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PARTILHA DO FUNDADOR

Oração a Nossa Senhora das Graças – Comunidade Fidelidade

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

História de Nossa Senhora das Graças

Em sua primeira aparição Nossa Senhora apareceu para Santa Catarina trazendo um sinal do céu: uma medalha bendita com seu retrato que foi chamada de milagrosa após ajudar cristãos a alcançar as graças pedidas. Já na segunda aparição ela pede que as medalhas sejam usadas ao pescoço para que abundantes graças fossem realizadas por todo o mundo.

A Medalha Milagrosa

A serpente: Maria aparece esmagando a cabeça da serpente. A mulher que esmaga a cabeça da serpente, que é o demônio, já estava predita na Bíblia, no livro do Gênesis: “Porei inimizade entre ti e a mulher… Ela te esmagará a cabeça e tu procurarás, em vão, morder-lhe o calcanhar”. Deus declara iniciada a luta entre o bem e o mal. Essa luta é vencida por Jesus Cristo, o “novo Adão”, juntamente com Maria, a co-redentora, a “nova Eva”. É em Maria que se cumpre essa sentença de Deus: a mulher finalmente esmaga a cabeça da serpente, para que não mais a morte pudesse escravizar os homens.

Os raios: Simbolizam as graças que Nossa Senhora derrama sobre os seus devotos. A Santa Igreja, por isso, a chama Tesoureira de Deus.

As 12 estrelas: Simbolizam as 12 tribos de Israel. Maria Santíssima também é saudada como “Estrela do Mar” na oração Ave, Stella Maris.

O coração cercado de espinhos: É o Sagrado Coração de Jesus. Foi Maria quem o formou em seu ventre. Nosso Senhor prometeu a Santa Margarida Maria Alacoque a graça da vida eterna aos devotos do seu Sagrado Coração, que simboliza o seu infinito e ilimitado Amor.

O coração transpassado por uma espada: É o Imaculado Coração de Maria, inseparável ao de Jesus: mesmo nas horas difíceis de Sua Paixão e Morte na Cruz, Ela estava lá, compartilhando da Sua dor, sendo a nossa co-redentora.

O M: Significa Maria. Esse M sustenta o travessão e a Cruz, que representam o calvário. Essa simbologia indica a íntima ligação de Maria e Jesus na história da salvação.

O travessão e a Cruz: Simbolizam o calvário. Para a doutrina católica, a Santa Missa é a perpetuação do sacrifício do Calvário, portanto, ressaltam a importância do Sacrifício Eucarístico na vida do cristão.

Por meio da oração, suplicamos o auxílio de Nossa Senhora das Graças

Oração

Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, do poder ilimitado que vos deu o vosso Divino Filho sobre o seu coração adorável. Cheio de confiança na vossa intercessão, venho implorar o vosso auxílio. Tendes, em vossas mãos, a fonte de todas as graças que brotam do coração amantíssimo de Jesus Cristo; abri-a em meu favor, concedendo-me a graça que ardentemente vos peço. Não quero ser o único por vós rejeitado, sois minha Mãe, sois a soberana do coração de vosso Divino Filho.

Sim, ó Virgem Santa, não esqueçais as tristezas dessa terra; lançai um olhar de vontade aos que estão no sofrimento, aos que não cessam de provar o cálice das amarguras da vida. Tende piedade dos que se amam e que estão separados pela discórdia, pela doença, pelo cárcere, exílio ou morte. Tende piedade dos que choram, dos que suplicam, e dai a todos o conforto, a esperança e a paz! Atendei, pois, à minha humilde súplica e alcançai-me as graças que agora fervorosamente vos peço por intermédio de vossa santa Medalha Milagrosa! Amém.

A VIRTUDE DO SILÊNCIO NA OBRA DOS SANTOS ANJOS

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

“Guarda-te de falar muito, porque isto apaga por completo os pensamentos santos e mais prudentes, que vêm diretamente do céu”, isto é os que os santos Anjos querem transmitir-nos. (Sermão 30, cf Rodriguez, Exercício de perfeição cristã, II, 2).

O santo silêncio é a quinta das sete características fundamentais na Obra dos Santos Anjos e está estritamente ligado às outras seis. De modo algum, o silêncio é um fim em si: não praticamos o silêncio por causa dele, mas em vista de um outro bem.

Por isso é uma virtude auxiliar, como também a humildade. Uma pessoa humilde e ao mesmo tempo tagarela não existe, porque a sua aparente humildade não seria modesta nem pronta para imediatamente servir. Sem dúvida a verdadeira humildade deve ser compenetrada do espírito de silêncio.

O silêncio serve à verdade e à caridade. Não é bom sair-se logo com tudo o que é verdade; a justiça e a caridade têm que determinar o tom das nossas conversas.

Muitas vezes a caridade cala-se por compaixão e consideração.

O santo silêncio dá à obediência, simplicidade e nobreza. Pelo silêncio aprendemos a cumprir uma tarefa de acordo com a verdadeira intenção dos nossos superiores, sem restrições, sem lhe imprimir o selo das nossas próprias inclinações e aversões.
Sem o apoio do silêncio interior, a fidelidade perderia rapidamente a sua força. Em períodos de provação, o monólogo interior trava uma batalha esmagadora contra a fidelidade e rói a nossa perseverança. Algumas quedas poderiam destruí -la e o mesmo aconteceria com o silêncio.

A importância do silêncio

“Se quiseres fazer grandes progressos na virtude e alcançar a perfeição, guarda o santo silêncio” (ibid II, 6). Assim se vê a indizível importância do silêncio! Inumeráveis santos dão testemunho disto através do exemplo da sua vida. Apesar disso, nós preferiríamos que não fosse assim, que ao menos o silêncio não fosse de tal modo indispensável. O silêncio, o calar-se, tem algo de lúgubre no sentido de nos lembrar da morte (não é verdade que se fala de um ‘silêncio de morte’?), e nós queremos viver, não é? Alguns santos, porém, dizem que o silêncio é como o sal da vida, que a conserva e lhe dá o verdadeiro sabor. A vida de quem não sabe guardar silêncio é insípida.

CONCLUSÃO
Já ouvimos as palavras do Beato Tito Brandsma: “A recuperação do recolhimento interior já foi sempre o primeiro passo para cada reforma”. A situação geral de decadência, de dispersão e dissolução no cristianismo dos nossos tempos reduz-se mais à perda do silêncio e da interioridade do que a quaisquer pecados, porque a perda do silêncio é a origem do espírito mundano, em que quase todos os pecados têm a sua raiz.
Os passos que levaram a esta situação catastrófica, não foram em si pecados graves mas o efeito global da falta de prudência, pela qual a caridade se arrefeceu e os homens começaram a não usar os meios como tais, mas a fazer dos prazeres o alvo da sua vida.
Quem quiser cultivar uma profunda amizade com os santos Anjos, tem de praticar o silêncio. No início é difícil, porque parece que se perde tanta coisa. No fim, porém, haverá alegria porque o silêncio nos abre para os verdadeiros dons com que nos presenteia a caridade Divina.

Oração dos filhos que desejam ser um celular

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Uma oração para os nossos tempos? “Papai do céu, eu quero ser um celular”

Papai do céu, eu quero ser um celular.

Por causa dos meus pais.

O Senhor precisa ver como eles têm paciência com ele, mesmo quando chegam em casa cansados do trabalho.

Mas comigo, não. Vão logo dando bronca.

Os olhinhos da minha mãe até brilham quando ela está olhando para o celular. É lindo de ver.

Eu quero que ela olhe assim pra mim também.

Quando estamos conversando e o celular toca, meu pai corta a nossa conversa no meio. Mas nunca, nunca mesmo, ele para de olhar o celular para conversar comigo.

Eles nunca têm tempo pra brincar comigo, mas gastam horas vendo coisas no celular.

Por favor, Papai do céu, me transforme num celular.

Daí todo mundo vai ficar feliz aqui em casa.

Muito obrigado.

Amém!

Fonte: http://pt.aleteia.org/

2017 – O Ano do Resgate – Consagrando o Ano Novo a Cristo – Daniel Oliveira

Por | PARTILHA DO FUNDADOR
  • Escritura: Gênesis 2, 19-20 / Filipenses 4, 8

Todo ano traz 365 dias cheios de possibilidades e de potencial ilimitados. Todavia, podemos estragar esses dias que Deus nos dá, permitindo que se apossem de nós as tristezas, as derrotas, o desânimo, os fracassos, ou podemos preenchê-los com atividades criativas, cheias de alegria, vitórias e bênçãos. Assim é que cada ano nos é dado por Deus e, com ele, a grave responsabilidade de usá-lo e enchê-lo de vitórias e grandes realizações.

Desejo demonstrar três maneiras de você viver vitoriosamente cada ano que se inicia, alcançando nele grandes sucessos.

Em primeiro lugar, vamos conversar a respeito de sua vida mental, isto é, seus pensamentos. A maior bênção que o Senhor derramou sobre nós foi a capacidade de pensar. Todas as coisas que nos rodeiam, feitas pelo ser humano, são produtos de nosso pensamento, portanto, o pensamento é a fonte básica da criação e de todas as coisas.

Nossa mente é o ponto de encontro dos mundos espirituais. Nós encontramos Deus em sua Palavra. Os pensamentos de Deus veem revestidos de boas palavras que por meio da leitura e memorização das Sagradas Escrituras entram em nossa mente e conduzem nosso pensamento para o que é bom como lemos em Filipenses.

O diabo também pode ocupar os pensamentos humanos. Ele projeta na tela de nossos pensamentos toda sorte de tentações e de pensamentos destrutivos e negativos. Se uma pessoa der guarita aos pensamentos do diabo, ele penetrará em sua mente e a controlará, com o objetivo de induzir essa pessoa a praticar obras malignas. Que pensamentos você escolhe ter?

Em segundo lugar, eu gostaria de referir-me a sua visão. Quando você concentra seus olhos em alguma coisa, essa visão atrai uma espantosa capacidade criativa para o bem ou para o mal.

Considere a experiência de Abrão, no momento em que ele recebeu a terra de Canaã, a Bíblia narra o fato em Gênesis 13,14-15: “De onde você está, olhe bem para o norte e para o sul, para o leste e para o oeste. Eu vou dar a você e aos seus descendentes, para sempre, toda a terra que você está vendo”. Observe a promessa de Deus “Eu vou dar a você e aos seus descendentes, para sempre, toda a terra que você está vendo”. Portanto, ver ou contemplar é o pré-requisito para a posse. Se você não ver nada, se não tiver metas para a sua vida, se não tiver sonhos para esse ano, não possuirá nada.

Temos que tomar cuidado para não ficarmos olhando os fracassos do passado e assim ficarmos paralisados. Olhe para frente, para o que Deus preparou para você! Você já pode ver a vitória pela fé!

Em terceiro lugar, atribuir nome ao ano novo. Lemos em Gênesis 2, 19 ficamos sabendo que Adão pôs nomes em todos os animais.

