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FORMAÇÃO DE LIDERES

E se aplicássemos a Regra de São Bento em nossa vida familiar?

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES, FORMAÇÕES, PARTILHA DO FUNDADOR

Teríamos que mudar estas 6 coisas

A Regra de São Bento é a normativa que o santo padroeiro da Europa estabeleceu para suas comunidades monásticas. Elas deveriam preservar a civilização, a cultura, a paz e o amor num contexto de violência, corrupção e saqueamento que marcava o Império Romano.

Seus 73 capítulos, guiaram, durante 15 séculos, a vida de dezenas de milhares de homens e mulheres em centenas de comunidades de todo o mundo. Podemos considerá-la uma “fórmula comprovada” de como viver como cristãos em comunidade.

E se tentássemos aplicar a Regra na vida familiar do século XXI? As famílias cristãs desse século também tentam ser como os mosteiros do século V, ou seja, ilhas de paz, amor e respeito a Deus, cercadas por um ambiente exterior hostil, bárbaro e impiedoso, que vive de criar ruínas e saqueá-las.

Esta é a tese de um livro de 2014 do sacerdote beneditino Massimo Lapponi, publicado na Itália com o título de “São Bento e a vida familiar” (Libreria Editrice Fioentina, versão em espanhol em ebook e WordPress aqui).

Ele destaca que a Regra Beneditina, quando aplicada à vida familiar, produziria mudanças nestas seis áreas:

1) Mudanças no trabalho

Como num mosteiro (com seu ora et labora), todos deveriam ajudar nos afazeres domésticos, aceitariam os trabalhos e os encarariam como um serviço como outro qualquer. Além disso, ficaria claro que a vida profissional não deveria ser mais importante do que a vida familiar.

Os filmes e as brincadeiras deveriam ser compartilhados com todos. Existiriam desafios de recreação e brincadeiras comuns depois do jantar em família, dando uma pausa no ritmo para nos encontrarmos e descansarmos. “O repouso é um momento de comunhão com Deus e com as almas e de alegria por essa comunhão”, escreve o autor.

2) Mudanças nos momentos de descanso

Os filmes e os jogos seriam compartilhados com todos. Existiriam momentos de recreação e brincadeiras comunitárias depois do jantar em família, dando uma pausa no ritmo para descansar. “O Repouso é um tempo de comunhão com Deus e com as almas, e de alegria por essa comunhão”, escreve o autor.

3) Mudanças nas refeições

Rezaríamos antes das refeições. E todos os membros da família comeriam juntos, não em horas diferentes ou em salas e quartos separados. Seria um momento de conversa, de troca de ideias e experiências. O ato de fazer uma refeição com todos reunidos ajuda a família, não somente porque dizem os beneditinos, mas também porque isso foi comprovado em vários estudos sociológicos. Mas, para isso, a TV deve estar desligada.

4) Mudanças nos hábitos de consumo

Uma família “ao estilo beneditino” evitará o luxo e a superficialidade. Não encherá os quartos dos filhos de coisas e brinquedos. Será estabelecida uma grande sobriedade no uso dos aparelhos eletrônicos, tanto entre os pais, quanto entre os filhos (horários de telas apagadas, limitar o uso de telas etc). A família tentará fazer com que o uso de aparelhos eletrônicos seja comunitário: melhor ver juntos uma película do que cada um ir jogar um game diferente em seu dispositivo particular. De qualquer forma, reduzindo o tempo de exposição a esses dispositivos, a leitura e o diálogo serão fomentados.

5) Mudanças na vida de oração

Haveria um lugar e um horário para rezar. Pode ser um pequeno altar para a oração comunitária. Mas a “invasão mundana” deverá ser bloqueada, criando um clima em que pais e filhos possam se encontrar com Deus todos os dias.

6) Mudanças na caridade e solidariedade

A família tentará evitar centrar-se ou fechar-se em si mesma: será acolhedora, buscará aliviar os sofrimentos alheios, colocará os filhos em contato com os menos favorecidos.

Dessa forma, Massimo Lapponi incentiva os leitores a colocar essas medidas em prática. “As famílias de hoje são chamadas a ser ilhas luminosas de fé, de educação no seu bairro, no colégio, no supermercado, no parque, com os amigos… Trata-se de construir o futuro, como fizeram os filhos de São Bento, buscando a Deus”, disse o autor.

Lapponi apresenta o livro com uma citação de São Cipriano: “Não falamos de grandes coisas; apenas as vivemos”.

Artigo originalmente publicado por Religión en Libertad, traduzido e adaptado ao português

Quer se acalmar? Faça o sinal da cruz

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES, FORMAÇÕES

O “sinal da cruz” é uma verdadeira e poderosa oração: faça-o e se recorde de Quem habita dentro de ti

No dia do nosso Batismo, o ministro diz: “Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Nesse momento a Trindade divina começa a habitar em nós.

É o próprio nome de Deus que recordamos toda vez que fazemos em nós mesmos o sinal da cruz, explicava Bento XVI em um discurso sobre Santíssima Trindade.

“Fazemo-lo antes da oração, para que… nos ponha espiritualmente em ordem; concentre em Deus pensamentos, coração e vontade; depois a oração, para que permaneça em nós o que Deus nos doou… Ele abraça todo o ser, corpo e alma,… e tudo se torna consagrado em nome do Deus uno e trino”, dizia o teólogo Romano Guardini.

“No sinal da cruz e no nome do Deus vivente está portanto contido o anúncio que gera a fé e inspira a oração”, escreveu Bento XVI.

O papa emérito indicava ainda que fizéssemos nossa esta oração de Santo Ilário de Poitiers:

“Conserva incontaminada esta fé reta que está em mim e, até ao meu último respiro, dá-me igualmente esta voz da minha consciência, para que eu permaneça sempre fiel ao que professei na minha regeneração, quando fui batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo”.

Faça o sinal da cruz, acalme-se, ordene-se espiritualmente e concentre em Deus os seus pensamentos, o seu coração, seus sofrimentos e dificuldades. E então peça a proteção da Santíssima Trindade para prosseguir bem o seu dia.

† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! – a ser deve ser feito com a maior reverência, consciência, fé e amor, pois expressa nossa fé no Mistério da Santíssima Trindade, cerne da fé cristã, Deus em si mesmo. Deve ser feito com a mão direita, levando-a da testa à barriga, e do ombro esquerdo ao direito.

É Fácil ou Difícil? Mudando hábitos – Monica Priscila

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES, FORMAÇÕES

A nossa vida é feita de escolhas, algumas mais complexas e delicadas e outras mais simples e cotidiana, que assumimos prontamente, automaticamente pela força do hábito.

Mas você sabe o que é hábito?

Os cientistas dizem que os hábitos surgem porque o tempo todo nosso cérebro procura maneiras de poupar esforço. Um cérebro eficiente trabalha por si só, nos poupa de pensar e assume automaticamente o controle nas tarefas mais simples como: comer, andar, dirigir, escovar os dentes, etc.; para podermos dedicar a nossa energia á novas tarefas, a fazer escolhas e a outras atividades mais complexas que possam surgir. À medida que a situação nova vai se tornando recorrente, nosso cérebro assume um novo hábito. A rotina por exemplo acontece por hábito.

