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SANTA TERESA AVILA

Hoje é celebrada Santa Teresa D’Ávila, Doutora da Igreja

Por | NOTÍCIAS, SANTA TERESA AVILA

“Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa!  Só Deus não muda. A paciência, por fim, tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta, pois só Deus basta”. Esta é provavelmente a frase mais conhecida no mundo de Santa Teresa D’Ávila (1515-1582), celebrada neste dia 15 de outubro pela Igreja Católica.

Teresa de Cepeda y Ahumada nasceu no dia 28 de março de 1515, em uma nobre família de Ávila, na Espanha, filha de Alonso Sánchez de Cepeda e Beatriz de Ahumada.

Aos 20 anos, decidiu-se pela vida religiosa, apesar da resistência de seu pai. Em sua biografia, diz que ela saiu de sua casa em uma manhã para entrar no mosteiro carmelita da Encarnação. Lá, viveu por 27 anos, com uma grande comunidade religiosa composta por cerca de 180 freiras, suportando e superando uma grave doença, que marcou sua vida.

Por volta dos 40 anos, Teresa sentiu o chamado que ficou conhecido como “experiência mística”, o que mudou o curso de sua vida. Aos 47 anos, começou uma terceira fase, empreendendo sua tarefa de fundadora andarilha.

As carmelitas, como a maioria das religiosas, tinham decaído muito do primeiro ardor no começo do século XVI. As religiosas podiam sair da clausura com o menor pretexto, de modo que o convento se converteu no lugar ideal para quem desejava uma vida fácil e sem problemas. As comunidades eram extremamente numerosas, o que era causa e efeito do relaxamento. Por exemplo, no convento de Ávila havia 140 religiosas.

Santa Teresa empreendeu o desafio de levar a cabo a iluminada ideia de fundar uma comunidade mais reduzida e reformada. A santa estabeleceu a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. O convento carecia de rendas e reinava nele a maior pobreza; as religiosas vestiam hábitos rudimentares, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas descalças) e eram obrigadas à perpétua abstinência de carne.

Santa Teresa não admitiu no princípio mais do que 13 religiosas, mas logo aceitou que houvesse 21. Em 1567, o superior geral dos carmelitas, João Batista Loiro (Rossi), visitou o convento de Ávila e ficou muito satisfeito com o trabalho realizado ali pela santa. Assim, concedeu a esta plenos poderes para fundar outros conventos do mesmo tipo e até autorizou a fundar dois conventos de frades reformados (carmelitas contemplativos).

Caracterizada por sua simplicidade, prudência, amabilidade e caridade, Santa Teresa tinha uma profunda vida de oração e, em obediência a seu confessor, porque ela não era uma pessoa culta e se expressava com um castelhano singelo, escreveu suas visões e experiências espirituais. Essas obras são agora um grande presente para a Igreja.

Os escritos de Santa Teresa sublinham, sobretudo, o espírito de oração, a maneira de praticá-lo e os frutos que produz. Como a santa escreveu precisamente na época em que estava dedicada à difícil tarefa de fundar conventos de carmelitas reformadas, suas obras, prescindindo de seu conteúdo e natureza, dão testemunho de seu vigor, laboriosidade e capacidade de recolhimento.

Escreveu o “Caminho de Perfeição” para dirigir a suas religiosas e o livro das “Fundações” para animá-las e edificá-las. Quanto ao “Castelo Interior”, pode-se considerar que escreveu para a instrução de todos os cristãos.

Santa Teresa morreu nos braços da Beata Ana, em Alba de Tormes no dia 4 de outubro de 1582, pronunciando as palavras: “Sou filha da Igreja”. Sua canonização se realizou em 1622. Foi proclamada Doutora da Igreja em 27 de setembro de 1970 pelo Papa Paulo VI.

REDAÇÃO CENTRAL, 15 Out. 19 / 05:00 am (ACI).-

O dia em que Santa Teresa espantou o diabo com o poder da água benta

Por | - ULTIMAS, SANTA TERESA AVILA

A Doutora da Igreja relata experiências pessoais que corroboram a força espiritual deste sacramental poderoso

Santa Teresa de Jesus (também conhecida como Santa Teresa de Ávila) é nada menos que Doutora da Igreja.

Religiosa e reformadora da ordem carmelita no século XVI, ela relatou, em suas memórias, ter aprendido que “não há coisa de que os demônios fujam mais, para não mais voltar, do que a água benta”.

Em sua autobiografia, o “Livro da Vida”, ela conta:

“Estava eu certa vez num oratório e me apareceu, do lado esquerdo, uma figura abominável; percebi especialmente a boca, porque falava: era horrível. Parecia que lhe saía do corpo uma grande chama, muito clara, sem nenhuma sombra. Disse-me, aterrorizando-me, que eu me livrara de suas garras, mas que voltaria a elas”.

