimo Sacramento.

Pe. Inácio José do Vale
[cf. EMANUEL R7, agosto de 2011]

É proibido resmungar! A regra beneditina.

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Como isso é fato em nossas vidas cotidianas, seja na comunidade ou no trabalho. Pessoas que só resmungam, reclamam, criticam e não trazem soluções. Abaixo a partilha do filósofo Mário Sergio Cortella que fala sobre o assunto, confira:

“A regra beneditina” que eu mais gosto é a regra 34: É PROIBIDO RESMUNGAR! Não é proibido discordar, reclamar, debater. Resmungar é aquele que ao invés de acender a vela fica amaldiçoando a escuridão. É uma questão de decisão, de atitude. Decidir acender a vela, procurar a vela e acendê-la. Por isso, vamos falar como São Bento: é proibido resmungar. Vai e faça, levante e faça.

A Cobiça nos relacionamentos fraternos

Por | PARTILHA DO FUNDADOR, VIDA COMUNITARIA

Um consagrado não pode ser inconsciente, tudo deve estar na luz.

Conhecer e assumir o que vivemos com nossos irmãos de sangue é fundamental: vamos defrontar-nos, com a comparação no afeto, com o reconhecimento dado mais a um do que a outro, com o problema das transferências… O lugar que ocupamos no meio dos irmãos é de evidente importância.

É impossível evitar a vivência de movimentos perturbadores, recorrentes, dolorosos. Eles são normais, inevitáveis; trata-se, porém de ultrapassá-los e de aprender a viver um relacionamento bem ordenado, de forma adequada. As feridas vividas no relacionamento entre irmãos permanecem com frequência muito distante, muito longínqua, intimamente escondida, e esse fato torna-se fonte de infecção das mesmas feridas.

A Bíblia está cheia de histórias de irmãos rivais, em que um quer apoderar-se do que pertence ao outro ou ser beneficiário de tudo que é dado ao outro. Caim, cuja oferta não é aceita por Deus como é a de Abel, mata seu irmão(Gn 4,3-8). Jacó, o irmão caçula, logra e engana seu pai Isaac, para apoderar-se da benção reservada a seu irmão Esaú (Gn 27,1-29). Os irmãos de José vêem que seu pai Jacó amava-o mais do que a todos os seus outros filhos e odiaram-no… Terminaram por lançá-lo numa cisterna no deserto. (Gn 37,12-25).

Entramos na consagração de vida com tudo que temos e somos, de fato, na vida secular os relacionamentos são mais autônomos e dispersos, já na vivência fraterna as relações são intensas, assim, mais facilmente sobem as tensões.

Na maioria das vezes ninguém imagina as trevas que carrega dentro de suas profundezas inconscientes em relação aos irmãos. Por isso “sobe”  o ciúme que, até então estava escondido, a competição, a inveja, as murmurações contra o outro e toda espécie de desequilíbrios.

Os discípulos de Jesus não estão isentos da competição: “Sobre o que discutíeis no caminho?” “Ficaram em silêncio porque no caminho vinham discutindo sobre qual era o maior”(Mc 9, 33-34)

A inveja, a competição, o ciúme dos fariseus e dos doutores da lei em relação a Jesus acarretam a sua morte, sendo ele um inocente. Mas Jesus atravessou a morte de tal maneira que matou o ódio (Ef 2,14-16), reintroduzindo definitivamente o amor no mundo.

O primeiro passo para a cura é dar-se conta, acolher a verdade da própria fraqueza e entregar-se nos braços de Deus, só Ele pode curar pela força de sua graça e através dos Sacramentos da Igreja; usufrua dos Sacramentos: confesse, comungue, clame a renovação do Batismo e receberás nas profundezas de sua alma a força para vencer o ciúme, a inveja e todo tipo de vício diabólico que ali possa ter se refugiado. Além disso faça memória dos acontecimentos da infância, adolescência e juventude que envolveram seus irmãos, reconcilie-se com sua história e a cura será verdadeiramente consistente.

Texto base: PACOT, Simone. “A Evangelização das Profundezas”, Editora Santuário.

