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PARTILHA DO FUNDADOR

O que o inimigo mais quer é destruir os casamentos

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Quero reprisar aqui as falas de Monsenhor Jonas. Muito importante!

Se formos do Senhor, o mal tentará nos destruir, mas não podemos ceder às tentações. “Não é contra homens de carne e sangue que estamos lutamos, mas contra o príncipe deste mundo, por isso revesti-vos com a armadura de Cristo” (Efésios 6).

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Nenhum de nós pode paparicar o demônio, nós cristãos não podemos dar ao inimigo a “comida” de que ele gosta. Se você assiste à filmes pornográficos para melhorar seu desempenho sexual, por exemplo, eu lhe digo, meu filho, que seu desempenho não vai melhorar com esses filmes, mas sim com amor e carinho.

Não é possível viver dessa forma, porque os filmes pornográficos matam o casamento. Se você vive como cristão, o maligno não terá vez na sua vida conjugal.

Com minha bênção,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Aos 15 Anos de Comunidade Fidelidade. 2000/2015

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Paz de Cristo.

Neste mês de outubro de 2015 celebramos 15 anos de fundação. Seria impossível escrever todos os feitos maravilhosos do Senhor neste tempo de vida da Comunidade. O que celebramos realmente é a fidelidade de Deus para conosco e a graça de permanecer no seu amor servido ao Senhor e a igreja de Cristo com confiança. Buscamos a santidade e crescemos, mudamos, choramos, sorrimos… Quero agradecer todos que fizeram e fazem parte de nossa pequena e linda história, história esta que ainda é escrita em nossas missões ordinárias. Obrigado por vossas orações e contem sempre conosco.

Deixo a seguir a mensagem lida pela missionária Angélica Alves, que no dia 25 de outubro comoveu a todos com essas belas palavras.

Já se vão 15 anos. Muitos vão dizer que estamos debutando, afinal são 15 anos. Debutar significa apresentar, começar.  Mas não estamos começando, já somos adolescentes…. Passou tão rápido e ao mesmo tempo foi tão marcante e significativo, o tempo não para.

Santo Agostinho escreveu em suas reflexões sobre o tempo que costumamos dividir o tempo em três partes: passado, presente e futuro. E só temos a capacidade de perceber e medir o tempo no momento em que ele decorre. O passado é o tempo que se afasta de de nós, de nossa consciência, de nossa percepção. É tudo o que já não é mais palpável, simplesmente porque já se foi. Chamamos de presente o agora, o tempo em que nossas experiências acontecem no momento em que ocorre. O futuro por sua vez é como um lugar onde estão prontos todos os fatos, que presenciamos quando determinado período de tempo vier a transcorrer.

Trago na memória várias situações vividas ao longo da história na Comunidade Fidelidade e se perguntasse a cada irmão missionário, cada um teria na memória diversas lembranças. Santo agostinho diz que a sede do tempo está na alma pois a alma é a sede das capacidades humanas de compreensão, percepção, raciocínio, sentimentos e todas as potencialidades do espírito do Deus eternidade.

Sendo Deus eterno e criador de todas as coisas, o que seria então o tempo e a eternidade?

O tempo não pode medir a eternidade, pois na eternidade tudo permanece, nada passa, tudo é um eterno presente, ela está acima de todo tempo. E o tempo não é todo presente, o tempo é sentido e medido pelo homem e a eternidade é provinda daquele que é eterno Deus.

Em Nossa temporalidade, sendo peregrinos aqui na terra, celebramos momentos importantes, tendo como princípio que tudo é graça de Deus. O nosso chamado deu se quando a eternidade de Deus encheu o nosso tempo, quando o decidir-se na escolha pessoal, é o hoje, com o presente, com esse instante.

Santa Terezinha da menino Jesus nos diz que o que temos é o agora, é este momento, este é um presente de Deus. É o tempo que nos marcou, nos uniu e congregou, se perfaz agora aqui, por isso sentimos um renovo e porque não dizer o novo, pois em Deus tudo é novo.

O homem envelhece, não só fisicamente, mas em sua história cria marcas que o desfigurá e o afasta da imagem de Deus. Buscamos então a eternidade n’Aquele que é e sempre será aquele que nos marca com a busca pela santidade que está em Deus que é eternidade.

Buscamos um modo, uma impressão, um jeito de ser a imagem do criador como diz na sua palavra em Mateus 5, 48 “Portanto, sede perfeito como vosso pai celeste é perfeito”, e nossa marca, nosso modelo é o rei dos reis, nosso Senhor Jesus.

Nessa caminhada podemos relatar como Deus nos honrou, não porque merecemos, mas como expressão do nosso louvor, de um reconhecimento da sua promessa “Sem Mim nada podeis fazer”.

Que o nosso modo viver o anúncio do evangelho possa expressar a cada dia a marca do Eterno que carregamos. Filhos e filhas dessa comunidade Fidelidade.

Eu quero ser fiel a ti Senhor!

Agradeço a Deus acima de todas as coisas por nos escolher através destes servos norteadores Daniel e Marcio. Amém.

Parabéns Fidelidade! Confira abaixo Mensagem de nosso Bispo!

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Quem ensina você a ser homem de verdade?

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Os sites pornográficos que você acessa? Os caras do “Velozes e Furiosos” e de outros filmes de ação? Os comentários da rapaziada sobre as mulheres que eles “pegaram” no final de semana? As dicas de exercícios, dieta e moda voltadas para homens? Os lutadores de vale-tudo? As discussões feministas sobre os homens? As posturas que você assume na relação com sua namorada, esposa ou filhos?

A masculinidade é um dom precioso que todos nós, homens, recebemos de Deus, mas os referenciais que geralmente utilizamos para reconhecê-la e vivenciá-la muitas vezes são caricaturas – quando não deformações – do que é ser homem. “Numa civilização complexa, cosmopolita, individualista, desunida, amontoada de identidades insubstanciais, feitas com um pouco de cada coisa, o código dos homens [as normas que socialmente regem o comportamento masculino] torna-se indistinto. A conduta preconizada pelos homens ricos e poderosos se confunde com a de gurus e ideólogos, e tamanha é a desordem em que estas se misturam aos badulaques masculinos oferecidos pelos mercadores que não é tão difícil perceber por que dizem que o sentido da masculinidade pode ser qualquer coisa, todas as coisas ou coisíssima nenhuma” [1].  O cenário muitas vezes é de homens de identidades efêmeras, patinando entre modelos machistas, metidos a garanhões, andróginos, de postura frouxa, entre tantos outros, nos prendendo numa corrida às vezes desesperada por afirmação e satisfação que não é plenamente saciada, porque, com esses modelos, estamos cavando para nós “cisternas furadas, que não podem conter água” (Jr 2, 13).

Em tempos de ditadura do relativismo[2], precisamos aprender com um homem que vai nos colocar no prumo, que vai nos ensinar a ter vergonha na cara, a honrar nossas calças e nosso nome e a ser homens de verdade: Cristo!

Ele é o modelo perfeito de ser humano, mas para a maioria de nós é novidade e um tanto estranho pensar nele como referencial de homem. Mas aquele que fez um encontro pessoal com Cristo descobre que Ele se torna o cânon, a medida de todas as coisas, e isso inclui sua masculinidade. “Em toda a sua vida, Jesus mostra-se como nosso modelo. Ele é o ‘homem perfeito’ que nos convida a tornar-nos seus discípulos e a segui-lo” [3]. É óbvio que, mesmo o Verbo de Deus tendo se encarnado como um ser masculino, Ele também inspira a vivência das mulheres, mas isso nós deixamos para elas descobrirem. Nosso papo aqui é de homem pra homem.