O depoimento está no início do capítulo 31 de seu livro.

Em seguida, ela revela que tentou espantar o diabo com o Sinal da Cruz: ele foi embora, mas acabou voltando.

“Isso me aconteceu por duas vezes. Não sabendo o que fazer, peguei da água benta que ali havia e lancei-a para onde essa figura se encontrava. Ela nunca mais voltou”.

Em outro trecho, Santa Teresa escreve que o demônio a atormentou em certa ocasião durante cinco horas,

“…com dores e desassossegos interiores e exteriores tão terríveis que pensei não poder suportar. As pessoas que estavam comigo ficaram espantadas e não sabiam o que fazer, nem eu a que recorrer”.

De novo, a santa carmelita relata que só encontrou alívio depois de pedir água benta e jogá-la num local em que, por perto, havia visto um demônio. Ela prossegue:

“A partir de muitos fatos, obtive a experiência de que não há coisa de que os demônios fujam mais, para não mais voltar, do que da água benta. Eles também fogem da cruz, mas retornam. Deve ser grande a virtude da água benta”.

Ela ainda afirma que experimentou o consolo da alma depois de tomar a água, que lhe gerou “uma espécie de deleite interior”:

“Não se trata de ilusão nem de coisa que só aconteceu uma vez, mas sim de algo frequente que tenho observado com cuidado. Digamos que seja como se a pessoa estivesse com muito calor e sede e bebesse um jarro de água fria, sentindo todo o seu corpo refrescar. Penso no quão importante é tudo o que a Igreja ordena e muito me alegra ver que tenham tanta força as palavras que comunica à água benta para que esta fique tão diferente da comum”.

O restante do mesmo capítulo acrescenta vários outros relatos de Santa Teresa sobre o poder da água benta.

Mas, afinal, o que é a água benta?

A água benta é um dos vários sacramentais que existem no cotidiano do católico. Os sacramentais são sinais materiais instituídos pela Igreja para incentivar em nós um relacionamento cada vez mais profundo com Cristo e para nos ajudar a focar na santificação de cada parte da nossa vida, inclusive nas mais singelas e cotidianas. São extensões dos sete sacramentos e nos ajudam a enxergar e acolher a graça de Deus no nosso dia-a-dia.

Exemplos de sacramentais são o crucifixo, o escapulário, as medalhas bentas, o sal abençoado, as imagens sacras, a água benta…

água benta tem o duplo significado de nos lembrar do nosso batismo e simbolizar a limpeza espiritual. É usada inclusive em exorcismos: o diabo não suporta a água benta porque é inteiramente impuro, imundo para toda a eternidade. Ela evoca a água que fluiu do lado de Cristo, símbolo do batismo, e traz à mente o dia da derrota do diabo: a crucificação de Cristo para nos redimir do pecado e nos oferecer a salvação.

Um antigo costume era fixar recipientes com água benta em algumas paredes da casa: podiam ser simples copos de louça, em cuja água benta cada morador da casa tocava antes de fazer o Sinal da Cruz, acolhendo assim a bênção de Deus. Era frequente que esses recipientes simples, porém dignos, estivessem fixados perto das portas, de modo que as pessoas recorressem a eles ao saírem e retornarem à casa, ou dentro dos quartos dos membros da família, como convite a se manterem sempre puros e próximos de Deus. A água benta também ficava sempre ao alcance quando se desejava de modo especial afastar as influências do maligno.

O depoimento pessoal de um sacerdote da nossa época

pe. Edward Looney é um sacerdote norte-americano que sempre leva consigo uma garrafinha de água benta quando viaja. Ele afirma:

“O mal pode continuar presente em um recinto muito tempo depois do que quer que tenha acontecido lá dentro…”

Santa Teresa de Ávila e sua assustadora visão do inferno

Por | - ULTIMAS, SANTA TERESA AVILA

Foi algo terrível, mas que fez Santa Teresa se lembrar da misericórdia de Deus

Embora Santa Teresa de Ávila tenha experimentado algumas das experiências mais extáticas da presença de Deus já registradas, ela também teve visões do inferno.

Em sua autobiografia, ela escreve sobre uma dessas visões e como isso a atormentou pelo resto de sua vida:

“Eu me encontrava, como eu pensava, mergulhada diretamente no inferno. Percebi que era da vontade do Senhor que eu visse o lugar que os demônios tinham preparado para mim e o qual eu merecia por meus pecados. Isso aconteceu no menor espaço de tempo, mas acredito que seria impossível para mim esquecê-lo. A entrada, pensei, parecia uma passagem muito longa e estreita, como uma fornalha, muito baixa, escura e bem confinada; o chão parecia estar cheio de água que lembrava lama suja e fedorenta, e nela havia muitos répteis de aparência perversa. No final, havia um lugar oco escavado em uma parede, como um armário, e foi ali que eu estava, em confinamento. Mas a visão de tudo isso foi agradável em comparação com o que eu senti lá … Acho que meus sentimentos não poderiam ser exagerados, e ninguém pode entendê-los. Senti um fogo dentro da minha alma, cuja natureza sou totalmente incapaz de descrever … Fui colocada neste lugar que parecia um buraco na parede, e aquelas mesmas paredes, tão terríveis à vista, caíram sobre mim e me sufocaram completamente. Não havia luz e tudo estava na maior escuridão”. 

