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Roteiro – Vencendo os Medos! 21 a 27 de Janeiro de 2019

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 21 a 27 de Janeiro

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

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Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: Livro de Boas Vindas para as Células

Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

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Roteiro – Evangelismo – Foco nos alvos de Deus! – 14 a 20 de Janeiro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 14 a 20 de Janeiro

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

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Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

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Roteiro – Consagrando o ano novo de 2019 a Cristo – 07 a 13 de Janeiro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 07 a 13 de Janeiro

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

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Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

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O que vem depois da tempestade?

Por | - ULTIMAS, PARTILHA DO FUNDADOR

1º – A reconstrução ou recomeço. 

Mas não uma simples construção, e sim uma casa mais forte, com base mais sólida, paredes capazes de suportar os ventos violentos. Este recomeço tem tijolos da experiência aliados ao cimento da sabedoria. Portanto este ressurgir, faz-nos maiores, mais fortes do que antes.

2º – Gera comunhão, fraternidade.

Se existe uma beleza na tempestade, é esta: ela ser capaz de amolecer os corações mais duros, alguém que era incapaz de ajudar, a compaixão lhe apanha e quebra, até mesmo os que estão de fora da tempestade são impulsionados para dentro deste ciclo de fraternidade. Isso gera mão-de-obra no processo do reconstruir. Que coisa linda perceber que, no meio da bagunça provocada pela tempestade, achamos uma virtude enterrada, “amor”, então ela provoca em nós aquilo que temos de melhor – “fraternidade e amor”.

3º – Aprendizado, conhecimento.

Depois do processo doloroso, adquirimos mais do que teorias, recebemos experiência. Tal experiência não veio para ser guardada, ou para agirmos de maneira egoísta. Ela chegou até nós para ser ensinada, para dar o sinal de alerta para os outros: “olhe não cometa os erros que fiz”. Este aprendizado nos permite não enfrentar o mesmo tipo de tempestade e a livrar todas as pessoas as quais temos transmitido o conhecimento. As pessoas que não passam por tempestades são duras, secas, esnobes e superficiais. Portanto, elas não são ricas, poderosas e inteligentes, só aparentam. As melhores pessoas, os grandes homens e mulheres podem ser apontados pelo volume de tempestades que enfrentaram. Então, não se ache pequeno por estar passando ou ter passado inúmeras tempestades. Perceba a “valentia e determinação” que há em si. Até mesmo Jesus esteve em uma tempestade e nos ensinou a superá-la, com fé! (cf. Mc 4, 35-41).

Observando desse ângulo fica fácil perceber porque Deus nos permite as tempestades, pois elas nos fazem entrar no processo de recomeço, redescobrir virtudes esquecidas e adquirirmos experiência. Por fim, enfrentamos pequenas e grandes tempestades quase todos os dias, mas desejo que você perceba duas coisas: Deus está com você, nunca lhe deixou só; a outra é que estas nuvens escuras irão embora e sol retornará a brilhar na sua vida.

Que Deus nos abençoe. A vida segue e o sol brilha.

Daniel T. Oliveira – Comunidade Fidelidade

Vim para ficar na tua casa! Feliz Natal com Jesus!

Por | - ULTIMAS, PARTILHA DO FUNDADOR

Jesus lhe dizendo…

Eu vim ao mundo numa noite fria e eis que nasci em uma pobre manjedoura, pois não havia lugar para mim na hospedaria. Mesmo diante das circunstâncias que o mundo me ofereceu, recebi um profundo amor de Maria e José, meus pais, que antes do meu nascimento prepararam tudo para a minha chegada.

O tempo foi passando e fui crescendo em sabedoria e humildade, e fiz a minha opção em buscar as coisas do Pai. Em virtude desta minha escolha, vieram muitas coisas boas. Realizei curas, milagres, prodígios. Com isso, muitas pessoas mudaram de vida, se converteram, passaram a crer em Deus e suas vidas se modificaram. Mas ao aceitar os planos do Criador em minha história, apareceram as dificuldades, tribulações e sofrimentos que me levaram à morte na cruz.

Apesar de tudo o que passei, se fosse necessário, faria tudo novamente. Pois o Pai jamais me abandonou, e me ensinou que o significado do amor está em dar a vida por amor ao próximo, e é perdendo que se ganha a eternidade. E esta é minha história!

Reviva ela todo ano, recordando o menino que veio salvar o que estava perdido. E você pode se tomar um Salvador de almas, acolhendo a estas palavras e deixando que eu entre em seu coração.

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo.” Ap 3,20.

Um Santo Natal e que Jesus e Maria abençoem você e sua família. E que venha um Ano Novo cheio de paz.

Daniel Oliveira e toda Comunidade Fidelidade

Roteiro – Natal – O Amor de Deus revelado – 17 a 23 de Dezembro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 17 a 23 de Dezembro

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Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

Missa em ação de graças e encerramento do Grupo Parusia

Por | - ULTIMAS

Sábado dia 15/12/2018 – Grupo de Oração Parusia

Tema:  “Missa em ação de graças”

Pregação: Padre Cláudio – P. Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Coloque aqui sua Intenção para Orarmos na Intercessão e no Grupo Parusia

Todos os Sábados Pregações e Orações que mudam nossa Vida!


Local – Sede da Comunidade Católica Fidelidade

Casa São Bento e Salão São João Paulo II

Rua Giuseppe Venturini, 180 – Frente – Bairro Batistini – São Bernardo do Campo – São Paulo – Cep.: 09842-005

Rua ao Lado direito da Acrilex – Rua sem Saída.


Veja o mapa de como chegar!

Vindo do Centro pela Anchieta e saída na Servidei Demarchi

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Vindo Pela Imigrantes

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Vindo Pelo Rodoanel

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Dicas:

Vindo do Centro de São Bernardo após passar Restaurante Florestal será a Segunda rua à Direita.

Vindo pela Imigrantes ao passar em frente a Empresa ACRILEX continuar por mais 300 Metros e fazer primeiro retorno à Esquerda, pegar pista novamente e será a Segunda rua à Direita.


Pedido de Oração para o Grupo

Agenda 2019 – Confira as Datas e Horários

Por | - ULTIMAS, AGENDA

Celebrações

Celebração do Reconhecimento Diocesano.

  • Data: 05 de Setembro (Quinta) de 2019 às 19h30. Missa.
  • Aberto a todos! Participe!

 Celebração dos 19 Anos de Fidelidade.

  • Data: 26 de outubro (Sábado) de 2019 às 19h00. Solenidade Missa.
  • Aberto a todos! Participe!

Missas com as Células: 1º Domingo ás 18h00 na Par. Santo Antônio. 

  • 06/01 | 03/02 | 03/03 | 07/04 | 05/05 | 02/06 | 07/07 | 04/08 | 08/09 | 06/10 | 03/11 | 01/12. 
  • Aberto a todos! Participe!

Tríduo e Missa de São Bento

  • 09 de Julho – Missa às 19h30 e oração do 1º dia do Tríduo.
  • 10 de Julho – Missa às 19h30 e oração do 2º dia do Tríduo.
  • 11 de Julho – Missa de São Bento e oração do 3º dia do Tríduo. Benção do Sal e das Medalhas.
  • Aberto a todos! Participe!

Orações – Adoração – Grupo de Oração

Semana de Adoração e escuta 2019

  • De 11 a 16 de Fevereiro às 20h00.
  • Organizadoras: Jussara e Rose.
  • Aberto a todos! Participe!

Grandes Células de Oração: 1º Sábados às 19h00

  • 02/02 | 02/03 | 06/04 | 04/05 | 01/06 | 06/07 | 03/08 | 07/09 | 05/10 | 02/11 | 07/12
  • Aberto a todos! Participe!

Grandes Células de Oração – Missão Diadema: 3º Sábados às 19h00

  • 16/02 | 16/03 | 20/04 | 18/05 | 15/06 | 20/07 | 17/08 | Setembro não teremos | 19/10 | 16/11 | 07/12 (Junto na Sede)
  • Organizadores: Claudia. Edson e Juliana.
  • Aberto a todos! Participe!

Noite de adoração e Cura Interior Parusia: 3º Sábado às 19h00. 

  • Aberto a todos! Participe!

Grupo de Cura e Libertação – Sit Mih Lux: Consultar a Comunidade


Terços – Com Maria

Terço de Nossa Senhora das Mercês

  • Dia 24 de Setembro às 20h00 no SSJPII.
  • Aberto a todos! Participe!

