Há uma tristeza silenciosa que atravessa o coração da Comunidade quando faltam missionários verdadeiramente disponíveis para o serviço de Deus.
Não é apenas a ausência de mãos que trabalhem, mas a ausência de corações entregues, de vidas que se deixem consumir pelo chamado.
Quando aqueles que foram consagrados para a missão se tornam indisponíveis, a obra de Deus parece caminhar mais lentamente, como se o Corpo sofresse pela falta de um de seus membros.
Essa dor não nasce de cobrança humana, mas do desejo ardente de Deus de alcançar seus filhos por meio de instrumentos generosos.
O Senhor continua chamando, continua confiando, continua esperando.
E a falta de disponibilidade fere o coração da missão, porque revela o quanto ainda precisamos aprender a viver o “eis-me aqui” de Maria, o “envia-me” de Isaías, o “não sou mais eu quem vivo” de São Paulo.
Mas até essa tristeza pode ser fecunda. Ela nos lembra que a missão não avança pela força humana, mas pela fidelidade dos que se deixam moldar.
É um convite para rezar mais, amar mais, oferecer-se mais. Que a dor pela indisponibilidade transforme-se em súplica fervorosa: que Deus levante novos missionários, reacenda o zelo dos que já foram chamados e renove em todos nós a coragem de dizer novamente: “Senhor, estou aqui. Faz de mim o que quiseres.”
Prof. Daniel Oliveira