Cristo é modelo de homem dedicado ao trabalho (Mt 8,20); de homem forte ao resistir às tentações (Mt 4,1-11) e ao lutar até a morte por sua missão (Jo 19,28-30); de homem corajoso que enfrenta os poderosos e as ideias mentirosas que escravizam as pessoas (Mt 23,13-38) e surpreende ao amar seus inimigos (Lc 23,34); de lídercom lealdade, que se doa aos seus amigos (Jo 15,15) e ama os seus até o fim (Jo 13,1); de esposo fiel e homem casto, que, unindo-se a sua esposa – a Igreja – e os dois se tornando uma só carne, é capaz de dar a vida por ela (Ef 5,25-32); de pai eterno (Is 9,5) e protetor, que vive sua paternidade espiritual com os filhos da Igreja; demestre, que ensina com a palavra e com o exemplo (Jo 13,13-15). Ele não usa meias palavras (Mt 5,37) e tem firmeza e autoridade no que diz (Mc 1,22), mantendo sua palavra até diante da ameaça de morte (Mt 26,62-66) – ou seja, tem palavra de homem! Faz tudo isso com imensa caridade e, sendo manso e humilde de coração, se compadece das misérias do outro (Mt 12,28-30). O mais belo dos filhos dos homens (Sl 45, 3) ou, melhor ainda, o novo Adão (Rm 5,12-19) é o modelo perfeito de como ser homem. Com Ele aprenderam os grandes homens santos que já passaram por este mundo e que deixaram um legado, uma marca. Com Ele aprenderemos nós a sermos homens de verdade!

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Notas:

1. DONOVAN, Jack. O código dos homens. Tradução: Luiz Otávio Talu. 1. ed. Santos: Editora Simonsen, 2015: 13-14.
2. Santa Missa “Pro Eligendo Romano Pontifice” – Homilia do cardeal Joseph Ratzinger (18 de abril de 2005).
3. Catecismo da Igreja Católica, n. 520.

Autor: Robério Nery

A espera que Jesus vai voltar é duvida de crentes e não crentes

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

A história da salvação acontece em diversas etapas. Deus criou e organizou o homem na face da Terra, depois escolheu um povo a partir de Abraão. Com essa escolha, o Senhor passa a ter um povo sobre a Terra. Logo depois, o Seu povo, por meio de Moisés, recebe a Lei, ou seja, o modo como viver neste lugar. Tudo isso apontava para o dia mais importante da nossa salvação: a chegada de Jesus.

formacao_1600x1200-formacaoPaulo descreve em Gálatas: “Chegada a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho nascido de uma mulher” (Gl 4,4). Jesus vem, cumpre Seu papel de revelar o Pai, redime a humanidade morrendo na cruz, forma Sua Igreja enviando o Espírito Santo e estabelece um tempo para essa Igreja até que Ele volte.

Portanto, a espera da segunda vinda de Cristo é renovada todos os dias, no mundo inteiro, na liturgia eucarística, pela Igreja, ao dizer “todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda”.

Nenhum teólogo ou Igreja cristã tem dúvida se Jesus vai voltar. Quando os primeiros cristãos perguntaram se era o momento de Jesus restaurar Jerusalém – como encontramos no livro dos Atos dos Apóstolos -, Ele respondeu: “não cabe a vós saber o dia e a hora, não cabe a vós vos preocupardes com este momento” (At 1,7-8). Porém, Jesus não negou esse momento, Ele não disse que a Igreja não deveria se preocupar com esse assunto.

Vejamos: a Igreja acabara de nascer, tinha, agora, a missão de levar o Evangelho até os confins da terra como descrito no versículo 8 de Atos dos Apóstolos: “Descerá sobre vós o Espírito Santo, que lhes dará força e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, na Judeia e na Samaria e até os confins da terra”.

Os primeiros cristãos estavam preocupados com a segunda vinda de Jesus

A preocupação central da Igreja recém-nascida era levar a mensagem da salvação ao mundo inteiro. Para isso, seria revestida da força do Espírito Santo e não deveria preocupar-se tanto com a segunda vinda do Senhor.

Mas apesar de os primeiros cristãos estarem focados em levar o Evangelho até os confins da terra, suas pregações traziam a visão escatológica. O capítulo 3 de Atos dos Apóstolos narra o milagre realizado por Pedro e João a caminho do templo. Esse fato assombrou o povo, que, atônito, acercou-se dos dois. Pedro, então, aproveita o momento para anunciar Jesus e convidá-los a crerem n’Ele, a se arrependerem e a se converterem, a fim de que os pecados lhes fossem apagados. Imediatamente, fala-lhes da segunda vinda do Senhor quando afirma: “Então enviará Ele o Cristo, que vos foi destinado, Jesus, a quem o céu deve acolher até os tempos da restauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca de seus santos profetas” (At 3,20b-21).

Também o apóstolo Paulo, na primeira das diversas cartas que escreveu, no livro mais antigo do Novo Testamento, já demonstrava preocupação com a segunda vinda do Senhor, como podemos constatar no capítulo 5, 23 da primeira epístola aos Tessalonicenses: “O Deus da paz vos conceda santidade perfeita; e que o vosso ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo sejam guardados de modo irrepreensível para o dia da Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”

Tanto Pedro, o apóstolo dos judeus, como Paulo, o apóstolo dos gentios, trabalharam esse tema em suas pregações e escritos. Ao lermos Mateus – “e este Evangelho do Reino será proclamado no mundo inteiro como testemunho para todas as nações. E então virá o fim” (Mt 24,14) -, percebemos que há um tempo estabelecido para a vinda do Senhor. Este tempo está compreendido entre o início da propagação do Evangelho e a chegada dessa mensagem ao mundo inteiro.

Os anjos afirmam sobre a volta de Jesus

Em Atos, os anjos afirmam que, do mesmo modo que viram Jesus subir, o verão descer dos céus: “Os anjos disseram: ‘Homens da Galileia, por que estais aí a olhar para o céu? Este Jesus que foi arrebatado dentre vós para o céu, assim virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu’” (At 1,11). Também no final dos Evangelhos vemos Jesus dizendo de sua segunda vinda gloriosa e dos diversos sinais que antecedem esse evento.

Os primeiros cristãos cumpriram a missão de levar o Evangelho e advertiram a Igreja sobre a vinda gloriosa do Senhor. Cabe à Igreja dos dias atuais – ao identificar os diversos sinais precursores e constatar que o Evangelho está chegando aos confins da terra – se deter sobre este assunto com mais profundidade.

(Conteúdo extraído do livro “A Segunda Vinda de Cristo” da autoria de Miguel Martini)

Sete coisas sobre os arcanjos Gabriel, Rafael e Miguel que talvez você não saiba

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

1. São os mais próximos aos humanos

Desde Pseudo-Dionisio, Padre da Igreja do século VI, está acostumado a se enumerar três hierarquias de anjos. Na primeira estão os Serafins, Querubins e Tronos. Depois vem as Dominações, Virtudes e Potestades. Enquanto que na terceira hierarquia estão os Principados, Arcanjos e Anjos. Estes últimos são os que estão mais próximos às necessidades dos seres humanos.

2. São mensageiros de anúncios importantes

A palavra Arcanjo provém das palavras gregas “Arc” que significa “principal” e “anjo” que é “mensageiro de Deus”. Vejamos o que diz São Gregório Magno:

“Deveis saber que a palavra ‘Anjo’ designa uma função, não uma natureza. Na verdade, aqueles santos espíritos da pátria celeste são sempre espíritos, mas nem sempre se podem chamar Anjos. Só são Anjos quando exercem a função de mensageiros. Os que transmitem mensagens de menor importância chamam-se Anjos; os que transmitem mensagens de maior transcendência chamam-se Arcanjos.

3. Existem sete Arcanjos segundo a Bíblia

No livro do Tobias (12,15), São Rafael se apresenta como “um dos sete anjos que estão diante da glória do Senhor e têm acesso a sua presença”. Enquanto que no livro do Apocalipse (8,2), São João descreve: “vi os sete Anjos que estavam diante de Deus, e eles receberam sete trombetas”. Por estas duas citações bíblicas, afirma-se que são sete Arcanjos.