Terço de Nossa Senhora das Graças

  • Dia 27 de Novembro às 20h00 no SSJPII.
  • Aberto a todos! Participe!

Formações e Fraternidade

Formações permanentes

  • Todas às Quintas Feiras às 19h30. 
  • Somente aos membros da Comunidade Fidelidade.

Fraternidade e Formação Dominical:  Útimo Domingo das 7h00 às 11h30

  • 27/01 / 24/02 | 31/03 | 28/04 | 26/05 | 30/06 | 28/07 | 25/08 | 29/09 | 27/10 | 24/11
  • Somente aos membros da Comunidade Fidelidade.

Fraternidades Sabáticas:  2º, 4º e 5º Sábados do Mês às 19h00.

  • Somente aos membros da Comunidade Fidelidade.

Formação dos Caminhantes: Sábado às 17h30.

  • Formadoras 2019: Lucinalva / Claudia.
  • Somente aos caminhantes da Comunidade Fidelidade.

Vocacional Fidelidade

  • Experiências Vocacionais – Em breve
  • Procure a Comunidade para mais informações

Escolas

Escola de Líderes:  Formação por vídeos e textos.

  • Organizadores: Monica. Gabriel e Thalita.

Escola de Maria – Tratado

  • Dia 10 de Março as 9h00.
  • Organizador: Ilzo Junior
  • Aberto a todos! Participe!

Escola de Maria – Crianças

  • A Marcar.

Escola Bíblica: 1º Domingos ás 9h00

  • 03/02 – 10/03 – 07/04 – 05/05 – 02/06 – 07/07 – 04/08 – 01/09 – 06/10 – 03/11 – 01/12
  • Organizador: Daniel.
  • Somente aos inscritos em 2018.

Escola de formação – N.C: 1º Domingo das 8h30 as 11h30.

  • 07/04 – 05/05 – 02/06 – 07/07 – 04/08 – 01/09 – 06/10 – 03/11 – 01/12
  • Organizador: Frater Santo André.
  • Aberto a todos membros de Novas Comunidades! Participe!

Curso de Latim: Sábados às 14h00 e Quartas as 19h30.

  • Organizador: Magister Everton.
  • Somente aos inscritos.

Reuniões

Reuniões da Fráter Diocesana – NC: 2º Sábado das 8h00 as 11h00

  • 09/03 – 11/05 – 13/07 – 14/09 – 09/11
  • Participação: Daniel.
  • Somente aos membros da Frater Diocesana

Reuniões do Conselho Fidelidade

  • 21/03 | 16/05 | 25/07 | 10/10 |
  • Reunião anual do Conselho: 08/12/2019
  • Somente os membros do Conselho Fidelidade.

Reuniões CRP – Anchieta

  • Participação: Dalvo e Monica.
  • Datas conforme agenda da região.

Congresso

Congresso Diocesano das Novas Comunidades

  • Dias 14 (Fundadores) e 15 de setembro das 8h00 as 16h00. Pregadores: Comunidade Oásis
  • Aos Inscritos! Participe!

Festas

Festa da pizza com Bingo

  • Dia  27 de Abril  ás 19h00. Aberto a todos! Participe!
    • Organizadores: 

Festa do Pastel com Show FlashBack

  • Dia 21 de Setembro ás 19h00. Aberto a todos! Participe!
    • Organizadores: 

Lançamento do Livro “Ser Mãe”

  • Dia  23 de Março  ás 19h00. 
  • Lançamento do AudioBook Faz-me Fiel.
  • Aberto a todos! Participe!

Encontros e Retiros

Retiro de Oração Fidelidade

  • Dias 26 e 27 de Janeiro. (Casa do Nono)
  • Organizadoras: Claudia e Rosemeire.
  • Somente aos membros da Comunidade Fidelidade.

Retiro de Oração Carnaval

  • De 03 a 05 de Março das 8h00 as 17h00
  • Organizadores: Fidelidade / Arvore da Cruz / Coração Chagado
  • Somente aos membros das Comunidades.

Encontro para Fundadores, Cofundadores e Formadores Gerais

  • De 12 a 14 de Julho.
  • Pregadores: Comunidade OASIS
  • Organizadores: Daniel e Frater Santo André.
  • Aberto aos Fundadores, Cofundadores e Formadores Gerais.

Retiro Vida Nova – 2019

  • Dia 31 de Março das 8h00 às 17h00.
  • Organizadores: Monica e Dalvo / Gabriel e Thalita.
  • Apoio: Edson e Juliana.
  • Aberto a todos Líderes e Auxiliares das Células.

Retiro Vida Vitoriosa – 2019

  • Dia 29 de Setembro das 8h00 às 17h00.
  • Organizadores: Monica e Dalvo / Gabriel e Thalita.
  • Apoio: Edson e Juliana.
  • Aberto a todos Líderes e Auxiliares das Células.

Retiro Sou um Missionário – 2020

  • A Marcar

Retiro Nasci para Servir – 2020

  • A Marcar

Grandes Células – Assembléia de Oração

Grande Célula dos Homens

  • Dia 17 de Março as 15h00
  • Organizador: Daniel
  • Aberto a todos os homens!

Grande Célula Dos Casais

  • Dia 19 de Maio ás 14h30.
  • Organizadores:  Daniel e Angélica
  • Aberto a todos os casais.

Grande Célula das Famílias

  •  Dia 25 de Agosto ás 14h00
  • Organizadores:  Claudia e Jorge
  • Aberto a todas as famílias inscritas!

Grande Célula das Crianças

  • Dia 13 de Outubro às 15h00.
  • Organizadoras:  Francislene, Erica e Meire
  • Aberto a todas as Crianças.

Grande Célula das Mulheres

  • Dia 17 de Novembro dás 8h00 as 16h00.
  • Organizadoras: Claudia e Lucinalva
  • Aberto a todas as mulheres! Se inscreva!

Células da Fidelidade – Semanais


Contatos

Contatos para agendar missões com a Comunidade


Estas são as datas previamente reservadas e estão sujeitas a alteração.

Roteiro – Até bebermos do vinho bom – 10 a 16 de Dezembro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

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ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 10 a 16 de Dezembro

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Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: Livro de Boas Vindas para as Células

Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

A Tibieza tem o dedo do Diabo, e quer levar a todos para o Inferno!

Por | - ULTIMAS

Temos vivido tempos difíceis e estranhos…Digo isso no modo pessoal como as pessoas tem vivido o seu ser cristão, mas também em meio ao tipo de cristianismo que temos vivido em nossas Comunidades. Afinal de contas, nossas Comunidades são reflexos do que cada um vai vivendo de maneira pessoal!
Tempos estranhos em que tenho notado de maneira acentuada um forte discurso de desejos por Deus e pela Santidade, mas poucos atos concretos que levem à prática de conseguir efetivar tais resoluções interiores! E isso é realmente estranho, e deveria nos levar a reflexão:

Como é que tendo um grande desejo por Deus, de viver uma vida de Santidade, de querer obedecer, e corresponder á Voz do Senhor; sou levado tão facilmente para o campo das inconstâncias, e, posteriormente para o campo dos Pecados, ao ponto de conseguir caminhar carregando o fardo dos Pecados Mortais que deliberadamente decidi cometer??
Como que conseguimos viver desse modo tanto tempo? Como que deixamos que a nossa vida seja uma contínua oscilação entre uma vida em Deus e uma vida na mundanidade?
Como explicar os tempos de graças que vivemos inseridos em Deus, nas práticas de piedade, na vida de Oração; e logo nos vemos prostrados por terra, desejando por vezes ardentemente as paixões da carne??

Nossa alma grita!! Grita da dor dos pecados, grita com medo, grita por causa da ingratidão; e certamente grita pelo desespero de muitas vezes perceber que se morrêssemos naquele estado; o nosso destino certo seria o Inferno!

O que de fato está por detrás deste nosso tipo de comportamento e inconstâncias?
Que força é esta que tem nos arrastado por caminhos perigosos e para muitos sem volta?

Tenho refletido sobre esta realidade, diante de tantas pessoas que atendo, mas também diante das limitações e fraquezas que muitas vezes me encontro; e acredito que há uma causa específica por detrás dessa “onda” de apatia, e se chama: Tibieza!
Certamente estamos sendo atingidos pela Tibieza muito mais do que pensamos, e temos colhido o amargor por não combatê-la!

O que é a Tibieza?