Entender o que fazemos e o porquê fazemos determinados tipos de coisas como por exemplo: comer menos, se exercitar mais, orar mais, buscar ter uma vida equilibrada em Deus e saudável em toda sua plenitude, nada mais é do que entender e observar os nossos hábitos, entender como eles surgem e como eles podem mudar a nossa vida.

Os nossos hábitos são padrões que funcionam dentro de nossas vidas e são necessários para construir bases, definir prioridades, decidir como reagir ou agir em situações adversas.

Pensamos e definimos as estratégias de nossas vidas, fazemos escolhas e tomamos decisões e cada vez mais sentimos necessidade que Deus oriente cada uma delas, por isso é preciso ter comunhão com Ele, por exemplo: decidir fazer a Lectio Divina todos os dias, com o passar do tempo a rotina de ler a palavra de Deus diariamente se torna um padrão, já não escolho mais ter que fazê-la ou não, assim esse comportamento de fazer a Lectio Divina se torna automático em minha vida e a leitura da palavra se torna tão essencial pra mim como se alimentar ou descansar.

Muitas pessoas, assim como eu, tem dificuldades em suas vidas e para ajudar a resolver nossas questões internas e externas é necessário mudar nossos padrões, buscar fazer as coisas de novas maneiras, se mais eficiente, e isso também para as coisas de Deus.

Albert Einstein disse que: Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.

Não iremos obter respostas diferentes fazendo sempre as mesmas perguntas, não teremos reações diferentes fazendo as coisas do mesmo jeito, é preciso mudar.

É preciso mudar nossos hábitos. Porém, transformar um hábito pode não ser tão fácil e nem tão rápido como se pensa, nem sempre será simples. Mas é possível!

A oração é o hábito mais importante que um líder pode ter.

O hábito de orar é o mais poderoso na vida de um líder de célula, porque além de transformar os hábitos não conformes à vontade de Deus é a própria presença de Deus em sua vida. Ele o ajudará em tudo, porque só Deus pode ainda orientar você a extrair o melhor de cada membro. Se a sua vida de oração estiver no seu cotidiano, você terá sucesso em todas as outras coisas que fizer.

Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos. “Provérbios 16:3.

Se os líderes não oram pelos seus membros, quem vai rezar por eles?

Nós pedimos à todos os líderes para assumirem o seguinte compromisso em relação ás pessoas que estão debaixo de sua liderança:

  1. Ore diariamente, tenha uma vida de oração;
  2. Se coloque à disposição dos membros para orar por eles e sobretudo nos tempos de maior dificuldade;
  3. Tenha relacionamento, contate regularmente os membros de sua célula;
  4. Seja um exemplo de cristão que busca crescimento, santificação e fidelidade a Deus.

“Primeiro fazemos nossos hábitos, depois nossos hábitos nos fazem” John Dryden

Assim, fácil ou difícil Deus o ajudará em tudo!

Deus abençoe a todos! Santifica- te e Santifica.

Mônica Priscila

O Amor multiplicador de Deus – Monica Priscila

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES, FORMAÇÕES

Você já deve ter ouvido dizer que células saudáveis crescem e se multiplicam, mas você sabe o porquê?

Para entender melhor precisamos compreender de onde vem e o que é multiplicação.

Multiplicar vem do Latim multiplicatio, ato de aumentar, tornar várias vezes maior em número, em quantidade ou intensidade. É Também produzir seres semelhantes a si mesmo, reproduzir-se, tornar – se numerosos.

A multiplicação é citada na Bíblia desde o início da criação para frutificar nesta terra todo o crescimento sobre todas as espécies e criaturas tornando –as numerosas.

Depois de criar o homem à sua imagem e semelhança, Deus ordena o crescimento, que se espalhem por toda a terra, para que por toda parte possa haver homens à imagem e semelhança de Deus: “Quanto a vocês, sejam fecundos e se multipliquem, povoem e dominem a terra.” Gênesis 9,7

Essa multiplicação, sonho de Deus não aconteceu, como planejado O pecado criou a ruptura entre Deus e o homem, requerendo da parte humana muito esforço para se tornar novamente imagem e semelhança do criador. Foi assim que Deus enviou seu próprio Filho para nos resgatar e ensinar com sua Palavra e Testemunho como alcançar novamente o Reino dos Céus.

No livro do Gênesis Deus sopra sobre as narinas do homem o sopro da vida: “Então, do pó da terra, o SENHOR formou o ser humano. O SENHOR soprou no nariz dele uma respiração de vida, e assim ele se tornou um ser vivo.”  Gênesis 2,7

Deus nos incumbiu e abençoou com o sopro divino conferiu sobre nós toda sua graça para frutificar, multiplicar e submeter a Terra, e ainda concedeu-nos a dádiva da vida, pela sua infinita misericórdia, para sermos fiéis, puros e santos, assim como Ele é.

Assim também, novamente Jesus sopra sobre nós a vida nova através do Espírito Santo de Deus: “Depois soprou sobre eles e disse: —Recebam o Espírito Santo.” Autor e princípio de toda boa obra, inspirador e sopro indispensável para que a multiplicação aconteça.

A ordem de Deus no início da criação, o sonho de Deus para a humanidade:  Crescei e multiplicai -vos, Em Jesus e pelo Espírito Santo que nos foi derramado, agora ganha mais força nas palavras Frutificai e Ide Evangelizar: “Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada.”  Em outras citações cresçam e submetam a terra, ou seja: “E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas.” Marcos 16:15

Entendemos assim que este é o Sonho de Deus para nós desde o princípio. Que nos tornemos semelhantes a Ele e amemos o nosso próximo como Ele mesmo nos ama, espalhando assim por toda a parte o Amor multiplicador de Deus.

Santifica -te e santifica.

Mônica Priscila

Célula: Império da Graça – Por Monica Priscila

Por | DESTAQUES, FORMAÇÃO DE LIDERES

Analisando as sagradas escrituras descobrimos que Deus sempre se preocupa com os seres humanos, desde Gênesis reforça: “Não é bom que o homem esteja só” Genêsis,18a

Na comunidade que se forma em Pentecostes, Jesus potencializa esta unidade em seus apóstolos, deixando um legado que perdura até os nossos tempos: “Ide Evangelizai” Mateus 28:19. Atender a este apelo do Senhor é estar sob o Império da Graça.

Império – do Latim Imperium, denota poder, autoridade, recinto, coreto, capela ou ermida de madeira ou de pedra, onde se põe a coroa do Espírito Santo no Domingo de Pentecostes. Este poder e força do alto que foi derramado no cenáculo de Pentecostes, reforça todo o poder da força do Espírito Santo que age em nós enquanto comunidade, “Quando chegou o dia de Pentecostes, todos os seguidores de Jesus estavam reunidos no mesmo lugar.” Atos 2:1.