Foi uma experiência aterrorizante, mas ela entendeu completamente por que Deus permitiu que ela visse em primeira mão os tormentos do inferno:

“A visão foi um dos mais favoráveis ??sinais que o Senhor me concedeu: foi um grande benefício para mim, tanto ao tirar de mim todo o medo das tribulações e decepções desta vida, como também ao me fortalecer e dar graças ao Senhor, que, como agora acredito, me livrou de tais tormentos terríveis e intermináveis.”

Ela entendeu que, se não tivesse se afastado do vício e adotado uma vida de virtude, esse seria seu destino. Teresa agradeceu a Deus pelas muitas graças que recebeu e por sua misericórdia ao poupar seu tormento.

Além disso, essa visão levou Santa Teresa a sentir grande tristeza pelas pessoas que se aproximavam daquele destino, por meio de suas escolhas deliberadas:

“Também me inspirou com impulsos fervorosos para o bem das almas: pois realmente acredito que, para libertar um delas dessas torturas terríveis, morreria de bom grado muitas mortes. Afinal, se vemos alguém na terra que é especialmente querido por nós sofrendo grandes provações ou dores, nossa própria natureza parece nos levar à compaixão, e se os sofrimentos são severos, eles também nos oprimem.”

O inferno é um lugar muito real e, embora não deva ser nossa única razão para escolher a virtude em vez do vício, é um bom ponto de partida e deve nos levar a uma vida unida a Deus. Nossas escolhas são importantes e a boa notícia é que podemos mudar nossas vidas, não importa o quão longe seguimos no caminho errado.

Santa Teresa de Ávila (Santa Teresa de Jesus)

Por | SANTA TERESA AVILA

Santa Teresa de Ávila, conseguiu recuperar o fervor de muitas carmelitas

Com grande alegria lembramos, da vida de santidade daquela que mereceu ser proclamada “Doutora da Igreja”: Santa Teresa de Ávila (também conhecida como Santa Teresa de Jesus). Teresa nasceu em Ávila, na Espanha, em 1515 e foi educada de modo sólido e cristão, tanto assim que, quando criança, se encantou tanto com a leitura da vida dos santos mártires a ponto de ter combinado fugir com o irmão para uma região onde muitos cristãos eram martirizados; mas nada disso aconteceu graças à vigilância dos pais.

Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila, onde viveu um período no relaxamento, pois muito se apegou às criaturas, parentes e conversas destrutivas, assim como conta em seu livro biográfico.

Certo dia, foi tocada pelo olhar da imagem de um Cristo sofredor, assumiu a partir dessa experiência a sua conversão e voltou ao fervor da espiritualidade carmelita, a ponto de criar uma espiritualidade modelo.

Foi grande amiga do seu conselheiro espiritual São João da Cruz, também Doutor da Igreja, místico e reformador da parte masculina da Ordem Carmelita. Por meio de contatos místicos e com a orientação desse grande amigo, iniciou aos 40 anos de idade, com saúde abalada, a reforma do Carmelo feminino. Começou pela fundação do Carmelo de São José, fora dos muros de Ávila. Daí partiu para todas as direções da Espanha, criando novos Carmelos e reformando os antigos. Provocou com isso muitos ressentimentos por parte daqueles que não aceitavam a vida austera que propunha para o Carmelo reformado. Chegou a ter temporariamente revogada a licença para reformar outros conventos ou fundar novas casas.

Santa Teresa deixou-nos várias obras grandiosas e profundas, principalmente escritas para as suas filhas do Carmelo : “O Caminho da Perfeição”, “Pensamentos sobre o Amor de Deus”, “Castelo Interior”, “A Vida”. Morreu em Alba de Tormes na noite de 15 de outubro de 1582 aos 67 anos, e em 1622 foi proclamada santa. O seu segredo foi o amor. Conseguiu fundar mais de trinta e dois mosteiros, além de recuperar o fervor primitivo de muitas carmelitas, juntamente com São João da Cruz. Teve sofrimentos físicos e morais antes de morrer, até que em 1582 disse uma das últimas palavras: “Senhor, sou filha de vossa Igreja. Como filha da Igreja Católica quero morrer”.

No dia 27 de setembro de 1970 o Papa Paulo VI reconheceu-lhe o título de Doutora da Igreja. Sua festa litúrgica é no dia 15 de outubro. Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos.

Santa Teresa de Ávila, rogai por nós!