Imagine o tremendo poder que Deus atribuiu a Adão, para que desses nomes a todos os animais de Deus! Qualquer que fosse o nome que ele desse a um animal, esse se tornava seu nome particular e a expressão de sua natureza animal. Você pode dar nomes e rostos aos dias que são trazidos a você por Deus. Atribua nomes a seus dias e deixe-os trabalhar para você de um modo especial e maravilhoso. Vamos encarar cada dia de uma maneira nova.

Dê um nome novo a cada dia, como por exemplo: felicidade, prosperidade, saúde, paz, alegria, vitória, conquista, acolhida, resgate, entre outros. Nós da Fidelidade chamamos este Ano novo de 2017 de Ano do Resgate pois acreditamos que os alvos serão alcançados para Gloria de Deus. Visualizemos juntos as vitórias de 2017.

Coloque a Palavra de Deus em prática e você verá como a sua vida se fortalecerá e nada será capaz de destruí-la. Neste novo Ano vamos continuar juntos, vivendo a fraternidade, a paz e a evangelização para resgatarmos nossos alvos.

5 habilidades essenciais para aumentar a inteligência emocional

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Estas habilidades tornam a vida muito mais agradável e são caminhos eficazes para o sucesso e a felicidade

A inteligência emocional (IE) é a capacidade de identificar, usar, entender e gerenciar as emoções de maneira positiva para aliviar o estresse, comunicar de forma eficaz, ser empático com os outros, superar desafios e resolver os conflitos. A inteligência emocional impacta muitos aspectos diferentes da sua vida diária, tais como a forma como você se comporta e a forma como você interage com os outros.

Se você tem uma alta inteligência emocional você é capaz de reconhecer o seu próprio estado emocional e os estados emocionais dos outros, e se envolve com as pessoas de uma forma que as atrai. Você pode usar essa compreensão das emoções para se relacionar melhor com outras pessoas, formar relacionamentos mais saudáveis, obter maior sucesso no trabalho e levar uma vida gratificante.

A inteligência emocional é composta essencialmente por quatro atributos:   

Autoconhecimento – Você reconhecer suas próprias emoções e como elas afetam seus pensamentos e comportamento, conhecer seus pontos fortes e fracos, e ter autoconfiança.

Autocontrole – Você é capaz de controlar os sentimentos e comportamentos impulsivos, controlar suas emoções de maneira saudável, tomar a iniciativa, acompanhar, através de compromissos, e adaptar-se às novas circunstâncias.

Consciência social – Você pode entender as emoções, necessidades e preocupações de outras pessoas, se sentir confortável socialmente, e reconhecer as dinâmicas de poder em um grupo ou organização.

Gestão de relacionamento – Você sabe como desenvolver e manter boas relações, comunicar com clareza, inspirar e influenciar os outros, trabalhar bem em equipe e administrar conflitos.

Por que a inteligência emocional é tão importante?   

Como sabemos, nem sempre as pessoas mais inteligentes são as mais bem-sucedidas e realizadas. Você provavelmente conhece pessoas que são academicamente brilhantes mas são socialmente ineficientes e sem sucesso no trabalho ou em suas relações pessoais. Inteligência intelectual não é o suficiente para ser bem sucedido na vida. Sim, o seu QI pode ajudá-lo a entrar na faculdade, mas é a sua IE que irá ajudá-lo a gerenciar o estresse e emoções quando precisar passar por provas e exames.

A inteligência emocional afeta:   

Seu desempenho no trabalho. A inteligência emocional pode ajudá-lo a lidar facilmente com as complexidades sociais do local de trabalho, liderar e motivar os outros, e se destacar em sua carreira. Na verdade, quando se trata de selecionar os candidatos para um emprego, muitas empresas agora vêem a inteligência emocional como sendo tão importante quanto a capacidade técnica e solicitam o teste de inteligência emocional antes de contratar.

Sua saúde física. Se você é incapaz de gerir seus níveis de estresse, que podem levar a sérios problemas de saúde. Estresse descontrolado pode aumentar a pressão arterial, suprimir o sistema imunológico, aumentar o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, contribuir para a infertilidade e acelerar o processo de envelhecimento. O primeiro passo para melhorar a inteligência emocional é aprender a aliviar o estresse.

Sua saúde mental. O Estresse descontrolado também pode afetar a sua saúde mental, tornando-o vulnerável a ansiedade e depressão. Se você é incapaz de compreender e gerir as suas emoções, você também vai estar aberto a mudanças de humor, enquanto a incapacidade de formar relacionamentos fortes pode fazer sentir-se sozinho e isolado.

Seus relacionamentos. Ao entender suas emoções e como controlá-las, você é capaz de expressar o que sente e entender como os outros estão sentindo. Isso permite que você se comunique de forma mais eficaz e construir relações mais fortes, tanto no trabalho como na sua vida pessoal.

Como aumentar sua inteligência emocional   Todas as informações que chegam ao cérebro vem através de nossos sentidos, e quando esta informação é esmagadoramente estressante ou emocional, o instinto assume e nossa capacidade de agir se torna limitada a dispersão, reação, ou a congelar. Portanto, para ter acesso à vasta gama de opções e a capacidade de tomar boas decisões, é preciso ser capaz de manter as nossas emoções em equilíbrio.

A memória também está fortemente ligada à emoção. Ao aprender a ficar conectado à parte emocional de seu cérebro, bem como à parte racional, você não só vai expandir o seu leque de opções quando se trata de responder a um novo evento, mas você também vai levar a memória emocional em seu processo de tomada de decisão. Isso vai ajudar a evitar a repetição de erros anteriores.   Para melhorar a sua inteligência emocional e sua habilidade de tomada de decisão, você precisa entender e gerenciar suas emoções. Isto é possível através do desenvolvimento de competências-chave para controlar e gerir o estresse e se tornar um comunicador eficaz.

Desenvolvendo a inteligência emocional através de algumas competências-chave:   

A inteligência emocional consiste em reduzir o estresse, permanecer focado, e ficar conectado a si mesmo e aos outros. Você pode fazer isso através da aprendizagem de competências-chave. As duas primeiras habilidades são essenciais para controlar e gerenciar o estresse excessivo e as últimas três habilidades melhoram significativamente a comunicação. Cada habilidade tem por base lições aprendidas na prática e incluem:

.         A capacidade de reduzir rapidamente o estresse momentâneo em situações variadas;
·         A capacidade de reconhecer suas emoções e não permitir que o sobrecarregue;
·         A capacidade de se conectar emocionalmente com os outros, utilizando a comunicação não-verbal;
·         A habilidade de usar o humor e praticar ficar conectado em situações desafiadoras;
·         A capacidade de resolver os conflitos de forma positiva e confiante;

Como aprender as habilidades fundamentais que constroem a inteligência emocional 

As competências-chave da inteligência emocional podem ser aprendidas por qualquer pessoa, a qualquer momento. Há uma diferença, porém, entre a aprendizagem sobre inteligência emocional e aplicar esse conhecimento para sua vida. Só porque você sabe que deveria fazer alguma coisa não significa que você vai fazê-la, especialmente quando você fica sobrecarregado pelo estresse, que pode te desviar de suas melhores intenções.

Para mudar permanentemente o comportamento que se manifesta sob pressão, você precisa aprender a superar o estresse momentâneo e o estresse em seus relacionamentos, permanecendo emocionalmente consciente. Isto significa que não basta simplesmente ler sobre a inteligência emocional para dominá-la. Você tem que experimentar e praticar as habilidades em sua vida cotidiana.

Habilidade 1: Reduzir rapidamente o estresse momentâneo   

Altos níveis de estresse podem sobrecarregar a mente e o corpo, ficando no caminho de sua capacidade de precisão em “ler” uma situação, ouvir o que outra pessoa está dizendo, estar ciente de seus próprios sentimentos e necessidades, e se comunicar com clareza.

Ser capaz de acalmar-se rapidamente e aliviar o estresse ajuda você a ficar equilibrado, focado, e no controle, não importa quais os desafios que você enfrenta ou o quão estressante a situação seja.

Estresse aflorado: funcionando bem no calor do momento   

Desenvolva suas habilidades de combate ao estresse, trabalhando as três etapas a seguir:

Perceba quando você está estressado – O primeiro passo para a redução do estresse é reconhecer quando está estressado. Como é que o seu corpo se sente quando você está estressado? São os seus músculos ou estômago apertado? São as suas mãos apertadas? É a sua respiração? Ciente de sua resposta física ao estresse vai ajudar a regular a tensão quando ela ocorrer.

Identifique sua resposta ao estresse – Todo mundo reage de forma diferente ao estresse. Se você tende a tornar-se irritado ou agitado sob estresse, você vai responder melhor as atividades para aliviar o estresse e que o acalmam. Se você tende a tornar-se deprimido ou retirado, você vai responder melhor a atividades para aliviar o estresse que são estimulantes. Se você tende a congelar totalmente em alguns aspectos, enquanto abranda em outros, você precisa de atividades para aliviar o estresse que proporcionem conforto e estímulo.

Descubra as técnicas de combate ao estresse que funcionam para você – A melhor maneira de reduzir o estresse rapidamente é envolver um ou mais dos seus sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Cada pessoa reage de maneira diferente a estímulos sensoriais, então você precisa encontrar coisas que são suaves e/ou te energizem. Por exemplo, se você é uma pessoa visual você pode aliviar o estresse rodeando-se com imagens edificantes. Se você responder mais ao som, você pode escutar o som do vento, uma peça de música favorita, ou o som de uma fonte de água para ajudar a reduzir rapidamente seus níveis de estresse.

Habilidade 2: Criar relação com a consciência emocional   

Ser capaz de se conectar às suas emoções – ter uma consciência do “momento a momento” de suas emoções e como elas influenciam seus pensamentos e ações, é a chave para entender a si mesmo e permanecer calmo e focado em situações tensas com os outros.   Muitas pessoas estão desconectadas de suas emoções, especialmente emoções fortes essenciais, tais como raiva, tristeza, medo e alegria. Isso pode ser o resultado de experiências negativas da infância que lhes ensinou a tentar desligar seus sentimentos. Mas, apesar de nós podermos distorcer, negar ou entorpecer nossos sentimentos, não podemos eliminá-los. Eles ainda estão lá, estando cientes deles ou não. Infelizmente, sem a consciência emocional, não somos capazes de compreender plenamente as nossas próprias motivações e necessidades, ou comunicar eficazmente com os outros.

Que tipo de relacionamento você tem com suas emoções?  

Você experimenta sentimentos que fluem, encontrando uma emoção atrás da outra, como se suas experiências mudassem momento a momento? Suas emoções estão acompanhadas de sensações físicas que você sente em lugares como o estômago ou no peito? Você experimenta sentimentos e emoções distintas, tais como raiva, tristeza, medo, alegria, cada um dos quais é evidente em expressões faciais sutis? Você pode experimentar sentimentos intensos que são fortes o suficiente para chamar tanto a sua atenção quanto a dos outros? Você presta atenção às suas emoções? Elas são um fator em sua tomada de decisão?