4. Somente conhecemos três nomes

A Bíblia somente menciona o nome de três Arcanjos: Miguel, Rafael e Gabriel. Os outros nomes (Uriel, Barachiel ou Baraquiel, Jehudiel, Saeltiel) aparecem em livros apócrifos de Enoc, o quarto livro do Esdras e em literatura rabínica. Entretanto, a Igreja somente reconhece os três nomes que estão nas Sagradas Escrituras. Os outros podem servir como referência, mas não são doutrina.

5.  Gabriel significa “a força de Deus”

No Antigo Testamento, São Gabriel Arcanjo aparece no livro sagrado de Daniel explicando ao profeta uma visão do carneiro e o cabrito (Det. 8), assim como instruindo-o nas coisas futuras (Det. 9,21-27).  Nos Evangelhos, São Lucas (1,11-20) o menciona anunciando a Zacarias o nascimento de São João Batista e à Maria (Lucas 1,26-38) que conceberia e daria a luz Jesus.

São Gabriel Arcanjo é conhecido como o “anjo mensageiro”, representado com uma vara de perfumada açucena e é padroeiro das comunicações e dos comunicadores, pois através da Anunciação trouxe ao mundo a mais bela notícia.

6. Rafael em hebreu é “Deus cura”

O único livro sagrado que menciona a São Rafael Arcanjo é o de Tobias e figura em vários capítulos. Ali se lê que Deus envia este Arcanjo para que acompanhe a Tobias em uma viagem, na qual se casou com Sara.

Da mesma maneira, São Rafael indicou a Tobias como devolver a visão ao seu pai. Por esta razão é invocado para afastar doenças e conseguir terminar bem as viagens.

7. Miguel significa “Quem como Deus”

O nome do Arcanjo Miguel vem do hebreu “Mija-El” que significa “Quem como Deus ” e que, segundo a tradição, foi o grito de guerra em defesa dos direitos de Deus quando Lúcifer se opôs aos planos salvíficos e de amor do Criador.

A Igreja Católica teve sempre uma grande devoção ao Arcanjo São Miguel, especialmente a fim de pedir-lhe que nos liberte dos ataques do demônio e dos espíritos infernais. Costuma ser representado com a roupa de guerreiro ou soldado centurião pondo seu calcanhar sobre a cabeça do inimigo.

LIMA, 29 Set. 15 / 11:49 am (ACI).- A cada 29 de setembro, a Igreja Católica celebra a festa de três Santos Arcanjos: São Miguel, São Gabriel e São Rafael. Confira a seguir sete coisas que talvez não sabia deles.

Cuide do seu casamento assim e nunca se arrependerá dele

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

MEU CÔNJUGE É O MEU CAMINHO, MINHA VIDA, MEU LAR, O LUGAR NO QUAL DESCANSO E ME ENCONTRO COM DEUS

É importante encontrar espaços nos quais possamos crescer em nosso caminho. Cuidar da cumplicidade quando estamos juntos, sozinhos ou em público. Tratar-nos com delicadeza, sem nos ferirmos.

Nunca deixar que o outro se sinta sozinho. Que saiba que estou aqui, ao seu lado, caminhando em sua vida, quando ele está perto ou longe. Também quando estamos com mais gente.
Não contar sobre nossa vida íntima a outras pessoas. O que vivemos é nosso e ninguém precisa conhecer. Não rir nem reclamar dele diante dos outros. Viver a castidade também é guardar sua dignidade, sua honra, sua fama, seu nome, sua imagem.
É importante cuidar da intimidade conjugal a todo momento. Cuidar desse espaço no qual podemos nos entregar por inteiro. Cuidar do descanso e do diálogo. Que possamos estar juntos sem interferências.
Que o celular, o trabalho, a televisão, os seriados não nos façam deixar de cuidar do amor. Precisamos cuidar do que é nosso, desses tempos sagrados nos quais compartilhamos a vida.
Que não nos dispersemos nos amigos, nas reuniões familiares, sociais. O cônjuge é sempre a prioridade.
Por ele, faço coisas que jamais faria por outra pessoa, e deixo de fazer outras que gostaria de fazer. E faço isso feliz, porque o amo.
Por ele, deixei tudo. Por ele, começo de novo. Meu cônjuge é para mim o amor único, minha prioridade em tudo.
Quando éramos namorados, vimos na outra pessoa algo novo, que nos completava, complementava, encantava. O que era isso?
Agora é hora de recordar isso. Esse amor continua vivo na minha alma? O outro é o meu caminho. Minha vida. Meu lar. O lugar no qual descanso e me encontro com Deus.
O amor só é possível a partir dessa verdade. A partir da minha verdade, entrego-me inteiramente. E acolho a verdade do outro com alegria. Por isso, é fundamental nunca mentir, não ocultar coisas importantes que o outro deveria saber.
Não mentir com pensamentos, palavras ou segredos. Que minha vida seja transparente para o outro, limpa. Que ele saiba o que faço, o que sinto, o que me preocupa.
Meu olhar é muito importante. O olhar franco e verdadeiro. Puro e autêntico.
Como olho para meu cônjuge? Sou transparente, autêntico, verdadeiro?

Fonte: http://www.aleteia.org/pt/estilo-de-vida/artigo/cuide-do-seu-casamento-assim-e-nunca-se-arrependera-dele-5800345334710272

O equilíbrio acima de tudo!

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Creio que você já ouviu ou leu algumas vezes o texto evangélico da visita de Jesus à casa de Marta e Maria. Uma cena marcada pela beleza da amizade e repleta de ensinamentos. A cena nos revela uma casa acolhedora e duas irmãs preocupadas em dar o melhor de si para aquele que chega. Cada uma do seu jeito. Marta, preocupada com os afazeres da casa, com a cozinha, oferecendo o alimento; Maria sentada com Jesus, serena, bebendo suas palavras, curtindo a sua presença, acolhendo o presente que ele oferece.

Diante do quadro, como era a intenção de Jesus, é inevitável não se perguntar: com qual personagem me identifico mais? Sou Marta ou Maria? O que Jesus quer dizer quando fala que Maria escolheu a melhor parte. Ela estaria certa e Marta, errada?

Sabendo que toda narrativa bíblica é “simbólica”, vai além do que se vê e se ouve, podemos e devemos transportar para nossa vida pessoal, familiar, comunitária tudo aquilo que a cena revela.

Certamente, hoje em dia, corremos o risco de sermos apenas Martas a vagar pela vida, cheias de afazeres e compromissos. Num mundo altamente globalizado, onde a competitividade move nossos impulsos, não temos mais tempo pra parar, rezar, silenciar ou até mesmo conversar com os amigos. Tudo isso se tornou sinônimo de perda de tempo, e ‘tempo é dinheiro’.

Infelizmente, só agimos como Maria quando nos encontramos em situações difíceis; sentamos aos pés de Jesus quando o medo ou a dor nos visita. Só paramos de trabalhar, quando a doença rouba as nossas forças, ou quando a idade pesa nos ombros.

Uma lição que nos vem logo é a importância do equilíbrio em tudo oque somos e fazemos. Há um tempo para tudo. Cada coisa tem o seu tempo e o seu lugar. Tudo na medida certa. Até o remédio em dose exagerada se torna veneno. E o veneno, na medida certa, bem usado, pode se transformar em vacina.

O episódio de Marta e Maria vai nos mostrar que a atitude de ambas é importante e necessária; e elas se completam. Mas é imprescindível cuidarmos primeiramente do nosso interior, do nosso coração, nos abastecer de sabedoria e de paz. Só depois, estaremos preparados para organizar o que é externo, arrumar a casa, servir o alimento. A visita que chega só se realiza com as duas coisas. A atenção, a acolhida e o serviço.

Na vida espiritual, podemos dizer que a ação sem oração e reflexão pode se tornar ativismo que esvazia. A oração sem compromisso, desligada do serviço, aliena e acomoda. O ativismo pode acabar escravizando. O fanatismo religioso é sempre um perigo.

Olhando para o gesto de Maria, vamos perceber que toda pessoa que acolhe verdadeiramente a Palavra também se sente impelida ao serviço.Toda Palavra anunciada e acolhida gera compromisso.