O Dicionário a define por: Estado de fraqueza, de frouxidão, de debilidade, falta de ardor, de entusiasmo; frieza…
E podemos certamente associar tudo isso não somente a realidade biológica/fisiológica do homem; mas também por detrás de toda a realidade espiritual que nos cerca!
Ouso dizer que a Tibieza é antes de tudo uma realidade espiritual que atinge a todos os outros âmbitos de nossa vida!
A Tibieza é a mornidão da nossa alma, a maneira frouxa com a qual vamos levando a nossa vida com Deus, um tipo de vontade enfraquecida, preguiçosa, desanimada e sem fervor…Um tipo de debilidade, de frieza diante das coisas espirituais, diante de Deus, dos Sacramentos…
Sem duvida podemos afirmar que a Tibieza é uma doença espiritual!
A Tibieza amortece as energias da nossa vontade, inspira horror a qualquer tipo de esforço em que decidamos ter, vamos levando a nossa caminhada cristã na frouxidão, no torpor; vamos no fundo, arrastando a nossa vida cristã! E se a Tibieza não for logo detectada, ela terá a capacidade de nos levar a morte espiritual! Pois ela, como um micróbio terrível, é capaz de destruir todo o nosso “organismo espiritual”. Ela não é ainda a morte espiritual, mas ela é capaz de sugar de tal modo nossas forças e “energias”, nos pondo numa sonolência tão profunda, num estado de dormência incalculável, que a morte virá em questão de tempo! A Tibieza nos leva a um sistema de acomodações em nossa vida espiritual!

Que estado lamentável é esse da Tibieza em nossas almas! A apatia em não querer e não ter forças para lutar contra aquilo que temos consciência que está nos matando!

Como a Tibieza entra em nossas vidas?

Santo Afonso Maria de Ligório define a Tibieza assim: “A tibieza, é o hábito do Pecado Venial plenamente voluntário.”
Portanto, a Tibieza é o hábito de não combatermos os Pecados Veniais que vão surgindo em nossas vidas!
Devemos aqui nos atentar para uma realidade muito importante que o santo doutor assinala neste conceito: Ele diz de hábito!
Isso significa que todos nós caímos em pecados veniais, mas quando arrependidos voltamos para Deus e emendamos o nosso comportamento, não podemos dizer que isso seja um hábito!
Quando caímos num pecado venial, o podemos fazer por fraqueza de nossa própria natureza humana; e não por hábito! O Pe. Desurmont traz uma definição muito interessante sobre a Tibieza comentando Santo Afonso Maria de Ligório:

“A tibieza é o hábito não combatido do pecado venial, ainda que seja um só.
É um hábito fundado num cálculo implícito: ‘Esta falta não ofenderá a Nosso Senhor gravemente, não me há de condenar. Pois vou cometê-la.’
É um ato dificílimo de se desarraigar da alma. É um hábito muito espalhado sobretudo entre as pessoas que fazem profissão de piedade e entre as almas consagradas a Deus.”

Portanto, a Tibieza entrará em nossas almas quando de livre vontade e de modo consciente, escolhermos pelo pecado! A gravidade disso, é que quando nos acostumamos com essa atitude de escolher pelo pecado, entramos num “acordo de paz” com a Tibieza!
Isso atinge de maneira mais direta as almas daqueles que escolheram em algum momento servirem à Deus e à Ele se entregarem! São aquelas almas que experimentaram a Deus, que o Demônio quer “temperar” com a Tibieza.
Aqueles que mais caem nessa doença espiritual, são aqueles homens e mulheres que buscando a Deus, precocemente acreditaram terem “matado” certos tipos de hábitos e comportamentos do homem velho; quando na verdade os mesmos estavam apenas dormindo. Começam então a negociar com o mundo novamente, perdendo a força de decidir-se por Deus, tendo a vontade entorpecida, colocando-se como “presa fácil” para que o Demônio se instale com a Tibieza em seu coração!
Uma vez instalada, o primeiro movimento da Tibieza será tirar aquela alma da constância e da fidelidade da sua vida de Oração, rezar se tornará enfadonho, outras realidades se colocarão como prioridade para aquela alma, ainda que ela saiba que a Oração é mais importante! É um estado consciente de inércia! É como um paralítico que tem a consciência da necessidade de locomover o seu corpo, mas seu corpo não reage!
A alma que se permitiu entrar neste estado de Tibieza não virará totalmente suas costas para Deus, mas começará a permitir que em sua vida inicie um processo de indiferença às pequenas faltas e até mesmo indiferença aos pecados veniais, até chegar a indiferença aos pecados mortais. Este estado de “febre lenta” não tirará a alma tíbia por completo dos Sacramentos, da Eucaristia, da Confissão, da Oração do Santo Rosário; mas tal alma começará a fazer tudo de maneira negligente, se acomodará com uma rotina medíocre, fará suas obrigações com má vontade e indisposição, permitirá que a impaciência, a ira, as murmurações, as mentiras e vaidades, a gula, a tristeza e todo o tipo de imperfeições não lhe causem mais estranheza e nem mais as rejeite. Para a alma tíbia já não mais importa as imperfeições, e corrigi-las está longe de ser uma meta a ser alcançada!
Infeliz alma é esta que em pouco tempo se tornará completamente insensível as coisas de Deus e às pessoas que estão à sua volta, que começará um clico de “pecados de olhos abertos”, e o próximo passo é se atirar no abismo do Pecados Mortais, e por eles ser devorada!

São Gregório nutre esperanças a respeito de um pecador não convertido; desespera, porém, de uma alma tíbia, que não se importa com sua Tibieza.
O santo sabe o que a Palavra de Deus diz sobre os mornos: Serão vomitados pela boca do Senhor!
Neste contexto, ser vomitado pelo Senhor significa se colocar longe da Sua Graça. Por conta da quantidade de pecados que a Tibieza faz com que aquela comece a viver, Deus já não pode mais derramar aquelas luzes que iluminavam o caminho daquela alma, que alimentava a sua Fé. Já não haverá mais para aquela alma as consolações espirituais, a devoção, os santos desejos, o gosto pelo sobrenatural, o fervor, a meditação; uma tristeza interior contínua a acompanhará; e é por isso que agora se tornará muito difícil sair dessa situação!
É como um doente que sabe que precisa de saúde para sair daquele estado que lhe abate; mas é exatamente a saúde que lhe falta!

Santa Teresa de Jesus nos ensina algo sobre esta realidade:

“Passei nesse mar tempestuoso quase vinte anos, ora caindo ora levantando. Mas levantava-me mal, pois tornava a cair. Tinha tão pouca perfeição que, por assim dizer, nenhuma conta fazia de pecados veniais. Se temia os mortais não era a ponto de me afastar dos perigos. Sei dizer que é uma das vidas mais penosas que se possa imaginar. Nem me alegrava em Deus, nem achava felicidade no mundo. Em meio aos contentamentos mundanos, a lembrança do que devia a Deus me atormentava. Quando estava com Deus, perturbavam-me as afeições do mundo” (Santa Teresa de Jesus, Vida, 8,2).

Acho também importante frisar que a Tibieza nada tem haver com um estado que muitas vezes chamamos de Deserto Espiritual, ou Aridez Espiritual…Estes, quase sempre, tem por iniciativa o próprio Deus, que quer por meio deles nos concede graças e bens espirituais para nossas almas!
A Tibieza é sempre uma ação Diabólica que quer atingir as almas que oscilam entre as virtudes e os vícios
A Tibieza vista de modo simbólico, é como a mão do Demônio sobre as nossas gargantas, que sorrindo, sabe qual será o nosso fim!

Como vencer a Tibieza?

A coisa mais importante que precisamos ter em mente caso identifiquemos que este vício adentrou em nossa alma, é saber que é possível vencer a Tibieza, mas isso não acontecerá sem a plena confiança na Graça de Deus e com uma tenaz decisão e esforço de nossa parte.
A mundanidade que você permitiu que entrasse em você, precisará ser extirpada e, a fidelidade, a constância e a disciplina precisarão serem buscadas com afinco.
Precisará de um “sair de si” constante! Tal alma precisará criar um ritmo para retomar sua de vida de Oração e as práticas de piedade com vigor, pois sem isso, o fracasso é certo!
O fervor espiritual é necessário para as almas Tíbias, e uma ação do Espírito Santo, que tudo faz novo, é primordial!