Se qualquer uma dessas experiências não é familiar, você pode estar se desconectando das suas emoções. Para ser emocionalmente saudável e emocionalmente inteligente, você deve se reconectar com suas emoções essenciais, aceitá-las e sentir-se confortável com elas.

Habilidade 3: Comunicação não-verbal   

Ser um bom comunicador requer mais do que habilidades verbais e a capacidade de gerir o estresse. Muitas vezes, o que você diz é menos importante de como você diz isso, ou outros sinais não-verbais que você mande, os gestos que você faz, a maneira como você se sente, o quão rápido ou quão alto você fala, o quão perto você está, ou como é feito o contato visual. A fim de manter a atenção dos outros e construir conexão e confiança, você precisa estar ciente e no controle desta linguagem corporal. Você também precisa ser capaz de ler e responder com precisão aos sinais não-verbais que outras pessoas lhe enviam.

Estas mensagens não param quando alguém para de falar. Mesmo quando você está em silêncio, você ainda está se comunicando de forma não verbal. Pense sobre o que você está transmitindo, assim, e se o que você diz coincide com o que você sente. Se você insiste, \\\”Eu estou bem\\\”, enquanto aperta os dentes e desvia o olhar, o seu corpo está claramente sinalizando o oposto. Suas mensagens não-verbais podem produzir uma sensação de interesse, confiança, entusiasmo e desejo de conexão ou podem gerar medo, confusão, desconfiança e desinteresse.

Dicas para melhorar a comunicação não-verbal   

Comunicação não-verbal de sucesso depende da sua capacidade de gerir o estresse, reconhecer suas próprias emoções e entender os sinais que você está enviando e recebendo. Ao comunicar:

Foque na outra pessoa. Se você está planejando o que você vai dizer a seguir, sonhando acordado, ou pensando em outra coisa, é quase certo que perca sinais não-verbais e outras sutilezas na conversa.

Faça contato visual. Contato com os olhos pode comunicar interesse, manter o fluxo de uma conversa e ajudar a medir a resposta da outra pessoa.

Preste atenção aos sinais não-verbais que você está enviando e recebendo, algo como expressão facial, tom de voz, postura, gestos e toques e também o momento e o ritmo da conversa.

Habilidade 4: Use humor e jogue para lidar com os desafios   

Humor, riso e brincadeira são antídotos naturais para as dificuldades da vida; que aliviará seus fardos e o ajudará a manter as coisas em perspectiva. Uma boa gargalhada reduz o estresse, eleva o humor, e traz o seu sistema nervoso de volta ao equilíbrio.

Comunicação descontraída amplia sua inteligência emocional e ajuda você a:   

Tirar as dificuldades de letra. Ao permitir que você visualize suas frustrações e decepções de novas perspectivas, risos e brincadeiras ajudam a sobreviver a aborrecimentos, tempos difíceis e contratempos.

Atenuar mais as diferenças. Usar o humor suave, muitas vezes ajuda você a dizer coisas que podem ser difíceis de outra maneira, sem criar um conflito.   Relaxar e energizar-se. Comunicação descontraída alivia a fadiga e relaxa o corpo, o que lhe permite recarregar e realizar mais.

Tornar-se mais criativo. Quando você se solta, você se liberta de formas rígidas de pensar e de ser, o que lhe permite ser criativo e ver as coisas de novas maneiras.

Como desenvolver uma comunicação lúdica:   

Nunca é tarde demais para desenvolver e abraçar o seu lado bem humorado e descontraído.

·         Tente definir, o momento e a ocasião adequada. Quanto mais você descontrai, brinca e ri mais fácil se torna.
·         Encontre atividades agradáveis que te descontraia e o ajude a abraçar a sua natureza lúdica.
·         Pratique brincar com animais, bebês, crianças pequenas e amigos que apreciam brincadeiras divertidas.

Habilidade 5: Resolver conflitos de forma positiva  

Conflitos e divergências são inevitáveis em relacionamentos. Duas pessoas não podem, eventualmente, ter as mesmas necessidades, opiniões e expectativas em todos os momentos. No entanto, isso não precisa ser uma coisa ruim. Resolver conflitos de maneira construtiva e saudável pode reforçar a confiança entre as pessoas. Quando o conflito não é percebido como ameaçador ou punitivo, promove a liberdade, criatividade e segurança nos relacionamentos.

A capacidade de gerenciar conflitos é uma forma positiva de construção de confiança que é apoiada pelas quatro habilidades anteriores. Uma vez que você sabe como gerenciar o estresse, ficar emocionalmente presente e consciente, comunicar verbalmente, e usar humor e jogar, você estará melhor equipado para lidar com situações e captar emoções pesadas e neutralizar muitos problemas antes que eles aumentem.

Dicas para a resolução de conflitos:

Mantenha-se focado no presente. Quando você não está guardando velhas mágoas e ressentimentos, você pode reconhecer a realidade de uma situação atual e vê-la como uma nova oportunidade para a resolução de antigos sentimentos sobre conflitos.

Escolha os seus argumentos. Argumentos demandam tempo e energia, especialmente se você quer resolver os conflitos de uma forma positiva. Considere o que vale a pena discutir sobre e o que não vale.

Perdoe. Comportamento doloroso de outras pessoas está no passado. Para resolver o conflito, é preciso dar-se o desejo de punir ou se vingar.

Finalize conflitos que não podem ser resolvidos. É preciso duas pessoas para manter uma discussão indo. Você pode escolher para desengatar a partir de um conflito, mesmo se você ainda discordar.

Texto: Daniel Garcia, via Menthes
Fonte: Site Administradores (administradores.com.br)

Reconhecimento Diocesano da Comunidade Católica Fidelidade – Estatutos aprovados!

Por | DESTAQUES, PARTILHA DO FUNDADOR

O que é o Reconhecimento Diocesano da Comunidade Fidelidade

Levamos a conhecimento de toda a Diocese de Santo André, que no dia 5 de setembro, Dom Pedro Carlos Cipollini assinou o Decreto erigindo a Comunidade Católica Fidelidade, confirmando o Sr. Daniel Tadeu de Oliveira para agir na função de Superior. Para ler o inteiro teor do documentos, acesse o link abaixo.

Confira o Decreto de Reconhecimento: Decreto de reconhecimento da Comunidade Fidelidade

O que é uma associação?

Conforme o Código de Direito Canônico, os fiéis leigos têm o direito de se unir para, juntos, alcançarem algum bem espiritual em conformidade com o que pregou nosso Senhor Jesus e que nos ensina a Santa Igreja (CDC cânones 298, 299).

A Igreja utiliza o termo “associação”, para referir-se às organizações eclesiais de fiéis, com ou sem personalidade jurídica, constituídos para desenvolver juntos algum aspecto da vida cristã, em conformidade com o que Jesus nos ensinou (CDC cânones 215). A Igreja admite a utilidade das associações para o melhor desempenho de missões específicas por um carisma. (Apostolicam Actuositatem, 18-19).

Para ser legítima, o que uma associação precisa?

Tais associações precisam do reconhecimento da Igreja para que possam ser consideradas “católicas”. (cf. cân.299 §3). Conforme reza a norma do cân. 299 §3, uma associação privada pode pedir o reconhecimento (agnitio, em latim) por parte da autoridade eclesiástica competente (o bispo), que pode concedê-lo apenas depois do exame (recognitio) dos estatutos da associação pelo assessor jurídico da Diocese e seu discernimento.

Com o exame dos estatutos (recognitio) a autoridade declara a “eclesialidade da associação” e se assegura que não haja nada que contrarie a fé, a moral e a disciplina da Igreja (CDC. cânone 305 ) por meio de investigatio.

O bispo de uma diocese tem o direito e o dever de “discernir” a origem e fim de toda realidade numa diocese. (cf. Cân. 381; 383).

O que acontece durante um “reconhecimento diocesano”?

Através do ato chamado reconhecimento diocesano o Bispo aprova os estatutos (CDC cânone 304) e concede a “personalidade jurídica” de acordo com o (CDC cânone 322).

Em outras palavras: A regra de vida (estatuto) tem a bênção Divina e a Comunidade Católica Fidelidade, passa a exercer uma missão eclesial, católica. Desta forma, esta Associação tem os direitos e deveres previstos pela lei eclesiástica.

Quais as vantagens para a Diocese e para a Comunidade Católica Fidelidade com o Reconhecimento?

Para a Diocese de Santo André, significará que em qualquer local onde a Comunidade Católica Fidelidade exercer suas atividades, será um fruto do labor apostólico desta Igreja Particular.

Para a Comunidade Fidelidade, significará a confirmação da inspiração divina do Carisma (Ser Santo para tornar o mundo mais santo). Incentivo e amparo canônico para os missionários que optaram pela consagração de vida na comunidade. Mediante a comunhão com a Sé Apostólica e o Bispo Diocesano, traz legitimidade da ação evangelizadora da comunidade dentro e fora dos limites diocesanos. Assegura a estabilidade do Carisma enquanto mantiver fidelidade à inspiração da sua fundação.

Estamos em festa com esse grande momento. Para os membros da comunidade, trata-se da confirmação do carisma e a bênção da Igreja para o itinerário vocacional. Também para os amigos fiéis significa que estão apoiando uma obra que realiza – em nome da Igreja Católica – uma missão de grande importância; cujos frutos são reconhecidos na sociedade e em meio ao povo cristão.

Junte-se a nós neste tempo de alegria e festa. Agradecemos a Deus pelo dom do Carisma da Fidelidade! Agradecemos ao Senhor pela Vocação! Fazemos parte de uma família espiritual que recebe o aval da Igreja e se sente ainda mais impulsionada a continuar.

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Quando o homem velho fala. Efésios 4, 17 Partilha do Fundador Daniel Oliveira

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Seu homem velho ainda aparece?

Para viver uma vida digna “da vocação a que fomos chamados” (Ef 4, 1) não é apenas uma vida de unidade e crescimento, mas de renuncias que decidimos aceitar para ter uma nova vida. Essa nova vida é uma série de negativas e positivas. A primeira negativa é despojar-se do velho homem (v. 22).

A vida cristã começa com um claro rompimento com o passado (pecado), e São Paulo apelou aos Efésios para que não mais andassem “como também andam os gentios” (v. 17). Para os romanos, São Paulo usou uma linguagem mais séria e os chamou a crucificarem o velho homem “para que o corpo do pecado [fosse] destruído” (Rom. 6: 6).

Pense agora em algumas das características do velho homem em Efésios 4, 17-24. Compare com Romanos 3, 10-18. Que tipo de quadro ele apresenta da humanidade em geral? Mudou alguma coisa até nosso tempo desde que Paulo escreveu?

Note que, em sua descrição aos Efésios, São Paulo usa palavras como escuridão, ignorância e cegueira, coisas que os levaram à decadência moral. Por causa do pecado, a mente deles não podia compreender as verdades espirituais. Como resultado, a vida deles era desperdiçada na inútil busca de Deus em si mesmos, nos ídolos desprezíveis ou na vã filosofia.