Por outro lado, Marta nos ensina que ninguém consegue viver inteiramente a serviço, sem uma pausa para refletir, avaliar, se alimentar, recarregar a bateria. Para produzir frutos precisamos fincar raízes no chão onde se encontra a seiva da espiritualidade.

Embora uma comunidade seja formada por pessoas diferentes; algumas mais ligadas ao serviço e outras ao silêncio e oração, é importante que todos busquem o equilíbrio entre escuta da Palavra e ação, entre celebração e compromisso. Sendo capazes de falar e escutar, ensinar e aprender, caminhar e parar, dedicar-se aos serviços pastorais e a si mesmos, estar atentos ao corpo e ao espírito. Devem transparecer em cada um de nós o corpo ativo de Marta e o coração passivo de Maria.

Moralidade dos atos humanos!

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

A liberdade faz do homem um sujeito moral. Quando atua de maneira deliberada, o homem é responsável pelos seu atos. Os atos humanos, ou seja, os atos livremente realizados após um juízo de consciência, são moralmente bons ou maus.

A bondade ou maldade dos atos humanos depende de: 1º o objeto escolhido, 2º a intenção ou fim que se busca e 3º as circunstâncias da ação.

A pessoa humana se ordena à bem-aventurança por meio de seus atos deliberados; as paixões ou sentimentos que experimenta podem dispor ou contribuir a isso, mas em si mesmas as paixões não são nem boas nem más; só recebem qualificativo moral na medida em que depende da razão e da vontade.

O que são os atos humanos?

Os atos humanos são os atos livres do homem.

Como se qualificam moralmente os atos livres do homem?

Os atos livres do homem podem ser atos moralmente bons ou maus, mas nunca indiferentes.

De que depende a bondade ou maldade de um ato humano?

A bondade ou maldade de um ato humano depende do objeto eleito, da intenção ou fim que se busca e das circunstâncias da ação.

O que requer para que um ato seja moralmente bom?

Para que um ato seja moralmente bom requer-se por sua vez que seja bom no objeto, no fim e nas circunstâncias.

Um fim bom justificaria o uso de alguns meios maus?

Nunca, um fim bom jamais justificaria o uso de meios maus, porque o ato seria sempre mau; por conseguinte, não está permitido fazer um mal para obter um bem.

Somente a inteligência e a vontade intervêm nos atos humanos deliberados?

Não, as paixões também intervêm, que são os impulsos da sensibilidade, e segundo dependam ou não da razão e da vontade, há nas paixões bem ou mau moral.

11 de Julho – São Bento de Núrcia – Nosso Patrono

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

As informações sobre a vida de Bento nos foram transmitidas pelo seu biógrafo e contemporâneo, papa são Gregório Magno. No livro que enaltece o seu exemplo de santidade de vida, ele não registrou as datas de nascimento e morte. Assim, apenas recebemos da tradição cristã o relato de que Bento viveu entre os anos de 480 e 547.

Bento nasceu na cidade de Nórcia, província de Perugia, na Itália. Pertencia à influente e nobre família Anícia e tinha uma irmã gêmea chamada Escolástica, também fundadora e santa da Igreja. Era ainda muito jovem quando foi enviado a Roma para aprender retórica e filosofia. No entanto, decepcionado com a vida mundana e superficial da cidade eterna, retirou-se para Enfide, hoje chamada de Affile. Levando uma vida ascética e reclusa, passou a se dedicar ao estudo da Bíblia e do cristianismo.

Ainda não satisfeito, aos vinte anos isolou-se numa gruta do monte Subiaco, sob orientação espiritual de um velho monge da região chamado Romano. Assim viveu por três anos, na oração e na penitência, estudando muito. Depois, agregou-se aos monges de Vicovaro, que logo o elegeram seu prior. Mas a disciplina exigida por Bento era tão rígida, que esses monges indolentes tentaram envenená-lo. Segundo seu biógrafo, ele teria escapado porque, ao benzer o cálice que lhe fora oferecido, o mesmo se partiu em pedaços.

Bento abandonou, então, o convento e, na companhia de mais alguns jovens, entre eles Plácido e Mauro, emigrou para Nápoles. Lá, no sopé do monte Cassino, onde antes fora um templo pagão, construiu o seu primeiro mosteiro.

Era fechado dos quatro lados como uma fortaleza e aberto no alto como uma grande vasilha que recebia a luz do céu. O símbolo e emblema que escolheu foram a cruz e o arado, que passaram a ser o exemplo da vida católica dali em diante.

As regras rígidas não poderiam ser mais simples: “Ora e trabalha”. Acrescentando-se a esse lema “leia”, pois, para Bento, a leitura devia ter um espaço especial na vida do monge, principalmente a das Sagradas Escrituras. Desse modo, estabelecia-se o ritmo da vida monástica: o justo equilíbrio, do corpo, da alma e do espírito, para manter o ser humano em comunhão com Deus. Ainda, registrou que o monge deve ser “não soberbo, não violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não detrator, não murmurador”.

A oração e o trabalho seriam o caminho para edificar espiritual e materialmente a nova sociedade sobre as ruínas do Império Romano que acabara definitivamente. Nesse período, tão crítico para o continente europeu, este monge tão simples, e por isto tão inspirado, propôs um novo modelo de homem: aquele que vive em completa união com Deus, através do seu próprio trabalho, fabricando os próprios instrumentos para lavrar a terra. A partir de Bento, criou-se uma rede monástica, que possibilitou o renascimento da Europa.

Celebrado pela Igreja no dia 11 de julho, ele teria profetizado a morte de sua irmã e a própria. São Bento não foi o fundador do monaquismo cristão, que já existia havia três séculos no Oriente. Mas merece o título de “Pai do Monaquismo Ocidental”, que ali só se estabeleceu graças às regras que ele elaborou para os seus monges, hoje chamados “beneditinos”. Além disto, são Bento foi declarado patrono principal de toda a Europa pelo papa Paulo VI, em 1964, também com justa razão.

Oração para todos os dias

A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão meu guia.
Retira-te satanás!
Nunca me aconselhes coisas vãs.
É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno!

Ó Glorioso São Bento, que sempre se mostrou compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à Vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições.
Que em nossas famílias reine a paz e a tranquilidade, que se afastem todas as desgraças, sejam corporais, temporais ou espirituais, especialmente o pecado.
Alcançai São Bento, do Senhor Deus Onipotente, a graça que necessitamos:

(Peça a graça necessária)

São Bento dai-nos a graça de que, ao terminar nossa vida neste vale de lágrimas, possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso.
Rogai por nós, ó glorioso patriarca São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

São Bento, libertai-nos do mal!

São Bento, libertai-nos da inveja!

São Bento, libertai-nos do medo!

São Bento, libertai-nos do pecado!

Amém.

Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=santo&id=314#ixzz3fVn3GX9L
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Em que circunstâncias uma pessoa não pode comungar?

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Há dois tipos de disposições para comungar dignamente: as que se referem à alma e as que se referem ao corpo.

topicO fiel católico não deve comungar quando faltam as devidas disposições. Há dois tipos de disposições para comungar dignamente: as que se referem à alma e as que se referem ao corpo.

Quais são as disposições com relação à alma?

1. Estar em graça de Deus, ou seja, ausência de pecado grave.

2. Estar instruído nas principais verdades de fé.

3. Ter a devida reverência e respeito no momento da comunhão.

4. Crer firmemente que se vai receber Jesus Cristo.

“Quem estiver consciente de pecado grave não celebre Missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer previamente a confissão sacramental, a não ser que exista uma razão grave e não tenha oportunidade de se confessar; neste caso, porém, lembre-se de que tem obrigação de fazer um ato de Contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes” (Código de Direito Canônico, cân. 916).

Quais são as disposições com relação ao corpo?