Viver em célula é estar reunidos no mesmo lugar, reforçando os seus ensinamentos e deixando que o próprio Espírito Santo de Deus venha nos formar e transformar-nos de seres isolados, só, fechados em si mesmo que não sabem de onde vem e para onde ir, em um ser novo à sua imagem e semelhança.

É uma nova dimensão e visão que alcançamos e é Ele mesmo, o Espírito Santo que nos impulsiona a ir além, ganhamos nova identidade de filhos de Deus e novos irmãos que seguem conosco a caminhada de fé.

Revestidos de nova visão e oração adentramos neste império onde o Espírito Santo age em nós e a partir de nós com toda a sua autoridade e poder.
A Graça que nos é concedida é tão grande que nem sabemos como explicar em palavras.

Graça – do latim Gratia, significa benevolência, mercê, estima. Diz-se que alguém que tem graça, agrada e atraí outras pessoas através de suas palavras e atitudes.
Certamente deve ser por isso que nos narra Atos dos Apóstolos as inúmeras graças operadas entre eles e até hoje no meio de nós, por meio do Espírito Santo de Deus.

“Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas, e por isso todas as pessoas estavam cheias de temor. Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham. Vendiam as suas propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um. Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade. Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.” Atos 2:43-47

Estar sob o Império da Graça é viver segundo a vontade de Deus, Unidos crescendo no amor, na partilha em célula.

É o Espírito Santo de Deus produz em nós o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a mansidão que nos sãos necessários para viver em comunhão com Deus e com os irmãos.

Conforme São Paulo narra em sua carta aos Gálatas 5:22.

Adquirimos esta feição de Deus caminhando juntos, partindo o pão nas casas, louvando a Deus por tudo e a cada dia recebendo novos irmãos e irmãos que trilham o mesmo caminho de salvação.
Fazer parte do Império da Graça, de uma célula é uma dádiva de Deus, somos convidados a espalhar estas sementes pelo mundo para que até os mais distantes possam ouvir os apelos do Senhor.

Que Deus nos conceda Graça e Crescimento em todos os nossos empreendimentos.

E que a Graça de estarmos juntos e unidos nos ajude a superar qualquer dificuldade e tempestade que possa haver em nossos caminhos.
Paz e Bem! – Mônica Priscila
Santifica-te e Santifica!

III Consulta de Líderes Católicos em Células

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES

No dia 06 de maio de 2017 o promotor nacional reuniu-se com as principais lideranças do sistema de células no Brasil para a III Consulta de Líderes, que se deu na Paróquia São Benedito, no Jaçanã, São Paulo, SP.

Doze grupos estavam representados neste encontro, que teve por objetivo avaliar o serviço da Agência Católicos em Células desde a última consulta, em 2015, e planejar os próximos passos, dentre eles o VII Congresso Nacional, a ser realizado em 2018.

Fonte: http://www.catolicosemcelulas.com.br/site/iii-consulta-de-lideres-catolicos-em-celulas/

Declaração de Ideais da Comunidade Fidelidade

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES

Quando uma comunidade resolve assumir a visão celular, ela está buscando viver os padrões de organização e desempenho do NT. Compreendendo, portanto, que precisa fazer uma série de alterações nas suas práticas embasada num “novo” conjunto de valores, a comunidade deverá objetivar alguns ideais que deverão se tornar claros para todos os membros.

A declaração de ideais descreve não só o caminho a percorrer e quais princípios serão seguidos para tanto, mas também a própria fisionomia da comunidade. A declaração de ideais se torna assim um elemento muito importante para que a comunidade possa ser em células. Cada palavra deve ser bem pensada e repleta de significado, deixando claro para o leitor, de forma concisa, o que a comunidade está tentando realizar.

A declaração de ideais é a declaração da direção em que a comunidade pretende seguir, ou ainda, um quadro do que a comunidade deseja ser. Trata-se ainda da personalidade e caráter da comunidade.
Os leitores da declaração de ideais de uma comunidade poderão interpretá-la como uma pessoa: como alguém que eles gostam, confiam e acreditam.

A declaração de ideais ajudará esses leitores a visualizarem sua comunidade como Deus a vê, não como uma forma impessoal ou apenas algumas palavras em um pedaço de papel. A declaração de ideais não estabelece ou expressa fins quantitativos, mas provê motivação, uma direção geral, uma imagem e uma filosofia que guia a comunidade. Além de apontar um caminho para o futuro, faz com que todos queiram chegar lá. Deve representar as maiores esperanças e sonhos da comunidade.

Download da declaração de Ideais em PDF para Imprimir: Declarao de ideais


MISSÃO
Deve ser desafiadora, mas atingível. Uma declaração de missão bem feita deve deixar claro que se entende qual é o negócio, tem-se uma estratégia definida e sabe-se como atingir seus objetivos.

VISÃO

A visão é um sonho de longo prazo, que é, essencialmente, um sonho alto. Pode parecer fora de propósito, mas o objetivo aqui é justamente que a visão esteja sempre um pouco fora de alcance. A perseguição desse sonho é o que deve manter a comunidade viva e deve estar bem expresso para todos”.

PROPÓSITO
É basicamente aquilo que se quer atingir e porque se quer atingir. Enquanto a missão diz porque existe a comunidade o propósito diz para que se tem esta missão. Então, a principal razão de se escrever os propósitos é procurar adequar e orientar o caminho a ser seguido para que a comunidade esteja cumprindo sua missão em direção à sua visão. Propósitos são resultados abrangentes com os quais a comunidade assume um compromisso definitivo.

ALVOS
Declarar os alvos faz com que os propósitos sejam atingidos. No caso de uma comunidade em células a declaração de alvos fará detectar a quais pessoas queremos alcançar.

ESTRATÉGIA
Até aqui, pudemos definir os propósitos e alvos norteadores de metas visando atender a missão da comunidade em direção à visão declarada. Para atingir seus alvos a comunidade deverá ter clareza de como irá proceder, isso irá nortear os recursos que irá utilizar, os caminhos que irá percorrer e dirá como fará a sua obra.

LOGOMARCA
Uma vez que a comunidade definir sua declaração de ideais deve procurar marcar sua Identidade Corporativa com o mesmo. Entende-se por Identidade Corporativa o processo pelo qual uma instituição utiliza os elementos de comunicação para transmitir eficazmente o que faz, como o faz, quem é e como pretende ser compreendida pelo público.

Ser católico implica correr o risco de perder amigos

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES, FORMAÇÕES

Uma vida católica radicalmente intensa pode ser chocante para quem prefere o conforto de viver superficialmente

Não faz muito tempo, eu recebi um e-mail que me pedia o seguinte:

“Como mãe, educadora, católica e mulher no mundo atual, eu gostaria de saber um pouco mais sobre a sua conversão. Você perdeu amigos? Você não se sente esquisita de vez em quando? Eu tenho 43 anos e sou a única pessoa que eu conheço que vai à missa mais que uma vez por semana. O que eu posso fazer para não me desanimar?”.