O que fazer para a conversão do meu marido?

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

“O que mais toca o coração de Deus é a nossa perseverança, porque ela é a prova da verdadeira fé que nunca esmorece”

Muitas mulheres estão sofrendo neste momento porque elas amam a Deus, querem viver de acordo com suas leis, mas os seus maridos estão longe de tudo isso. É uma multidão de mulheres nesta situação. Tudo porque o coração da mulher é mais sensível e delicado do que o do homem, é muito mais voltado para Deus, muito mais apto a acolher o seu amor e a ele se entregar.

É raro ver uma mulher sem fé, e ao mesmo tempo é algo muito triste porque é uma violência à sua natureza feminina e materna.

Muitas mulheres de Deus vivem um grande drama: “o meu marido não se converte!” Já ouvi muitas vezes esta lamentação: “Já fiz de tudo; mas ele não vem para Deus, não vai para a igreja comigo, não se confessa, não vai ao grupo de oração e ainda quer me proibir de ir; impede-me de ver a TV Canção Nova e de trabalhar na igreja”.

Sei que o contrário também ocorre; há homens engajados na igreja, mas cujas esposas não os acompanham; mas isto acontece bem menos.

O que fazer?

Antes de tudo é preciso calma e paciência; não se desesperar e não desanimar; isto seria o pior; é tudo que o demônio gostaria que você fizesse; assim ele veria com alegria você abandonar a cruz à beira da estrada.

Saiba que esta cruz é parte do seu casamento; faz parte da missão que Deus lhe deu, de fazer este homem crescer na fé e se salvar. Deus o deu no dia do matrimônio para que você o construísse a cada dia, com sua paciência, oração, fé, lágrimas, sacrifícios e tudo o mais.

A “Ordem do casamento” – como disse Jacques de Vitry na Idade Média – “é uma Ordem cujos estatutos datam do início da humanidade”. Roberto de Sorbon, o auxiliar de São Luiz IX que fundou a célebre Sorbonne, chamava o casamento de “a Ordem sagrada” (“sacer ordo”).

Quando Deus confia um homem a uma mulher, e vice- versa, espera que este o devolva melhor um dia. Então, coragem. Assuma a sua cruz! Não a arraste de má vontade; você não teria méritos diante de Deus. Não a rejeite e nem a lance fora do caminho; ela te santificará e dará sentido profundo ao seu casamento. Ame esta cruz, para poder encontrar nela a salvação.

Não brigue com seu esposo por causa de Deus; Ele tem o seu tempo de agir porque respeita a liberdade do homem, sem o quê ele não seria Sua imagem e semelhança.

Deus sabe esperar “a hora da graça” agir, então você tem que esperar também; “sofre as demoras de Deus” (Eclo 2,3). Não o resista; não o afronte; espere a graça de Deus mexer a sua alma… Seja-lhe dócil; ame-o de todo o coração; conquiste-o para você, para depois, conquistá-lo para Deus.

Reze constantemente por ele, sem jamais desanimar. Esta é a ordem do Senhor: “É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1).

“Mas, até quando eu terei de rezar pela conversão do meu marido? Eu já estou cansada…!”.

A resposta é: sempre! Até que a morte os separe; até que você cumpra até o último dia de sua vida a promessa que fez no altar de amá-lo na tristeza e na alegria, na saúde e na doença…, amando-o e respeitando-o todos os dias de sua vida.

O que mais toca o coração de Deus é a nossa perseverança, porque ela é a prova da verdadeira fé que nunca esmorece; por isso Jesus disse que: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24,13). Note que Jesus diz “até o fim”; a perseverança é para sempre. Lutar é mais importante para Deus do que vencer.

Lembro aqui a história maravilhosa da grande cristã Elizabeth Leseur que viveu por volta de 1900. Era uma francesa culta e fervorosa, amiga das artes, das letras, da filosofia, etc., casada com um homem culto e destacado na sociedade francesa; mas ateu, que não acompanhava a fé de Elizabeth. Era o famoso Sr. Marie – Albert Leseur.