1. Observar a norma sobre o jejum eucarístico.

2. Ter um aspecto exterior adequado: modesto e recolhido.

Exclusão da comunhão por motivos de idade ou doença

Não é permitido dar a comunhão nas seguintes circunstâncias:

1. Dentro das doenças estão: pessoas em coma, pessoas que não podem deglutir, pessoas com constante respiração assistida, apoplexia, risco de vômito, febre alta que cause alucinações etc.

2. Adultos que tenham doenças mentais que privam do uso de razão.

3. Adolescentes e idosos com sérias deficiências intelectuais.

4. Crianças antes do suficiente desenvolvimento mental.

Com relação a outras situações, não devem comungar:

1. Quem já comungou duas vezes no mesmo dia.

2. Quem faz parte da maçonaria, seitas de todo tipo etc.

3. Quem procura usar a Eucaristia para fazer campanha política ou para buscar votos.

4. Quem não está batizado.

5. Quem rejeita a Eucaristia ou duvida dela.

“Não é possível dar a comunhão a uma pessoa que não esteja batizada ou que rejeite a verdade integral de fé sobre o mistério eucarístico. Cristo é a verdade, e dá testemunho da verdade (cf. Jo 14, 6; 18, 37); o sacramento do seu corpo e sangue não consente ficções” (Ecclesia de Eucharistia, 38).

Finalmente, cabe esclarecer: o fato de que alguém não possa ou não deva comungar não impede que tal pessoa vá à missa. Mais ainda: aqueles que não podem receber a comunhão têm como todos os demais fiéis, o direito de participar da celebração eucarística e a obrigação de ir à missa aos domingos e festa de preceito.

É verdade que a maneira plena de participar da missa é comungando, mas é preciso levar em consideração que a participação na santa missa tem em si mesma um valor salvífico e constitui uma perfeita forma de oração, independentemente do fato de a pessoa receber ou não a comunhão.

Fonte: aleteia.org

Equilíbrio Espiritual: uma necessidade!

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

O equilíbrio espiritual é fundamental para nossa maturidade Cristã. A pessoa sem equilíbrio não cresce em maturidade de modo saudável e sustentável. Temos uma tendência de viver em pólos, ou num extremo ou no outro e, de modo geral, a maneira que tomamos decisões deve-se em grande escala aos extremos em que nos encontramos. O desafio para uma maturidade espiritual consistente é então ser capaz de se posicionar e também se movimentar entre um extremo e o outro, sem se deixar afetar por eles, e ao mesmo tempo não abrir mão de valores essenciais e absolutos.

O que é equilíbrio? Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, equilíbrio é:

Condição de um sistema físico no qual as grandezas que sobre ele atuam se compõem, para não provocar nenhuma mudança em seu estado; postura ou posição estável; estabilidade; harmonia, estabilidade mental e emocional; controle, autocontrole, autodomínio

O equilíbrio é o ponto de convergência entre dois extremos. O centro fundamental para que dois extremos funcionem bem. Do mesmo modo, podemos definir que o equilíbrio espiritual é o ponto conciliador entre um pólo e o outro. Observe que as extremidades existem e não devem ser ignoradas ou menosprezadas, simplesmente por não estarem do “meu” lado da balança! O desafio portanto para o equilíbrio é tentar encontrar o “ponto de contato”, a harmonia entre o “Eu” e o “Outro” não anulando os lados opostos, e sim percorrendo aquele eixo entre os pólos através de uma comunicação eficaz e conciliadora.

Como desenvolver um estilo de vida espiritualmente equilibrado? Em Eclesiastes 7:15-18 temos duas diretrizes importantes para um viver balanceado.

Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há perverso que prolonga os seus dias na sua perversidade. Não sejas demasiadamente justo, nem exageradamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? Não sejas demasiadamente perverso, nem sejas louco; por que morrerias fora do teu tempo? Bom é que retenhas isto e também daquilo não retires a mão; pois quem teme a Deus de tudo isto sai ileso.

A primeira diretriz é Evitar os extremos! Quando ele fala para não sermos demasiadamente justo, sábio; nem ímpio nem tolo, o escritor, na verdade, está dizendo para evitarmos os extremos porque eles podem ser prejudiciais, por mais justos e bonitinhos que eles possam ser! Agora, por que evitar os extremos?

O problema não é ser muito sábio ou muito justo, mas ser justo demais ao ponto de não dialogar com mais ninguém e se sentir auto-suficiente; ou ser sábio demais ao ponto de pensar que a verdade só está em você e todos estão errados!

A segunda diretriz é Saber dialogar com os extremos! Ele aconselha que saibamos reter o que é bom de cada extremo. Mas para isso, precisamos dialogar com estes pólos. Paulo diz para não desprezarmos as profecias, mas para julgarmos todas as coisas retendo o que é bom (Tess 5:20-21).

Por fim, ele diz que devemos temer a Deus. Deus é nosso Ponto de Equilíbrio Supremo. Quanto mais perto de Deus estou, mais equilíbrio espiritual tenho. E o contrario também é verdadeiro – mais distante de Deus menos equilibrado espiritualmente me torno. Temer a Deus, neste livro, tem a idéia de prestar contas a Ele de todas nossas ações e decisões. É nisso que se consiste a busca e a essência de nosso equilíbrio espiritual!

Uma canção para equilibrar. Em tons menores e maiores. Nem a mais e nem a menos…

Musica que se resolve em acordes harmônicos.

A Ressurreição de Jesus, um fato inegável!

Por | FORMAÇÕES, PARTILHA DO FUNDADOR

A ressurreição de Jesus é um fato histórico inegável. O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos? (1 Jo 1,1-2).

Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20); segundo São Paulo ?apareceu a mais de 500 pessoas? (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).

São Paulo disse: ?Porque antes de tudo, ensinei-vos o que eu mesmo tinha aprendido que Cristo morreu pelos nossos pecados […] e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também visto por mim como por um aborto? (1 Cor 15, 3-8).

?Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós todos somos testemunhas? (At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes. Diz São Pedro no dia de Pentecostes: ?Saiba com certeza toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes? (At 2, 36). ?Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos?(Rm 14, 9). No Apocalipse, João arremata: ?Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos? (Ap 1, 17s).

A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado foi marcante e inesquecível: ?Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: ?A paz esteja convosco!? Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: ?Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! ?Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho?. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: ?Tendes o que comer?? Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles? (Lc 24, 34ss).

Aos Apóstolos amedrontados, que julgavam ver um fantasma, Jesus pede que o apalpem e verifiquem que tem carne e ossos.
Nada disto foi uma alucinação, nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pois se tratava de pessoas muitos realistas que, inclusive, duvidaram a princípio da Ressurreição do Mestre. A custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé:?Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir? (Lc 24,39). Os discípulos de Emaús estavam decepcionados porque ?nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel? (Lc 24, 21).

Estes depoimentos ?de primeira hora?, concebidos e transmitidos pelos discípulos imediatos do Senhor, são argumentos suficientes para dissolver qualquer teoria que quisesse negar a ressurreição corporal de Cristo. Esta fé não surgiu ?mais tarde?, como querem alguns, na história das primeiras comunidades cristãs, mas é o resultado da missão de Cristo acompanhada dia a dia pelos Apóstolos.

Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram dissipá-la: ?Deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: ?Dizei que os seus discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e roubaram o cadáver de Jesus. Se isto chegar aos ouvidos do Governador, nós o convenceremos, e vos deixaremos sem complicação?. Eles tomaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E espalhou-se esta história entre os judeus até o dia de hoje? (Mt 28, 12-15).

E Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido na Cruz. Os Apóstolos só podiam acreditar na Ressurreição de Jesus pela evidência dos fatos, pois não estavam predispostos a admiti-la; ao contrário, haviam perdido todo ânimo quando viram o Mestre preso e condenado; também para eles a ressurreição foi um escândalo. Eles não tinham disposições psicológicas para ?inventar? a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram para não serem presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor (cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.

É de se notar ainda que a pregação dos Apóstolos era severamente controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada pelos membros do Sinédrio. Se a ressurreição de Jesus, pregada pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.

Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor. Será que em nome de uma fantasia, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? É claro que não. Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? O testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava. O edifício do Cristianismo requer uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. Assim, é muito mais lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada.

A Ressurreição de Jesus é ponto fundamental da fé cristã, a ponto que São Paulo pode dizer:?Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação; vazia também é a vossa fé… Se Cristo não ressuscitou, vazia é a vossa fé; ainda estais nos vossos pecados? (1Cor 15, 14.17).

A Ressurreição de Jesus é a base da fé; São Paulo chama Cristo ressuscitado ?o Primogênito dentre os mortos? (Cl 1, 18). A Ele, ressuscitado em primeiro lugar, seguir-se-á a ressurreição dos irmãos: ?Cada qual na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, por ocasião da sua segunda vinda; a seguir, haverá o fim? (1Cor 15, 23s).

Fonte: http://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/ressurreicao-de-jesus/

Semana Santa: um guia para vivermos a última semana de Jesus dia por dia

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

No coração da nossa fé, pulsa o grande Mistério Pascal: a Paixão, a Morte, a Ressurreição e a Ascensão de Jesus Cristo. Toda a História da Salvação culmina nestes acontecimentos salvíficos – e se fundamenta neles. Esta é a semana em que o ministério público de Jesus chega ao ápice em seu sofrimento, morte e ressurreição.

Sugerimos que você imprima este texto e o leia todos os dias desta Semana Santa, caminhando ao lado de Jesus nos dias mais difíceis que Ele viveu nesta terra.

Alguns estudiosos negam que possamos reconstituir o dia-a-dia da última semana de Jesus devido às lacunas históricas e a episódios que não se encaixam numa cronologia perfeita. Além disso, São João propõe um cenário muito diferente (talvez como interpretação teológica) da Última Ceia e da relação entre ela e a Páscoa. A sequência de fatos que recapitulamos a seguir segue basicamente os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas). Se considerarmos as diferenças apenas no nível do detalhe e não como diferenças de fato, é um material que pode ser de grande ajuda espiritual para todos nós.

Convidamos você, portanto, a ler esta reconstituição como um cenário provável, mas não inquestionável, da última semana de Jesus. Participe das liturgias da Semana Santa em sua paróquia, celebrando-as na comunidade da Igreja e abrindo-se à experiência renovada da realidade central da nossa fé: nosso Senhor Ressuscitado está vivo no meio de nós!

DOMINGO DE RAMOS: a Semana Santa começa com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Essa manhã de domingo, que se torna presente hoje em nossa vida cristã, é narrada pelos quatro evangelistas. A procissão com os ramos em mãos nos transforma em parte daquela multidão que recebe Jesus como Rei. De acordo com Marcos, 11,11, Jesus voltou naquela mesma noite para Betânia, na periferia de Jerusalém. Talvez Ele tenha ficado com seus amigos Marta, Maria e Lázaro. É uma noite em que Jesus considera os dias difíceis que o esperam pela frente.

SEGUNDA-FEIRA DA SEMANA SANTA: De acordo com Mateus 21, Marcos 11 e Lucas 19, Jesus retorna a Jerusalém neste dia e, vendo as práticas vergonhosas realizadas na área do templo, reage com zelosa indignação. O evangelho de João registra ainda que Ele repreendeu a incredulidade das multidões. Marcos, em 11,19, escreve que Jesus voltou para Betânia também nesta noite. Oremos com Jesus, tão zeloso por nos purificar.

TERÇA-FEIRA DA SEMANA SANTA: Segundo Mateus, Marcos e Lucas, Jesus retorna novamente a Jerusalém, onde é confrontado pelos dirigentes do templo quanto à Sua atitude do dia anterior. Eles questionam a autoridade de Jesus, que responde e ensina usando parábolas como a da vinha (cf. Mt 21,33-46) e a do banquete de casamento (cf. Mt 22,1). Há também o ensinamento sobre o pagamento dos impostos (cf. Mt 22,15) e a repreensão aos saduceus, que negam a ressurreição (cf. Mt 22,23). Jesus faz ainda a terrível profecia sobre a destruição de Jerusalém caso os seus habitantes não creiam nele, afirmando que não restará pedra sobre pedra (cf. Mt 24). Continuemos a rezar com Jesus e a ouvir atentamente os seus ensinamentos finais, pouco antes da Paixão.

QUARTA-FEIRA DA SEMANA SANTA: É neste dia que Judas conspira para entregar Jesus, recebendo em troca trinta moedas de prata (cf. Mt 26,14). Jesus provavelmente passou o dia em Betânia. À noite, Maria de Betânia o unge com um caro óleo perfumado. Judas objeta contra esse “desperdício”, mas Jesus o repreende e diz que Maria o ungiu para o seu sepultamento (cf. Mt 26,6). Os ímpios conspiram contra Jesus. Reforcemos a nossa oração em união com Ele.

QUINTA-FEIRA SANTA: Começa o Tríduo Pascal, os três dias que culminarão na Ressurreição de Jesus! O Cristo instrui seus discípulos a se prepararem para a Última Ceia. Durante o dia, eles fazem os preparativos (cf. Mt 26,17). Na Missa da Ceia do Senhor que celebramos em nossas paróquias, recordamos e tornamos presente hoje a Última Ceia que Jesus compartilhou com seus apóstolos. Estamos no andar superior, com Jesus e os doze, e fazemos o que eles fizeram. Por meio do ritual de lavar os pés (Jo 13, 1) de doze paroquianos, todos nós nos unimos no serviço de uns aos outros. Por meio da celebração desta primeira Missa e da instituição da Sagrada Eucaristia (Mt 26,26), unimo-nos a Jesus e recebemos o Seu Corpo e o Seu Sangue como se fosse a primeira vez. Nesta Eucaristia, damos especiais graças a Deus pelo dom do sacerdócio ministerial: foi nesta noite que Ele ordenou os seus doze apóstolos a “fazerem isto em memória de mim”. Após a Última Ceia, que foi a Primeira Missa, os apóstolos e Jesus se dirigem pelo Vale do Cedron até o Horto das Oliveiras, onde o Cristo lhes pede que orem e vigiem, enquanto Ele experimenta a sua agonia (cf. Mt 26,30). Nós também iremos em procissão, com Jesus vivo no Santíssimo Sacramento, até o altar de repouso, previamente preparado na paróquia, e que representa o Horto. A liturgia de hoje termina em silêncio. É antigo o costume de passar uma hora em adoração diante do Santíssimo Sacramento nesta noite. Permanecemos, assim, ao lado de Jesus no Horto das Oliveiras e oramos enquanto Ele enfrenta a sua terrível agonia. Perto da meia-noite, Jesus será traído por Judas. O Cristo será preso e levado para a casa do sumo sacerdote (cf. Mt 26,47).

SEXTA-FEIRA SANTA: Durante toda a noite, Jesus fica trancado no calabouço da casa do sumo sacerdote. Pela manhã, Ele é levado até a presença de Pilatos, o governador romano, que repassa o caso para o rei Herodes. Herodes o manda de volta para Pilatos, que, em algum momento no meio da manhã, cede à pressão das autoridades do templo e das multidões e condena Jesus à morte cruel por crucificação. No final da manhã, Jesus é levado pelos soldados através da cidade até a colina do Gólgota. Ali, ao meio-dia, Ele é pregado na cruz e agoniza durante cerca de três horas. Por volta das três da tarde, Jesus entrega o Espírito ao Pai e morre. Descido da cruz, é colocado apressadamente no sepulcro antes do anoitecer. Este é um dia de oração, jejum e abstinência. Sempre que possível, os cristãos são chamados a se abster do trabalho, de compromissos sociais e de entretenimento, a fim de se dedicarem à oração e à adoração em comunidade. De manhã ou ao meio-dia, muitas paróquias realizam a última via-crúcis e uma palestra espiritual sobre as sete palavras finais de Jesus. Outras paróquias oferecem a via-crúcis e as “Sete Palavras” às 3h da tarde, no momento da morte de Jesus. À tarde ou à noite, nos reunimos silenciosamente em nossas igrejas para refletir sobre a morte de Jesus na cruz e rezar pelas necessidades do mundo. Também veneramos a redenção de Cristo na cruz com um beijo sobre o crucifixo. Nossa fome, neste dia de jejum, é satisfeita com a Sagrada Comunhão, consagrada na véspera e distribuída no final desta liturgia. Refletimos também sobre os apóstolos, que podem ter se reunido com medo na noite anterior e refletido sobre tudo o que havia acontecido.