A minha resposta curta para esse tipo de situação é que nós temos que descobrir o que faz o nosso coração arder e, então, correr atrás desse algo com determinação obstinada. Para mim, por exemplo, o que funciona é escrever.

Já a minha resposta longa é que o catolicismo é uma busca radical pela verdade. Nós não nos lembramos o suficiente do quanto a graça custa. Não ouvimos falar o suficiente do quanto é medíocre seguir a Cristo mais ou menos. A não nos chama a viver na miséria, mas nos chama, claramente, a não possuir muito mais do que realmente precisamos. A fé nos convida à pobreza, à castidade e à obediência. E o que eu descobri é que estes três estados de vida são incrivelmente empolgantes e desafiadores! Eles nos dão um tipo de liberdade e de “consciência de ser” que é completamente inexistente no meio da nossa cultura entorpecente.

Eu resisto resolutamente a ser uma pessoa “ocupada demais”. Acho que o tipo de ocupação que a nossa cultura valoriza e almeja não é obra de Deus. Certos tipos de mídia católica dizem que nós somos quase obrigados a assistir a filmes estúpidos e a programas de TV de má qualidade para podermos enxergar as pessoas “do jeito que elas são”, mas eu não penso assim. Só a ideia de perder 10 minutos vendo um programa de TV estúpido para poder jogar conversa fora com algum “não crente” me deixa arrepiada.

Se Cristo andava com as prostitutas e com os publicanos, não era porque Ele quisesse nos incentivar a contar piadas infames e a fazer fuxicos grosseiros. Ele não descia de nível, mesmo quando se encontrava com as pessoas nos níveis em que elas viviam. Ele ia até lá para chamá-las a subir de nível. Nós amamos de fato as pessoas quando vemos a sua fome e sede terrível, mas as convidamos a contribuir, mostrando a elas que elas também têm uma missão integral e de importância vital.

Eu perdi o meu casamento, em parte, porque me converti. Eu abandonei o meu trabalho como advogada porque me converti. Não sei se perdi amigos, mas posso ter perdido certa proximidade com certos amigos. Que o catolicismo seja constantemente mal interpretado, incompreendido, caluniado, desprezado, eu posso aceitar. O que me incomoda é que as pessoas vejam o catolicismo como uma excentricidade sem sentido.

Logo depois que Obama foi eleito, uma amiga minha, que se derretia toda por ele, me perguntou: “Você também adora o Obama, não adora?”. Eu respondi: “Bom, ele parece uma pessoa legal, mas eu não morro de amores pelo fato de ele apoiar pesquisas com células estaminais embrionárias. E aposto com você que não vai melhorar nada para os pobres, aposto que ele vai começar uma ou duas guerras e aposto que, daqui a um ano, muita gente vai começar a odiá-lo”. Ela retrucou: “Poxa, isso é só coisa do seu catolicismo”. Eu quase pulei da cadeira. “Coisa do meu catolicismo?! O meu catolicismo é a minha vida! O meu catolicismo é o ar que eu respiro!”.

Foi por causa do meu catolicismo que eu não votei em Obama nem em Romney. Domingo passado, no Los Angeles Times, eu li que, desde 1995, o Pentágono distribuiu 5,1 bilhões de dólares em equipamentos militares excedentes para os departamentos de polícia dos Estados Unidos: fuzis, veículos blindados resistentes a minas, helicópteros. Li sobre Mohamedou Ould Slahi, preso em Guantánamo, que, embora nunca tenha sido acusado de crime algum, está sob custódia dos Estados Unidos desde 2001. Ele escreveu um livro de memórias que fala, entre outras coisas, da tortura que sofreu em nossas mãos. Li também, recentemente, a resenha de um livro chamado “The Invisible Soldiers: How America Outsourced Our Security” [“Os soldados invisíveis: como os EUA terceirizaram a sua segurança”], de Ann Hagedorn, e soube que “metade dos 16 mil funcionários que trabalham para a Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá desde a retirada das tropas norte-americanas são contratados”, que gastamos bilhões de dólares com mercenários e que, de acordo com um executivo da Blackwater, o ex-SEAL Erik Prince, “o exército dos EUA não é grande o suficiente para fazer frente a todas as exigências de uma missão ampla, cara e complexa como a guerra do Iraque”.

Então, por que criticar justamente o catolicismo?

O sistema inteiro sob o qual vivemos é muito, muito afastado de Cristo. Pode não haver respostas, mas nós temos que fazer pelo menos as perguntas. A nossa inteligência, como católicos, não pode deixar de notar a violência satânica e cheia de segredos terríveis que é perpetrada pelo nosso governo! Não podemos esperar, por exemplo, que um país que gasta mais dinheiro com exército e armas do que todas as outras nações do mundo juntas vá se preocupar seriamente com as crianças que ainda não nasceram.

Eu, particularmente, não quero ficar alienada. Como seguidora de Cristo, eu quero lutar pelo bem das pessoas. O que me preocupa é que o simples fato de expressar opiniões como esta me faça perder amigos católicos.

Diante de tudo isso, não podemos esquecer que a ressurreição não é apenas um final feliz. A ressurreição é um final surpreendente.

Um símbolo secreto dos cristãos

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES, FORMAÇÕES

Como os primeiros cristãos se reconheciam nos tempos de clandestinidade?

Durante os três primeiros séculos do cristianismo, as perseguições contra os cristãos eram frequentes e brutais. A fé em Cristo constituía uma religião clandestina e, por isso, os cristãos não podiam se revelar abertamente. Nesse contexto, como um cristão poderia saber se outra pessoa também era cristã?Além de tomar as precauções mais evidentes, como informar-se sobre a outra pessoa previamente sempre que possível, considera-se a hipótese de que os primeiros cristãos utilizassem alguns “códigos secretos” para confirmar se estavam diante de um irmão da mesma crença. Um desses códigos era o “Ichthys” ou “Ichthus”, palavra que, em grego antigo (?????), significava “peixe”.
Segundo essa hipótese, quando um cristão supunha estar diante de outro cristão clandestino, desenhava uma curva ou meia-lua no chão. Se a outra pessoa desenhasse outra meia-lua sobreposta à dele, completando a figura de um peixe, seria muito maior a probabilidade de que se tratasse mesmo de um seguidor de Jesus que conhecia o “código secreto” cristão.

E por que a imagem de um peixe?

Porque as letras que formam a palavra “peixe” em grego (ichthys), quando escritas em maiúsculas (?????), formam um acrônimo com as iniciais da expressão “I?sous Christos Theou Yios S?t?r”, que significa “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador” (em grego antigo: ?????? ???????, ???? ?????, ?????).

O peixe se tornou, assim, um dos primeiros símbolos cristãos, juntamente com a imagem do Bom Pastor e, posteriormente, do crucifixo.

O Ichthys também era usado para indicar as catacumbas cristãs durante as perseguições contra a comunidade, de modo que apenas os próprios cristãos soubessem quais eram os túmulos dos seus companheiros de fé.