Eles se perdiam em ensinos fantasiosos e viviam na escuridão espiritual (Ef. 4, 18; veja também Rom. 1, 19-21). Sua sensibilidade moral estava tão comprometida que não podiam fazer distinção entre o bem e o mal. Os prazeres do corpo, comportamento particularmente imoral e contrário aos padrões, haviam se tornado seu passatempo favorito. Viviam em “depravação”, “impureza” e “avidez” (Ef. 4, 19; veja também Rom. 1, 26-32).

Essa era a vida deles – a vida do velho homem – antes de irem a Cristo. Então, São Paulo apela aos que creem: não voltem jamais para o velho homem.

Como isso é difícil para nós, me incluo. Por vezes o velho homem que falar! E falar alto. Nos tornamos insensíveis ao Espírito e deixamos que o homem velho tome conta de nossas ações, falas, pensamentos. Quando isto acontece um caos espiritual se instala e sempre sai alguém ferido. Cria-se a divisão, magoa e em algumas situações o pecado em nós.

Quando decidimos seguir a Cristo, devemos abandonar o antigo estilo de vida dos gentios. Mas abandonar não é suficiente. O cristianismo não é uma religião de negação mais de escolhas e certas escolhas necessitam. Espera-se que o cristão se erga a um patamar mais elevado de vida moral e espiritual. Então, São Paulo aconselha: “E vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem” (Ef. 4, 23-24).

Se a vida do velho homem era caracterizada por uma mente fútil, a vida do novo homem se distingue pela mente renovada. Devemos assim pensar antes de falar, não agir sem a ação do Espírito Santo. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rom. 12, 2).

Depois de descrever a vida fútil, obscura e pecaminosa dos gentios (Ef. 4, 17-20), São Paulo afirma que eles haviam sido ensinados a deixar essa vida quando foram a Cristo. Usando três verbos – aprender, ouvir e instruir, São Paulo lembra aos Cristãos que eles já conheciam bem o efeito da salvação e do novo nascimento em seu estilo de vida. Essa verdade não chegara até eles de qualquer fonte humana, mas do próprio Jesus (Efés. 4:21). O uso que São Paulo faz do nome de Jesus não é acidental. Ele quer que os Cristãos saibam que o Jesus histórico – encarnado, crucificado, ressuscitado e ascendido ao Céus – Ele mesmo é a verdade, Ele mesmo é o revelador da verdade (João 14, 6).

“Aqueles que recebem o Salvador se tornam filhos de Deus. … Sua mente é transformada. … Em vez do amor supremo ao eu, eles passam a apreciar o amor supremo a Deus e a Cristo.”

Daniel Oliveira

Vivendo em Comunidade

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Hoje se fala muito em comunidade. Comunidade paroquial, comunidade escolar, comunidade familiar, Novas Comunidades e até comunidades virtuais, espalhadas pelas redes de computadores. Fala-se muito, mas na realidade, vivemos num mundo onde cada um vive para si. Um mundo cada vez mais anônimo, pessoas isoladas pela competição e fechadas no individualismo. Os meios de comunicação, que deveriam aproximar as pessoas, acabam distanciando.

O individualismo tende a criar uma sociedade de consumistas, na qual estão em jogo os interesses pessoais. Temos uma realidade dividida, na qual os “ventos parecem contrários” Sujeitos que esperam milagres prontos e rápidos. A família sofre igualmente esses efeitos. Num chamado “amor sem compromisso”, muitos valores são perdidos. Tudo isso nos desafia, mas não pode causar medo.

A  comunidade Cristã

O ser humano só consegue tomar consciência do mundo e dos outros, através do amor e da partilha que se dá na vida em comunidade. É ali que ele vai desenvolver seus dons e suas capacidade. As comunidades cristãs são comprometidas com a fé e ligadas pelos laços de fraternidade. Viver em comunidade, nesta perspectiva, é lutar pela paz e pela justiça no mundo.

Não basta estar juntos, ou um ao lado do outro na mesma casa. É preciso que haja objetivos comuns, metas definidas, prioridades básicas que favoreçam a superação do individualismo. Faz-se necessário vivenciar relações interpessoais. A comunidade cristã tem um elo que une e fortalece os seus membros, é a mística do serviço e da oração em comunidade.

Na comunidade, cada um tem a responsabilidade de ajudar e sustentar a fé dos irmãos; dá e recebe, perdoa e é perdoado, acompanha e jamais  está só, oferece seus carismas e ministérios para o bem de todos, e beneficia-se com os de seus irmãos; compartilha.

Viver em comunidade é sair do anonimato para deixar-se conhecer, deixar-se cativar, colocando seus dons e talentos a serviço. Só que ama realmente, entende o que significa a vida em comunidade

Por outro lado, é na comunidade que acontece também às inevitáveis tensões e conflitos. A comunidade é o lugar do crescimento, mas também é o lugar dos desafios constantes. Acontece que nem sempre as pessoas estão maduras e preparadas para compartilhar e viver em harmonia e doação evangélica. A irradiação do amor supõe a superação do egoísmo. O encanto da vivência comunitária supõe uma grande capacidade de amar. Saber viver em comunidade é uma missão que se aprende cada dia. É preciso superar limites e ir além dos interesses pessoais, olhar mais para o “nós” e menos para o “eu”..

Comunidade na Escritura

Todo o Primeiro Testamento é uma tentativa de organizar o povo em grupos. De um povo rude e primitivo, tenta-se criar um espírito de fraternidade.

O Segundo Testamento, porém, vai desenvolver de uma maneira plena e de uma forma privilegiada a dimensão comunitária, a partir do mandamento novo trazido por Jesus. A mensagem do Evangelho é profundamente fraternal, pois é a justiça do Reino. Jesus escolhe os doze discípulos para formar comunidade. O cristianismo tem como ponte culminante um amor sem limite, um amor que “dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15,13). A igreja fundada por Jesus é confirmada em Pentecostes, é precisamente a comunidade daquelas pessoas que professam a mesma fé e participam do mesmo Pão da Vida.

É o próprio Jesus que escolhe os doze pelo o nome e forma com eles a “nova comunidade do Reino”. Depois começa a conquistar discípulos formando uma nova família. Quem é minha mãe, que são meus irmãos? – pergunta Jesus, “São aqueles que fazem a vontade do Pai, esses são meus irmãos” (cf. Mc 3,34-35). Na nova comunidade de Jesus, a lei maior é o amor, a autoridade é serviço, a reconciliação é a prática diária, a partilha dos bens é regra.  Essa nova comunidade de Jesus, com a pregação dos primeiros discípulos, se espalhou rapidamente pela Galiléia. E depois da ressurreição mais ainda, quando “o Senhor ia ajuntando à comunidade dos discípulos milhares de outros que deviam ser salvos” (cf. At 2,47). É muito claro que sem comunidade não há como viver nesta nova família fundada por Jesus.

Ainda predominam entre nós e em nossas Igrejas, as formas religiosas individualistas  de massas, nas quais não se valorizam as relações interpessoais e fraternas. Busca-se Deus de forma egoísta e interesseira. Não há partilha de vida. Cada um só pensa em si mesmo. Porém, não podemos nos esquecer que o núcleo do cristianismo é o amor e a partilha. Tal amor exige a vivência comunitária e as relações fraternas. Ao mesmo tempo não podemos perder de vista o apostolado e a solidariedade com os mais pobres.

A autêntica comunidade cristã tem os olhos voltados para a realidade do mundo. O cristão deve ser por vocação um promotor de comunidades nos demais campos da vida social e profissional. Com sua vivência de fé, o cristão coloca o bem comum acima do particularismo. O Evangelho é para ser espalhado no mundo, que precisa ser renovado a partir da vida de comunidade.

Oração

Senhor, Tu nos chamas a viver em comunhão, chamas-nos a viver em comunidade.

Respondemos a este convite, esforçando-nos para transformar a Tua Palavra na vida!

Queremos ser profetas da verdade e do amor, mesmo quando o nosso relacionamento não vai bem e nos falta um verdadeiro compromisso para com a fraternidade. Ajuda-nos a construir a comunidade onde a gratuidade do amor e do perdão seja a nossa atitude cotidiana, onde os limites, os erros, os pecados, sejam também oferenda de sacrifício.

Senhor, que cada um de nós sinta as necessidades e aspirações dos outros como sendo próprias e que as nossas diferenças nos ajudem a descobrir a riqueza da diversidade,

Que nossa comunidade seja aberta e sensível às necessidades do mundo, da igreja e dos mais pobres.

Ajuda-nos a construir a comunidade que  seja um sinal da Tua Presença no mundo .

Amém!

As Obras de Misericórdia – Dom Pedro

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

A crise que nos atinge parece longe de acabar e a situação do povo se agrava. O desemprego não faz somente diminuir o salário, deteriorar o atendimento na saúde e tantos outros benefícios, mas também diminui a confiança. Falta de esperança gera incerteza, e isto concorre para vivermos uma situação onde todos precisam de todos.

Na Igreja Católica, o Papa Francisco instituiu o Ano Santo da Misericórdiaque estamos vivendo. É um período em que todos, católicos e pessoas de boa vontade, são chamados a perceber a necessidade que nossa sociedade tem de compreensão entre as pessoas, acolhida, perdão e misericórdia nos relacionamentos. É evidente que a melhor ajuda, vem do trabalho honesto e incessante, daqueles que podem melhorar a situação, tomando decisões justas em favor do povo, em especial dos que mais necessitam. Acabar com a corrupção é urgente para a sobrevivência da população.

Neste ano Santo da Misericórdia somos convidados a orar, fazer a peregrinação à Porta Santa presente em nossa Diocese, na Catedral, nos Santuários: do Bonfim, Boa Viagem, Nossa Senhora Aparecida e São Maximiliano Kolbe/Milícia em São Bernardo. Mas, somos convidados também a ajudar nossos irmãos e irmãs necessitados a superarem as dificuldades. Abrir o coração para compadecer-se, abrir os ouvidos para ouvir e o bolso para ajudar.

A tradição da Igreja conta com sete obras de misericórdia corporais e sete obras de misericórdia espirituais. A Bíblia é o espelho de como a misericórdia se exprime no dia a dia da vida em forma concreta. As obras de misericórdia inserem-se dentro do processo de solidariedade humana, exigido pelas situações dramáticas e precárias em que vive grande parte de nossos irmãos e irmãs.

As obras de misericórdia encontram-se descritas no Catecismo da Igreja Católica (n. 2448) da seguinte maneira: “As obras de misericórdia são ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais (cf. Isaías 58,6-7; Mateus 25, 31-46). São sete obras de misericórdia “espirituais”: dar bom conselho, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, suportar com paciência as fraquezas do próximo. E as obras de misericórdia corporais” que são mais conhecidas, são: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, acolher o estrangeiro, assistir os enfermos, visitar os presos e enterrar os mortos.