A vida inteira Elizabeth rezou e se imolou pela conversão de seu esposo; o acompanhava nos mais altos eventos sociais onde Deus estava ausente, e sua alma chorava em silêncio e oblação a Deus; até que um dia ela veio a falecer sem ver o marido se converter.

Mas eis que Elizabeth tinha escrito um Diário Espiritual; e, um belo dia o seu esposo o encontrou depois de sua morte, e o leu com interesse. Foi o suficiente para que ele se convertesse profundamente.

Ao ler aquelas páginas cheias de fé e de sofrimento oferecido a Deus diariamente, aquele homem foi tocado profundamente e percebeu que vivera ao lado de um anjo sem notar a sua presença. Agora derramava lágrimas de tristeza por não ter vivido aquela fé maravilhosa ao lado da esposa falecida.

Sua conversão foi tão profunda que deixou o mundo, abandonou as esferas sociais onde era exaltado e se fez dominicano; Frei Marie-Albert Leseur.

Do céu Elizabeth converteu o seu Albert. Depois ele publicou: “A Vida de Elizabeth Leseur” (Irmãos Pongetti editores, Rio de Janeiro, 7ª edição, 1931). Toda mulher que sofre esta dor deveria ler esta obra.

Veja você mulher, que ainda não viu seu marido convertido, Elizabeth o converteu para Deus depois da morte. E não é isto o que importa?

Portanto, jamais desanime; jamais se canse, jamais desista desta missão que Deus lhe deu de salvar este homem. Talvez seja você a única criatura neste mundo que possa ajudar a Deus a trazê-lo para Si. E esta será a sua maior obra neste mundo.

Prof. Felipe Aquino
Fonte: Cleofas

Deus e a Religião na vida humana

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

“Pouca ciência nos afasta de Deus, mas muita ciência nos aproxima d’Ele”

Neste artigo, apresentamos alguns depoimentos ou dados que demonstram ser Deus e a Religião importantes ao ser humano. Assim, se confirma o que escreveu Santo Agostinho, falecido em 430: “Senhor, Tu nos fizeste para Ti e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti” (Confissões I,1).

Em relação a Deus, temos três depoimentos de grandes cientistas e intelectuais. Suas declarações confirmam o que disse o renomado cientista francês Louis Pasteur: “Pouca ciência nos afasta de Deus, mas muita ciência nos aproxima d’Ele”.

1) Albert Einstein (1879-1955), físico judeu-alemão, criador da teoria da relatividade e Prêmio Nobel em 1921, afirmava: “Todo profundo pesquisador da natureza deve conceber uma espécie de sentimento religioso, pois ele não pode admitir que ele seja o primeiro a perceber os extraordinários belos conjuntos de seres que contempla. No universo, incompreensível como é, manifesta-se uma inteligência superior e ilimitada. – A opinião corrente de que eu sou ateu, baseia-se sobre grande equívoco. Quem a quisesse depreender de minhas teorias científicas, não teria compreendido o meu pensamento”.

2) Max Plank (1858-1947), físico alemão, criador da teoria quântica e Prêmio Nobel em 1928, assegurou: “Para onde quer que se dilate o nosso olhar, em parte alguma vemos contradição entre Ciências Naturais e Religião; antes, encontramos plena convergência nos pontos decisivos. Ciências naturais e Religião não se excluem mutuamente, como hoje em dia muitos pensam e receiam, mas completam-se e apelam uma para a outra. Para quem tem fé, Deus está no começo; para o físico, Deus está no ponto de chegada de toda a sua reflexão”.

3) Isaac Newton (1643-1727), físico, matemático e astrônomo inglês, fundador da Física clássica e descobridor da lei da gravidade, registrou: “A maravilhosa disposição e harmonia do Universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta” (Pergunte e Responderemos n. 316, setembro de 1988, p. 387-393).

Sobre a importância da Religião na vida do dia a dia, apresentamos três fatos. Fique claro, no entanto, que o papel primordial da religião é ajudar o ser humano a chegar até Deus. Contudo, de modo secundário, isso não pode deixar de auxiliar o homem e a mulher a serem mais felizes e se beneficiarem da fé também em sua saúde física e mental. E é isso que veremos nos dados a seguir expostos.