Lidando com pessoas difíceis

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES, FORMAÇÕES

Os relacionamentos são naturalmente pautados por dificuldades relacionadas ao convívio entre diferentes personalidades. Algumas pessoas são mais calmas, outras mais agressivas; umas alegres, outras mais retraídas; enfim, cada ser humano é uma individualidade com valores e crenças próprias elaborados num complexo contexto de vida.

O que caracteriza uma pessoa difícil não são essas diferenças, e sim a maneira como ela lida com isso. Pessoas consideradas difíceis são as que não buscam entendimento, são inflexíveis e, ainda, tentam impor exigências. Relacionar-se com pessoas assim corresponde a grande aprendizado, afinal, há que se desprender maior esforço de compreensão.

Algumas dicas podem facilitar o convívio com esses indivíduos problemáticos:

  • 1- Olhe além das aparências

    É importante buscar a compreensão de que indivíduos mal-humorados e pessimistas, petulantes ou ainda arrogantes, usam dessas imagens como uma máscara ou falsa aparência, que esconde na verdade pessoas inseguras, extremamente infelizes e solitárias que apresentam elevado complexo de inferioridade. Tente compreender o contexto em que elas vivem e os valores que têm; esqueça rótulos do tipo vilão e vítima.

  • 2- Exercite a paciência e a benevolência

    Diante de pessoas cuja autoestima seja tão precária a ponto de não conseguirem encarar a si mesmo, a paciência é um exercício de piedade. A estratégia, então, é manter a tranquilidade e não agir pela emoção a fim de que a pessoa não consiga magoar você. Seja benevolente e gentil; pessoas que não buscam harmonia não sabem lidar com gentilezas e amabilidades, na verdade elas não se sentem capazes de agradar, então essas ações as desarmam totalmente.

  • 3- Questione com respeito

    A pessoa pode estar tão acostumada a pontuar o lado negativo das coisas ou só tratar mal as pessoas que nem percebe. Uma medida interessante é questionar a pessoa sobre quais as razões de sua hostilidade. Mas muito cuidado: confrontar não é recomendado; esse questionamento deve ser feito com muito respeito. Não deixe transparecer uma cobrança, apenas tente se aproximar e apontar os problemas que, talvez, ela não queira enxergar. Agindo afetuosamente ela pode ficar mais acessível.

  • 4- Não reaja às provocações

    Uma boa estratégia para conviver com pessoas que provocam irritabilidade é nunca reagir. Pense: reagir é agir a partir da ação delas, dessa forma você estará aceitando as provocações; ao passo que agindo a ação se inicia por você e não acontece como um revide. Reagindo tomamos a vontade do outro; agindo estabelecemos a nossa própria vontade. Então responder aos impropérios hostis com firmeza, mas sem revides é uma opção inteligente que traz inúmeras vantagens.

  • 5- Autoanálise

    Acredito que só há uma razão para julgarmos os atos alheios; buscar não cometê-los. Assim, ao nos depararmos com pessoas de difícil trato, muito recomendável seria se procedêssemos a uma autoanálise perguntando a nós mesmos: será que também não sou uma pessoa difícil? Muitas vezes o que nos irrita no outro pode ser o que não gostamos em nós mesmos. Tente se conhecer melhor!

    Com o tempo percebemos o quanto trabalhar bons relacionamentos pode gerar satisfação e bons sentimentos em nós mesmos. Então, naturalmente agimos e exemplificamos a disposição para harmonizar relacionamentos.

 

Folder para sua Lectio Divina

Por | DOWNLOADS, FORMAÇÃO DE LIDERES, LECTIO DIVINA

A leitura orante da Bíblia, ou LECTIO DIVINA, é um alimento necessário para a nossa vida espiritual. A partir desta oração, conscientes do plano de Deus e sua vontade, podemos produzir os frutos espirituais em nossa vida.

A LECTIO DIVINA é deixar-se envolver pelo plano amoroso e libertador de Deus. Santa Teresinha do Menino Jesus dizia, em seu período de aridez espiritual, que quando os livros espirituais não lhe diziam mais nada, ela buscava no Evangelho o alimento da sua alma.

BAIXE AQUI O FOLDER – Folder Lectio Divina

Como fazer a LECTIO DIVINA?

A LECTIO DIVINA tradicionalmente é uma oração individual, porém, podemos fazê-la em grupos. O importante é rezar com a Palavra de Deus lembrando o que dizem os bispos católicos no Concílio Vaticano II, relembrando a mais antiga tradição católica, que conhecer a Sagrada Escritura é conhecer o próprio Cristo. Os monges diziam que a LECTIO DIVINA é a escada espiritual dos monges, mas é também a de todo cristão!

Quais os passos da LECTIO DIVINA?

1) Oração inicial: Comece invocando o Espírito Santo, que nos faz conhecer e querer fazer a vontade de Deus. Reze, por exemplo, com a seguinte oração:

«Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. – Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado; e renovareis a face da terra. Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Senhor nosso. Amém.»

2) Leitura da Palavra de Deus: Leia, com calma e atenção, um pequeno trecho da Bíblia (aconselhamos que nas primeiras vezes utilize-se os textos dos Evangelhos, por serem mais familiares a todos). Se for preciso, leia o texto quantas vezes forem necessárias.

Procure identificar as coisas importantes deste trecho da Bíblia: o ambiente, os personagens, os diálogos, as imagens usadas, as ações. Você conhece algum outro trecho que seja parecido com este que leu? É importante que você identifique tudo isto com calma e atenção, como se estivesse vendo a cena. É um momento para conhecer e reconhecer a Boa Notícia que este trecho nos traz!

3) Meditar a Palavra de Deus: É o momento de descobrir os valores e as mensagens espirituais da Palavra de Deus: é hora de saborear a Palavra de Deus e não apenas estudá-la. Você, diante de Deus, deve confrontar este trecho com a sua vida. Feche os olhos, isto pode ajudar. É preciso concentrar-se!

4) Rezar a Palavra de Deus: Toda boa meditação desemboca naturalmente na oração. É o momento de responder a Deus após havê-lo escutado. Esta oração é um momento muito pessoal que diz respeito apenas à pessoa e Deus. É um diálogo pessoal! Não se preocupe em preparar palavras, fale o que vai no coração depois da meditação: se for louvor, louve; se for pedido de perdão, peça perdão; se for necessidade de maior clareza, peça a luz divina; se for cansaço e aridez, peça os dons da fé e esperança. Enfim, os momentos anteriores, se feitos com atenção e vontade, determinarão esta oração da qual nasce o compromisso de estar com Deus e fazer a sua vontade.

5) Contemplar a Palavra: Desta etapa a pessoa não é dona. É um momento que pertence a Deus e sua presença misteriosa, sim, mas sempre presença. É um momento no qual se permanece em silêncio diante de Deus. Se ele o conduzirá à contemplação, louvado seja Deus! Se ele lhe dará apenas a tranqüilidade de uns momentos de paz e silêncio, louvado seja Deus! Se para você será um momento de esforço para ficar na presença de Deus, louvado seja Deus!