SÁBADO SANTO: O corpo de Jesus está no sepulcro, mas a sua alma, entre os mortos, anuncia o Reino dos Céus. Chega a hora em que os mortos ouvem a voz do Filho de Deus e os que a ouvem viverão (Jo 5,25). Enquanto isso, desolados com a morte de Jesus, os discípulos observam o sábado judaico imersos na tristeza. Eles se esqueceram da promessa de Jesus. Mas nós não podemos nos esquecer! Não podemos esquecer! Nesta noite, depois do pôr-do-sol, nós nos reuniremos em nossas paróquias para a Grande Vigília Pascal, durante a qual experimentaremos o Jesus ressuscitado dos mortos! Começaremos o nosso encontro na escuridão e acenderemos o fogo da Páscoa, que nos lembra que Jesus é a Luz que brilha nas trevas. Jesus é a Luz do mundo. Entraremos na igreja e ouviremos atentamente os relatos da Bíblia que descrevem a obra salvadora de Deus nos tempos passados. É então que, de repente, as luzes da igreja são acesas e é cantado o Glória jubiloso com o qual celebramos o momento da Ressurreição de Cristo! Jesus Cristo vive! Na alegria da Ressurreição, celebramos então os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia para os nossos catecúmenos e para os candidatos que se prepararam durante muitas semanas até a chegada desta noite. Como Igreja, cantamos o Aleluia pela primeira vez em longos quarenta dias. Faça tudo que estiver ao seu alcance para estar presente nesta noite na Vigília Pascal e convide também os seus amigos e a sua família. A Ressurreição de Cristo é o centro da nossa fé: é o momento mais importante de toda a História da Salvação! A nossa vigília culmina em uma alegria pascal que nunca mais terá fim!

Faz-me Fiel – Partilha do Lançamento do Livro

Por | PARTILHA DO FUNDADOR

Agradecemos a presença de todos. Uma data importante para todos nós. Lançamento do livro Faz-me Fiel,  MULTIPLICAÇÃO das células e Celebração da vida do irmão Marcio Garcia.

A Fidelidade
Fidelidade é um dos atributos de maior conforto e doçura. Porque a fidelidade provém e pertence a Deus; a inconstância caracteriza o homem pecador. Permanecer fiel a Deus é um desafio. Deus é Fiel.

Quem nunca sofreu pelas suas infidelidades e pelos homens infiéis? Quantas vezes fomos infiéis a Deus e ao próximo.

Exemplos;

No mundo econômico quase todas as falhas são resultado de devedores ou empregados infiéis.

No mundo social, a infidelidade conjugal tem se tornado um terrível mal. Aplaudido muitas vezes em mídias diversas. Os sagrados laços do matrimônio são rompidos com a facilidade como a de quem troca de roupas.

No mundo político as promessas de antes das eleições são quebradas com a mesma facilidade com que foram feitas. Não são fiéis a verdade.

Nas negociações os acordos são considerados somente no papel. Até nas internacionais as negociações são quebradas por interesses. Queremos sempre o lucro e sempre ter vantagem em tudo.

E no campo religioso a infidelidade é tão notável que chega a dar vergonha. Pessoas professam a fé, dizem crer na palavra, fazem promessas e da mesma forma as quebram. Alguns pregam a palavra com hipocrisia e ignoram os mandamentos dela que eles mesmos anunciam. Tentam assim justificar suas ações com interpretação infiel da palavra.

3.  Princípio da fidelidade no caráter
Necessitamos de tempos em tempos, fazer uma análise introspectiva. Avaliarmos como está nossa constância e firmeza em Deus. E em alguns capítulos deste livro somos convidados a isso.

Em tempos de grandes mudanças, onde os verdadeiros valores de Deus são confundidos com os valores seculares.

Onde a mentira é mais credibilizada que a verdade; o santo é confundido com o profano. Muitos cristãos que poderiam ser luz para um mundo cheio de trevas, facilmente se deixam levar pelos pecados dos povos, se enveredam para longe de Deus. Precisamos parar e reavaliar nossos valores e caráter cristão, o equilíbrio.

Três pontos a partilhar:

A) A fidelidade é um ato de fé. Heb. 11:6

“Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor.”

Fé para não abandonar aquilo que antes cremos, não mudar nosso apontamento, nossa meta.

B)  A fidelidade é um ato de obediência. Gn. 22:2-3. 1ª Leitura de Domingo.

“Então Deus disse:— Pegue agora Isaque, o seu filho, o seu único filho, a quem você tanto ama, e vá até a terra de Moriá. Ali, na montanha que eu lhe mostrar, queime o seu filho como sacrifício. 3No dia seguinte Abraão se levantou de madrugada, arreou o seu jumento, cortou lenha para o sacrifício e saiu para o lugar que Deus havia indicado. Isaque e dois empregados foram junto com ele.”

Fazer o que o Senhor mandar sem resistências. É primeiro preciso dar um passo, as vezes sem saber o que virá.

C) A fidelidade é um ato de lealdade. 1Sam 18:3-4

“Jônatas e Davi fizeram um juramento de amizade, pois Jônatas tinha grande amor por Davi. 4Ele tirou a capa que estava usando e a deu a Davi. Deu também a sua túnica militar, a espada, o arco e o cinto.” (Amizade é um capitulo do livro)

Uma vez pactuado sua amizade com Deus, não deveríamos quebrar o relacionamento. A Fidelidade não é somente para os momentos de alegria, mas sim nos de densas tribulações, é fácil ser fiel quando tudo vai bem, mas a fidelidade só poderá ser vista e melhor mensurada nos momentos de dor, angustias. Olhem o compromisso matrimonial, na alegria e na tristeza.

Dito isto percebemos que a Fidelidade revela nosso caráter espiritual.

Ser fiel a Deus é mais do que só participar de ações que falam do nome dele, é antes de tudo um princípio que deve nortear nosso caráter. Viver uma vida que agrade a Deus mesmo quando estamos sozinhos.

A firmeza e coerência nas atitudes, a transparência no dia a dia. Isto que o carisma fidelidade pede aos seus filhos, equilibrar também o nosso caráter desfigurado.

Eu iria dizer que ser fiel a Deus dentro da igreja é muito fácil, mais nem isso é mais… Pode até ser coerente dizer que facilita, pois estamos entre irmãos e temos a mesma Fe.

Mas o que prova e provará realmente a nossa fidelidade a Deus é fora destas quatro paredes e mesmo entre elas aguentarmos firmes quando vierem as provações, perseguições, doenças, etc.

Em momentos de provação o Senhor permaneceu fiel e nós também, e a prova disto estão narradas nas linhas deste livro lançado hoje.

Hoje também faremos a primeira multiplicação de nossa célula protótipo que a 7 meses tem experimentado este novo de Deus, sendo fiéis ao que Ele pediu. Serão 4 novas células em 3 bairros somando umas 50 pessoas já confirmadas… Para a glória de Deus.

Por fim. Hoje é o lançamento do Livro Faz-me Fiel, para que eu também continue sendo fiel, pois a graça de escreve-lo me compromete ainda mais com o Senhor para agradece-lo e permitir que Ele use de minha pequenez.

Iniciei os escritos do livro com esta passagem de Mateus. “Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor”.   (Mt 25,21)

Ela tem nos norteado a continuarmos a sermos fiéis. Como partilhamos. A humanidade sofre porque as pessoas têm sido infiéis aos mandamentos de Deus e consequentemente aos irmãos, os cristãos têm sido tímidos para testemunhar. O caos está ocupando espaço das pessoas e da sociedade.