As obras de misericórdia são um testemunho concreto do amor preferencial pelos pobres na perspectiva dos ensinamentos de Jesus. A misericórdia não é contrária à justiça. É necessário fazer justiça e lutar por leis justas que sejam observadas.

A misericórdia é superior à justiça. Como disse Jesus: ”Se a vossa justiça não superar a dos fariseus e doutores da Lei, não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5,20). A justiça dos homens é o mínimo do amor solidário, as obras de misericórdia são o máximo do amor solidário. Enfim, na ordem dos princípios o amor a Deus vem primeiro, na ordem prática o amor ao próximo é que vem primeiro.

Dom Pedro Carlos Cipollini

Artigo escrito para o Diário do Grande ABC, maio de 2016.

Papa Francisco: Como ser Santo?

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Papa Francisco: “se você for capaz de não falar mal do outro, está no bom caminho para se tornar santo”

Francisco comentou, na homilia na capela da casa Santa Marta, desta terça-feira, 24, o trecho litúrgico extraído da Primeira Carta de Pedro, definindo-a como um ‘pequeno tratado sobre a santidade’. Esta é, antes de tudo, “caminhar de modo irrepreensível diante de Deus”:

“Este ‘caminhar’: a santidade é um caminho, a santidade não se compra e nem se vende. Nem se pode presentear. A santidade é um caminho na presença de Deus, que eu devo fazer: ninguém o faz em meu nome. Posso rezar para que o outro seja santo, mas é ele que deve fazer o caminho, não eu. Caminhar na presença de Deus, de modo irrepreensível. Usarei hoje algumas palavras que nos ensinam como é a santidade de todo dia, a santidade – digamos – anônima. Primeira: coragem. O caminho rumo à santidade requer coragem”.

“O Reino dos Céus de Jesus”, repetiu o Papa, é para “aqueles que têm a coragem de seguir em frente” e a coragem, observou, é movida pela “esperança”, a segunda palavra da viagem que leva à santidade. A coragem que espera “num encontro com Jesus”. Depois, há o terceiro elemento, quando Pedro escreve: “colocai toda a vossa esperança na graça”:

“A santidade não podemos fazê-la sozinhos. Não, é uma graça. Ser bom, ser santo, avançar a cada dia um passo na vida cristã é uma graça de Deus e devemos pedi-la. Coragem, um caminho. Um caminho que se deve fazer com coragem, com a esperança e com a disponibilidade de receber esta graça. E a esperança: a esperança do caminho. É tão bonito o XI capítulo da Carta aos Hebreus, leiam. Fala do caminho dos nossos pais, dos primeiros que foram chamados por Deus. E como eles foram avante. E do nosso pai Abraão diz: ‘Ele saiu sem saber para onde ia’. Mas com esperança”.

Francisco prosseguiu: na sua carta, Pedro destaca a importância de um quarto elemento. Quando convida os seus interlocutores a não se conformarem “aos desejos de uma época”, os impulsiona essencialmente a mudar a partir de dentro do próprio coração, num contínuo e cotidiano trabalho interior:

“A conversão, todos os dias: ‘Ah, Padre, para me converter devo fazer penitência, me dar umas pauladas…’. ‘Não, não, não: conversões pequenas. Mas se você for capaz de não falar mal do outro, está no bom caminho para se tornar santo’. É tão simples! Eu sei que vocês nunca falam mal dos outros, não? Pequenas coisas… Tenho vontade de criticar o vizinho, meu colega de trabalho: morder um pouco a língua. Vai ficar um pouco inchada, mas o espírito de vocês será mais santo nesta estrada. Nada de grandes mortificações: não, é simples. O caminho da santidade é simples. Não voltar para trás, mas ir sempre avante, não? E com força”.

(Com informações Rádio Vaticano)

A fé sobrenatural

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

1. Noção e objeto da fé

O ato de fé é a resposta do homem a Deus que Se revela (cf. Catecismo, 142). “Pela fé o homem submete completamente sua inteligência e sua vontade a Deus. Com todo seu ser, dá assentimento a Deus que revela” (Catecismo, 143). A Sagrada Escritura chama este assentimento de “obediência da fé” (cf. Rm 1, 5; 16, 26).

A virtude da fé é uma virtude sobrenatural que capacita o homem – ilustrando sua inteligência e movendo sua vontade – a assentir firmemente a tudo o que Deus revelou, não por sua evidência intrínseca, mas pela autoridade de Deus que revela. “A fé é, antes de tudo, adesão pessoal do homem a Deus; é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o assentimento livre a toda verdade que Deus revelou” (Catecismo, 150).

2. Características da fé

– “A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele (cf. Mt 16, 17). Para dar a resposta da fé é necessária a graça de Deus” (Catecismo, 153). Não basta a razão para abraçar a verdade revelada; é necessário o dom da fé.

A fé é um ato humano. Ainda que seja um ato que se realiza graças a um dom sobrenatural, “crer é um ato autenticamente humano. Não é contrário nem à liberdade nem à inteligência do homem depositar sua confiança em Deus e dar sua adesão às verdades por Ele reveladas” (Catecismo, 154). Na fé, a inteligência e a vontade cooperam com a graça divina: “Crer é um ato do entendimento que assente à verdade divina por determinação da vontade movida por Deus mediante a graça”[1].

Fé e liberdade. “O homem, ao acreditar, deve responder voluntariamente a Deus; ninguém deve ser obrigado a abraçar a fé. Com efeito, o ato de fé é voluntário por sua própria natureza” (Catecismo, 160)[2]. “Cristo convidou à fé e à conversão, jamais forçou alguém a crer. Deu testemunho da verdade, mas não quis impô-la à força aos que O contradiziam” (ibidem).

Fé e razão. “Apesar de a fé estar acima da razão, jamais pode haver desacordo entre elas. Posto que o mesmo Deus que revela os mistérios e comunica a fé fez descer no espírito humano a luz da razão, não poderia negar-Se a Si mesmo, nem o verdadeiro contradizer jamais ao verdadeiro”[3]. “Por isso, a investigação metódica em todas as disciplinas, se se procede de um modo realmente científico e segundo as normas morais, nunca estará em oposição realmente com a fé, porque as realidades profanas e as realidades da fé têm sua origem no próprio Deus” (Catecismo, 159).

Carece de sentido tentar demonstrar as verdades sobrenaturais da fé; por outro lado, pode-se provar sempre que é falso tudo o que pretende ser contrário a essas verdades.

Eclesialidade da fé. “Crer” é um ato próprio do fiel enquanto fiel, isto é, enquanto membro da Igreja. Aquele que crê assente à verdade ensinada pela Igreja, que custodia o depósito da Revelação. “A fé da Igreja precede, gera, conduz e alimenta nossa fé. A Igreja é a mãe de todos os crentes” (Catecismo, 181). “Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tem a Igreja por mãe”[4].

A fé é necessária para a salvação (cf. Mc 16, 16; Catecismo, 161). “Sem a fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11, 6). “Aqueles que sem culpa própria não conhecem o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus de coração sincero e procuram em sua vida, com a ajuda da graça, fazer a vontade de Deus, conhecida através do que lhes dita a consciência, podem conseguir a salvação eterna”[5].

3. Os motivos de credibilidade

“O motivo de crer não radica no fato de que as verdades reveladas apareçam como verdadeiras e inteligíveis à luz de nossa razão natural. Acreditamos ‘por causa da autoridade do próprio Deus revelador, que não pode enganar-Se nem enganar-nos'” (Catecismo, 156).

Entretanto, para que o ato de fé fosse conforme com a razão, Deus quis dar-nos “motivos de credibilidade que mostram que o assentimento da fé não é de modo algum um movimento cego do espírito”[6]. Os motivos de credibilidade são sinais certos de que a Revelação é palavra de Deus.

Estes motivos de credibilidade são, entre outros:

– a gloriosa ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, sinal definitivo de sua Divindade e prova certíssima da veracidade de Suas palavras;

– “os milagres de Cristo e de Seus santos (cf. Mc 16, 20; At 2, 4)” (Catecismo, 156)[7];

– o cumprimento das profecias (cf. Catecismo, 156), feitas sobre Cristo ou pelo próprio Cristo (por exemplo, as profecias sobre a Paixão de Nosso Senhor; a profecia sobre a destruição de Jerusalém etc.). Este cumprimento é prova da veracidade da Sagrada Escritura;

– a sublimidade da doutrina cristã é também prova de sua origem divina. Quem medita atentamente nos ensinamentos de Cristo pode descobrir, em sua profunda verdade, em sua beleza e em sua coerência, uma sabedoria que excede a capacidade humana de compreender e de explicar o que é Deus, o que é o mundo, o que é o homem, sua história e seu sentido transcendente;

– a propagação e a santidade da Igreja, sua fecundidade, sua estabilidade “são sinais certos da Revelação, adaptados à inteligência de todos” (Catecismo, 156).

Os motivos de credibilidade não são ajuda apenas a quem não tem fé para superar os preconceitos que obstaculizam o recebimento dela, mas também a quem tem fé, confirmando-lhe que é razoável crer e afastando-o do fideísmo.

4. O conhecimento de fé

A fé é um conhecimento: faz-nos conhecer verdades naturais e sobrenaturais. A aparente obscuridade que experimenta o crente é fruto da limitação da inteligência humana ante o excesso de luz da verdade divina. A fé é uma antecipação da visão de Deus “face a face” no Céu (1Cor 13, 12; cf. Jo 3, 2).

A certeza da fé: “A fé é certa, mais certa do que todo conhecimento humano, porque se fundamenta na própria palavra de Deus, que não pode mentir” (Catecismo, 157). “A certeza que dá a luz divina é maior do que a que dá a luz da razão natural”[8].

A inteligência ajuda o aprofundamento na fé. “É inerente à fé que o crente deseje conhecer melhor Aquele em quem depositou sua fé, e compreender melhor aquilo que lhe foi revelado; um conhecimento mais penetrante suscitará, por sua vez, uma fé maior, cada vez mais inflamada de amor” (Catecismo, 158).

A teologia é a ciência da fé: ela se esforça, com a ajuda da razão, por conhecer melhor as verdades que se possuem pela fé; não para torná-las mais luminosas em si mesmas – o que é impossível –, porém mais inteligíveis para o crente. Este afã, quando é autêntico, procede do amor a Deus e vai acompanhado pelo esforço por aproximar-se d’Ele. Os melhores teólogos têm sido e serão sempre santos.

5. Coerência entre fé e vida

Toda a vida do cristão deve ser manifestação de sua fé. Não há nenhum aspecto que não possa ser iluminado pela fé. “O justo vive da fé” (Rm 1, 17). A fé atua pela caridade (cf. Gl 5, 6). Sem as obras a fé está morta (cf. Tg 2, 20-26).

Quando falta esta unidade de vida e se transige com uma conduta que não está de acordo com a fé, esta, necessariamente, debilita-se e corre o perigo de perder-se.