6) Conservar a Palavra de Deus na vida: Leve a Palavra de Deus e o fruto desta oração para a sua vida. Produza os frutos da Palavra de Deus semeada no seu coração, frutos como: paz, sorriso, decisão, caridade, bondade, etc… Não se preocupe se alguma coisa não for bem, um dos frutos da Palavra de Deus é a noção do erro e a conversão pela sua misericórdia. O importante é que a semente da Palavra de Deus produza frutos, se 30, 60 ou 100 por um… o importante é que produza, e que o Povo de Deus possa ser alimentado pelos testemunhos de fé, esperança e amor na vivência de um cristianismo sincero.

Termine com a oração do Pai Nosso, consciente de querer viver a mensagem do Reino de Deus e fazer a sua vontade.

Como ler a Bíblia? Veja umas dicas.

Por | DOWNLOADS, FORMAÇÃO DE LIDERES, FORMAÇÕES

Download para Impressão: Como Usar a Bíblia

Download da Tabela periódica Bíblica: Tabela Periódica Bíblica

tabelaperiodicabibliaO que é a Bíblia

A Bíblia é um conjunto de livros escritos durante vários séculos, por várias mãos. A palavra Bíblia, ao pé da letra, significa “livrinhos”, plural da palavra grega biblíon (“livrinho”) que, por sua vez, é o diminutivo da palavra biblos (“livro”). A palavra “Bíblia” para se referir às Sagradas Escrituras foi usada pela primeira vez por João Crisóstomo, no quarto século depois de Cristo.

Assim, a Bíblia consiste de uma coleção de livros menores, diferentes entre si. Cada um desses livros aborda uma mensagem com a finalidade de iluminar a vida do povo de Deus, de acordo com a realidade da época em que foi escrito. Há, ao todo, 73 livros, escritos de diversos modos: história, poesia, hinos, cartas e outros escritos, conforme a mensagem a ser comunicada.

Os 73 livros que se encontram na Bíblia cristã dividem-se em duas partes: Antigo e Novo Testamento. A palavra “testamento” vem da tradução grega para a palavra hebraica berit, que significa “aliança”, “pacto”. Logo, as duas grandes partes da Bíblia referem-se à Antiga e à Nova Aliança entre Deus e o seu povo. Também se usa os termos primeiro testamento e segundo testamento ou seja, primeira aliança e segunda aliança.

Existe uma diferença entre a Bíblia dos católicos e a dos protestantes. As Bíblias protestantes não trazem sete livros: Judite, Tobias, 1º Macabeus, 2º Macabeus, Baruc, Eclesiástico e Sabedoria, além de Ester 10,4-16,24 e Daniel 13-14. Estes livros foram considerados inspirados num segundo momento, quando a Bíblia hebraica já estava bem formada, e entraram no conjunto dos textos sagrados somente quando a Bíblia hebraica foi traduzida para o grego, na tradução da Setenta, por volta do ano 250 antes de Cristo.

Como os protestantes aceitam somente a Bíblia hebraica como inspirada, estes textos ficaram de fora. Já os católicos aceitam a Bíblia grega e, portanto, os sete livros acima, escritos em grego, foram considerados sagrados. Hoje, porém, algumas Bíblias protestantes trazem também estes livros, que são conhecidos como “deuterocanônicos”.

ANTIGO TESTAMENTO – PRIMEIRO TESTAMENTO

Pentateuco (a Lei) = Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio

Os cinco primeiros livros da Bíblia formam o Pentateuco. Pentateuco é uma palavra grega que significa “cinco livros”. Foram escritos ao longo de 500 anos e falam da criação do mundo e da Aliança que Deus fez com o povo hebreu.

Livros históricos = Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, 1 e 2 Macabeus.

Os livros históricos formam a maior parte do Antigo Testamento. Contam a história desde a entrada na Terra Prometida até pouco antes do nascimento de Jesus. São divididos em três grupos:

  1. a) Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis: procuram mostrar que o importante na caminhada do povo é a fidelidade à Aliança com Deus. Quando as lideranças e o povo são fiéis à Aliança, recebem a bênção; quando há desrespeito ao pacto, caem em desgraça.
  2. b) 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, 1 e 2 Macabeus: escritos após o exílio na Babilônia, contam a história de modo a orientar o povo na reconstrução para organização e sobrevivência diante do poder estrangeiro.
  3. c) Rute, Tobias, Judite, Ester: apresentam situações vividas pelos judeus na Palestina ou no estrangeiro, com a finalidade de iluminar o povo. Não são acontecimentos históricos. São histórias inventadas a partir de situações reais e concretas do povo.

Livros sapienciais (Saber) e poéticos = Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico

Nestes livros, temos a sabedoria e a espiritualidade do povo de Deus. Os livros de sabedoria são cinco: Jó, Provérbios, Eclesiastes, Sabedoria e Eclesiástico. Os livros de poesia são dois: Salmos e Cântico dos Cânticos.

Livros proféticos = Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias

Os livros proféticos são tradicionalmente divididos em dois grupos: os profetas maiores e os menores, de acordo simplesmente com o tamanho dos livros. Os quatro maiores são Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Profetas foram aqueles que, ao longo da história, convocaram as lideranças e o povo para a conversão ou volta ao projeto de Deus, denunciaram situações injustas e alertaram para o julgamento de Deus. Anunciam a esperança, encorajam o povo a reconstruir sua própria história.

NOVO TESTAMENTO – SEGUNDO TESTAMENTO

Evangelhos = Mateus, Marcos, Lucas, João   –   Palavras da Salvação! Gloria a vós Senhor

A palavra “evangelho” quer dizer “boa notícia”. Cada um dos quatro evangelhos narra a boa notícia de Jesus, sua vida e missão, desde o nascimento até a paixão, morte e ressurreição. Foram escritos entre 30 e 70 anos depois da morte e ressurreição de Jesus, a partir das histórias que as comunidades recordavam e transmitiam de boca em boca. Os Evangelhos foram escritos não para mostrar os fatos históricos exatamente como aconteceram, e sim como um meio de se manter viva a lembrança das ações e das palavras de Jesus, para que continuassem iluminando sempre a vida do povo.

Atos dos Apóstolos = O evangelho de Lucas e os Atos dos Apóstolos formam uma só obra.

O evangelho de Lucas apresenta o caminho de Jesus, da Galileia a Jerusalém. Os Atos dos Apóstolos mostram o caminho das primeiras comunidades cristãs, ou seja, dos discípulos de Jesus, de Jerusalém a Roma.

Cartas de São Paulo = São 14 = Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemon, Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1 a 3 João, Judas.

Curiosidade: Hebreus é anônima, tradicionalmente atribuída a São Paulo – Dizem então que são 13 Cartas…

As cartas encontradas no Novo Testamento são divididas em dois grandes grupos: as cartas de Paulo e as cartas católicas. As cartas de Paulo visam responder a situações concretas e resolver problemas específicos das várias comunidades que o apóstolo acompanhava. As sete cartas católicas, ou universais, foram escritas para toda a Igreja, e não para pessoas ou comunidades em particular. Essas cartas são: uma de Tiago, duas de Pedro, três de João e uma de Judas.