São Gregório escreve: “A tibieza, que deixou o fervor, cai no desespero”

Vamos aos passos que nos ajudarão a compreender o caminho a ser percorrido para vencermos a Tibieza:

1) O primeiro passo e talvez o mais importante, é conseguir identificar que está se vivendo a Tibieza! Diante de tudo aquilo que foi apresentado acima, e fazendo um “raio x” da sua vida, do seu dia a dia, do seu cristianismo; é possível ter uma noção se você se deixou invadir pela Tibieza, e em qual grau a mesma se encontra dentro de você…

2) Uma vez que falamos que a Tibieza se lança sobre as almas que oscilam entre as virtudes e os vícios, também estamos afirmando que tais almas já experimentaram do amor paternal de Deus em suas vidas; e agora precisarão se recordar desta história de amor, e ter o desejo de viver uma vida santa, dedicada e exclusiva à Deus!
Será preciso se recordar dos propósitos de santidade e perfeição que você traz dentro de si, a aspiração de viver sob a graça de Deus…Resumindo: Você precisará trazer a resolução interior de sair desta situação e os propósitos de alcança – lá!
Santa Teresa diz: “O Senhor só deseja de nossa parte uma resolução decidida, o resto ele mesmo faz. O demônio não teme as almas irresolutas”
Mas o desejo, a resolução desta vida de santidade, se não te lançar na prática do ato da mudança, será apenas mais um passo em direção fracasso…
A Palavra de Deus diz: “Os desejos causam a morte do preguiçoso, pois suas mãos não querem fazer nada…” (Pv 21,25)
A vida cômoda jamais combaterá a Tibieza! A preguiça não poderá mais fazer parte do seu dia a dia, você nã poderá mais se permitir gastar seu tempo com coisa vãs que te inebriam, com coisas que seduzem os seus apetites ou suas paixões…

São Francisco de Sales diz: “É preciso começar com uma grande e firme resolução de dar-se inteiramente a Deus, prometendo-lhe que queremos pertencer-lhe para sempre, sem nenhuma reserva. Depois, renovar muitas vezes essa mesma resolução.”

3) A Oração e a Meditação, são por excelência o caminho seguro para vencer a Tibieza!
A alma que não se aplicar na prática da Oração e da Meditação, já saiba que estará colocando em risco todo o caminho percorrido. Pois a Tibieza e a Meditação não podem andar juntas. Uma ou outra há de perecer! São incompatíveis! Portanto, poderíamos dizer que a alma que medita constantemente, esta imune a Tibieza; e a alma que se percebeu tíbia, certamente se afastou da meditação!
Para que eu não coloque as minhas percepções sobre a importância da Meditação, selecionei alguns pensamentos de santos para iluminar este nosso caminho:

“A meditação põe em ordem as inclinações de nossa alma e dirige nossas ações para Deus; sem ela nossas tendências se voltam para a terra e nossas ações se dirigem conforme as mesmas e tudo cai em desordem” (São Bernardo)

“Se alguém perseverar na oração, ainda que o Demônio induza a cometer muitos pecados, o Senhor não deixará de reconduzi-lo ao porto da salvação” (Santa Teresa de Jesus)

“Embora pareça que não há imperfeições em nós, descobrimos grande número delas, quando Deus faz ver o nosso íntimo, o que Ele costuma fazer na meditação”. (São Bernardo)

“Quem não medita, não julga com severidade a si mesmo, porque não se conhece. A oração controla nossos afetos e dirige nossos atos para Deus” (São Bernardo)

“Quem deixa a meditação em pouco tempo se torna um animal ou um Demônio”. (Santa Teresa)

“Quem não medita muito, fica sem o laço de união com Deus. Nessa situação não será difícil para o demônio, encontrando a pessoa fria no amor de Deus, levá-la a se alimentar com uma fruta envenenada”. (Santa Catarina de Bolonha)

“Quem persevera na meditação, mesmo que o Demônio a tente de muitas maneiras, tenho certeza que o Senhor a levará ao porto da salvação… Quem não para no caminho da meditação, chegará, ainda que tarde” (Santa Teresa)

Sendo assim, é possível compreender que sem a Meditação diária, é impossível avançar! Nenhum outro remédio será tão eficaz como a Meditação! Que tal alma não invente “remédios” que por si só decidiu tomar. É preciso seguir a via daqueles mestres da vida espiritual que já percorreram este caminho com triunfo.
Meia hora de meditação cotidiana, bem preparada, bem feita, bem dosada, sem pressa, sem sonolência ou má vontade; e isso te levará a frutos concretos nestes seu processo!

4) Exame de Consciência e Sacramento da Confissão, também serão necessários para vencer a Tibieza. Fazer uma boa revisão de vida, pedindo ao Espírito Santo que “lhe convença” dos seus pecados, e lhe dê a graça da contrição dos mesmos.
Pois em geral o tíbio não abandona de vez a Confissão, mas certamente a realiza de qualquer jeito, de maneira mal feita, buscando confessores não tão rígidos, escolhendo confessores que não conhece, disfarçando por meio de palavras os pecados cometidos…Fazem na verdade uma confissão medíocre! Tem por meio de uma boa confissão a oportunidade de se livrar do fogo do Inferno, mas estão tão adormecidos, que preferem permanecer com o pé sobre o precipício…
Para os Tíbios, a Confissão não tem como propósito uma mudança de vida, o propósito de não mais voltar ao pecado; mas é simplesmente uma maneira de arranjar mais uma absolvição para poder comungar!
Por isso a Confissão é caminho obrigatório para as almas tíbias!

Coloquei propositalmente a Confissão e o Exame de Consciência após a Oração e a Meditação, pois há almas num estado tão avançado de Tibieza, que se não forem iluminadas com a ação do Espírito Santo por meio da Oração e da Meditação, continuarão a fazer uma Confissão inadequada! Mas se, entregando um tempo a Oração e a Meditação diárias, conseguirão enxergar mais claramente o estado de suas almas, sendo lançadas por meio da ação de Deus, a recorrer a Confissão de um modo mais digno!

5) A Eucaristia: A Eucaristia é o remédio mais sublime contra a Tibieza! Na Eucaristia esta contido o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo; como poderia algo ser mais sublime e eficaz que Ele?!
O problema é o que tíbio se “acostumou” à Comunhão, para ele já não existe mais o “encantamento” de estar recebendo dentro de si, Aquele que lhe deu a vida!

Santa Teresa diz: “Não há melhor meio para se chegar à perfeição do que a comunhão frequente. Oh, como o Senhor a vai aperfeiçoando de um modo admirável!”

O Concílio de Trento ensina que a Comunhão nos liberta das faltas diárias e nos protege dos Pecados Mortais. E São Bernardo chancela nos ensinado que a Comunhão reprime as nossas paixões carnais, principalmente a ira e a sensualidade.
A Eucaristia nos livra das tentações diabólicas, e prepara o terreno do nosso coração para que as Virtudes possam habita-lo.
O Beato João de Ávila dizia: “Quem se afasta da comunhão frequente faz o papel do demônio”

E quantas vezes devo Comungar? Todos os dias se puder! Aos Domingos é obrigatório o cristão ir a Santa Missa, isso nem preciso mais dizer. Mas se de fato queremos nos libertar desta praga que é a Tibieza, devemos receber o Corpo e o Sangue de Jesus diariamente!

6) A Devoção a Santíssima Virgem Maria principalmente através da Oração do Rosário! O Rosário tem uma dupla graça para quem o reza. Além de conseguir ganhar as Indulgências que lhe são devidas, ele te leva a Oração Vocal e a Meditação, realidade essencial para combater a Tibieza, lembra?
Pois em cada mistérios somos chamados a meditar o nascimento, vida, paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo…Há diversas promessas de Nossa Senhora em sua aparições sobre as graças que Ela dispensa àqueles que recorrem ao Rosário. Entre essas graças:

O Rosário, fará reflorescer as virtudes, fará conseguir misericórdia para as almas. Atrairá os corações dos homens para o céu e os levará do amor do mundo ao amor de Deus e os elevará aos desejos das coisas eternas” (Bem-Aventurado Alano da Rocha)

Podemos dizer que o Rosário é uma das principais Terapias Espirituais a serem empregadas àquelas almas sub-julgadas pela Tibieza!

Sei que me estendi um pouco neste artigo – e que até poderia ter escrito mais – mas vi que foi necessário, por se tratar de algo tão sério em nossa caminhada cristã, e que pode estar passando desapercebido por nós! Podemos estar vivendo a Tibieza e empregando os remédios errados ou desnecessários, e sofrendo as consequências por isso!