Este livro faz-me fiel traz historias, partilhas e testemunhos de nossa vida comunitária onde o carisma nos ensinou a sermos fiéis até nos momentos mais difíceis de entender. Deus tem procurado homens e mulheres firmes, de convicção, de palavra, de caráter, de fibra, que não retroceda diante das lutas, dos adversários, das tentações.

É um livro simples e humilde, porém, tocante, pois é uma obra devota à vida comunitária.

Não é para um projeto pessoal, mais comunitária e para a gloria de Deus.

Pedirei agora que a Angélica leia a sua apresentação escrita no livro como primeira leitora do livro.

 

Muito Obrigado. Que Deus lhes abençoe. Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado!

 

 

O problema da ausência gera a necessidade de dobrar a fé.

Por | FORMAÇÕES, PARTILHA DO FUNDADOR

Quero partilhar refletindo a passagem onde Jesus aparece aos discípulos e que Tomé não está presente. “Acontece que Tomé, um dos discípulos, que era chamado de “o Gêmeo”, não estava com eles quando Jesus chegou.” (João 20, 24).

Pois bem, Tomé estava ausente neste precioso momento. Perceba que logo após o fato os discípulos contaram a ele o acontecimento, e este momento virou referência de como não ter fé, ou seja, um incrédulo convicto que precisou ver para crer e que não difere em nada dos incrédulos de hoje e por muitas vezes de nós mesmos.

O próprio Tomé disse um pouco antes em João 14, 5 o seguinte: “— Senhor, nós não sabemos aonde é que o senhor vai. Como podemos saber o caminho?”. Veja que Tomé já alimentava duvidas em seu coração e portanto não sabia para onde ir, e claro que ainda hoje existem pessoas que seguem a Jesus porque é moda ou não tem para onde ir e por isso decidem acompanhar a multidão. Se estes não tiverem um encontro pessoal com o Senhor, certamente duvidarão dos irmãos.

Esta ausência de Tomé narrada em (João 20.24) foi um problema real e que acontece ainda hoje em nossas comunidades. Foi tão importante que Jesus em sua sabedoria e santidade, utilizou destas duvidas e deste momento falho de Tomé para nos ensinar, pois Jesus tem esta capacidade de tirar coisas boas mesmo dos momentos complicados. Jesus permitiu que este ensinamento vivido e escrito chegasse até nós, porque se trata de uma falha na fé que faz com que muitos se percam..

Irmãos, precisamos crescer com a palavra! Observemos que a ausência de Tomé é notada pelos demais e por isso foi registrada no texto. Não podemos deixar de perceber que esta ausência se tornou maldita para Tomé, pois ela potencializou a sua incredulidade e alegações que tinha. Se ele estivesse presente isso jamais aconteceria, pois teria recebido a graça da presença de Jesus naquele momento com os irmãos e minimizado suas incredulidades.

Vamos ser claros. Existem irmãos que não participam de formações, de reuniões, de acontecimentos e atividades entre irmãos. Vão em um, faltam dois… E seguem assim. Depois querem tecer comentários e sugerir mudanças ou discordam dos demais e geralmente caem em pecado, causando sofrimentos desnecessários, desiquilíbrios na comunidade e até entre os irmãos. Se isentam desta ações se ausentando e depois não sabem o porque do sentimento de vazio e as das duvidas que os rondam. Acham que estão perdendo o chamado e que a vocação mudou.

A ausência é uma brecha, um problema. Ao contrário, a presença nos concede direitos e deveres, e esta é a razão de muitos terem “medo” de estarem presentes e fazem de certas ausências momentos oportunos para si.

Se você não estava presente na formação ou reunião, não pode duvidar de quem estava, alterar o decidido, pois quem foi é testemunha ocular com direitos, é quem sabe o acontecido, quem sabia que Jesus tinha ressuscitado eram os que estavam presentes, o que sobra para os que estão ausentes é apenas incredulidade e desconfiança.

Quem falta aos encontros, grupos, reuniões, formações, limpeza, organização, etc… pode ser usado como instrumento do mal para por em duvida a manifestação da glória e da graça de Deus acontecida naqueles momentos.

Por favor meus queridos, não sejamos faltosos e indiferentes, mas que possamos estar sempre presentes! A ausência gera mal para nossa vida espiritual e consequentemente aos irmãos. Pode perceber que uma ausência sempre acaba por gerar outra.

Aquele que não aparece justo no dia em que são dados os avisos de datas e compromissos, ou quando foi delegado as funções, até mesmo quando o grupo reunido combina uma decisão juntos, acaba faltando nas próximas atividades e claro que diz que “não sabia” ou reclama que não é “escolhido para algo”… Alegam ainda que não dá para ir, pois ficou “muito em cima”… ou ainda se arrisca e faz ao contrário do que foi combinado com todos. Nestes casos, aquela ausência gerou desconfortos, atrasos para a obra e foi usada como argumento e desculpa para mais ausências.

Está achando pesado demais? Só compararmos: na escola se faltamos recebemos uma advertência (falta) e vamos ter dificuldades para aprender, vamos ter que estudar o dobro para compensar. Quem falta ao trabalho corre o risco de perder o emprego, tem descontos… Por vezes estas atitudes se tornam uma consequência da ausência.

Na vida espiritual o preço da ausência então pode ser caro, pois põe em duvida a palavra dos demais, esgota os irmãos, gera comparações… Todos os discípulos disseram para Tomé que Jesus tinha ressuscitado e que estava presente, porém Tomé nem deu importância ao que diziam. Sinceramente, toda ausência trás algum tipo de prejuízo.

Se Tomé estivesse presente jamais ouviria do Senhor Jesus uma repreensão, para que não fosse incrédulo! Em João 11.16, lemos algo que vale a pena fazer referência e entender que Tomé era um tipo irmão “cri-cri”. Jesus diz aos discípulos que vai ver Lázaro mesmo sabendo que ele já estava a beira da morte e que poderia não chegar a tempo, mas Jesus diz que vai assim mesmo os discípulos concordaram, mas Tomé diz: ” E nós vamos morrer com lazaro é?”. Fico pensando o que Jesus deve ter sentido… Tem uns irmãos que soltam frases para derrubar…

Veja o sentimento de incredulidade, para Tomé ouvir a voz doce e suave do mestre dizendo “Se creres verás a glória de Deus” tanto faz como tanto fez, alimentando o pecado da indiferença, ele fazia o tipo relapso que não se importava com nada.  Como disse, Jesus usou destes momentos de fraqueza e pecados de Tomé para nos ensinar, permitindo que Ele se santificasse, São Tomé!.

Quantos Tomés conhecemos e que estão influenciando as nossas vidas? Eles não estão presentes mas gostam de contaminar e influenciar os que estão! Fiquem atentos e exortem os Tomés velhos pois eles fazem mal a nossa saúde espiritual. Quantas vezes somos o próprio Tomé? Nos isentamos pela ausência!? Não seja um Tomé velho e justificador de ausências…

E porque coloquei em parte no titulo “…gera a necessidade de dobrar a fé?” Porque já precisamos de uma fé fortificada para vivermos presentes nas ações que assumimos, imagine quanto de fé teremos que pedir e ter para compensarmos as ausências?

Peça ao Senhor mais Fé! Eu creio, estando presente em tudo, mais aumentai a minha fé para não faltar.

E quando a ausência for inevitável? Trabalho, doença, fatores maiores? Que eu me aproxime dos irmãos e me alimente de informações para fazer comunhão. Justifique com a verdade. Assim teremos a certeza que mesmo nestas ausências casuais não seremos mais como o incrédulo Tomé e que não estamos nos enganando.

Todos vivem uma ou mais realidades; consagrado, membro, fiel, paroquiano, líder, família, etc. Qual é a sua?

As vezes percebo que existe em nós o velho Tomé, nós precisamos expurgá-lo urgentemente.

Deus te abençoe!

Prof. Daniel Oliveira