1) Está escrito no British Medical Journal: a prática do Rosário é excelente para a saúde. Cientistas britânicos e italianos observaram 23 “cobaias” humanas durante a oração do rosário, verificando que a diminuição do ritmo respiratório favorecia as funções do coração e dos pulmões, trazendo um clima de paz e serenidade (O Lutador, 1º-10/04/02, p. 10).

2) Estudo realizado no Medical College of Wiscosin e apresentado no Congresso da American Heart Association, realizado em Orlando (EUA), assegura que quem tem algum problema cardiovascular, mas pratica meditação reduz em 50% o risco de sofrer um ataque cardíaco ou um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores controlaram 201 pacientes com arteriosclerose (depósito de gordura nas paredes das artérias) por 5 anos. Eles tinham em média a idade de 59 anos (Correio Popular, 29/11/09, p. B7).

Trabalho realizado pelo Centro Médico da Universidade de Pittisburg (EUA) diz que participar de cerimônias religiosas semanalmente aumenta a expectativa de vida em 3 anos, dado que a religião tem um forte papel na redução do estresse e ajuda a pessoa a dar um sentido positivo para a vida. De acordo com o Dr. Daniel Hall, responsável pelo estudo, “é alguma coisa benéfica presente nas comunidades religiosas que traz uma consequência [também] benéfica à saúde” (Pergunte e Responderemos n. 530, agosto de 2006, p. 368).

Possam estes poucos dados ajudar a quantos desejam, de coração sincero, entender melhor a importância da fé em Deus e da prática religiosa em suas vidas…

Vanderlei de Lima é eremita na Diocese de Amparo; Igor Precinoti é médico, pós-graduado em Medicina Intensiva (UTI), especialista em Infectologia e doutorando em Clínica Médica pela USP.

Jesus te convida a subir na corda bamba e confiar que Ele não te deixará cair

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Deus quer te levar para uma vida extraordinária (que você não irá conhecer se continuar com medo)

Se houvesse uma corda bamba esticada entre duas montanhas altas, e no meio delas houvesse um precipício, será que você se arriscaria a atravessar? Mas se soubesse que tem alguém disposto a chegar ao outro lado e que ele é o melhor nisso, que até propôs te ensinar algumas técnicas para fazer a travessia, você agora iria? E se em vez de te ensinar essa pessoa dissesse que te levaria nos ombros, ele ressaltaria o fato de nunca ter falhado, que sempre atravessou sem problema algum e chegou ao final são e salvo, você finalmente teria coragem e subiria na corda para ir com ele?

Bem, acho que a resposta é não para todas essas perguntas. Mas e se a pessoa que te convidou para andar sobre a corda bamba fosse Jesus, o que diria a ele? Continuaria falando não? Porque você tem medo de altura, não gosta de grandes emoções e aventuras, está muito bem e feliz no chão, por isso prefere ficar no meio da plateia que olha abismada para Ele enquanto atravessa a corda. Mesmo Jesus dizendo que é seguro ir com Ele, que nada de ruim vai te acontecer porque Ele não vai te deixar cair, Ele vai te segurar e proteger com a própria vida.

Mas ainda assim você diz que não vai dar, que tem coisas demais para fazer. Agora que começou a estudar o que sempre quis, conquistou um bom emprego e sua tão sonhada pessoa ideal chegou e está disposta a passar o resto da vida ao seu lado. Tudo está indo bem demais então não tem por que se arriscar. Porém, se as coisas tivessem dando errado na sua vida, que não tivesse mais motivos para viver, onde sua família te deixou, seus amigos te esqueceram, não conquistou teus sonhos e se sente perdido no mundo, sei que não iria se dispor a atravessar a corda ao lado de Jesus, porque o medo sempre fala mais alto que a própria dor.