Apesar da gravidade em que se encontra uma alma na Tibieza, jamais deixemos de confiar na Misericórdia Divina, que coloca à nossa disposição todos os meios necessários e nos dá todos os “instrumentos” para que saíamos vencedores!
Só não podemos esquecer que tudo isso precisa ser empregado de forma séria e enérgica para combate-lá!
Façamos do Espírito Santo o nosso grande companheiro de caminhada, pois submetidos à Sua ação em nossas vidas, logo colheremos dos melhores frutos!

Portanto, mãos à obra, temos um longo, mas belo processo a percorrer!

Quero saber o que você achou deste artigo! Não esqueça de deixar os seus comentários!

Deus abençoe você!

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Créditos – Fonte: https://blog.cancaonova.com/livresdetodomal/tibieza-o-veneno-diabolico-que-inebria-almas/

O Natal NÃO é a festa de aniversário de Jesus!

Por | - ULTIMAS

Alguns pensam que celebrar o Natal é comemorar o aniversário de Jesus, mas esse nunca foi o sentir da Igreja a respeito deste tempo litúrgico

Alguns pensam que celebrar o Natal é comemorar o aniversário de Jesus; alguns chegam até a cantar “parabéns pra você”! Coisa totalmente fora de propósito, contrária ao sentimento da Igreja e fora do sentido da celebração dos cristãos. Então, se não celebramos o aniversário de Jesus, o que fazemos no Natal?

Antes de tudo é necessário entender o que é a Liturgia, a Celebração da Igreja.

Vejamos. O nosso Deus, quando quis nos salvar, agiu na nossa história. Primeiramente agiu na história de toda a humanidade, guiando de modo secreto e sábio todos os seres humanos e sua história. Basta que pensemos nos santos pagãos do Antigo Testamento — santos que não pertenceram ao povo de Israel: Sto. Abel, Sto. Henoc, São Matusalém, São Noé, São Melquisedec, São Jó, São Balaão… Nenhum destes pertencia ao povo de Deus… e no entanto, Deus agia através deles… Depois, Deus agiu de modo forte, aberto, intenso na história do povo de Israel, com as palavras de fogo dos profetas, com a mão estendida e o braço potente nas obras maravilhosas em benefício do seu povo eleito.

Finalmente, Deus agiu de modo pleno e total, fazendo-se pessoalmente presente, em Jesus Cristo, que é o cume, o centro e a finalidade da revelação e da ação de Deus: em Jesus, tudo quanto Deus sonhou para nós se realizou de modo pleno, único, absoluto, completo e definitivo! Então, o nosso Deus não se revela principalmente com ensinamentos, com doutrinas e conselhos, mas com ações concretas e palavras concretas de amor! E tudo isso chegou à plenitude na vida, nos gestos, palavras e ações de Jesus Cristo!

Pois bem: são estas obras salvíficas de Deus, realizadas de modo pleno em Jesus, que nós tornamos presente na nossa vida quando celebramos a Santa Liturgia, sobretudo a Eucaristia! Na força do Espírito Santo de Jesus, através das palavras, dos gestos e dos símbolos litúrgicos, os acontecimentos do passado — todos resumidos em Cristo: na sua Encarnação, no seu Nascimento, Ministério, Morte e Ressurreição e no Dom do seu Espírito — tornam-se presentes na nossa vida.

Vejamos, agora, o caso do Natal. Quando a Igreja celebra as cinco festas do Natal, ela quer celebrar não o aniversarinho do menininho Jesus… O que ela quer fazer e faz é tornar presente para nós, na força do Espírito Santo, a graça da vinda do Cristo! Celebrando a liturgia do Natal, o acontecimento do passado (a Manifestação do Filho de Deus) torna-se presente no hoje da nossa vida! Na liturgia do Natal a Igreja não diz: “Há dois mil anos nasceu Jesus”! Nada disso! O que ela diz é: “Alegremo-nos todos no Senhor: hoje nasceu o Salvador do mundo, desceu do céu a verdadeira paz!” (Antífona de Entrada da Missa da Noite do Natal).

Em Jesus, tudo quanto Deus sonhou para nós se realizou de modo pleno, único, absoluto, completo e definitivo!

Então, celebrando as santas festas do Natal, celebramos a Manifestação do Salvador no nosso hoje, na nossa vida, no nosso mundo! A liturgia tem essa característica: na força do Santo Espírito torna presente realmente, de verdade, aquele acontecimento ocorrido no passado. Não é uma repetição do acontecimento, nem uma recordação!É, ao invés, aquilo que a Bíblia chama de memorial, isto é, tornar presente os atos de salvação de Deus!

Agora vejamos: a Eucaristia é a celebração, o memorial da Páscoa do Senhor. Como é, então, que no Natal a gente celebra a Missa, que é a Páscoa? Como é que já no Natal a Igreja mete a celebração da Páscoa? É que a Eucaristia não é simplesmente a celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo! Essa seria uma idéia muito mesquinha, estreita! Em cada Missa é todo o mistério da nossa salvação que se faz presente, é tudo aquilo que Deus realizou por nós, desde a criação até agora… e tudo isso tem o seu centro em Jesus: na sua Encarnação, na sua vida e na sua pregação, e alcança seu cume na sua morte e ressurreição, na sua ascensão e no dom do Santo Espírito. Então, celebramos as cinco festas do Natal celebrando a Missa, porque aí o mistério, o acontecimento da nossa salvação se torna presente e atuante na nossa vida.

Voltando para casa após a Missa do Natal, podemos dizer: “Hoje eu vi, hoje eu ouvi, hoje eu experimentei, hoje eu testemunhei e hoje eu anuncio: nasceu para nós, nasceu para o mundo um Salvador! Ele veio, ele não nos deixou, ele se fez nosso companheiro de estrada!” Celebrando a Eucaristia do Natal, recebemos a graça do Natal, entramos em comunhão com o Cristo que veio no Natal, porque recebemos no Corpo e Sangue do Senhor o próprio Cristo que nasceu para nós, e, agora, Cristo ressuscitado, pleno do Santo Espírito! É incrível, mas a graça do Natal chega a nós mais do que chegou para Maria e José e os pastores e os magos. Porque eles viram um menininho no presépio, enquanto nós o recebemos dentro de nós, seu Corpo no nosso corpo, seu Sangue no nosso sangue, sua Alma na nossa alma, seu Espírito no nosso espírito… e não mais um menininho frágil, com esta nossa vidinha humana, mas o próprio Filho agora glorificado, com uma natureza humana imortal e gloriosa, que nos transformará para a vida eterna.

Então, que neste Natal ninguém cante parabéns para o Menino Jesus, nem fique com inveja dos pastores e dos magos… Também para nós hoje nasceu um Salvador: o Cristo ressuscitado, glorioso, que recebemos no seu Corpo e Sangue e cujo mistério celebramos nos gestos, palavras e símbolos da liturgia!

(Dom Henrique Soares da Costa, via Pe. Paulo Ricardo)

Roteiro – Conforto em meio as angustias – 03 a 09 de Dezembro

Por | - ULTIMAS, ROTEIRO DAS CÉLULAS

Leiam o roteiro com atenção. Ore e estude a proposta e a palavra de Deus com antecedência.

Download do Roteiro da Semana

ROTEIRO DA REUNIAO DE CELULA SEMANAL – 03 a 09 de Dezembro

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Líder, incentive e participe da Grande Célula e do Grupo Parusia de Oração!

ATENÇÃO! Toda 4ª Sexta Feira do mês as 20h00 – ESCOLA DE LÍDERES

Download da declaração de Ideais para Imprimir: DECLARAÇÃO DE IDEAIS

Confira também o livreto de boas vindas à Célula em: Livro de Boas Vindas para as Células

Livreto de Músicas: MUSICAS PARA CELULA LIVRETO

A reforma e o plano de vida! Padre Fuentes

Por | - ULTIMAS

Trazemos um texto escrito pelo Padre Fuentes, IVE, onde ele explica sobre a reforma e o plano de vida.

1.O QUE É REFORMAR

Santo Inácio afirma que os Exercícios Espirituais por ele elaborados se ordenam a vencer-se e ordenar a vida sem deixar-se determinar ou condicionar por nenhum apego[1].

Reformar quer dizer “voltar a formar”; voltar a “dar forma”; como quem trabalha uma imagem em argila e vê que não lhe saiu o que ele queria, volta-a a amassar e começa a lhe dar forma outra vez. Para poder reformar adequadamente a vida é necessário ter uma reta intenção de ânimo, quer dizer, procurar que o motivo da mesma não seja outro que o fim último da vida de todo homem: dar glória a Deus e salvar a alma.