Apocalipse = Apocalipse de João

O Apocalipse de João foi escrito para iluminar a vida das comunidades que enfrentavam a perseguição no final do primeiro século depois de Cristo. Nesse livro, há muitas imagens e símbolos do Antigo Testamento que para nós muitas vezes dificultam a compreensão, mas eram familiares ao povo da Bíblia. A palavra apocalipse não quer dizer previsão sobre o futuro, mas revelação. No Apocalipse encontramos a revelação do próprio Jesus Ressuscitado.

Abreviaturas e citações

Para facilitar as citações em geral, os livros da Bíblia foram divididos em capítulos e os capítulos em versículos (pequenos versos). Existem várias traduções da Bíblia no Brasil, e por isso, o modo mais prático de citar um texto não é pelo número da página, e sim pelo livro, seguido do capítulo e do versículo. Cada livro é citado usando-se uma abreviatura. A lista a seguir apresenta as abreviaturas dos livros bíblicos por ordem alfabética:

Ab Abdias
Ag Ageu
Am Amós
Ap Apocalipse
At Atos dos Apóstolos
Br Baruc
Cl Colossenses
1Cor 1ª carta aos Coríntios
2Cor 2ª carta aos Coríntios
1Cr 1º livro das Crônicas
2Cr 2º livro das Crônicas
Ct Cântico dos Cânticos
Dn Daniel
Dt Deuteronômio
Ecl Eclesiastes (Coélet)
Eclo Eclesiástico (Sirácida)
Ef Carta aos Efésios
Esd Esdras
Est Ester
Ex Êxodo
Ez Ezequiel
Fl Carta aos Filipenses
Fm Carta a Filemon
Gl Carta aos Gálatas
Gn Gênesis
Hab Habacuc
Hb Carta aos Hebreus
Is Isaías
Jd Carta de Judas
Jl Joel
Jn Jonas
Jo Evangelho segundo João
1Jo 1ª carta de João
2Jo 2ª carta de João
3Jo 3ª carta de João
Jr Jeremias
Js Josué
Jt Judite
Jz Juízes
Lc Evangelho segundo Lucas
Lm Lamentações
Lv Levítico
Mc Evangelho segundo Marcos
1Mc 1º livro dos Macabeus
2Mc 2º livro dos Macabeus

 

Ml Malaquias
Mq Miquéias
Mt Evangelho segundo Mateus
Na Naum
Ne Neemias
Nm Números
Os Oséias
1Pd 1ª carta de Pedro
2Pd 2ª carta de Pedro
Pr Provérbios
Rm Carta aos Romanos
1Rs 1º livro dos Reis
2Rs 2º livro dos Reis
Rt Rute
Sb Sabedoria
Sf Sofonias
Sl Salmos
1Sm 1º livro de Samuel
2Sm 2º livro de Samuel
Tb Tobias
Tg Carta de Tiago
1Tm 1ª carta de Timóteo
2Tm 2ª carta de Timóteo
1Ts 1ª carta aos Tessalonicenses
2Ts 2ª carta aos Tessalonicenses
Tt Carta a Tito
Zc Zacarias

 

Exemplos

Para indicar todo o capítulo 12 do Gênesis, basta escrever: Gn 12.

Para indicar o versículo 3 do capítulo 12, escreve-se: Gn 12,3. Como se vê, capítulo e versículo são separados por vírgula.

Para indicar mais de um versículo, basta usar um hífen entre eles:

Gn 12,1-3 se refere, por exemplo, ao livro do Gênesis, capítulo 12, do versículo 1 até o 3.

Quando se quer indicar versículos que não se encontram na sequência, usa-se o ponto: Gn 12,1.4.7.14 se refere ao capítulo 12 do Gênesis, versículos 1, 4, 7 e 14.

O mesmo vale para os capítulos: Gn 11-14 se refere aos capítulos 11 até o 14 do livro do Gênesis. Já Gn 11.14 se refere aos capítulos 11 e 14, saltando os capítulos 12 e 13.

Para citar textos em versículos de diversos capítulos, usa-se o ponto-e-vírgula: Gn 11,12; 13,4; 15,7 se refere ao livro do Gênesis, capítulo 11, versículo 12; capítulo 13, versículo 4; capítulo 15, versículo 7.

Uma citação como Gn 11,3-14,7 merece atenção. Note-se que depois do hífen existe outra vírgula, e não o ponto-e-vírgula como no exemplo anterior. Como vimos, o número antes da vírgula indica sempre o capítulo. Assim, a citação Gn 11,3-14,7 está indicando o livro do Gênesis, do capítulo 11, versículo 3, até o capítulo 14, versículo 7.

Células: problemas e SOLUÇÕES

Por | FORMAÇÃO DE LIDERES, FORMAÇÕES

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A liderança responsável é o segredo do sucesso em qualquer ministério, e administrar um grupo pequeno requer cuidados que garanta a saúde do grupo. Muitas são as possibilidades de dificuldades em uma célula assim como em qualquer outro ministério, igreja ou comunidade.

Quando o líder é pró ativo e lidera de forma preventiva tudo fica mais fácil e a célula cresce glorificando a Deus a cada semana. O que fazer com dificuldades que surgem? Como resolver problemas que surgem nos encontros? Vou tentar sugerir algumas soluções para dificuldades que surgem nas células. O grande objetivo da célula é criar um ambiente de relacionamentos significativos para vivenciar o cristianismo em uma comunhão genuína que glorifica a Deus.