Mas todas as noites você ora dizendo que confia no Pai, que Ele sabe de todas as coisas e pede para fazer a vontade Dele na tua vida, porque sem Ele você não é nada e tudo que você possuiu pertence a Ele. Mas não percebe que suas palavras são vazias frente às suas atitudes porque verdadeiramente não confia em Jesus para se arriscar por Ele e ainda ao lado Dele. Não quer perder a vida ao fazer algo que Ele te pediu, porque tem seus próprios interesses e eles sempre ficarão em primeiro lugar, mesmo que diga o contrário em suas orações.

“Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa e por causa do evangelho terá a vida verdadeira.” (Marcos 8, 35) E Jesus diz isso para você, pois Ele deseja te ver caminhando ao lado Dele rumo a eternidade. “Quem encontra a sua vida a perderá. Mas quem perde a vida por minha causa a achará.” (Mateus 10, 39) Mas por que será que Jesus disse algo assim? Que quando você tenta com todas as forças manter sua própria vida de acordo com os desejos do mundo, vai acabar é a perdendo na Terra e não irá para a Nova Jerusalém. Mas se tiver coragem para perder tudo aquilo que te motiva, que te faz querer viver, só para obedecer aos mandamentos de Cristo você vai é ganhar vida tanto aqui quanto no céu.

Por isso é tão importante ter coragem de caminhar ao lado Dele, nem que seja num caminho perigoso e incerto quanto uma corda bamba estirada sobre um precipício. É preciso arriscar até mesmo a própria vida enquanto anda para onde Ele te mandou ir. Mesmo que sejam lugares sujos, perigosos e obscuros, e que para se chegar lá tenha que abrir mão de coisas suas como trabalho, faculdade e relacionamentos. Não tendo certeza do que irá acontecer ao atravessar, mas tendo fé que no outro lado terá uma montanha para por seus pés e te manter a salvo. Porém para se chegar lá você terá que confiar em Jesus, mas confiar de todo o coração e assim expulsar todo esse medo.

É pegar na mão Dele e deixá-lo te erguer para alcançar a corda. É obedecer quando Ele dizer para abrir os braços, prestar atenção aos seus ensinamentos sobre como se equilibrar e ser fiel ao pedido que Ele te fez de não olhar para baixo, nem querer voltar porque está com medo de tudo dar errado. Mas deixá-lo aplacar o teus temores, saber que Ele não vai te deixar cair, pois mesmo se você sair da corda, Ele tem asas para te buscar em pleno voo e te levar novamente para a corda porque ela é necessária para você aprender, além de que ela é o seu caminho, sem ela não tem como chegar ao outro lado.

Então agora te pergunto: está disposto a subir na corda? Vai viver o que Jesus planejou para ti desde o inicio de tudo? Ou vai continuar na sua vida de sempre porque ama sua zona de conforto e não consegue se arriscar por amor a Jesus? Nem mesmo é capaz de acreditar que Ele vá mesmo estar contigo e ainda te proteger da queda? Ele está esperando a sua resposta desejando que seja “sim”. Para poder te levar para uma vida extraordinária que você não irá conhecer se continuar com medo.

A importância de entronizar a cruz de Cristo em sua casa

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

É fundamental que as famílias cristãs entronizem a cruz de Cristo em seus lares, de maneira solene

A cruz é o sinal dos cristãos e sinal do Deus vivo. “Não danifiqueis a terra nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes” (Ap 7,3).

Esse sinal, o profeta Ezequiel já anunciava como sendo a cruz, o Tau. Quando Jerusalém mereceu o devido castigo pela idolatria cometida, esse profeta anunciou que Deus assinalou com a cruz os inocentes para protegê-los. “Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem” (Ez 9,5).

Desde que Jesus libertou a humanidade da morte, do pecado e das garras do demônio, a cruz salvífica passou a ser o símbolo da salvação. A festa em honra da santa cruz foi celebrada pela primeira vez em 13 de dezembro do ano 335, por ocasião da dedicação de duas basílicas de Constantino, em Jerusalém: do “Martyrium” ou “Ad Crucem” sobre o Gólgota; e a do “Anástasis”, isto é, da Ressurreição.