Para poder efetuar adequadamente uma reforma de vida se supõe que a pessoa que quer fazê-la tem identificadas, como fruto de sua reflexão pessoal, e talvez com a ajuda de seu diretor espiritual, várias coisas. Acima de tudo, a vontade de Deus sobre ele na vida passada (o que me pediu Deus no passado ou o que quis de mim anteriormente?); isto pode havê-lo visto através de inspirações do Espírito Santo, iluminações, circunstâncias singulares que rodearam sua vida ou simplesmente a vontade de seus superiores. Em segundo lugar, vê o que Deus lhe pede agora com toda claridade. Terceiro, tem também identificados os pontos sobre os quais não discerne com claridade a vontade divina atual; sobre isto terá que aplicar as regras de discernimento e eleição[2]. Finalmente, também sabe quais são os obstáculos concretos que lhe impedem o seguimento radical e total de Jesus Cristo. Segundo tudo isto deverá reformar sua vida.

2.A REVISÃO DE VIDA

Para poder fazer uma reforma, primeiro se deve saber o que se tem que reformar. A isto se ordena a “revisão de vida”. “Revisar” a vida significa examinar as diferentes dimensões da própria vida para ir descobrindo as coisas que se devem trocar, purificar, tirar, começar, modificar, retificar ou intensificar. Em cada uma dessas dimensões se deve prestar atenção a duas coisas:

–As coisas das que deve apartar-se: porque estão mal feitas, ou porque não dão glória a Deus, ou porque comportam apegos desordenados ao mundo, ou porque são fonte de paixões não dominadas, ou porque são ocasião de pecado, etc.

–As coisas que deve afrontar para melhorar as próprias atitudes: porque vemos que Deus o quer assim, ou porque damos com isso maior glória a Deus, ou porque convém com nossos deveres de estado, ou porque nos aproxima mais a Deus, ou porque aproveita mais a nossos próximos, etc.

Estas diferentes dimensões são fundamentalmente cinco: a humana, a espiritual, a comunitária, a intelectual e a apostólica.

A)  A dimensão humana

É o campo da personalidade humana, do equilíbrio das virtudes e paixões. Concretamente tem que se ter em conta aqui:

–Acima de tudo, nosso defeito dominante.

–As virtudes que urge adquirir.

–Os defeitos que se devem combater.

–A ordem interior e exterior da alma e sua relação com as diversas coisas materiais e espirituais que habitualmente nos rodeiam.

–Examinar os afetos: a capacidade para a amizade, as paixões, os possíveis apegos a coisas, pessoas, lugares, etc.

B) A dimensão espiritual

Designa o plano mais importante e onde se encontram os elementos que nos santificam e relacionam diretamente com Deus:

–A oração.

–O modo de viver e aproveitar a Santa Missa.

–As confissões: frequência, aproveitamento.

–As penitências e mortificações, o comportamento nas contrariedades da vida.

–A direção espiritual (sua frequência, sinceridade, aproveitamento).

–O exame de consciência jornal.

–A leitura espiritual (especialmente a Sagrada Escritura).

–Os exercícios espirituais anuais ou retiros.

C) A dimensão comunitária

No caso do religioso tem que examinar pontualmente sua vida comunitária. Por exemplo:

–A participação na comunidade, nas recreações.

–A contribuição dos próprios talentos para aproveitamento do próximo.

–A caridade fraterna.

–A obediência aos superiores.

–A generosidade; a capacidade de oferecimento e imolação.

–A pobreza, a castidade, o cumprimento dos deveres de estado.

Nos leigos esta dimensão se desenvolve fundamentalmente em sua vida familiar:

–A relação com pais e irmãos, ou com seu cônjuge e filhos: as virtudes da obediência, respeito, piedade filial, etc.

–A caridade familiar.

–A solidariedade e a preocupação por outros, etc.

–A responsabilidade no trabalho e na profissão.

D) A dimensão intelectual e a capacitação profissional

É o campo da formação pessoal que vai desde a formação permanente na doutrina cristã à formação profissional. É muito diferente a situação em quem tem o estudo como parte de sua vida cotidiana e vocação, e aqueles que não têm capacidades ou vocação intelectual. Aqui os chamados à formação intelectual (e em sua medida todo cristão que possa formar-se melhor e ilustrar sua própria fé) podem examinar:

–O aproveitamento do estudo.

–A participação pessoal em cursos, conferências, momentos especiais de formação.

–O trabalho pessoal na linha de sua profissão: se busca estudar algo mais, aprofundar, capacitar-se.

–A formação cultural: se se interessar pela leitura espiritual, pela literatura formativa, se se deixa levar pela curiosidade, ou as modas literárias, a superficialidade, etc.

E) A dimensão apostólica e pastoral

A última dimensão a conforma a vida de apostolado. Vida cristã e trabalho apostólico vão necessariamente unidas. Todos devem ser apóstolos, embora cada um em seu próprio ambiente e segundo sua própria vocação. Os chamados a viver um apostolado mais intenso podem e devem examinar os seguintes elementos:

–A oração e mortificação pelo apostolado.

–A preparação do apostolado.

–O desenvolvimento do apostolado.

–O zelo apostólico.

Com os elementos mais sobressalentes deste exame, cada um tem depois que elaborar um plano de vida realista. O plano de vida, como seu nome o indica, designa o projetodas principais atividades e objetivos que um sujeito tenta levar a cabo em um prazo determinado de tempo (o resto do ano, ou o biênio, ou o qüinqüênio, etc.). No plano espiritual é um programa de perfeição. O ter um plano de vida é conveniente não só para os religiosos e sacerdotes senão para todos os fiéis que querem santificar-se no meio do mundo; porque a santidade não se improvisa: quem quer obter algo na vida, já seja na ordem humana ou na sobrenatural, deve sentar-se e prever, pensar e planejar. Para nos santificar devemos aproveitar bem o tempo, sobrenaturalizar nossas obras e seguir um plano de formação e trabalho. Sem plano de vida se esbanja sem remédio muito tempo:

–surgem dúvidas sobre o que devemos fazer; gastamos tempo em deliberações supérfluas; apesar de muito deliberar estamos acostumados a ficar com dúvidas;

–descuidamos algumas de nossas obrigações por falta de previsão e de organização, por propor fins sem determinar os meios ou por tomar no momento meios ineficazes ou menos eficazes, etc.;

–e por este descuido, finalmente, expomo-nos à inconstância e ao abandono das obras empreendidas.

Pelo contrário, o plano de vida nos dá ordem, ajuda-nos a ganhar tempo, faz-nos sobrenaturalizar as obras (porque as fazemos por obediência ao plano, quer dizer, às decisões tomadas em consciência diante de Deus; sempre e quando o plano seja feito como Deus manda); tem também um grande valor educativo enquanto tempera nossa vontade (fazendo-a mais austera, livre de caprichos, submetendo-a a uma ordem e fazendo-a adquirir perseverança).

1) Características

Para que seja real todo plano de vida tem que ter certas qualidades:

–Deve estar acomodado aos deveres de estado, às ocupações habituais, às disposições de espírito, de caráter e temperamento de cada um, a suas forças e a seu estado atual de perfeição.

–Deve ser flexível e rígido à vez. Flexível para não escravizar a alma ao plano quando a caridade para o próximo, ou alguma circunstância grave imprevista, ou a obediência aos superiores faça irrealizável algum projeto. Com certa rigidez, para que o sujeito não o modifique segundo seus caprichos; é rígido se contiver todo o necessário para determinar pelo menos em princípio, o tempo e a maneira de fazer nossas diversas atividades, nossos deveres de estado, exercícios de piedade e a aquisição das virtudes mais necessárias para nosso temperamento.

–Deve ser feito de acordo com o diretor espiritual. Exige-o a prudência que nos ensina que um não é bom juiz em sua própria causa nem destro guia de si mesmo; também a obediência, pela qual, o plano de vida revisado e autorizado pelo diretor estende a ação de este ao resto de nossa vida.

2) O que deve abranger

Os principais elementos que devem estar presentes no plano são:

–O horário mais fundamental do dia: os religiosos isto já o têm estabelecido em sua casa religiosa. Porém pode ser necessário estabelecê-lo “ad hoc” quando se está de férias.