Perseverança na fé: A fé é um dom gratuito de Deus. Mas, podemos perder este dom inestimável (cf. 1Tm 1, 18-19). “Para viver, crescer e perseverar até o fim na fé, devemos alimentá-la” (Catecismo, 162). Devemos pedir a Deus que nos aumente a fé (cf. Lc 17, 5) e que nos faça “fortes in fide” (1Pe 5, 9). Para isto, com a ajuda de Deus, é preciso fazer muitos atos de fé.

Todos os fiéis católicos estão obrigados a evitar os perigos para a fé. Entre outros meios, devem abster-se de ler as publicações que sejam contrárias à fé ou à moral – tanto se as tem assinaladas expressamente o Magistério, como se o adverte a consciência bem formada –, a menos que exista um motivo grave e se deem as circunstâncias que tornem essa leitura inócua.

Difundir a fé: “Não se acende uma luz para pô-la debaixo de um alqueire, mas sobre um candeeiro… Brilhe assim vossa luz diante dos homens” (Mt 5, 15-16). Recebemos o dom da fé para propagá-lo, não para ocultá-lo (cf. Catecismo, 166). Não se pode prescindir da fé na atividade profissional[9]. É preciso informar toda a vida social com os ensinamentos e o espírito de Cristo.

Bibliografia básica

Catecismo da Igreja Católica, 142-197.

Leituras recomendadas

São Josemaria, Homilia Vida de fé, em Amigos de Deus, 190-204.

[1] São Tomás de Aquino, Summa Theologiae, II-II, q. 2, a. 9.

[2] Cf. Concílio Vaticano II, Declar. Dignitatis humanae, 10; CIC, 748, §2.

[3] Concílio Vaticano I: DS 3017.

[4] São Cipriano, De catholicae unitate Ecclesiae: PL 4,503.

[5] Concílio Vaticano II, Const. Lumen gentium, 16.

[6] Concílio Vaticano I: DS 3008-3010; Catecismo, 156.

[7] O valor da Sagrada Escritura como fonte histórica totalmente confiável pode ser estabelecido com provas sólidas: por exemplo, as que se referem à sua antiguidade (vários dos livros do Novo Testamento foram escritos poucos anos depois da morte de Cristo, o que dá testemunho de seu valor), ou as que se referem à análise do conteúdo (que mostra a veracidade dos testemunhos).

[8] São Tomás de Aquino, Summa Theologiae, II-II, q. 171, a. 5, ad 3.

[9] Cf. São Josemaria, Caminho, 353.

Ano da acolhida! Viver com intensidade…

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Acolher as pessoas é um dom necessário, ainda mais para os que querem viver em comunidade. Para estes é uma prioridade e uma ação indispensável.
“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.” Hebreus 13, 2
Durante minha caminhada na fraternidade, foram inúmeros os testemunhos de pessoas que debandaram para outras religiões por falta de acolhida e também testemunho muitas ocasiões em que eu mesmo não fui bem acolhido.
Todos precisam ser acolhidos, o ser humano é carente e algumas comunidades têm este dom até como seu carisma.
Creio que na Fidelidade a acolhida é um diferencial, estamos vivendo isto no dia a dia da comunidade, por que gostamos de receber as pessoas, de servir, de agradar em um sentido de mostrar a pessoa a sua importância em ter vindo ou de estarem conosco. Muito mais agora pelo princípio de células católicas. Acolher bem no templo e nas casas.
A acolhida é uma parte do carisma pois se faz em nome da comunidade, assim o carisma assume esse serviço dia a dia, nos momentos da comunidade, uma atitude como a da Mãe de Jesus nas bodas de Caná, não permitindo que nada falte para que a oração e a fraternidade transcorram num clima tranquilo e participativo.
Acolher é um desdobramento de nosso carisma, pois na acolhida já acontece uma ação que cura e liberta, liberta das tensões e da tristeza, de ser excluído de alguma forma, liberta da não aceitação na família ou sociedade.
A acolhida é um momento primordial para a decisão da pessoa em continuar ou desistir, voltar na comunidade ou naquele momento de fraternidade.
Quando os irmãos saúdam com simpatia e prazer, dando uma atenção especial às crianças, aos idosos e às pessoas com deficiência, aos enfermos, o carisma se cumpre e deixa os irmãos em condição de bem estar. Uma vez bem acolhida a pessoa se sente amada e assim abre-se o coração para as demais novidades do Espírito Santo.
“Assim a primeira evangelização e oração se dá na acolhida”
Para nós que vivemos em comunidade o ato de acolher se torna uma experiência profunda com o carisma e com a evangelização. Todos os carismas são acolhedores.
O fato de acolher a todos e em todos os momentos faz com que exercitemos a caridade e os mandamentos de amar a Deus e ao próximo como Eu mesmo gostaria de ser acolhido, é se colocar na condição do outro, tornando assim uma experiência de santificação que nos ajuda a vivenciar o que está escrito na carta aos Efésios:
“Vivendo segundo a verdade, no amor, cresceremos sob todos os aspectos em relação a Cristo, que é a cabeça. É dele que o corpo todo recebe coesão e harmonia, mediante toda sorte de articulações e, assim, realiza o seu crescimento, construindo-se no amor, graças à atuação devida a cada membro”  Efésios 4, 15-16

Não há como querer ser cristão de braços cruzados e inativos. Há necessidade de se agir de forma a não desprezar ninguém. Exemplo dessa atitude é o encontro de Jesus com Zaqueu (Lucas 19, 1-10).
A acolhida que Zaqueu proporciona a Jesus não é apenas formal: envolve toda a sua pessoa. Converter-se não significa só chegar a uma confissão oral dos primeiros erros, mas requer uma retratação efetiva dos mesmos. Zaqueu faz a sua confissão a Jesus, que agora se torna o seu “Senhor” no lugar de todos os “senhores” aos quais tinha servido.
Acolher bem o irmão, seja onde e como for, é acolher o próprio Cristo. Jesus apresenta para nós um desafio para amar e acolher. É uma exigência que nos completa.
Se vocês amam somente aqueles que os amam, por que esperam que Deus lhes dê alguma recompensa? Até os cobradores de impostos amam as pessoas que os amam! Mateus 5, 46

Oremos: “Ó Senhor, que eu te reconheça em cada pessoa que encontrar hoje. Que na minha acolhida o meu sorriso exprima um convite, a minha atenção revele o respeito, a escuta se torne um dom, a paciência encoraje o diálogo, a disponibilidade se transforme em serviço, a amizade se torne esperança, o otimismo renove a confiança, a alegria alimente a comunhão e a fé gere a paz! Que eu entenda que a pessoa mais importante é aquela que está diante de mim e que a ação mais necessária é o amor. Amém.”

Os Conselhos Evangélicos

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Os Conselhos Evangélicos

Os conselhos evangélicos têm sua origem divina, mais exatamente, cristológica, pois estão fundamentados nas palavras e exemplos do Senhor.
Tem sua origem divina na doutrina e nos exemplos de Jesus, isto quer dizer, que se fundam em sua vida, em toda sua vida. A vida e a doutrina de Jesus estão na base de toda forma de vida cristã, e de maneira especial, na base da vida consagrada.
Quando se fala na vida de Jesus, não se refere aos seus aspectos, mas às suas dimensões.

Como foi a vida de Jesus?

Jesus é o Homem inteiramente livre e inteiramente para os outros. Ele viveu inteiramente para o Pai e para os irmãos. Sua vida consiste em desviver-se. Não se pertence a si mesmo. É, existe e vive para Deus e para os homens. E a virgindade- pobreza-obediência, foram a expressão objetiva desta plena e definitiva autodoação. Por isso a vida de Jesus não foi simples existência, mas uma proexistência. Seu existir foi proexistir, existir em favor dos outros, dando tudo e a si mesmo. Então os conselhos evangélicos não podem ser entendidos como aspectos, mas como dimensões constitutivas da vida de Jesus.
Para nós, também os conselhos evangélicos não são aspectos, mas dimensões constitutivas de nossa vida. Porque o consagrado ” imita mais estreitamente e re-apresenta perenemente na igreja o gênero de vida que o Filho de Deus assumiu quando veio a este mundo para cumprir a vontade do Pai, e que propôs aos discípulos que o seguiam”.(Concílio)
Afirmar a origem divina-cristológica dos conselhos evangélicos é afirmar a sua existência, mas também sua inviólavel perdurabilidade na igreja, já que se trata de “bem irrenunciável, sobre o qual a igreja não tem poder de vida ou morte. A Igreja o recebe como se recebe um dom, e o guarda com fidelidade, porque eles não são de origem eclesiástica, mas cristológica. Os conselhos evangélicos expressam, a doação total e irrevogável de Cristo à Igreja, e a doação total da igreja a Cristo.(nós não podemos extinguir os mesmos).
A hierarquia da igreja tem a missão de interpretá-las, regular sua prática e também de organizar formas estáveis de vivê-los.
Por causa da origem cristológica, o consagrado vive não simplesmente a castidade, mas a castidade de Cristo; não é a pobreza, mas a pobreza de Cristo, tampouco é a obediência, mas a obediência de Cristo. Existem outras formas de pobreza, castidade e obediência, mas nenhuma delas nos interessa, somente a que Cristo viveu. (não é aos nossos moldes).
Se nós nos desviarmos, ou nos descuidarmos da origem e dimensão cristológicas dos conselhos evangélicos, nós os tornaremos ininteligíveis, esvaziados de sentido, perdendo sua maior riqueza teológica. Nós não podemos desvinculá-los da pessoa de Cristo, de sua vida e doutrina. Deste modo e por essa razão, os conselhos evangélicos se converteram em simples meios ascéticos, em vez de ser atitudes e dimensões essencialmente evangélicas e cristológicas.
Portanto, para compreendermos verdadeiramente os conselhos evangélicos é necessário voltar decididamente à pessoa de Jesus casto-pobre-obediente com sua vida e sua doutrina, com o chamado ao seu seguimento e com seu mistério de Kénosis (conceito da teologia cristã que trata do esvaziamento da vontade própria e a aceitação do desejo divino de Deus); em relação com a Igreja, com sua vida, com sua santidade, com sua dimensão carismática e escatológica e com sua missão evangelizadora; em relação com o Reino de Deus, com sua valiosidade absoluta, com suas exigências supremas e com seu estabelecimento neste mundo, como inauguração da vida celeste (Jesus foi casto-obediente e pobre para isto).