Santa Helena, a mãe do imperador [Constantino], foi buscar a cruz de Cristo em Jerusalém. A partir do século VII, comemora-se a recuperação da preciosa relíquia por parte do imperador bizantino Heráclio em 628; pois a cruz de Cristo foi roubada 14 anos antes pelo rei persa Cosroe Parviz, durante a conquista da cidade Santa de Jerusalém.

Nesses dois mil anos, a cruz passou a ser o símbolo da vitória do bem sobre o mal, da justiça contra a injustiça, da liberdade contra a opressão, do amor contra o egoísmo, porque, no seu lenho, o Cristo pagou à Justiça Divina o preço infinito do resgate de toda a humanidade.

Em todas as épocas a santa cruz foi exaltada. O escritor cristão Tertuliano († 200) atesta: “Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando vamos deitar, quando nos sentamos; nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da cruz” (De corona militis 3).

São Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século III, dizia: “Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e nos protege dele se é feito com fé; não por ostentação, mas em virtude da convicção de que é um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da cruz na fonte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreita para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos 42).

A força do sinal da cruz

Muitas pessoas importantes se valiam do sinal da cruz em momentos de perigo, de decisão e na iminência da morte, como forma de alcançar a serenidade necessária em momentos cruciais. Os primeiros cristãos faziam o sinal da cruz a cada instante. Assim afirma São Basílio Magno (†369), doutor da Igreja: “Para os que põem sua esperança em Jesus Cristo, fazer o sinal da cruz é a primeira e mais conhecida coisa que entre nós se pratica”.

Santa Tecla, do primeiro século, ilustre por nascimento, foi agarrada pelos algozes e conduzida à fogueira; fez o sinal da cruz, entrou nela a passo firme e ficou tranquila no meio das chamas. Logo uma torrente de água desabou e o fogo apagou. E a jovem heroína saiu da fogueira sem ter queimado um só fio de cabelo. Os santos não deixavam o crucifixo; em muitas de suas imagens os vemos segurando o crucificado, porque no Cristo crucificado colocavam toda a sua segurança e esperança.

Em 1571, Dom João D’Áustria, antes de dar o sinal de ataque na Batalha de Lepanto, em que se decidia o futuro da cristandade diante dos turcos otomanos agressores, fez um grande e lento sinal da cruz repetido por todos os seus capitães e a vitória logo aconteceu. Por estes e outros exemplos, vemos quão poderosa oração é o sinal da cruz. De quantas graças nos enriquece esse sinal, e de quantos perigos preserva nossa frágil existência.

A cruz de Cristo vence o pecado. À vista d’Ele desaparece todo o pecado. Santa Joana d’Arc morreu na fogueira de Rouen, em 1431, injustamente, segurando um crucifixo, olhando-o e repetindo: “Jesus, Jesus, Jesus…”.

Quando Dom Bosco se cansava das artes dos seus meninos e parecia querer desistir da missão, sua boa mãe, Margarida, apenas lhe mostrava o Cristo crucificado e ele retomava sua luta em prol da juventude desvalida.

Proteja seu lar com a cruz de Cristo

Mais do que nunca hoje, quando tantos perigos materiais e espirituais ameaçam a família, atacada de todos os lados pela imoralidade que campeia entre nós, é fundamental que as famílias cristãs entronizem a cruz de Cristo em seus lares, de maneira solene. Ela defenderá nossos filhos de tanta imoralidade.

Desta cruz nasceram os sacramentos da Igreja, que nos salvam. Desta cruz sairá a força de que pais e mães precisam para educar os filhos na verdadeira fé do Cristo e da Igreja. Olhando a cada momento para o Cristo tão cruelmente crucificado, flagelado, coroado de espinhos, teremos força para vencer as lutas de cada dia.

Diante da cruz de Cristo o demônio não tem poder, porque “ele foi nela vencido, acorrentado como um cão”, como dizia Santo Agostinho. O exorcista, acima de tudo, empunha o crucifixo. Mais do que nunca hoje, quando as forças do mal querem arrancar o crucifixo de nossas ruas e praças, precisamos colocá-lo em nossas casas, também como prova de nossa fé.