–Os projetos fundamentais: de todas as coisas que viu que tem que trabalhar deverá determinar qual é o objetivo mais urgente, e a ordem em que seguirá trabalhando com outros pontos que deve reformar em sua vida. O mais importante é a formação de propósitos concretos, reais, realizáveis e que vão à medula da vida espiritual, procurando erradicar o defeito dominante, alcançar as virtudes mais importantes para o sujeito em questão, etc. É importante sublinhar que o esforço principal (o trabalho diário) deve enfocar-se sobre um só propósito por vez (fazendo sobre isto o exame particular[1]). Uma vez conseguido o propósito, terá que trocar e se examinar sobre um novo objetivo. A mesma direção espiritual consiste em grande medida em ver o trabalho sobre esse propósito.

–O desenvolvimento do projeto: com que meios vai alcançar o que projetou fazer (por exemplo, para alcançar tal virtude ou vencer tal defeito ou virtude: que atos se deve fazer? com que frequência?, etc.). O meio essencial e indispensável é o exame de consciência diário.

3) Modo de observá-lo

Se deve observar o plano, quer dizer cumpri-lo, íntegra e cristãmente. Integralmentequer dizer: em todas suas partes e com pontualidade. Porque se cumprirmos uns pontos e outros os deixamos de lado sem motivo razoável, caímos no capricho e, em definitiva, passamos a fazer nossa própria vontade em lugar da de Deus. Se deve evitar dois extremos: o escrúpulo e a tibieza. Não se deve ter escrúpulos em deixar de cumprir algum ponto particular do plano quando há motivos graves, especialmente quando nos exigem isso os deveres de caridade para o próximo ou urgências próprias de nossos deveres de estado (como atender doentes a horas inesperadas, ou quando se está rezando). Porém também se deve evitar a tibieza que tende a abandoná-lo tudo por motivos fúteis ou sofismas de nossa afetividade, encontrando falsas desculpas. Cumpri-lo cristãmente significa que a intenção que deve guiar a observância do plano de vida tem que ser o fazer a vontade de Deus. Esta pureza de intenção é a alma genuína de um plano de vida.

4) Rendição de conta

Finalmente, toda pessoa tem que prever com que frequência examinará o andar dos propósitos e projetos. Convém que isto se faça uma vez por mês; para os religiosos e seminaristas (ou inclusive seculares) que têm costume de realizar retiros mensais de um dia, essa será a oportunidade mais adequada. Seja quando for, em tais ocasiões têm que examinar o fato, tomar novas determinações se for necessário, impor-se algum castigo se a negligência ou preguiça ou desordem interior o conduz à inconstância, e examinar as etapas seguintes.


[1] Santo Inácio, EE, nº 24 a 31.


[1] Santo Inácio, EE, nº 21.

[2] Santo Inácio, EE, nº 164 a 189.

8 grandes santos que tiveram depressão, mas nunca se renderam a ela

Por | - ULTIMAS, DESTAQUES, PARTILHA DO FUNDADOR

Você pode se surpreender com vários dos nomes nesta lista!

Até mesmo santos da estatura moral da Madre Teresa de Calcutá, admirada por crentes e descrentes, dão testemunho de ter sofrido algo que soa surpreendente e talvez chocante para quem acha que os santos viveram numa bolha de perfeição à parte das cotidianidades que afetam os seres humanos “comuns”: o conceito da “noite escura da alma“.

A mais famosa abordagem do tema e do termo é, provavelmente, a do místico espanhol São João da Cruz, reconhecido como nada menos que Doutor da Igreja. Ele descreve essa profunda espécie de crise espiritual na jornada rumo à união com Deus em seu célebre poema intitulado, precisamente, “La noche oscura del alma” (século XVI).

É fato que Deus permite, e com frequência, a drástica provação da aridez espiritual, da completa falta de fervor sensível, da dúvida espessa a respeito da Sua existência, da revolta perante os injustíssimos reveses da vida, do desespero diante da tragédia ou mesmo da rotina que, dias depois de dias, meses depois de meses, se reveste daquela insuportável e amorfa ausência de sentido…

Se o próprio Cristo experimentou o drama do silêncio do Pai na mais negra de todas as noites, a ponto de Lhe suplicar que afastasse d’Ele esse cálice durante a Sua oração no Jardim das Oliveiras, à espera da Paixão, por que presumir que Deus fosse poupar-nos de experimentar a dúvida radical? Por que imaginar que Ele nos privasse da oportunidade de escolher, livre e voluntariamente, abraçar a fé ou rejeitá-la, confiar n’Ele ou refutá-Lo, purificar o amor ou mantê-lo morno, frágil, apoiado em incentivos cômodos e débeis?

Nem a vocação à vida religiosa isenta um cristão da provação espiritual.

É claro que nem sempre essa provação é propriamente a doença física e psíquica que hoje conhecemos como depressão. No entanto, há santos que, pelos sintomas descritos por eles próprios ou por outros biógrafos, muito provavelmente enfrentaram esse quadro que atualmente é visto como “o mal do século”.

Alguns dos santos que possivelmente enfrentaram a depressão:

1 – Santo Agostinho

Século IV.

Pois é! Uma das mais icônicas e sublimes figuras representativas da intensidade da conversão cristã e do poder extraordinário da graça santificante; uma das personalidades mais admiradas da história da civilização ocidental, inclusive por não católicos e até por não cristãos: até ele enfrentou, muito provavelmente, os altos e baixos dos neurotransmissores e a instabilidade psíquica e física que hoje a medicina denomina depressão.

Sua mãe, Santa Mônica, suportou com paciência quase inacreditável a imprevisibilidade do filho brilhante, mas de temperamento terrível. Agostinho procurava com intensa sinceridade a verdade e o sentido da existência, mas, em suas andanças desnorteadas e segundo os seus próprios termos, ele a buscava na aparência das coisas criadas, nas volúpias e prazeres dos sentidos, longe de Deus e cada vez mais longe de si mesmo. “Eis que estavas dentro de mim, mas eu estava fora, e fora Te buscava, e nas coisas formosas que criaste, deforme eu me lançava“, declarará ele nas “Confissões”, obra-prima da espiritualidade não apenas cristã, mas universal.

A teimosia da graça, porém, foi mais irredutível ainda que a dele mesmo, e, encontrando canal nas “indesanimáveis” orações de sua mãe e na admirável influência do grande bispo Santo Ambrósio, levou o rebelde e angustiado Agostinho a finalmente se render a Deus e acolher o batismo. Mais ainda: ele se consagrou a Deus e chegou também ele a ser bispo.

Depois que a mãe morreu, no entanto, e durante os mais de quarenta anos que a isto se seguiram, a sua personalidade poderosa ainda se manifestaria com frequência na propensão à raiva implacável e à… depressão severa. Santo Agostinho se levantava desses abismos por meio da oração, do sacrifício e do trabalho. Ocupar-se foi um grande remédio, tanto nas muitas responsabilidades de bispo quanto nas muitas horas de reflexão, estudo e oração que o transformaram em grande defensor da doutrina da Igreja.

2 – Santa Flora de Beaulieu

Século XIV.

Sta Flora de Beaulieu

CC

Ela teve uma infância normal, mas, quando seus pais começaram a buscar marido para ela, se recusou e anunciou que ia dedicar a vida a Deus entrando num convento. No entanto, essa decisão, tomada num contexto turbulento, desencadeou uma fase intensa e prolongada de depressão que afetava de tal modo o seu comportamento que mesmo para as outras irmãs era uma provação conviver com ela. Com a graça de Deus, o tempo e a ajuda de um confessor compreensivo, Flora fez grande progresso espiritual precisamente por causa do desafio da depressão, que ela enfrentou com empenho.

3 – Santo Inácio de Loyola

Século XVI.

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A personalidade poderosa do grande santo fundador dos padres jesuítas também era dada a sentimentos de profunda inquietação e sofrimento. O senso de certeza e convicção que ele demonstra em sua autobiografia (escrita em terceira pessoa) não vieram com facilidade. Depois de se converter, Inácio teve de lutar contra um feroz período de escrupulosidade, termo que, na ascese cristã, se refere à tentação de sentir-se sempre em grave pecado por cada mínima falha pessoal no cumprimento de deveres e na vivência das virtudes. Essa provação veio seguida de uma depressão tão séria que ele chegou a pensar em suicídio. Deus o retirou do abismo de trevas e sofrimento interior inspirando-lhe grandes coisas a realizar na vida em nome de Cristo e da Sua Igreja.