  1. Membros sem compromisso com a célula: Neste caso o líder deve procurar ter uma conversa extra célula com essa pessoa ou família, expressando a importância do envolvimento deles para o grupo, e verificando se existe um motivo especial para a falta de comprometimento.
  1. Pessoas que monopolizam o encontro:Nesse caso, o líder deve sinalizar para a pessoa ajudando-a a enxergar e controlar sua postura no encontro. Em alguns casos isso vai ser necessário acontecer até mesmo durante o encontro, colocando limites na participação.
  1. Pessoas que não falam:Muitas pessoas são tímidas, isso não é pecado, nem mesmo um problema grave da pessoa tem a ver com a personalidade. Com muito cuidado para não colocar essa pessoa em constrangimento, o líder pode e deve direcionar perguntas para ela que não sejam complexas nem pessoais demais. Aos poucos essa pessoa vai se soltando com o grupo e isso fará diferença na vida dela.
  1. Falta de vice-liderança:Essa dificuldade posterga a possibilidade da multiplicação da célula, sem contar que sobrecarrega o líder que não tem com quem dividir as tarefas comuns. É necessário observar o comportamento dos membros durante os encontros, desafiar e orar com essa pessoa durante um tempo antes de oficializar a vice-liderança kamagra price online.
  1. A célula resiste a novas pessoas no grupo:Essa resistência nem sempre é assumida, pode se notar essa postura quando a célula não valoriza os visitantes ou nunca têm visitantes, é preciso conversar abertamente com o grupo mostrando com clareza essa realidade e desafiar a uma mudança. Leve o grupo a orar sobre isto durante um tempo estabelecido. Retome as partilhas sobre evangelismo.
  1. A célula não convida outras pessoas, nunca tem visitante:Essa dificuldade pode estar relacionada ao jeito de ser dos membros e não por desinteresse, independente da razão são necessárias ações práticas como alvos para o próximo encontro, onde cada um apresente o nome das pessoas que vão convidar, oração especifica sobre isso e não desanimar durante a campanha de crescimento estabelecida pelo grupo.
  1. Falta de crescimento espiritual dos membros:Como corpo de Cristo e família de Deus, temos responsabilidades uns para com os outros, e quando percebemos que o grupo está acomodado na vida espiritual precisamos intervir, desafiando o grupo a estudar a Palavra em um grupo de estudo da igreja, iniciar um grupo com a célula de “Raízes” ou outro material de estudo, intensificar os companheiros de fé. Jejum da célula e sem dúvida oração e busca por avivamento.
  1. Falta de estrutura para as crianças:A célula precisa olhar com muito carinho para os pequeninos e fazer um rodízio de membros para cuidar deles, buscar recursos com o supervisor. O ministério está preparado e tem recursos para isso? Negociar com as crianças o modelo do encontro delas.
  1. Membros de outras igrejas e denominações frequentando o encontro:Muitas igrejas não têm o modelo de grupo pequeno e isso tem atraído pessoas para nossa célula.  Nosso desejo é que o líder seja cuidadoso, e não motive essas pessoas ou família a permanecerem no grupo, caso a pessoa se mostre interessada em participar da célula, ela deve conversar com o seu “pastor” sobre isso e colocar em oração se esta é realmente a vontade de Deus. O objetivo da célula é alcançar pessoas para Cristo e não “pescar em aquário”.
  1. Visitantes nunca são integrados:Algumas células recebem muitos visitantes, mas eles nunca voltam. Isso é incomum e deve ser tratado com o grupo buscando mudança de estratégias com os visitantes. Pegar o telefone com ele ou a pessoa que o convidou, ligar durante a semana agradecendo pela visita e convidando para o próximo encontro, atenção redobrada na hora do lanche são procedimentos que devem mudar este quadro.
  1. Falta comunicação:A comunicação é primordial e às vezes o líder da célula pode estar com dificuldades de manter o grupo informado do próximo encontro ou de algo que está acontecendo com alguém do grupo, para isso é importante que uma pessoa com dom e condição para isso seja eleita no grupo, pode ser o vice-líder ou um secretário só para enviar os e-mails, dar telefonemas e manter o grupo atento a tudo que está acontecendo.
  1. Falta pontualidade, sempre começa atrasado:Horário é um fator muito importante na qualidade da célula, por mais que temos um modelo de encontro com descontração isso não justifica a célula começar com atraso, é necessário falar com os atrasados e pedir que eles cheguem na hora e quando precisar chegar atrasado que não distraia ou atrapalhe o andamento da reunião.
  1. Não tem horário para terminar:A célula precisa terminar no horário para que haja tempo significativo na hora da comunhão e lanche, e para que as pessoas não cheguem muito tarde à suas casas, o que pode comprometer o outro dia de trabalho, o estudo das crianças. Quando isso é respeitado, as pessoas não vão ter dificuldade de voltar e participar do próximo encontro.
  1. Resistência a multiplicação:Esse é um problema muito comum. É muito importante que os benefícios da multiplicação estejam claros no coração de cada membro da célula. Multiplicar possibilitar que outras pessoas cheguem ao grupo e a igreja, a célula para de crescer quando alcança o limite físico (tamanho das salas), quando alguns não conseguem mais participar muito das discussões e compartilhar suas necessidades. O número ideal, e que promove interação adequada é de no máximo 15 pessoas no encontro. Quando se atinge esse número de membros, o líder já deve começar a planejar a multiplicação de forma que assim que atinja 12 ou mais membros a célula seja multiplicada.
  1. Nunca tem eventos extra célula: Um churrasco, um passeio no parque, uma visita a uma instituição filantrópica ou uma pequena excursão do grupo, promove muito mais intimidade nos relacionamentos, amizade autêntica, cumplicidade, esses eventos abençoam muito a célula. É preciso cuidar para não serem seguidos (em sequência), e também para não concorrer com eventos da igreja e comunidade e que não sejam decididos somente pelo líder, sim decidido em conjunto, com todos os membros da célula.
  1. Indisciplina das crianças e inércia dos pais:Alguns pais têm dificuldades em disciplinar seus filhos e até nisso a célula pode abençoar. As crianças da célula precisam ser amadas por todos, elas são muito importantes e precisam enxergar isso nas atitudes. O líder e os membros da célula devem colocar limites nas crianças em amor e que contribua para o crescimento delas, os pais que não estão cuidando de seus filhos com responsabilidade devem ser confrontados, mas também se sentirem apoiados pelo grupo. As crianças da célula são nossas crianças e isso muda tudo no tratamento delas!
  1. Faltam casas para os encontros:Algumas pessoas têm dificuldades de receber pessoas em sua casa por ser pequena, por ser simples, etc. E o líder precisa trabalhar isso com muito carinho, pois não existe padrão estabelecido para um encontro, a célula vai à casa de todas as famílias e abençoa aquela casa. Quando a célula começa a ter dificuldades de realizar o encontro em algumas casas devido ao tamanho, ela já passou da hora de multiplicar! Entendeu??? Doze normalmente cabe.
  1. Casais em crise conjugal:Quando um casal da célula está apresentando dificuldades no relacionamento conjugal é preciso apoiá-los e participar da restauração de Deus na vida deles. Outro casal da célula pode ser desafiado pelo líder a envolver-se com eles, é muito importante que haja sigilo até que o próprio casal exponha ao grupo suas dificuldades. Podem ser convidados para um tempo de aconselhamento na Comunidade. No caso de falta de respeito um pelo outro em público eles precisam ser confrontados pelo lidere em particular. Em caso de situações constrangedoras ocorridas no momento da reunião o líder deve interrompê-los e orar com toda a célula não permitindo justificativas de nenhuma das partes no momento de conflito.
  1. Membros que abandonam a célula e não justificam:Quando um membro apresenta dificuldades com o grupo é preciso investir nele para esclarecer os fatos com a intenção de abençoar, ele deve ser procurado pelo líder ou por um membro que tenha acesso a ele para tentar envolvê-lo, lembrando que a decisão de participar da célula é dele. A Comunidade dispõe de outras células onde esse membro pode se envolver, o líder deve esclarecer o fato com a célula informando que aquele membro está participando de outra célula e que isso foi resolvido.
  1. Frequentadores da Célula que não se integram à igreja:Objetivo da Célula é levar pessoas a Cristo integrando-a no corpo de Cristo através do batismo. E também o de frequentar Missas, Grandes Células e outros compromissos cristãos. É importante ressaltar que o ministério de célula possui uma estrutura que auxilia o líder e vice-líder na resolução de dificuldades, o supervisor é a pessoa que deve ser informada sobre complicações e por sua experiência ou direcionamento da liderança maior do ministério trará a ajuda que resultara na resolução do problema.