A sua casa precisa ser protegida pela santa cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

(via Canção Nova)

Oração para pedir paz na família

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

“Revesti-nos de sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de doçura e de paciência”

Senhor, nosso Deus, nos elegestes para sermos santos. Revesti-nos de sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de doçura e de paciência.

Ajudai-nos a perdoar uns aos outros, assim como Vós, Senhor, nos tendes perdoado. Sobretudo, dai-nos a caridade, que é o vínculo da perfeição, e que a paz de Cristo brilhe em nossos corações. Essa paz que deve reinar sempre entre os que confiam em Vós.

Que tudo quanto façamos, em palavras e obras, seja em nome do Senhor Jesus, por quem sejam dadas graças a Vós, Deus Pai e Senhor nosso.

Amém.

Quer ser o protagonista de sua vida?

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Este vídeo é uma sacudida que vai fazer você reagir!

“Que viver tenha sentido, que tenha sentido viver”

Em fevereiro de 2012, dei entrada na emergência do Institut Universitari Dexeus com um mal-estar no braço esquerdo, certa perda de agilidade e moleza. Três meses depois, após buscar o que poderia estar causando estes sintomas, fui diagnosticado com uma doença degenerativa das células motoras, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

Meu nome é Alejando Galán, mas podem me chamar de Jano, e tenho 39 anos (35 quando tudo começou). Minha esposa, Natália, nossos filhos (de 8, 6, 4 e 2 anos), assim como os demais familiares e amigos – e eu, claro – nos negamos a pensar que não havia nada a fazer.

Um mundo novo se abriu para nós. E neste mundo há muita trabalho, principalmente para todos os que querem ser protagonistas de suas vidas”.

Uma apresentação assim deixa sem palavras quem queria explicar quem era Alejandro (Jano) Galán. Talvez só caiba dizer que ele contava,  da maneira acima narrada, como foi o começo de seus anos com a doença e o caminho percorrido, mesmo que faltasse incluir uma data: 4 de novembro de 2016. Neste dia, Jano, que acabava de completar 40 anos, subiu ao céu e Deus o esperava com os braços abertos.

A morte de Jano foi notícia em vários jornais da Espanha. Mas seu legado não ficou solto com o tempo. Nós continuamos tropeçando em cada uma de suas palavras. Neste vídeo, que é uma das peças do projeto que ele criou para dar visibilidade à doença, há uma sabedoria vital que muitos nem sequer conseguem visualizar no decorrer de toda uma vida.

Se existe algo que ele quis deixar claro nestes minutos de gravação – que se tornaram virais – foi uma mensagem que ele teve que aprender com seu sofrimento, e que ele mesmo resumiu em uma frase: “Que viver tenha sentido, que tenha sentido viver”.

Jano deixou um propósito vital que deveria servir de lema para você e para mim. Por que não dizermos todas manhãs, ao acordar: “Eu quero ser extraordinário e vou ser extraordinário”. Será que voltar a descobrir que Deus nos presenteou com um dia a mais para amar e ser amado não é um fato extraordinário?

Se você quiser refletir sobre cada uma das frases que Jano expôs em sua mensagem e trazê-las para sua oração pessoal, será uma ajuda inestimável na hora de agradecer a Deus pelo dom de poder disfrutar cada um de seus dias:

“Eu acreditava que era dono da minha vida e de todas as coisas da minha vida (…) Que ingênuo, eu tinha tudo e não sabia! (…) Acreditava que tinha respostas para quase tudo e, no entanto, naquele momento todas as minhas pergunta tinham mudado (…) Por que não dei sempre 100% de mim? Para que ou para quando guardei o melhor de mim? Por quem fiquei esperando? Por que fiquei calado aquele dia, quando queria gritar? Por que me rendi tão logo, quando ainda tinha força? Por que foi mais importante passar uma boa imagem do que dar um bom abraço? Eu estava na vida, sim, mas com os olhos fechado. Tateando-a às cegas (…)

Sou uma pessoa normal e vou morrer, (…) mas não vou me conformar. Eu quero ser extraordinário e vou ser extraordinário. Mas não pelo fato de como morri, mas pelo fato de como vivi. Com esforço, vontade, ajuda e amor eu vou conseguir, e continuarei aprendendo (…) Agora sim! Tenho os olhos abertos e recuperarei o significado das palavras “Te amo”. Posso ver que a vida não é algo que nos pertença. Se hoje fosse o último dia de minha vida, estaria feliz com o modo como estou vivendo? A vida é um presente pelo qual devemos agradecer. Minha vida já não é minha, mas agora é que estou começando a viver.