O próprio Inácio define como “desolação” a experiência que enfrentou em seus exercícios espirituais: um estado de grande inquietação, irritabilidade, desconforto, insegurança quanto a si mesmo e às próprias decisões, dúvidas assustadoras, grande dificuldade de perseverar nas boas intenções… De acordo com Inácio, Deus não causa a desolação, mas a permite para nos “abalar” como pecadores e nos chamar à conversão.

A partir da sua experiência, Santo Inácio dá três conselhos para reagir à desolação: não desistir nem alterar uma boa resolução anterior; intensificar a conversa com Deus, a meditação e as boas ações; e perseverar com paciência, pois a provação é estritamente limitada por Deus, que dará o alívio no momento oportuno. Ele descobriu, em suma, que a depressão pode ser um grande desafio espiritual e uma ótima oportunidade de crescimento.

Estes conselhos continuam perfeitamente válidos, mas, hoje, é de importância crucial acrescentar um quarto conselho: procurar a ajuda médica adequada. Os avanços da medicina deixam claro que, na maioria dos quadros verdadeiramente depressivos, a medicação psiquiátrica é indispensável para reequilibrar os neurotransmissores, pois se trata de uma doença propriamente dita e não apenas de uma “fase de tristeza”. O tratamento da depressão clínica tem duas vertentes interdependentes: o trabalho interior pessoal, que pode ser acompanhado por um bom psicólogo ou orientador qualificado, e o trabalho da medicina, acompanhado por um psiquiatra sério e bem atualizado.

4 – Santa Joana Francisca de Chantal

Século XVI.

GFDL-CC

Durante oito anos, ela viveu feliz o seu casamento com o Barão de Chantal. Mas, quando o marido morreu, seu sogro, vaidoso e teimoso, forçou Joana e seus três filhos a irem morar com ele, provocando uma rotina de contínuos dissabores, duras provas de paciência e… depressão. Em vez de se escorar na vitimização, como infelizmente é comum desde sempre e até hoje, Santa Joana fez a escolha de manter a alegria e de responder às crueldades do sogro com caridade e compreensão.

Mesmo depois de estabelecer uma cordial e santa amizade com o grande bispo São Francisco de Sales e de trabalhar com ele na criação de uma ordem religiosa para mulheres de mais idade, Joana continuava experimentando momentos de grande sofrimento e injusto julgamento – e continuava, também, a responder com alegria, trabalho esforçado e espírito voltado a Deus.

A propósito, São Francisco de Sales tem um relevante conselho para quem sofre dessa provação:

“Refresque-se com músicas espirituais, que muitas vezes provocaram o demônio a cessar as suas artimanhas, como no caso de Saul, cujo espírito maligno se afastou dele quando Davi tocou sua harpa perante o rei. Também é útil trabalhar ativamente, e com toda a variedade possível, de modo a desviar a mente da causa de sua tristeza”.

5 – São Noel Chabanel

Século XVII.

São Noel Chabanel

CC

Padre jesuíta, mártir norte-americano, trabalhou entre os índios huron com São Charles Garnier. Os missionários, no geral, desenvolvem grande empatia por aqueles a quem evangelizam; no entanto, não foi o caso do pe. Noel: ele sentia repugnância pelos índios e pelos seus costumes, além de imensa dificuldade para aprender a sua língua, completamente diferente de qualquer idioma europeu, sem falar nos brutais desafios que a vida em ambiente quase selvagem envolvia. Todo esse conjunto de provações gerou nele um sentimento duradouro de sufocamento espiritual. Como ele respondeu? Fazendo um voto solene de jamais desistir nem abandonar a sua missão. E esse voto ele manteve até o dia do seu martírio.

6 – Santa Elizabeth Ann Seton

Século XVIII.

ELIZABETH

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A primeira santa nascida em solo estadunidense sofria com a contínua sensação de solidão e melancolia, tão profunda que ela pensou várias vezes em se matar. Ela teve muitos problemas em sua vida, especialmente relacionados à sua família. Leituras, música e o mar a ajudaram a ser mais alegre. Quando se converteu, a Eucaristia e a caridade passaram a ser sua grande força diária!

7 – São João Maria Vianney

Século XIX.

Cura d'Ars

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Conhecido como o Cura D’Ars, ele é um dos sacerdotes mais queridos da história da Igreja, modelo de pároco zeloso e de pastor que superou as muitas e graves limitações intelectuais próprias para guiar as almas com maestria pelo caminho da vida de graça. Apesar de todo o bem que fazia, ele não conseguia enxergar a própria relevância diante de Deus e convivia persistentemente com um forte complexo de inutilidade pessoal, sintoma da depressão que o acompanhou durante toda a vida.

Nos momentos mais difíceis, ele recorria ao Senhor e, apesar do sofrimento, renovava a determinação de perseverar no seu trabalho com confiança, fé e amor a Deus e ao próximo.

8 – Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

Século XX.

A santa carmelita descalça que havia nascido judia e crescido ateia sofreu com a depressão durante longo período. Chegou a escrever:

“Encontrei-me gradualmente em profundo desespero… Eu não podia atravessar a rua sem querer que um carro me atropelasse e eu não saísse viva dali”.

Desde antes de se converter, principalmente nas muitas ocasiões em que foi desprezada e humilhada por ser mulher e de origem judia, Edith sofreu intensamente a depressão. Intelectual, filósofa, discípula e até assistente de Edmund Husserl, o fundador da fenomenologia, ela finalmente encontrou em Deus a Verdade que tanto buscava, a partir da leitura da obra de Santa Teresa de Jesus. Abraçou então a graça com tamanha sede que dela arrancava as forças para lidar não apenas com os seus dolorosos sofrimentos interiores, mas também com as trevas mortíferas do nazismo.

Edith Stein, que adotou no convento carmelita o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz após se converter e se consagrar a Deus radicalmente, foi capaz de perseverar até o martírio, mantendo a lucidez, a fé, a esperança e o amor inclusive na prisão e na execução a que foi submetida covardemente no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Esse final de vida terrena parece particularmente deprimente? Pois ele é, mesmo. No entanto, como tudo nesta vida tem mais do que apenas um lado, ela enfrentou esse cenário extremo com a serenidade e a paz de espírito de quem aprendeu a lidar com os altos e baixos da depressão, enxergando além do imediato e abraçando uma vida que não acaba porque é eterna – e que é capaz de brilhar até mesmo nas trevas mais densas da morte num campo de concentração.

Sim, há um caminho mais inteligente e mais suave

Por | - ULTIMAS, FORMAÇÕES, GRUPO DE JOVENS

Pare um instante e reflita no que dizem estas poucas linhas…

Realmente hoje temos muita ciência, mas pouca sabedoria. O primado da técnica sobre a ética e da ciência sobre a moral não garantem a felicidade do homem moderno. Isso faz com que ele tenha medo daquilo mesmo que construiu com suas mãos e sua inteligência. Há um caminho mais suave para se viver e ser feliz.

Que caminho é esse?

É por onde se observa coisas simples e naturais, medita e equilibra: ciência e fé. Por exemplo:

A rua mais limpa não é aquela que se varre mais vezes, é a que se suja menos.

A consciência mais tranquila não é a que se confessa muito, mas a que peca menos.

Ser rico não é se matar de trabalhar, de negociar, às vezes até passando os outros para trás. Ser rico não é ter muito, é precisar de pouco.

Ser culto e erudito não é apenas devorar muitos livros, mas também saber aprender com os outros.

Ser saudável não é fazer muito regime e muita ginástica; é comer menos, dormir mais, se agitar pouco.

Ter saúde não é tomar frascos e frascos de vitaminas; é se alimentar bem, sem exagero, com uma dieta balanceada, colorida, saudável.

Realizar-se não é falar muito e parecer “o bom”; é saber usar o silêncio para degustar a sabedoria que os outros nos passam e que nos enriquece.

Ser humilde não é se desvalorizar e enterrar os próprios talentos, é ser fiel à verdade de sua vida e de sua realidade.

Ser casto não é fazer penitências pesadas para vencer as tentações, é fugir delas, na vigilância e na oração.

Ser eficiente não é correr contra o tempo, é saber usar o tempo, contar com ele. Tudo que é feito sem contar com ele, ele se incumbe de destruir.

Ser perfeito não é querer imitar os outros, é desenvolver os próprios talentos e aceitar a sua realidade.

Ser produtivo não é se matar de trabalhar, é trabalhar sempre, sem pressa, mas sem parar, como a planta.

Quando você não conseguir fazer alguma coisa de maneira rápida, não desista; apenas tente fazer devagar.

Que tal seguir um caminho mais suave, mais natural, mais humano?

(via Felipe Aquino)