Sentido em Jesus Cristo

A virgindade, a pobreza e obediência, constituem as três dimensões mais profundas do viver humano de Cristo.
O que significaram na vida-missão de Jesus esses três conselhos evangélicos?
Amor total demonstrado – isso significa que os conselhos eram para Jesus um meio, uma forma dele demonstrar o seu amor, provar o seu amor total a Deus e aos homens. Uma prova autêntica profunda de amor. Como provar o meu amor a ti, como tu irás reconhecer que o meu amor é sincero e é tão sincero que vou ser pobre-obediente-casto. E não como meios para conseguir o amor perfeito, mas como expressão desse amor perfeito. Não para tornar possível o amor, mais para tornar visível o amor. Para demonstrar o máximo amor ao Pai e aos irmãos.
Cristo teria amado com o mesmo amor total ao Pai e aos homens, se tivesse vivido de outra maneira, sem o mínimo perigo para sua liberdade ou para deixar-se levar para o egoísmo. Porém não nos teria feito ver com a mesma claridade e evidência esse amor e essa liberdade. Fazer ver com argumentos, dar provas convincentes. A virgindade-pobreza-obediência de Jesus foram grito essencial de amor e testemunho irrefutável de liberdade.
Quanto mais encarnarmos a pobreza-obediência-castidade mais demonstramos nosso amor a Deus e mais somos livres para amá-lo. Nada nos prende, nem nos domina. Quando tomamos posse de algo ou de alguém é porque estamos dominados por esse algo ou alguém. Devemos também através desses conselhos provar o nosso amor a Deus e aos homens, a nossa doação de nós mesmos sem reservas.
Doação total de si mesmo (como Jesus muito amava ao Pai ele doa a si mesmo).
O amor manifesta-se sempre como dom. Não há amor se não há dom.
Amor total – dom total – dom de si mesmo.
Amar é dar-se! Jesus não se pertence e não vive para si. Por isso vive inteiramente para os outros, para Deus e para os homens, isto é, para o Reino. Literalmente ele “desvive-se”. Jesus pôs-se a serviço dos outros – do Pai e dos irmãos – tudo o que era e o que tinha: Filiação, experiência com Deus, doutrina, tempo, própria vida. Porque viveu inteiramente como Filho do Pai, pode viver inteiramente como irmão de todos os homens.

Vivência antecipada do sacrifício da sua morte

Os conselhos eram para Jesus, parte integrante de sua Kénosis, do mistério de seu aniquilamento que culminou na morte de cruz. A Kénosis que Jesus vive não era mera renúncia, nem puro esvaziamento, mas auto-doação por amor. Cristo ofereceu-se a si mesmo e não sangue de animais. E esse sacrifício durou toda a sua vida.
A morte é a total oferta do nosso ser a Deus: o grão de trigo precisa morrer para nascer de novo.
Através dos conselhos evangélicos vivenciamos antecipadamente a cada dia a nossa morte, o nosso aniquilamento, que culminará em nossa morte (humildade – viver a nossa verdade).
Cristo não pode deixar de ser Deus, não pode renunciar ao seu ser divino, porém renunciou a sua condição divina gloriosa, isto é, renunciou a manifestar de modo habitual em sua humanidade a glória que lhe correspondia em virtude de sua divindade. Não fez valer seus direitos. Despojou-se de sua nobreza. Sendo Senhor e Rei, apresentou-se como servo e escravo.
Inauguração de “modo celeste de vida”
A vida da graça nos faz viver desde esta vida a glória do céu. A vida da graça é a vida eterna.
Também foram, os conselhos evangélicos, em Cristo, antecipação de sua ressurreição gloriosa, prefiguração da nossa e inauguração neste mundo da vida celeste. Através dos conselhos evangélicos, Cristo tornou já presente, nesta etapa terrena do Reino os bens definitivos e as atitudes essenciais do Reino consumado.
Pela castidade, pobreza e obediência, Cristo adiantou, aqui e agora, a condição essencial da vida celeste, estabelecendo um tipo de relações, divinas e humanas, válidas para outra vida.
Viveremos aqui o que viveremos no céu. A vida na terra deve ser uma preparação e antecipação da vida que vamos viver no céu. Os conselhos nos fazem viver e ser aqui na terra o que viveremos e seremos no céu.

O que são e o que devem significar em nós os conselhos evangélicos?

Aquilo mesmo que eles foram em Cristo e ter a mesma significação que tiveram nele. Do contrário seria necessário a condição evangélica da vida consagrada. Se a vida consagrada é em sua própria essência seguimento e imitação radical de Jesus Cristo virgem-pobre-obediente.
Os conselhos evangélicos na vida consagrada são afirmação clara da primazia absoluta do Reino, presença no mundo dos bens definitivos, prefiguração e experiência da vida eterna e da ressurreição gloriosa.
Devemos então, viver os conselhos evangélicos com o mesmo sentido que Cristo viveu, porém para nós, homens pecadores, precisamos acrescentar uma afirmação complementar: os conselhos evangélicos devem se tornar meios removedores de obstáculos, em mortificação das raízes de pecado-de cobiça, de egoísmo, de soberba (as concupiscências) que existem em nós, inclusive depois do batismo, e que um dia podem se transformar em frutos de pecado. São pedagogia para o amor, além de ser constitutivamente amor. Porque a amar se aprende amando. E esta é uma significação que em Cristo não tiveram.
Para nós assume também o caráter ascético, mas não para aí, porque seria privá-las de todo o seu sentido cristológico e, consequentemente esvaziá-los de seu conteúdo melhor. Deixariam então, de ser realidades e atitudes evangélicas, para ser simplesmente costumes ascéticos ou meios humanos de purificação.

A Castidade:

Prometer viver a castidade, significa imediatamente amar ao Pai e a todos os homens com o mesmo amor total, divino e humano de Cristo, que cria uma fraternidade universal com um tipo de relação interpessoal que continuará sendo válidas na outra vida, a fim de transcender toda mediação fundada nos sentidos (prazer pelo prazer).
A castidade vem de encontro a concupiscência do prazer, vem dar ao prazer o seu verdadeiro significado. (concupiscência=Inclinação a gozar os bens terrestres, particularmente os prazeres sensuais)
Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo”, modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida (solteiros, noivos, casados, viúvos, celibatários). No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade.
Celibatário (virgindade consagrada) – vive essa dimensão acrescida da renúncia ao matrimônio e ao exercício da sexualidade como conseqüência lógica desse amor imediato, total para viver inteiramente para o Reino. Evitando toda polarização e toda imediação no amor.
Portanto, precisamos cada vez mais entregar nossos sentidos a Deus: o nosso olhar, o nosso gosto, o nosso cheiro, o nosso ouvir, o nosso falar, o nosso tocar, o nosso sentir.

Amizade e castidade

§2347 A virtude da castidade desabrocha na amizade. Mostra ao discípulo como seguir e imitar Aquele que nos escolheu como seus próprios amigos, se doou totalmente a nós e nos faz Participar de sua condição divina. A castidade é promessa de imortalidade.
A castidade se expressa principalmente na amizade ao próximo. Desenvolvida entre pessoas do mesmo sexo ou de sexos diferentes, a amizade representa um grande bem para todos e conduz à comunhão espiritual.

Castidade e estado de vida

§2348 Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo”, modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade.
§2349 “A castidade há de distinguir as pessoas de acordo com seus diferentes estados de vida: umas na virgindade ou no celibato consagrado, maneira eminente de se dedicar mais facilmente a Deus com um coração indiviso; outras, da maneira como a lei moral determina, conforme forem casados ou celibatários.” As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência:
Existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica.
§2350 Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, urna aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade.

Castidade conjugal e Matrimônio

§2365 A fidelidade exprime a constância em manter a palavra dada. Deus é fiel. O sacramento do Matrimônio faz o homem e a mulher entrarem na fidelidade de Cristo à sua Igreja. Pela castidade conjugal, eles testemunham este mistério perante o mundo.
S. João Crisóstomo sugere aos homens recém-casados que falem assim à sua esposa: “Tomei-te em meus braços, amo-te, prefiro-te à minha própria vida. Porque a vida presente não é nada, e o meu sonho mais ardente é passá-la contigo, de maneira que estejamos certos de não sermos separados na vida futura que nos está reservada… Ponho teu amor acima de tudo, e nada me seria mais penoso que não ter os mesmos pensamentos que tu tens”.
§2368 Um aspecto particular desta responsabilidade diz respeito à regulação da procriação. Por razões justas, os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo, mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso, regularão seu comportamento segundo os critérios objetivos da moral.
A moralidade da maneira de agir, quando se trata de harmonizar o amor conjugal com a transmissão responsável da vida, não depende apenas da intenção sincera e da reta apreciação dos motivos, mas deve ser determinada segundo critérios objetivos tirados da natureza da pessoa e de seus atos, critérios esses que respeitam o sentido integral da doação mútua e da procriação humana no contexto do verdadeiro amor. Tudo isso é impossível se a virtude da castidade conjugal não for cultivada com sinceridade.

Vida Consagrada e castidade

§915 Os conselhos evangélicos, em sua multiplicidade, são propostos a todo discípulo de Cristo. A perfeição da caridade à qual todos os fiéis são chamados comporta para os que assumem livremente o chamado à vida consagrada a obrigação de praticar, a castidade no celibato pelo Reino, a pobreza e a obediência. E a profissão desses conselhos em um estado de vida estável reconhecido pela Igreja que caracteriza a “vida consagrada” a Deus.
§944 A vida consagrada a Deus caracteriza-se pela profissão pública dos conselhos evangélicos de pobreza, de castidade e de obediência em um estado de vida permanente reconhecido pela Igreja.

Coração puro e castidade

§2518 A sexta bem-aventurança proclama: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). A expressão “puros de coração” designa aqueles que entregaram o coração e a inteligência às exigências da santidade de Deus, principalmente em três campos: a caridade, a castidade ou a retidão sexual, o amor à verdade e à ortodoxia da fé. Existe um laço de união entre a pureza do coração, do corpo e da fé:
Os fiéis devem crer nos artigos do símbolo, “para que, crendo, obedeçam a Deus; obedecendo, vivam corretamente; vivendo corretamente, purifiquem seu coração; e, purificando o coração, compreendam o que crêem”.
§2520 O Batismo confere àquele que o recebe a graça da purificação de todos os pecados. Mas o batizado deve continuar a lutar contra a concupiscência da carne e as cobiças desordenadas. Com a graça de Deus, alcançará a pureza de coração:
• pela virtude e pelo dom da castidade, pois a castidade permite amar com um coração reto e indiviso;
• pela pureza de intenção, que consiste em ter em vista o fim verdadeiro do homem; com uma atitude simples, o batizado procura encontrar e realizar a vontade de Deus em todas as coisas;
• pela pureza do olhar, exterior e interior; pela disciplina dos sentimentos e da imaginação; pela recusa de toda complacência nos pensamentos impuros que tendem a desviar do caminho dos mandamentos divinos: “A desperta a paixão dos insensatos” (Sb 15,5);
• pela oração: “Eu julgava que a continência dependia de minhas próprias forças… forças que eu não conhecia em mim. E eu era tão insensato que não sabia que ninguém pode ser continente, se vos lho concedeis. E sem dúvida mo teríeis concedido, se com gemidos interiores vos ferisse os ouvidos e, com firme fé, pusesse em vós minha preocupação.”
§2532 A purificação do coração exige a oração, a prática da castidade, a pureza da intenção e do olhar.