Deus sussurra para nós através de vários meios. E Jano pode ser um deles. Ele faz isso para que entendamos que Ele nos deu uma vida que deve ser vivida plenamente, intensamente, esperançosamente. Não devemos nos conformar com pouco. Ainda há tempo de sermos os verdadeiros protagonistas de nossas vidas.

Espero que esta oração de santa Faustina Kowalska o ajude a valorizar cada segundo de sua vida:
Se olho para o futuro, o medo me assalta,

mas por que adentrar-se no futuro?

Eu só aprecio o presente

porque talvez o futuro não habitará em minha alma.

Não está em meu poder

corrigir, mudar ou acrescentar algo ao passado.

Nem os sábios ou os profetas puderam fazer isso.

Portanto, confiemos a Deus o que pertence ao passado.

Oh, momento presente! Tu me pertences completamente.

Desejo usar-te para tudo o que estiver em meu poder.

Por isso, confiando em tua misericórdia,

sigo pela vida como uma criança,

e todos os dias te ofereço o meu coração

inflamado de amor para tua glória.

“Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste”.

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

De que perfeição estamos falando?

Deus nunca propõe a Seus filhos padrão baixo. O versículo acima, entretanto, não quer dizer ser perfeito em sabedoria, como Deus o é, pois somos finitos. Não quer dizer perfeito em poder como Ele o é, porquanto sua esfera é infinitamente mais alta que a nossa.

Quer, porém, dizer que devemos amá-Lo perfeitamente, de todo o coração, entendimento, alma e forças. Isto é o que Deus deseja, pois, Seus olhos “passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele”. Em algumas traduções encontramos: “cujo coração é perfeito para com Ele” (2Crônicas 16:9).

A palavra grega que aparece em Mateus 5:48 é teleios, literalmente significando, maduro, completo, que atingiu o alvo. Em 1Coríntios 14:20, Paulo emprega teleioi denotando física e intelectualmente homens amadurecidos.

O sentido de perfeito em Mateus 5:48 é que Deus exige de nós perfeição em nossa esfera como Deus o é na Sua. Deus deseja de nós o serviço mais perfeito que nos é possível prestar a Ele.

“A perfeição se acha definida em várias partes da Bíblia. O termo emprega-se em muitos lugares do primeiro Testamento como sinônimo de retidão ou de sinceridade. (Salmos 37:37, em hebraico).

No Novo Testamento, significa ou a posse de um claro e exato conhecimento da verdade divina, ou a posse de todas as graças do caráter cristão num grau maior ou menor. A primeira destas significações vê-se em Hebreus 5:14, onde se diz que o “mantimento sólido é para os perfeitos, os quais já pelo costume têm os sentidos exercitados para discernir o bem e o mal”; e também se pode ver em 1Coríntios 2: 6 e em Filipenses 3:15. A segunda definição vem em Tiago 1:4, onde “perfeito” significa o mesmo que “completo” na maneira de viver. Em 2Pedro 1:5 se enumeram os dons que formam o cristão perfeito”.

“Se por ‘perfeição’ o consulente quer dizer ausência de pecado, então a resposta é de que jamais na Terra alguém alcançará a perfeição. A não ser um presunçoso ou paranóico, ninguém, em sã consciência poderá afirmar estar sem pecado. Só Cristo pôde dizê-lo.

“Entretanto, os cristãos reais, os nascidos de novo, podem falar em serem perfeitos, desde que estão justificados pela fé. É que a perfeição de Cristo lhes é atribuída. Santidade.