Espírito Santo na origem da virtude da castidade

§1832 Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós como primícias da glória eterna. A Tradição da Igreja enumera doze: “caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade” (Gl 5,22-23 vulg.).
§2345 A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo.

Ofensas à castidade

§2351 A luxúria é um desejo desordenado ou um gozo desregrado do prazer venéreo. O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união.
§2352 Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. “Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado.” Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade. Aí o prazer sexual é buscado fora da “relação sexual exigida pela ordem moral, que realiza, no contexto de um amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação humana”.
Para formar um justo juízo sobre a responsabilidade moral dos sujeitos e orientar a ação pastoral, dever-se-á levar em conta a imaturidade afetiva, a força dos hábitos contraídos, o estado de angústia ou outros fatores psíquicos ou sociais que minoram ou deixam mesmo extremamente atenuada a culpabilidade moral.
§2353 A fornicação é a união carnal fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. É gravemente contrária à dignidade das pessoas e da sexualidade humana, naturalmente ordenada para o bem dos esposos, bem como para a geração e a educação dos filhos. Além disso, é um escândalo grave quando há corrupção de jovens.
§2354 A pornografia consiste em retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros para exibi-los a terceiros de maneira deliberada. Ela ofende a castidade porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes, público), porque cada um se torna para o outro objeto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito, Mergulha uns e outros na ilusão de um mundo artificial. E uma falta grave. As autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de materiais pornográficos.
§2396 Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais.

Opções da castidade

§2339 A castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. “A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação.”
§2341 A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão a paixões e os apetites da sensibilidade humana.
§2344 A castidade representa uma tarefa eminentemente pessoal. Mas implica também um esforço cultural, porque “o homem desenvolve-se em todas as suas qualidades mediante a comunicação com os outros”. A castidade supõe o respeito pelos direitos da pessoa, particularmente o de receber uma informação e uma educação que respeitem as dimensões morais e espirituais da vida humana.
§2346 A caridade é a forma de todas as virtudes. Influenciada por ela, a castidade aparece como uma escola de doação da pessoa. O domínio de si mesmo está ordenado para a doação de si mesmo. A castidade leva aquele que a pratica a tornar-se para o próximo uma testemunha da fidelidade e da ternura de Deus.
§2395 A castidade significa a integração da sexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem do domínio pessoal.

Seguimento de Cristo e castidade

§2053 A esta primeira resposta é acrescentada uma segunda: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e segue-me” (Mt 19,21). Esta não anula a primeira. O seguimento de Jesus Cristo inclui o cumprimento dos mandamentos. A Lei não foi abolida, mas o homem é convidado a reencontrá-la na pessoa de seu Mestre, que é o cumprimento perfeito dela. Nos três Evangelhos sinópticos, o apelo de Jesus dirigido ao jovem rico, de segui-lo na obediência do discípulo e na observância dos preceitos, é relacionado com o convite à pobreza e à castidade. Os conselhos evangélicos são indissociáveis dos mandamentos.

Temperança virtude que comanda a castidade

§2341 A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão a paixões e os apetites da sensibilidade humana.

A pobreza: O Pai é a nossa única riqueza

A pobreza de Cristo foi, em face ao Pai, confiança absoluta, que ele expressou numa renúncia explícita a todo outro apoio, para afirmar decididamente que se apoiava somente nele, e proclamar a relatividade de todo o criado diante do valor absoluto do Reino.
Em face aos homens foi disponibilidade de tudo o que era e de tudo o que tinha. Em face a si mesmo, a pobreza foi parte integrante de seu ministério de aniquilamento. Em face dos bens desse mundo liberdade soberana.
Prometer viver na pobreza (fraternidade, unidade), pobreza quer dizer, empenhar-se em confiar infinitamente em Deus, apoiando-se unicamente nele, viver decididamente, para os outros, compartilhando tudo o que se é e tudo o que se tem com os irmãos, não pertencer-se para pertencer a todos, e manter diante de todas as coisas plena liberdade e independência ativa. É portanto, um meio de se vencer a concupiscência do possuir, que atinge uma dimensão muito maior do que somente ajuntar tesouros na terra.

A Obediência: O desafio da liberdade na obediência

A obediência em Cristo foi submissão filial plena e amorosa ao querer do Pai. Foi estado e atitude de perfeita docilidade, ativa e responsável à vontade do Pai. Foi saber-se centro do plano salvífico de Deus, aceitá-lo incondicionalmente com todas as suas consequências.
Fazer voto de obediência significa comprometer-se diante de Deus e diante dos irmãos a viver em atitude de total docilidade à vontade amorosa do Pai e a acolhê-la filialmente como critério único de vida, sejam quais forem as mediações humanas ou sinais que manifestam essa vontade.
Se estivermos atentos a vontade de Deus não esperaremos que as nossas autoridades a revele para nós e nem resistiremos aos absurdos ou mesmo aquilo que para nós é muito difícil. Nós mesmos exporemos a vontade de Deus para elas e as ajudaremos a descobrir conosco o que Deus tem para nós. Contribuiremos positivamente no caminho de Deus para as nossas vidas.
Para vivermos a obediência não podemos assumir uma atitude passiva ou muito menos uma atitude de nos esconder da vontade de Deus e nos colocarmos indispostos, resistentes, a ela, mas uma atitude de descoberta, uma disposição interior, uma determinação de descoberta para vivê-la. Como nós não queremos vivê-la nem queremos descobrí-la. O conhecimento da vontade de Deus nos leva a responsabilidade e não temos como nos abster de cumprí-la.

Os grandes desafios

Os conselhos evangélicos não devem ser considerados como uma negação dos valores inerentes à sexualidade, ao legítimo desejo de usufruir de bens materiais, e de decidir autonomamente sobre si próprio. Essas inclinações, enquanto fundadas na natureza, são boas em si mesmas, mas a criatura humana, enfraquecida como está pelo pecado original, corre o risco da as exercitar de modo transgressivo. A profissão de castidade, pobreza e obediência, torna-se uma admoestação a que não se subestimem as feridas causadas pelo pecado original, e, embora afirmando o valor dos bens criados, relativiza-os pelo simples fato de apontar Deus como o bem absoluto.

Uma vida de Cristão verdadeiro!

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Partilhando Colossenses 3-1-16.

Uma vida de Cristão verdadeiro é ser discípulo de Cristo.

São Paulo, apóstolo Paulo, explica como deve ser o comportamento de um verdadeiro cristão. Porque quando aceitamos a cristo mudamos o nosso comportamento moral e ético ao permitirmos que cristo viva dentro de nós, para sermos aquilo que Paulo diz em ( 2 Co 3:2-3) “carta escrita e lida por todos os homens”.

1.Busca as coisas que são de cima (V.1)
(Buscar é, tratar de descobrir, de encontrar, conhecer). Buscar as coisas do alto significa se esforçar para colocar as prioridades do céu na prática diária. Porque devemos buscar as coisas de cima e não da terra ( 2 Co 4:18) “não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”. As coisas da terra são passageiras, e as do alto eterna.

2. Esta morto para o mundo (V.2,3).
A expressão “porque já estais mortos” (V.3) significa que como uma pessoa morta, não devemos ambicionar as coisas deste mundo (1Jo 2:15) “não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele”. Quanto mais procuramos fazer a vontade de Deus, maior será nossa comunhão com ele.

3 .Tem a vida escondida em Deus (V.3).
O termo escondida significa “oculta ou segura”. Ter a vida escondida em Deus é ter certeza da salvação e viver cada dia para cristo.

4. Diz não a natureza pecaminosa (V.5)
(Mortificar) significa :1.diminuir ou extinguir a vitalidade de (alguma parte do corpo). 2 Torturar o (corpo). 3 Desgostar ou afligir muito. Devemos morrer para aquilo que pode levar-nos a destruição.
1.A prostituição (gr.pornéia), imoralidade sexual de todas as formas. 2. A impureza (akatharsia), pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5:3; Cl 3:5. 3. O apetite desordenado, a viu concupiscência e a avareza, que é idolatria. Porque são obras da carne, é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos a qual continua no cristão após sua conversão. Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua que o cristão trava através do poder do espírito santo (Rm 8.4-14; Gl 5.17).

5. Se revesti do novo homem (Vs.9,10).
A biblia diz: “que se alguém está em cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram ; eis que tudo se fez novo”(2 Co 5.17). por ocasião da conversão, não apenas viramos uma página de nossa vida velha, iniciamos uma vida nova, e passamos a viver uma totalmente sob o controle de Deus. Passamos a viver em união com cristo, arraigados e edificados nele conforme está em (Cl 2.6,7), “como pois, recebestes o senhor Jesus cristo, assim também andai nele. Arraigados e edificados nele e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, crescendo em ação de graças”.

6. Tem a paz de cristo (V.15).
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. João 14:27.

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade”. Efésios 2:14.

“ E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a mente em cristo Jesus”. Efésios 4:7.

7. Ler, medita, estudar a palavra de Deus e guardar (V.16).
É preciso ler, meditar, estudar a palavra de Deus, para que ela habite ricamente em nós. Quando isto acontecer teremos a nossa vida, totalmente controlada e dirigida por Jesus cristo e sua palavra (Sl 119:11; Jo 15:7; Ap 1:3).

Aqueles que se atrevem a levar um tiro por Cristo fiquem onde estão. O resto pode sair já.

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Durante a guerra cristera do México, um militar lança o desafio-ameaça a 600 católicos reunidos para uma missa clandestina. Quantos sobraram?

Os cristeros foram um grupo de heróis católicos que resistiram bravamente ao governo ateu e anticlerical do México nas primeiras décadas do século passado. Eles lutavam em defesa da fé e da Igreja e, quando presos e sentenciados à morte, morriam bradando:

VIVA CRISTO REI!

VIA A VIRGEM DE GUADALUPE!

As missas, naquele contexto de perseguição brutal, eram celebradas clandestinamente. Quando algum padre chegava ao povoado vestido “à paisana”, a informação corria de casa em casa com toda a discrição.

Certa vez, um povoado rural aguardava o sacerdote que viria no fim de semana. Os catequistas, também clandestinos, já tinham preparado grupos para receber o batismo e outros sacramentos. A celebração aconteceria num velho armazém capaz de abrigar algumas centenas de fiéis. No domingo de manhã, o depósito estava abarrotado com 600 pessoas.

De repente, o inesperado: entram no local dois homens uniformizados e armados.

Um deles levanta a voz e declara:

“Aqueles que se atrevem a levar um tiro por Cristo fiquem onde estão. O resto pode sair já! As portas vão ficar abertas só durante 5 minutos”.

Imediatamente, vários integrantes do coral se levantaram e saíram. Alguns diáconos também foram embora, seguidos pela maior parte dos fiéis. Em menos dos 5 minutos, apenas 20 pessoas dentre os 600 paroquianos tinham permanecido no recinto.

O militar que tinha falado olhou então para o sacerdote e disse:

“Muito bem, padre. Eu também sou cristão e já me desfiz dos hipócritas. Pode continuar a celebração”